Professor Paulo Robson é selecionado em primeiro lugar em Mestrado na Paraíba

O professor altaneirense Paulo Robson Leite de Oliveira foi selecionado em primeiro lugar para na primeira etapa (prova escrita de conhecimentos gerais e específicos) do Mestrado da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), uma das mais renomadas instituições de ensino superior do Nordeste.

Pequena galáxia observa seu devorador se aproximando

Astrônomos do ESO capturaram a imagem de duas galáxias vizinhas, mas em papéis muito diferentes: a enorme NGC 1316 está a caminho de engolir sua vizinha menor NGC 1317

Luz azul-violeta dos celulares pode prejudicar visão

Pessoas que passam muito tempo "vidradas" em seus smartphones podem estar aumentando os riscos de danos aos olhos.

Segunda Lei da Termodinâmica falha em nanoescala

Objetos em escala nanométrica, como os componentes das células vivas ou peças de aparelhos nanotecnológicos, como os NEMS, estão continuamente expostos a colisões aleatórias com moléculas vizinhas.

Descoberto planeta-anão: pode existir mais um planeta gigante no Sistema Solar

A fronteira do Sistema Solar mudou de novo. Astrônomos acabam de identificar mais um planeta-anão, temporariamente batizado de 2012 VP113.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Saturno pode estar dando à luz a uma nova lua

O objeto foi localizado na borda externa do anel A de Saturno - o mais externo dos grandes anéis do planeta. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute]
Nascer de uma lua
A sonda espacial Cassini flagrou o que pode ser a formação de um pequeno objeto gelado nos anéis de Saturno, eventualmente uma nova lua.
"Nunca havíamos visto nada como isso antes," disse Carl Murray, da Universidade Queen Mary, no Reino Unido. "Nós podemos estar olhando para o ato de nascimento, com este objeto deixando os anéis e saindo para ser uma lua independente."
Contudo, até o momento não há sinais de que o objeto esteja crescendo, e ele pode mesmo estar se esfacelando.
Mas o processo de sua formação e seu movimento para fora do anel ajuda na compreensão de como as luas geladas de Saturno, incluindo a nebulosa Titã e a"oceânica" Encélado, podem ter-se formado a partir de anéis mais maciços há muito tempo.
O processo também não é muito diferente do que se acredita ter levado à formação da Terra e dos outros planetas do nosso Sistema Solar a partir da nebulosa planetária inicial.
Protuberâncias
O objeto foi localizado na borda externa do anel A de Saturno - o mais externo dos anéis grande e mais brilhantes do planeta.
Um desses "distúrbios" é um arco cerca de 20% mais brilhante do que sua vizinhança, medindo 1.200 km de comprimento por 10 km de largura.
A sonda Cassini também revelou protuberâncias incomuns no perfil normalmente suave na borda do anel, o que pode estar sendo causado pelos efeitos gravitacionais de um outro objeto próximo.
Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 15 de abril de 2014

Pegue leve consigo mesmo e viva mais

Os participantes com maior autocompaixão tinham níveis significativamente mais baixos de interleucina-6 depois de serem submetidos ao estresse. [Imagem: Brandeis/iStockPhoto]
Pesquisadores descobriram uma conexão entre uma atitude de autocompaixão e menores níveis de inflamação induzida pelo estresse.
A descoberta pode levar a novas técnicas para reduzir o estresse e melhorar a saúde.
Já se sabe há muito tempo que o estresse psicológico pode desencadear respostas biológicas semelhantes aos efeitos de doenças ou lesões físicas, incluindo a inflamação.
Embora a inflamação regulada ajude a evitar infecções e promova a cicatrização, a inflamação desregulada pode levar a doenças cardiovasculares, câncer e Mal de Alzheimer.
A autocompaixão descreve comportamentos como autoperdão e tratar a si mesmo com gentileza, sendo muito diverso de comportamentos como autocomplacência.
Uma pessoa com altos níveis de autocompaixão não fica se culpando além do controle e escapa mais facilmente de discussões ou argumentos, em vez de ficar remoendo sobre eles por dias.
Efeitos biológicos da autocompaixão
Nicolas Rohleder, da Universidade de Brandeis (EUA), queria entender a ligação entre esse comportamento de autocompaixão e a resposta inflamatória ao estresse medida biologicamente.
Em uma série de experimentos que envolveram submeter voluntários a testes de estresse durante vários dias, ele e sua equipe concluíram que a resposta envolve a interleucina-6 (IL-6), um agente inflamatório ligado ao estresse.
Os participantes com maior autocompaixão tinham níveis significativamente mais baixos de IL-6 depois de serem submetidos ao estresse.
"As altas respostas de IL-6 no primeiro dia e os níveis basais mais elevados no segundo dia sugerem que as pessoas com baixa autocompaixão são especialmente vulneráveis aos efeitos adversos deste tipo de estresse," disse o Dr. Rohleder.
A pesquisa ilustra como o estresse se acumula facilmente ao longo do tempo e como um fator estressor aparentemente pequeno - como enfrentar o trânsito diariamente - pode afetar a saúde de uma pessoa caso ela não tenha as estratégias adequadas para lidar com esse fator estressor.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cubo mágico eletrônico acende, gira e grava dados

LEDs, videogame e som formam versão eletrônica do quebra-cabeças mais famoso do mundo.[Imagem: UNESP]
Pesquisadores da UNESP em Ilha Solteira (SP) desenvolveram um cubo mágico eletrônico que possui funções que transformam o brinquedo tradicional em uma ferramenta educativa mais interativa e mais dinâmica.
Considerado um dos brinquedos mais populares do mundo, o cubo mágico, também conhecido como cubo de Rubik, foi criado na Hungria em 1974.
Depois se descobriu que, além de brinquedo, o cubo pode auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e também da coordenação motora.
O problema é que não é fácil aprender a resolver seus enigmas coloridos, e a maioria das versões de custo mais acessível têm qualidade muito baixa, o que leva um grande percentual de usuários a desistir de aprender a resolver o quebra-cabeças.
Pedro Mamede e Alexandre César Rodrigues resolveram então criar um cubo mágico que fosse mais amigável, dando-lhe funções como autoembaralhamento e automontagem.
Cubo mágico eletrônico
As cores das peças do cubo mágico eletrônico não são dadas por adesivos ou tintas, e sim pela luz emitida por LEDs (diodos emissores de luz) - cada face é dotada de um visor translúcido sob o qual é posicionado um LED multicor.
Existem alguns modelos de cubos mágicos eletrônicos no mercado, porém eles não possuem capacidade de se movimentar mecanicamente, simulando as rotações por meio de botões ou sistema de telas sensíveis ao toque.
"O grande diferencial do cubo desenvolvido por nós é o mecanismo de movimentação dos cubos comuns, o que a meu ver é uma das características mais interessantes, se não a mais interessante deste brinquedo, por isso não pode ser perdida," disse Mamede.
O cubo mágico eletrônico pode também gerar efeitos sonoros e visuais ou gravar a solução descoberta pelo usuário em um banco de dados.
Esses dados podem incluir o número de movimentos executados para a montagem, número de vezes que o cubo mágico foi montado, tempo de montagem, etc. Todos os dados podem ser acessados e visualizados em uma pequena tela.
Os pesquisadores já construíram vários protótipos artesanais, com bons resultados. Agora em 2014 deverá ficar pronto um novo protótipo mais preciso, já com vistas à colocação do cubo mágico eletrônico no mercado.
"Um sonho meu é poder trabalhar junto com uma empresa no processo de fabricação do invento", finaliza Mamede.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Xixi com cloro da piscina faz mal mesmo

Imagem do google
De um lado, o mundo todo parece alertar que não se deve fazer xixi na piscina.
De outro, contudo, mesmo nadadores olímpicos já admitiram a prática.
Se não pode, mas todo o mundo faz, o que interessa saber é se fazer xixi na piscina realmente faz mal para a saúde.
Pois prepare-se para assumir a responsabilidade pela preguiça de ir ao banheiro: um estudo detalhado mostrou que a mescla xixi com água da piscina não dá resultados saudáveis.
Quando misturados, a urina e o cloro formam substâncias que podem causar problemas sérios de saúde.
A conclusão é de Jing Li e Ernest Blatchley, da Universidade de Pequim (China), que publicaram os dados na revista Environmental Science & Technology.
Xixi com cloro
A adição de cloro na água da piscina é a forma mais comum de matar os micróbios causadores de doenças.
Mas, conforme as pessoas nadam e fazem xixi na piscina, o cloro se mistura com suor e urina, dando origem a outras substâncias.
Dois desses compostos - tricloramina (NCl3) e cloreto de cianogênio (CNCl), foram fartamente encontrados nas piscinas - os pesquisadores consideram essas substâncias como "onipresentes" nas piscinas.
O primeiro composto (tricloramina) está associado com problemas de pulmão, e o segundo (cianogênio) pode também afetar os pulmões, assim como o coração e o sistema nervoso central.
O problema parece vir do ácido úrico, um componente do suor e da urina - embora alguns ácidos úricos venham do suor, os cientistas calcularam que mais de 90% do composto encontrado nas piscinas vem da urina.
Eles concluem que os nadadores podem melhorar as condições da piscina simplesmente fazendo xixi onde deveriam - no banheiro.
Contudo, os cientistas ainda não identificaram todos os ingredientes específicos no suor e na urina que podem gerar os compostos potencialmente prejudiciais.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 9 de abril de 2014

NASA vai disponibilizar mais de 1.000 programas gratuitamente

Imagem do Google
A NASA anunciou que irá disponibilizar ao público, sem nenhum custo, mais de 1.000 programas de computador.
Organizados em quinze categorias gerais, os softwares englobam uma grande variedade de aplicativos para uso na indústria, academia, agências governamentais, e também pelo público em geral.
"Software é um elemento cada vez mais importante na carteira de ativos intelectuais da agência, que compõem cerca de um terço de nossas invenções relatadas a cada ano," disse Jim Adams, do departamento de tecnologia da NASA. "Estamos muito animados de sermos capazes de tornar esses softwares amplamente disponíveis ao público com o lançamento de nosso novo catálogo de software."
Segundo Adams, os códigos disponibilizados representam as melhores soluções encontradas pela NASA para uma ampla gama de tarefas complexas.
Os programas disponibilizados incluem aplicativos para gerenciamento de projetos, ferramentas de design, tratamento de dados e processamento de imagens, assim como soluções para funções de suporte à vida, aeronáutica, análise estrutural e sistemas robóticos e autônomos.
O lançamento do catálogo de softwares da NASA será feito nesta quinta-feira, 10 de abril, através do site do setor de transferência de tecnologia da agência, no endereço http://technology.nasa.gov/.
Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 7 de abril de 2014

HUBBLE PESA AGLOMERADO MONSTRO CHAMADA "O GORDO"

Imagem: NASA/ESA
O telescópio espacial Hubble pesou o maior aglomerado de galáxias conhecido do Universo distante, catalogado como ACT-CL J0102-4915, e descobriu que definitivamente ele faz jus ao seu apelido - El Gordo (espanhol para "o gordo").

Ao medir o quanto a gravidade do aglomerado distorce imagens de galáxias no fundo distante, uma equipe de astrônomos calculou a massa do aglomerado e descobriu que é 3 quatrilhões de vezes a massa do nosso sol. O aglomerado de galáxias, que está a 9,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra, tem aproximadamente 43% mais massa do que as estimativas anteriores

Fonte: Notícias Uol Ciências

sábado, 5 de abril de 2014

Mercúrio está encolhendo conforme seu núcleo esfria

O planeta Mercúrio está hoje cerca de 7 km menor do que quando sua crosta se solidificou há mais de 4 bilhões de anos.[Imagem: NASA/Johns Hopkins APL/Carnegie Institution]
O menor planeta do Sistema Solar - e o mais próximo ao Sol - está ficando cada vez menor.
Mercúrio esfriou ao longo do tempo, o que provocou um enrugamento de sua superfície - imagine uma uva passa, embora o processo não seja tão drástico.
O fenômeno foi percebido pela primeira vez quando a sonda Mariner 10 passou próximo ao planeta nos anos 1970.
No entanto, imagens recentes da sonda Messenger permitiram melhorar a precisão das estimativas a respeito sobre essa retração de Mercúrio.
E o encolhimento é significativamente maior do que se pensava anteriormente.
A sonda Mariner fez duas passagens por Mercúrio, em 1974 e 1975. Com base em fotos de 45% da superfície do planeta, estimou-se que Mercúrio teria diminuído seu raio por cerca de 1 a 3 km ao longo de sua história.
A sonda Messenger, por sua vez, já fotografou 100% do planeta - ela está em órbita de Mercúrio desde 2011.
A nova avaliação calculou que a retração chega a 7 km do raio do planeta, uma estimativa mais próxima do que propõem os modelos matemáticos do desenvolvimento de Mercúrio.
Relevo formado pelo encolhimento
O interior de Mercúrio é bem diferente do da Terra, que tem uma extensa crosta e um manto envolvendo seu núcleo de metal.
Com mais de 4.000 km de diâmetro, o núcleo de metal de Mercúrio é bem mais dominante, sendo coberto apenas por um "verniz" rochoso fino com pouco mais que 400 km de espessura.
Embora parte do núcleo ainda esteja em forma líquida, uma parte deve ter esfriado e solidificado, resultando na perda de volume.
A Terra também sofre o mesmo processo, que é difícil de mensurar devido à atuação das placas tectônicas. Mercúrio parece ter uma única placa, sendo seu relevo formado primariamente pelo encolhimento.
A Europa e o Japão planejam lançar uma missão conjunta à Mercúrio para acompanhar as observações feitas pelo Messenger. A sonda, chamada Bepi Colombo, deverá ser lançada em 2016.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Pequena galáxia observa seu devorador se aproximando

A NGC 1316 (esquerda) e a sua companheira menor, a NGC 1317 (à direita).[Imagem: ESO]
Galáxia devoradora

Astrônomos do ESO capturaram a imagem de duas galáxias vizinhas, mas em papéis muito diferentes: a enorme NGC 1316 está a caminho de engolir sua vizinha menor NGC 1317 (à direita).

A NGC 1316, também conhecida como Fornax A, já engoliu várias outras galáxias ao longo de uma história violenta, o que pode ser visto em suas "cicatrizes", segundo os astrônomos.

Entre as cicatrizes estão faixas incomuns de poeira situadas no interior de um envelope de estrelas muito maior, e uma população de aglomerados estelares globulares particularmente pequenos. Estes fatos sugerem que esta galáxia pode ter engolido uma galáxia em espiral rica em poeira há cerca de três bilhões de anos atrás.

Veem-se grupos de estrelas que foram arrancadas das suas posições originais e lançadas para o espaço intergaláctico, resultado de complexos efeitos gravitacionais nas órbitas das estrelas quando outra galáxia se aproxima demais.

Todos estes sinais apontam para um passado violento durante o qual NGC 1316 anexou outras galáxias e sugerem ainda que este comportamento perturbador continua.

A NGC 1316 é a quarta fonte de emissões de rádio mais brilhante em todo o céu. Esta emissão deve-se ao material que está caindo em direção ao buraco negro de massa extremamente elevada situado no centro da galáxia, ao qual tem sido fornecido, muito provavelmente, combustível adicional devido às interações com outras galáxias.

A nova imagem mostra também uma janela para o Universo longínquo, muito além das galáxias em interação que se vê em primeiro plano. A maioria dos pontos tênues e difusos da imagem são galáxias muito mais distantes, existindo uma concentração particularmente densa à esquerda de NGC 1316.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Luz azul-violeta dos celulares pode prejudicar visão

Tudo azul nas telas dos smartphones: mas nem todo azul é bom para os olhos.[Imagem: Wikimedia/Intel Free Press]
Azul bom e azul ruim
Pessoas que passam muito tempo "vidradas" em seus smartphones podem estar aumentando os riscos de danos aos olhos.
Os oftalmologistas alertam que o mesmo pode se aplicar a aparelhos como computadores, tablets e TVs de tela plana.
Isto porque o responsável pelos problemas parece ser o tom do azul emitido por essas telas.
"A luz azul-violeta que brilha na tela dos smartphones é potencialmente perigosa e tóxica à parte de trás de seus olhos," disse Andy Hepworth, responsável pela pesquisa. "Por isso, uma longa exposição pode, potencialmente, causar danos aos olhos."
Por outro lado, há também uma luz azul "boa", o azul-turquesa, que é necessário para ajudar a regular o relógio biológico.
Azul dos celulares
Os aparelhos emitem uma ampla gama de comprimentos de onda, o que significa que é um "azul de largo espectro" - contudo, os oftalmologistas afirmam que os "picos" são de azul-violeta.
Segundo o médico, testes mostraram que exposição ao azul-violeta em excesso pode aumentar o risco de degeneração macular, uma das principais causas de cegueira.
Há indícios também de que uma longa exposição ao azul-violeta possa afetar os padrões de sono e o humor.
"É a combinação de não piscar o suficiente e colocar o dispositivo a uma distância menor do que você normalmente colocaria outros objetos. Isso força a vista," acrescentou Hepworth.
O levantamento, encomendado por um grupo de oftalmologistas independentes, descobriu que, em média, um adulto passa cerca de 7 horas por dia com os olhos fixos em uma tela, e quase metade deles se sente ansioso quando está longe de seu telefone.
Estatísticas também sugerem que 43% das pessoas com menos de 25 anos sentem uma verdadeira irritação, ou ansiedade, quando não podem checar seu telefone quando desejam.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 1 de abril de 2014

Segunda Lei da Termodinâmica falha em nanoescala

O comportamento da nanoesfera seguiu o que já se suspeitava: algumas vezes ela não se comporta de acordo com a Segunda Lei da Termodinâmica. [Imagem: Iñaki Gonzalez/Jan Gieseler]
Violação da lei
Objetos em escala nanométrica, como os componentes das células vivas ou peças de aparelhos nanotecnológicos, como os NEMS, estão continuamente expostos a colisões aleatórias com moléculas vizinhas.
Nesses ambientes altamente variáveis, as leis fundamentais da termodinâmica que governam nosso mundo macroscópico precisam ser reescritas.
É o que acaba de anunciar uma equipe internacional que reúne pesquisadores da Espanha, Suíça e Áustria.
Segundo eles, uma nanopartícula presa com laser viola temporariamente a famosa Segunda Lei da Termodinâmica, algo considerado impossível nas dimensões e no tempo relevantes para os humanos.
Violações da Segunda Lei da Termodinâmica
A maioria dos processos na natureza não pode ser revertido - é a bem conhecida "flecha do tempo", que nunca volta para que o café se desmisture do leite ou os cacos se reúnam novamente na forma de uma xícara quebrada.
A lei da física que explica esse comportamento é conhecida como Segunda Lei da Termodinâmica, que postula que a entropia de um sistema - uma medida para a desordem de um sistema - nunca diminui espontaneamente, favorecendo a desordem (alta entropia) sobre a ordem (baixa entropia).
No entanto, quando damos um zoom até o mundo nanoscópico dos átomos e das moléculas, esta lei suaviza-se e perde seu rigor absoluto.
Apesar de a Segunda Lei da Termodinâmica "geralmente" permanecer válida mesmo nos sistemas em nanoescala, há alguns eventos raros que questionam a irreversibilidade temporal em nanoescala - por exemplo a transferência de calor do frio para o quente.
Jan Gieseler e seus colegas propuseram agora um teorema para tentar explicar essas exceções incômodas.
Os pesquisadores colocaram seu teorema à prova usando uma pequena esfera de vidro, com um diâmetro de menos de 100 nanômetros, levitando em uma armadilha de laser. Esse aparato permitiu que a equipe capturasse a nanoesfera, mantendo-a no lugar e, além disso, medisse sua posição em todas as três direções espaciais com elevada precisão.
Na armadilha, o nanoesfera se agita devido a colisões com moléculas do ar ao seu redor. Usandor esfriamento também a laser, os cientistas refrigeraram a nanoesfera abaixo da temperatura do gás circundante, colocando-a em um estado de não-equilíbrio.
Eles então desligaram o resfriamento e monitoraram o que acontecia com a nanopartícula enquanto ela se aquecia rumo à temperatura mais elevada do gás ao seu redor.
O quadro experimental e teórico promete inúmeras discussões entre os físicos, além de uma vasta gama de aplicações práticas. [Imagem: Iñaki Gonzalez/Jan Gieseler]
Nanomáquinas fora do equilíbrio
O comportamento da nanoesfera seguiu o que já se suspeitava: algumas vezes ela não se comporta de acordo com a Segunda Lei da Termodinâmica.
Nessas ocasiões, a nanoesfera libera calor para o ambiente mais quente, em vez de absorver o calor.
O experimento confirmou a teoria dos pesquisadores, que demonstra as limitações da Segunda Lei em escala atômica e molecular, substituindo o determinismo da lei em macroescala pela imprecisão probabilística típica da nanoescala.
O quadro experimental e teórico promete inúmeras discussões entre os físicos, além de uma vasta gama de aplicações práticas.
Conforme a miniaturização avança para escalas cada vez menores, as nanomáquinas e os micro e nano robôs se deparam com condições cada vez mais aleatórias.
A expectativa é que agora os pesquisadores possam definir melhor as condições nas quais as nanomáquinas vão se deparar com essas condições aleatórias, para que possam reagir a elas de maneira adequada.
Está sendo inaugurada, assim, uma nova área de pesquisas para tentar compreender os fundamentais da "física de sistemas em nanoescala fora de equilíbrio".
Fonte: Inovação Tecnológica