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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Atletas de fim de semana desfrutam todos os benefícios das atividades físicas

É mais um dado mostrando que as recomendações de exercícios físicos podem estar exageradas.
[Imagem: Aston University]
Talvez você não precise se tornar um atleta, ou nem mesmo refazer sua agenda para incluir atividades físicas que lhe rendam benefícios à saúde.

Reforçando resultados anteriores, que mostraram que as recomendações de exercícios físicos podem estar exageradas, novos dados indicam que apenas uma ou duas sessões de exercícios por semana podem ser suficientes para melhorar a saúde.

Com resultados similares entre homens e mulheres, as pessoas com atividades físicas típicas de fim de semana apresentaram redução de mortalidade por todas as causas, apenas pelas doenças cardiovasculares (DCV) ou por câncer.

O estudo, que incluiu mais de 63.000 adultos e acaba de ser publicado no JAMA Internal Medicine, mostrou que nem mesmo é necessário obedecer diretrizes precisas de atividade física - basta se mexer um pouco.

Estas notícias são boas por que sugerem que esforços menos frequentes de atividade - que podem se encaixar mais facilmente em um estilo de vida apressado - oferecem benefícios significativos para a saúde, mesmo entre pessoas obesas e entre aquelas com fatores de risco médicos.

O risco de morte por todas as causas foi cerca de 30% menor entre os atletas de fim de semana em comparação com os adultos inativos - o risco de morte por doenças cardiovasculares foi 40% mais baixo e o risco de morte por câncer foi 18% menor.

"É uma notícia muito encorajadora que estar fisicamente ativo em apenas uma ou duas ocasiões por semana está associado a um menor risco de morte, mesmo entre pessoas que fazem alguma atividade, mas não atingem os níveis de exercício recomendados," disse o professor Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Sydney (Austrália).

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os adultos façam pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, ou pelo menos 75 minutos de atividade de intensidade vigorosa por semana, ou combinações equivalentes.

Quanta atividade física se deve fazer para desfrutar de benefícios à saúde é um tema que vem dividindo os especialistas há décadas.

Mas não existem ainda dados que permitam aferir a frequência e a dose total semanal de atividade que possa trazer os melhores benefícios para a saúde. Por exemplo, as pessoas poderiam cumprir as diretrizes da OMS fazendo 30 minutos de atividade física de intensidade moderada cinco dias da semana, ou 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa em apenas um dia da semana.

O que se sabe bem é que a atividade física regular está associada com menores riscos de morte por todas as causas, por doenças cardiovasculares e por câncer, e há muito tempo a prática é recomendada para controlar o peso, o colesterol e a pressão arterial.

Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pessimistas e otimistas preparam-se igualmente para o pior

As pessoas são natural e universalmente otimistas - mas parece que ninguém perde a oportunidade de estar preparado para o pior.
[Imagem: University of Kansas/Gallup]
Não importa se você está esperando a nota de uma prova, o resultado de um concurso ou mesmo para saber quem ganhou a eleição.

Enquanto espera, a sensação que começa a emergir das profundezas geralmente é o medo - o medo de que as coisas não saiam da maneira que você gostaria.

Acontece que, à medida que o momento de receber a notícia se aproxima, a ansiedade de que o pior virá surge quase como uma segunda natureza para praticamente todas as pessoas.

Embora pareça natural que isso ocorra com as pessoas tipicamente pessimistas, o fato é que as pessoas marcadamente otimistas também passam pelo mesmo processo.

"A tendência para reforçar o pior é realmente muito comum," garantem Kate Sweeny e Angelica Falkenstein, da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA), acrescentando que seus experimentos não mostraram diferenças entre otimistas e pessimistas quando se trata de uma notícia iminente, que pode ser ruim ou não.

As duas psicólogas realizaram nada menos do que nove experimentos diferentes, alguns envolvendo estudantes em situações de laboratório bem controladas (como esperar pelas notas de um exame ou por classificações de sua capacidade de atrair pessoas do sexo oposto) e outros envolvendo situações no dia a dia - tudo para tentar medir como o otimismo e o pessimismo impactavam a ansiedade sobre as notícias.

Em cada experimento, elas avaliaram a tendência natural de um participante para o otimismo ou para o pessimismo e, em seguida, examinaram se os otimistas eram menos propensos a se preparar para o pior, à medida que esperavam notícias incertas, em comparação com os pessimistas.

"Contrariamente ao que diz a intuição, os otimistas não estavam imunes a sentir um aumento no pessimismo no momento da verdade. De fato, nenhum experimento mostrou diferença entre otimistas e pessimistas em sua tendência a se preparar para o pior," disse Sweeny.


As pesquisadoras concluem que, embora esse resultado possa ter sido surpreendente no início, preparar-se para más notícias tem seus benefícios, já que esse tipo de pessimismo momentâneo tem um pequeno custo emocional e protege as pessoas do duro golpe das notícias imprevistas.

"Felizmente, parece que mesmo os otimistas mais ardentes podem temperar suas perspectivas positivas quando vale a pena fazê-lo," afirmou ela.
Os resultados foram publicados no Journal of Personality.

Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Carne processada piora sintomas da asma

Algumas tecnologias tentam prever os ataques agudos, mas a melhor medida para se proteger da asma é o controle.
[Imagem: Sheldahl/Wikimedia]
Além de serem potencialmente cancerígenas, segundo a OMS, e estarem associadas com morte precoce, as carnes processadas podem piorar os sintomas da asma.

Consumir mais de quatro porções por semana é um risco para os portadores da asma, de acordo com uma equipe do Instituto INSERM, na França, que monitorou cerca de mil pessoas.

Os pesquisadores acreditam que um conservante chamado nitrito, usado em produtos como salsichas, salames e presuntos, possa ser o responsável por uma piora nas condições das vias respiratórias, mas serão necessárias pesquisas mais específicas para confirmar a responsabilidade da substância.

Os especialistas afirmam que, para manter boa saúde, não é recomendável comer mais do que 70 gramas por dia de carne vermelha ou processada - isso equivale a uma salsicha mais uma fatia de bacon por dia.

E, mais do que se preocupar com apenas um tipo de comida, as pessoas devem manter uma dieta saudável e variada, recomendam.

Os voluntários, metade dos quais tinha asma, foram monitorados durante dez anos, de 2003 a 2013.

Foram registrados os sintomas da asma - falta de ar, chiado e sensação de aperto no peito - e o consumo de carne processada: uma porção foi classificada como duas fatias de presunto, uma salsicha ou duas fatias de salame.

Entre os asmáticos, um maior consumo de carne foi associado a uma piora dos sintomas pulmonares. Pessoas que disseram ingerir mais de quatro porções por semana - oito fatias de presunto ou quatro salsichas, por exemplo - registraram piora mais intensa da asma ao final do estudo.

A equipe tentou eliminar outros fatores mais óbvios que podem afetar os sintomas da asma, controlando o efeito de variáveis como obesidade, mas ainda assim a associação entre consumo de carne processada e piora dos sintomas se manteve.

Os resultados foram publicados na revista científica Thorax.

Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Exercícios evitam e até revertem perda de neurônios no coração

A insuficiência cardíaca induz uma diminuição do número de neurônios preganglionares vagais numa região do cérebro denominada núcleo ambíguo (em cima). O treinamento físico reverte esse efeito (embaixo).
[Imagem: Marcelo Hiro Akiyoshi]
Conforme avançam, os problemas cardíacos têm um efeito substancial: a perda de neurônios que inervam o coração.

Essa perda de células nervosas ajuda a piorar o quadro porque prejudica o funcionamento adequado das vias relacionadas ao funcionamento cardiovascular, dificultando, por exemplo, a redução dos batimentos e da pressão arterial.

A boa notícia é que os exercícios físicos bloqueiam essas alterações e ainda corrigem a frequência cardíaca.

"Esse achado nos permite compreender mecanismos através dos quais o treinamento físico melhora o prognóstico da insuficiência cardíaca, sem os efeitos colaterais de tratamentos medicamentosos," disse o pesquisador Marcelo Hiro Akiyoshi Ichige, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que fez a descoberta em conjunto com a professora Lisete Compagno Michelini.

A insuficiência cardíaca é uma condição acompanhada pela redução da função dos ventrículos (câmaras do coração responsáveis pela ejeção do sangue para o corpo e para a circulação pulmonar), ativação de mecanismos nervosos e hormonais compensatórios e disfunções do sistema nervoso autônomo (parte do sistema nervoso que troca estímulos e informações com as vísceras e outros sistemas), resultando, entre outros problemas, na elevação da frequência cardíaca.

O estudo, realizado com animais de laboratório, mostrou que seis semanas de exercícios físicos diários são suficientes para começar a evitar a perda dos neurônios ligados à atividade cardiovascular, readequando o fluxo nervoso para o coração.

A correção da disfunção autonômica, obtida pela atividade física, ocorre mesmo com a persistência de função anormal dos ventrículos, e a continuidade dos exercícios mostra uma reconstituição das células nervosas inicialmente perdidas.
Os resultados foram publicados no The Journal of Physiology.

Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estudantes não conseguem avaliar credibilidade das informações na internet

Além das bolhas de informação que isolam os usuários entre aqueles que pensam de forma parecida, os especialistas têm-se preocupado em como juntar liberdade de expressão, mídias sociais e verdade.
[Imagem: Juandavo/Wikimedia]
Educadores da Universidade de Stanford, nos EUA, afirmam que os jovens são facilmente enganados por conteúdos patrocinados e nem sempre reconhecem o viés político das mensagens recebidas pelas redes sociais.

Eles concluíram que, quando se trata de avaliar a informação recebida através dos canais sociais ou mesmo dos resultados de uma pesquisa no Google, os jovens - todos usuários costumeiros da tecnologia digital - podem facilmente ser enganados.

Os testes mostraram uma incapacidade inesperada dos alunos para ponderar sobre as informações que viam na internet, disseram os autores. Por exemplo, os estudantes tiveram dificuldade em distinguir propagandas de artigos de notícias ou identificar de onde vinha a informação.

"Muitas pessoas assumem que, como os jovens são fluentes em mídias sociais, eles seriam igualmente perspicazes sobre o que eles encontram lá. Nosso trabalho mostra que o oposto é verdade," disse o professor Sam Wineburg, coordenador do estudo.

A equipe começou seu trabalho em janeiro de 2015, bem antes dos debates mais recentes sobre notícias falsas e sua influência na eleição presidencial dos EUA e nos acontecimentos políticos no Brasil.

Os testes foram desenvolvidos para avaliar o entendimento que cada aluno deveria possuir, como ser capaz de descobrir quem escreveu uma história e se essa fonte é confiável. Os pesquisadores basearam-se na experiência de professores, pesquisadores universitários, bibliotecários e especialistas em notícias para chegar a 15 testes adequados a cada idade - cinco para cada nível, abrangendo escola secundária, ensino médio e faculdade.

"Em todos os casos e em todos os níveis, fomos surpreendidos pela falta de preparação dos alunos," escreveram os autores. "Este resultado indica que os alunos podem se concentrar mais no conteúdo dos posts de mídias sociais do que em suas fontes. Apesar de sua fluência com as mídias sociais, muitos estudantes desconhecem as convenções básicas para indicar informações digitais verificadas".

Os autores afirmam recear que a democracia esteja sob ameaça pela facilidade com que a desinformação sobre questões cívicas se propaga e floresce.

Wineburg afirma que a equipe pretende agora desenvolver técnicas para ajudar os educadores e professores a mensurar a compreensão dos seus alunos e instruí-los adequadamente para filtrar por si mesmos as informações que recebem.

Fonte: Diário da Saúde

domingo, 4 de dezembro de 2016

Brasil se prepara para lançar sua primeira missão à Lua

O pequeno nanossatélite deverá levar uma série de experimentos científicos, sobretudo na área de astrobiologia. [Imagem: EESC/Divulgação]
Sonda lunar brasileira
Até dezembro de 2020, uma equipe brasileira planeja lançar a primeira missão sul-americana ao satélite natural da Terra.
O projeto Garatéa-L está sendo proposto por uma equipe de engenheiros e pesquisadores da Escola de Engenharia da USP (EESC) em São Carlos (SP). Com a divulgação da proposta, a equipe se prepara agora para buscar os R$35 milhões necessários para viabilizar a missão.
"A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o País no mapa da exploração interplanetária," afirmou Lucas Fonseca, gerente do projeto.
Nave-mãe
O lançamento da sonda brasileira será realizado em uma parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), aproveitando a primeira missão comercial ao espaço profundo - a Pathfinder. O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11, o mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.
No lançamento europeu, diversos cubesats - dentre eles o brasileiro - serão levados à órbita lunar por uma nave-mãe, que também fornecerá o serviço de comunicação com a Terra e permitirá a coleta de dados por pelo menos seis meses.
"É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a outro patamar," disse Lucas, que trabalhou no desenvolvimento da Rosetta, a sonda da ESA que realizou o primeiro pouso em um cometa, em 2014.
"Busca vidas"
As pesquisas do nanossatélite se concentrarão no campo da astrobiologia, o estudo do surgimento e da evolução da vida no Universo. Em seu interior, viajarão até a órbita da Lua diversas colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostas à radiação cósmica por diversos meses.
É a astrobiologia que dá nome à missão: Garatéa, na língua tupi-guarani, significa "busca vidas", somada ao L, de lunar.
O objetivo é investigar os efeitos do ambiente espacial sobre diferentes formas de vida. O esforço é um passo adiante com relação aos experimentos já realizados pela equipe na estratosfera, usando balões meteorológicos, que expuseram diversas amostras aos raios ultravioleta solares sem a filtragem da camada de ozônio terrestre.
"A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar. O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça," disse Douglas Galante, que divide a responsabilidade pelos instrumentos científicos com seu colega Fábio Rodrigues.
Brasil prepara-se para lançar sua primeira missão à Lua
Garatéa, na língua tupi-guarani, significa "busca vidas", somada ao L, de lunar. [Imagem: EESC/Divulgação]
Estudos humanos e da Lua
Amostras de células humanas também viajarão a bordo da sonda, para verificar que efeitos o ambiente radiativo extremo, longe da proteção da atmosfera e distante do campo magnético terrestre, poderia causar nos astronautas durante missões de longa duração além da órbita terrestre baixa - um dado importante para missões tripuladas à Lua ou mesmo a Marte.
Outro instrumento fará a medição dos níveis de radiação em órbita cislunar, um dado importante para os planos de futuras missões tripuladas de longa duração à Lua.
Além dos experimentos com viés astrobiológico, a Garatéa-L também fará estudos da Lua em si. A sonda será colocada em uma órbita polar altamente excêntrica, que permitirá a coleta de imagens multiespectrais da bacia Aitken, localizada no lado afastado da Lua e de alto interesse científico.
Viabilização
A espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019, ano em que se completa o cinquentenário do primeiro pouso do homem na Lua.
"É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país", disse Lucas. "Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação".
O custo estimado do projeto é de R$ 35 milhões, que já começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados.
Já se comprometeram a participar do esforço, além da EESC, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O cérebro é único e muda com o tempo

A individualidade cerebral é "esculpida" ao longo do tempo, mudando a uma taxa média de 13% a cada 100 dias. 
[Imagem: Carnegie Mellon University]
Usando uma nova técnica de imageamento médico, pesquisadores confirmaram que as conexões estruturais no cérebro são únicas para cada pessoa.

E as conexões neurais de cada pessoa são tão únicas que é possível identificar alguém com base nessa "impressão digital cerebral" com uma precisão quase perfeita.

Contudo, diferentemente das impressões digitais tradicionais - dos dedos - a análise mostrou que essas características individuais do cérebro mudam ao longo do tempo.

Esta é uma boa notícia quando o objetivo é compreender o papel desempenhado por fatores que caracterizam o desenvolvimento de doenças - como o ambiente e as experiências impactam o cérebro, por exemplo.

A equipe da Universidade Carnegie Mellon (EUA) usou uma técnica chamada "ressonância magnética por difusão" para medir o conectoma local de 699 cérebros - o conectoma localsão as conexões ponto-a-ponto ao longo de todas as rotas da substância branca no cérebro, em contraposição às conexões entre diferentes regiões do cérebro.

É este conectoma local - que outros pesquisadores já haviam comparado a uma "internet dentro do cérebro" - que se mostrou exclusivo de cada indivíduo, o que permite seu uso como um marcador pessoal. A equipe rastreou mais de 17.000 pontos de identificação, que se mostraram capazes de dizer com quase 100% de precisão se dois conectomas locais vinham da mesma pessoa ou não.

Mesmo gêmeos idênticos só compartilham cerca de 12% dos padrões de conectividade estrutural. E a individualidade cerebral é "esculpida" ao longo do tempo, mudando a uma taxa média de 13% a cada 100 dias.

"A parte mais entusiasmante é que podemos aplicar este novo método a dados existentes e revelar novas informações que estão lá guardadas e inexploradas. A maior especificidade nos permite estudar de forma confiável como fatores genéticos e ambientais moldam o cérebro humano ao longo do tempo, abrindo assim uma porta para entendermos como o cérebro humano funciona ou 'disfunciona'," disse o professor Fang-Cheng Yeh, coordenador da equipe.

Os resultados foram publicados na revista científica PLOS Computational Biology.

Fonte: Diário da Saúde

domingo, 27 de novembro de 2016

Novo mapa-múndi mostra Pegada Humana na Terra

O mapa não é bonito, mas traz informações inéditas.[Imagem: DLR]
A ESA (Agência Espacial Europeia) está disponibilizando um mapa-múndi inédito que mostra a pegada humana sobre a Terra.
Embora serviços como o Google Earth e imagens fornecidas por inúmeros satélites de observação mostrem cada centímetro quadrado da Terra, o mapa "Pegada Urbana Global" (ou GUF: Global Urban Footprint) é diferente.
Trata-se de um mapa em preto e branco, onde o branco é solo e cada ponto escuro representa a presença humana - das grandes aglomerações nas metrópoles mundiais a pequenas aldeias, chegando até a casas isoladas no meio rural - qualquer construção humana com mais de 12 metros aparece no mapa como um ponto característico da presença humana.
A partir deste mês, o conjunto de dados está disponível online, gratuitamente, através da Plataforma de Exploração Temática Urbana (U-TEP) da ESA, com resolução espacial total de 12 metros para uso científico, além de uma versão com resolução de 84 metros, mais fácil de lidar, para qualquer uso sem fins lucrativos.
"Anteriormente não estávamos captando todas as aldeias em áreas rurais," contou Thomas Esch, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR). "Mas elas podem ser cruciais para entender a distribuição populacional ou vetores de doenças, por exemplo, ou avaliar as pressões sobre a biodiversidade. Essas colonizações rurais são ainda, atualmente, lar de quase metade da população global - cerca de 3 bilhões de pessoas."
Mapa-múndi mostra Pegada Humana na Terra
Sinais da pegada humana na região de Delhi, na Índia [Imagem: DLR]
Mesmo os astronautas em órbita acham difícil detectar os sinais de habitação humana fora das grandes cidades - até ao anoitecer, quando se ligam as luzes artificiais. Por isso o mapa foi elaborado utilizando principalmente a visão radar, que pode detectar estruturas verticais típicas de ambientes construídos mesmo com observações feitas nas mais diversas condições climáticas.
Os satélites de radar alemães TerraSAR-X e TanDEM-X capturaram, ao longo de dois anos, mais de 180.000 imagens de alta resolução cobrindo toda a superfície da Terra. As imagens têm resolução quase 100 vezes mais detalhada do que os dados ópticos fornecidos pelo Landsat dos EUA, geralmente usados para mapear as áreas urbanas.
Os dados do radar foram combinados com dados adicionais, como modelos digitais do terreno. Ao todo, a equipe processou mais de 20 milhões de conjuntos de dados, com um volume de entrada de mais de 320 terabytes, incluindo uma verificação de garantia de qualidade automatizada - visando garantir a máxima precisão, como um parâmetro de padrões de urbanização.
A equipe já está trabalhando em uma nova versão do mapa, quando os dados em preto e branco serão sobrepostos a uma nova camada de fotografias da Terra - usando mais de 400.000 imagens multiespectrais do Landsat e do satélite europeu Sentinel-1 - o que dará uma visão realística da paisagem, além da dimensão informacional inédita da pegada humana em cada região.
Esta nova camada servirá de base para o "Pegada Urbana Global +", inicialmente com uma resolução espacial de 30 metros.
Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 20 de novembro de 2016

Estrela é o objeto mais redondo já observado na natureza

A estrela Kepler 11145123 é o objeto natural mais redondo já encontrado no Universo.[Imagem: Mark A. Garlick]
Astrônomos do Instituto Max Planck e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, identificaram o corpo celeste mais redondo que se conhece.
Eles mediram o achatamento polar de uma estrela com uma precisão sem precedentes usando uma técnica chamado asterossismologia, que estuda as oscilações das estrelas.
A diferença entre os raios equatorial e polar da estrela é de apenas 3 quilômetros - um número surpreendentemente pequeno em relação ao raio médio da estrela, de 1,5 milhão de quilômetros. Ou seja, a estrela é surpreendentemente redonda.
Ao girar, as estrelas são achatadas pela força centrífuga. Quanto mais rápida a rotação, mais oblata - achatada nos polos - a estrela se torna.
Nosso Sol, por exemplo, gira com um período de 27 dias e tem um raio equatorial 10 km maior do que seu raio polar; para a Terra, essa diferença é de 21 km.
A Kepler 11145123 é uma estrela quente e luminosa, a 5.000 anos-luz de distância da Terra. Ela tem mais de duas vezes o tamanho do Sol, mas gira três vezes mais lentamente que nossa estrela.
Assim como a heliossismologia é usada para estudar o campo magnético do Sol, a asterossismologia - ou sismologia estelar, ou astrossismologia - pode ser usada para estudar o magnetismo de estrelas distantes. Mas campos magnéticos estelares, especialmente campos magnéticos fracos, são notoriamente difíceis de observar diretamente em estrelas distantes. O telescópio Kepler observou essa estrela super redonda durante mais de quatro anos.
Ocorre que, embora em intensidade menor do que a rotação, o campo magnético também influi no formato da estrela. E os astrônomos levantam a hipótese de que o seu campo magnético extremamente fraco pode ser responsável pela incrível esfericidade da estrela.
E a Kepler 11145123 não é a única estrela com medições disponíveis com a precisão adequada a estudos desse tipo. "Pretendemos aplicar este método a outras estrelas observadas pelo Kepler e pelas próximas missões espaciais TESS e PLATO. Será particularmente interessante ver como uma rotação mais rápida e um campo magnético mais forte podem mudar a forma de uma estrela. Um importante campo teórico da astrofísica está se tornando observacional," disse Laurent Gizon, principal autor do trabalho.
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 12 de novembro de 2016

Maior superlua, em quase 70 anos, acontecerá nesta segunda, 14.

Superlua de outubro/2016
Imagem: Marlon Costa/Futura Press/Estadão
Para você que gostou e fotografou a superlua que ocorreu em outubro, se prepare pois a desta segunda-feira (14) será ainda maior. O fenômeno que estará na janela da sua casa (se não houver nuvens, claro) será o maior dos últimos 68 anos.
Isso porque no auge do perigeu (momento em que a Lua fica mais próxima da Terra) o nosso satélite natural estará a apenas 356.511 km da Terra, segundo o astrônomo Gustavo Rojas, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). A última vez que ele ficou mais perto do que isso foi em 1948, quando a distância do perigeu foi de 356.462 km.
A superlua, entretanto, não será no momento do perigeu, que ocorrerá às 9h21 (horário de Brasília). O fenômeno por definição ocorre no momento da lua cheia, que só aparece às 11h54 – nesta hora, o satélite estará a 363.338 km da Terra.
Para efeito de comparação, a superlua do último mês de outubro ocorreu com o satélite a uma distância de 364.687 km da Terra. Portanto, para perceber que essa é realmente a maior, só mesmo com equipamentos específicos - o que não tira em nada a sua beleza.
Fonte: Uol Notícias