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domingo, 22 de maio de 2016

Passeios na natureza não fazem bem para todas as pessoas

Imagem do Google
O que você deve fazer depois de um dia difícil ou de uma semana cansativa no trabalho?
Fazer uma caminhada por ambientes bucólicos na natureza, em busca de paz e inspiração, pode parece uma receita sem contra-indicações.
Na verdade, embora de fato isso não faça mal para a maioria, muitas pessoas não se beneficiarão desse passeio.
Em vez disso, pessoas que são mais propensas à ansiedade deveriam dar um passeio em ambientes agitados, tipicamente urbanos.
"A literatura científica afirma que os ambientes naturais tendem a restaurar as capacidades cognitivas melhor do que os ambientes urbanos, mas nós colocamos em dúvida se essa perspectiva unilateral estaria precisa," justifica Kevin Newman, do Providence College (EUA).
De fato, os experimentos com voluntários mostraram que as pessoas com tendência a uma personalidade neurótica - que sucumbem cronicamente ante os conflitos - são mais propensas a restaurar suas habilidades cognitivas em um ambiente frenético e urbano, em vez de em um ambiente tranquilo e natural.
Já as pessoas sem a tendência ao neurotismo restauraram melhor suas forças no ambiente calmo e natural.
Depois de realizar tarefas que geravam ansiedade, os voluntários foram submetidos a vivências em laboratório que lembravam ambientes naturais e urbanos. Surpreendentemente, os resultados revelaram que as pessoas com personalidades neuróticas restauraram suas capacidades cognitivas depois de terem vivenciado aspectos de um ambiente urbano agitado. Vivências relacionadas com a natureza, no entanto, foram mais benéficas para as pessoas que geralmente não apresentam tendências neuróticas.
Na verdade, talvez as pessoas neuróticas não necessariamente precisem ir a um ambiente urbano agitado para restaurar-se mentalmente: bastou que elas lessem e pensassem sobre palavras como "urso", "precipício" e "trovão" para que começassem a relaxar.
Da mesma forma, as pessoas com baixa tendência neurótica se revitalizaram mentalmente visualizando lugares calmos típicos de uma cidade, como uma livraria ou uma biblioteca.
"As pessoas tendem a se sair melhor em ambientes que se encaixam com a sua personalidade," disse Newman. "Imagine alguém com uma personalidade neurótica como Woody Allen. Se você colocá-lo em uma floresta isso poderá ser muito desagradável, em vez de rejuvenescedor".
Fonte: Diário da Saúde

Matemática resolve incertezas do tempo

Quando o tempo é longo demais, ou curto demais, o algoritmo consegue detalhar a temporalidade de eventos com datação incerta.[Imagem: UWM graphic/Allie Kilmer]
Digamos que você esteja tentando identificar quando um evento específico ocorreu no passado, mas sua melhor estimativa o coloque em uma janela temporal de 10.000 anos. Isto é muito comum no trabalho dos arqueólogos, astrofísicos, geólogos, historiadores, entre vários outros campos do saber.
Agora imagine conseguir diminuir essa janela para apenas 30 anos sem precisar de nenhuma outra evidência factual.
É justamente este o poder de uma nova ferramenta matemática concebida e já testada com êxito por uma equipe internacional de cientistas, liderada por Russell Fung e Abbas Ourmazd, da Universidade de Wisconsin em Milwaukee, nos EUA.
A ferramenta reduz as incertezas de sincronia temporal entre eventos, melhorando a precisão por um fator de até 300. E a unidade de tempo considerada não importa: podem ser séculos e milênios, ou segundos e femtossegundos - 1 femtossegundo equivale 10-15 segundos.
Assim, a ferramenta deverá ter inúmeras aplicações, da datação de eventos de mudanças climáticas no passado até determinar quando as ligações moleculares se formam ou se quebram durante as reações químicas, que duram apenas alguns quadrilionésimos de segundo.
Os pesquisadores conceberam o algoritmo ao trabalhar com dados de um projeto que rastreia o movimento de moléculas usando um laser de elétrons livres de raios X. Chamado XFEL, esse equipamento é o mais brilhante laser de raios X do mundo e serve como uma câmera para filmar a matéria em nanoescala e em escalas temporais de frações infinitesimais de tempo, mostrando eventos muito rápidos em câmera lenta.
Fazer esses filmes exige não apenas capturar centenas de milhares de fotos, mas também saber o momento exato em que cada foto foi tirada. Apesar da velocidade incomparável do XFEL, grande parte da ação vista no filme fica borrada, justamente porque a sequência dos eventos fica embaralhada.
Matemática resolve incertezas do tempo
A Matemática já revelou a conexão entre a música e uma teia de aranha, ajudou a cerveja a gelar em 45 segundos, e tornou a internet 10 vezes mais rápida, embora possam existir leis da física além dos poderes da Matemática. [Imagem: Markus Buehler/Tristan Giesa]
"Nos lasers de elétrons livres de raios X, por exemplo, a incerteza - a assim chamada agitação temporal - entre a chegada de um pulso óptico detector ('bombeamento') e um pulso de raios X de sondagem pode exceder o comprimento do pulso de raios X por até duas ordens de magnitude [100 vezes], arruinando a capacidade de resolução temporal dessa classe de instrumentos que, de outra forma, seria extremamente precisa," explica Ourmazd.
O algoritmo resolve esse problema. Em um experimento real, foi possível reconstruir um filme mostrando claramente - sem borrados - moléculas se separando conforme as ligações que prendiam seus átomos eram destruídas.
Mate-mágica
O algoritmo identifica correlações internas para dar sentido à imensidão de fotos individuais capturadas.
"Usando um conjunto de dados pleno de ruído, de um experimento de espectroscopia sonda-prova sobre a explosão de Coulomb de moléculas de nitrogênio, a nossa análise revela pacotes de onda vibracionais formados por componentes com períodos tão curtos quanto 15 femtossegundos, assim como mudanças mais rápidas, que ainda têm de ser plenamente exploradas. Nossa abordagem pode potencialmente ser aplicada em qualquer lugar onde informações dinâmicas ou históricas estejam sendo contaminadas por incertezas de cronometragem," finalizou Ourmazd.
A equipe vislumbra que sua ferramenta matemática tenha aplicações em outros campos da ciência que envolvem históricos dinâmicos com datação imprecisa, como geologia, metrologia, química, biologia e astronomia.
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 7 de maio de 2016

Transformando sua mão em um touchpad

A interface transforma a pele do braço em um touchpad. Mas ainda há desafios a serem superados para que o dispositivo possa chegar ao mercado.[Imagem: Future Interfaces Group/Carnegie Mellon University]
Já existem peles eletrônicas que prometem um sexto sentido magnético para os seres humanos, mas Gierad Laput, da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, queria algo menos invasivo.
Então ele e seus colegas inventaram um anel que propaga sobre a pele do usuário um sinal de alta frequência, mas de baixa energia, quando o dedo no qual o anel está toca a pele da pessoa.
O resultado é uma nova interface para relógios inteligentes (smartwatch), batizada de SkinTrack, que transforma a pele da mão ou do braço em umtouchpad, resolvendo um dos grandes entraves à utilização desses equipamentos - a dificuldade em manipulá-los devido à dimensão muito pequena da tela.
Sensores instalados na pulseira do relógio inteligente detectam os sinais emitidos pelo anel e conseguem calcular com precisão sua posição e distância porque a fase das ondas varia conforme elas se propagam pela pele.
Eletrodos correspondentes às posições de 6 e 12 horas no relógio, por exemplo, detectam diferenças de fase que podem determinar a posição do dedo ao longo da largura do braço, enquanto eletrodos nas posições de 3 e 9 horas determinam a posição do dedo ao longo do comprimento do braço.
O sistema consegue detectar quando o dedo está tocando na pele com 99% de precisão e calcula a localização do toque com um erro médio de 7,6 milímetros. Segundo os pesquisadores, isso é comparável a outros sistemas de rastreamento digital similares.
Mas ainda há alguns detalhes a serem resolvidos antes que o precioso anel possa encontrar seu caminho rumo ao dedo dos consumidores: mantê-lo carregado é um dos problemas, mas talvez o maior seja que os sinais se deterioram com o uso contínuo, sobretudo pelo suor e pela alteração na hidratação da pele. Além disso, as autoridades de saúde poderão querer saber se a energia liberada pelo anel não faz algum mal.
Fonte: Inovação Tecnológica

Transmissão do zika é reduzida através de pernilongos com bactéria

Imagem do Google
Uma pesquisa inédita da Fundação Oswaldo Cruz constatou que a bactériaWolbachia reduz a transmissão do vírus zika através do mosquito Aedes aegypti.
O artigo, publicado na revista Cell Host & Microbe, é o primeiro estudo científico a comprovar que a bactéria, já usada para tentar reduzir a propagação da dengue, também tem eficácia contra o zika.
Desde 2014, a Fiocruz testa os mosquitos infectados com a bactéria como uma técnica para tentar conter a dengue que é diferente dos mosquitos transgênicos.
O pesquisador Luciano Moreira conta que a nova experiência de laboratório mostrou que os mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia perdem a capacidade para transmitir o zika.
"Mostramos isso fazendo o seguinte experimento: tínhamos mosquitos que estavam infectados [com zika], divididos em dois grupos: com Wolbachia e sem Wolbachia. Depois de duas semanas, coletamos a saliva dos mosquitos dos dois grupos e a injetamos em mosquitos sadios, que nunca haviam visto o vírus [zika]. Quando a saliva tem origem nos mosquitos com Wolbachia, a gente não consegue fazer infecção nos mosquitos [sadios], mostrando que aWolbachia bloqueou a transmissão do vírus", disse.
Nenhum dos 80 pernilongos que recebeu saliva de Aedes com Wolbachia se infectou com o vírus zika. Por outro lado, 85% dos mosquitos que receberam saliva de Aedes sem Wolbachia ficaram infectados.
O estudo foi além: os pesquisadores coletaram amostras de saliva de 20Aedes aegypti com Wolbachia e de 20 Aedes aegypti sem Wolbachia que receberam sangue infectado com a cepa do zika isolada de Pernambuco. Esta coleta aconteceu 14 dias após a ingestão do vírus, período em que o patógeno já teria se espalhado completamente pelo organismo do inseto e chegado à glândula salivar, de onde ele passa à pessoa que é picada.
O objetivo era demonstrar o percentual de vírus que conseguiria chegar até este estágio, momento em que o Aedes se torna capaz de transmitir o vírus. Aqui, mais um resultado animador: em 55% dos mosquitos com Wolbachianão havia positividade para o vírus zika.
"Na natureza, ao picar um indivíduo infectado, o mosquito também se infecta. O vírus, então, irá percorrer um longo caminho por todo o corpo do inseto até chegar à glândula salivar. Alcançar um resultado que demonstra que mais da metade dos Aedes com Wolbachia sequer apresentarão zika na saliva, caso sejam infectados, reforça ainda mais o potencial de utilização em larga escala que esta estratégia apresenta", ponderou Luciano.
O uso de mosquitos com a bactéria Wolbachia, criados em laboratório para o controle de doenças, está sendo testado em duas localidades do Rio de Janeiro: na Ilha do Governador, na zona norte da capital, e em Jurujuba, em Niterói. O projeto aguarda mais financiamento para se expandir.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Hubble descobre lua de planeta anão Makemake

Concepção artística mostrando o planeta anão Makemake e sua lua recém-descoberta, apelidada de MK 2. Os dois estão mais de 50 vezes mais longe do Sol do que a Terra.[Imagem: NASA/ESA/A. Parker]
Enquanto espiava os arredores do Sistema Solar - procurando pelo Planeta Nove? - o telescópio espacial Hubble detectou uma pequena lua orbitando Makemake, o segundo planeta-anão mais brilhante - depois de Plutão - no Cinturão de Kuiper.
A lua foi provisoriamente designada "S/2015(136472) 1", mas já responde pelo apelido de MK 2. Seu brilho é 1.300 vezes mais fraco do que o brilho de Makemake.
A lua MK 2 foi vista a cerca de 20.800 quilômetros (km) do planeta anão, e seu diâmetro é estimado em 160 km - Makemake tem 1.390 km de diâmetro, mas ainda há dúvidas se ele é "perfeitamente" esférico.
O planeta anão Makemake, descoberto em 2005, tem esse nome em homenagem à divindade criadora do mundo do povo Rapa Nui, da Ilha de Páscoa.
O Cinturão de Kuiper é um vasto reservatório de material que os astrônomos acreditam ser as sobras da construção do nosso Sistema Solar, e lar de vários planetas anões.
Alguns desses mundos têm satélites conhecidos, mas esta é a primeira descoberta de um objeto companheiro de Makemake, um dos cinco planetas anões reconhecidos pela União Astronômica Internacional - os outros são Plutão, Ceres, Haumea e Éris.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Primeiro exoplaneta foi observado em 1917 - mas ninguém notou

Placa fotográfica feita em 1917 mostrando o espectro da estrela de van Maanen. O destaque mostra as fortes linhas surpreendentemente fortes dos elementos pesados. [Imagem: Carnegie Institution]
Com centenas de milhares de placas fotográficas de observações astronômicas feitas ao longo de mais de um século, a equipe dos Observatórios Carnegie, nos EUA, não estranhou quando receberam a solicitação de uma antiga observação que continha o espectro eletromagnético da estrela de van Maanen, uma anã branca descoberta pelo astrônomo holandês Adriaan van Maanen em 1917.
Espectros estelares são gravações da luz emitida pelas estrelas. O espectro se estende ao longo de todas as cores componentes da luz, como um arco-íris emergindo de um prisma. Sua principal utilização é na determinação da composição química de uma estrela, mas eles também dão informações sobre como a luz emitida por uma estrela é afetada pelo material que ela atravessa em seu caminho rumo à Terra.
Mas, quando Jay Farihi, da Universidade College Londres, recebeu e analisou a placa que solicitara com os dados da estrela de van Maanen, ele teve uma surpresa: os dados registravam a presença de elementos pesados, como cálcio, magnésio e ferro, que deveriam ter desaparecido há muito tempo no interior da estrela, devido ao seu peso.
A única explicação possível é que o espectro revela indícios de um planeta, o primeiro exoplaneta detectado pelo homem - ainda que ninguém tenha notado isso até agora.
"O mecanismo que cria os anéis de detritos planetários, e a deposição sobre a atmosfera estelar, requer a influência gravitacional de planetas completamente desenvolvidos. O processo não pode ocorrer a menos que houvesse planetas lá," disse John Mulchaey, da instituição que guarda os registros.
A existência do exoplaneta, cuja existência agora poderá ser confirmada por observações mais detalhadas, está registrada em uma linha de absorção do espectro da estrela. Linhas de absorção indicam áreas onde a luz da estrela passou através de "alguma coisa" e teve uma cor de luz absorvida pela substância que forma a coisa. Essas linhas indicam a composição química do objeto que provocou a interferência.
"Os Observatórios Carnegie têm uma das maiores coleções do mundo de placas astronômicas, com um arquivo que inclui cerca de 250.000 placas de três diferentes observatórios - Monte Wilson, Palomar e Las Campañas. Nós temos uma tonelada de história guardada em nosso porão, e quem sabe que outros achados poderíamos descobrir no futuro?" previu Mulchaey.
Até agora, considerava-se que os primeiros planetas extrassolares foram detectados em 1992 por Aleksander Wolszczan, orbitando o pulsar PSR B1257+12. É sempre mencionada também a descoberta do 51 Pegasi b, agora rebatizado de Didímio, o primeiro exoplaneta orbitando uma estrela da sequência principal - as estrelas menos exóticas.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Descoberta estrela com atmosfera de oxigênio

As anãs brancas são o estágio final da evolução da maioria das estrelas, mas é incerto de onde esta estrela tirou seu oxigênio. [Imagem: WikiImages]
Uma equipe de astrônomos brasileiros e alemães identificou, pela primeira vez, uma estrela anã branca com atmosfera dominantemente composta por oxigênio.
O surpreendente é que, diferentemente das anãs brancas conhecidas até agora, que possuem atmosferas dominadas por hidrogênio e hélio, a nova estrela não possui traços de nenhum dos dois elementos.
A descoberta foi feita quando dados do rastreio SDSS (Sloan Digital Sky Survey) foram vasculhados por Kepler Oliveira e Gustavo Ourique, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Detlev Koester, da Universidade de Kiel, na Alemanha.
Os resultados surpreendentes foram publicados pela revistaScience.
Estágio final da evolução de todas as estrelas que nascem com 8 a 11 massas solares - dependendo de suas composições iniciais -, as anãs brancas possuem brilho tênue, porte pequeno e uma densidade extremamente alta. Essa é a última etapa da vida da maioria das estrelas.
Cerca de 80% das anãs brancas possuem atmosferas dominadas por hidrogênio, e o restante tem o hélio como principal componente. Isso acontece porque, por sedimentação, os elementos mais pesados vão para as camadas inferiores, e os mais leves vão para as camadas mais altas.
A atmosfera da nova estrela descoberta, entretanto, é dominada por oxigênio e apresenta traços de neônio e magnésio, o que indica que não pode haver hidrogênio, hélio ou carbono em sua composição - todos mais leves do que o oxigênio.
De acordo com o Kepler, a estrela desafia os modelos de evolução estelar existentes, que não preveem um objeto como o observado. Os modelos atuais preveem que uma mistura de oxigênio, neônio e magnésio seja encontrada em um pequeno número de estrelas, através da queima nuclear de carbono. No entanto, as anãs brancas formadas por este processo costumam ser muito mais pesadas.
"Se nem o núcleo deveria ser de oxigênio para massas menores que uma massa solar, muito menos a atmosfera," enfatiza Kepler.
Assim, está aberta a temporada de hipóteses para explicar a estrela com atmosfera de oxigênio, hipóteses que levarão à reescrita dos modelos de evolução estelar.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Não tomar Sol aumenta risco de câncer tanto quanto fumar

Há algum tempo pesquisadores vêm alertando que o exagero no uso de filtros solares causa deficiência de vitamina D, sobretudo nas crianças.[Imagem: FRL/UCR]
Não será fácil reverter a tendência de as pessoas fugirem do Sol depois de décadas de discurso científico amedrontando a população sobre o risco do câncer de pele.
Hoje já se sabe que os benefícios de tomar Sol superam o risco do câncer de pele, além do que os próprios protetores solares podem causar câncer de pele.
Agora, um novo estudo feito na Suécia, onde a população tem pele muito clara, o que torna o risco de câncer de pele mais elevado, mostrou que as pessoas que tomam banho de sol regularmente vivem mais do que aquelas que evitam o Sol.
Foram analisadas informações de 29.518 mulheres suecas, que foram acompanhadas por 20 anos.
Os dados mostraram que a expectativa de vida mais longa entre as mulheres com hábitos de exposição ativa ao Sol - tomar banho de Sol intencionalmente - está relacionada a uma diminuição das doenças cardíacas e das mortes por doenças não relacionadas a problemas cardíacos ou a qualquer tipo de câncer.
Assim, quando os cientistas analisam apenas a contribuição do câncer de pele para as mortes, o número desponta, parecendo grande frente às outras causas justamente porque as outras causas diminuíram, dizem os pesquisadores.
Mas o resultado mais impressionante do estudo surgiu quando os pesquisadores compararam o risco de morte pelo câncer de pele entre as pessoas que tomavam banho de Sol, que fugiam do Sol e as fumantes.
"Nós verificamos que os fumantes no grupo de maior exposição solar têm um risco semelhante ao dos não-fumantes que evitam a exposição ao Sol, indicando que evitar a exposição ao Sol pode ser um fator de risco [para o câncer] da mesma magnitude que o tabagismo," disse Pelle Lindqvist, da Universidade de Lund, primeira autora do artigo publicado na revista médicaJournal of Internal Medicine.
"Orientações demasiadamente restritivas no que diz respeito à exposição ao Sol podem fazer mais mal do que bem para a saúde," concluiu Lindqvist.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 28 de março de 2016

Planeta excêntrico pensa que é um cometa

Este gráfico compara a órbita do planeta HD-20782 com a órbita dos planetas interiores do nosso Sistema Solar.[Imagem: SFSU]
Astrônomos descobriram o planeta mais excêntrico conhecido até hoje.
Neste caso, "excêntrico" não se refere a um jeitão particular do exoplaneta, mas à sua órbita extremamente alongada em torno de sua estrela.
Enquanto os planetas do nosso Sistema Solar têm órbitas quase circulares, os astrônomos já descobriram vários planetas extrassolares com órbitas altamente elípticas, ou excêntricas - mas nenhum como o HD 20782.
Sua excentricidade é de 0,96, o que significa que o planeta se move em uma elipse quase achatada, afastando-se muito de sua estrela e depois estilingando rápida e furiosamente em torno da estrela, para então se afastar novamente - para comparação, a excentricidade da órbita da Terra é de 0,017.
A órbita do HD 20782 é tão alongada que mais se assemelha à órbita de um cometa, que frequentemente são destruídos no ponto de maior aproximação da estrela. Mas o planeta é grande demais para ser destruído.
"Ele tem mais ou menos a massa de Júpiter, mas está dançando ao redor de sua estrela como se fosse um cometa," disse astrônomo Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos EUA, que liderou a equipe que detectou o planeta extrassolar a cerca de 117 anos-luz da Terra.
Descoberto planeta mais excêntrico que se conhece
Ilustração artística do exoplaneta HD-20782, o planeta mais excêntrico que se conhece. [Imagem: NASA]
No ponto mais distante em sua órbita, o HD 20782 afasta-se de sua estrela 2,5 unidades astronômicas (ua) - ou 2,5 vezes a distância entre o Sol e a Terra. Na sua maior aproximação, ele chega a 0,06 ua, muito mais próximo do que Mercúrio orbita o Sol, a 0,39 unidades astronômicas.
A esquisitice de exoplanetas como o HD 20782 coloca uma multiplicidade de questões para os astrônomos, acostumados por séculos com o nosso bem-comportado Sistema Solar.
"Quando vemos um planeta como este, em uma órbita tão excêntrica, pode ser realmente muito difícil tentar explicar como ele chegou a essa situação. É parecido com olhar a cena de um crime [...]; sabe-se que algo ruim aconteceu, mas você precisa descobrir o que foi que causou," disse Kane.


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 21 de março de 2016

Óleos de orégano e de cravo matam larvas do Aedes aegypti

O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta colocar folhas de orégano ou cravo na água.[Imagem: Leo Rodrigues/Agência Brasil]
A eficácia dos óleos de orégano e de cravo para matar as larvas do mosquitoAedes aegypti foi comprovada por uma pesquisa da PUC de Minas Gerais e da Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Em contato com o criadouro, os óleos matam as larvas em até 24 horas.
O próximo passo do estudo, que consistirá no desenvolvimento de um larvicida e sua colocação à disposição do mercado, deverá estar completo até Junho, de acordo com a pesquisadora Alzira Batista Cecílio, coordenadora da equipe.
"Produto natural não pode ser patenteado. Então, só após a formulação do larvicida, poderemos patentear e iniciar as negociações com as empresas," justificou Alzira.
O orégano e o cravo foram selecionados após análises de mais de 20 plantas.
O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta, por exemplo, colocar folhas de orégano ou cravo na água.
O estudo é um desdobramento de outra pesquisa mais ampla, que testa o uso de produtos naturais para combater diversos tipos de vírus.
"Nesse cenário preocupante em relação ao vírus da dengue, decidimos começar a estudar também plantas que pudessem eliminar o vetor," acrescenta Alzira. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor dos vírus zika e chikungunya.
Futuramente, está previsto também o teste desses óleos no combate a outras fases da vida do mosquito, o que pode levar ao desenvolvimento de um inseticida aerossol ou um repelente.
Segundo Alzira, o objetivo é desenvolver um produto que não contamine o meio ambiente, já que a maioria dos criadouros de larvas está espalhada, podendo ter contato com animais e até água voltada para o consumo humano, como por exemplo nas caixas d'água.
"Queremos um larvicida que seja degradado rapidamente e não contamine a água, ao mesmo tempo em que tenha boa eficácia. A maioria dos larvicidas usados hoje exige algum cuidado na aplicação e deixa a água com alguma toxicidade", explica.
Fonte: Diário da Saúde