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Ciência e Tecnologia

O que há de novidade em Ciência e Tecnologia pelo Brasil e pelo mundo, você encontra aqui.

Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

Várias curiosidades físicas, matemáticas e uma enormidade de informções que talvez não soubesse você encontra aqui.

Notícias de Altaneira

Informações sobre Educação, Cultura e Variedades na cidades de Altaneira-Ce, nesse espaço.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Wi-Power: Recarregador de celular à distância

Objetos metálicos não atrapalham o recarregamento, o que vinha sendo um entrave para as tecnologias de recarregamento sem fios. [Imagem: KAIST
Onidirecional e à distância
Engenheiros coreanos desenvolveram um carregador de baterias sem fios, à distância e onidirecional, ou seja que funciona com total liberdade de posição entre a fonte de energia e o aparelho a ser recarregado.
Esta é uma vantagem real, uma vez que os aparatos de recarregamento sem fios demonstrados até então exigem que o aparelho seja colocado sobre a base, o que não traz vantagens em relação a plugá-lo em uma tomada.
O dispositivo é capaz de recarregar múltiplos aparelhos simultaneamente, inclusive com o aparelho no ar e em uso.
Devido à semelhança dessa disponibilidade de energia com a disponibilidade de dados das redes Wi-Fi, a equipe batizou a tecnologia de Wi-Power.
Com novos desenvolvimentos e ampliação da área de cobertura, a expectativa é fornecer "zonas Wi-Power", onde os usuários poderão continuar usando seus aparelhos, que captarão a energia automaticamente para recarregar as baterias.
Bobinas dipolo
O protótipo utiliza um transmissor plano de um metro quadrado, contendo duas bobinas dipolo feitas de materiais magnéticos de alta frequência, cada uma contendo um núcleo de ferrita e conectada a um capacitor ressonante.
Com as bobinas dipolo são mais compactas do que as bobinas tradicionais, foi possível criar uma estrutura que gera um campo magnético 3D acima da mesa de transmissão.
A equipe demonstrou o recarregamento simultâneo de 30 celulares, cada um drenando uma potência de 1 watt, ou cinco notebooks drenando 2,4 watts cada um - todos localizados a 50 centímetros de distância do carregador.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

domingo, 30 de agosto de 2015

Dormir de lado ajuda a limpar resíduos do cérebro

A via glinfática do cérebro limpa compostos químicos que se acumulam no cérebro. Seu funcionamento é mais intenso durante o sono.[Imagem: Stony Brooks University]
Dormir de lado, em comparação com dormir de costas ou de bruços, é a forma mais eficaz para remover o "lixo cerebral", resíduos que se acumulam pelo funcionamento normal do cérebro.
Por isso, o decúbito lateral pode ser uma técnica simples, mas importante, para ajudar a reduzir as chances de desenvolver Alzheimer, Parkinson e outras doenças neurológicas.
"A análise nos mostrou de forma consistente que o transporte glinfático foi mais eficiente na posição lateral, em comparação com as posições decúbito dorsal ou ventral," disse Helene Benveniste, da Universidade Stony Brooks (EUA).
"Devido a esta conclusão, propomos que a postura corporal e a qualidade do sono devem ser consideradas quando da padronização de futuros procedimentos de diagnóstico de imagem para avaliar o transporte de CSF-ISF em seres humanos e, portanto, para a avaliação da limpeza das proteínas cerebrais prejudiciais que podem contribuir ou causar doenças cerebrais," defendeu a pesquisadora.
A equipe usou uma técnica de imageamento de ressonância magnética por contraste dinâmico para rastrear a rota glinfática do cérebro, um complexo sistema que remove resíduos e outros solutos químicos nocivos do cérebro.
Acredita-se que o acúmulo de resíduos químicos no cérebro possa contribuir para o desenvolvimento de doenças neurológicas.
"É interessante que a posição de dormir de lado já seja o mais popular entre os humanos e a maioria dos animais - mesmo os selvagens - e parece que adaptamos a posição lateral ao sono para limpar de forma mais eficiente nosso cérebro dos resíduos metabólicos que se acumulam enquanto estamos acordados," disse a professora Maiken Nedergaard, coordenadora da equipe.
Os resultados foram publicados no Journal of Neuroscience.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pode ser possível escapar de um buraco negro, afirma Stephen Hawking.

Stephen Hawking havia causado furor recentemente, devido a uma declaração entendida pela imprensa como se o bóson de Higgs fosse causar o fim do Universo.[Imagem: Maximilien Brice/Claudia Marcelloni/CERN]
"Se você sentir que está em um buraco negro, não desista, há uma saída."
A frase é de Stephen Hawking, anunciando sua nova teoria em uma conferência realizada nesta semana em Estocolmo, na Suécia.
Pode parecer um tanto paradoxal, uma vez que, no início do ano passado, ele havia afirmado que buracos negros não existem - mas a nova teoria é matematicamente compatível com aquela.
A teoria mais aceita - há quem diga que buracos negros podem não existir e até que buracos negros são matematicamente impossíveis - afirma que buracos negros são estrelas que entraram em colapso sob sua própria gravidade, produzindo forças gravitacionais tão fortes que nem a luz consegue escapar. Em outras palavras, caiu no buraco negro, pode desistir.
Contudo, os físicos têm discutido há mais de 40 anos sobre o que acontece com a informação sobre o estado físico desses objetos que desaparecem para sempre. A mecânica quântica diz que essa informação não pode ser destruída, mas a relatividade geral diz que ela deve ser destruída - este é o famoso paradoxo da informação.
Agora Hawking está defendendo que a informação das partículas nunca chega ao buraco negro propriamente dito: "Proponho que a informação seja armazenada não no interior do buraco negro como se poderia esperar, mas na sua fronteira, no horizonte de eventos."
O horizonte de eventos é a esfera imaginária em torno de um buraco negro a partir de onde nada consegue fugir da sua gravidade - mas, em 2014, o próprio Hawking propôs a substituição do horizonte de eventos por um "horizonte aparente".
Ele agora está sugerindo que as informações sobre as partículas que atravessam o horizonte fatal são "traduzidas" em uma espécie de holograma - uma descrição 2D de um objeto 3D - que fica na superfície do horizonte de eventos. "A ideia é que as supertraduções são um holograma das partículas entrantes. Assim, eles contêm todas as informações que, de outra forma, seriam perdidas."
Mas como é que isso ajuda alguém, ou alguma coisa, a escapar do buraco negro?
Na década de 1970 Hawking introduziu um conceito que passou a ser conhecido como radiação de Hawking - fótons emitidos pelos buracos negros, devido a flutuações quânticas, que efetivamente escapam para o espaço exterior.
Originalmente ele disse que essa radiação não traria informações para fora do buraco negro, mas em 2004 ele mudou de ideia, mantendo o paradoxo da informação. Agora Hawking novamente acredita ter resolvido o paradoxo, permitindo que a informação escape a partir do holograma, e não do buraco negro propriamente dito.
Mas ele acrescentou que não se deve esperar nenhuma mensagem vinda de dentro de um buraco negro: "A informação sobre as partículas entrantes é devolvida, mas de uma forma caótica e inútil," disse ele. "Para todos os efeitos práticos, a informação é perdida."
Ou seja, ao contrário do que ele disse no início da palestra, se você sentir que está caindo em um buraco negro, talvez seja melhor desistir.
Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Matéria e antimatéria têm mesmo peso

Esta é a garrafa de antimatéria, no qual os prótons e antiprótons giram cerca de 30 milhões de vezes por segundo - essa frequência rotacional é usada para determinar a massa das duas partículas. [Imagem: Georg Schneider/Base-Collaboration]
Antiexplosão
Que nosso mundo existe, é algo que dispensa demonstrações.
Mas, se a teoria central da física estivesse correta - ou completa -, ele não deveria existir.
Isto porque o modelo do Big Bang, o momento da criação do nosso Universo, estabelece que matéria e antimatéria foram criadas na mesma proporção.
Assim, o "bum" do Big Bang deveria ter sido seguido de um "mub" - um bum ao contrário, no qual a matéria e a antimatéria se aniquilariam, e nada mais existiria.
Como o modelo é muito bom e já permitiu muitos avanços do conhecimento, os físicos vêm contorcendo as dobras cerebrais há décadas em busca de uma explicação para essa assimetria entre matéria e antimatéria - afinal, onde teria ido parar a antimatéria se ela realmente tivesse sido criada na Grande Explosão?
O peso da antimatéria
Infelizmente, mais duas tentativas de encontrar respostas - e de desafiar o modelo padrão da física - chegaram a um beco sem saída.
Pesquisadores alemães e japoneses do projeto BASE (Baryon Antibaryon Symmetry Experiment) compararam um próton e um antipróton com a maior precisão já obtida até hoje - e não encontraram diferenças entre eles.
Usando uma "garrafa de antimatéria" de 20 centímetros de comprimento, conhecida como armadilha de Penning, eles compararam um único próton de hidrogênio com um antipróton e descobriram que eles têm uma relação carga/massa idêntica até 11 casas decimais.
A relação carga/massa é uma propriedade importante das partículas porque duas partículas que apresentem o mesmo valor irão se mover na mesma rota no vácuo quando sujeitas ao mesmo campo elétrico ou magnético, indicando o que poderia ter ocorrido após a criação das partículas de matéria e antimatéria.
Ao mesmo tempo, físicos do experimento ALICE, do LHC, mediram o peso dos núcleos de deutério e antideutério, e de hélio-3 e anti-hélio-3, e também não conseguiram registrar nenhuma diferença de massa entre eles.
Embora sem a mesma precisão e elegância do experimento BASE, a medição do LHC poderia eventualmente revelar alguma diferença sutil gerada pela união entre as partículas, já que o deutério tem um nêutron adicional em relação ao hidrogênio, e o hélio-3 tem dois prótons mais um nêutron - mas essa diferença não apareceu, pelo menos até onde a precisão do experimento consegue detectar.
Matéria e antimatéria têm mesmo peso
Esquema de funcionamento da garrafa de antimatéria da equipe BASE. [Imagem: Stefan Ulmer et al. - 10.1038/nature14861]
Comparar o magnetismo
Se houvessem indicado alguma diferença, os experimentos estariam apontando um "buraco" no modelo padrão da física - que diz que não deve haver diferença entre matéria e antimatéria -, um buraco a partir do qual os pesquisadores poderiam começar a escarafunchar em busca de uma "nova física", que pudesse ter melhor poder explicativo do que as teorias atuais.
Como não encontraram nada comparando o peso da matéria e da antimatéria, os físicos agora pretendem encontrar diferenças comparando os momentos magnéticos das partículas e das antipartículas.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Projeto ENEMVEST é retomado pela Escola Santa Tereza

Foto: Prof. Paulo Robson
Essa semana foi retomado o projeto ENEMVEST pela escola Santa Tereza. O projeto já está em sua terceira edição e tem como objetivo principal aprofundar as aulas normais de ensino médio, dando uma ênfase à resolução de questões das edições anteriores do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM.

Assim como os dois anos anteriores, o projeto será destinado prioritariamente aos alunos do 3º ano e acontecerá em horário de contra turno do que o aluno está matriculado. Sendo completamente voltado para preparação dos estudantes para a realização da prova nacional.

Mais uma vez contemplará a área de Matemática, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, abrangendo as disciplinas de Matemática, Física e Biologia, tendo como orientadores os professores Adeilton Silva, Paulo Robson e Claudovino Soares (Deza), respectivamente. Professores que têm parte de sua carga horária destinada a atividades fora de sala de aula e mesmo assim comprometeram-se em conduzir de maneira mais produtiva possível o referido projeto.

"Apesar de iniciarmos um pouco mais tarde esse ano, continuamos acreditando na força que esse projeto tem e no quanto ele pode contribuir para o sucesso de nossos alunos no ENEM." É o que afirma Adeilton, um dos professores envolvidos no projeto.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Café aumenta sobrevivência ao câncer de intestino

Parece haver algo mais no café, uma vez que estudos indicam que, em alguns casos, o café, mas não a cafeína isoladamente, produz os benefícios.[Imagem: Wikimedia Commons]
Café contra o câncer
Tomar café regularmente parece aumentar as possibilidades de sobreviver ao câncer de intestino, além de proteger os pacientes da reincidência da doença., informa estudo divulgado pela publicação britânica Journal of the Clinical Oncology.
Charles Fuchs e seus colegas do Centro de Câncer Gastrointestinal de Boston (EUA) afirmam ter comprovado que "os consumidores de café têm um risco menor de desenvolver câncer, além do que a sobrevivência e as possibilidades de cura aumentam consideravelmente".
A equipe constatou que os pacientes que recebiam tratamento e que consumiam altas doses de café, quatro ou mais xícaras por dia, tinham cerca de 42% menos possibilidades de registrar reincidência e 34% menos chance de morrer da doença do que aqueles que não consumiam a bebida.
O estudo também mostrou que os pacientes que bebiam café tinham 33% menos possibilidades de morrer de câncer do que os demais pacientes.
Tratamento alternativo
Apesar dos resultados do estudo, Fuchs mostrou-se cauteloso com os potenciais benefícios do café como tratamento alternativo para os doentes de câncer de intestino.
"Se você bebe café habitualmente e está sendo tratado de câncer do intestino, não deixe de beber, mas se não é um consumidor habitual e se pergunta se deve começar, primeiro consulte o seu médico," declarou o pesquisador.
Outra equipe demonstrou recentemente que o café protege contra recorrência do câncer de mama.
Estudos anteriores indicaram que a bebida poderia proteger contra vários tipos de tumores malignos, incluindo os melanomas, o câncer de fígado, o câncer de próstata avançado e o câncer de boca.
Matéria colhida na íntegra em Diário da Saúde

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Estaria o Universo morrendo?

O projeto GAMA (Galaxy And Mass Assembly) é o maior rastreio já realizado em múltiplos comprimentos de onda, feito com o auxílio de vários dos telescópios mais poderosos do mundo. A imagem mostra a distribuição das galáxias dos vários mapeamentos.[Imagem: ICRAR/GAMA]
Uma equipe internacional de astrônomos completou uma análise de mais de 200.000 galáxias, medindo a energia gerada numa enorme região do espaço com a maior precisão já obtida até hoje.
Com os dados, eles fizeram a melhor estimativa da produção de energia no Universo - ao menos na parte do Universo mais próxima de nós.
E concluíram que a energia produzida nesta região do Universo é hoje apenas cerca da metade da energia produzida há dois bilhões de anos.
E como este enfraquecimento ocorre em todos os comprimentos de onda medidos - 21 ao todo, do ultravioleta ao infravermelho longínquo -, a equipe concluiu que o Universo está morrendo lentamente.
O modelo cosmológico mais aceito estabelece que toda a energia do Universo foi criada durante o Big Bang, sendo que uma parte foi criada como massa. E as estrelas brilham ao converter massa em energia, tal como descrito na famosa equação de Einstein E=mc2.
"Enquanto a maior parte da energia espalhada pelo Universo surgiu no seguimento do Big Bang, energia adicional está sendo constantemente criada pelas estrelas à medida que estas fusionam elementos como o hidrogênio e o hélio," disse Simon Driver, coordenador do projeto GAMA (Galaxy And Mass Assembly).
"Esta nova energia, ou é absorvida pela poeira à medida que viaja pela sua galáxia hospedeira, ou escapa para o espaço intergaláctico e viaja até atingir alguma coisa, como por exemplo outra estrela, um planeta ou, muito ocasionalmente, um espelho de telescópio," detalha Driver.
A queda na produção de energia das galáxias foi registrada em 21 comprimentos de onda. [Imagem: ICRAR/GAMA]
O fato de o Universo estar em declínio lento é uma ideia defendida desde o final da década de 1990, e este novo esforço observacional ilustra como este processo estaria acontecendo em todos os comprimentos de onda - ainda que muitos astrônomos não concordem com a tese.
A equipe de pesquisadores espera poder expandir este trabalho mapeando a produção de energia ao longo de toda a história do Universo, utilizando para isso uma quantidade de novos observatórios, incluindo o maior radiotelescópio do mundo, o SKA (Square Kilometre Array), que será construído na Austrália e na África do Sul durante a próxima década.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Compra compulsiva é problema de saúde, e tem tratamento.

O ato de comprar desperta nas pessoas uma sensação de bem-estar, prazer e satisfação. No comprador compulsivo, esse sentimento é exagerado. [Imagem: Marcos Santos / USP Imagens]
O nome do transtorno é oniomania, a impulsão para comprar coisas - o termo é derivado do grego oné (compra, aquisição) e manía (insânia, fúria).
O que leva uma pessoa a comprar compulsivamente é que, muitas vezes, o ato de comprar serve como remédio para a angústia e a depressão, explica a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do Programa para Compradores Compulsivos, da USP (Universidade de São Paulo).
O ato de comprar desperta nas pessoas uma sensação de bem-estar, prazer e satisfação. No comprador compulsivo, esse sentimento não é diferente.
"O problema é que, para ele, isso é muito mais. Ele vai em busca dessa satisfação com uma frequência muito maior, porque não consegue atingir essa satisfação de outra maneira. A solução para as sensações desagradáveis, negativas e frustrações está nas compras. Muitos dizem que compram para preencher um vazio," explica Tatiana.
O comportamento repetitivo e crônico de gastar descontroladamente gera consequências negativas para o indivíduo, além dos elevados índices de comorbidade (doenças relacionadas), como transtorno de humor e ansiedade.
Os principais sintomas da compra compulsiva são:
  • preocupação excessiva, perda de controle sobre o ato de comprar;
  • aumento progressivo do volume de compras;
  • tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras;
  • comprar para lidar com angústias ou outra emoção negativa;
  • mentiras para encobrir o descontrole com compras;
  • prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar;
  • problemas financeiros causados por compras.
A boa notícia é que a oniomania tem tratamento.
Para tratar esse transtorno, é necessário realizar uma avaliação psiquiátrica para diagnosticar as questões relacionadas aos problemas de cada indivíduo.
Paralelamente, é feito o tratamento psicoterápico, realizado em grupo. São 20 sessões, uma vez por semana, durante uma hora e meia. Dois psicólogos fazem o acompanhamento durante todo o período em que o paciente se encontra em tratamento, buscando ajudá-lo a entender o que acontece com ele, por que compra demasiadamente, quais os "gatilhos" que o levam a esse descontrole e o porquê desse comportamento compulsivo.
Segundo Tatiana, a doença não tem cura, mas consegue-se controlá-la. Os resultados do ambulatório são positivos, afirma: "As pessoas que passaram pelo tratamento e tiveram alta dizem que melhoraram muito e que mudaram o seu comportamento."
O importante, para a psicóloga, é tentar "ressignificar" o comportamento compulsivo, mostrar outras formas de a pessoa obter recompensas e sentir-se amada que não seja pelo viés do consumo compulsivo. Tatiana explica que não dá para simplesmente dizer para a pessoa não comprar nunca mais: "Temos que ensiná-la a entender quando é uma compra compulsiva e quando é normal."
Mais informações sobre o Programa para Compradores Compulsivos da USP podem ser obtidas no endereço eletrônico www.proamiti.com.br.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Pimenta malagueta para aumentar a longevidade

São fortes os indícios de que a pimenta malagueta (Capsicum frutescens) aumente a longevidade. [Imagem: Rosa Lia Barbieri/CPACT/Embrapa]
Uma pesquisa realizada na China sugere que o consumo frequente de comida temperada com pimenta malagueta fresca pode aumentar a longevidade.
Os pesquisadores examinaram a dieta de quase 500 mil pessoas durante sete anos, com idades entre 35 e 79 anos, de dez regiões geográficas diferentes da China.
Verificou-se que as pessoas que consumiam comida picante uma ou duas vezes por semana tinham uma redução de 10% no risco de morte na comparação com as que consumiam este tipo de refeição menos de uma vez por semana.
O risco foi reduzido ainda mais, em 14%, entre as pessoas que consumiam comida picante entre três e sete dias por semana.
Já se conhece há algum tempo o potencial do principal componente ativo da pimenta, a capsaicina, apontada como antioxidante, anti-inflamatório e base de uma nova geração de analgésicos.
As pessoas desde estudo foram acompanhadas entre 2004 e 2008, relatando seu estado de saúde, consumo de bebidas alcoólicas, consumo de comida picante, principal fonte de consumo de pimenta (fresca ou seca, em molho ou em óleo) e também o consumo de carnes e verduras.
Cerca de sete anos depois, os pesquisadores registraram 20.224 mortes no grupo. Os participantes com um histórico de doenças graves foram excluídos e fatores como idade, estado civil, educação, atividade física, histórico familiar e dieta em geral também foram levados em conta.
Os participantes vivos foram então questionados sobre o tipo de comida picante que consumiam e qual era a frequência. A pimenta malagueta, que está entre os ingredientes mais tradicionais da China, foi o tempero que mais apareceu entre as respostas.
As análises mostraram que os participantes que consumiram a pimenta apresentavam um menor risco de morte causada por câncer, diabetes, doenças respiratórias e doenças cardíacas isquêmicas.
Uma análise mais profunda revelou que a pimenta fresca tinha um efeito até mais forte na proteção contra estas doenças.
Os pesquisadores, da Academia Chinesa de Ciências Médicas, ressaltam que os dados são resultados apenas de observação e que ainda são necessários mais estudos para verificar os mecanismos biológicos envolvidos na ação da pimenta malagueta sobre a longevidade.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Origem da Vitamina B3 pode ser extraterrestre

Placa de alumínio onde os experimentos reproduziram as condições dos gelos de água de dióxido de carbono no espaço. [Imagem: Karen Smith/NASA Goddard]
Experimentos envolvendo a vitamina B3, feitos por uma equipe de pesquisadores da NASA, dão suporte à teoria de que o surgimento da vida pode ter sido ajudado por um fornecimento de "moléculas biologicamente importantes produzidas no espaço e trazidas para a Terra por cometas e meteoros".
Há décadas veiculam-se hipóteses associando fenômenos cósmicos - especialmente a passagem de cometas próximos à Terra - com a chegada de doenças e vírus. Ao menos o mecanismo com que isto poderia acontecer está sendo aos poucos validado pelos astrobiólogos, os cientistas que estudam o surgimento da vida no cosmos.
O novo trabalho é um complemento das pesquisas anteriores da mesma equipe, que já haviam revelado que a vitamina B3 está presente em "meteoritos ricos em carbono em concentrações que variam entre cerca de 30 e 600 partes por bilhão".
Neste novo trabalho, a equipe realizou experimentos que mostraram que a vitamina B3, que é encontrada em alimentos tais como peixes, amendoim e sementes de girassol, pode ser produzida a partir de uma molécula orgânica, chamada piridina, no interior de gelo de dióxido de carbono em condições que simulam o ambiente no espaço.
Indo além, e adicionando gelo de água à mistura, em quantidades próximas à que se espera encontrar nos gelos interestelares e nos cometas, a equipe demonstrou que, mesmo com a adição de água, a vitamina B3 pode ser produzida em uma ampla variedade de cenários - por exemplo, com a abundância de gelo de água variando em até dez vezes.
"Este resultado sugere que estes importantes compostos orgânicos em meteoritos podem ter-se originado de gelos moleculares simples no espaço. Esse tipo de química pode também ser relevante para os cometas, que contêm grandes quantidades de água e dióxido de carbono congelados. Estes experimentos mostram que a vitamina B3 e outros compostos orgânicos complexos poderiam ser feitos no espaço, e é plausível que os impactos de meteoritos e cometas poderiam ter acrescentado um componente extraterrestre para o fornecimento de vitamina B3 na Terra primordial," disse Karen Smith, do Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA.
Fonte: Diário da Saúde