Administrador do Blog Prof. Paulo Robson

Fique a vontade para enviar suas sugestões e críticas para contato@professorpaulorobson.com.br ou contacte o professor pelas redes sociais - disponíveis no link CONTATOS

Ciência e Tecnologia

O que há de novidade em Ciência e Tecnologia pelo Brasil e pelo mundo, você encontra aqui.

Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

Várias curiosidades físicas, matemáticas e uma enormidade de informções que talvez não soubesse você encontra aqui.

Notícias de Altaneira

Informações sobre Educação, Cultura e Variedades na cidades de Altaneira-Ce, nesse espaço.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Tristeza dura mais que outras emoções, segundo estudo.

"A ruminação é o determinante central do por que algumas emoções duram mais tempo do que outras," explica Dra. Saskia Lavrijsen.[Imagem: Universiteit Van Amsterdam]
Em relação ao tempo de duração das emoções, existem diferenças significativas.
Um estudo realizado em um conjunto de 27 emoções, mostrou que a tristeza é a mais duradoura, ao passo que vergonha, surpresa, medo, nojo, irritação, alívio e, curiosamente, o tédio, geralmente não duram mais do que uns poucos instantes.
De fato, o tédio está entre as emoções cuja experiência é uma das mais curtas.
Os responsáveis pelo estudo, Philippe Verduyn (Universidade de Leuven - Bélgica) e Saskia Lavrijsen (Universidade de Amsterdam - Holanda), afirmam que isto significa que mesmo que o tempo pareça passar lentamente quando se está entediado, um episódio de tédio normalmente não dura muito tempo.
Segundo eles, as emoções que duram um tempo mais curto são tipicamente desencadeadas por eventos que têm relativamente pouca importância. Por outro lado, as emoções de longa duração tendem a ser causadas por eventos que têm fortes implicações para as preocupações mais significativas da pessoa.
Isto pode explicar, por exemplo, porque você pode se sentir triste até 240 vezes mais tempo do que sentir vergonha, surpresa, irritação - ou tédio.
Ocorre que a tristeza frequentemente anda de mãos dadas com eventos de grande impacto, como a morte de algum ente querido ou acidentes. "Você precisa de mais tempo para meditar a respeito e lidar com o que aconteceu para compreender totalmente a situação," afirmam os dois pesquisadores.
O tempo de duração pode ser o único elemento capaz de diferenciar entre emoções muito semelhantes. Por exemplo, a culpa é uma emoção que persiste por muito mais tempo do que a vergonha, enquanto a ansiedade permanece mais tempo do que o medo.
"A ruminação é o determinante central do por que algumas emoções duram mais tempo do que outras. As emoções associadas a altos níveis de ruminação vão durar mais," disse Verduyn, explicando o papel que os pensamentos constantes e repetitivos têm sobre a experiência de emoções positivas e negativas.
Outros pesquisadores já haviam constatado o papel da ruminação sobre a ansiedade e a depressão, que são condições emocionais tipicamente opostas.
"As emoções de curta duração são normalmente - mas, é claro, nem sempre - desencadeadas por eventos de importância relativamente baixa. Por outro lado, as emoções de longa duração tendem a se referir a algo muito importante," reforça Lavrijsen.
Com informações de: Diário da Saúde

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Como evitar a colisão fatal de um asteroide com a Terra

Um raio trator gravitacional poderá desviar asteroides simplesmente ficando ao seu lado.[Imagem: NASA]

Precisamos testar
Os cálculos indicam que mais de 10.000 asteroides e cometas, dos mais diversos tamanhos, orbitam em faixas que os colocam em risco de colisão com a Terra.
E os cálculos também indicam que basta um objeto de 50 metros de diâmetro para destruir uma cidade inteira, ou até mais, dependendo de onde ele cair.
Para tentar prevenir desastres desse tipo, a União Europeia criou um grupo de trabalho, chamadoNEOShield, para tentar encontrar formas de desviar ou destruir um asteroide ou cometa que decida transformar a Terra em alvo.
A equipe selecionou e detalhou três técnicas de deflexão:
  • Projétil Cinético - fazer uma nave trombar com o objeto para mudar seu caminho.
  • Trator de gravidade - usar a força gravitacional entre uma espaçonave e o objeto para alterar o seu curso.
  • Desvio por explosão - utilizar uma bomba nuclear para deslocar ou destruir o objeto.
A conclusão da equipe, embora bastante detalhada e descrevendo roteiros de ação, pode ser resumida a: é preciso testar para saber o que é melhor.
"Uma missão de teste para demonstrar uma técnica de deflexão em um asteroide que não esteja ameaçando a Terra deve ser seriamente considerada," disse o Dr. Alan Harris, coordenador do projeto.
Segundo ele, isto exigirá uma colaboração e uma ação conjunta de todos os países que possuem programas espaciais, sobretudo a NASA e a ESA.
Em 2010, uma equipe da NASA já concluíra que não estamos prontos para enfrentar um Impacto Profundo.
Mais recentemente passou a ser considerada como real a possibilidade de uso de um raio trator fotônico feito com raios laser. [Imagem: Paramount]
Depende do tamanho da ameaça
A equipe indica que as alternativas de deflexão só seriam viáveis para objetos maiores do que 50 metros de diâmetro - daí para baixo seria uma questão de "defesa civil", isto é, é melhor deixar o asteroide vir e contar com a probabilidade de que ele caia no oceano ou em áreas não habitadas - ou acudir os estragos.
Os dados preliminares indicam que o projétil cinético seria viável contra asteroides maiores do que 100 e menores do que 1.000 metros de diâmetro, desde que houvesse pelo menos 10 anos de tempo para construção e lançamento da nave.
O raio trator gravitacional precisaria de pelo menos 50 anos de antecedência, mas só funcionaria contra objetos com dimensões ao redor dos 100 metros de diâmetro.
Para objetos maiores ou com menos tempo de preparação, a saída seria mesmo alvejar o asteroide com bombas nucleares.
Para tranquilizar os mais preocupados, o Dr. Harris lembra que as observações e projeções atuais permitirão saber sobre um possível impacto com décadas de antecedência: "Em um caso desses, os cientistas poderiam começar a trabalhar talvez com 15 anos ou mais de antecedência para preparar uma missão para desviar o objeto".
Contudo, quanto mais distante o objeto estiver da Terra quando a ação for tomada, menor será o desvio necessário para tirá-lo da rota de colisão.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Criado um fármaco que imita o colesterol bom

Os pesquisadores acreditam estar agora muito mais perto de desenvolver uma nova terapia acessível para os elevados níveis de colesterol. [Imagem: Scripps]
Colesterol bom sintético
Cientistas criaram um composto sintético que imita o "colesterol bom".
Os primeiros testes demonstraram que o fármaco reduz o acúmulo de placas nas artérias de cobaias.
O composto, que é tomado por via oral, melhorou os indicadores do colesterol em apenas duas semanas.
Os resultados são animadores rumo a um novo método para o tratamento da aterosclerose, uma condição em que o acúmulo de placas nas artérias pode causar ataques cardíacos e derrames.
"Esta pesquisa dá um grande passo em direção à implementação clínica de novas terapias," disse o professor Reza Ghadiri, do Instituto de Pesquisas Scripps (EUA).
Lipoproteínas
Para combater a aterosclerose, os pesquisadores estão à procura de novas formas de atingir e eliminar do corpo a lipoproteína de baixa densidade (LDL, vulgarmente conhecido como "mau colesterol").
Embora o corpo precise de algum LDL para se manter saudável, níveis elevados causam o acúmulo de placas nas paredes das artérias. Por outro lado, a lipoproteína de alta densidade (HDL, ou "colesterol "bom") é conhecido por seus efeitos protetores contra esse acúmulo danoso.
A equipe criou o que eles chamam de um nanopeptídeo, uma molécula com três "braços", uma estrutura que consegue abraçar as moléculas de colesterol e outras gorduras no sangue.
Uma vez que o peptídeo sintético envolve o colesterol LDL, ele o remove imitando o comportamento da apoA-1, uma proteína do HDL, e a seguir leva-o para o fígado, de onde é eliminado.
Sem injeção
Existem vários tratamentos para o colesterol atualmente em desenvolvimento, mas todos dependem de uma injeção - este é o primeiro candidato a poder ser tomado por via oral, na forma de um comprimido.
Com a opção de um peptídeo por via oral eficaz, o Dr. Ghadiri acredita que os pesquisadores estão mais perto de desenvolver uma nova terapia acessível para os elevados níveis de colesterol, embora ele não dê uma previsão de quanto tempo será necessário para que o fármaco transforme-se em um medicamento disponível nas farmácias.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

domingo, 26 de outubro de 2014

Calor desobedece teorias em escala nano

Da microescala para baixo, o transporte do calor é feito balisticamente, e não por difusão.[Imagem: Richard Wilson/University of Illinois
Que as coisas ficam diferentes quando nos aproximamos da escala atômica não é novidade para ninguém que já tenha ouvido falar em mecânica quântica.
Mas parece que até o bem-comportado calor assume outros ares em escalas menores.
Richard Wilson e David Cahill, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriram que o calor não se dissipa em nanoescala como acontece em macroescala, e que as teorias tradicionais não conseguem explicar o que está acontecendo.
Os testes mostraram que a difusão do calor muda quando as dimensões do elemento a partir do qual o calor se dissipa têm um micrômetro (0,001 milímetro) ou menos.
Os experimentos com cristais semicondutores mostraram que, em escala submicrométrica, o calor não se espalha por difusão, mas balisticamente, de forma similar a partículas como fótons e elétrons.
Em outras palavras, as ondas vibracionais - os fônons - que viajam paralelamente à superfície do material não ajudam a esfriar as regiões quentes porque elas atravessam essas regiões sem interagir com elas.
"As interfaces entre os materiais complicam ainda mais o problema da transferência de calor ao adicionar resistências termais adicionais," acrescenta Wilson.
A descoberta, que agora exigirá a elaboração de novas teorias para compreensão precisa do fenômeno, tem impacto direto na microeletrônica, onde o calor é um problema crescente conforme os componentes se tornam menores.
"Descobrimos diferenças fundamentais na forma como o calor é transportado através de distâncias curtas ou longas. A teoria de Fourier, que assume que o calor é transportado por difusão, prevê que um cristal cúbico como o silício vai conduzir o calor igualmente bem em todas as direções. Demonstramos que em escalas muito curtas o calor não se dissipa igualmente bem em todas as direções," resume Wilson.
"Conforme o material se reduz, as leis que governam a transferência de calor também mudam," completa o professor David Cahill. "Nosso entendimento atual do transporte termal em nanoescala não tem as nuances suficientes para predizer quantitativamente quando a teoria padrão não irá funcionar."
Isto significa que, quando projetam componentes em nanoescala, os engenheiros não estão prevendo adequadamente como o calor irá se dissipar no interior dos processadores e demais circuitos integrados.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Bateria que recarrega em 2 minutos dura 20 anos

Os pesquisadores já licenciaram a tecnologia, e afirmam que as baterias ultrarrápidas poderão chegar ao mercado em dois anos. [Imagem: NTU]
Bateria ultrarrápida
Cientistas de Cingapura criaram uma bateria com capacidade de recarregamento ultrarrápido.
O protótipo recupera 70% de sua carga total em apenas dois minutos.
E, neste caso, viver na via rápida não significa viver menos: as simulações garantem que a bateria ultrarrápida poderá ter uma vida útil de até 20 anos, o que é 10 vezes mais do que as atuais.
A equipe afirma que a nova bateria pode mudar o jogo na indústria automotiva, resolvendo o problema da autonomia dos carros elétricos e do seu tempo de recarregamento.
"A autonomia dos carros elétricos poderá aumentar de forma dramática, recarregando a bateria em apenas cinco minutos, o que é comparável com o tempo necessário para uma bomba de gasolina encher o tanque de um carro atual," disse o professor Chen Xiaodong, coordenador da equipe.
"Igualmente importante, agora podemos reduzir drasticamente o lixo tóxico gerado pelas baterias descartadas, uma vez que nossas baterias duram 10 vezes mais do que a geração atual de baterias de íons de lítio," acrescentou ele.
Nanotubos de titânio
A inovação foi possível substituindo o eletrodo negativo das baterias de lítio, que é feito de grafite, por um gel à base de nanotubos de dióxido de titânio, um material barato e usado, por exemplo, em protetores solares e como aditivo em alimentos.
O dióxido de titânio ocorre naturalmente na forma de cristais esféricos, mas a equipe descobriu uma forma de transformá-los em nanotubos, aumentando sua área superficial e acelerando as reações químicas necessárias para a recarga da bateria.
Segundo o professor Xiaodong, a tecnologia é tão promissora e simples que o processo já está sendo licenciado para uma empresa interessada em criar uma nova geração de baterias ultrarrápidas, que ele estima chegarem ao mercado em dois anos.
Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cometa Spring passará "raspando" em marte neste Domingo

Ilustração do cometa passando por marte. Imagem: AFP Photo/NASA
A agência Norte Americana, NASA, informou que um cometa está prestes a passar muito perto de Marte, em um encontro que acontece uma vez a cada um milhão de anos e que será abundantemente fotografado e documentado.
O cometa "Siding Spring", ou C/2013 A1, como é conhecido cientificamente, tem um núcleo de 1,6 km de diâmetro e é tão pouco sólido quanto um monte de talco.
O astro passará a toda velocidade a apenas 139,5 mil km do planeta vermelho. Se fosse passar tão perto do nosso planeta, a distância equivaleria a um terço daquela entre a Lua e a Terra.
"Siding Spring" passará pelo ponto mais próximo de Marte às 18h27 GMT (16h27 de Brasília) de domingo, 19 de outubro, informou a NASA.
Apesar de voar no espaço a uma velocidade vertiginosa de 202 mil km/h, o pequeno cometa tem poucas probabilidades de se chocar com a superfície marciana. Mas, de qualquer modo, os cientistas têm acompanhado com muito entusiasmo sua trajetória e seu rastro.
Com informações de G1.com

Paciente volta a andar após transplante de células do nariz

Um homem paralisado conseguiu andar novamente após um tratamento inovador que envolveu o transplante de células de sua cavidade nasal para a medula espinhal.
Darek Fidyka, de 40 anos, ficou paralisado do peito para baixo após ferimentos a faca em 2010.
Agora, ele pode andar usando um andador. Ele também recuperou algumas funções da bexiga e intestino e funções sexuais.
O tratamento foi realizado por cirurgiões poloneses em colaboração com pesquisadores da Universidade College, de Londres. Detalhes da pesquisa foram relatados na publicação científica Cell Transplantation e divulgados em um programa de TV da BBC.
O tratamento utilizou células especiais que fazem parte do sentido do olfato (OECs, na sigla em inglês). Elas agem como células de direção, que permitem que as fibras nervosas do sistema olfativo sejam continuamente renovadas.
Na primeira de duas operações, os cirurgiões removeram um dos bulbos olfativos do paciente e as células cresceram em cultura. Duas semanas depois, eles transplantaram as células para a medula espinhal, que tinha sido reduzida a uma pequena faixa de tecido do lado direito.
Eles tinham apenas uma pequena porção de material para trabalhar - cerca de 500 mil células. Cerca de 100 microinjeções de células olfativas foram feitas acima e abaixo da lesão.
Quatro tiras finas de tecido nervoso foram tiradas do tornozelo do paciente e colocadas através de uma lacuna de 8mm no lado esquerdo da medula espinhal.
Primeiros sinais
Os cientistas acreditam que as células olfativas forneceram uma direção, permitindo que as fibras acima e abaixo da lesão se reconectassem, usando os enxertos de nervos para preencher a lacuna na medula espinhal.
Os primeiros sinais de recuperação surgiram após cerca de três meses, quando a coxa esquerda do paciente começou a desenvolver músculos.
Seis meses depois, ele foi capaz de tentar dar seus primeiros passos com a ajuda de barras paralelas, usando muletas e com o apoio de um fisioterapeuta. Dois anos após o tratamento, ele agora pode andar fora do centro de reabilitação utilizando um andador.
A maior parte da reparação de medula espinhal de Fidyka ocorreu no lado esquerdo, onde havia uma lacuna de 8mm. Desde então, ele recuperou massa muscular e movimento principalmente nesse lado.
Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que a recuperação se deve à regeneração, já que sinais do cérebro que controlam os músculos da perna esquerda viajam para baixo pelo lado esquerdo da medula espinhal.
Exames mostraram que a lacuna na medula espinhal fechou-se após o tratamento.
Caso anterior
O paciente deverá ser monitorado ao longo dos próximos anos.
Recentemente, uma mulher norte-americana desenvolveu um tumor oito anos depois de um transplante de células similares a células-tronco retiradas do nariz da própria paciente para tentar curar sua paralisia.
No caso desta paciente, o tratamento não deu certo e ela não recuperou os movimentos.
Texto: Diário da Saúde
Imagem: BBC

domingo, 19 de outubro de 2014

Tecido robótico atrai atenção da NASA

Exoesqueletos e equipamentos mecânicos para uso no espaço estão entre as potencialidades dos tecidos robóticos. [Imagem: Thomas Chenal et al. (2014)]
Os robôs moles, de corpo flexível, têm-se mostrado uma opção interessante devido à simplicidade dos seus mecanismos de locomoção.
Michelle Yuen e seus colegas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, estão tentando ampliar ainda mais o potencial dessa nova classe de dispositivos.
A ideia é aprimorar um conceito de "tecnologia elástica", que permita construir exoesqueletos de vestir, que possam dar maior firmeza e força às pessoas, robôs com peles sensoriais e roupas para pilotos e astronautas que neutralizem as "forças G" a que eles são submetidos.
Os protótipos iniciais desse tecido robótico consistem de uma malha de algodão contendo sensores plásticos e fios de músculos artificiais feitos com metais com memória de forma, materiais que, depois de flexionados, retornam à posição original quando recebem uma corrente elétrica.
"Nós integramos tanto a atuação quanto o sensoriamento, enquanto a maioria dos tecidos robóticos atualmente em desenvolvimento apresenta somente o sensoriamento ou outros componentes eletrônicos que utilizam malhas condutoras," disse a professora Rebecca Kramer, orientadora da equipe.
O tecido robótico é produzido em uma máquina de costura comum, o que permitirá no futuro sua incorporação em roupas e macacões.
[Imagem: Rebecca Kramer/Purdue University]
Os primeiros testes estão sendo feitos criando "roupas" para blocos de espuma ou materiais infláveis. A força exercida pela roupa robótica transforma esses blocos inertes em robôs que se locomovem como minhocas.
Mas o trabalho já está inscrito em um projeto da NASA que solicitou a vários grupos de pesquisadores que criem "peles elásticas ativas para robótica flexível".
O objetivo é desenvolver uma classe de robôs moles nos quais todos os elementos funcionais sejam incorporados em uma pele elástica. Esta pele deve incluir circuitos eletrônicos flexíveis, que são menos sensíveis às vibrações, o que os tornará resistentes o suficiente para missões espaciais.
Esta tecnologia deverá permitir que os astronautas levem folhas de pele robótica leves e fáceis de guardar, que poderão ser montadas nos objetos necessários quando a missão chegar ao seu destino.
Texto e imagens: Inovação Tecnológica

Centenas de genes influenciam altura de cada pessoa

Não existe um "gene da altura", concluem os cientistas. [Imagem: Cortesia Max Planck Institute for Informatics]
O maior estudo já realizado no mundo sobre a influência da genética na altura humana confirmou que não existe nada parecido com um "gene da altura".
Na realidade, centenas de genes desempenham um papel na determinação do quanto cada pessoa irá crescer, além de fatores ambientais, não genéticos.
O estudo envolveu mais de 300 organizações em todo o mundo, que analisaram amostras de DNA de 250 mil pessoas.
Os resultados revelaram 697 variantes de DNA que podem ter influência sobre a altura da pessoa. E, mesmo assim, os pesquisadores acreditam que essa quantidade seja apenas 20% do total de genes influenciando a altura.
"A variante de DNA com o maior efeito sobre a altura tem um impacto de apenas cerca de cinco milímetros, e a maioria das outras variantes têm um efeito muito menor," disse o Dr. Jian Yang, da Universidade de Queensland (Austrália).
Consideradas em conjunto, todas as variantes de DNA identificadas neste estudo podem explicar diferenças de altura de cerca de 11 centímetros.
"Isto mostra que a base genética para a altura não é controlada por um único gene, e nem por um pequeno grupo de genes - existem milhares de genes envolvidos.
"Estima-se que cerca de 80% da altura de um indivíduo normal e saudável seja controlada por fatores genéticos hereditários, e nós só descobrimos cerca de um quinto dos genes.
"Os restantes 20% são determinados por fatores ambientais, como a nutrição e a saúde na infância," concluiu Yang.
O estudo, feito em conjunto por pesquisadores das universidades de Exeter, Harvard e Queensland, foi publicado na revista Nature Genetics.
Apesar de expressões como "gene disso" e "gene daquilo" ainda serem comuns e difundidos por muitos cientistas, hoje já se reconhece a fragilidade desse "determinismo genético".
Por exemplo, o mesmo gene que mata uma pessoa pode não afetar outra. Além disso, um mesmo gene pode ter efeitos opostos em homens e mulheres.
Isto sem contar os efeitos da epigenética, que explicam que, em grande parte, nós somos frutos das nossas experiências.
Texto e foto de: Diário da Saúde

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Material mais duro que diamante rumo à escala industrial

Identador Vickers, usado para medir a dureza de materiais, feito de fulerita. [Imagem: MikhailPopov/MIPT]
Pesquisadores russos desenvolveram um processo capaz de sintetizar um material ultraduro - com uma dureza superior à do diamante.
O material é chamado fulerita, um polímero composto por fulerenos, moléculas esféricas feitas inteiramente de carbono.
Os fulerenos, também conhecidos como buckballs ou Carbono 60, já haviam sido adicionados ao alumínio, produzindo uma liga tão dura quanto o aço.
O novo material é ainda mais duro.
Há algum tempo que o diamante perdeu o posto de material mais duro conhecido pelo homem, criando a categoria de materiais ultraduros, aqueles que são mais duros do que o diamante.
Os diamantes naturais têm uma dureza entre 70 e 150 gigapascals (GPa), mas a fulerita fabricada segundo o novo processo atinge durezas que vão dos 150 aos 300 GPa.
"A descoberta da síntese catalítica da fulerita ultradura vai criar uma nova área de pesquisa em ciência dos materiais porque reduz substancialmente a pressão necessária para a síntese e permite a fabricação do material e seus derivados em escala industrial," disse o professor Mikhail Popov, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.
Assim como o diamante, os fulerenos são formados por átomos de carbono - são 60, dispostos em um formato que lembra uma bola de futebol.
Essas moléculas podem ser organizadas de diferentes formatos, com a dureza do material resultante sendo determinada por esse arranjo.
No processo desenvolvido pela equipe russa, as moléculas C60 são interconectadas por ligações covalentes em todas as direções, uma estrutura que os cientistas dos materiais chamam de polímero tridimensional.
Texto: Site Inovação Tecnológica