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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Criado um "campo magnético" para a luz

O objetivo final é ter tal controle sobre a luz que ela poderá substituir os fios metálicos e suas correntes elétricas nos circuitos eletrônicos. [Imagem: Lawrence D. Tzuang et al. - 10.1038/nphoton.2014.177]
Magnetismo da luz
Em um trabalho que contou com a participação do brasileiro Paulo Nussenzveig, da USP, físicos conseguiram manipular o campo magnético da luz.
Na eletrônica, controlar o fluxo e a rota dos elétrons é uma questão de aplicar um campo magnético sobre eles.
"Nós não temos uma coisa assim para a luz," disse a professora Michal Lipson, da Universidade de Cornell, cuja equipe já havia controlado a luz com uma corrente elétrica e criado circuitos lógicos de luz.
"Para a maioria dos materiais, não há algo que eu possa ligar, e aplicar esse campo mágico para mudar o caminho da luz," completou Lipson.
Talvez haja, mas só agora os pesquisadores estão descobrindo como retirar o véu de "mágico" e descobrir como manipular o campo magnético da luz.
Esse campo magnético tem a ver com a fase da luz, que é uma medida de um ponto específico no ciclo de uma onda de luz, cujo resultado é quantificado como um ângulo, em graus.
Moduladores de fase
A equipe demonstrou a existência deste campo usando um interferômetro experimental, um dispositivo em microescala formado por dois moduladores que ficam trocando ondas de luz.
Quando uma onda de luz viaja em condições normais, sua fase é proporcional à distância percorrida, mas não é afetada por qual caminho ela tomou.
Contudo, exatamente como um campo magnético faz com que uma corrente elétrica mude de direção, o interferômetro modulou a luz, alterando sua fase não apenas como uma função da distância percorrida, mas também pela forma da sua trajetória.
Segundo a professora Lipson, uma série desses moduladores pode ser forte o suficiente para criar um campo para a luz equivalente ao que o campo magnético faz para os elétrons. As fases da luz poderão ser controladas arbitrariamente por cada um dos moduladores, fazendo-as depender do caminho que tomarem quando forem de um ponto A para um ponto B.
"Isto nos coloca muito próximos do que os elétrons fazem em um campo magnético. Eles experimentam exatamente isso em um campo magnético: a fase acumulada na sua trajetória depende do caminho exato que tomaram," acrescentou Lipson.
O objetivo final é ter tal controle sobre a luz que ela possa substituir os fios metálicos e suas correntes elétricas nos circuitos eletrônicos, viabilizando os processadores de luz, ou processadores fotônicos.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O que mais afeta a Moralidade, a posição política ou religiosa?

Imagem do Google
Segundo informações do site Diário da Saúde, a inclinação política afeta o modo como uma pessoa encara questões de moralidade mais do que a religião professada por essa pessoa.
Foi realizada uma pesquisa nesse sentido por meio de questões transmitidas pelo celular a uma amostra de mais de 1,2 mil voluntários, nos Estados Unidos e no Canadá, para monitora-los no seu dia a dia, em situações mais realistas.
Os pesquisadores enviavam aos voluntários, quatro vezes ao dia ao longo de três dias, um questionário onde perguntavam se eles haviam praticado, sofrido, testemunhado ou ouvido falar de um ato moral ou imoral na última hora, contendo ainda um pedido para a descrição desse ato moral e como os voluntários haviam se sentido a respeito dele.
Como resultados, eles teriam percebido que as pessoas religiosas não se mostraram mais morais na hora de agir, mesmo tendo-se revelado mais chocadas e indignadas ao testemunhar uma imoralidade. Contudo, a tendência política da pessoa revelou uma divisão clara de pontos de vista: pessoas liberais mostraram-se mais afetadas emocionalmente por atos morais ou imorais envolvendo questões de justiça ou injustiça, enquanto que os conservadores deram mais peso a atos de lealdade ou traição.
Segundo os autores da pesquisa, o resultado dá apoio a teorias sobre a natureza da fofoca (as pessoas ouvem falar mais sobre os atos imorais dos outros), do "contágio moral" (receptores de atos morais tendem a se comportar de modo moral mais adiante) e da "licenciosidade moral" (vítimas de atos imorais tendem a se comportar de modo imoral).
Com informações de: Diário da Saúde

domingo, 14 de setembro de 2014

Caminhadas de 5 minutos revertem malefícios de ficar sentado

Imagem do Google
Riscos de ficar sentado demais
Três caminhadas leves de 5 minutos cada uma revertem os danos causados às artérias das pernas por três horas de permanência sentada.
Ficar sentado por longos períodos de tempo, como muitas pessoas fazem diariamente no trabalho ou na escola, está associado a fatores de risco que incluem níveis mais elevados de colesterol e maior circunferência da cintura - risco para doenças cardiovasculares e metabólicas.
Estudos já mostraram que trabalhar de pé é melhor para a saúde do que trabalhar sentado e que ficar menos tempo sentado aumenta a expectativa de vida.
Isto porque, quando nos sentamos, os músculos não se contraem para ajudar a bombear bem o sangue para o coração. O sangue pode então se acumular nas pernas e afetar a função endotelial, a capacidade dos vasos sanguíneos de se expandirem devido a um aumento do fluxo sanguíneo.
"Nós mostramos que a postura sentada prolongada prejudica a função endotelial, que é um indicador precoce de doença cardiovascular, e que interromper esse tempo sentado previne o declínio nessa função," disse Saurabh Thosar, da Universidade de Indiana (EUA).
Caminhadas curtas e leves
Os experimentos mostraram que ficar sentado durante apenas uma hora piora a expansão das artérias das pernas em até 50%.
Para tentar reverter a situação, os participantes do estudo ficaram sentados durante três horas, fazendo pequenas caminhadas de 5 minutos a cada hora.
O resultado é que a função arterial permaneceu a mesma durante todo o período de três horas.
As caminhadas de 5 minutos cada uma foram feitas em uma esteira, a uma velocidade de 3,2 km/h, divididas no período de três horas nas marcas de 30 minutos, 1,5 hora e 2,5 horas.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

Cientistas solidificam a luz

Luz cristalizada: inicialmente os fótons fluem facilmente entre os dois qubits, produzindo as grandes ondas à esquerda. A seguir, a luz cristaliza, mantendo os fótons no lugar (direita). [Imagem: Universidade de Princeton]
Cristal de luz
Cientistas garantem ter solidificado a luz, cristalizando os fótons como se eles fossem os átomos na rede cristalina de um sólido.
Não se trata de espalhar a luz através de cristal - a luz se transforma em um cristal, com os fótons ficando fixos no lugar.
Os cientistas já haviam torcido e retorcido a luz, congelado a luz e até construído rodas fotônicas. Mas formar uma rede cristalina de luz é algo inédito.
"É algo que nunca vimos antes," disse Andrew Houck, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. "Este é um novo comportamento para a luz."
Infelizmente, você não conseguirá pegar o cristal de luz na mão, uma vez que esse comportamento exótico cessa tão logo o feixe é desligado, mas os cientistas garantem que o experimento sem precedentes poderá responder a algumas perguntas fundamentais sobre a física da matéria.
Essas perguntas têm sido feitas no esforço para desenvolver materiais com propriedades não encontradas na natureza, como supercondutores que funcionem a temperatura ambiente, e os tão sonhados computadores quânticos.
Onda, partícula, sólido
Para construir seu cristalizador de luz, James Raftery e seus colegas criaram uma estrutura feita de materiais supercondutores que contém 100 bilhões de átomos projetados para agir como uma entidade única - um átomo artificial.
O aparato é baseado no processador quântico que a equipe vem desenvolvendo desde 2007, no qual átomos artificiais funcionam como qubits.
Pelas regras da mecânica quântica, os fótons em um fio supercondutor que passa ao lado do processador herdam algumas das propriedades do átomo artificial - em certo sentido criando uma conexão entre eles.
Fótons normalmente não interagem uns com os outros, mas, neste sistema, os pesquisadores foram capazes de criar um novo comportamento no qual os fótons começam a interagir como partículas, e não apenas como ondas.
"Essas interações geram então um comportamento coletivo da luz totalmente novo - parecido com as fases da matéria, como os líquidos e cristais estudados na física da matéria condensada," explica Darius Sadri, membro da equipe.
Controlando o funcionamento do átomo artificial no interior do chip e a energia fluindo pelo supercondutor, os pesquisadores podem fazer com que a luz fique "espirrando" de um lado para o outro, como se fosse um líquido, ou simplesmente congele, criando um "cristal de luz".
Ou seja, além de se comportar como onda e como partícula, agora a luz se manifestou como matéria sólida como esta é vista pelas leis da mecânica clássica, criando uma forma simples e direta de interagir e, eventualmente, interferir com a matéria na fronteira quântico-clássica.
Detalhe do processador fotônico onde o experimento foi realizado. [Imagem: James Raftery et al. - 10.1103/PhysRevX.4.031043]
Construindo a matéria
Como o átomo artificial é um qubit por definição, a equipe está entusiasmada com a possibilidade de usar esse novo comportamento da luz para criar novas formas de computação ainda mais eficientes e rápidas do que as que vinham sendo consideradas pela computação quântica.
O protótipo usado no experimento é relativamente pequeno, com apenas dois átomos artificiais emparelhados com um fio supercondutor. Mas a equipe afirma que, construindo um dispositivo maior, e aumentando o número de interações dos fótons, será possível aumentar sua capacidade e simular sistemas mais complexos.
Isto tem a ver com os simuladores quânticos, circuitos capazes de simular de uma única molécula até um material sólido completo a partir dos primeiros princípios quânticos das suas partículas constituintes. É como aprender a construir a matéria de baixo para cima.
No futuro, a equipe pretende construir dispositivos com centenas de átomos artificiais, com os quais eles esperam observar fases ainda mais exóticas da luz, tais como superfluidos e isolantes.
"Estamos interessados em explorar - e, finalmente, controlar e dirigir - o fluxo de energia em nível atômico", disse outro membro da equipe, Hakan Tureci. "O objetivo é entender melhor os materiais e os processos atuais e avaliar materiais que ainda não podemos criar."
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Três astronautas retornam à Terra após 6 meses na ISS

Cosmonauta russo Oleg Artemiev olha para fora da cápsula de descida da Soyuz TMA-12M , que pousou no Cazaquistão. (Foto: Maxim Shipenkov / Pool / AP Photo)
A agência espacial russa Roskosmos, anunciou que dois astronautas russos e um americano, da Estação Espacial Internacional (ISS), retornaram hoje, quinta-feira (11) para a Terra, após uma missão de seis meses no espaço.
Os três, o americano Steven Swanson e os russos Alexander Skvortsov e Oleg Artemiev, decolaram no dia 26 de março e pousaram às 23h37 de Brasília (de quarta-feira,10), no Cazaquistão, a bordo da cápsula Soyuz TMA-12M.
Com informações de G1/CiênciaeSaúde

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Doença cardíaca pode ser detectada pelo rosto

As mudanças de cor detectadas pelo programa correspondem à frequência cardíaca da pessoa exatamente como ela é detectada por um exame de eletrocardiograma.[Imagem: Universidade de Rochester]
O rosto de uma pessoa fornece uma visão muito rica sobre o que está acontecendo no íntimo dessa pessoa, para um observador atento, é claro.
Agora, segundo pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), é possível "automatizar essa sensibilidade", usando a face de uma pessoa como detector do que está acontecendo em seu coração - biologicamente falando.
Eles utilizaram a ajuda de uma câmera e um programa de computador, decifrando imagens do rosto para detectar se uma pessoa está passando ou não por fibrilação atrial, uma condição cardíaca tratável, mas potencialmente perigosa.
O projeto é piloto, mas demonstrou que alterações sutis da cor da pele podem ser detectadas pelas câmeras e utilizadas para avaliar o fluxo sanguíneo desigual provocado pela fibrilação atrial.
"Esta tecnologia tem o potencial para identificar e diagnosticar a doença cardíaca usando monitoramento de vídeo sem contato," disse o Dr. Jean-Philippe Couderc. "Este é um conceito muito simples, mas que poderia permitir que mais pessoas com fibrilação atrial obtivessem os cuidados que precisam."
A fibrilação atrial é um ritmo do coração irregular, ou às vezes rápido demais, que geralmente provoca má circulação sanguínea no corpo. Isso ocorre quando uma atividade elétrica cardíaca irregular faz com que as câmaras superiores e inferiores do coração batam fora de sincronia.
A tecnologia utiliza um algoritmo desenvolvido pela Xerox para digitalizar faces, sendo capaz de detectar alterações da cor da pele que são imperceptíveis a olho nu. Tudo o que é necessário é que a pessoa fique quieta por 15 segundos.
Os sensores das câmeras digitais são projetados para gravar três cores: vermelho, verde e azul. A hemoglobina - um componente do sangue - absorve mais luz verde e esta alteração subtil pode ser detectada pelo sensor da câmera.
O rosto é o lugar ideal para detectar esse fenômeno porque a pele da face é mais fina do que em outras partes do corpo e os vasos sanguíneos estão mais próximos da superfície.
Os pesquisadores descobriram que as mudanças de cor detectadas pelo programa correspondem à frequência cardíaca da pessoa exatamente como ela é detectada por um exame de eletrocardiograma.
A equipe agora está se preparando para fazer uma avaliação da tecnologia em uma amostra maior de pessoas, incluindo pessoas sadias, sem a fibrilação atrial.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Novo avião brasileiro faz primeiros testes de voo

O T-Xc deverá ser utilizado pelos cadetes da Força Aérea Brasileira. [Imagem: Finep/Novaer/Divulgação]
Avião acrobático
O protótipo do avião T-Xc, fabricado pela Novaer, começou a fazer os primeiros testes de voo.
Trata-se de uma aeronave acrobática de dois lugares, para o treinamento primário de pilotos.
O novo avião de treinamento terá duas versões, seguindo a diretriz do governo brasileiro de estimular o desenvolvimento de tecnologias de uso dual (militar e civil).
O projeto foi financiado pela Finep, via subvenção econômica, com cerca de R$ 10 milhões em recursos não-reembolsáveis.
O T-Xc realizou com sucesso seu primeiro voo em São José dos Campos (SP), com duração de 20 minutos, em instalações cedidas pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Espacial (DCTA).
O segundo voo foi mais longo, com 50 minutos de duração, quando foram realizadas as primeiras manobras. Novas provas se seguirão nas próximas semanas.
Fuselagem de fibra de carbono
O T-Xc deverá ser utilizado pelos cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB), substituindo os atuais Neiva T-25, fabricados na década de 1960.
A versão utilitária, também chamada de U-Xc, terá quatro lugares, sem capacidades acrobáticas, e se destinará ao transporte de passageiros e pequenas cargas.
O T-Xc apresenta tecnologias mais recentes, como sua fuselagem em fibra de carbono, mais leve, econômica e resistente do que o alumínio aeronáutico, além de ser imune à corrosão.
"Logo após o primeiro voo do protótipo, começam as atividades de certificação, em colaboração com o estado de Santa Catarina, onde será instalada a nova fábrica, na qual os T-Xc serão fabricados", explicou Graciliano Campos, diretor-presidente da Novaer Craft.
O novo avião deverá ter a produção em escala industrial iniciada a partir de 2015.
[Imagem: Novaer Craft/Divulgação]
Substituição de importações
O Brasil já produziu aviões da chamada aviação geral, categoria que engloba todos os tipos de aeronaves de pequeno porte à exceção daquelas destinadas a voos comerciais regulares ou de uso exclusivamente militar.
Porém, desde a década de 1980, essa produção foi interrompida, e o País só conta com aviões importados para suprir as necessidades desse segmento, apesar de ser o segundo maior mercado da aviação geral no mundo.
A concessão de subvenção econômica para a inovação nas empresas - a empresa não precisa pagar o empréstimo - é um instrumento de política de governo utilizado em países desenvolvidos, operado de acordo com as normas da Organização Mundial do Comércio. Lançado no Brasil em agosto de 2006, esta foi a primeira vez que um instrumento desse tipo foi disponibilizado no País.
Matéria colhida na íntegra no site Inovação Tecnológica

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Supercondutor bate recorde mundial de corrente elétrica

O protótipo do cabo supercondutor superfino tem cerca de 1,5 metro de comprimento. [Imagem: National Institutes of Natural Sciences]
Engenheiros do Instituto Nacional de Ciência da Fusão (NIFS), no Japão, obtiveram uma corrente elétrica de de 100 mil ampères, o que é, de longe, a mais alta já registrada até hoje.
Eles idealizaram uma nova técnica para montar fitas de materiais supercondutores de alta temperatura, feitas à base de ítrio.
A equipe está trabalhando no desenvolvimento de uma bobina supercondutora para ser usada em reatores de fusão nuclear.
O recorde foi batido com um cabo magnético perfeitamente condutor que impressiona pela pequena dimensão.
O cabo supercondutor foi construído com 54 fitas à base de ítrio, cada fita medindo 10 milímetros (mm) de largura e 0,2 mm de espessura.
O protótipo, mantido sob uma temperatura de 20 Kelvin (-253º C) conduziu uma corrente elétrica superior a 100 mil ampères.
A densidade total de corrente superou os 40 A/mm2, um valor que habilita o cabo supercondutor para utilização nos ímãs dos futuros reatores de fusão.
Antes disso, porém, dizem os pesquisadores, o feito deverá ajudar a melhorar instrumentos médicos, que já usam ímãs supercondutores, e componentes para usinas geradoras de energia elétrica.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cardiologistas alertam para riscos das "bebidas energéticas"

Imagem do Google
"As chamadas 'bebidas energéticas' são populares em casas de dança e durante os exercícios físicos, com as pessoas algumas vezes consumindo várias dessas bebidas, uma após a outra. Esta situação pode levar a uma série de condições adversas, incluindo angina, arritmia cardíaca (batimentos cardíacos irregulares) e até mesmo a morte súbita."
A frase, do professor Milou-Daniel Drici, da Universidade de Nice (França), foi proferida durante uma apresentação realizada nesta semana na reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia.
E ele acrescentou: "Cerca de 96% dessas bebidas contêm cafeína, com uma lata típica de 250 ml podendo conter o conteúdo de dois cafés expressos de cafeína. A cafeína é um dos mais potentes antagonistas dos receptores de rianodina e leva a uma liberação maciça de cálcio dentro das células cardíacas. Isso pode causar arritmias, mas também tem efeitos sobre a capacidade do coração de contrair e usar o oxigênio. Além disso, 52% dessas bebidas contêm taurina, 33% têm glucuronolactona e dois terços contêm vitaminas."
As conclusões são de um estudo que contou com a participação de 15 especialistas, incluindo cardiologistas, psiquiatras, neurologistas e fisiologistas.
Síndrome da cafeína
Durante o período de dois anos em que os dados foram coletados, 257 casos envolvendo os energéticos foram notificados à Agência Nacional de Saúde da França, dos quais 212 forneceram informações suficientes para uma avaliação de segurança.
Os especialistas descobriram que 95 desses eventos adversos relatados apresentaram sintomas cardiovasculares, 74 psiquiátricos e 57 neurológicos, em alguns casos apresentando simultaneamente mais de uma dessas categorias.
Paradas cardíacas e mortes súbitas ou inexplicáveis ocorreram em pelo menos oito casos, enquanto 46 pessoas tiveram alterações do ritmo cardíaco, 13 tiveram angina e 3 tiveram hipertensão.
"Nós descobrimos que a 'síndrome da cafeína' foi o problema mais comum, ocorrendo em 60 pessoas. Ela caracteriza-se por um ritmo rápido do coração, chamado taquicardia, tremores, ansiedade e dor de cabeça.
"Efeitos adversos raros, mas graves, também foram associados com estas bebidas, tais como morte súbita ou inexplicável, arritmia e ataque cardíaco (infarto do miocárdio). Nossa busca na literatura confirmou que estas condições podem estar relacionadas ao consumo de bebidas energéticas," argumentou o Dr. Drici.
Quando evitar as bebidas energéticas
A seguir, o especialista orientou os grupos em maior risco quanto ao consumo das bebidas energéticas.
"Pacientes com doenças cardíacas, incluindo as arritmias catecolaminérgicas, síndrome do QT longo e angina devem estar cientes do perigo potencial de uma grande ingestão de cafeína, que é um estimulante que pode agravar a sua condição com consequências possivelmente fatais."
"O público em geral precisa saber que as chamadas 'bebidas energéticas' não têm absolutamente nenhum lugar durante ou após os exercícios físicos, em comparação com outras bebidas elaboradas com esse objetivo," concluiu o pesquisador.
Matéria colhida na íntegra em Diário da Saúde

Choque de asteroides é flagrado por telescópio

Ilustração artística do que parece ter acontecido ao redor da estrela NGC 2547-ID8.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]
De acordo com a redação do site Inovação Tecnológica, o telescópio espacial Spitzer detectou uma explosão de poeira em torno de uma estrela jovem, possivelmente o resultado de um choque direto entre dois grandes asteroides.
Colisões desse tipo fazem parte do processo de formação de planetas rochosos como a Terra, acreditam os astrônomos.
A estrela NGC 2547-ID8 vinha sendo rastreada regularmente quando surgiu uma enorme quantidade de poeira no seu entorno.
"Nós achamos que dois grandes asteroides colidiram um com o outro, criando uma enorme nuvem de grãos do tamanho de areia muito fina, que agora estão se quebrando em pedaços menores e lentamente escapando para longe da estrela," disse Huan Meng, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
Esta é a primeira vez que os astrônomos coletaram dados antes e depois do que eles chamam de uma "colisão de sistema planetário", embora sinais de poeira que se suspeita terem resultado de colisões de asteroides já tenham sido observados antes.
A teoria mais aceita atualmente sustenta que os planetas rochosos surgem a partir de material empoeirado circulando em torno de estrelas jovens.
O material se aglomera para formar asteroides, que se chocam e se destroem, retornando ao pó. Apesar disso, os cientistas propõem que alguns deles escapam da destruição, crescendo ao longo do tempo e se transformando em protoplanetas. Depois de cerca de 100 milhões de anos eles chegariam ao tamanho de planetas terrestres maduros.
Com informações de Inovação Tecnológica