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Ciência e Tecnologia

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Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

Várias curiosidades físicas, matemáticas e uma enormidade de informções que talvez não soubesse você encontra aqui.

Notícias de Altaneira

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terça-feira, 3 de março de 2015

Eclipse parcial do Sol poderá reduzir geração de energia solar

Eclipse parcial do Sol visto em Brigham City, Utah, Estados Unidos, em outubro de 2014 (Foto: Eli Lucero/AP)
Em 20 de março deverá acontecer um eclipse parcial do Sol, este colocará a prova o sistema elétrico europeu ao reduzir consideravelmente a produção fotovoltaica. Pelo menos é o que alerta um estudo publicado pelo setor.
"Em 20 de março, num céu claro, cerca de 35.000 megawatts de energia solar, o equivalente a 80 unidades de produção de tamanho médio, vão desaparecer progressivamente do sistema elétrico europeu antes de se recuperarem progressivamente", advertiu a pesquisa realizada pela rede de gestores de redes de transporte elétrico e de gás (Entsoe).
Os autores da pesquisa não "descartam completamente o risco de algum incidente", e lembram que países como Alemanha ou Itália dispõem de um número importante de unidades solares. "Será uma prova sem precedentes", garantiram.
De acordo com a investigação, a coordenação entre os diferentes gestores de redes será "crucial" neste dia.
Outras fontes de produção elétrica, como a nuclear ou o carbono, poderiam ter que ser reforçadas para compensar a queda de energia fotovoltaica e garantir o fornecimento elétrico europeu.
Com informações de G1.com/cienciaesaude

segunda-feira, 2 de março de 2015

Física quântica emerge na fronteira entre múltiplos universos

E, se essas teorias tiverem um fundamento na realidade, será que existirão vidas em outros universos?[Imagem: MIT]
Teoria dos muitos mundos
Um experimento recente, que parece mostrar que a função de onda é real, está mexendo com a nossa concepção filosófica da realidade.
Seguindo o caminho das partículas subatômicas até as entidades cosmológicas - lembre-se da busca pela unificação da mecânica quântica com a relatividade -, uma das possibilidades dentre aquelas que têm sido levadas a sério pelos físicos está a existência de universos paralelos, ou multiversos.
Agora, um trio australiano está propondo não apenas que os universos paralelos realmente existem e que interagem uns com os outros, mas também que essa interação pode explicar os fenômenos aparentemente bizarros da mecânica quântica - de quebra, a função de onda, há pouca considerada realidade objetiva por seus colegas, é simplesmente descartada.
"A ideia de universos paralelos na mecânica quântica tem sido aventada desde 1957," explica o professor Howard Wiseman, da Universidade de Griffith, referindo à formulação original da ideia por Hugh Everett.
"Na conhecida interpretação dos 'Muitos Mundos', cada universo ramifica em um monte de novos universos cada vez que uma medição quântica é feita. Todas as possibilidades são então tornadas realidade - em alguns universos o asteroide matador de dinossauro acerta a Terra. Em outros, a Austrália foi colonizada pelos portugueses.
"Mas os críticos questionam a realidade desses outros universos, uma vez que eles não influenciariam o nosso universo em nada. Esta nova abordagem, que chamamos de 'Muitos Mundos em Interação', é completamente diferente, como o próprio nome indica," completa ele.
Física quântica emerge na fronteira entre múltiplos universos
Outros físicos já haviam proposto que vazamentos de energia inter-universos podem revelar os mundos paralelos. [Imagem: Peiris et al.]
Muitos Mundos em Interação
O professor Wiseman e seus colegas propõem que:
  • o universo no qual vivemos é apenas um de um número gigantesco de mundos. Alguns são quase idênticos ao nosso, mas a maioria é muito diferente;
  • todos esses mundos são igualmente reais, existindo continuamente ao longo do tempo, e todos possuem propriedades definidas com precisão;
  • todos os fenômenos quânticos emergem a partir de uma força universal de repulsão entre os mundos 'próximos' (ou seja, semelhantes), o que tende a torná-los mais desiguais.
Ele afirma que a teoria dos "Muitos Mundos Interagentes" pode até mesmo criar a possibilidade extraordinária de testar a existência de outros mundos: "A beleza da nossa abordagem é que, se houver apenas um mundo, a nossa teoria se reduz à mecânica newtoniana, enquanto que, se houver um número gigantesco de mundos, nossa teoria irá reproduzir a mecânica quântica."
A teoria quântica poderia então ser entendida como o limite contínuo de uma teoria mecânica vigorando em um número enorme, mas finito, de mundos clássicos, e os efeitos quânticos decorreriam exclusivamente de uma interação universal entre esses mundos, sem referência a qualquer função de onda.
Física quântica emerge na fronteira entre múltiplos universos
O desaparecimento repentino de nêutrons, que não pode ser explicado pela física atual,
pode ser o sinal da existência de um universo espelho do nosso.
[Imagem: Andrey Prokhorov/Site Inovação Tecnológica]
Universos e mundos
O que o grupo chama de "mundo" é um universo inteiro, com propriedades bem definidas, determinadas pela configuração clássica das suas partículas e campos.
Isso, claro, compromete o conceito tradicional de Universo como compreendendo "tudo". Essa questão aparentemente semântica começa então a ganhar significado prático: para manter o Universo como o "todo", a equipe chama seus "universos individuais" de mundos.
"Em nossa abordagem, cada mundo evolui de forma determinística, as probabilidades surgem devido à ignorância a respeito de qual mundo um determinado observador ocupa, e argumentamos que, no limite de um número infinito de mundos a função de onda pode ser recuperada (como um objeto secundário) a partir do movimento desses mundos.
Física quântica emerge na fronteira entre múltiplos universos
Quatro maneiras para você observar o Multiverso. [Imagem: S. J. Weber et al./Nature]
Algo novo
"Nós introduzimos um modelo simples dessa abordagem de muitos mundos interagindo e mostramos que ele pode reproduzir alguns fenômenos quânticos genéricos - como o teorema de Ehrenfest, o tunelamento, pacotes de onda se espalhando e a energia do ponto zero - como consequência direta da repulsão mútua entre mundos," complementa Wiseman.
Usando simulações numéricas, o grupo demonstra que seu arcabouço teórico pode ser utilizado para calcular estados quânticos fundamentais, sendo capaz de reproduzir, pelo menos qualitativamente, o fenômeno de interferência da dupla fenda, o experimento clássico para demonstrar a dualidade partícula/onda.
"Entrementes, nossa teoria prediz algo novo que não é nem a teoria de Newton, nem a teoria quântica. Nós acreditamos também que, fornecendo um novo quadro mental dos efeitos quânticos, ela será útil para o planejamento de experimentos para testar e explorar os fenômenos quânticos," finaliza Wiseman.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

Um líder competente nem sempre é um bom amigo

Se você quiser se vender como "dominante", ponha as mãos, não os pés, sobre a mesa.[Imagem: University of Buffalo]
Quando elegem líderes ou políticos, as pessoas tendem a preferir homens do tipo "macho dominante".
Mas, quando estão à procura de fazer novos amigos, buscam justamente o oposto.
E isto vale tanto para homens quanto para mulheres.
A explicação preferida dos psicólogos é que temos laços mais estreitos com os nossos amigos, o que nos torna mais vulneráveis à exploração por pessoas que possam se tornar dominadoras e não confiáveis. Assim, a maioria das pessoas irá escolher pessoas não-dominantes e cooperativas como amigas.
Já no caso dos políticos, continuam os psicólogos, de olho na teoria de Darwin, tudo aconteceria como se estivéssemos sendo ameaçados por um outro grupo, estando profundamente enraizado em nós o impulso para procurar um líder forte para assumir o controle da situação.
Mais ou menos inconscientemente, nos deixamos ser influenciados pela aparência física dos nossos líderes e políticos, e tendemos a preferir características diferentes neles, dependendo se estamos em um estado de paz ou de guerra.
Lasse Laustsen e Michael Petersen, da Universidade de Aarhus (Dinamarca) adicionaram agora uma dimensão extra a essa teoria, descrita em um artigo publicado na revista Evolution and Human Behavior.
A pesquisa mostra que as preferências quanto à aparência do candidato a líder são dependentes do contexto e das nossas diferentes percepções dos conflitos sociais.
É sobretudo quando enxergamos ameaças ou conflitos entre as pessoas que optamos por uma figura que possa encarar uma batalha contra o inimigo.
Em outro tipo de perigo, contudo, na luta contra a natureza, por exemplo, as pessoas não costumam buscar os mesmos líderes dominantes.
Na verdade, se formos ameaçados por uma tempestade a bordo do navio, exemplificam os pesquisadores, vamos procurar um líder capaz de consolidar o grupo e promover relações fortes que possam resultar em colaboração para o bem comum. Afinal, um líder dominante não será capaz de fazer diferença na luta contra os elementos da natureza.
Laustsen e Petersen enfatizam que a ideologia política de cada um dá pistas de como nós, como indivíduos, percebemos os conflitos.
Em comparação com os liberais, os conservadores geralmente veem o mundo social como mais competitivo, tendendo a valorizar mais a desigualdade, além de perceberem os que estão fora do grupo como mais ameaçadores.
Assim, faz sentido que os conservadores geralmente prefiram líderes que pareçam mais dominantes do que os liberais.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Amor online exige que você pareça real, não perfeito

Ao traçar seu perfil online, é melhor dar informações realistas do que tentar se mostrar perfeito. [Imagem: Tim Schoon]
A forma como você preenche um perfil online faz uma grande diferença na forma como você é visto por quem lê seu perfil.
Isto pode parecer óbvio, mas talvez não da forma como se possa imaginar a princípio.
Por exemplo, quando o assunto é encontrar sua cara-metade, é melhor dar informações realistas sobre si mesmo do que tentar se mostrar perfeito.
Parecer real
Analisando pessoas participantes de sites de relacionamento e namoro, pesquisadores da Universidade de Iowa (EUA) constataram que as pessoas que utilizam os serviços de namoro online estão à procura de alguém que combine com elas, e não de uma pessoa perfeita.
Na verdade, as pessoas que estão à procura de amor em sites de relacionamento são menos propensas a confiar em uma pessoa com um perfil "brilhante", preferindo um parceiro que aparente algum sucesso, mas que também seja humilde e que pareça uma pessoa real.
"Nós descobrimos que as pessoas querem entrar em contato com uma pessoa que pareça ser precisa naquilo que está dizendo sobre si mesma online," explica Andy High, coordenador do estudo. "É difícil quando se trata de perfis de candidatos a namoro porque queremos alguém que pareça ser uma pessoa incrível, mas também esperamos ter um relacionamento com essa pessoa, por isso queremos que ela exista."
Assim, ser fantasioso demais em seu perfil vai simplesmente diminuir as chances de que aquele personagem criado para preencher o perfil pareça ser alguém que exista na realidade.
Dê detalhes
A maioria das pessoas entrevistadas no estudo mostrou-se atraída por indivíduos cujos perfis eram positivos, mas não do tipo super-heróis. Mais importante, os participantes preferem pessoas cujo perfil pode ser claramente atribuído a uma pessoa real.
Isto significa que as pessoas querem detalhes, não generalidades, especialmente sobre onde um potencial parceiro amoroso trabalha e o que ele ou ela faz para viver.
"Em vez de apenas dizer, 'Eu escrevo um blog', dê o nome do blog e incentive as pessoas a visitá-lo," recomenda High. "Se você trabalha para uma empresa, dê o nome da empresa. Se você pode nomear algo ou proporcionar às pessoas um link para chegar até você, então faça-o. A ideia é que o potencial interessado pense que o perfil corresponde a uma pessoa real."
Por outro lado, talvez não seja recomendável divulgar detalhes demais por questões de segurança.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cuidados no reaproveitamento da água da chuva

Exemplo de sistema permanente de captura da água da chuva. Sistemas simplificados também demandam tratamento dos volumes coletados.[Imagem: IPT]
Apesar de ser uma técnica relativamente simples, o aproveitamento de água da chuva possui requisitos mínimos que devem ser respeitados para garantir o funcionamento do sistema e, principalmente, para assegurar a qualidade dos volumes coletados.
O telhado ou a laje de cobertura da edificação funcionam como área de captação. "Jamais deve-se fazer a captação a partir de pisos", explica o pesquisador Luciano Zanella, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT).
Calhas e tubos direcionam facilmente as águas até um reservatório, mas é preciso prever um sistema de tratamento, cuja complexidade vai depender dos usos pretendidos.
Em alguns casos, pode-se pensar em uma rede de distribuição da água para pontos de consumo de água não potável, caso das bacias sanitárias. Em edificações já construídas, entretanto, é indicado optar por sistemas simplificados, uma vez que o custo de novas instalações hidráulicas prejudicará a viabilidade financeira do projeto.
Dois aspectos não podem ser ignorados: o espaço disponível para a instalação do reservatório e, quando a intenção for instalá-lo sobre a laje de cobertura, a capacidade da estrutura para suportar o peso adicional. "A carga extra de um reservatório cheio de água pode não ser suportada por alguns tipos de construção", ressalta Zanella.
A capacidade de reservação deve levar em conta a demanda por água não potável. O número de usuários e seus hábitos de consumo, além das diversas aplicações que essa água pode ter na edificação, como limpeza de pisos e rega de jardins, também precisam ser levados em conta.
É imprescindível, alertam os pesquisadores do IPT, desprezar as primeiras chuvas. São elas que vão arrastar os poluentes presentes no ar e lavar a sujeira acumulada na área de captação. As recomendações técnicas indicam um descarte em torno de um a dois litros de água da primeira chuva para cada metro quadrado de telhado. Assim, se a cobertura tem 20 metros quadrados, é necessário desconsiderar um volume entre 20 e 40 litros.
Um sistema mínimo de tratamento das águas pluviais envolve não somente o descarte das primeiras águas, mas a remoção dos sólidos, como folhas, galhos e areia, por meio da utilização de filtro ou tela. "É recomendada a desinfecção com compostos de cloro, quando existir a possibilidade de contato da água com a pele do usuário ou quando o tempo de armazenamento for longo," esclarece o pesquisador Wolney Castilho Alves.
Sistemas permanentes de aproveitamento da água da chuva, instalados com o objetivo de suplementar o abastecimento para fins não potáveis, demandam sistemas mais complexos de tratamento. É possível encontrar no mercado filtros e componentes de desinfecção que devem ser empregados nesses casos. É exigido, para sistemas de uso integrados à edificação, um projeto elaborado por profissional devidamente habilitado.
A qualidade da água está diretamente relacionada com o seu armazenamento. Por isso, é fundamental manter o reservatório com tampa e com quaisquer aberturas fechadas para evitar a proliferação de mosquitos ou mesmo a contaminação da água pela entrada de ratos ou insetos.
Além disso, o reservatório deve ser protegido de impactos e da luz solar, e também se deve prever uma saída de fundo no reservatório que propicie sua limpeza, quando for necessária. Os pesquisadores do IPT alertam ainda para a importância de manter o reservatório longe do acesso de crianças para evitar acidentes.
O mais comum é utilizar a água de chuva para a rega de jardins e plantações, lavagem de carros e pisos e também em descargas de bacias sanitárias. Em condições anormais de abastecimento, desde que se mantenha a forma adequada de coleta, tratamento e armazenamento, é possível considerar o uso para lavagem de roupas, louças e para o banho.
Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sal, hipertensão e circuito no cérebro, qual a relação?

Imagem do Google
Que o consumo excessivo de sal provoca hipertensão, todos já são conhecedores, o que pouca gente sabe é o porquê desse fenômeno.
O consumo em excesso de sal "reprograma" o cérebro, interferindo com um mecanismo de segurança natural que normalmente impede a pressão arterial do corpo de subir além do normal, caracterizando a hipertensão.
Embora esta associação entre o sal e a hipertensão seja bem conhecida, os cientistas até agora não entendem os mecanismos que conectam a ingestão elevada de sal e o aumento da pressão arterial.
Estudando o cérebro de ratos, pesquisadores da Universidade McGill (Canadá) descobriram agora que a ingestão de grandes quantidades de sal provoca alterações em alguns circuitos essenciais do cérebro.
"Nós descobrimos que um período de ingestão elevada de sal na dieta dos ratos provoca uma mudança bioquímica nos neurônios que liberam vasopressina (VP) para a circulação sistêmica," explica o professor Charles Bourque, coordenador do trabalho.
"Essa mudança, que envolve uma molécula neurotrófica chamada BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), evita a inibição desses neurônios em particular por outras células," complementa.
Isto é, a ingestão de teores elevados de sal evita a inibição dos neurônios de VP (vasopressina) pelo circuito de detecção da pressão arterial do corpo.
A desativação deste mecanismo de segurança permite que a pressão arterial suba quando uma grande quantidade de sal é ingerida durante um longo período de tempo.
Entre as questões que ainda restam para serem respondidas em futuras pesquisas estão: Será que este mesmo efeito de reprogramação ocorre nos seres humanos? Se sim, será que ele pode ser revertido?
Nesse meio tempo, acrescenta o Dr. Bourque, a mensagem permanece: limite o sal na dieta.
Com informações de Diário da Saúde

Há várias Segundas Leis da Termodinâmica em nanoescala

[Imagem: Fernando Brandão et al. - 10.1073/pnas.1411728112]
Termodinâmica quântica
No ano passado, uma equipe de físicos causou furor na academia ao defender que a Segunda Lei da Termodinâmica falha em nanoescala.
Agora, outra equipe foi além, garantindo que, em nanoescala, ou no reino da física quântica, não existe uma, mas várias "segundas leis da termodinâmica", que complementariam a clássica Segunda Lei da Termodinâmica.
O trabalho foi liderado pelo brasileiro Fernando Brandão, atualmente na Universidade College de Londres.
Termodinâmica clássica
A Segunda Lei da Termodinâmica clássica estabelece que o Universo está em um estado de desordem crescente, resultando em coisas como uma xícara de café quente em um ambiente frio vai esfriar, e nunca esquentar, ou que mesmo as máquinas mais eficientes vão perder alguma energia na forma de calor.
Isso parece bastante trivial e previsível, mas as "segundas leis" dessa termodinâmica quântica vão resultar em fenômenos bem mais bizarros.
Há alguma resistência em chamar a Segunda Lei da Termodinâmica de "lei" porque ela é basicamente uma descrição estatística, que só vale quando há um número de partículas suficientemente grande em um sistema. Por isso, os físicos têm-se interessado em saber se ela se manteria válida em sistemas muito pequenos, nos quais há um número muito pequeno de partículas.
Surpreendentemente, a equipe descobriu que a desordem também tende a crescer nos sistemas em nanoescala - validando a Segunda Lei clássica nesses sistemas quânticos -, mas há "segundas leis" adicionais que restringem o modo como essa desordem pode aumentar.
Em escala quântica, há várias Segundas Leis da Termodinâmica
Trabalhando com apenas uma partícula, outra equipe já havia constatado que a Segunda Lei da Termodinâmica falha em nanoescala. [Imagem: Iñaki Gonzalez/Jan Gieseler]
Segundas leis da termodinâmica quântica
"Estas segundas leis adicionais podem ser imaginadas como dizendo que há muitos tipos diferentes de desordem em pequenas escalas, e todos eles tendem a aumentar conforme o tempo passa," disse o professor Michal Horodecki, membro da equipe.
Isso significa dizer que, em nanoescala, há medidas adicionais de desordem - todas diferentes da conhecida entropia - que quantificam os diferentes tipos de desordem. A equipe demonstrou que, além do esperado aumento da entropia, todos os outros tipos de desordem também aumentam com o tempo.
"Embora uma casa quântica vá ficar mais bagunçada, em vez de mais arrumada, como uma casa normal, nossa pesquisa mostra que as formas em que ela pode ficar bagunçada são restringidas por uma série de leis extras. Se não fosse estranho o suficiente, a forma como estas segundas leis interagem umas com as outras pode até mesmo fazer com que pareça que a Segunda Lei da Termodinâmica tradicional foi violada," explica o professor Jonathan Oppenheim.
Nessas aparentes violações, o que ocorre é que um pequeno sistema quântico pode ficar mais ordenado quando entra em contato com outro sistema maior, mas este, por sua vez, fica mais desordenado, ainda que a desordem seja difícil de detectar porque o sistema é muito maior do que o primeiro, que se organizou. O efeito líquido, garante a equipe, é uma maior desordem.
Os pesquisadores afirmam que seu estudo permitirá um melhor entendimento de como o calor e a energia são transformados em escala quântica, com importantes aplicações no desenvolvimento de nanomáquinas, motores biológicos e computadores quânticos.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Proteína com efeito similar ao da morfina é descoberta no café

Imagem: Wikimedia
Peptídeos inéditos no café são identificados por pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e da UnB (Universidade de Brasília).
Tais fragmentos de proteína apresentam efeito parecido com o da morfina, isto é, uma ação analgésica e ansiolítica, com um diferencial positivo: o tempo de duração desses efeitos foi significativamente maior.
Enquanto os pesquisadores Felipe Vinecky e Carlos Bloch estavam em busca de genes de café associados à melhoria da qualidade do produto eles identificaram os peptídeos.
Analisando as sequências gênicas, a dupla observou que algumas das sequências continham fragmentos internos com estruturas semelhantes à de alguns opioides endógenos humanos, como a encefalina.
Decidiram então sintetizar essas moléculas em laboratório para avaliar experimentalmente suas funções biológicas e efeitos fisiológicos em mamíferos.
Enquanto isso, um concentrado proteico presente no endosperma (parte maior da semente) do café foi submetido à digestão enzimática para simular o processo digestivo em humanos e, assim, deduzir como poderia ser o processo real de biodisponibilização e atividade final dessas moléculas dentro do organismo.
A partir dos análogos sintéticos, foram realizados testes com camundongos na Universidade de Brasília, que comprovaram que o composto do café tem efeito similar ao da morfina.
Melhor do que isso: na verdade, o tempo de duração do efeito analgésico é significativamente superior ao da morfina, chegando a cerca de quatro horas.
Embora não tenham sido observados efeitos colaterais sérios, os pesquisadores pretendem realizar outros experimentos mais rigorosos para avaliar a segurança do composto.
A Embrapa já solicitou ao INPI o registro de patente dos "peptídeos opioides" derivados do café - sete compostos no total.
Com informações de Diário da Saúde

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ponte em arco pré-fabricado pode durar 300 anos

A estrutura flexível pode ser construída, armazenada e transportada na forma de uma peça plana. [Imagem: QueensUBelfast]
Engenheiros escoceses desenvolveram uma técnica inovadora para construir e transportar arcos para a construção de pontes e viadutos.
As pontes em arco são uma solução de baixo custo quando os vãos inferiores não precisam ser largos, suportando uma quantidade de carga muito elevada e não exigindo praticamente nenhuma manutenção em toda a sua vida útil.
O que encarece seu custo é que, ao contrário das pontes lineares comuns, não é possível fabricá-las em série e transportá-las.
Ou melhor, não era possível até agora.
A equipe do Dr. Adrian Long, da Universidade de Belfast, desenvolveu uma técnica que permite construir o arco na forma de pequenas seções interligadas em um dos lados.
Ponte em arco pré-fabricada vai durar 300 anos
Imagem: QueensUBelfast
Como a estrutura é flexível, ela pode ser construída, armazenada e transportada na forma de uma peça plana.
Quando chega ao local da obra, o arco pré-fabricado novamente dobra-se assim que é erguido por um guindaste, assumindo a forma necessária para sua instalação.
Uma demonstração desta tecnologia, batizada de FlexiArch, foi realizada em uma ponte com 16 metros de comprimento, constituída por 17 seções de concreto pré-fabricadas de um metro de largura cada uma.
A ponte ficou pronta em um dia e, segundo o Dr. Long, deverá durar 300 anos.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O mundo paga um preço alto pela carne barata

O público pode achar que uma dieta com baixo consumo de carne está mais ao seu gosto. [Imagem: Mikael Andersson/Plainpicture/NewScientist]
A não muito tempo atrás, uma refeição centrada na carne era um prazer raro. Hoje, porém, maioria das pessoas no Ocidente come carne todos os dias - muitos comem carne em todas as refeições.
E mesmo as pessoas em culturas menos carnívoras estão pegando gosto por essa comida - na China, por exemplo, comer carne tornou-se um espécie de "objeto de desejo".
Para isso, é necessário prover o bem de consumo: a produção de carne no mundo subiu de 78 milhões de toneladas por ano em 1963 para 308 milhões toneladas em 2014.
O problema - deixando de lado as questões em torno da moralidade ou não de matar os animais para comer - é que o planeta não consegue suportar esse apetite crescente. Os pastos usados para alimentar o gado já respondem por 26% das terras livres de gelo do planeta, e a indústria da carne é responsável por 15% de todas as emissões de gases de efeito estufa.
Isso tem levado a uma forte convicção de que a carne hoje é muito barata, com seu preço empurrado para baixo por práticas pecuárias cada vez mais intensivas. Embora isso seja largamente bom e desejável para os consumidores, é ruim para o meio ambiente - em termos de poluição e resistência aos antibióticos, bem como para o clima - novamente, sem olhar a coisa pelo lado dos animais.
O que os especialistas estão apontando agora é que, no longo prazo, isso pode ser ruim também para os consumidores.
Mas será possível aumentar o preço da carne para se contrapor a esses malefícios do ponto de vista global e social?
Os governos têm conseguido reduzir o consumo de álcool e tabaco aumentando os impostos sobre esses produtos, mas um "imposto da carne" seria muito mais controverso, uma vez que não há evidência tão claras sobre possíveis ligações entre altos níveis de consumo de carne e o câncer, por exemplo, ou as doenças cardíacas.
Outra opção que parece viável poderia ser reduzir os subsídios agrícolas que sustentam a produção de carne - subsídios que são gastos do governo e, portanto, representam o outro lado da equação dos impostos. Mas a batalha será dura contra os grupos de pressão dos ruralistas e, novamente, do público, que verá o preço da carne subir.
A boa notícia é que parece que a persuasão pode funcionar melhor do que a coerção.
No Reino Unido e nos Estados Unidos, as preocupações com a saúde já reduziram o consumo de carne vermelha e processada.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos está para lançar um novo documento contendo orientações dietéticas para o consumo de carne baseadas nas últimas evidências científicas.
Desta vez, as recomendações poderão abordar os efeitos da produção e consumo de carne sobre o meio ambiente, bem como diretamente sobre a saúde humana.
A indústria e os ruralistas não vão gostar, mas o público pode achar que uma dieta com baixo consumo de carne está mais ao seu gosto.
Fonte: Diário da Saúde