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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Astronautas da Estação Espacial ganharão máquina de café

Café da Lavazza será feito no espaço e servido aos astronautas em saquinhos (Foto: Reprodução/YouTube/Lavazza)
Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) receberão uma máquina de café expresso concebida para superar as restrições impostas pela falta de gravidade no espaço.
A ISSpresso pesa 20 kg e será enviada à ISS neste domingo (23). Junto irá a astronauta italiana da Agência Espacial Europeia, Samantha Cristoforetti.
A máquina com cápsulas "extraterrestres" é fruto de uma colaboração entre a Argotec, uma empresa de engenharia italiana especializada na concepção de sistemas aeronáuticos e na preparação de alimentos consumíveis no espaço, e a Lavazza, uma marca italiana de café.
Com informações de: g1.com

Descoberta nova conexão entre eletricidade e magnetismo

A magnitude da eletricidade gerada e a dependência de um campo magnético externo permitirão o uso do fenômeno para detectar informações armazenadas magneticamente. [Imagem: Chiara Ciccarelli et al. - 10.1038/nnano.2014.252]
 Bombeamento de carga
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um novo elo entre o magnetismo e a eletricidade que pode ter aplicações em eletrônica.
Eles demonstraram que é possível gerar uma corrente elétrica em um material magnético simplesmente rotacionando sua magnetização.
O fenômeno, chamado "bombeamento de carga", produz uma corrente alternada de alta frequência.
A geração e a modulação de correntes de alta frequência são elementos centrais nos aparelhos de comunicações via rádio, como telefones celulares, redes Wi-Fi, Bluetooth, e também estão sendo incluídas nos radares desenvolvidos para os carros sem motoristas.
O novo comportamento é um espelho da magnetoeletricidade, descoberta em 2010, na qual as propriedades magnéticas de um material podem ser controladas por um campo elétrico externo.
Spintrônica
Segundo a equipe, a magnitude da eletricidade gerada e a dependência de um campo magnético externo permitirão o uso do fenômeno para detectar informações armazenadas magneticamente.
O fenômeno poderá ser útil na transferência e manipulação de dados na spintrônica, uma tecnologia que armazena e processa dados usando o spin de elétrons individuais como bits.
A spintrônica vem sendo explorada no armazenamento de dados desde a descoberta da magnetorresistência gigante, em 1988, premiada com o Nobel de Física em 2007.
"O fenômeno é um resultado de uma ligação direta entre a eletricidade e o magnetismo," diz o professor Arne Brataas. [Imagem: Cortesia Arne Brataas/Gemini]
Ligação direta entre a eletricidade e o magnetismo
Já se sabe há algum tempo que rotacionar a magnetização em um material magnético pode gerar correntes de spin puras em condutores colocados juntos ao magneto - correntes de spin puras são correntes em direções opostas formadas por elétrons com spins para cima e para baixo, respectivamente.
Entretanto, não é possível detectar essas correntes de spin com um voltímetro comum porque elas são canceladas pelo fluxo de carga associado - a corrente comum de cargas elétricas - seguindo na mesma direção.
Por isso é necessário um elemento adicional, como um outro ímã ou uma forte interação spin-órbita, o que gera um efeito Hall de spin.
O que a equipe descobriu agora é que, em uma classe especial de materiais ferromagnéticos, a conversão spin-carga ocorre dentro do mesmo material, eliminando a necessidade do elemento secundário e viabilizando o aproveitamento prático do fenômeno.
Em termos simples, o material ferromagnético funciona como gerador de corrente alternada induzida pela rotação da magnetização - em termos menos simples, o material converte diretamente a corrente de spin em corrente de carga por meio da interação spin-órbita.
"O fenômeno é um resultado de uma ligação direta entre a eletricidade e o magnetismo. Ele abre a possibilidade de técnicas de detecção em nanoescala de informações magnéticas e a geração de correntes alternadas de frequências muito altas," disse Arne Brataas, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Composto do café previne obesidade e doenças associadas

Outros estudos já haviam indicado o papel positivo do ácido clorogênico na prevenção do diabetes. [Imagem: Wikimedia]
Um composto químico presente no café pode ajudar a evitar alguns dos efeitos prejudiciais da obesidade.
O ácido clorogênico, ou ACG, reduziu significativamente a resistência à insulina e a acumulação de gordura no fígado de animais de laboratório que foram alimentados com uma dieta rica em gordura para induzir-lhes à obesidade.
"Estudos anteriores demonstraram que o consumo de café pode reduzir o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2 e doença cardiovascular," disse Yongjie Ma, da Universidade da Geórgia (EUA).
"Nosso estudo expande esta pesquisa analisando os benefícios associados a este composto específico, que é encontrado em grande abundância no café, mas também em outras frutas e vegetais como maçãs, peras, tomates e mirtilos," acrescenta Ma.
Além do ganho de peso, a obesidade tem como efeitos colaterais comuns o aumento da resistência à insulina e a acumulação de gordura no fígado. Sem tratamento, estes distúrbios podem levar à diabetes e à deterioração da função hepática.
Para testar os efeitos terapêuticos do ácido clorogênico, os pesquisadores alimentaram um grupo de cobaias com uma dieta rica em gordura durante 15 semanas, além de injetar-lhes uma solução de ácido clorogênico duas vezes por semana.
Eles descobriram que o ACG não só foi eficaz na prevenção do ganho de peso, mas também ajudou a manter os níveis de açúcar no sangue normais e a composição do fígado saudável, sem acúmulo de gordura.
Mas a equipe é rápida em apontar que o ácido clorogênico não é uma panaceia. Uma dieta adequada e exercícios físicos regulares ainda são os melhores métodos para reduzir os riscos associados à obesidade.
Além disso, os camundongos receberam uma dose elevada de ACG, muito maior do que um ser humano poderia absorver através do consumo regular de café ou uma dieta rica em frutas e legumes.
No entanto, os pesquisadores acreditam que o ácido clorogênico pode se tornar a base de um tratamento para aqueles que precisam de uma ajuda extra. Eles planejam realizar mais pesquisas para desenvolver uma formulação otimizada especificamente para o consumo humano.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 18 de novembro de 2014

NASA mostra impactos de asteroides na Terra através de mapa

Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite. [Imagem: Planetary Science]
Foi divulgado pela NASA um mapa que mostra impactos de asteroides na Terra.
Quase todos eles eram de pequeno porte, entre 1 e 20 metros de diâmetro, gerando apenas um meteoro (o fenômeno luminoso, também conhecido como estrela cadente) sem que nenhum meteorito chegasse ao solo, pelo fato de desintegrarem-se ao entrar em contato com a atmosfera.
Estão disponíveis no mapa os dados de 1994 a 2013, totalizando 556 eventos - o mapa não cobre todos os impactos de asteroides contra a atmosfera da Terra, mas apenas aqueles detectados pelos sistemas de rastreamento.
Os impactos distribuem-se aleatoriamente ao redor de todo o globo, com poucas áreas menos atingidas - como o Brasil, conforme revelam os dados.
Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite.
Em ambos os casos a dimensão do ponto é proporcional ao brilho do meteoro, a energia óptica irradiada, medida em bilhões de Joules, que é então convertida em energia total do impacto.
Por exemplo, o menor ponto representado no mapa equivale a 1 bilhão de Joules (1 GJ), que pode ser expressa em termos de uma energia de impacto de 5 toneladas de dinamite. Da mesma forma, os pontos representando 100, 10.000 e 100.000 GJ correspondem a energias de impacto de 300, 18.000 e 1.000.000 de toneladas de dinamite, respectivamente.
O maior evento registrado em todo o período corresponde ao meteoro de Chelyabinsk, que explodiu sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013, com uma energia calculada entre 440.000 e 500.000 toneladas de dinamite - calcula-se que o asteroide tinha cerca de 20 metros de diâmetro, sendo o maior registrado no mapa.
Com informações de Inovação Tecnológica

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ocorrência de raios no mundo pode aumentar em 50% devido mudança do clima

Temperatura maior pode causar tempestades elétricas mais explosivas (Foto: Arquivo Pessoal/ Jéferson Alves)
Cientistas americanos, publicaram na revista "Science", uma pesquisa que sugere que as mudanças climáticas farão crescer a ocorrência de raios em 50% até o fim deste século. A análise é baseada em medições de precipitação e flutuabilidade das nuvens, aplicadas a 11 diferentes modelos climáticos que estimam a elevação da temperatura no planeta até 2100.
"Com o aquecimento, as tempestades elétricas ficarão mais explosivas", afirmou à France Presse o climatologista David Romps, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"O aquecimento aumenta a concentração de vapor d'água na atmosfera e, se você tem mais combustível em volta, quando a ignição ocorre, pode ser das grandes", comparou.
Trabalhos anteriores mostraram estimativas de como os relâmpagos seriam afetados pelo aumento das temperaturas usaram técnicas indiretas, sem ligação direta com as precipitações. O resultado foi uma faixa variando de 5% a 100% mais raios para cada grau Celsius de elevação.
A pesquisa atual se baseia na energia disponível para fazer subir o ar na atmosfera, combinada com as taxas de precipitação. A energia potencial disponível para convecção (ou Cape, na sigla em inglês) é medida por radiossondas, instrumentos colocados a bordo de balões meteorológicos. "A Cape é uma medida de quão potencialmente explosiva está a atmosfera", explica Romps. "Nós achamos que o produto da precipitação e a Cape ajudariam a prever (a ocorrência de) raios", continuou.
Eles usaram dados do Serviço Meteorológico dos Estados Unidos para descobrir que é possível prever 77% da incidência da descarga elétrica conhecendo as taxas de precipitação e o método Cape.
Os cientistas descobriram, quando os parâmetros foram aplicados nos modelos climáticos, que cada grau Celsius a mais na média global da temperatura do ar pode representar cerca de 12% mais quedas de raios. Se as temperaturas aumentarem quatro graus Celsius até o fim do século, isto representaria um aumento de quase 50% na queda de raios.
Mais raios aumentam os riscos para as pessoas - que são feridas ou até mesmo mortas quando atingidas - e ainda podem causar um efeito devastador em florestas e espécies animais e vegetais. Uma maior ocorrência de descargas provocaria mais incêndios em áreas de mata seca, matando aves e outras criaturas silvestres, e ameaçando quem vive perto.
O Brasil ocupa o primeiro lugar na incidência de raios, com 57,8 milhões de ocorrências por ano, seguido pela República Democrática do Congo, com 43,2 milhões, pelos Estados Unidos, com 35 milhões, pela Austrália, com 31,2 milhões, China, com 28 milhões e Índia, com 26,9 milhões. Os dados são do Grupo de Eletricidade Atmosférica, o Elat, núcleo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Com informações de G1.com/cienciaesaude

domingo, 16 de novembro de 2014

Identificado novo asteroide que ameaça a Terra

Batizado como 2014 UR116, tamanho do asteroide é calculado em 370 metros, com uma órbita pouco estável. [Imagem: Divulgação/AEB]
Astrônomos russos anunciaram a descoberta de mais um asteroide em possível rota de colisão com a Terra.
O tamanho do asteroide é calculado em 370 metros, o que significa que é 20 vezes maior do que o meteorito Chelyabinsk, que atingiu a região da Sibéria em fevereiro de 2013. Por causa de sua dimensão, o 2014 UR116 está incluído na lista de "potencialmente perigosos".
Batizado como 2014 UR116, o corpo celeste cairia no continente europeu, mas sem uma data ainda precisa.
Segundo os astrônomos, é ainda impossível determinar a data de uma possível colisão com a Terra, uma vez que o asteroide foi descoberto apenas recentemente. Além disso, as órbitas desses corpos celestes costumam mudar de curso muitas vezes. Os cientistas russos garantem, no entanto, não haver risco para o planeta pelos próximos dois anos.
Este é o terceiro asteroide deste tipo descoberto pela rede russa de telescópios robóticos Máster, que opera desde 2010. Os outros dois, 2013 UG1 e 2013 SW24, têm tamanhos de 250 e 125 metros, respectivamente.
Os asteroides potencialmente perigosos também são monitorados pelo Escritório Ambiental de Meteoroides (MEO), da agência espacial norte-americana (NASA). O órgão calcula suas órbitas, velocidade, profundidade de penetração na atmosfera da Terra e muitas outras características.
Segundo o Escritório, neste mês quatro asteroides monitorados passarão pelo trajeto da Terra, sem riscos de colisão.
O mais próximo é o 2014 UD192, com 29 metros de diâmetros e que passou no domingo (9) a 3,1 LDs (Distância Lunar, equivalente a 384,401 Km, a distância entre a Terra e a Lua).
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Descanso mental reforça memória e aprendizado futuro

Os resultados têm grande impacto para estudantes e profissionais que precisam capturar e reter informações rapidamente. [Imagem: Jeff Luci]
Descansar a mente, deixando-a vagar em um devaneio, ajuda a fortalecer as memórias de eventos recentes e reter informações adquiridas recentemente.
A novidade é que, mais do que isso, o descanso adequado ajuda a aumentar o aprendizado futuro.
Os pesquisadores mostraram que o tipo certo de descanso mental reforça e consolida as memórias de tarefas recentes de aprendizagem e estabelece conexões que facilitam aprender coisas novas.
Margaret Schlichting e Alison Preston, da Universidade do Texas em Austin (EUA) deram aos voluntários do estudo duas tarefas de aprendizagem em que os participantes deviam memorizar diferentes séries de pares de fotografias associadas.
Entre as tarefas, os participantes descansavam e podiam pensar em qualquer coisa que escolhessem.
Mas exames cerebrais revelaram que aqueles que usaram esse tempo para refletir sobre o que tinham aprendido no início do dia se saíram melhor nos testes que fizeram a seguir sobre o que haviam aprendido.
Além disso, esses participantes absorveram melhor informações que lhes foram fornecidas mais tarde, mesmo que estas fossem apenas vagamente relacionadas com o que haviam aprendido mais cedo.
"Nós mostramos pela primeira vez que a forma como o cérebro processa a informação durante o repouso pode melhorar a aprendizagem futura," disse Preston. "Nós acreditamos que revisar as memórias durante o repouso torna essas memórias mais fortes, não apenas afetando o conteúdo original, mas impactando as memórias que estão por vir.
Até agora, os cientistas assumiam que as memórias anteriores são mais susceptíveis de interferir negativamente com um novo aprendizado porque produziriam uma espécie de "engarrafamento" nos processos cerebrais.
Este novo estudo mostra que, pelo menos em algumas situações, o oposto é que é verdadeiro.
"Nada acontece de forma isolada," defende Preston. "Quando você está aprendendo algo novo, você traz à mente todas as coisas que você sabe que estão relacionadas a essa nova informação. Ao fazer isso, você incorpora a nova informação em seu conhecimento existente."
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Moléculas são manipuladas com as mãos

A palavra Jülich foi criada retirando as moléculas de uma camada de polímero.[Imagem: Forschungszentrum Jülich]
Construindo com moléculas
Pesquisadores alemães criaram um sistema de visualização acoplado a uma técnica de microscopia que permite manipular moléculas individuais usando as mãos.
"Esta técnica torna possível pela primeira vez remover grandes moléculas orgânicas de suas estruturas e colocá-las em outro lugar de uma forma controlada," disse o Dr. Ruslan Temirov, da Universidade Jülich.
A técnica é mais um passo rumo ao objetivo de montar estruturas de baixo para cima, colocando as moléculas no lugar uma a uma, como se constrói uma parede assentando os tijolos.
Microscopia manual
Usando técnicas de rastreamento de movimento, os pesquisadores acoplaram o movimento das mãos do operador diretamente a um microscópio eletrônico de rastreamento, cuja ponta finíssima consegue manipular moléculas e átomos diretamente.
Com uma ampliação de cinco milhões de vezes, os movimentos relativamente grotescos das mãos humanas ganham a delicadeza e a precisão para manipular as moléculas individualmente, criando um sistema de manipulação molecular.
"Um movimento da mão de cinco centímetros faz a finíssima agulha do microscópio de rastreamento mover-se apenas um angstrom [0,1 nanômetro] sobre a amostra. Isto corresponde ao raio típico de um átomo ou ao comprimento das ligações entre as moléculas," disse Temirov.
Um movimento de 5 cm da mão do operador é traduzido para 1 angstrom, equivalente a 0,1 nanômetro. [Imagem: Forschungszentrum Jülich]
Nanomecânica
É necessário algum treino para manipular o sistema. Segundo Temirov, as primeiras tentativas consumiram 40 minutos para mover uma única molécula. Com a prática, os estudantes conseguem agora manipular uma molécula a cada 10 minutos.
Foram necessários quatro dias para que a equipe removesse 47 moléculas para criar a palavra Jülich em uma camada monoatômica de um polímero. Felizmente é fácil corrigir erros, bastando pegar a molécula movida incorretamente e recolocá-la no lugar.
Segundo a equipe, o experimento está sendo importante para automatizar a tarefa de guiar o processo de montagem molecular.
"No futuro, computadores que aprendem vão cuidar da manipulação complexa de moléculas. Nós estamos agora desenvolvendo a intuição para a nanomecânica que é tão essencial para esse objetivo usando nosso novo sistema de controle, e fazendo isto literalmente com as próprias mãos," disse o Christian Wagner, membro da equipe.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

Homens agressivos e mulheres meigas são mito da sociedade urbana

A percepção de que os machos devem parecer mais agressivos aumentou com a urbanização.[Imagem: Brunel University]
Em um mundo de ídolos de TV e cinema é fácil supor que os seres humanos querem que seus homens sejam viris e suas mulheres meigas e delicadas.
Mas um estudo inédito destaca que, em vez de ser uma preferência transmitida através de um longo processo de seleção social e sexual, esses papéis de gênero são um hábito relativamente novo, que só surgiu nas sociedades modernas urbanizadas.
Mito urbano
Uma equipe de psicólogos, antropólogos e biólogos, sediados na Universidade Brunel de Londres, pesquisou 12 populações ao redor do mundo, de tribos primitivas a grupos "altamente desenvolvidos" típicos da sociedade ocidental.
Surpreendentemente, apenas nos ambientes mais industrializados e urbanizados as pessoas têm a opinião de que mulheres altamente femininas e bem-vestidas e homens altamente masculinos são atraentes.
"Nós mesclamos digitalmente rostos masculinos e femininos a partir de fotografias de pessoas para descobrir o que as pessoas preferem," explica o professor Andrew Clark.
"Nós descobrimos que pessoas de pequenas sociedades menos desenvolvidas não colocam a mesma ênfase na 'tipicidade de sexo', isto é, sobre as mulheres altamente femininas e homens altamente masculinos. Na verdade, elas muitas vezes preferem faces neutras, e algumas vezes as faces menos típicas dos sexos," revela ele.
A equipe também descobriu que a percepção de que os machos devem parecer mais agressivos aumentou com a urbanização.
"Estes dados desafiam a teoria de que características exageradas específicas do sexo foram importantes para a seleção social e sexual em ambientes ancestrais," acrescentou o Dr. Clark. "As preferências por rostos típicos de cada sexo são um fenômeno novo de ambientes modernos. Provavelmente não é uma linha consistente na história da humanidade."
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Orégano ajuda a diminuir consumo de sal

Mesmo quem preferia pão bem salgado, passou a preferir o pão com menos sal quando foi adicionado orégano em sua preparação.[Imagem: Marcos Santos/USP]
Pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta que promete ajudar não apenas os hipertensos, mas também as pessoas com pressão normal arterial a controlarem seu consumo de sal.
"Nós conseguimos comprovar cientificamente uma recomendação culinária comum que ouvimos no dia a dia: a de substituir o sal por temperos como orégano ou ervas finas," disse Patrícia Teixeira Villela, da USP em Ribeirão Preto (SP).
Enquanto a ingestão diária máxima de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de até 5 gramas, no Brasil o consumo diário de sal pode chegar a 12 gramas.
Sal no pão
Patrícia testou a inclusão do orégano no pão francês. Os testes foram realizados em 4 grupos, compostos, cada um, por cerca de 30 pessoas (homens e mulheres): idosos hipertensos, idosos normotensos, jovens hipertensos e jovens normotensos.
O primeiro tipo de pão avaliado era semelhante ao produzido na padaria: com teor de sal de 1,8%. O segundo tipo de pão tinha uma quantidade inferior de sal: 1,2%; e o terceiro tipo tinha uma quantidade maior de sal: 2,4%.
"Os hipertensos, tanto idosos como jovens, preferiram o pão com maior teor de sal", conta a pesquisadora, ressaltando que não é possível concluir se a pessoa ficou hipertensa porque come muito sal ou se ela come muito sal porque é hipertensa. "O que se sabemos é que o número de botões presentes nas papilas gustativas [responsáveis pelo reconhecimento do sabor das diferentes substâncias] diminuem conforme a idade", diz.
Orégano no pão
Para o segundo experimento, os pães foram fabricados com os 3 teores de sal mas, desta vez, a pesquisadora adicionou orégano durante a fabricação.
A maioria dos participantes hipertensos passou a preferir o pão com orégano com teor de sal igual ao pão de padaria (1,8%). Os normotensos - com pressão arterial normal -, que no primeiro experimento escolheram o pão da padaria, passaram, no segundo experimento, a gostar mais do pão de orégano com menos sal (1,2%).
A ideia inicial da pesquisadora era utilizar vários tipos de temperos, como alho, cebola, alecrim e coentro moído, mas os padeiros a convenceram a utilizar apenas o orégano. "Trata-se de um tempero mais comum e a aceitação seria maior e não interferiria no crescimento e consistência do pão, o que poderia influenciar na escolha dos participantes," relata ela.
Fonte: Diário da Saúde