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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Motoristas não vêm ciclistas como totalmente humanos

"Quando você não pensa que alguém é totalmente humano, é mais fácil justificar o ódio ou a agressão contra ele. Isso pode criar um ciclo crescente de ressentimento." [Imagem: Monash University
Motoristas versus ciclistas

Mais da metade dos motoristas de automóveis acha que os ciclistas não são completamente humanos, estabelecendo um elo entre essa desumanização dos ciclistas e atos de agressão deliberada para com eles no trânsito.

O problema da desumanização, historicamente estudado em relação a atitudes perante grupos raciais ou étnicos, agora parece estar disseminando-se pela sociedade, atingindo presidiários, doentes mentais, moradores de favelas e, em períodos de grande polarização política, até mesmo as pessoas que têm opiniões diferentes das proferidas por um determinado indivíduo.

Alexa Delbosc e colegas das universidades Monash e Melbourne (Austrália) observam que, no âmbito do trânsito, os ciclistas têm sido conceituados como um grupo minoritário e um alvo de atitudes e comportamentos negativos, que tipicamente acabam com prejuízos para o elo mais fraco - no jogo de forças entre um carro e uma bicicleta, o ciclista perde fácil.

Por outro lado, a adoção da bicicleta como meio de transporte é encorajado por vários especialistas, apontando benefícios para o trânsito, para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, cada vez mais sedentárias.

A equipe australiana acredita que esses dois fatores - desumanização dos ciclistas e encorajamento da bicicleta como meio de transporte - podem ser conciliados se os motoristas de carros puderem colocar um rosto humano nos ciclistas.

Evolução do macaco ou da barata?

O experimento procurou identificar a atitude de centenas de pessoas em relação aos ciclistas e se os próprios participantes eram ciclistas ou não-ciclistas.

Os voluntários receberam um quadro, no qual podia haver uma de duas imagens: A icônica evolução do macaco para o homem, ou uma adaptação daquela imagem mostrando os estágios da evolução de uma barata até o homem.

Pode parecer estranha essa imagem, mas ela se justifica porque na Austrália, onde o estudo foi feito, os insultos mais comuns dos motoristas contra os ciclistas os comparam a "baratas" ou "insetos".

Em ambas as escalas, macaco-humano e inseto-humano, 55% dos não-ciclistas e 30% dos ciclistas, quando dirigindo automóveis, classificaram os ciclistas no trânsito como não completamente humanos.

"Quando você não pensa que alguém é 'totalmente' humano, é mais fácil justificar o ódio ou a agressão contra ele. Isso pode criar um ciclo crescente de ressentimento. Se os ciclistas se sentirem desumanizados por outros usuários, eles estarão mais propensos a agir contra os motoristas, alimentando uma profecia autorrealizável que alimenta ainda mais a desumanização contra eles.

"Em última instância, queremos entender esse processo para que possamos fazer um trabalho melhor em colocar um rosto humano nas pessoas que andam de bicicleta, para que possamos ajudar a parar com o abuso," disse Delbosc.

Matéria publicada originalmente em: Diário da Saúde
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A Via Láctea é "empenada"


Uma impressão ligeiramente exagerada da forma real da nossa Via Láctea, que apresenta um formato parecido com um disco que vai ao chão e fica oscilando antes de cair totalmente. Imagem: Xiaodian Chen/NAO/CAS
Astrônomos da Universidade Macquarie, na Austrália, e da Academia Chinesa de Ciências usaram 1339 "estrelas-padrão" para mapear a forma real da nossa galáxia.
Este primeiro mapa 3D preciso da Via Láctea revelou seu verdadeiro perfil: deformado e torcido.
E o disco de estrelas da Via Láctea se torna cada vez mais deformado e helicoidal quanto mais longe as estrelas estão do centro da galáxia.
"Geralmente pensamos em galáxias espirais como sendo bastante planas, como Andrômeda, que você pode ver facilmente através de um telescópio," comentou o professor Richard de Grijs.
Contudo, nos últimos 50 anos, começaram a surgir indícios de que as nuvens de hidrogênio na Via Láctea estão empenadas.
O novo mapa mostra que o disco deformado da Via Láctea também contém estrelas jovens. Isso confirma que o padrão espiral empenado é causado pelo torque da rotação do massivo disco interno de estrelas da Via Láctea, propõem os astrônomos.
Em cima: Distribuição 3D das Cefeidas Clássicas no disco empenado da Via Láctea. Embaixo: Precessão da linha de nós helicoidais com raio galactocêntrico. Imagem: CHEN Xiaodian
A equipe construiu o mapa 3D da Via Láctea usando 1.339 grandes estrelas pulsantes, cada uma com até 100.000 mais brilhantes que o nosso Sol, fotografadas pelo telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer).
Conhecidas como Cefeidas Clássicas, são estrelas jovens, de quatro a 20 vezes mais massivas que o nosso Sol e até 100.000 vezes mais brilhantes. Essas altas massas estelares implicam que elas morrem jovens, queimando seu combustível nuclear muito rapidamente, às vezes em apenas alguns milhões de anos.
As Cefeidas apresentam pulsações de um dia para o outro, que são observadas como mudanças em seu brilho. Combinado com o brilho observado da Cefeida, seu período de pulsação pode ser usado para obter uma distância altamente confiável - as Cefeidas foram usadas para calcular a idade do Universo.
A galáxia ESO 510-G13 é também uma galáxia espiral deformada, semelhante à Via Láctea, com uma pronunciada deformação em seu disco gasoso e uma deformação menos pronunciada em seu disco de estrelas. Imagem: NASA/Space Telescope Science Institute
Os astrônomos já haviam observado cerca de uma dúzia de outras galáxias que mostram padrões espirais progressivamente distorcidos nas suas regiões exteriores. Portanto, as reviravoltas da nossa Via Láctea são raras, mas não únicas.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Comer um ovo antes de beber evita ressaca

Imagem: JULTUD / SHUTTERSTOCK

Fortes dores de cabeça, enjoo, boca seca, enfim, se você exagera na dose, sempre se arrepende dos sintomas comuns da ressaca no dia seguinte e quer evitar o problema, aposte no ovo.

Comer ovo ajuda a combater a ressaca

Em entrevista ao site Uol, nutricionista Alline Cristina Schuncke ensina que comer um ovo antes e um depois do consumo excessivo de álcool pode ajudar a combater a ressaca, uma vez que o alimento possui uma proteína específica que trabalha para “curar” o processo de intoxicação, comum na ingestão exagerada de bebidas alcoólicas.

De acordo com a especialista, um ovo frito antes da bebedeira prepara o corpo para receber as doses extras, evitando assim a ressaca. A gordura presente no prato demora para ser digerida e reduz também a absorção do álcool.

Mas se você se esqueceu da dica antes do happy hour e, no dia seguinte, sente os efeitos da ressaca, aposte no ovo cozido e evite alimentos gordurosos. Por causa da presença de um aminoácido chamado cisteína, o ovo atua no processo de desintoxicação do fígado.

Matéria colhida na íntegra em Vix.com
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Se você passou a gostar de azeitonas é sinal de que ficou velho


Imagem: VÍA SHUTTERSTOCK
Talvez na infância você não gostasse de azeitonas ou chocolate amargo, mas agora gosta. Talvez você já não consiga pensar em um fim de semana sem tomar uma cerveja ... Mas lamentamos informar que todos esses são sinais de que você está envelhecendo.

Um estudo publicado na revista Physiology & Behavior revelou que é normal que as crianças gostem de sabores doces e não gostem dos sabores amargos. O gosto vai se modificando ao longo de nossas vidas por causa da biologia.

"Várias linhas de pesquisa indicam que o gosto pelo gosto doce é inato. Antes de nascer, a capacidade de detectar sabores doces funciona e interage com sistemas que controlam o afeto e a sucção; Assim, os recém-nascidos são capazes de detectar os alimentos que precisam para sobreviver: o leite materno ”, explica o texto.

A capacidade de detectar doçura não só serve para escolher a comida de melhor qualidade, mas também funciona como um analgésico para crianças. Comer alimentos doces torna as crianças até os 11 anos mais tolerantes à dor.

A capacidade de detectar doçura diminui com o tempo. Quando se chega a adolescência, isso muda para nunca mais voltar. Por isso, talvez você não ame tanto os doces e agora você aprecia uma boa cerveja ou um bom vinho.
De qualquer maneira, os sabores amargos não ocupam a maioria dos nossos alimentos porque, desde nossa biologia, associamos sabores amargos à veneno, sabia?

Matéria colhida na íntegra em Vix


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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Planetas são maiores do que os discos que os originam?

Esta é uma concepção artística de uma estrela jovem rodeada por um disco protoplanetário, no qual hipoteticamente os planetas se formariam. Imagem: ESO/L. Calçada
Os astrônomos acreditam que os planetas se formam quando o material que restou da formação de uma estrela, e que fica circundando essa estrela, acaba se aglomerando.
Ninguém sabe exatamente por meio de que processo ou mecanismo essa poeira se aglomera, já que é igualmente plausível propor que ela se esfacelaria cada vez mais à medida que os grânulos vão se chocando.
Assim, ao menos por enquanto, os cientistas se contentam em dizer que isso acontece "ao longo de milhões de anos", já que um bocado de coisas pode acontecer em um milhão de anos, ainda que não tenhamos conseguido imaginar exatamente o quê.
Mas a coisa ficou um pouquinho mais complicada quando Carlo Manara e seus colegas do ESO (Observatório Europeu do Sul) se dispuseram justamente a tentar encontrar alguma pista sobre o que pode levar à formação planetária a partir de um disco protoplanetário.
Eles estavam fazendo isto invertendo a equação: Partindo da massa dos planetas, eles queriam calcular quanto de material deveria haver nos discos protoplanetários que lhes deram origem.
Isso se tornou possível graças a telescópios como o ALMA, um gigantesco radiotelescópio de antenas móveis que funciona no Chile, e que conseguiu fazer as primeiras imagens de discos de formação de planetas, permitindo fazer cálculos sobre a massa desses discos - hoje já se conhecem muitos deles.
O problema é que a conta não fechou, mesmo depois que a equipe comparou as massas de centenas de exoplanetas e discos protoplanetários: A massa dos planetas é muito maior do que a massa dos discos.
Ou seja, os discos protoplanetários não têm massa suficiente para dar origem aos planetas, indicando que os planetas podem estar se formando por processos que ainda nem conseguimos imaginar.
Os autores sugerem que uma de duas coisas poderia estar acontecendo: pode haver material nos discos que nossos instrumentos não conseguem enxergar, ou os discos são de alguma forma reabastecidos, pela própria estrela ou por estrelas vizinhas - estrelas geralmente se formam em grupos, nos chamados "berçários estelares".
Qualquer que seja o caso, as alternativas desafiam o paradigma atual da formação dos planetas.
Matéria publicada originalmente em Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O perigo escondido no iogurte que você consome

Imagem capturada

Iogurtes são considerados por muita gente um alimento saudável, mas um estudo feito no Reino Unido mostrou que muitos destes produtos podem não ser tão bons assim para a saúde quanto se pensa.
Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, analisou a tabela nutricional de mais de 900 produtos e concluiu que muitos são feitos com uma grande quantidade de açúcar. Isso inclui até mesmo aqueles classificados como orgânicos.
Em alguns casos, os iogurtes superam até mesmo refrigerantes na quantidade de açúcar usada na fabricação. Somente os iogurtes naturais e do estilo grego foram considerados produtos com baixo teor desse ingrediente.
A divulgação do estudo ocorre no mesmo momento em que o Ministério da Saúde brasileiro negocia um acordo com a indústria de alimentos para reduzir o açúcar em produtos industrializados, entre eles os iogurtes.
O consumo em excesso de açúcar é comum entre brasileiros e está associado um maior risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes.
"O resultado desse estudo é muito preocupante, porque iogurtes são vendidos como produtos saudáveis e são muito consumidos por crianças", diz a nutricionista Ana Clara Duran, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp.
"Quando ele é natural, é de fato saudável, mas, depois que recebe corante, açúcar e outros aditivos, vira um produto ultraprocessado. O pai ou a mãe acha que está fazendo algo legal ao dar iogurte para o filho, mas não está. E isso é preocupante também para adultos, porque 54% da população está acima do peso e quase 20% está obesa."
No entanto, os consumidores brasileiros dificilmente têm como saber a quantidade de açúcar dos iogurtes vendidos no país.
Os fabricantes não são obrigados a informar seu teor nas tabelas nutricionais dos produtos disponíveis por aqui - e apenas uma pequena parcela deles o faz voluntariamente.
Mas há uma proposta para mudar isso em debate na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Tão açucarado quanto refrigerante
A pesquisa britânica analisou 921 produtos vendidos pela internet por cinco das maiores redes de supermercados do país, que respondem por 75% do mercado.
Eles foram divididos em oito categorias mais comumente usadas pelos supermercados: infantil, sobremesas, alternativas a produtos lácteos, saborizados, de frutas (in natura ou na forma de purê), natural/grego e orgânicos.
O estudo mostrou que a categoria que mais contém açúcar é a de sobremesas, com 16,4g a cada 100g do produto em média. No entanto, foram incluídos produtos que não contêm iogurte ou queijo cremoso, como mousse de chocolate e cremes de caramelo, o que influenciou neste resultado.
A segunda categoria mais açucarada foi a de iogurtes orgânicos, com 13,1g a cada 100g. Os infantis contêm 10,8g a cada 100g.
O refrigerante à base de cola mais popular do mercado contém 10,6g a cada 100ml.
Quanto açúcar há nos iogurtes?
Sobremesas - 16,4g a cada 100g
Orgânicos - 13,1g a cada 100g
Saborizados - 12g a cada 100g
Com fruta - 11,9g a cada 100g
Infantis - 10,8g a cada 100g
Alternativas a produtos lácteos - 9,2g a cada 100g
Bebidas lácteas - 9,1g a cada 100g
Natural e grego - 5g a cada 100g

Matéria publicada originalmente em BBC Brasil
Mais informações AQUI 

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Fibra de carbono armazena energia na lataria dos carros

Fibra de carbono armazena energia na lataria dos carros
Baterias estruturais darão maior autonomia a carros e aviões elétricos.[Imagem: Yen Strandqvist/Chalmers]
Bateria estrutural
Há alguns anos, engenheiros vêm tentando transformar as latarias dos carros em "laterias", peças estruturais e de segurança que sejam simultaneamente capazes de armazenar energia.
Uma equipe da Suécia agora descobriu como fazer com que as fibras de carbono funcionem como eletrodos de baterias de lítio, armazenando energia diretamente.
O uso desse tipo de material multifuncional pode contribuir para uma significativa redução de peso e aumento na autonomia não apenas dos carros híbridos e elétricos, mas também dos aviões elétricos - aviões de passageiros precisarão ser muito mais leves do que os atuais para serem alimentados por eletricidade.
"O corpo de um carro então não seria simplesmente um elemento de suporte de carga, mas também funcionaria como uma bateria. Também seria possível usar a fibra de carbono para outros fins, como colher energia cinética, para sensores, ou como condutores de energia e dados. Se todas essas funções fizessem parte da estrutura de um carro ou de uma aeronave, isso poderia reduzir o peso em até 50%," disse o professor Leif Asp, da Universidade de Tecnologia Chalmers.
Bateria de fibra de carbono
O professor Asp liderou um grupo multidisciplinar que demonstrou que a microestrutura das fibras de carbono afeta suas propriedades eletroquímicas, ou seja, sua capacidade de operar como eletrodo em uma bateria de íons de lítio - os eletrodos das baterias de lítio são tipicamente feitos de carbono, embora não na forma de fibras.
"Agora nós sabemos como as fibras de carbono multifuncionais devem ser fabricadas para atingir uma alta capacidade de armazenamento de energia, além de garantir rigidez suficiente," disse Asp. "Uma ligeira redução na rigidez não é um problema para muitas aplicações, como carros. O mercado é atualmente dominado por compósitos caros de fibra de carbono cuja rigidez é adaptada para o uso em aviões. Há, portanto, algum potencial para os fabricantes de fibra de carbono ampliarem sua utilização."
De fato, os tipos de fibra de carbono com boas propriedades eletroquímicas para funcionar como baterias apresentaram uma rigidez ligeiramente maior do que a do aço, enquanto os tipos com as piores propriedades eletroquímicas são apenas duas vezes mais rígidas do que o aço.
Assim, para a indústria da aviação, poderá ser necessário aumentar um pouco a espessura dos compósitos de fibra de carbono para compensar a redução da rigidez das peças quando de sua transformação em baterias estruturais, mas isso traria o benefício adicional de aumentar sua capacidade de armazenamento de energia.
"Além disso, a menor densidade de energia das baterias estruturais as tornaria mais seguras do que as baterias padrão, especialmente porque também não conteriam substâncias voláteis," disse o pesquisador, acrescentando que a equipe já está em colaboração com os setores automotivo e de aviação para começar os testes da tecnologia.
Matéria postada originalmente em Inovação Tecnológica
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