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Ciência e Tecnologia

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Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

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Notícias de Altaneira

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?

Este gráfico, do Big Bang ao presente, resume todo o saber atual sobre a história do nosso Universo. [Imagem: NASA/WMAP]
Dúvidas científicas
Quando ouve falar de como o Universo foi criado - Big Bang, expansão, idade do Universo e tudo o mais - você tem a impressão de estar às voltas com fatos e fenômenos inquestionáveis?
Talvez não seja ainda o momento para ser tão otimista com nossas teorias - algumas delas, a propósito, meramente hipóteses.
Senão, vejamos.
Idade do Universo
Um dos feitos mais comemorados no campo da Astrofísica no século passado foi a descoberta de que a idade do Universo é praticamente a mesma, fosse ela medida pela idade das estrelas mais antigas, fosse ela estimada de uma forma totalmente diferente, pela recessão das galáxias.
Os dois métodos resultaram em tempos muito longos, na casa dos bilhões de anos, aparentemente dando uma confirmação tranquilizadora de que ambos provavelmente estão no caminho certo.
Mas só aparentemente, porque os dois valores não eram idênticos e os cientistas rapidamente perceberam uma discrepância crucial: as estrelas mais antigas que os novos telescópios começavam a captar eram simplesmente mais velhas do que o próprio Universo.
Eles trabalhavam em refinamentos nas medições e em novos modelos para resolver esta contradição quando, em 1998, descobriu-se a aceleração cósmica, mostrando que o Universo era, na verdade, muito mais antigo do que se pensava, e, vindo bem a calhar, era mais velho do que as estrelas mais antigas.
Mas permaneceu um enigma.
Primeiro enigma
O movimento do Universo é governado pela matéria, cuja gravidade tende a retardar a expansão, e pela aceleração, que tende a aumentar a expansão. Como a densidade média da matéria no Universo cai constantemente à medida que o Universo incha, com o tempo essa densidade tem um valor cada vez menor.
Curiosamente, hoje ela parece ter quase exatamente o mesmo valor (quando expressa nas mesmas unidades) que o parâmetro de aceleração.
Por quê? Ainda não se sabe.
Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?
Da mesma forma, não sabemos tudo sobre a gravidade. [Imagem: Sandbox Studio/Ana Kova]
Segundo enigma
E não é tudo: Há também um segundo enigma.
O valor teórico do parâmetro de aceleração pode ser praticamente qualquer coisa; na verdade, cálculos fundamentais de mecânica quântica sugerem que ele deveria ser muito maior do que é. Por que ele resulta tão pequeno quando o medimos é um mistério.
Chega de enigmas nas teorias e explicações que você julgava tão definitivas?
Ainda não: Acaba de surgir mais um.
Terceiro enigma
Arturo Avelino e Bob Kirshner, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos EUA, acabam de publicar um artigo chamando a atenção para mais um enigma na nossa já tão esburacada teoria cosmológica.
O Universo não se expande a uma taxa constante que seja a combinação desses dois fatores (retardamento pela gravidade e aceleração pela expansão). Nos primeiros nove bilhões de anos da evolução cósmica, a contração dominava e o Universo gradualmente diminuía sua expansão.
Contudo, como a importância relativa da aceleração cósmica cresce com o tempo, durante os últimos cinco bilhões de anos a aceleração tem dominado, e o Universo acelerou sua expansão.
Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?
Grande parte das esperanças dos astrofísicos está na busca por explicações sobre o que é a Matéria Escura. [Imagem: NASA]
Curiosamente, hoje o Universo parece estar da mesma forma que teria se estivesse sempre se expandindo, de forma constante a uma taxa constante - a taxa necessária para evitar um re-colapso final, geralmente referido como Big Crunch, em oposição ao Big Bang.
Por quê? Respostas são bem-vindas.
Pesquisas observacionais
Embora este terceiro enigma soe como bastante semelhante ao enigma original, os dois astrofísicos ressaltam que este é de fato diferente: Estamos vivendo (aparentemente) em uma época privilegiada - os outros enigmas não têm essa implicação.
Ainda não se conhecem explicações para esses enigmas. Se estamos dando voltas em nossas teorias, perdidos em tautologias ou matemáticas que simplificam demais a realidade é algo ainda por descobrir.
Podem existir tipos específicos de partículas elementares ainda desconhecidas, sugere a dupla, que poderiam nos dar respostas ou indicar caminhos, mas por agora a única coisa que é certa é que precisamos de mais pesquisas observacionais para que as hipóteses e teorias possam passar pelo crivo frio dos fatos.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

domingo, 18 de setembro de 2016

Carne vermelha todo dia faz mal? Mas que mal especificamente?

churrasco apresenta riscos adicionais devido aos elementos mutagênicos criados durante o preparo. E as carnes industrializadas são cancerígenas, segundo a OMS.[Imagem: Heather Luis/USDA]
Tem crescido vertiginosamente o número de pesquisas científicas envolvendo o consumo excessivo de carnes, sobretudo carnes vermelhas.
Nesses estudos, tem sido consenso entre os pesquisadores que comer carne todos os dias é demais, que nosso corpo não precisa de tanta proteína e que, de forma mais incisiva, esse excesso de consumo de carne pode na verdade fazer mal à saúde.
Mas quais males pode causar comer carne todos os dias?
Esta foi a pergunta que se propôs responder uma equipe liderada pela Dra Alicja Wolk, do Instituto de Medicina Ambiental da Suécia.
Para encontrar as respostas, a equipe efetuou a chamada revisão sistemática, uma técnica de pesquisa que reúne todos os estudos científicos já publicados sobre o assunto e os coloca sob um mesmo crivo metodológico, descartando aqueles que não são significativos ou apresentam algum outro tipo de deficiência que impeça a comparação dos seus dados.
Veja alguns dos principais resultados da consolidação dos estudos científicos feitos até agora sobre o consumo de carne.
O consumo médio de 100 gramas de carne vermelha não processada (não industrializada) por dia mostrou-se associado com as seguintes elevações de risco à saúde:
  • 19% para câncer da próstata avançado
  • 17% para câncer colorretal
  • 15% para mortalidade cardiovascular
  • 11% para AVC e câncer de mama
O consumo médio de 50 gramas de carne vermelha processada (industrializada) por dia mostrou-se associado com as seguintes elevações de risco à saúde:
  • 32% para diabetes
  • 24% para mortalidade cardiovascular
  • 19% para câncer de pâncreas
  • 18% para câncer colorretal
  • 13% para acidente vascular cerebral
  • 9% para câncer de mama
  • 8% para a mortalidade por câncer
  • 4% para o câncer de próstata de qualquer tipo
Desta forma, não é à toa que alguns países já inseriram em seus programas de saúde pública novas orientações dietéticas que recomendam limitar o consumo de carne vermelha, seja natural, seja industrializada.
Os resultados desta meta-análise foram publicados pela revista médicaJournal of Internal Medicine (10.1111/joim.12543).
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 10 de setembro de 2016

Até que idade você quer viver?

Cerca de 17% das pessoas não gostariam de chegar até os 80 anos que as estatísticas dizem que elas deverão viver. [Imagem: MSPH/Columbia University]
Por mais surpreendente que pareça, nem todas as pessoas gostariam de viver muito: é grande o número daquelas que dizem preferir morrer antes do que sua expectativa de vida indica.
O professor Vegard Skirbekk, da Universidade de Colúmbia (EUA), decidiu investigar o quanto pessoas jovens e de meia-idade diziam querer viver e então comparou os resultados com uma série de características pessoais.
Não houve nenhuma indicação de que preferir uma vida mais curta ou mais longa do que a expectativa média de vida tenha qualquer relação com idade, sexo ou educação.
Os resultados mostraram que mais de 1 em cada 6 pessoas preferiria morrer com menos de 80 anos de idade, portanto antes de chegar à expectativa média de vida.
Os 1.600 participantes tinham 42 anos de idade em média (entre 18 e 64 anos), metade eram mulheres e 33% tinham nível universitário de educação.
A equipe constatou que um terço das pessoas (33%) prefere uma expectativa de vida na faixa dos oitenta anos, aproximadamente igual à esperança média de vida.
Cerca de um quarto (25%) preferiria viver até os 90 anos, enquanto outros 25% gostariam de viver até 100 anos ou mais - os dois grupos com expectativas além da expectativa média de vida.
Mas intrigantes 17% não gostariam de chegar até os 80 anos que as estatísticas dizem que eles deverão viver.
Ao ajustar os resultados em relação ao nível de felicidade geral relatado por cada voluntário, os pesquisadores constataram que ter expectativas menos positivas sobre a velhice explica essa preferência por morrer mais jovem.
"Para muitos, parece que o medo de se tornar velho pode superar o medo de morrer," observou o professor Skirbekk.
Os resultados foram publicados revista Ageing and Society.
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 4 de setembro de 2016

Wi-Fi a laser é 20 vezes mais rápido

O nanocristal de perovskita transforma luz azul em luz branca em uma velocidade inalcançável com os LEDs tradicionais. [Imagem: KAUST/2016]
Logo poderemos usar a iluminação dos ambientes para suprir nossas necessidades de conectividade sem fios - graças a uma nova forma de geração de luz branca que torna a transferência de dados até 20x mais rápida.
Wi-Fi e Bluetooth são tecnologias bem estabelecidas, mas há várias vantagens em reduzir o comprimento de onda das ondas eletromagnéticas usadas para a transmissão de informações - por exemplo, passar das ondas de rádio para as ondas de luz visível.
A chamada comunicação por luz visível (CLV) usa partes do espectro eletromagnético que não são regulamentadas e é potencialmente mais eficiente em termos energéticos. A técnica oferece também uma maneira de combinar a transmissão de informações com as tecnologias de iluminação ambiente e das telas de TV e monitores de computador.
Para isso, é fundamental domar a luz branca emitida por diodos emissores de luz (LEDs). Os LEDs brancos são geralmente fabricados combinando um diodo que emite luz azul com fósforo, que transforma parte dessa radiação em luz vermelha e verde, e a junção de todas finalmente produz a luz branca.
No entanto, esse processo de conversão não é suficientemente rápido para alcançar a velocidade com que o LED pode ser ligado e desligado - ou piscar de forma imperceptível para os olhos humanos, de forma que possa suprir a iluminação normal e transmitir informações.
Uma solução para essa deficiência foi desenvolvida agora por Ibrahim Dursun e colegas da Universidade Rei Abdullah, na Arábia Saudita.
Dursun desenvolveu um material nanocristalino - cristais na faixa dos nanômetros - que gera luz branca a partir da luz azul com grande velocidade.
O material, que pertence à classe das perovskitas, forma nanocristais de cerca de oito nanômetros de diâmetro em um processo simples, baseado em uma solução dos componentes. Quando esses nanocristais são iluminados por uma luz laser azul, eles emitem uma luz branca quente.
O processo óptico de conversão ocorre em cerca de sete nanossegundos, o que permite modular a emissão óptica com uma frequência de 491 megahertz, 40 vezes mais rápido do que é possível utilizando os LEDs normais, e transmitir dados a uma taxa de 2 Gigabits por segundo.
Embora haja uma expectativa de que os lasers semicondutores venham a substituir os LEDs brancos no futuro, os nanocristais criados pela equipe têm um senão importante: eles contêm chumbo, um metal com limitações legais na maior parte dos países. Mas a demonstração do processo em uma perovskita abre o caminho para a sintetização de outros cristais com elementos menos problemáticos.
Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Exoplaneta "habitável" encontrado na estrela mais próxima

Impressão artística do céu visto da superfície do exoplaneta Proxima b. Sua estrela tem um tom avermelhado, podendo-se ver também a estrela dupla Alfa Centauro AB. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]
Astrônomos acabam de descobrir um planeta orbitando a estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro, que está a 4,22 anos-luz de nós.
Designado preliminarmente por Próxima b, o planeta é rochoso, com uma massa pouco superior à da Terra, e encontra-se na chamada zona habitável, a distância da sua estrela que garante uma temperatura adequada para a existência de água líquida em sua superfície - se lá houver água.
A estrela Próxima Centauro é uma anã vermelha, bastante fria, portanto fraca demais para ser observada a olho nu - por telescópios, ela é visível sobretudo a partir do Hemisfério Sul. Ela está na constelação do Centauro, perto do par de estrelas muito mais brilhante conhecido como Alfa Centauro AB.
Em 2012, já havia sido encontrado um exoplaneta em Alfa Centauro, considerado até agora o planeta extrassolar mais próximo de nós.
Devido ao grande interesse em encontrar o exoplaneta mais próximo da Terra, a Próxima Centauro vem sendo observada regularmente por astrônomos do Observatório ESO, usando o espectrógrafo HARPS, montado em um telescópio de 3,6 metros em La Silla, no Chile - o HARPS mede a velocidade radial da estrela, que varia ligeiramente pela influência gravitacional dos seus planetas.
Exoplaneta
Outra visualização artística do exoplaneta mais próximo da Terra: Próxima b. [Imagem: ESO/G. Coleman]
Em determinadas épocas, Próxima Centauro se aproxima da Terra com uma velocidade de cerca de 5 km/hora - a velocidade normal de caminhada de um ser humano - e em outras se afasta à mesma velocidade. Esse padrão regular de variação nas velocidades radiais repete-se com um período de 11,2 dias. Uma análise cuidadosa dos minúsculos desvios Doppler resultantes mostrou que estes desvios indicam a presença de um planeta com uma massa de pelo menos 1,3 vez a massa da Terra, orbitando a cerca de 7 milhões de km de Próxima Centauro - apenas 5% da distância Terra-Sol.
Embora o planeta Próxima b orbite sua estrela muito mais próximo do que Mercúrio do Sol, sua estrela é muito menos brilhante e mais fria que o Sol, o que faz com que Próxima b se situe dentro da zona habitável, com uma temperatura superficial estimada que permite a presença de água líquida. Por outro lado, as condições na superfície do exoplaneta podem ser fortemente afetadas pelas erupções de raios ultravioleta e de raios X da estrela, que são muito mais intensas que as sentidas na Terra vindas do Sol.
"Os primeiros indícios da existência de um possível planeta em torno de Próxima Centauro foram observados em 2013, no entanto a detecção não foi convincente. Desde essa época temos trabalhado arduamente de modo a obter mais observações a partir do solo com a ajuda do ESO e outras instituições. Preparamos a campanha Pálido Ponto Vermelho por cerca de dois anos," conta o astrônomo Guillem Anglada, da Universidade Rainha Maria, de Londres.
O nome da campanha - Pálido Ponto Vermelho - é uma referência à famosa expressão "Pálido Ponto Azul", de Carl Sagan, astrônomo que inspirou a NASA a virar a sonda espacial Voyager 1 para trás em 1990, para que ela fotografasse os planetas que havia visitado - na foto, a Terra foi descrita por Sagan como um pálido ponto azul.
Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vírus é mais perigoso pela manhã

Alguns vírus enganam o sistema imunológico, mas tudo parece ser mais perigoso pela manhã.[Imagem: Paolo Zanotto]
Vírus são mais perigosos quando infectam suas vítimas pela manhã do que à tarde ou à noite.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) descobriram que os vírus têm 10 vezes mais sucesso em adoecer a sua vítima se a infecção tiver início pela manhã.
Os estudos com animais também mostraram que quem está com o relógio biológico desajustado - algo que no ser humano pode ser provocado por jornadas de trabalho em turnos diferentes ou jet lag - está sempre mais vulnerável a infecções.
As descobertas podem ajudar a reforçar o combate a pandemias, orientando as pessoas sobre os horários mais críticos em que devem buscar medidas de prevenção extras.
Tudo parece se dever à atuação do relógio biológico interno do corpo, que torna o organismo mais ativo pela manhã. Cerca de 10% dos genes - as instruções para gerenciar o corpo humano - mudam durante o dia sob controle do relógio biológico.
Os vírus - ao contrário das bactérias e parasitas - são completamente dependentes de sua capacidade de "sequestrar" o mecanismo interno das células para se replicar. Mas essas células mudam muito como parte desse padrão de 24 horas conhecido como relógio biológico, que influencia, por exemplo, o funcionamento do nosso sistema imunológico e a liberação de hormônios.
Contato com vírus pela manhã é mais perigoso
Recentemente cientistas japoneses descobriram como ler as horas do relógio biológico. [Imagem: PNAS]
No estudo, camundongos foram infectados com o vírus influenza, que causa a gripe, ou com o vírus da herpes. Os animais infectados durante a manhã apresentaram níveis virais 10 vezes maiores do que aqueles infectados durante a noite. Apesar de terem sido usados apenas dois tipos de vírus no estudo, eles são muito diferentes - um é vírus de DNA e o outro de RNA -, o que sugere que o princípio se aplica a um grande número de vírus.
Os vírus que chegavam mais tarde falharam em um processo que, metaforicamente, pode ser explicado como se eles estivessem tentando fazer operários reféns dentro de uma fábrica depois que o turno dos operários tivesse terminado. Quando os pesquisadores forçaram os animais a ritmos de vida artificiais, que atrapalhavam seu relógio biológico, eles se tornaram igualmente mais suscetíveis à infecção.
"Há uma grande diferença", disse o professor Akhilesh Reddy. "O vírus precisa de todo o aparato disponível na hora certa (para ser eficaz), mas uma pequena infecção pela manhã pode se desenvolver mais rapidamente e se espalhar pelo corpo. Em uma pandemia, ficar em casa durante o dia pode ser importante (para) salvar vidas. Se os testes comprovarem a hipótese, isso pode ter um grande impacto."
O estudo foi publicado na revista científica Pnas, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fusão de fótons: Como transformar luz verde em azul

Conversão ascendente de fótons: a transferência de energia entre as moléculas é baseada na troca de elétrons, tornando a estrutura adequada para uso em células solares e LEDs.[Imagem: Michael Oldenburg]
As já tão versáteis estruturas metal-orgânicas, ou MOFs, demonstraram mais uma capacidade inusitada: elas transformam luz verde em luz azul.
O fenômeno, conhecido como conversão ascendente de fótons (upconversion), consiste em pegar dois fótons de energia mais baixa - verdes - e uni-los em um único fóton de energia mais alta - azul.
Esse uso mais eficiente da luz abre novas oportunidades de desenvolvimento de aplicações optoeletrônicas, que vão das células solares aos LEDs, porque envolve a liberação de elétrons.
Michael Oldenburg e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, descobriram o fenômeno ao fazerem as MOFs crescerem sobre superfícies orgânicas - isso dá origem ao termo SURMOF, que são MOFs cultivadas sobre superfícies, que lhes dão novas funcionalidades.
Só há poucos dias descobriu-se que as estruturas metal-orgânicas existem na natureza - até então acreditava-se que elas eram materiais exclusivamente artificiais.
"As SURMOFs combinam as vantagens dos semicondutores orgânicos e inorgânicos," explicou o professor Christof Woll. "Elas apresentam diversidade química e cristalinidade, permitindo criar heteroestruturas ordenadas."
Dependendo da superfície utilizada, essas estruturas podem ser produzidas com diferentes tamanhos de poros e funcionalidades químicas, de modo que elas são adequadas para uma ampla gama de aplicações, como sensores, catalisadores, diafragmas, em tecnologias de dispositivos médicos ou como elementos inteligentes de armazenamento, de hidrogênio, por exemplo.
A conversão ascendente de fótons foi obtida cultivando uma SURMOF sobre outra, camada por camada. A interface entre as duas - uma heterojunção - captura dois fótons de baixa energia e os funde em um fóton único de alta energia.
O processo baseia-se na chamada aniquilação tripleto-tripleto, que envolve duas moléculas: uma sensibilizadora, a molécula que absorve os fótons e cria um estado tripleto de alta energia, e uma emissora, a molécula que pega o tripleto excitado e, usando a aniquilação tripleto-tripleto, libera um fóton com uma energia maior do que os fótons que foram inicialmente absorvidos.
Como a transferência de tripletos é baseada na troca de elétrons, a conversão ascendente de fótons inclui uma transferência de elétrons através da interface entre as duas SURMOFs. Isto torna as heterojunções adequadas para muitas aplicações optoeletrônicas, como LEDs e células solares.
Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 14 de agosto de 2016

Como lidar com a raiva no trânsito?

Nove em cada dez motoristas acham que os motoristas agressivos são uma ameaça grave para a sua segurança pessoal. [Imagem: Disney/Divulgação]
Milhares de motoristas se envolvem diariamente em exemplos extremos de agressividade no trânsito, incluindo abalroar propositadamente outro veículo ou sair do carro para desafiar outro motorista.
"A direção inconsequente, um tráfego ruim e as tensões diárias da vida podem transformar frustrações pequenas em uma perigosa fúria no trânsito. Motoristas demais estão se perdendo no calor do momento e atacando outros de maneiras que poderiam acabar sendo fatais," afirma um estudo realizado pela Fundação AAA para Segurança no Trânsito (EUA).
Os próprios motoristas pesquisados relataram seu envolvimento em comportamentos raivosos e agressivos no último ano:
  • Colar propositalmente no carro da frente: 51%
  • Gritar com outro motorista: 47%
  • Buzinar para mostrar irritação ou raiva: 45%
  • Fazer gestos irritados: 33%
  • Tentar bloquear outro veículo que tenta mudar de faixa: 24%
  • Cortar a passagem de outro veículo de propósito: 12%
  • Sair do veículo para enfrentar outro motorista: 4%
  • Esbarrar ou abalroar outro veículo de propósito: 3%
Dois em cada três motoristas acreditam que a direção agressiva é hoje um problema maior do que há três anos, enquanto nove em cada dez acreditam que os motoristas agressivos são uma ameaça grave para a sua segurança pessoal.
Motoristas homens e mais jovens - com idades entre 19 e 39 anos - são significativamente mais propensos a se envolver em comportamentos agressivos. Os motoristas que relataram outros comportamentos inseguros ao volante, como excesso de velocidade e passar no sinal vermelho também se mostraram mais propensos a mostrar agressividade.
"É completamente normal que os motoristas experimentem raiva ao volante, mas não podemos deixar que nossas emoções nos levem a escolhas destrutivas," disse Jake Nelson, diretor da entidade. "Não se arrisque a amplificar uma situação frustrante, porque você nunca sabe o que o outro motorista pode fazer. Mantenha a cabeça fria, e se concentre em chegar ao seu destino com segurança."
A entidade oferece outras dicas para ajudar a prevenir a ira e a violência no trânsito:
  1. Não ofenda: Nunca force outro motorista a mudar de velocidade ou direção. Isto significa não forçar outro motorista a usar os freios ou virar o volante em resposta a algo que você fez.
  2. Seja tolerante e perdoe: O outro motorista pode apenas estar tendo um dia realmente ruim. Considere que não é nada pessoal.
  3. Não responda: Evite olhar nos olhos do outro motorista, não faça gestos e mantenha espaço em torno de seu veículo. E chame a polícia, se necessário.
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 7 de agosto de 2016

Explosão nuclear de asteroide pode salvar Terra de impacto

Para usar uma explosão nuclear para destruir um asteroide, a dica é não esperar que ele se aproxime demais. [Imagem: Tomsk State University]
Astrofísicos das universidades de Tomsk e São Petersburgo, na Rússia, simularam a explosão nuclear de um asteroide de 200 metros de diâmetro, de tal maneira que os fragmentos com radiação não caiam na Terra.
O objetivo da simulação é oferecer alternativas para proteger a Terra de corpos celestes potencialmente perigosos, que entrem em rota de colisão conosco.
"O caminho que propomos para eliminar a ameaça do espaço é razoável para usar no caso da impossibilidade de 'eliminação suave' de um objeto por uma colisão em órbita e para a eliminação de um objeto que retorna constantemente à Terra," explicou Tatiana Galushina, membro da equipe.
"Até agora, como medida preventiva, vinha sendo proposto exterminar o asteroide na sua aproximação do nosso planeta, mas isso poderia levar a consequências catastróficas - uma queda na Terra da maioria dos fragmentos altamente radioativos," acrescentou.
A equipe então elaborou uma solução alternativa e de menos risco.
Como a maioria dos objetos perigosos passa perto da Terra várias vezes antes de apontar direto e finalmente colidir, a equipe propõe explodir o asteroide quando ele ainda estiver distante do planeta, passando por aqui, mas ainda longe. Esta medida seria muito mais eficaz e mais segura, argumentam.
Para a sua modelagem computacional do que aconteceria, a equipe escolheu como alvo um corpo celeste com um diâmetro de 200 metros, semelhante ao asteroide Apophis, que se aproximará da Terra a uma distância de apenas 38.000 quilômetros em 2029, com risco inclusive de destruição de satélites geoestacionários.
Os cálculos mostraram que basta usar uma bomba nuclear de um megaton para destruir o asteroide. Com a explosão, parte dele irá se transformar em gás e líquido, e o restante deverá se quebrar em pedaços não maiores do que 10 metros. Este seria o máximo em termos de segurança para a Terra.
"Como o foguete pega o asteroide por trás, quase todos os pedaços após a destruição continuarão voando para a frente. Neste caso, a órbita dos fragmentos será significativamente diferente da órbita do asteroide. Por 10 anos após a explosão um número insignificante de fragmentos cairá sobre a Terra. A sua radioatividade durante este tempo será reduzida consideravelmente, e depois de alguns anos eles não representarão perigo algum.
"Vale acrescentar que as explosões nucleares no espaço são proibidas por tratado internacional, mas, no caso de uma ameaça real para a humanidade, talvez haja uma exceção a esta regra," ressalva a pesquisadora.
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 30 de julho de 2016

Guaraná tem mais antioxidantes do que chá verde

Guaraná tem potencial antioxidante maior do que o chá verde, com ação na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e várias outras. [Imagem: Food & Function/Divulgação]
O chá verde é bem conhecido por seus efeitos saudáveis, amplamente consumido, entre outras coisas, devido aos benefícios de uma classe de compostos químicos presente em sua formulação, as catequinas, com ação antioxidante e propriedades anti-inflamatórias, entre outras.
Agora, contudo, o chá verde tem um concorrente à altura: o guaraná.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que o guaraná (Paullinia cupana) tem pelo menos 10 vezes mais catequinas do que o chá verde.
"Até então, o guaraná era visto apenas como estimulante devido ao seu alto teor de cafeína, principalmente pela comunidade científica internacional. A avaliação pioneira sobre a absorção e os efeitos biológicos de suas catequinas em voluntários humanos pode aumentar o interesse da comunidade científica, do mercado e da sociedade em geral pelo fruto como alimento funcional", disse Lina Yonekura, atualmente professora da Universidade de Kagawa (Japão).
Quando efetivamente absorvidas pelo organismo, as catequinas reduzem o estresse oxidativo no organismo, relacionado ao surgimento de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares, diabetes e câncer, inflamações e envelhecimento precoce em virtude da morte de células, entre outras condições prejudiciais à saúde e ao bem-estar.
"Os resultados são animadores e mostram que a biodisponibilidade das catequinas do guaraná é igual ou superior às do chá verde, cacau e chocolate, sendo suficiente para promover efeitos positivos sobre a atividade antioxidante no plasma, proteger o DNA dos eritrócitos e reduzir a oxidação dos lipídeos no plasma, além de promover um aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Com a pesquisa, esperamos que haja um maior interesse científico pelo guaraná, já que essa é uma espécie nativa da Amazônia e o Brasil é praticamente o único país a produzi-lo em escala comercial", afirma a pesquisadora.
Fonte: Diário da Saúde