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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Outras atividades físicas vêm ganhando o espaço do Futebol no Brasil

Seleção de Altaneira disputando o campeonato de Quincuncá
Foto: Prof. João Alves
O site Diário da Saúde publicou uma matéria onde afirmam que o número de pessoas que faz do futebol uma atividade física de lazer caiu, apesar da paixão dos brasileiros pelo esporte ser grande.
De acordo com a página, de 2006 a 2012, o percentual foi de 9,1% para 7,2%, uma redução de 20% em sete anos.
Segundo eles, o futebol foi ultrapassado pela musculação/ginástica (aumento de 7,9% para 11,2%) e se tornou a terceira atividade física mais praticada nas horas de folga dos brasileiros. Ficando a caminhada em primeiro lugar (em torno de 18% entre 2006 e 2012).
Pesquisadores afirmam que o estudo é descritivo e, portanto, não foram investigadas as possíveis causas da variação dos praticantes de futebol.
"Não podemos ser taxativos de que está havendo uma substituição. O fato de o futebol estar caindo e da musculação/ginástica estarem subindo em termos populacionais, não quer dizer que as pessoas estão trocando uma coisa pela outra, pode ser que as pessoas que deixam de jogar futebol não sejam as mesmas que passaram a frequentar mais a academia", ressalta Thiago Hérick de Sá, que realizou o estudo em conjunto com seus colegas Leandro Martin Garcia e Rafael Moreira Claro na Faculdade de Saúde Pública da USP.
Entretanto, eles formularam algumas hipóteses para explicar a queda na prática de futebol.
"No Brasil, jogar futebol sempre foi muito dependente de campos públicos e muitos deles estão em terrenos baldios. Mas esses espaços têm diminuído muito por causa do mercado imobiliário, para a construção de novos prédios, novos empreendimentos, o que se dá tanto em regiões mais centrais como na periferia das cidades", afirma o pesquisador.
Ele sugere que a diminuição dos praticantes de futebol também esteja ligada à dificuldade em se encontrar tempo e pessoas. "É preciso tempo para se fazer uma prática dessa ou mesmo para se organizar uma partida, porque jogar futebol envolve no mínimo 10 pessoas. A organização dessa atividade toma tempo e hoje vivemos em um contexto social que torna isso um pouco mais difícil."
Com informações de Diário da Saúde

sábado, 30 de agosto de 2014

Foguete que levará astronautas a Marte é apresentado pela NASA

Visão artística do Sistema de Lançamento Espacial (SLS). [Imagem: NASA/MSFC]
De acordo com informações do site Inovação Tecnológica, foi apresentado pela NASA o desenho final de um novo foguete de grande porte projetado para levar os seres humanos em missões além da órbita da Terra - para explorar asteroides e, eventualmente, rumo a Marte.
O Sistema de Lançamento Espacial (SLS) é o que a NASA chama de um "foguete classe exploração".
Foi aprovado pela agência a continuidade do programa de desenvolvimento do SLS, algo que não acontecia desde a construção dos ônibus espaciais, e é a primeira ação depois do cancelamento do Projeto Constellation e seu foguete peso-pesado Ares V.
O SLS será configurado para uma capacidade de elevação de 70 toneladas, para seu primeiro teste de voo, o que permitirá levar uma nave Orion sem tripulação além da órbita baixa da Terra.
Em sua configuração mais potente, o SLS conseguirá levar até 130 toneladas ao espaço, a mesma capacidade do nunca concretizado Ares V.
Essa capacidade permitirá missões tripuladas a destinos como um asteroide e Marte - a NASA não tem demonstrado muito interesse em retornar à Lua.
Para o segundo voo, o SLS, deverá enviar uma tripulação de quatro astronautas além da órbita da Lua, onde o homem nunca chegou. Logo a seguir deverá vir a missão para capturar um asteroide e colocá-lo em órbita da Lua para estudos.
O voo inicial do SLS deverá ocorrer, no mais tardar, segundo a NASA, em novembro de 2018.
Isso será possível porque vários componentes essenciais do novo foguete já estão prontos ou são baseados no foguete que levava os ônibus espaciais.
A NASA já tem em estoque 16 motores RS-25 não usados pelos ônibus espaciais, o que será suficiente para as quatro primeiras missões do SLS. Os foguetes laterais, de combustível sólido, também serão uma adaptação daqueles usados nos ônibus espaciais.
O estágio final de propulsão, que levará as naves até seu destino, será uma adaptação dos motores do foguete de carga Delta IV.
"Estamos em uma jornada de exploração científica e humana que nos levará a Marte," disse Charles Bolden, administrador da NASA. "E nós estamos firmemente empenhados em construir o veículo de lançamento e outros sistemas de apoio que nos levarão nessa jornada."
Com informações de Inovação Tecnológica

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Treinar o corpo protege o coração e a mente

Ciclistas de Altaneira-Ce
Foto: Prof. Paulo Robson
Normalmente são recomendados exercícios físicos para melhorar nossa saúde cardiovascular. Entretanto eles podem também nos proteger dos danos cognitivos que surgem com a idade.
"Nós descobrimos que os adultos mais velhos, cujas aortas estavam em melhores condições e que tinham maior aptidão aeróbica saem-se melhor em um teste cognitivo. Por isso acreditamos que a preservação da elasticidade dos vasos [sanguíneos] pode ser um dos mecanismos que fazem com que os exercícios retardem o envelhecimento cognitivo," explicou a Dra. Claudine Gauthier, da Universidade de Montreal (Canadá).
"As artérias do nosso corpo endurecem com a idade, e acredita-se que o endurecimento dos vasos sanguíneos comece na aorta, o vaso principal que sai do coração, antes de chegar ao cérebro. De fato, o endurecimento pode contribuir para as alterações cognitivas que ocorrem durante um período de tempo semelhante," acrescentou Gauthier.
Foram analisadas 31 pessoas com idades entre 18 e 30 anos, e 54 participantes com idades entre 55 e 75 anos, o que permitiu aos pesquisadores comparar os participantes dentro de sua faixa etária e em relação à outra faixa de idade.
A aptidão física foi testada em um equipamento de ginástica, e as capacidades cognitivas foram avaliadas com o Teste de Stroop, um teste que consiste em ler o nome de uma cor que é impresso em uma cor diferente (a palavra azul escrita em amarelo, por exemplo).
Ficou constatado que os resultados demonstraram quedas no desempenho associadas à idade na função executiva, na elasticidade da aorta e na aptidão cardiorrespiratória.
Os pesquisadores documentaram uma ligação entre a saúde vascular e a função cerebral e uma associação positiva entre o condicionamento aeróbico e a função cerebral.
"Embora o impacto da aptidão física na vasculatura cerebral possa envolver outros mecanismos mais complexos, estes resultados dão suporte à hipótese de que o estilo de vida ajuda a manter a elasticidade das artérias, prevenindo assim danos cerebrovasculares e resultando na preservação das habilidades cognitivas mais tarde na vida," disse a pesquisadora.
Com informações de: Diário da Saúde

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mudanças climáticas são diferentes nos hemisférios Norte e Sul

Ainda não há estudos comparáveis que possam avaliar o impacto das mudanças climáticas locais para regiões de mesma latitude, como a América do Sul e a África.[Imagem: Wikipedia]
Cientistas afirmam ser necessária uma melhor compreensão dos climas regionais, depois que pesquisas sobre as geleiras da Nova Zelândia revelaram que as mudanças climáticas no Hemisfério Norte não afetam diretamente o clima no Hemisfério Sul.
O problema já havia sido apontado por pesquisadores brasileiros em 2013, que mostraram imprecisões nos dados do IPCC em relação ao Hemisfério Sul.
E também foi uma das razões que fundamentaram a criação de um modelo brasileiro do clima global.
O novo estudo mostrou que as mudanças climáticas futuras podem impactar de maneira diferente os dois hemisférios, ou seja, uma abordagem global generalizada pode não ser a melhor forma de abordar as questões climáticas que preocupam o mundo todo.
A pesquisa foi realizada por uma equipe da Universidade de Queensland, na Austrália, em colaboração com a Universidade de Griefswald, na Alemanha, a Organização de Ciência e Tecnologia Nuclear da Austrália e a Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, abordando tendências de longo prazo do clima, e não mudanças de curto prazo, como as envolvidas no aquecimento global antropogênico.
O professor Jamie Shulmeister afirma que o estudo forneceu evidências para a sobrevivência de glaciares (geleiras) significativos nas montanhas da Nova Zelândia no final da última era do gelo - um momento em que outras áreas de gelo estavam recuando.
"Este estudo inverte as conclusões anteriores que sugeriam que as geleiras da Nova Zelândia desapareceram ao mesmo tempo que o gelo no Hemisfério Norte," disse ele.
"Nós mostramos que, quando o Hemisfério Norte começou a aquecer no final da última era glacial, as geleiras da Nova Zelândia não foram afetadas.
"Essas geleiras começaram a recuar vários milhares de anos mais tarde, quando as mudanças no Oceano Antártico levaram ao aumento das emissões de dióxido de carbono e ao aquecimento.
"Isso indica que mudanças climáticas futuras podem impactar de maneira diferente os dois hemisférios, e que as mudanças no Oceano Antártico podem ser fundamentais para a Austrália e a Nova Zelândia," explicou o pesquisador.
Ainda não há estudos comparáveis que possam avaliar o impacto das mudanças climáticas locais para regiões de mesma latitude, como a América do Sul e a África.
O IPCC - Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU - já havia admitido erros nas previsões sobre o aquecimento global em razão do uso de dados incorretos sobre sobre as geleiras do Himalaia.
A equipe australiana também descobriu que a extensão máxima das geleiras na Nova Zelândia ocorreu milhares de anos antes da máxima no Hemisfério Norte, o que demonstra que o crescimento e decrescimento das camadas de gelo não segue passo a passo nos dois hemisférios.
"As geleiras da Nova Zelândia responderam em grande parte às mudanças locais no Oceano Antártico, em vez de mudanças no Hemisfério Norte, como se acreditava anteriormente.
"Este estudo destaca a necessidade de compreender o clima regional, em vez de um modelo global do tipo solução única que se aplica a todos," disse Shulmeister.
Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Novas partículas podem ser detectadas no LHC em 2015

LHC - Imagem: Divulgação
A operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça, poderá contribuir, a partir de 2015, para a descoberta de partículas elementares ainda não observadas experimentalmente e testar teorias que ultrapassam o conhecimento da Física atual.
A avaliação foi feita por pesquisadores participantes de um evento internacional realizado nesta semana no Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo.
O objetivo do evento foi analisar e discutir os dados obtidos nos experimentos realizados no LHC nos últimos anos, quando o colisor operou com energia de 8 teraelétrons-volt (TeV) - equivalente a 8 trilhões de elétrons-volt.
Os físicos de vários países avaliaram as possibilidades de novas descobertas que poderão ser feitas a partir de 2015, quando será aumentada a intensidade dos feixes de prótons e a energia no centro de massa do maior acelerador de partículas do mundo para algo entre 13 e 14 TeV.
"Pretendemos identificar nos experimentos no LHC sinais de uma nova Física, detectando novas partículas elementares e testando hipóteses não previstas pelo Modelo Padrão," disse Mariano Quirós, pesquisador do Instituto de Física de Altas Energias (Ifae) da Universidade Autônoma de Barcelona.
Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 24 de agosto de 2014

Aparelho usa luz para detectar câncer de pele

Para cada caso de câncer de pele detectado, há cerca de 25 biópsias negativas realizadas. Este aparelho promete mudar esse quadro usando apenas luz. [Imagem: Review of Scientific Instruments/Eric Marple/EmVision LLC]
De acordo com informações colhidas no site Diário da Saúde, pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) juntaram em um único aparelho três formas de usar a luz para medir as propriedades dos tecidos da pele e detectar o câncer.
Esse novo aparelho promete reduzir o número de biópsias desnecessárias, um grande problema com que médicos e pacientes se deparam nos casos de melanoma e de outras lesões cancerígenas da pele.
Cada vez mais os médicos se voltam para a luz não apenas como ferramenta de diagnóstico, mas também como opção terapêutica.
Conforme a pele normal se torna cancerosa, os núcleos celulares se ampliam, as camadas superiores da pele podem engrossar, as células podem aumentar o consumo de oxigênio e elas podem mostrar-se desorganizadas.
Todas essas modificações alteram o modo como a luz interage com o tecido.
A combinação de três técnicas espectroscópicas comuns - espectroscopia Raman, espectroscopia de reflectância difusa e espectroscopia de fluorescência induzida por laser - em um único instrumento cria imagens mais completas e mais detalhadas de qualquer lesão da pele.
Atualmente, a única maneira definitiva de diagnosticar o câncer de pele consiste em realizar uma biópsia, na qual os médicos removem uma amostra da pele e examinam o tecido em um microscópio para procurar células cancerígenas.
A dificuldade é que determinar quais lesões exigem a análise mais detalhada de uma biópsia é uma arte muito imprecisa - para cada caso de câncer de pele detectado, há cerca de 25 biópsias negativas realizadas.
Ao revelar informações invisíveis ao olho humano, o aparelho pode melhorar o diagnóstico e eliminar muitas biópsias negativas.
Os pesquisadores começaram a testar o seu aparelho 3-em-1 em ensaios clínicos e estão fazendo parcerias com agências de financiamento e empresas para ajudar a levar o aparelho para os consultórios dos dermatologistas.
Fonte: Diário da Saúde

Segundo cientistas, aquecimento global só voltará em 15 ou 20 anos

(No alto) As temperaturas superficiais médias globais, onde os pontos pretos são médias anuais. Dois períodos de hiato são separados por um rápido aquecimento de 1976 a 1999. (No meio) Observações do conteúdo de calor, em comparação com a média, no norte do Oceano Atlântico. (Embaixo) A salinidade da água do mar na mesma parte do Atlântico.[Imagem: K. Tung/Univ. Washington]
Os climatologistas estão chamando de hiato do aquecimento global o fenômeno em que a elevação da temperatura média do planeta vem dando sinais de estabilização ou reversão desde o final do século passado, embora as mudanças climáticas sejam evidentes.
Várias são as teorias diferentes propostas para explicar essa reversão, o que inclui uma revisão para baixo das previsões, com alguns cientistas afirmando que o aquecimento global pode ser mais suave do que se temia.
Atualmente, um novo estudo sugere que um movimento massivo de calor de águas superficiais rasas para regiões profundas do Atlântico e outros mares do sul - e não do Oceano Pacífico, como muitos pesquisadores haviam previsto - pode ser o responsável por essa aparente onda de "resfriamento global".
De acordo o site Inovação Tecnológica, Xianyao Chen e Ka-Kit Tung, da Universidade de Washington, analisaram dados de boias marinhas - sensores oceanográficos que podem se mover verticalmente ao longo da coluna de água - e traçaram os caminhos que o calor tomou através dos oceanos desde a virada do século 21.
Os oceanos podem armazenar cerca de 90% do calor superficial da Terra, e os cientistas sugerem que a maior parte do excesso de calor que teria continuado a alimentar o aquecimento global está armazenado nas bacias dos oceanos Atlântico e dos outros mares do sul.
Eles também sugerem que uma mudança súbita na salinidade que coincide com a desaceleração do aquecimento global no início do século 21 pode ter provocado essa migração do calor para águas mais profundas.
Historicamente, eventos semelhantes têm tido uma duração de 20 a 35 anos, de acordo com Chen e Tung.
Consequentemente, os dois cientistas sugerem que o aquecimento global só retornará daqui a 15 ou 20 anos, quando o calor retornar das profundezas dos mares para as águas superficiais.
Com informações de Inovação Tecnológica

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Exoesqueleto dá força sobre-humana a trabalhadores

Imagem: Daewoo
Os trabalhadores que vão construir um dos maiores navios do mundo vão contar com a ajuda de exoesqueletos robóticos que os permitirão carregar peças de até 100 quilogramas (kg) como se elas não pesassem nada.
O exoesqueleto se encaixa em qualquer pessoa entre 1,60 e 1,85 metro de altura.
Os trabalhadores não sentem o peso da armação de 28 kg de fibra de carbono, ligas de alumínio e aço, uma vez que a estrutura se autossustenta e foi projetada para seguir os movimentos do trabalhador por meio de sensores.
As baterias dão ao exoesqueleto uma autonomia de 3 horas.
Quadros especiais projetados para tarefas específicas podem ser anexados à mochila, algumas passando sobre a cabeça ou os ombros do trabalhador, como no caso do pequeno guindaste mostrado na imagem.
Além de aumentar a capacidade de elevação de carga, o traje robótico ajuda os trabalhadores a manipular componentes pesados com precisão, já que as manobras são feitas como se eles estivessem manuseando um objeto virtualmente sem peso.
No estaleiro, que está sendo montado na Coreia do Sul, alguns trabalhadores já podem ser vistos vestidos com a roupa robótica, que está em fase final de testes, conduzidos pela Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering.
A empresa, um dos maiores construtores navais do mundo, afirma querer dar um salto tecnológico na sua linha de produção dando uma "força sobre-humana" aos seus trabalhadores.
A equipe está trabalhando para melhorar os protótipos para que eles possam entrar em uso regular no estaleiro, onde robôs industriais já executam uma grande parte de um sistema de montagem que é extremamente complexo.
Gilwhoan Chu, engenheiro-chefe do projeto, afirma que o teste piloto mostrou que o exoesqueleto de fato ajuda os trabalhadores a executar suas tarefas - o protótipo só podia levantar 30 kg.
Fonte: Inovação Tecnológica

Retina artificial de grafeno permite ver mais claro

A eletrônica à base de grafeno é montada em materiais flexíveis e transparentes - somente os contatos de ouro, ainda muito grossos neste protótipo, são visíveis no sensor.[Imagem: Natalia Hutanu/TUM]
Os cientistas que descobriram o grafeno - uma folha de carbono com um único átomo de espessura - ganharam o Prêmio Nobel de Física por isso.
Esse material tem sido anunciado como uma espécie de "solução milagrosa" para as mais diversas aplicações.
Afinal, além de mais fino, impossível, o grafeno é transparente, tem uma resistência à tração maior do que a do aço e conduz eletricidade melhor do que o cobre.
A lista de aplicações potenciais do grafeno é particularmente longa no campo da tecnologia médica, o que chamou a atenção de uma equipe liderada pelo Dr. Jose Garrido, incluindo pesquisadores da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), Universidade Pierre e Marie Curie (França) e da empresa Pixium Vision.
O grupo usou o grafeno para desenvolver os componentes principais de uma retina artificial finíssima, transparente e muito eficiente.
Os implantes de retina podem servir como próteses para as pessoas cegas cujos nervos ópticos ainda estão intactos.
Os implantes convertem a luz em impulsos elétricos que são transmitidos ao cérebro através do nervo óptico. Lá, a informação é transformada em imagens.
Com suas excelentes propriedades elétricas e eletrônicas, o grafeno proporcionou uma interface eficaz para a comunicação entre a retina artificial e o tecido nervoso.
Embora existam diversas abordagens para a construção dos implantes de retina, muitas vezes eles são rejeitados pelo corpo, ou os sinais transmitidos para o cérebro não são ideais.
Segundo os pesquisadores, em comparação com os materiais utilizados tradicionalmente, o grafeno tem excelente biocompatibilidade, graças à sua grande flexibilidade e durabilidade química.
Apesar dos resultados entusiasmadores, ainda não há previsão de quando os novos implantes começarão a ser testados, o que será feito inicialmente em cobaias.
Além disso, a toxicidade do grafeno ainda é uma questão em aberto, com estudos preliminares indicando que o grafeno é bom para a tecnologia, mas não para suas células.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Hubble vai estudar anéis descobertos por astrônomos brasileiros

Astrônomos brasileiros descobriram o primeiro asteroide com anéis e agora vão estudá-lo melhor usando o telescópio Hubble.[Imagem: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger]
Observações feitas por uma equipe que inclui 11 astrônomos brasileiros revelaram um sistema de anéis no asteroide Chariklo, um corpo celeste do sistema solar do tipo centauro.
Até então, os anéis só haviam sido identificados em planetas - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O trabalho foi liderado pelo pesquisador Felipe Braga-Ribas, do Observatório Nacional (ON).
Um dos anéis tem 7 quilômetros (km), e o outro 3 km de largura, e foram informalmente nomeados Oiapoque e Chuí.
Segundo os autores, ambos são densos e, em parte, compostos de água em estado sólido (gelo).
O asteroide Chariklo situa-se entre as órbitas de Saturno e Urano e foi descoberto em 1997. Com cerca de 250 quilômetros (km) de diâmetro, é o maior de sua classe.
"Os anéis são laboratórios naturais para se estudar processos dinâmicos análogos aos que ocorrem durante a formação dos sistemas planetários e galáxias", destaca o artigo.
Agora a equipe obteve concessão de tempo de uso do telescópio espacial Hubble para estudar melhor o fenômeno.
Não se sabe se anéis ao redor de pequenos corpos, como o Chariklo, devem-se a algum processo genérico, ainda desconhecido, ou refletem características excepcionais.
Com o Hubble, os pesquisadores poderão obter imagens diretas e fotometria em vários comprimentos de onda desses anéis, além de efetuar uma busca inédita e profunda de pequenos satélites, bem como de anéis de poeira de brilho tênue, ao redor de Chariklo.
As observações com o Hubble foram programadas para 2015 - duas em junho e uma em agosto.
Fonte: Inovação Tecnológica