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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vírus é mais perigoso pela manhã

Alguns vírus enganam o sistema imunológico, mas tudo parece ser mais perigoso pela manhã.[Imagem: Paolo Zanotto]
Vírus são mais perigosos quando infectam suas vítimas pela manhã do que à tarde ou à noite.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) descobriram que os vírus têm 10 vezes mais sucesso em adoecer a sua vítima se a infecção tiver início pela manhã.
Os estudos com animais também mostraram que quem está com o relógio biológico desajustado - algo que no ser humano pode ser provocado por jornadas de trabalho em turnos diferentes ou jet lag - está sempre mais vulnerável a infecções.
As descobertas podem ajudar a reforçar o combate a pandemias, orientando as pessoas sobre os horários mais críticos em que devem buscar medidas de prevenção extras.
Tudo parece se dever à atuação do relógio biológico interno do corpo, que torna o organismo mais ativo pela manhã. Cerca de 10% dos genes - as instruções para gerenciar o corpo humano - mudam durante o dia sob controle do relógio biológico.
Os vírus - ao contrário das bactérias e parasitas - são completamente dependentes de sua capacidade de "sequestrar" o mecanismo interno das células para se replicar. Mas essas células mudam muito como parte desse padrão de 24 horas conhecido como relógio biológico, que influencia, por exemplo, o funcionamento do nosso sistema imunológico e a liberação de hormônios.
Contato com vírus pela manhã é mais perigoso
Recentemente cientistas japoneses descobriram como ler as horas do relógio biológico. [Imagem: PNAS]
No estudo, camundongos foram infectados com o vírus influenza, que causa a gripe, ou com o vírus da herpes. Os animais infectados durante a manhã apresentaram níveis virais 10 vezes maiores do que aqueles infectados durante a noite. Apesar de terem sido usados apenas dois tipos de vírus no estudo, eles são muito diferentes - um é vírus de DNA e o outro de RNA -, o que sugere que o princípio se aplica a um grande número de vírus.
Os vírus que chegavam mais tarde falharam em um processo que, metaforicamente, pode ser explicado como se eles estivessem tentando fazer operários reféns dentro de uma fábrica depois que o turno dos operários tivesse terminado. Quando os pesquisadores forçaram os animais a ritmos de vida artificiais, que atrapalhavam seu relógio biológico, eles se tornaram igualmente mais suscetíveis à infecção.
"Há uma grande diferença", disse o professor Akhilesh Reddy. "O vírus precisa de todo o aparato disponível na hora certa (para ser eficaz), mas uma pequena infecção pela manhã pode se desenvolver mais rapidamente e se espalhar pelo corpo. Em uma pandemia, ficar em casa durante o dia pode ser importante (para) salvar vidas. Se os testes comprovarem a hipótese, isso pode ter um grande impacto."
O estudo foi publicado na revista científica Pnas, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fusão de fótons: Como transformar luz verde em azul

Conversão ascendente de fótons: a transferência de energia entre as moléculas é baseada na troca de elétrons, tornando a estrutura adequada para uso em células solares e LEDs.[Imagem: Michael Oldenburg]
As já tão versáteis estruturas metal-orgânicas, ou MOFs, demonstraram mais uma capacidade inusitada: elas transformam luz verde em luz azul.
O fenômeno, conhecido como conversão ascendente de fótons (upconversion), consiste em pegar dois fótons de energia mais baixa - verdes - e uni-los em um único fóton de energia mais alta - azul.
Esse uso mais eficiente da luz abre novas oportunidades de desenvolvimento de aplicações optoeletrônicas, que vão das células solares aos LEDs, porque envolve a liberação de elétrons.
Michael Oldenburg e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, descobriram o fenômeno ao fazerem as MOFs crescerem sobre superfícies orgânicas - isso dá origem ao termo SURMOF, que são MOFs cultivadas sobre superfícies, que lhes dão novas funcionalidades.
Só há poucos dias descobriu-se que as estruturas metal-orgânicas existem na natureza - até então acreditava-se que elas eram materiais exclusivamente artificiais.
"As SURMOFs combinam as vantagens dos semicondutores orgânicos e inorgânicos," explicou o professor Christof Woll. "Elas apresentam diversidade química e cristalinidade, permitindo criar heteroestruturas ordenadas."
Dependendo da superfície utilizada, essas estruturas podem ser produzidas com diferentes tamanhos de poros e funcionalidades químicas, de modo que elas são adequadas para uma ampla gama de aplicações, como sensores, catalisadores, diafragmas, em tecnologias de dispositivos médicos ou como elementos inteligentes de armazenamento, de hidrogênio, por exemplo.
A conversão ascendente de fótons foi obtida cultivando uma SURMOF sobre outra, camada por camada. A interface entre as duas - uma heterojunção - captura dois fótons de baixa energia e os funde em um fóton único de alta energia.
O processo baseia-se na chamada aniquilação tripleto-tripleto, que envolve duas moléculas: uma sensibilizadora, a molécula que absorve os fótons e cria um estado tripleto de alta energia, e uma emissora, a molécula que pega o tripleto excitado e, usando a aniquilação tripleto-tripleto, libera um fóton com uma energia maior do que os fótons que foram inicialmente absorvidos.
Como a transferência de tripletos é baseada na troca de elétrons, a conversão ascendente de fótons inclui uma transferência de elétrons através da interface entre as duas SURMOFs. Isto torna as heterojunções adequadas para muitas aplicações optoeletrônicas, como LEDs e células solares.
Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 14 de agosto de 2016

Como lidar com a raiva no trânsito?

Nove em cada dez motoristas acham que os motoristas agressivos são uma ameaça grave para a sua segurança pessoal. [Imagem: Disney/Divulgação]
Milhares de motoristas se envolvem diariamente em exemplos extremos de agressividade no trânsito, incluindo abalroar propositadamente outro veículo ou sair do carro para desafiar outro motorista.
"A direção inconsequente, um tráfego ruim e as tensões diárias da vida podem transformar frustrações pequenas em uma perigosa fúria no trânsito. Motoristas demais estão se perdendo no calor do momento e atacando outros de maneiras que poderiam acabar sendo fatais," afirma um estudo realizado pela Fundação AAA para Segurança no Trânsito (EUA).
Os próprios motoristas pesquisados relataram seu envolvimento em comportamentos raivosos e agressivos no último ano:
  • Colar propositalmente no carro da frente: 51%
  • Gritar com outro motorista: 47%
  • Buzinar para mostrar irritação ou raiva: 45%
  • Fazer gestos irritados: 33%
  • Tentar bloquear outro veículo que tenta mudar de faixa: 24%
  • Cortar a passagem de outro veículo de propósito: 12%
  • Sair do veículo para enfrentar outro motorista: 4%
  • Esbarrar ou abalroar outro veículo de propósito: 3%
Dois em cada três motoristas acreditam que a direção agressiva é hoje um problema maior do que há três anos, enquanto nove em cada dez acreditam que os motoristas agressivos são uma ameaça grave para a sua segurança pessoal.
Motoristas homens e mais jovens - com idades entre 19 e 39 anos - são significativamente mais propensos a se envolver em comportamentos agressivos. Os motoristas que relataram outros comportamentos inseguros ao volante, como excesso de velocidade e passar no sinal vermelho também se mostraram mais propensos a mostrar agressividade.
"É completamente normal que os motoristas experimentem raiva ao volante, mas não podemos deixar que nossas emoções nos levem a escolhas destrutivas," disse Jake Nelson, diretor da entidade. "Não se arrisque a amplificar uma situação frustrante, porque você nunca sabe o que o outro motorista pode fazer. Mantenha a cabeça fria, e se concentre em chegar ao seu destino com segurança."
A entidade oferece outras dicas para ajudar a prevenir a ira e a violência no trânsito:
  1. Não ofenda: Nunca force outro motorista a mudar de velocidade ou direção. Isto significa não forçar outro motorista a usar os freios ou virar o volante em resposta a algo que você fez.
  2. Seja tolerante e perdoe: O outro motorista pode apenas estar tendo um dia realmente ruim. Considere que não é nada pessoal.
  3. Não responda: Evite olhar nos olhos do outro motorista, não faça gestos e mantenha espaço em torno de seu veículo. E chame a polícia, se necessário.
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 7 de agosto de 2016

Explosão nuclear de asteroide pode salvar Terra de impacto

Para usar uma explosão nuclear para destruir um asteroide, a dica é não esperar que ele se aproxime demais. [Imagem: Tomsk State University]
Astrofísicos das universidades de Tomsk e São Petersburgo, na Rússia, simularam a explosão nuclear de um asteroide de 200 metros de diâmetro, de tal maneira que os fragmentos com radiação não caiam na Terra.
O objetivo da simulação é oferecer alternativas para proteger a Terra de corpos celestes potencialmente perigosos, que entrem em rota de colisão conosco.
"O caminho que propomos para eliminar a ameaça do espaço é razoável para usar no caso da impossibilidade de 'eliminação suave' de um objeto por uma colisão em órbita e para a eliminação de um objeto que retorna constantemente à Terra," explicou Tatiana Galushina, membro da equipe.
"Até agora, como medida preventiva, vinha sendo proposto exterminar o asteroide na sua aproximação do nosso planeta, mas isso poderia levar a consequências catastróficas - uma queda na Terra da maioria dos fragmentos altamente radioativos," acrescentou.
A equipe então elaborou uma solução alternativa e de menos risco.
Como a maioria dos objetos perigosos passa perto da Terra várias vezes antes de apontar direto e finalmente colidir, a equipe propõe explodir o asteroide quando ele ainda estiver distante do planeta, passando por aqui, mas ainda longe. Esta medida seria muito mais eficaz e mais segura, argumentam.
Para a sua modelagem computacional do que aconteceria, a equipe escolheu como alvo um corpo celeste com um diâmetro de 200 metros, semelhante ao asteroide Apophis, que se aproximará da Terra a uma distância de apenas 38.000 quilômetros em 2029, com risco inclusive de destruição de satélites geoestacionários.
Os cálculos mostraram que basta usar uma bomba nuclear de um megaton para destruir o asteroide. Com a explosão, parte dele irá se transformar em gás e líquido, e o restante deverá se quebrar em pedaços não maiores do que 10 metros. Este seria o máximo em termos de segurança para a Terra.
"Como o foguete pega o asteroide por trás, quase todos os pedaços após a destruição continuarão voando para a frente. Neste caso, a órbita dos fragmentos será significativamente diferente da órbita do asteroide. Por 10 anos após a explosão um número insignificante de fragmentos cairá sobre a Terra. A sua radioatividade durante este tempo será reduzida consideravelmente, e depois de alguns anos eles não representarão perigo algum.
"Vale acrescentar que as explosões nucleares no espaço são proibidas por tratado internacional, mas, no caso de uma ameaça real para a humanidade, talvez haja uma exceção a esta regra," ressalva a pesquisadora.
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 30 de julho de 2016

Guaraná tem mais antioxidantes do que chá verde

Guaraná tem potencial antioxidante maior do que o chá verde, com ação na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e várias outras. [Imagem: Food & Function/Divulgação]
O chá verde é bem conhecido por seus efeitos saudáveis, amplamente consumido, entre outras coisas, devido aos benefícios de uma classe de compostos químicos presente em sua formulação, as catequinas, com ação antioxidante e propriedades anti-inflamatórias, entre outras.
Agora, contudo, o chá verde tem um concorrente à altura: o guaraná.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que o guaraná (Paullinia cupana) tem pelo menos 10 vezes mais catequinas do que o chá verde.
"Até então, o guaraná era visto apenas como estimulante devido ao seu alto teor de cafeína, principalmente pela comunidade científica internacional. A avaliação pioneira sobre a absorção e os efeitos biológicos de suas catequinas em voluntários humanos pode aumentar o interesse da comunidade científica, do mercado e da sociedade em geral pelo fruto como alimento funcional", disse Lina Yonekura, atualmente professora da Universidade de Kagawa (Japão).
Quando efetivamente absorvidas pelo organismo, as catequinas reduzem o estresse oxidativo no organismo, relacionado ao surgimento de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares, diabetes e câncer, inflamações e envelhecimento precoce em virtude da morte de células, entre outras condições prejudiciais à saúde e ao bem-estar.
"Os resultados são animadores e mostram que a biodisponibilidade das catequinas do guaraná é igual ou superior às do chá verde, cacau e chocolate, sendo suficiente para promover efeitos positivos sobre a atividade antioxidante no plasma, proteger o DNA dos eritrócitos e reduzir a oxidação dos lipídeos no plasma, além de promover um aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Com a pesquisa, esperamos que haja um maior interesse científico pelo guaraná, já que essa é uma espécie nativa da Amazônia e o Brasil é praticamente o único país a produzi-lo em escala comercial", afirma a pesquisadora.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Astronautas treinam para missão espacial em caverna

O treinamento envolveu todos os aspectos de uma missão espacial real, da liderança à realização de experimentos e coleta de amostras. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Cavernas alienígenas
Uma equipe de seis astronautas da China, Espanha, EUA, Japão e Rússia completou um treinamento de seis dias para a simulação de uma missão de exploração em outro planeta.
O exercício foi feito em uma série de cavernas na região da Sardenha, na Itália.
O ambiente nas cavernas é de fato um tanto "alienígena" em comparação com as paisagens da superfície, mas será muita sorte se os astronautas encontrarem ambientes tão espetaculares em outros planetas e luas.
A ESA (Agência Espacial Europeia) se esmerou em recriar o que se pode esperar de uma missão espacial real com a maior fidelidade possível.
O programa de treinamento incluiu caminhadas nas irregulares trilhas subterrâneas, conferências de planejamento diárias, como as realizadas na Estação Espacial Internacional, realização de experimentos científicos, transporte de equipamentos, coleta de imagens e amostras e, claro, uso de "comida espacial".
Astronautas treinam para missão espacial em caverna
Será muita sorte se os astronautas encontrarem ambientes tão espetaculares em outros planetas e luas. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Exercícios de liderança
Os seis cavernautas foram colocados realmente à prova nos exercícios de comportamento humano e habilidades de desempenho, o que foi enriquecido pela multiculturalidade da equipe, com as diferentes abordagens de liderança, execução de ordens, trabalho em equipe e tomada de decisão.
Cada astronauta desempenhou um papel durante a expedição subterrânea: o japonês Aki Hoshi partilhou as funções de comandante e os deveres do acampamento com Ricky Arnold, da NASA, trocando o comando na metade da missão. O chinês Ye Guangfu foi o pesquisador e engenheiro de dados da equipe, enquanto o russo Sergei Korsakov ficou com as funções de engenharia de foto e vídeo. O astronauta da ESA Pedro Duque foi o cientista da expedição para geologia, microbiologia e ciência ambiental, enquanto Jessica Meir, da NASA, foi a bióloga.
Astronautas treinam para missão espacial em caverna
A equipe acredita estar pronta para sair das profundezas rumo ao espaço. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Mapeamento em 3D
Além do treinamento dos próprios astronautas, a missão simulada serviu também para testar novas técnicas para fazer modelos exatos em 3D de objetos e do ambiente usando câmeras fotográficas normais, uma tecnologia que poderá ser usada em explorações futuras de outros planetas.
Além do mapeamento do terreno, a equipe recolheu amostras do ambiente e seres vivos que encontraram.
"Além de preparar os astronautas para o voo espacial, este curso nos ensina como passar da Estação Espacial para expedições mais autônomas, onde os astronautas serão mais responsáveis pela segurança, planejamento e manutenção do equipamento," disse Loredana Bessone, gerente do programa, que também passou os seis dias no subsolo com a equipe.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Você sabe por quê fibras alimentares ajudam a manter o peso?

Pessoas que têm o hábito de comer refeições ricas em fibras tendem a ter peso corporal mais adequado. [Imagem: Centro de Pesquisa em Alimentos - FoRC]
Alimentos que são fontes de fibras alimentares exigem maior tempo de mastigação, o que pode reduzir o consumo de alimentos durante a refeição.
No estômago, a presença da fibra alimentar eleva o tempo para que o bolo alimentar deixe o estômago em direção ao intestino.
No intestino delgado a fibra alimentar que não é digerida dificulta a ação das enzimas digestivas (substâncias que "quebram" os alimentos em diversos componentes), aumentando assim o tempo da digestão e da absorção dos nutrientes.
A fibra alimentar também pode reduzir a fome porque afeta a liberação de hormônios relacionados ao apetite. Quando comemos uma refeição com bastante fibra alimentar, geralmente ingerimos uma quantidade menor de alimentos na próxima refeição, três a quatro horas depois, porque estamos com menos fome e mais saciados.
Estudos mostram que pessoas que têm o hábito de comer refeições com fibra alimentar tendem a ter peso corporal mais adequado. Em alguns casos, o aumento de ingestão de fibra alimentar pode ajudar na redução de peso. Para isso, é preciso manter atividade física regular e comer cinco a seis vezes por dia, e não ficar muitas horas sem comer.
Precisamos de 25 g de fibra alimentar por dia, então temos que incluir na nossa dieta alimentos como cereais integrais (arroz, macarrão, aveia, pão), feijões (que podem ser substituídos por grão de bico, lentilha, ervilha, soja), frutas, e hortaliças cruas (ex.: acelga, agrião, alface, beterraba, cenoura, couve, escarola, pepino, rúcula, tomate) e cozidas (ex.: abóbora, abobrinha, berinjela, brócolis, chuchu, couve-flor, espinafre, jiló, quiabo, repolho, vagem).
No Brasil, o feijão é a principal fonte de fibra alimentar, além de ser fonte de proteínas e ferro. Por isso, deve ser consumido diariamente.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Descoberto planeta anão com maior órbita conhecida

A linha laranja mostra a órbita do RR245. [Imagem: Alex Parker, OSSOS]
Astrônomos descobriram um novo planeta anão além da órbita de Netuno.
O novo objeto tem cerca de 700 km de diâmetro - apenas 5% da largura da Terra - e uma das órbitas mais longas para um planeta anão: estima-se que leve 700 anos para dar uma volta em torno do Sol.
O RR245 vem mantendo sua órbita altamente elíptica por ao menos 100 milhões de anos. Como o objeto só foi observado em um dos sete anos que leva para viajar em torno do Sol, sua órbita precisa será refinada ao longo dos próximos anos.
Agora ele está viajando em direção ao seu ponto de maior aproximação do Sol, onde deverá chegar em 2096.
Batizado com o nome provisório de 2015 RR245, o pequeno mundo foi identificado pelo telescópio Canadá-França-Havaí, dentro do projeto de pesquisa Outer Solar System Origins Survey (Ossos).
Acredita-se que haja cerca de 200 planetas anões no Cinturão de Kuiper, a enorme massa de pedaços de rocha e gelo que orbitam além de Netuno.
Mas apenas cinco objetos - Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Eris - foram observados o suficiente para serem classificados como planetas anões, e não luas, planetoides ou outros objetos.
"Os mundos gelados além de Netuno podem mostrar como os planetas gigantes se formaram e depois se moveram para longe do Sol. Eles permitem construir a história do nosso Sistema Solar", disse Michele Bannister, da Universidade de Vitória, no Canadá. "Mas quase todos esses mundos gelados são pequenos e pouco nítidos; é realmente empolgante encontrar um grande e brilhante o suficiente para que possamos estudá-lo em detalhe."
A referência que os astrônomos fazem a "mundos gelados" se refere à baixa temperatura desses corpos celestes devido à sua grande distância do Sol - não há nenhuma informação disponível até agora sobre sua constituição. O que se sabe é que mundos que orbitam longe do Sol podem ter uma geologia exótica, com paisagens feitas de diferentes materiais congelados, como a passagem da sonda New Horizons por Plutão revelou recentemente.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quais tecnologias você quer para o seu futuro?


Reuniões entre especialistas e leigos permitem que as pessoas digam quais tecnologias querem no futuro. [Imagem: Fraunhofer IAO]
Futurologia participativa

A futurologia tem seus adeptos, embora quase ninguém se lembre de checar se os futurólogos do passado acertaram as inovações do presente - quem se lembra geralmente atesta que eles erram bem mais do que acertam.
Em busca de um pouco mais de precisão e de ajuda real para os desenvolvedores das tecnologias do futuro, pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, estão tentando inverter o processo.
Em vez de um especialista tentar adivinhar quais novidades tecnológicas as pessoas vão adotar no futuro, a equipe desenvolveu uma metodologia de previsão participativa na qual as pessoas leigas - não especialistas em nenhuma área tecnológica - descrevem as suas necessidades e anseios tecnológicos futuros.
Os resultados iniciais mostram que as pessoas querem tecnologias que melhorem as suas capacidades físicas e mentais, protejam a sua privacidade e armazenem e transportem emoções.
Quais tecnologias você quer para o seu futuro?
Como vamos viver daqui a 100 anos? [Imagem: Samsung SmartThings]
Quais tecnologias você quer para seu futuro

No projeto "Moldando o Futuro (Shaping Future), os voluntários articulam os seus desejos e preocupações relativos a soluções técnicas futuras, descrevem requisitos da tecnologia e trocam ideias com especialistas.
Os engenheiros então pegam as ideias, desenvolvem-nas um pouco e usam roteiros para mostrar quais etapas tecnológicas serão necessárias e quais as condições sociais e legais deverão ser cumpridas a fim de que cada ideia possa ser realizada.
"Não é apenas uma questão de participar. Qualquer um que esteja desenvolvendo novas tecnologias precisa incluir as pessoas. Caso contrário, há o risco de que as inovações deixem de refletir as necessidades do usuário... e não sejam adotadas," explica Marie Heidingsfelder, membro do projeto.
Uma conclusão importante da primeira rodada do Moldando o Futuro foi a de que muitos participantes querem tecnologias "moles", tão invisíveis quanto possível e que possam facilmente ser usadas no corpo - tecnologias de vestir.
Além disso, um fator importante para as pessoas são modelos espaciais que, de forma flexível e individual, permitam que elas interajam ou se escondam de outras pessoas, conforme a situação. E uma espécie de "Big Mother" (Grande Mãe), que as ajude a tomar decisões ou lidar com tensões físicas e emocionais.
Quais tecnologias você quer para o seu futuro?
Há também aqueles que temem que a tecnologia dê errado e ameace a existência humana. [Imagem: Divulgação]
Tecnologias para o ano de 2053
Partindo dos anseios dos voluntários, a equipe desenvolveu até agora um total de oito roteiros tecnológicos para novos projetos de pesquisa ou produtos inovadores:
  1. Casulo de Mobilidade: cápsulas de transporte individual configuráveis que permitam uma solução de mobilidade porta-a-porta.
  2. Equipamento de Otimização Modular: um exoesqueleto que dê força às pessoas nas situações cotidianas que exijam esforços físicos.
  3. Músculos sob demanda: Um gel que permita a reconstrução do próprio corpo após acidentes, doenças ou tumores graves, também adequado para a otimização pessoal e modificações físicas.
  4. Firewall Social: Tecnologia capaz de aprender que permita se concentrar em coisas importantes, fugindo das distrações.
  5. Ferramenta de Diagnóstico e Tratamento: Tecnologia mantida próxima ao corpo que detecte doenças e recomende terapias, medicamentos e médicos adequados.
  6. Companheiro Inteligente: Sistema de inteligência artificial que aprenda com o objetivo de dar sugestões para a ação com base em prioridades e permita o início de contatos de acordo com os interesses e demandas individuais.
  7. Mentor de Ouvido: uma versão miniaturizada, que caiba dentro da orelha, do Firewall Social.
  8. Lente de Contato Emocional: Uma lente de contato que indique a condição emocional da pessoa que está olhando para você.
Foram coletadas muitas outras demandas tecnológicas, para as quais ainda não foi possível montar roteiros de desenvolvimento porque elas estão longe demais da realização - como um teletransportador de emoções entre as pessoas.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

sábado, 2 de julho de 2016

Para aprender mais, exercite-se 4 horas depois da aula

Embora as memórias nunca sejam totalmente perdidas e possam até mesmo ser reativadas com luz, no dia a dia parece ser mais fácil fazer exercícios quatro horas mais tarde para garantir que elas voltem quando forem necessárias. [Imagem: Dheeraj Roy]
Uma estratégia intrigante parece ser capaz de reforçar a memória e permitir que você se lembre de algo que acabou de aprender: fazer ginástica quatro horas mais tarde.
Mas fique atento ao relógio, porque se perder a hora a coisa não faz efeito.
O exercício físico feito após a aprendizagem de fato melhora a recuperação da memória sobre os fatos recém-aprendidos, mas apenas se o exercício for feito em uma janela de tempo específica, e nunca imediatamente depois de aprender.
"Isso mostra que podemos melhorar a consolidação da memória praticando esportes depois do aprendizado," ressalta o pesquisador Guillén Fernández, da Universidade Radboud (Holanda).
Para descobrir a inusitada relação entre exercícios físicos e a consolidação da memória a equipe envolveu 72 participantes, que precisavam aprender 90 associações entre imagens e locais durante um período de 40 minutos.
A seguir eles foram distribuídos aleatoriamente para um de três grupos: um grupo realizou imediatamente um exercício de bicicleta de 35 minutos, o segundo realizou o exercício quatro horas mais tarde e o terceiro grupo não realizou qualquer exercício.
A memória sobre o aprendizado foi testada 48 horas mais tarde, o que envolveu responder a perguntas enquanto o cérebro dos voluntários era fotografado através de ressonância magnética (MRI).
Os que se exercitaram quatro horas após a sessão de aprendizagem retiveram significativamente melhor a informação do que qualquer um dos dois outros grupos.
As imagens do cérebro também mostraram que a atividade física depois de quatro horas gerava representações mais precisas no hipocampo quando a pessoa respondia a uma pergunta corretamente - o hipocampo é uma área importante para a aprendizagem e a memória.
Ainda não está claro exatamente como ou por que o exercício retardado tem esse efeito sobre a memória.
No entanto, estudos anteriores com animais de laboratório sugerem que compostos químicos naturais do corpo, conhecidos como catecolaminas, que incluem a dopamina e a norepinefrina, podem melhorar a consolidação da memória.
E uma das formas de aumentar as catecolaminas é através de exercícios físicos.
Fonte: Diário da Saúde