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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Amigos sabem se você vai viver muito ou não

Traços como a depressão e a raiva têm sido associados a um maior risco de várias doenças e problemas de saúde, incluindo a morte prematura. [Imagem: Wikimedia]
Jovens amantes selando seu compromisso podem sonhar com vidas longas e saudáveis juntos, mas os amigos íntimos na festa de casamento podem saber melhor se esses desejos irão se tornar realidade.

"Você espera que seus amigos estejam inclinados a vê-lo de uma maneira positiva, mas eles também são observadores atentos dos traços de personalidade que poderão enviar-lhe uma morte prematura," afirma o Dr. Joshua Jackson, da Universidade de Washington (EUA).

A equipe de Jackson demonstrou que a personalidade de uma pessoa jovem (20 anos) pode prever quanto tempo ela irá viver, e que os amigos próximos são geralmente melhores do que ela mesma em reconhecer essas características.

Os voluntários homens vistos por seus amigos como mais abertos e conscientes vivem mais.

E as voluntárias cujas amigas classificaram-nas como tendo uma elevada estabilidade emocional e afabilidade também desfrutam de uma expectativa de vida mais longa.

"Nosso estudo mostra que as pessoas são capazes de observar e avaliar a personalidade de um amigo com precisão suficiente para prever a taxa de mortalidade precoce décadas à frente," disse Jackson.

"Isto sugere que as pessoas são capazes de ver características importantes relacionadas à saúde, mesmo quando os seus amigos eram saudáveis e ainda muito distantes da sua expectativa de morrer," acrescentou.

Esta conclusão demonstra a fragilidade de estudos realizados usando as mídias sociais, como um que recentemente defendeu que o computador avalia sua personalidade melhor que seus amigos.

Não é nenhum segredo que os traços de personalidade de uma pessoa podem ter um impacto sobre sua saúde. Traços como a depressão e a raiva têm sido associados a um maior risco de várias doenças e problemas de saúde, incluindo a morte prematura.

Por exemplo, homens mais conscienciosos são mais propensos a comer bem, aderir a uma rotina de exercícios físicos e evitar riscos como dirigir alcoolizado ou sem cinto de segurança.

Já as mulheres emocionalmente mais estáveis podem lutar melhor contra a raiva, a ansiedade e a depressão, sugere o Dr. Jackson.


Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Brasil tem nova vacina contra câncer de próstata

Células do tumor citotóxico do próprio paciente são usadas para criar a vacina autóloga.[Imagem: FK Biotec/Divulgação]
Foi criada por uma empresa brasileira uma nova tecnologia de combate ao câncer que está atualmente na fase clínica. Sua previsão de entrada no mercado é de três anos.
Trata-se de uma vacina classificada como terapia celular - autóloga - ou seja, feita com células tumorais do próprio paciente.
Ela será usada, inicialmente, para tratar câncer de próstata, mas já há estudos em curso prevendo sua aplicação em outros tipos de cânceres.
Foram detectados resultados muito promissores nos primeiros testes. Em um grupo de 107 pacientes acompanhados por cinco anos, foi usado o nível de PSA como referência do que poderia ser chamado de cura bioquímica, ou seja, quando o PSA fica indetectável.
O PSA é uma proteína encontrada no sangue que, quando em nível elevado, indica a possibilidade de câncer de próstata. No grupo que recebeu a imunoterapia, após cinco anos, 85% dos pacientes tiveram PSA indetectável. No grupo de controle, apenas 48% apresentaram esse resultado.
Com informações de Diário da Saúde

domingo, 25 de janeiro de 2015

Submarinos brasileiros começam a ser construídos

O Prosub não deverá resultar apenas em submarinos, apresentando um efeito multiplicador sobre a economia brasileira. [Imagem: Marinha do Brasil/Divulgação]
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), através da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), está construindo os cascos das cinco unidades do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) do governo federal.
O Prosub é fruto de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia entre Brasil e França e viabilizará a produção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nucelar (SN-BR) e mais quatro submarinos convencionais, com propulsão diesel-elétrica.
Quem está encarregada da construção dos cascos dos submarinos é a Nuclep. Para isso, profissionais de diversas áreas, entre elas, engenharia e soldagem, foram enviados à França a fim de conhecer as técnicas de construção da Marinha francesa.
A Nuclep recebeu as seções de qualificação no final do ano passado, o que atesta a competência técnica da empresa para a produção dos cascos - a seção de qualificação é um dos componentes que será usado na construção dos submarinos.
Existe uma expectativa de que o primeiro dos quatro submarinos convencionais esteja operando em 2017. "Nós esperamos que os quatro submarinos de propulsão convencional estejam prontos no período de 2017 a 2023, e o de propulsão nuclear, de 2023 para 2025," diz o coordenador-geral do Prosub, almirante-de-esquadra Gilberto Max. "O programa é calcado no tripé: transferência de tecnologia, nacionalização e capacitação de pessoal."
O Prosub não deverá resultar apenas em submarinos, apresentando um efeito multiplicador sobre a economia brasileira.
As atividades que terão impactos incluem a geração de energia elétrica, o desenvolvimento de novos materiais, a produção de radioisótopos para a medicina e a irradiação de alimentos para conservação.
Com informações de: Inovação tecnológica

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Via Láctea pode ser um gigantesco buraco de minhoca

Os físicos não sabem para onde o túnel galáctico levaria, mas garantem que ele deve ser "estável e navegável". [Imagem: Davide/Paolo Salucci]
Sistema de transporte intergaláctico
Você acreditaria que a Via Láctea inteira pode ser um gigantesco buraco de minhoca, um "sistema de transporte intergaláctico"?
Pois com base nos últimos dados e cálculos dos físicos, nossa galáxia pode, em teoria, ser um enorme buraco de minhoca, um túnel no espaço-tempo capaz de nos levar aos confins do Universo. E, se isso for verdade, a Via Láctea seria um buraco de minhoca "estável e navegável".
Esta é a hipótese levantada por uma equipe de físicos indianos, italianos e norte-americanos que, de quebra, tenta estimular seus colegas cientistas a repensar a matéria escura "com mais precisão".
"Se combinarmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo, e aventarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que temos é que a nossa galáxia realmente poderia conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia," explica Paolo Salucci, astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), na Itália.
"Mas há mais: Nós poderíamos até mesmo viajar por este túnel, uma vez que, com base em nossos cálculos, ele pode ser navegável, exatamente como aquele que vimos no recente filme Interestelar," acrescenta o cientista.
Buracos de minhoca
Embora túneis no espaço-tempo - ou buracos de minhoca ou Pontes de Einstein-Rosen - tenham ganho popularidade entre o público por meio dos filmes de ficção científica, eles têm sido o foco de atenção de pesquisas sérias dos físicos há décadas - Albert Einstein e Nathan Rosen publicaram seu trabalho em 1935 e levaram a fama, mas Ludwig Flamm havia publicado um trabalho sobre túneis no espaço-tempo em 1916.
Mais recentemente, os buracos de minhoca foram a grande estrela do filme Interestelar, de Christopher Nolan.
"O que tentamos fazer em nosso estudo foi resolver a equação fundamental na qual a astrofísica 'Murph' [personagem do filme, interpretada por Jessica Chastain] estava trabalhando. É evidente que nós fizemos isso muito antes de o filme sair," brinca Salucci. "É, de fato, um problema extremamente interessante para estudos da matéria escura."
"Obviamente não estamos afirmando que nossa galáxia definitivamente é um buraco de minhoca, mas simplesmente que, de acordo com os modelos teóricos, esta hipótese é uma possibilidade," acrescenta.
Mas será que essa teoria poderia ser testada experimentalmente?
"Em princípio, poderíamos testar a hipótese comparando duas galáxias - nossa galáxia e outra, muito próxima, por exemplo a Nuvem de Magalhães, mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer essa comparação," responde Salucci.
Matéria Escura? Fala sério
Para chegar às suas conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da Relatividade Geral com um mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea, obtido em um estudo realizado pela equipe em 2013.
"Além da hipótese da ficção científica, nossa pesquisa é interessante porque propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura," explica o físico, que conclama seus colegas a "falar mais sério" sobre a hipótese da matéria escura.
Ele salienta que os cientistas vêm tentando há muito tempo explicar a matéria escura levantando a hipótese da existência de uma partícula específica, o neutralino, que, no entanto, nunca foi identificada no LHC e nem observada no Universo.
Mas também existem teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula "e talvez seja a hora de os cientistas levarem essa questão mais a sério," recomenda Salucci, sem ser muito ácido em suas críticas às atuais teorias da matéria escura.
A seguir ele acrescenta suas próprias ideias e os caminhos que as discussões deveriam tomar.
"A matéria escura pode ser 'outra dimensão', talvez até mesmo um sistema central de transporte galáctico. De qualquer forma, nós realmente precisamos começar a nos perguntar o que a matéria escura é," conclui Salucci.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ano de 2015 terá um segundo a mais

Relógio do Longo Agora será um carrilhão capaz de funcionar por 10.000 anos - sem saltos de segundos.[Imagem: Rolfe Horne/The Long Now Foundation]
Mais tempo
O ano de 2015 terá um segundo a mais.
Em 30 de junho, será acrescido um segundo ao Tempo Universal Coordenado (UTC) para fazer a correção do Tempo Atômico Internacional (TAI).
A alteração se faz necessária porque a velocidade de rotação da Terra registra variações, enquanto os relógios atômicos que geram e mantêm a hora legal possuem uma precisão que chega a um segundo em milhões de anos.
A velocidade de rotação da Terra sofre variações em virtude dos efeitos gravitacionais do Sol, da Lua e dos planetas, e também resultado dos deslocamentos de massas terrestres em diferentes partes do planeta.
Segundo intercalado
No dia 30 de junho, o relógio oficial irá registrar a sequência: 23h59min59s - 23h59min60s, para só então passar a 1º de julho (0h00min00s).
Como essa correção é feita no horário de Greenwich, no Brasil a correção ocorrerá três horas antes. O Observatório Nacional, responsável pela geração, conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira, fará o acréscimo desse segundo às 21h, horário de Brasília.
Embora pareça pequena, a mudança impacta a sociedade principalmente no que se refere às relações comerciais. As empresas sincronizadas aos servidores do Observatório Nacional terão essa mudança automaticamente, enquanto as demais precisam providenciar suas adequações.
A correção do chamado "segundo intercalado" ou "segundo bissexto" (leap second) é determinada pelo IERS (International Earth Rotation and Reference Systems Service). O último acréscimo do segundo intercalado aconteceu em 2012.
Há várias propostas para eliminação desse acréscimo de um segundo, mas os países envolvidos nunca chegaram a um consenso.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Abacate reduz colesterol mais que dieta

Os abacates Hass são a variedade menor, de casca mais escura e irregular. [Imagem: Cortesia Haas Avocado Board]
Acrescentar um abacate à sua dieta diária pode ajudar a diminuir o colesterol ruim, por sua vez reduzindo o risco de doenças cardíacas.
Quem garante é Penny Kris-Etherton e seus colegas da Universidade da Pensilvânia (EUA), em um artigo publicado no Journal of the American Heart Association.
Abacates são bem conhecidos como um alimento rico em nutrientes e em ácidos graxos monoinsaturados.
"Incluir um abacate por dia como parte de uma dieta com teores moderados de gordura, em comparação com a mesma dieta sem o abacate, aumenta os efeitos de redução do LDL (lipoproteínas de baixa densidade), com benefícios para os riscos de doenças cardiovasculares," resume a Dra. Penny.
Ela e seus colegas na verdade testaram três dietas diferentes, todas concebidas para reduzir o colesterol: uma dieta com baixos teores de gorduras, composta por 24% de gordura, e duas dietas com teores moderados (34%) de gordura.
As dietas mais ricas em gordura eram quase idênticas, mas uma delas incluía um abacate Hass por dia, enquanto a outra usava uma quantidade comparável de óleos com elevados teores de ácido oleico - como o azeite - equivalentes ao teor de ácidos graxos presentes no abacate.
Abacates Hass são a variedade menor, de casca mais escura e irregular. Eles têm um maior teor de nutrientes do que os abacates comuns, que são maiores, têm a casa lisa e um teor de água mais elevado.
Em comparação com voluntários de controle - sem nenhuma dieta - todas as três dietas reduziram significativamente o LDL - também conhecido como colesterol ruim -, bem como o colesterol total. Todos os participantes seguiram cada uma das três dietas durante cinco semanas.
No entanto, os participantes que incluíram o abacate na dieta tiveram uma redução ainda maior nos níveis de LDL e colesterol total, em comparação com as outras duas dietas.
A dieta com o abacate Hass diminuiu o colesterol ruim em 13,5 mg/dL, a outra dieta com gordura moderada em 8,3 mg/dL e a dieta com baixos teores de gordura em 7,4 mg/dL.
"Este foi um estudo de alimentação controlado, mas isso não é o mundo real - por isso é mais uma pesquisa de prova-de-conceito," reconhece a Dra Penny. "Nós precisamos nos concentrar em fazer as pessoas comerem uma dieta saudável, que inclua abacates e outros alimentos com gorduras melhores."
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como remover o lixo espacial

Há muita atenção voltada para os métodos ativos de remoção do lixo espacial. [Imagem: ESA]
"O que sobe tem de descer." No campo dos satélites artificiais, este ditado ganhou força de lei.
O regulamento internacional prevê que seja deixada uma quantidade mínima de detritos em órbitas de grande utilização, especialmente as órbitas baixas preferidas pelas missões de observação da Terra e algumas classes de satélites de comunicação - e, claro, algumas naves e a Estação Espacial Internacional.
Para estas órbitas, que vão até aos 2.000 km de altitude, o requisito é que os satélites sejam removidos dentro de, no máximo, 25 anos após o fim de sua vida útil. As indicações são de que eles passarão a ser movidos para uma altitude em que a resistência da atmosfera force sua reentrada. Uma alternativa sendo considerada é enviá-los para "órbitas cemitério", ainda a serem definidas, onde a demanda de ocupação seja menor.
Ou seja, as empresas ainda não sabem exatamente como terão que alterar seus projetos. O que se sabe é que os satélites terão que levar mais combustível para literalmente desocupar o espaço que ocuparam durante sua vida útil.
Quanto mais massa é acrescentada ao satélite, menos é deixado para a carga útil, a parte que de fato concretiza os objetivos da missão, o que deverá elevar os custos de fabricação dos novos satélites. E isto também significa que os satélites menores terão mais dificuldades em cumprir os requisitos de mitigação. Por isso há muita atenção voltada para os métodos ativos de remoção do lixo espacial.
Para discutir essas e outras questões relacionadas ao lixo espacial, a ESA (Agência Espacial Europeia) realizará, em março próximo, uma reunião com todos os fabricantes de satélites para discutir um novo modelo para as missões de órbita baixa, de forma que estas respeitem as regulamentações anti-lixo especial.
Na realidade, algo precisa ser feito sob todos os pontos de vista: caso contrário, por exemplo, órbitas baixas chave poderiam ficar inutilizáveis por se encherem de lixo especial, atrapalhando o negócio dessas empresas.
Durante o encontro serão analisadas novas tecnologias dedicadas a diminuir a quantidade de satélites abandonados, reduzindo o risco de colisões orbitais pelo aumento de lixo especial e, ao mesmo tempo, a ameaça que constitui a reentrada descontrolada de satélites.
"Este evento é um passo essencial no envolvimento de todo o setor europeu do espaço para um passo à frente nos satélites de órbita baixa," explicou a organizadora do evento, Jessica Delaval. "As empresas terão oportunidade de avançar nas suas próprias tecnologias de mitigação de lixo espacial."
Segundo estudos da ESA, agora e no futuro, o maior risco de colisão de satélites com lixo espacial ocorre sobre os polos da Terra. [Imagem: ESA]
Há mais de 12 mil detritos espaciais detectáveis, superiores a 10 cm, em órbita da Terra, incluindo satélites abandonados e fragmentos de missões - constituindo todos um perigo real para as missões atuais.
A quantidade de objetos pequenos e indetectáveis é da ordem de milhões: centenas de milhares de peças entre 1 e 10 cm e milhões de peças menores. A velocidade orbital, uma peça de um centímetro pode ter o impacto de uma granada de mão se acertar outro objeto.
A grande expectativa é que o evento da ESA aponte novas ideias não apenas para as abordagens passivas, mas também para missões ativas de remoção do lixo espacial.
Uma das propostas envolve o lançamento de satélites garis ou microssatélites equipados com motores para arrastar o lixo espacial de volta - como o suíço CleanSpace One.
A NASA está testando a ideia de usar velas solares instaladas nos próprios satélites artificiais a serem lançados no futuro, mas também trabalha no desenvolvimento de raios tratores para eliminar o lixo já existente.
Outra proposta com possibilidade de implementação a curto prazo envolve um canhão laser de alta potência, que geraria jatos de plasma ao redor do detrito espacial. Esses jatos funcionariam como pequenos foguetes, desviando o detrito e fazendo-o reentrar na atmosfera, onde se queimaria:
A expectativa é que, ao final do evento, as empresas apontem quais dessas - ou outras - tecnologias elas irão apoiar e testar.
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 17 de janeiro de 2015

Sentir frio é contagioso, calor não

Os humanos são sujeitos ao contágio do frio, mas não do calor. [Imagem: University of Sussex]
Apenas olhar para alguém tremendo de frio é suficiente para nos fazer sentir frio.
A conclusão dos pesquisadores da Universidade de Sussex (Reino Unido), apresentada em um artigo publicado na revista PLoS ONE, é que os seres humanos somos suscetíveis ao "contágio da temperatura".
Durante o estudo, voluntários que apenas assistiam a vídeos de pessoas colocando as mãos em água gelada apresentaram quedas significativas na sua própria temperatura corporal.
"Acredita-se que imitar outra pessoa nos ajuda a criar um modelo interno do estado fisiológico daquela pessoa que podemos usar para melhor compreender as suas motivações e como elas estão se sentindo," teoriza Neil Harrison, que liderou a pesquisa.
"Os seres humanos são criaturas profundamente sociais e muito do sucesso humano resulta de nossa habilidade de trabalhar juntos em comunidades complexas - isso seria difícil de fazer se não fôssemos capazes de sentir empatia e prever os pensamentos, sentimentos e motivações dos outros," continua o pesquisador.
Durante o experimento, cada um dos 36 participantes assistiu oito vídeos de atores colocando suas mãos em água visivelmente quente ou fria.
A temperatura das mãos de cada voluntário era medida conforme eles assistiam cada um dos vídeos - e suas mãos ficaram significativamente mais frias quando eles assistiam os "vídeos frios".
De forma um tanto surpreendente, os "vídeos quentes" não causaram mudança na temperatura, sugerindo que somos sujeitos ao contágio do frio, mas não do calor.
"Nós acreditamos que isto provavelmente seja porque os vídeos quentes eram menos potentes - as únicas pistas que a água estava quente era o vapor no início dos vídeos e o rosado da mão do ator, enquanto que blocos de gelo eram claramente visíveis ao longo de toda a duração dos vídeos frios," disse Harrison.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Hubble comemora 25º aniversário com nova foto de uma "velha conhecida"

Nova imagem dos pilares tem ângulo mais aberto e resolução duas vezes maior que a original (Foto: NASA, ESA/Hubble e Hubble Heritage Team)
Em 2015 o telescópio Hubble completará 25 anos em órbita. Para comemorar o feito, registrou novas imagens impactantes de dois conhecidos corpos celestes. Uma delas, revisa uma de suas fotos mais antigas e mais famosas, o telescópio capturou uma nova visão da Nebulosa da Águia que mostra seus "Pilares da Criação" em mais detalhes do que nunca. Em outra, a partir de uma montagem com 13 mil fotos, mostra nossa vizinha galáxia de Andrômeda, que se tornou a maior imagem já feita pelo telescópio. Ambas as imagens foram reveladas em Seattle, em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana.
Paul Scowen, da Arizona State University, descreveu as fotos da Nebulosa da Águia como "novas imagens de uma velha amiga".
A imagem original dos pilares de formação estelar de nuvens de poeira e gás, feita em 1995, foi uma sensação e tem aparecido em inúmeras capas de livros, nas telas de cinema e em camisetas.
Graças a melhorias nos sistemas do Hubble, a nova representação tem um ângulo mais aberto e uma resolução duas vezes maior que a da foto original.
Ele também permite que astrônomos como Scowen vejam o que mudou em 20 anos - apesar de todas as mudanças realmente terem ocorrido há 7 mil anos, por causa da distância.
Com informações de G1.com

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Filme plástico comestível desenvolvido pela Embrapa

O filme (direita) pode ser feito de de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate. [Imagem: Flavio Ubiali/Embrapa]
Comendo a embalagem
Imagine colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica: a película que a envolve é composta por tomate e, ao ser aquecida, vai se incorporar à pizza e fazer parte da refeição.
Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação no âmbito da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano).
A nova técnica permite fabricar películas comestíveis de alimentos como espinafre, mamão, goiaba, tomate e pode utilizar muitos outros como matéria-prima.
"Podemos utilizar rejeitos da indústria alimentícia para fabricar o material. Isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada," afirmou o pesquisador Luiz Henrique Mattoso.
O filme comestível tem características físicas semelhantes às dos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger os alimentos. Porém, o fato de poder ser ingerido abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens, como aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.
Liofilização
O plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto. "O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos," conta o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, que participou do trabalho.
Ele explica que os alimentos usados como matéria-prima passam pelo processo de liofilização. Trata-se um tipo de desidratação na qual, após o congelamento do alimento, toda a água contida nele passa diretamente do estado sólido ao gasoso, sem passar pela fase líquida. O resultado é um alimento completamente desidratado com a vantagem de manter suas propriedades nutritivas.
A técnica pode ser aplicada aos mais diferentes alimentos, como frutas, verduras, legumes e até alguns tipos de temperos, o que explica a grande diversidade de matérias-primas para os filmes comestíveis, que poderão ter o sabor e a cor de acordo com o produto que irão proteger.
A Embrapa pretende fazer parcerias com empresas privadas para que os filmes comestíveis possam chegar ao mercado.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica