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Ciência e Tecnologia

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Curiosidades Gerais

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Notícias de Altaneira

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domingo, 19 de outubro de 2014

Tecido robótico atrai atenção da NASA

Exoesqueletos e equipamentos mecânicos para uso no espaço estão entre as potencialidades dos tecidos robóticos. [Imagem: Thomas Chenal et al. (2014)]
Os robôs moles, de corpo flexível, têm-se mostrado uma opção interessante devido à simplicidade dos seus mecanismos de locomoção.
Michelle Yuen e seus colegas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, estão tentando ampliar ainda mais o potencial dessa nova classe de dispositivos.
A ideia é aprimorar um conceito de "tecnologia elástica", que permita construir exoesqueletos de vestir, que possam dar maior firmeza e força às pessoas, robôs com peles sensoriais e roupas para pilotos e astronautas que neutralizem as "forças G" a que eles são submetidos.
Os protótipos iniciais desse tecido robótico consistem de uma malha de algodão contendo sensores plásticos e fios de músculos artificiais feitos com metais com memória de forma, materiais que, depois de flexionados, retornam à posição original quando recebem uma corrente elétrica.
"Nós integramos tanto a atuação quanto o sensoriamento, enquanto a maioria dos tecidos robóticos atualmente em desenvolvimento apresenta somente o sensoriamento ou outros componentes eletrônicos que utilizam malhas condutoras," disse a professora Rebecca Kramer, orientadora da equipe.
O tecido robótico é produzido em uma máquina de costura comum, o que permitirá no futuro sua incorporação em roupas e macacões.
[Imagem: Rebecca Kramer/Purdue University]
Os primeiros testes estão sendo feitos criando "roupas" para blocos de espuma ou materiais infláveis. A força exercida pela roupa robótica transforma esses blocos inertes em robôs que se locomovem como minhocas.
Mas o trabalho já está inscrito em um projeto da NASA que solicitou a vários grupos de pesquisadores que criem "peles elásticas ativas para robótica flexível".
O objetivo é desenvolver uma classe de robôs moles nos quais todos os elementos funcionais sejam incorporados em uma pele elástica. Esta pele deve incluir circuitos eletrônicos flexíveis, que são menos sensíveis às vibrações, o que os tornará resistentes o suficiente para missões espaciais.
Esta tecnologia deverá permitir que os astronautas levem folhas de pele robótica leves e fáceis de guardar, que poderão ser montadas nos objetos necessários quando a missão chegar ao seu destino.
Texto e imagens: Inovação Tecnológica

Centenas de genes influenciam altura de cada pessoa

Não existe um "gene da altura", concluem os cientistas. [Imagem: Cortesia Max Planck Institute for Informatics]
O maior estudo já realizado no mundo sobre a influência da genética na altura humana confirmou que não existe nada parecido com um "gene da altura".
Na realidade, centenas de genes desempenham um papel na determinação do quanto cada pessoa irá crescer, além de fatores ambientais, não genéticos.
O estudo envolveu mais de 300 organizações em todo o mundo, que analisaram amostras de DNA de 250 mil pessoas.
Os resultados revelaram 697 variantes de DNA que podem ter influência sobre a altura da pessoa. E, mesmo assim, os pesquisadores acreditam que essa quantidade seja apenas 20% do total de genes influenciando a altura.
"A variante de DNA com o maior efeito sobre a altura tem um impacto de apenas cerca de cinco milímetros, e a maioria das outras variantes têm um efeito muito menor," disse o Dr. Jian Yang, da Universidade de Queensland (Austrália).
Consideradas em conjunto, todas as variantes de DNA identificadas neste estudo podem explicar diferenças de altura de cerca de 11 centímetros.
"Isto mostra que a base genética para a altura não é controlada por um único gene, e nem por um pequeno grupo de genes - existem milhares de genes envolvidos.
"Estima-se que cerca de 80% da altura de um indivíduo normal e saudável seja controlada por fatores genéticos hereditários, e nós só descobrimos cerca de um quinto dos genes.
"Os restantes 20% são determinados por fatores ambientais, como a nutrição e a saúde na infância," concluiu Yang.
O estudo, feito em conjunto por pesquisadores das universidades de Exeter, Harvard e Queensland, foi publicado na revista Nature Genetics.
Apesar de expressões como "gene disso" e "gene daquilo" ainda serem comuns e difundidos por muitos cientistas, hoje já se reconhece a fragilidade desse "determinismo genético".
Por exemplo, o mesmo gene que mata uma pessoa pode não afetar outra. Além disso, um mesmo gene pode ter efeitos opostos em homens e mulheres.
Isto sem contar os efeitos da epigenética, que explicam que, em grande parte, nós somos frutos das nossas experiências.
Texto e foto de: Diário da Saúde

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Material mais duro que diamante rumo à escala industrial

Identador Vickers, usado para medir a dureza de materiais, feito de fulerita. [Imagem: MikhailPopov/MIPT]
Pesquisadores russos desenvolveram um processo capaz de sintetizar um material ultraduro - com uma dureza superior à do diamante.
O material é chamado fulerita, um polímero composto por fulerenos, moléculas esféricas feitas inteiramente de carbono.
Os fulerenos, também conhecidos como buckballs ou Carbono 60, já haviam sido adicionados ao alumínio, produzindo uma liga tão dura quanto o aço.
O novo material é ainda mais duro.
Há algum tempo que o diamante perdeu o posto de material mais duro conhecido pelo homem, criando a categoria de materiais ultraduros, aqueles que são mais duros do que o diamante.
Os diamantes naturais têm uma dureza entre 70 e 150 gigapascals (GPa), mas a fulerita fabricada segundo o novo processo atinge durezas que vão dos 150 aos 300 GPa.
"A descoberta da síntese catalítica da fulerita ultradura vai criar uma nova área de pesquisa em ciência dos materiais porque reduz substancialmente a pressão necessária para a síntese e permite a fabricação do material e seus derivados em escala industrial," disse o professor Mikhail Popov, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.
Assim como o diamante, os fulerenos são formados por átomos de carbono - são 60, dispostos em um formato que lembra uma bola de futebol.
Essas moléculas podem ser organizadas de diferentes formatos, com a dureza do material resultante sendo determinada por esse arranjo.
No processo desenvolvido pela equipe russa, as moléculas C60 são interconectadas por ligações covalentes em todas as direções, uma estrutura que os cientistas dos materiais chamam de polímero tridimensional.
Texto: Site Inovação Tecnológica

Iogurte protege contra metais tóxicos na gravidez

As "bactérias do bem" mantêm o sistema imunológico pronto para combater infecções.[Imagem: Jeffrey Weiser]
Um iogurte probiótico reduziu a absorção de metais pesados e toxinas ambientais em até 78% em mulheres grávidas.
Esta é a primeira prova clínica de que um alimento probiótico pode ser utilizado para reduzir os riscos à saúde associados com metais pesados.
Toxinas ambientais - como o mercúrio e o arsênio - podem ser encontrados na água e nos alimentos, especialmente em peixes, com níveis particularmente elevados em áreas onde a mineração e a agricultura são predominantes.
Mesmo em níveis baixos, a exposição crônica a metais pesados tem sido associada a certos tipos de câncer e retardo no desenvolvimento neurológico e cognitivo em crianças.
Algumas pesquisas iniciais deram indícios de que bactérias que ocorrem naturalmente no corpo podem influenciar os níveis de metais tóxicos absorvidos.
Por isso o Dr. Gregor Reid e seus colegas do Instituto de Pesquisa de Saúde Lawson (Canadá), quiseram testar o iogurte probiótico em regiões de mineração, onde os níveis de metais pesados eram elevados. Eles fizeram isto no Canadá e na Tanzânia.
Segundo o Dr. Reid, 15% das mulheres em idade reprodutiva no Canadá - um país com grande histórico de exploração mineral, como algumas regiões do Brasil - possuem níveis de mercúrio que apresentam um alto risco de alterações neurológicas do desenvolvimento em seus filhos.
Para tentar minimizar o problema, o pesquisador utilizou o Lactobacillus rhamnosus GR-1, uma cepa probiótica que já é utilizada com segurança e eficácia em iogurtes, com benefícios imunológicos atestados.
Depois de consumir o iogurte suplementado com probióticos, as crianças mostraram resultados positivos, embora estatisticamente não conclusivos.
As mulheres grávidas, contudo, apresentaram resultados marcantes: o iogurte probiótico protegeu-as da absorção de mercúrio em até 36%, e do arsênio em até 78%.
"Os resultados são entusiasmantes por muitas razões," disse o Dr. Reid. "Primeiro, eles mostram que um alimento fermentado simples, facilmente feito por comunidades carentes de recursos, pode proporcionar benefícios, além de nutrição e imunidade. Segundo, os resultados são relevantes para muitas partes do mundo, incluindo o Canadá, onde a exposição a estas toxinas ocorre diariamente. Finalmente, confirmam a necessidade de dar mais atenção a estas toxinas, especialmente em crianças e mulheres grávidas."
Texto: Redação do Diário da Saúde

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Café faz bem para o fígado, não a cafeína.

Os benefícios do café para a saúde são largamente documentados, mas ainda existem muitas dúvidas sobre a cafeína.[Imagem: Cortesia Food & Function/RSC]
Beber café pode beneficiar a saúde do fígado, pelo menos foi o que concluíram pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
Os resultados das pesquisas mostram que o aumento do consumo de café, independentemente do teor de cafeína, está associado a níveis mais baixos de enzimas hepáticas anormais.
Isto indica que compostos químicos presentes no café podem ajudar a proteger o fígado.
Como os pesquisadores avaliaram a ingestão de café com diferentes níveis de cafeína e café descafeinado, a cafeína não é o responsável pelos benefícios documentados.
"Pesquisas anteriores descobriram que beber café pode ter um possível efeito protetor sobre o fígado. Entretanto, a evidência não era clara se esse benefício poderia se estender para o café descafeinado," explica o Dr. Qian Xiao, pesquisador-chefe do Instituto Nacional do Câncer.
Alguns estudos anteriores já revelaram que o consumo de café está associado a diminuições do risco de desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa não alcoólica, cirrose e câncer de fígado.
Para estes, os pesquisadores usaram dados de 27.793 participantes, com 20 anos de idade ou mais. A equipe mediu os níveis sanguíneos de vários marcadores da função hepática, incluindo aminotransferase (ALT), aminotransferase (AST), fosfatase alcalina (ALP) e transaminase gama glutamil transferase (GGT), a fim de determinar a saúde do fígado.
Os participantes que bebiam três ou mais xícaras de café por dia apresentaram níveis mais baixos de todos os quatro marcadores em comparação com aqueles que não tomavam café.
Os pesquisadores também descobriram níveis baixos destas enzimas hepáticas em participantes que bebiam apenas café descafeinado.
"Nossos resultados vinculam o consumo total de café descafeinado a níveis mais baixos de enzimas hepáticas. Estes dados sugerem que ingredientes no café, outros que não a cafeína, podem promover a saúde do fígado. Mais estudos são necessários para identificar esses componentes," concluiu o Dr. Xiao.
Com informações de: Diário da Saúde

Saiba como evitar o contágio por ebola

Imagem do Google
Com mais casos de ebola sendo registrados fora do epicentro do atual surto, o risco de contágio tem aumentado.
Por outro lado, especialistas têm aprendido mais sobre como conter o vírus, que já infectou cerca de 7,5 mil pessoas só na África Ocidental.
Casos também foram registrados na Espanha e nos Estados Unidos - onde uma pessoa morreu -, e um suspeito foi registrado no Brasil, mas o exame apontou resultado negativo.
Evite o contato
O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corpóreos: sangue, saliva e vômito podem transportar o vírus.
Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que os tratam são os indivíduos em maior situação de risco. Porém, qualquer pessoa que se aproxime de infectados por ebola está em risco.
Por esta razão, o contato deve se restringir a situações de cuidados médicos essenciais e sempre mediante precauções, como usar a roupa de proteção completa.
O vírus não consegue penetrar a vestimenta, que inclui máscara, luvas, óculos de proteção, macacão de corpo inteiro e botas de plástico - mas poucas pessoas têm acesso a esse equipamento tão avançado.
Quem usar a roupa completa precisa trocá-la a cada 40 minutos. Colocar todas as peças leva cinco minutos - tirá-las leva, com a ajuda de outra pessoa, 15 minutos. Durante esse processo, as pessoas estão mais suscetíveis ao contágio com ebola, por isso são descontaminadas com cloro.
A temperatura interna dentro do uniforme pode chegar a 40 graus centígrados.
Cubra os olhos
Se uma gota de fluido infectado cair na pele, pode ser lavada imediatamente com água e sabão ou gel antibacterianos.
Já os cuidados com os olhos são mais complicados. Um espirro que atinja o olho pode transportar o vírus para dentro do corpo, o que torna obrigatório o uso de óculos com fechamento lateral.
De forma semelhante, as membranas mucosas da boca e de dentro do nariz são áreas vulneráveis.
Cuidados com a lavanderia
Um dos sintomas mais marcantes do ebola é o sangramento. Os pacientes podem sangrar pelos olhos, ouvidos, nariz, boca e reto. Vômitos e diarreias também podem ser carregados de sangue.
Assim, lavar as roupas se torna um risco. Qualquer lavanderia ou outro dejeto clínico é incinerado. Equipamentos médicos que podem ser reutilizados são esterilizados.
Sem essas medidas, o vírus pode continuar vivo e a transmissão pode se amplificar.
Gotas diminutas em uma superfície que não tenha sido totalmente limpa também são um risco. Ainda não se sabe quanto tempo o vírus pode permanecer vivo e continuar representando uma ameaça. O vírus da gripe e outros germes podem continuar vivos por duas horas ou mais em superfícies como mesas, maçanetas e escrivaninha.
A auxiliar de enfermagem espanhola confirmada com ebola contou ter entrado duas vezes no quarto de um dos dois pacientes que estava ajudando a tratar - primeiro, para ajudar a tratar o paciente, e depois para desinfetar o ambiente após a sua morte.
Nos dois casos, ela usou o equipamento protetor completo. Acredita-se que ela tenha sido infectada quando tirou a roupa.
Água e sabão ou gel antibacteriano rapidamente rompem a cápsula que envolve o vírus. Um método de descontaminação facilmente acessível em regiões remotas é o uso de detergentes diluídos em água.
Preservativos
Em tese, quem se recupera de uma infecção por ebola não tem mais a capacidade de passar a doença adiante.
No entanto, o vírus já foi encontrado no sêmen de um paciente três meses depois de ele ter sido declarado curado.
Por esta razão, médicos dizem que os pacientes que se recuperarem do contágio devem evitar as relações sexuais durante três meses ou usar preservativos.
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 11 de outubro de 2014

Hospital é o pior lugar para ter um AVC

Imagem do Google
Dois milhões por minuto
Um atendimento rápido é essencial no caso de um derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC).
Para cada minuto de atraso no tratamento, as pessoas normalmente perdem quase dois milhões de células cerebrais.
Então, se você pudesse escolher, onde teria um AVC?
Contrariamente a todas as expectativas, um estudo de casos reais mostrou que a demora na realização dos exames corretos e na aplicação dos medicamentos adequados é maior quando as pessoas sofrem um acidente vascular cerebral em um hospital.
"Intuitivamente, você pode imaginar que um hospital é o melhor lugar possível para ter um AVC, mas simplesmente não é assim," disse a Dra. Alexandra Saltman, da Universidade de Toronto (Canadá), coordenadora do estudo.
AVC no hospital
A equipe comparou pacientes que tiveram um AVC em duas situações: levados para um hospital de casa ou de um lugar público, ou pacientes já internados em hospitais por outros problemas.
Os pacientes hospitalizados tiveram que esperar mais tempo com os sintomas de AVC antes de serem submetidos a uma tomografia computadorizada para confirmação do evento, demoraram mais para receber medicamentos anticoagulantes e, pior do que isso, apresentaram maior chance de nem mesmo receber esses medicamentos.
A médica sugere duas possibilidades para essa demora no atendimento intra-hospitalar, que ocorre apesar do fato de o paciente encontrar-se rodeado por profissionais de saúde.
Em primeiro lugar, os sinais de um AVC são muitas vezes negligenciados. Quando os pacientes são admitidos por outras razões médicas (por exemplo, cirurgia cardíaca ou pneumonia) "a equipe do hospital está compreensivelmente focada nessa doença" ou condição, e pode não reparar nos sintomas do derrame, diz a médica.
Em segundo lugar, parece haver uma falta de um protocolo padrão quando um acidente vascular cerebral é identificado no hospital, gerando uma resposta mais lenta do que o esperado.
Questão de organização
A Dra Lindsay conclui que o problema é sobretudo uma questão organizacional, e não necessariamente uma deficiência dos profissionais de saúde que cuidam dos pacientes.
Ela recomenda sim, uma maior conscientização desses profissionais para o risco de um AVC entre os pacientes internados, mas também recomenda a criação de protocolos padronizados e de uma melhor coordenação entre os departamentos internos de todas as alas dos hospitais.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

Descobertas duas novas partículas no LHC

As duas novas partículas foram identificadas nos dados usando uma complicada técnica estatística conhecida como análise de Dalitz, para desembaraçar o pico de energia em seus dois componentes. [Imagem: LHCb collaboration]
Duas novas partículas foram descobertas no LHC.
Uma delas possui uma combinação de propriedades que nunca havia sido observada.
As partículas têm uma massa cerca de três vezes maior do que a massa dos prótons e foram identificadas nos dados coletados pelo experimento LHCb, um dos grandes detectores do LHC, ao lado do CMS, Atlas e Alice.
Seus "pais" só não foram bondosos quanto aos nomes, mantendo os códigos que descrevem suas características - as partículas estão sendo chamadas de DS3*(2860)- e DS1*(2860)-.
O subscritos "S3" e "S1" mostram que as partículas têm spin 3 e 1, respectivamente. O número 2860 é a massa da partícula em unidades de MeV/c2 - milhões de elétron-volts sobre o quadrado da velocidade da luz, expressando a equivalência entre massa e energia como na famosa fórmula E=mc2. Isto dá mais ou menos três vezes a massa do próton.
A descoberta foi feita quando os físicos do LHCb analisavam observações de um pico de energia identificado em 2006 pelo experimento BaBar, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mas cuja causa ainda é desconhecida.
"Nossos resultados mostram que o pico BaBar é causado pelas duas novas partículas," disse Tim Gershon, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, principal autor da descoberta.
Desvendar a força forte
De forma bastante significativa, a DS3*(2860)- tem um valor de spin de três, fazendo esta descoberta a primeira observação de uma partícula de spin-3 contendo um quark charme - as novas partículas contêm cada uma um antiquark charme e um quark estranho.
Em outros mésons (partículas formadas por dois quarks), os quarks podem ser configurados de várias formas diferentes para chegar a um valor global de spin menor do que três, e isso faz com que a propriedade exata dos quarks seja ambígua.
No entanto, para um valor de spin de três não existe ambiguidade, tornando a configuração precisa da DS3*(2860)- muito clara.
Isto torna a partícula um elemento muito desejado pelos físicos para tentar entender a força forte, a "cola" que mantém as partículas subatômicas unidas para formar os átomos.
A força forte é uma das quatro forças fundamentais, mas também é uma das partes menos compreendidas do modelo padrão da física de partículas, a teoria que descreve como as partículas interagem, mas que os físicos já admitem ser uma teoria incompleta.
A descoberta foi feita analisando dados obtidos quando o LHC ainda estava em operação. O colisor está atualmente fechado para reformas e atualização dos seus equipamentos, e deverá voltar a funcionar em 2015 com o dobro da energia anterior.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Amendoins torrados causam mais alergia

Os animais expostos às proteínas dos amendoins torrados apresentaram respostas imunológicas grandemente aumentadas na próxima ingestão do alimento de qualquer tipo.[Imagem: Oxford University]
Amendoins torrados são mais propensos a desencadear alergias do que amendoins crus.
Esta conclusão é da equipe do professor Quentin Sattentau, da Universidade de Oxford (Reino Unido) e foi publicada noJournal of Allergy and Clinical Immunology.
Alergia a amendoim
Embora a ingestão de amendoins in natura levante sua própria dose de preocupações, os pesquisadores afirmam que as mudanças químicas específicas causadas pelas elevadas temperaturas do processo de torrefação a seco são reconhecidas pelo sistema imunológico.
Isto leva o corpo a detonar uma resposta alérgica da próxima vez que detecta a ingestão de qualquer tipo de amendoim.
Os pesquisadores afirmam que os resultados de seus estudos, feitos em camundongos, podem explicar a diferença no número de pessoas com alergia a amendoim no mundo ocidental, em comparação com as populações do Leste da Ásia.
No Ocidente, onde amendoins torrados e secos são comuns, existem muito mais pessoas com alergia a amendoim do que no Oriente, onde os amendoins são mais frequentemente consumidos crus, cozidos ou fritos.
O número de pessoas com outras alergias alimentares não mostra essa diferença entre as duas regiões.
Proteínas do amendoim torrado
Os pesquisadores purificaram proteínas a partir de amendoins torrados e de amendoins crus e introduziram essas proteínas na alimentação dos camundongos.
Os animais expostos às proteínas dos amendoins torrados apresentaram respostas imunológicas grandemente aumentadas na próxima ingestão do alimento de qualquer tipo.
"Acreditamos ter identificado as modificações químicas envolvidas no desencadeamento de uma resposta alérgica a amendoins, e estamos atualmente estudando métodos para eliminar esses grupos [proteicos] que sejam passíveis de adoção pela indústria de alimentos," diz a equipe.
Fonte: Diário da Saúde

Nobel de Física vai para criadores do LED azul

Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura inventaram o LED azul, o que permitiu a criação de LEDs que emitem luz branca.[Imagem: Meijo University/Nagoya University/UCSB]
Dos LEDs azuis aos LEDs brancos
O Prêmio Nobel de Física de 2014 foi concedido a três pesquisadores japoneses pelo desenvolvimento do LED de cor azul e sua posterior junção com outras cores para criação dos LEDs brancos.
Isamu Akasaki, nascido em 1929, é professor da Universidade Meijo, em Nagoya. Hiroshi Amano, nascido em 1960, é professor da Universidade de Nagoya. E Shuji Nakamaura, nascido em 1954, é atualmente professor da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos.
Os LEDs (Light-Emitting Diodes - diodos emissores de luz) são as luzes de estado sólido que começaram como sinalizadores em aparelhos eletrônicos e agora estão se disseminando nas aplicações de iluminação em geral.
Para essa disseminação, a invenção do LED azul foi crucial, uma vez que esse comprimento de onda é necessário para produzir a luz branca necessária para a iluminação de ambientes, o que é feito juntando-o com os mais tradicionais LEDs de cor verde e vermelha.
Funcionamento do LED
Foram quase 30 anos de pesquisas, na academia e na indústria, em busca da criação de um LED que emitisse cor azul - os primeiros LEDs foram criados em 1907, os LEDs vermelhos e verdes nasceram na década de 1960, e os três pesquisadores agora premiados pelo Nobel apresentaram seu primeiro LED azul em 1992.
Como cada LED propriamente dito tem o tamanho de um grão de areia, é fácil juntar vários deles para emitir luz branca ou outras combinações de cores. [Imagem: Johan Jamestad/RSAS]
Um LED típico é formado por várias camadas de materiais semicondutores. A eletricidade injeta elétrons nas camadas de tipo n (negativo) e lacunas nas camadas de tipo p (positivo), dirigindo-os para a camada de material ativo, onde as cargas se recombinam e emitem luz.
A cor, ou comprimento de onda da luz emitida, depende do material semicondutor usado na camada ativa.
Os três pesquisadores japoneses tiveram sucesso construindo diversas camadas do semicondutor nitreto de gálio (GaN) misturado com índio (In) e alumínio (Al).
Iluminação de estado sólido
Desde então, os LEDs brancos têm sido constantemente aperfeiçoados, ficando cada vez mais eficientes, com maior fluxo luminoso (medido em lúmens) por unidade de potência elétrica consumida (medida em watts).
O recorde mais recente é de pouco mais de 300 lúmens por watt (lm/W), que pode ser comparado a 16 lm/W das lâmpadas incandescente e perto de 70 lm/W das lâmpadas fluorescentes compactas.
Como estimativas indicam que até um quarto do consumo mundial de eletricidade é usado em iluminação, os LEDs são muito "verdes". O consumo de materiais também é otimizado, já que os LEDs duram até 100.000 horas, em comparação com 1.000 horas das lâmpadas incandescentes e 10.000 horas das lâmpadas fluorescentes.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica