Professor Paulo Robson é selecionado em primeiro lugar em Mestrado na Paraíba

O professor altaneirense Paulo Robson Leite de Oliveira foi selecionado em primeiro lugar para na primeira etapa (prova escrita de conhecimentos gerais e específicos) do Mestrado da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), uma das mais renomadas instituições de ensino superior do Nordeste.

Pequena galáxia observa seu devorador se aproximando

Astrônomos do ESO capturaram a imagem de duas galáxias vizinhas, mas em papéis muito diferentes: a enorme NGC 1316 está a caminho de engolir sua vizinha menor NGC 1317

Luz azul-violeta dos celulares pode prejudicar visão

Pessoas que passam muito tempo "vidradas" em seus smartphones podem estar aumentando os riscos de danos aos olhos.

Segunda Lei da Termodinâmica falha em nanoescala

Objetos em escala nanométrica, como os componentes das células vivas ou peças de aparelhos nanotecnológicos, como os NEMS, estão continuamente expostos a colisões aleatórias com moléculas vizinhas.

Descoberto planeta-anão: pode existir mais um planeta gigante no Sistema Solar

A fronteira do Sistema Solar mudou de novo. Astrônomos acabam de identificar mais um planeta-anão, temporariamente batizado de 2012 VP113.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sonda da NASA encerra missão caindo na Lua

Imagem: NASA Ames/Dana Berry
Queda quase controlada
A NASA confirmou que a sonda espacial LADEE (Explorador da atmosfera e da poeira ambiente lunar, em tradução livre) caiu na superfície da Lua, conforme planejado, na última quinta-feira.
A sonda LADEE não tinha combustível para manter uma órbita lunar a longo prazo ou continuar suas operações científicas, sendo então intencionalmente enviada em um mergulho final sobre a superfície lunar.
A órbita da sonda já vinha decaindo naturalmente após a fase final de sua missão científica, feita em uma altitude extremamente baixa, um recorde entre 12 e 60 km, mas que chegou a meros dois quilômetros da superfície lunar nos últimos dias, antes que seus motores fossem acionados pela última vez para o mergulho final.
Os engenheiros acreditam que, no impacto, a sonda, que tinha o tamanho de uma geladeira, tenha-se desintegrado totalmente.
"No momento do impacto, a LADEE estava viajando a uma velocidade de 3.600 quilômetros por hora," disse Rick Elphic, cientista do projeto. "Não há nada gentil em um impacto a essas velocidades - é apenas uma questão de se a LADEE fez um buraco em uma encosta ou deixou detritos espalhados por uma área plana. Será interessante ver que tipo de característica a LADEE criou."
Nos próximos meses, os controladores da missão vão determinar a hora exata e o local do impacto da LADEE e usar outra sonda lunar, a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) para tentar capturar uma imagem do local do impacto.
Em 2009, a NASA realizou um experimento que consistiu no lançamento de um projétil na Lua. Mas, em lugar de algo de "impacto", o que se viu foi uma das maiores decepções do programa espacial.
Após anúncios de que até telescópios terrestres poderiam permitir ver a nuvem de poeira lunar levantada pelo impacto - o objetivo era estudar essa poeira -, nada aconteceu.
Brilho misterioso
A sonda LADEE coletou informações detalhadas sobre a estrutura e a composição da fina atmosfera lunar.
Contudo, os dados ainda não foram suficientes para explicar o famoso brilho visto pelos astronautas logo acima do horizonte antes do nascer do Sol.
Acreditava-se que a poeira lunar ficasse eletricamente carregada e gerasse o brilho, mas a poeira suspensa na atmosfera tem uma densidade pequena demais para isso.
Mas a sonda foi responsável por um feito histórico, em setembro de 2013, quando permitiu o primeiro experimento de comunicação espacial bidirecional usando raios laser, em vez de ondas de rádio, para transmitir uma imagem de uma Mona Lisa, que ficou conhecida como "Mona Laser".
Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Brasil desvaloriza parto normal e sagra-se campeão mundial de cesáreas

Imagem do Google
Indústria das cesáreas
A situação vivida por muitas grávidas no Brasil hoje, especialmente entre as classes mais altas, é um processo que muitos especialistas vêm chamando de "a indústria da cesárea brasileira".
Com 52% dos partos feitos por cesarianas - enquanto o índice recomendado pela OMS é de 15% -, o Brasil é o país recordista desse tipo de parto no mundo.
Na rede privada, o índice sobe para 83%, chegando a mais de 90% em algumas maternidades. A intervenção deixou de ser um recurso para salvar vidas e passou, na prática, a ser regra.
Um caso extremo chamou a atenção há três semanas, quando a gaúcha Adelir Lemos de Goes, uma mãe de 29 anos de Torres (RS), foi obrigada por liminar da Justiça a ter seu bebê por cesárea. Ela foi levada à força ao hospital quando já estava em trabalho de parto, provocando debates acalorados sobre até onde a mãe o poder de decisão sobre o próprio parto.
O caso também levou centenas de pessoas a saírem às ruas, em cidades do Brasil e do exterior, para protestar na última sexta-feira. A manifestação foi batizada de "Somos Todas Adelir - Meu Corpo, Minhas Regras."
Mas por que e desde quando o Brasil começou a mergulhar nesta verdadeira epidemia de cesáreas? Falhas profundas na regulamentação do sistema de saúde do país e uma lógica perversa na gestão de profissionais e obstetras que, por questões financeiras, acabaram perdendo o hábito de fazer partos normais são algumas das causas, agravadas principalmente pela falta de informação que cerca o assunto.
Riscos das cesarianas
Uma pesquisa feita pela Fiocruz ("Trajetória das mulheres na definição pelo parto cesáreo") acompanhou 437 mães que deram à luz no Rio, na saúde suplementar. No início do pré-natal, 70% delas não tinham a cesárea como preferência. Mas 90% acabaram tendo seus filhos e filha assim - em 92% dos casos, a cirurgia foi realizada antes de a mulher entrar em trabalho de parto.
O levantamento dá a medida de que, em algum estágio dos nove meses de gestação, algo fez a mulher mudar de ideia. As pesquisas da Fiocruz mostram a "baixa informação recebida pelas mulheres em relação às vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de parto e a baixa participação do médico como fonte desta informação".
Poucas mães e futuras mães sabem, por exemplo, que as cesáreas aumentam o risco de um bebê nascer prematuro (com menos de 37 semanas de gestação). Isso porque muitos partos são marcados para essa idade gestacional e, como há possibilidade de erro de até uma semana, o bebê pode ser ainda mais novo. A esmagadora maioria destas intervenções não é feita de forma emergencial, mas, sim, programada.
Além de ser a causa de mais da metade das mortes de crianças no país, a prematuridade pode trazer uma série de riscos para o bebê, especialmente doenças respiratórias e dificuldade de mamar. Eles também não se beneficiam do fato de entrar em contato com hormônios benéficos, liberados apenas em certos estágios do trabalho de parto.
No Brasil, 15 milhões dos bebês nascidos em 2010 eram prematuros, o equivalente a 11,7%, segundo uma pesquisa conjunta feita pelo governo e o Unicef. O índice, que coloca o Brasil na décima posição entre os países com mais prematuridade, é mais alto nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste - justamente as que têm mais cesarianas, o que pode indicar uma relação entre os dois fatores.
Além disso, a falta de informação no pré-natal faz com que não haja espaço para esclarecimentos de como a mulher pode lidar com a dor ou outros aspectos, como o que exatamente vai acontecer no parto e como se preparar.
"Muitas vezes , o médico não explica questões sexuais para a grávida, por exemplo", conta Etelvino Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). "Então elas vão se informar com a vizinha, a avó, a prima... e elas sempre têm uma história sobre o parto normal, seja ela escabrosa ou apenas mentirosa. É bastante arraigada a noção de que o parto normal vai deixar a mulher 'larga' e, assim, sexualmente inadequada. A cesárea é uma alternativa a esse medo. Mas isso acontece porque há um tabu em se falar sobre esses temas e porque hoje o médico é muito técnico. É um curador, não um cuidador."
Vendendo cesáreas
Segundo especialistas, a "indústria da cesárea" começou a se formar há 40 anos. "A epidemia de cesarianas começa na década de 70, quando ela começou a ser vendida como solução (de cirurgia única) para a esterilização definitiva, a laqueadura das trompas", explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das principais vozes do movimento de humanização do parto no país.
O ginecologista Etelvino Trindade, presidente da Febrasgo, acrescenta outro fator ocorrido naquela época, decorrente da criação de instâncias do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), que passaram a determinar que um médico só recebia se participasse efetivamente do parto.
"Até então, o bebê nascia com a obstetriz e o obstetra supervisionava, entrava se houvesse alguma intercorrência, como acontece em países europeus até hoje", diz Trindade. "Mas as regras mudaram e ele passou a precisar estar sempre na sala de parto (para receber). E, assim, o quadro começou a mudar."
Já na década de 80, segundo Ana Cristina, acontece a dicotomização das taxas de cesárea diferenciadas no setor público e privado. "É nessa década que as taxas do setor público aumentam um pouco, porém a do setor privado salta para níveis alarmantes. Nas décadas seguintes, cada vez mais brasileiros têm aderido ao setor privado, fazendo as taxas globais brasileiras saltarem para os níveis atuais."
Braulio Zorzella, ginecologista defensor do parto normal e pesquisador da área, diz que "a grande vilã, o carro-chefe dos culpados, é a ANS" - a Agência Nacional de Saúde é a reguladora dos planos de saúde do Brasil.
Segundo ele, quando a agência hierarquizou os procedimentos, acabou chancelando uma tabela já em vigor que remunerava de maneira discutível o parto - regras mantidas até hoje. "Todos os valores foram sendo achatados e, em um determinado momento, não valia mais a pena para um médico fazer parto normal, financeiramente falando."
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 20 de abril de 2014

Nebulosa escarlate só pode ser vista à distância

Se um hipotético viajante espacial passasse pelo meio desta nebulosa, muito provavelmente nem a notaria.[Imagem: ESO]
Hidrogênio brilhante

Esta nova imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO, no Chile revela uma nuvem de hidrogênio chamada Gum 41.

No seio desta nebulosa pouco conhecida, estrelas luminosas, quentes e jovens, emitem radiação que faz brilhar o hidrogênio circundante num tom escarlate muito distinto.

A região do céu austral na constelação do Centauro revela muitas nebulosas brilhantes, cada uma associada a estrelas quentes recém-nascidas que se formaram das nuvens de hidrogênio gasoso.
 
A intensa radiação emitida pelas estrelas jovens excita o hidrogênio restante, fazendo com que este brilhe na cor vermelha típica das regiões de formação estelar.

Outro exemplo famoso do mesmo fenômeno pode ser observado na Nebulosa da Lagoa, uma enorme nuvem que brilha em semelhantes tons escarlates.

Só vista de longe

A nebulosa Gum 41, vista nesta imagem, situa-se a cerca de 7.300 anos-luz de distância da Terra.

As nuvens parecem ser muito espessas e brilhantes, mas não é este o caso. Se um hipotético viajante espacial passasse pelo meio desta nebulosa, muito provavelmente nem a notaria.

É que, mesmo de muito perto, a nebulosa apresenta-se tênue demais para poder ser detectada pelo olho humano, fato que ajuda a perceber como é que um objeto tão grande apenas foi descoberto em meados do século XX - a sua radiação expande-se de modo muito tênue e o brilho vermelho não se revela adequadamente no espectro visível.

Esta imagem foi produzida pela combinação de imagens captadas através de três filtros de cor (azul, verde e vermelho) e de um filtro especial que capta a radiação vermelha emitida pelo hidrogênio.

Gum 41 é, na realidade, uma pequena parte de uma estrutura muito maior chamada Nebulosa Lambda Centauri, também conhecida pelo nome mais exótico de Nebulosa da Galinha Fugitiva.

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 19 de abril de 2014

Descoberto exoplaneta na zona habitável do tamanho da Terra

Ilustração artística de uma "exoterra": se o Kepler-186F tiver água em sua superfície, essa água pode teoricamente estar no estado líquido. [Imagem: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech]
Outras Terras
Aconteceu o que todos sabiam ser uma questão de tempo: acaba de ser encontrado um exoplaneta muito parecido com a Terra, tanto em termos de dimensões, quanto na proximidade "certa" da sua estrela.
Este é um marco no caminho para a descoberta de planetas habitáveis orbitando outras estrelas.
Nos últimos anos tem havido um progresso contínuo na busca por exoplanetas que orbitam estrelas semelhantes ao Sol, incluindo alguns exoplanetas situados na zona habitável.
Nenhum deles, porém, tinha o tamanho da Terra - os que estavam na zona habitável não tinham o tamanho da Terra, e os parecidos com a Terra não estavam na zona habitável.
Agora, depois de anos estudando dados do telescópio espacial Kepler, Elisa Quintana e seus colegas detectaram cinco planetas orbitando uma estrela conhecida como Kepler-186, situada a 500 anos-luz da Terra.
E o planeta mais distante da estrela, chamado Kepler-186F, parece estar precisamente na zona habitável da Kepler-186, é rochoso e tem praticamente o mesmo tamanho da Terra - ele é apenas 10% maior do que o nosso planeta.
Segundo os pesquisadores, essa "outra Terra" recebe a quantidade certa de radiação solar - nem demais e nem de menos - que, e aqui é bom prestar atenção no "se", se o Kepler-186F tiver água em sua superfície, essa água pode teoricamente estar no estado líquido.
Geração espontânea
Como a água líquida é fundamental para a vida na Terra, muitos astrônomos acreditam que a busca por vida extraterrestre deve se concentrar em planetas onde haja possibilidade de ocorrer água em estado líquido.
O Sol, por exemplo, é distante da Terra o suficiente para não vaporizar os oceanos, mas perto o bastante para manter a água em estado líquido, o que é exigido pela maior parte da vida como a conhecemos.
A Kepler-186 é uma estrela classe M - também conhecida como anã vermelha - muito menor e mais fria do que o Sol. Contudo, o exoplaneta Kepler-186F está muito mais próximo da estrela do que a Terra do Sol, com seu ano durando 130 dias.
Muito comuns na Via Láctea, essas estrelas têm algumas características que as tornam alvos promissores para se procurar vida extraterrestre.
Por exemplo, estrelas pequenas vivem muito mais tempo do que as estrelas maiores, o que significa que há um período muito mais longo de tempo para que ocorram as reações químicas que se acredita darem origem à vida e, eventualmente, a evolução biológica - a teoria científica atual, conhecida como abiogênese, defende que a vida surge por geração espontânea, a partir de reações entre compostos inertes.
Por outro lado, as estrelas pequenas tendem a ser mais ativas do que as estrelas do tamanho do nosso Sol, o que significa que elas apresentam mais erupções solares, potencialmente disparando mais radiação em direção aos seus planetas.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Felicidade é obtida por meio da bondade

A conquista da felicidade não é uma tarefa individualista e egoísta: a felicidade aparece junto com pessoas, não com coisas.[Imagem: University of California - Berkeley]
Felicidade e individualismo
O jeito ocidental de pensar tem levado a uma postura individualista na busca pela felicidade.
Mais do que isso, o enfoque "busque a sua felicidade" pode ser extremamente egoísta.
Isto tem levado ao que os psicólogos chamam de "paradoxo da felicidade": perseguir a felicidade como um bem a ser adquirido para si próprio torna as pessoas menos felizes.
Mas certamente há formas de ser feliz ou, pelo menos, caminhos para a felicidade.
Um deles, recomendado por líderes espirituais há milênios, acaba de ser documentado experimentalmente por Melanie Rudd e Jennifer Aaker, da Universidade de Stanford (EUA), em um estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology.
A solução está na bondade, ou benevolência - concentrar-se em elevar a felicidade dos outros, em vez de concentrar-se em si próprio.
Mas cuidado, porque a coisa tem que ser feita do jeito certo.
Felicidade e bondade
Os resultados dos experimentos com voluntários mostraram que os atos destinados a melhorar o bem-estar dos outros levam a uma maior felicidade para os doadores quando esses atos são associados com objetivos concretos e claramente delineados.
Assim, objetivos pró-sociais em abstrato, do tipo trabalhar para o bem de todos os seres humanos ou do planeta, não vão funcionar para sua própria felicidade.
Em vez disso, o caminho para a felicidade ressaltado pelos pesquisadores, embora se faça através da benevolência, deve ser trilhado através de metas concretas e específicas - como fazer alguém sorrir ou reciclar o próprio lixo.
A razão disso é que, quando você persegue objetivos concretamente enquadrados, suas expectativas de sucesso são mais propensas a serem cumpridas. Por outro lado, objetivos abstratos e amplos podem levá-lo para o beco escuro do paradoxo da felicidade: expectativas irreais que nunca se cumprem.
"Embora o desejo de felicidade pessoal possa ser claro, o caminho para alcançá-lo é indefinido. Uma das razões para essa rota nebulosa para a felicidade é que, embora as pessoas frequentemente pensem que sabem o que as pode levar à felicidade, suas previsões sobre o que irá torná-las felizes são muitas vezes imprecisas," disse Aaker.
Já a benevolência encaminhada por meio de objetivos pró-sociais concretos permite ter expectativas mais bem calibradas, aumentando a felicidade pessoal, concluem os pesquisadores.
Na verdade, isso pode aumentar a felicidade geral, já que outros estudos demonstraram que os atos de bondade espalham-se pela sociedade.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Saturno pode estar dando à luz a uma nova lua

O objeto foi localizado na borda externa do anel A de Saturno - o mais externo dos grandes anéis do planeta. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute]
Nascer de uma lua
A sonda espacial Cassini flagrou o que pode ser a formação de um pequeno objeto gelado nos anéis de Saturno, eventualmente uma nova lua.
"Nunca havíamos visto nada como isso antes," disse Carl Murray, da Universidade Queen Mary, no Reino Unido. "Nós podemos estar olhando para o ato de nascimento, com este objeto deixando os anéis e saindo para ser uma lua independente."
Contudo, até o momento não há sinais de que o objeto esteja crescendo, e ele pode mesmo estar se esfacelando.
Mas o processo de sua formação e seu movimento para fora do anel ajuda na compreensão de como as luas geladas de Saturno, incluindo a nebulosa Titã e a"oceânica" Encélado, podem ter-se formado a partir de anéis mais maciços há muito tempo.
O processo também não é muito diferente do que se acredita ter levado à formação da Terra e dos outros planetas do nosso Sistema Solar a partir da nebulosa planetária inicial.
Protuberâncias
O objeto foi localizado na borda externa do anel A de Saturno - o mais externo dos anéis grande e mais brilhantes do planeta.
Um desses "distúrbios" é um arco cerca de 20% mais brilhante do que sua vizinhança, medindo 1.200 km de comprimento por 10 km de largura.
A sonda Cassini também revelou protuberâncias incomuns no perfil normalmente suave na borda do anel, o que pode estar sendo causado pelos efeitos gravitacionais de um outro objeto próximo.
Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 15 de abril de 2014

Pegue leve consigo mesmo e viva mais

Os participantes com maior autocompaixão tinham níveis significativamente mais baixos de interleucina-6 depois de serem submetidos ao estresse. [Imagem: Brandeis/iStockPhoto]
Pesquisadores descobriram uma conexão entre uma atitude de autocompaixão e menores níveis de inflamação induzida pelo estresse.
A descoberta pode levar a novas técnicas para reduzir o estresse e melhorar a saúde.
Já se sabe há muito tempo que o estresse psicológico pode desencadear respostas biológicas semelhantes aos efeitos de doenças ou lesões físicas, incluindo a inflamação.
Embora a inflamação regulada ajude a evitar infecções e promova a cicatrização, a inflamação desregulada pode levar a doenças cardiovasculares, câncer e Mal de Alzheimer.
A autocompaixão descreve comportamentos como autoperdão e tratar a si mesmo com gentileza, sendo muito diverso de comportamentos como autocomplacência.
Uma pessoa com altos níveis de autocompaixão não fica se culpando além do controle e escapa mais facilmente de discussões ou argumentos, em vez de ficar remoendo sobre eles por dias.
Efeitos biológicos da autocompaixão
Nicolas Rohleder, da Universidade de Brandeis (EUA), queria entender a ligação entre esse comportamento de autocompaixão e a resposta inflamatória ao estresse medida biologicamente.
Em uma série de experimentos que envolveram submeter voluntários a testes de estresse durante vários dias, ele e sua equipe concluíram que a resposta envolve a interleucina-6 (IL-6), um agente inflamatório ligado ao estresse.
Os participantes com maior autocompaixão tinham níveis significativamente mais baixos de IL-6 depois de serem submetidos ao estresse.
"As altas respostas de IL-6 no primeiro dia e os níveis basais mais elevados no segundo dia sugerem que as pessoas com baixa autocompaixão são especialmente vulneráveis aos efeitos adversos deste tipo de estresse," disse o Dr. Rohleder.
A pesquisa ilustra como o estresse se acumula facilmente ao longo do tempo e como um fator estressor aparentemente pequeno - como enfrentar o trânsito diariamente - pode afetar a saúde de uma pessoa caso ela não tenha as estratégias adequadas para lidar com esse fator estressor.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cubo mágico eletrônico acende, gira e grava dados

LEDs, videogame e som formam versão eletrônica do quebra-cabeças mais famoso do mundo.[Imagem: UNESP]
Pesquisadores da UNESP em Ilha Solteira (SP) desenvolveram um cubo mágico eletrônico que possui funções que transformam o brinquedo tradicional em uma ferramenta educativa mais interativa e mais dinâmica.
Considerado um dos brinquedos mais populares do mundo, o cubo mágico, também conhecido como cubo de Rubik, foi criado na Hungria em 1974.
Depois se descobriu que, além de brinquedo, o cubo pode auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e também da coordenação motora.
O problema é que não é fácil aprender a resolver seus enigmas coloridos, e a maioria das versões de custo mais acessível têm qualidade muito baixa, o que leva um grande percentual de usuários a desistir de aprender a resolver o quebra-cabeças.
Pedro Mamede e Alexandre César Rodrigues resolveram então criar um cubo mágico que fosse mais amigável, dando-lhe funções como autoembaralhamento e automontagem.
Cubo mágico eletrônico
As cores das peças do cubo mágico eletrônico não são dadas por adesivos ou tintas, e sim pela luz emitida por LEDs (diodos emissores de luz) - cada face é dotada de um visor translúcido sob o qual é posicionado um LED multicor.
Existem alguns modelos de cubos mágicos eletrônicos no mercado, porém eles não possuem capacidade de se movimentar mecanicamente, simulando as rotações por meio de botões ou sistema de telas sensíveis ao toque.
"O grande diferencial do cubo desenvolvido por nós é o mecanismo de movimentação dos cubos comuns, o que a meu ver é uma das características mais interessantes, se não a mais interessante deste brinquedo, por isso não pode ser perdida," disse Mamede.
O cubo mágico eletrônico pode também gerar efeitos sonoros e visuais ou gravar a solução descoberta pelo usuário em um banco de dados.
Esses dados podem incluir o número de movimentos executados para a montagem, número de vezes que o cubo mágico foi montado, tempo de montagem, etc. Todos os dados podem ser acessados e visualizados em uma pequena tela.
Os pesquisadores já construíram vários protótipos artesanais, com bons resultados. Agora em 2014 deverá ficar pronto um novo protótipo mais preciso, já com vistas à colocação do cubo mágico eletrônico no mercado.
"Um sonho meu é poder trabalhar junto com uma empresa no processo de fabricação do invento", finaliza Mamede.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Xixi com cloro da piscina faz mal mesmo

Imagem do google
De um lado, o mundo todo parece alertar que não se deve fazer xixi na piscina.
De outro, contudo, mesmo nadadores olímpicos já admitiram a prática.
Se não pode, mas todo o mundo faz, o que interessa saber é se fazer xixi na piscina realmente faz mal para a saúde.
Pois prepare-se para assumir a responsabilidade pela preguiça de ir ao banheiro: um estudo detalhado mostrou que a mescla xixi com água da piscina não dá resultados saudáveis.
Quando misturados, a urina e o cloro formam substâncias que podem causar problemas sérios de saúde.
A conclusão é de Jing Li e Ernest Blatchley, da Universidade de Pequim (China), que publicaram os dados na revista Environmental Science & Technology.
Xixi com cloro
A adição de cloro na água da piscina é a forma mais comum de matar os micróbios causadores de doenças.
Mas, conforme as pessoas nadam e fazem xixi na piscina, o cloro se mistura com suor e urina, dando origem a outras substâncias.
Dois desses compostos - tricloramina (NCl3) e cloreto de cianogênio (CNCl), foram fartamente encontrados nas piscinas - os pesquisadores consideram essas substâncias como "onipresentes" nas piscinas.
O primeiro composto (tricloramina) está associado com problemas de pulmão, e o segundo (cianogênio) pode também afetar os pulmões, assim como o coração e o sistema nervoso central.
O problema parece vir do ácido úrico, um componente do suor e da urina - embora alguns ácidos úricos venham do suor, os cientistas calcularam que mais de 90% do composto encontrado nas piscinas vem da urina.
Eles concluem que os nadadores podem melhorar as condições da piscina simplesmente fazendo xixi onde deveriam - no banheiro.
Contudo, os cientistas ainda não identificaram todos os ingredientes específicos no suor e na urina que podem gerar os compostos potencialmente prejudiciais.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 9 de abril de 2014

NASA vai disponibilizar mais de 1.000 programas gratuitamente

Imagem do Google
A NASA anunciou que irá disponibilizar ao público, sem nenhum custo, mais de 1.000 programas de computador.
Organizados em quinze categorias gerais, os softwares englobam uma grande variedade de aplicativos para uso na indústria, academia, agências governamentais, e também pelo público em geral.
"Software é um elemento cada vez mais importante na carteira de ativos intelectuais da agência, que compõem cerca de um terço de nossas invenções relatadas a cada ano," disse Jim Adams, do departamento de tecnologia da NASA. "Estamos muito animados de sermos capazes de tornar esses softwares amplamente disponíveis ao público com o lançamento de nosso novo catálogo de software."
Segundo Adams, os códigos disponibilizados representam as melhores soluções encontradas pela NASA para uma ampla gama de tarefas complexas.
Os programas disponibilizados incluem aplicativos para gerenciamento de projetos, ferramentas de design, tratamento de dados e processamento de imagens, assim como soluções para funções de suporte à vida, aeronáutica, análise estrutural e sistemas robóticos e autônomos.
O lançamento do catálogo de softwares da NASA será feito nesta quinta-feira, 10 de abril, através do site do setor de transferência de tecnologia da agência, no endereço http://technology.nasa.gov/.
Fonte: Inovação Tecnológica