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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Turismo espacial não precisa ser limitado a super-atletas

Os médicos queriam saber se pessoas com os problemas de saúde mais comuns poderão voar sem riscos a bordo das naves espaciais comerciais.[Imagem: NASA]
Atestado espacial
Historicamente os voos espaciais têm sido reservados a autênticos super-homens e mulheres-maravilha.
Os astronautas são selecionados por sua capacidade de atender aos mais altos padrões físicos e psicológicos, uma exigência pensada inicialmente para prepará-los para desafios desconhecidos.
Se isso era verdade 60 sessenta anos atrás, contudo, agora está começando a era do turismo espacial, quando "pessoas normais" querem ir ao espaço.
Será que elas podem ir ao espaço sem correr riscos? Quais seriam as exigências médicas para que alguém embarque em um voo espacial em segurança?
Forças de aceleração
Parece que as exigências são menores do que se supunha, segundo um estudo realizado pelo Grupo de Medicina Aeroespacial da Universidade do Texas (EUA).
A Dra. Rebecca Blue e seus colegas foram direto ao assunto, analisando como pessoas com problemas médicos comuns - pressão alta, doenças cardíacas, diabetes, doenças pulmonares como asma ou enfisema, lesões nas costas e no pescoço - enfrentariam as tensões dos voos espaciais comerciais.
Para isso, eles colocaram os voluntários em uma centrífuga, um aparelho usado no treinamento de astronautas para simular as condições de aceleração e desaceleração impostas pelas viagens espaciais.
"O estresse fisiológico do voo espacial incluem fortes forças de aceleração, ou 'forças G', durante o lançamento e a reentrada, além do período de microgravidade," disse a pesquisadora.
Os voluntários foram colocados em uma centrífuga, um aparelho usado no treinamento de astronautas. [Imagem: NASA]
Voo liberado
Os resultados surpreenderam.
No geral, quase todas as pessoas com as condições médicas bem controladas que participaram da avaliação toleraram bem os voos simulados.
Algumas condições médicas são de particular interesse dentro da emergente indústria de turismo espacial, seja por causa da alta taxa de ocorrência na população, seja por causa do potencial para causar eventos médicos graves súbitos.
A indústria quer ampliar ao máximo sua base de clientes, mas não quer ter problemas com indenizações.
Os resultados sugerem que um atestado médico comum pode ser o suficiente para habilitar uma pessoa a comprar sua passagem para o espaço.
Matéria colhida na íntegra em Diário da Saúde

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O que Hawking realmente disse sobre o bóson de Higgs e o fim do Universo?

As palavras de Stephen Hawking foram tiradas de um livro de física sem que os termos fossem adequadamente traduzidos - o resultado foram manchetes excessivamente sensacionalistas.[Imagem: Maximilien Brice/Claudia Marcelloni/CERN]
Distorção
Se você é um entusiasta da ciência, provavelmente leu nos últimos dias manchetes alegando que o físico Stephen Hawking acredita que o bóson de Higgs causará o fim do Universo.
Esta é uma deturpação da ciência de cair o queixo. O Universo é seguro e será por um tempo muito longo - por trilhões de anos.
Para entender como as palavras de Hawking foram abominavelmente distorcidas, primeiro precisamos entender a sua declaração.
Parafraseando um pouco, Hawking disse que, em um mundo no qual o bóson de Higgs e uma outra partícula fundamental - o quark top - têm as massas atribuídas às duas pelas medições feitas até agora, este universo está em um estado metaestável.
O que é metaestável
Basicamente, metaestável é "mais ou menos estável". Então, o que isso significa?
Vamos considerar um exemplo. Pegue um taco de sinuca e coloque-o sobre a mesa de bilhar. O taco está estável, ele não vai a lugar nenhum. Pegue agora o mesmo taco e equilibre-o em seu dedo. Ele agora está instável - em quase todas as circunstâncias, o taco irá cair.
A analogia para um objeto metaestável é uma banqueta. Sob quase todas as circunstâncias, o banco vai ficar lá por toda a eternidade. Entretanto, se você empurrá-lo forte o suficiente, ele vai cair. Quando a banqueta cai, ela fica mais estável do que estava, assim como o taco de sinuca em cima da mesa ou no chão.
Agora precisamos nos voltar para o Universo e as leis que o regem. Aqui há um importante princípio orientador: o Universo é um gigante preguiçoso, uma batata de sofá cósmica. Se for possível, o Universo vai descobrir uma maneira de mover-se para o estado mais baixo de energia que puder.
Uma analogia simples é uma bola colocada na encosta de uma montanha. Ela irá rolar pela encosta da montanha e ir descansar no fundo do vale, ficando então em uma configuração estável. O Universo funciona da mesma forma. Depois que o cosmos foi criado, os campos que compõem o Universo deveriam ter-se dispostos no menor estado de energia possível.
Mas há uma ressalva.
Estabilidades temporárias
Lembrando da analogia da montanha, é possível que possa haver pequenos "vales" na encosta de energia que o Universo desceu desde sua criação. Conforme o Universo esfriou, ele pode ter sido pego em um desses pequenos vales. Em termos ideais, o Universo gostaria de cair para um vale mais abaixo, mas pode estar preso.
Este é um exemplo de um estado metaestável. Enquanto o pequeno vale for profundo o suficiente, é difícil sair dele. De fato, usando a física clássica, é impossível sair dele.
Entretanto, não vivemos em um mundo clássico. Em nosso Universo, devemos levar em consideração a natureza da mecânica quântica. Há muitas maneiras de descrever o mundo quântico, mas uma das propriedades mais relevantes aqui é que "raramente as coisas acontecem." Em essência, se o Universo estiver preso em um pequeno vale de metaestabilidade, ele poderia eventualmente tunelar do vale e cair para o vale mais abaixo (Compare isto com você tunelar pela parede - só que estamos falando do Universo inteiro).
Então, quais seriam as consequências de o Universo deslizar de um vale para outro?
Fim instantâneo
Bem, as regras do Universo são regidas pelo vale no qual ele se encontra. No vale metaestável que define nosso Universo familiar, temos as regras da física e da química que permitem que a matéria se estruture em átomos e, eventualmente, em nós.
Se o Universo deslizar para um vale diferente, as regras que regem a matéria e a energia seriam diferentes. Isto significa, entre outras coisas, que partículas como quarks e léptons poderiam ser impossíveis. As forças conhecidas que regem a interação entre essas partículas poderiam não se aplicar. Em suma, não há nenhuma razão para pensar que sequer existiríamos.
Será que haveria algum aviso se esta transição ocorresse?
Na verdade, não teríamos nenhum aviso. Se, em algum lugar no cosmos, o Universo fizesse uma transição de um vale metaestável para um vale mais profundo, as leis da física mudariam na velocidade da luz. À medida que a onda de choque passasse pelo Sistema Solar, nós simplesmente desapareceríamos conforme as leis que regem a matéria que nos forma deixassem de existir. Em um segundo estaríamos aqui, e no próximo não estaríamos mais.
O que o bóson de Higgs tem a ver com isso?
Voltando à pergunta inicial, o que o bóson de Higgs nos diz sobre isso? Acontece que podemos usar o Modelo Padrão da física para nos dizer se estamos em um Universo estável, instável ou metaestável.
Sabemos que não vivemos em um universo instável porque estamos aqui, mas as outras duas opções estão abertas. Então, qual é a resposta? Ela depende de dois parâmetros: a massa do quark top e a massa do bóson de Higgs.
Se seguirmos a nossa compreensão do Modelo Padrão, combinada com as nossas melhores medições, parece que vivemos em um Universo metaestável que pode um dia desaparecer sem aviso.
Calma
Contudo, antes de sair fazendo alarde, preste atenção a algumas palavras de advertência. Usando o mesmo Modelo Padrão que usamos para descobrir se o cosmos é metaestável, podemos prever quanto tempo provavelmente levará para que a mecânica quântica deixe o Universo deslizar do vale metaestável para um vale estável: Vai levar trilhões de anos.
A humanidade tem existido apenas por cerca de 100.000 anos, e o Sol vai crescer em uma gigante vermelha e incinerar a Terra em cerca de 5 bilhões de anos. Já que estamos falando sobre o Universo existindo como um estado metaestável por trilhões de anos, talvez sair esta noite para se esbaldar e aproveitar o final de vida que lhe resta seja uma má ideia.
É importante notar que a descoberta do bóson de Higgs não teve nenhum efeito sobre se o Universo está em um estado metaestável ou não. Se vivemos em um mundo metaestável, isso sido assim desde que o Universo foi criado, independentemente do que saibamos dele ou não.
Voltando às versões da mídia, excessivamente sensacionalistas, você pode ver que havia um fundo de verdade e um barril cheio de histeria. Não há perigo, e está tudo bem se você quiser continuar observando com grande interesse as notícias sobre a medição cuidadosa do bóson de Higgs.
E, sim, você terá que ir trabalhar na segunda-feira.
Por Don Lincoln - Fermi National Accelerator Laboratory - 26/09/2014
Texto colhido na íntegra em Inovação Tecnológica

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Depois de 10 meses de viagem, sonda da Nasa chega em Marte

Concepção artística mostra a sonda Maven já na órbita do planeta Marte (Foto: Divulgação/Nasa)
Segundo a NASA, agência espacial americana, a sonda americana Maven chegou à órbita de Marte na noite deste domingo (21), depois de uma viagem de dez meses. O objetivo da missão é descobrir o que levou o planeta a perder grande parte de sua atmosfera no passado.
A Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) partiu da Terra em novembro do ano passado e viajou 711 milhões de quilômetros, ao custo de US$ 671 milhões, entrou na órbita de Marte aproximadamente às 23h25 deste domingo (21), no horário de Brasília.
A partir do momento que chegar na órbita do plante vermelho, a sonda começará um período de cinco semanas para a calibragem dos seus instrumentos. Em seguida, a sonda entrará em uma órbita elíptica definitiva de quatro horas e meia, que lhe permitirá realizar observações de todas as latitudes e camadas da atmosfera superior de Marte, com altitude variável de 150 km a 6.000 km.
A Missão Maven tratará de responder de onde veio toda a água que havia em Marte em um passado distante, assim como o dióxido de carbono (CO2). São questões importantes para se compreender a história do planeta, de seu clima e da possibilidade de vida.
Maven conta com oito instrumentos, entre eles um espectrômetro de massas para determinar as estruturas moleculares dos gases atmosféricos, e um sensor SWEA (Solar Wind Electron Analyzer), que analisará o vento solar. A sonda de 2,45 toneladas foi lançada em novembro de 2013 de Cabo Cañaveral, Flórida.
Sonda Maven decolou em 18 de novembro de 2013 de Cabo Canaveral, na Flórida (Foto: Michael Berrigan/Reuters)
Fonte: G1 Ciência e Saúde

Suco de limão pode ajudar ESA a construir foguetes de maneira sustentável

Getty imagens
Pesquisadores da ESA (Agência Espacial Europeia) estão investigando as propriedades do ácido cítrico, encontrado no suco de limão, na preparação de aço inoxidável, material de extrema importância na fabricação de satélites e foguetes. Com essa substância, eles esperam desenvolver um método alternativo e ambientalmente sustentável para preparar o metal.
Antes de utilizarem, as peças feitas com aço inoxidável devem ser primeiro "passivadas", ou seja, é preciso retirar sua camada superficial para remover quaisquer imperfeições ou contaminação que sobraram do processo de usinagem, que poderiam resultar em ferrugem.
Tradicionalmente, elas são banhadas em ácido nítrico, em uma etapa do processo que tem desvantagens ambientais e de segurança. O tratamento produz óxidos de nitrogênio, gases de efeito estufa e é potencialmente prejudicial aos trabalhadores.
Recentemente, o ácido cítrico tem sido considerado pelos cientistas como uma alternativa verde para substituir o ácido nítrico. Para isso, um novo estudo realizado por iniciativa do projeto Espaço Limpo da ESA tem o objetivo de descobrir como essa substância poderia reduzir o impacto ambiental da indústria espacial, seja na Terra ou no espaço.
O estudo com o suco de limão envolverá ligas de aço inoxidável passivantes e componentes normalmente utilizados no setor espacial, avaliando seu processo de fabricação para, em seguida, submetê-los a uma gama de testes ambientais - incluindo corrosão sob tensão, teste de corrosão atmosférica e de laboratório, testes de aderência e fadiga mecânica - juntamente com uma análise metalúrgica completa. De acordo com os cientistas, é possível que em breve os foguetes que vão a Marte ou Saturno tenham passado por um "banho de limão".
Fonte: Uol Ciências

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vêm aí os navios sem tripulação

O custo de fabricação e os custos operacionais dos navios sem tripulação prometem ser menores do que os navios com marinheiros. [Imagem: Rolls Royce/Divulgação]
É bem verdade que carros sem motoristas já circulam por aí, contudo, o que alguns especialistas já argumentam é a possibilidade de termos também navios sem comandantes navegando em nossas águas.
Engenheiros do projeto europeu MUNIN (Maritime Unmanned Navigation through Intelligence in Networks) acreditam que navios sem tripulação são mais factíveis, do que aviões por exemplo, porque as rotas marinhas são muito mais livres e menos sujeitas a mudanças do que as ruas de uma cidade.
Dessa forma, trabalham com uma agenda para que os primeiros navios de 200 metros de comprimento rodem autonomamente pelos mares na próxima década.
São oito parceiros da indústria e da academia trabalhando em conjunto para recriar todos os sistemas necessários ao navio de forma que eles funcionem sem intervenção humana dentro do próprio navio, já que o sistema, para ser confiável e seguro, depende por hora de uma conexão de banda larga de 4 Mbits.
"Não há muitos dispostos a acreditar, mas se os parceiros do projeto conseguirem superar os desafios nos quais estamos trabalhando, navios como estes poderão na verdade ser mais seguros do que muitos dos que estão no alto mar hoje," disse Ornulf Rodseth, coordenador do projeto. "O erro humano, no todo ou em parte, é a causa de mais de 75% dos acidentes com embarcações hoje."
Os primeiros dados indicam que os navios sem tripulação poderão viajar mais lentamente, economizando até 50% de combustível.
Rodseth afirma que a adoção dos navios autônomos deverá ser gradual, com as tripulações podendo ir dormir à noite, por exemplo, deixando a embarcação navegar de forma autônoma por meio-período.
Com informações de Inovação Tecnológica

Celular controlado pelas mãos sem toque

[Imagem: Chen Zhao et al.]
Controlar o seu celular com gestos das mãos - sem tocar na tela - pode ser mais fácil do que se imaginava.
Tudo o que é necessário são os próprios sinais eletromagnéticos gerados e captados pelo aparelho.
As ondas de rádio emitidas pelos celulares são refletidas de volta para eles pelas mãos de formas tão características que é possível identificar gestos com grande precisão.
Chen Zhao e seus colegas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveram então um algoritmo que reconhece as reflexões do sinal do celular em cada posição, incluindo variações apenas nos dedos.
Em testes com voluntários, o programa reconheceu oito movimentos de bater, quatro movimentos laterais e dois gestos de deslizar - tudo com uma precisão de 87%.
A ideia da equipe é que os usuários possam controlar seus celulares sem tocar neles, sobretudo quando estiverem longes de seus aparelhos.
"Isto permite a interação com o celular quando as telas sensíveis ao toque e as câmeras não estão visíveis," disse o professor Matthew Reynolds, orientador do grupo.
Assim, se o telefone estiver em seu bolso e tocar em hora imprópria, uma leve ondulação dos seus dedos será suficiente para silenciá-lo. Ou fazer um movimento de deslizamento com a mão pode mudar o volume ou saltar para a próxima música.
O programa feito pela equipe para demonstrar essas possibilidades, chamadoSideSwipe, será oficialmente apresentado durante uma conferência sobre interfaces no Havaí, em Outubro.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Criado um "campo magnético" para a luz

O objetivo final é ter tal controle sobre a luz que ela poderá substituir os fios metálicos e suas correntes elétricas nos circuitos eletrônicos. [Imagem: Lawrence D. Tzuang et al. - 10.1038/nphoton.2014.177]
Magnetismo da luz
Em um trabalho que contou com a participação do brasileiro Paulo Nussenzveig, da USP, físicos conseguiram manipular o campo magnético da luz.
Na eletrônica, controlar o fluxo e a rota dos elétrons é uma questão de aplicar um campo magnético sobre eles.
"Nós não temos uma coisa assim para a luz," disse a professora Michal Lipson, da Universidade de Cornell, cuja equipe já havia controlado a luz com uma corrente elétrica e criado circuitos lógicos de luz.
"Para a maioria dos materiais, não há algo que eu possa ligar, e aplicar esse campo mágico para mudar o caminho da luz," completou Lipson.
Talvez haja, mas só agora os pesquisadores estão descobrindo como retirar o véu de "mágico" e descobrir como manipular o campo magnético da luz.
Esse campo magnético tem a ver com a fase da luz, que é uma medida de um ponto específico no ciclo de uma onda de luz, cujo resultado é quantificado como um ângulo, em graus.
Moduladores de fase
A equipe demonstrou a existência deste campo usando um interferômetro experimental, um dispositivo em microescala formado por dois moduladores que ficam trocando ondas de luz.
Quando uma onda de luz viaja em condições normais, sua fase é proporcional à distância percorrida, mas não é afetada por qual caminho ela tomou.
Contudo, exatamente como um campo magnético faz com que uma corrente elétrica mude de direção, o interferômetro modulou a luz, alterando sua fase não apenas como uma função da distância percorrida, mas também pela forma da sua trajetória.
Segundo a professora Lipson, uma série desses moduladores pode ser forte o suficiente para criar um campo para a luz equivalente ao que o campo magnético faz para os elétrons. As fases da luz poderão ser controladas arbitrariamente por cada um dos moduladores, fazendo-as depender do caminho que tomarem quando forem de um ponto A para um ponto B.
"Isto nos coloca muito próximos do que os elétrons fazem em um campo magnético. Eles experimentam exatamente isso em um campo magnético: a fase acumulada na sua trajetória depende do caminho exato que tomaram," acrescentou Lipson.
O objetivo final é ter tal controle sobre a luz que ela possa substituir os fios metálicos e suas correntes elétricas nos circuitos eletrônicos, viabilizando os processadores de luz, ou processadores fotônicos.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O que mais afeta a Moralidade, a posição política ou religiosa?

Imagem do Google
Segundo informações do site Diário da Saúde, a inclinação política afeta o modo como uma pessoa encara questões de moralidade mais do que a religião professada por essa pessoa.
Foi realizada uma pesquisa nesse sentido por meio de questões transmitidas pelo celular a uma amostra de mais de 1,2 mil voluntários, nos Estados Unidos e no Canadá, para monitora-los no seu dia a dia, em situações mais realistas.
Os pesquisadores enviavam aos voluntários, quatro vezes ao dia ao longo de três dias, um questionário onde perguntavam se eles haviam praticado, sofrido, testemunhado ou ouvido falar de um ato moral ou imoral na última hora, contendo ainda um pedido para a descrição desse ato moral e como os voluntários haviam se sentido a respeito dele.
Como resultados, eles teriam percebido que as pessoas religiosas não se mostraram mais morais na hora de agir, mesmo tendo-se revelado mais chocadas e indignadas ao testemunhar uma imoralidade. Contudo, a tendência política da pessoa revelou uma divisão clara de pontos de vista: pessoas liberais mostraram-se mais afetadas emocionalmente por atos morais ou imorais envolvendo questões de justiça ou injustiça, enquanto que os conservadores deram mais peso a atos de lealdade ou traição.
Segundo os autores da pesquisa, o resultado dá apoio a teorias sobre a natureza da fofoca (as pessoas ouvem falar mais sobre os atos imorais dos outros), do "contágio moral" (receptores de atos morais tendem a se comportar de modo moral mais adiante) e da "licenciosidade moral" (vítimas de atos imorais tendem a se comportar de modo imoral).
Com informações de: Diário da Saúde

domingo, 14 de setembro de 2014

Caminhadas de 5 minutos revertem malefícios de ficar sentado

Imagem do Google
Riscos de ficar sentado demais
Três caminhadas leves de 5 minutos cada uma revertem os danos causados às artérias das pernas por três horas de permanência sentada.
Ficar sentado por longos períodos de tempo, como muitas pessoas fazem diariamente no trabalho ou na escola, está associado a fatores de risco que incluem níveis mais elevados de colesterol e maior circunferência da cintura - risco para doenças cardiovasculares e metabólicas.
Estudos já mostraram que trabalhar de pé é melhor para a saúde do que trabalhar sentado e que ficar menos tempo sentado aumenta a expectativa de vida.
Isto porque, quando nos sentamos, os músculos não se contraem para ajudar a bombear bem o sangue para o coração. O sangue pode então se acumular nas pernas e afetar a função endotelial, a capacidade dos vasos sanguíneos de se expandirem devido a um aumento do fluxo sanguíneo.
"Nós mostramos que a postura sentada prolongada prejudica a função endotelial, que é um indicador precoce de doença cardiovascular, e que interromper esse tempo sentado previne o declínio nessa função," disse Saurabh Thosar, da Universidade de Indiana (EUA).
Caminhadas curtas e leves
Os experimentos mostraram que ficar sentado durante apenas uma hora piora a expansão das artérias das pernas em até 50%.
Para tentar reverter a situação, os participantes do estudo ficaram sentados durante três horas, fazendo pequenas caminhadas de 5 minutos a cada hora.
O resultado é que a função arterial permaneceu a mesma durante todo o período de três horas.
As caminhadas de 5 minutos cada uma foram feitas em uma esteira, a uma velocidade de 3,2 km/h, divididas no período de três horas nas marcas de 30 minutos, 1,5 hora e 2,5 horas.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

Cientistas solidificam a luz

Luz cristalizada: inicialmente os fótons fluem facilmente entre os dois qubits, produzindo as grandes ondas à esquerda. A seguir, a luz cristaliza, mantendo os fótons no lugar (direita). [Imagem: Universidade de Princeton]
Cristal de luz
Cientistas garantem ter solidificado a luz, cristalizando os fótons como se eles fossem os átomos na rede cristalina de um sólido.
Não se trata de espalhar a luz através de cristal - a luz se transforma em um cristal, com os fótons ficando fixos no lugar.
Os cientistas já haviam torcido e retorcido a luz, congelado a luz e até construído rodas fotônicas. Mas formar uma rede cristalina de luz é algo inédito.
"É algo que nunca vimos antes," disse Andrew Houck, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. "Este é um novo comportamento para a luz."
Infelizmente, você não conseguirá pegar o cristal de luz na mão, uma vez que esse comportamento exótico cessa tão logo o feixe é desligado, mas os cientistas garantem que o experimento sem precedentes poderá responder a algumas perguntas fundamentais sobre a física da matéria.
Essas perguntas têm sido feitas no esforço para desenvolver materiais com propriedades não encontradas na natureza, como supercondutores que funcionem a temperatura ambiente, e os tão sonhados computadores quânticos.
Onda, partícula, sólido
Para construir seu cristalizador de luz, James Raftery e seus colegas criaram uma estrutura feita de materiais supercondutores que contém 100 bilhões de átomos projetados para agir como uma entidade única - um átomo artificial.
O aparato é baseado no processador quântico que a equipe vem desenvolvendo desde 2007, no qual átomos artificiais funcionam como qubits.
Pelas regras da mecânica quântica, os fótons em um fio supercondutor que passa ao lado do processador herdam algumas das propriedades do átomo artificial - em certo sentido criando uma conexão entre eles.
Fótons normalmente não interagem uns com os outros, mas, neste sistema, os pesquisadores foram capazes de criar um novo comportamento no qual os fótons começam a interagir como partículas, e não apenas como ondas.
"Essas interações geram então um comportamento coletivo da luz totalmente novo - parecido com as fases da matéria, como os líquidos e cristais estudados na física da matéria condensada," explica Darius Sadri, membro da equipe.
Controlando o funcionamento do átomo artificial no interior do chip e a energia fluindo pelo supercondutor, os pesquisadores podem fazer com que a luz fique "espirrando" de um lado para o outro, como se fosse um líquido, ou simplesmente congele, criando um "cristal de luz".
Ou seja, além de se comportar como onda e como partícula, agora a luz se manifestou como matéria sólida como esta é vista pelas leis da mecânica clássica, criando uma forma simples e direta de interagir e, eventualmente, interferir com a matéria na fronteira quântico-clássica.
Detalhe do processador fotônico onde o experimento foi realizado. [Imagem: James Raftery et al. - 10.1103/PhysRevX.4.031043]
Construindo a matéria
Como o átomo artificial é um qubit por definição, a equipe está entusiasmada com a possibilidade de usar esse novo comportamento da luz para criar novas formas de computação ainda mais eficientes e rápidas do que as que vinham sendo consideradas pela computação quântica.
O protótipo usado no experimento é relativamente pequeno, com apenas dois átomos artificiais emparelhados com um fio supercondutor. Mas a equipe afirma que, construindo um dispositivo maior, e aumentando o número de interações dos fótons, será possível aumentar sua capacidade e simular sistemas mais complexos.
Isto tem a ver com os simuladores quânticos, circuitos capazes de simular de uma única molécula até um material sólido completo a partir dos primeiros princípios quânticos das suas partículas constituintes. É como aprender a construir a matéria de baixo para cima.
No futuro, a equipe pretende construir dispositivos com centenas de átomos artificiais, com os quais eles esperam observar fases ainda mais exóticas da luz, tais como superfluidos e isolantes.
"Estamos interessados em explorar - e, finalmente, controlar e dirigir - o fluxo de energia em nível atômico", disse outro membro da equipe, Hakan Tureci. "O objetivo é entender melhor os materiais e os processos atuais e avaliar materiais que ainda não podemos criar."
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica