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Ciência e Tecnologia

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Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

Várias curiosidades físicas, matemáticas e uma enormidade de informções que talvez não soubesse você encontra aqui.

Notícias de Altaneira

Informações sobre Educação, Cultura e Variedades na cidades de Altaneira-Ce, nesse espaço.

sábado, 28 de março de 2015

Luz artificial demais está nos deixando doentes

Imagem do Google
Faz pouco mais do que um século que a humanidade começou a ter iluminação artificial.
E, agora, a maioria das pessoas está sob luz artificial em grande parte do tempo, inclusive durante o dia.
E isso não parece estar fazendo bem para a saúde, afetando sobretudo o ciclo natural de vigília e sono e o relógio biológico humano.
"Está claro que a iluminação típica está afetando nossa fisiologia," confirmam Richard Stevens (Universidade de Connecticut) e Zhu Yong (Universidade de Yale).
"Mas a iluminação pode ser melhorada. Estamos aprendendo que uma iluminação melhor pode reduzir esses efeitos fisiológicos. Com iluminação melhor queremos dizer comprimentos de onda mais longos à noite e evitar o azul brilhante dos leitores eletrônicos, tablets e celulares inteligentes," disse Stevens.
Quando usados à noite, esses aparelhos emitem luz azul suficiente para suprimir o hormônio melatonina, que induz o sono, e perturbar o ritmo circadiano do corpo, o mecanismo biológico que permite um sono reparador. Além disso, o tipo específico de luz azul-violeta dos celulares pode prejudicar a visão.
"Não sabemos ao certo ainda, mas há cada vez mais indícios de que as implicações a longo prazo disto têm ligações com o câncer de mama, obesidade, diabetes e depressão, e, possivelmente, outros tipos de câncer," afirmam os dois pesquisadores.
Como smartphones e tablets tornaram-se parte da vida moderna, os pesquisadores recomendam uma conscientização geral de como o tipo de luz emitida por estes aparelhos afeta nossa biologia.
Mas a diferença é bastante sutil, e mesmo tons diferentes de azul produzem resultados antagônicos: por exemplo, já se demonstrou que uma luz azul muito menos brilhante do que a das telas dos aparelhos eletrônicos combate a fadiga de dia e de noite e é capaz de regular o relógio biológico de trabalhadores noturnos.
Daí o alerta que os pesquisadores fazem sobre a quantidade e a qualidade da luz.
"Tem a ver com a quantidade de luz que você está recebendo, à noite," ressalta Stevens. "Isso não significa que você tenha que desligar todas as luzes às 8 da noite, significa apenas que, se você tem uma escolha entre um leitor eletrônico e um livro de papel, o livro é menos prejudicial para o seu relógio biológico. À noite, o melhor é uma luz mais fraca e, acredite ou não, mais vermelha, como uma lâmpada incandescente."
Estudos já demonstraram que as lâmpadas fluorescentes, que substituíram as incandescentes em nome da economia de energia, podem causar danos à pele e outros problemas de saúde - nos EUA, hospitais já estão substituindo as lâmpadas fluorescentes por outras menos problemáticas.
Fonte: Diário da Saúde

Luz é fotografada como partícula e onda ao mesmo tempo

Fotografia "espaço-energética" da luz confinada em um nanofio, mostrando simultaneamente a interferência espacial (aspecto onda) e a quantização de energia (aspecto partícula) de um fóton. [Imagem: Fabrizio Carbone/EPFL]
Dualidade
Diversas técnicas já permitiram a observação dos fótons como partículas ou seu comportamento como ondas, inclusive em escala macroscópica.
Contudo, embora muitos hoje considerem que a função de onda seja uma entidade real, até agora não tinha sido possível visualizar um fóton como partícula e como onda ao mesmo tempo.
Foi justamente isto que afirmam ter feito Luca Piazza e seus colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça.
Foto de um fóton
Embora traçar a onda equivalente a uma partícula não represente um problema insolúvel, fazer uma fotografia é outra coisa. Por exemplo, são necessários fótons para gerar uma imagem: então, como fotografar um fóton?
Piazza deu um jeito nisto idealizando um experimento no qual são usados elétrons para fazer as imagens dos fótons.
Quando um pulso de laser é disparado sobre um nanofio, o laser adiciona energia às partículas carregadas, fazendo-as vibrar e se movimentar, com os fótons podendo viajar em sentidos opostos nesse nanofio. Mas, quando se chocam, eles formam uma nova onda que se comporta como se nunca saísse do lugar - este é um dos fundamentos da plasmônica.
Essa "onda estacionária" é a musa que posou para a fotografia feita pelos pesquisadores.
Fóton como partícula e como onda
O truque consistiu em disparar uma corrente de elétrons próximo ao nanofio. Conforme os elétrons interagem com a "onda-musa de luz", eles podem ter sua velocidade aumentada ou reduzida.
Usando um microscópio ultrarrápido, a equipe suíça detectou o ponto exato no espaço onde essa mudança de velocidade ocorria. Com elétrons suficientes para fazer o contorno todo, eles conseguiram "visualizar" a onda estacionária, cuja existência demonstra a natureza de onda da luz.
Ocorre que, quando os elétrons atingem o fóton - a onda estacionária - sua alteração de velocidade ocorre mediante uma troca de pacotes de energia (quanta) entre os elétrons e os fótons. Detectando esses pacotes de energia os pesquisadores puderam também fazer uma imagem do fóton como partícula.
Luz é fotografada como partícula e onda pela primeira vez
Ilustração do experimento que fotografou a luz como partícula e como onda ao mesmo tempo. [Imagem: Fabrizio Carbone/EPFL]
Filme da mecânica quântica
"Este experimento demonstra que, pela primeira vez, nós podemos filmar a mecânica quântica - e sua natureza paradoxal - diretamente," disse o professor Fabrizio Carbone, coordenador da equipe.
O pesquisador afirma que o experimento poderá ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias.
"Essa capacidade de fotografar e controlar fenômenos quânticos em escala nanométrica abre uma nova rota rumo à computação quântica," disse ele.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

quinta-feira, 26 de março de 2015

UEPB Realiza II ENECT

Imagem: Divulgação
Na tarde de ontem encerrou-se o II Encontro Nacional de Educação, Ciências e Tecnologias, realizado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB, que teve início domingo, dia 22.

O ENECT é um evento de realização bianual, organizado pelo Centro de Ciências e Tecnologia (CCT) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com a participação dos cursos de Licenciatura e Bacharelado que compõem o Centro.

Sua realização ocorre nas dependências do CCT, campus I, em Campina Grande/PB, com a participação de docentes do Centro e de convidados externos. Durante o evento, são promovidas várias atividades que permitem conhecer as pesquisas em andamento nos Cursos, bem como a troca de ideias entre os participantes, através da apresentação de trabalhos na forma de pôsteres.

Neste ano, o evento teve como tema central "Educação e Sustentabilidade", concentrando-se em trabalhos que discutam como as pesquisas em andamento, tanto no âmbito das licenciaturas quanto dos bacharelados, podendo contribuir para a construção de ações sustentáveis, formando cidadãos que tenham uma perspectiva crítica sobre o mundo em que vivem.

Os principais objetivos do evento são, permitir a divulgação dos trabalhos em andamento (ensino, pesquisa e extensão) e promover a troca de experiências e saberes entre estudantes e pesquisadores, além de ter como público-alvo alunos de graduação, pós-graduação e professores da Educação Básica, contemplando atividades como conferências, mesas redondas, palestras, minicursos e oficinas e apresentação de pôsteres.

Foto: Prof. Paulo Robson
Este blogueiro esteve presente no evento, participando do quarto dia de atividades e representando nossa querida Altaneira em um evento acadêmico desse porte. Em minha contribuição, apresentei um trabalho que é parte integrante de meu projeto de pesquisa de conclusão de curso do mestrado (um dos capítulos), cujo tema foi Episódios Históricos de Astronomia: Como os Livros Didáticos Apresentam a Temática. Neste trabalho, fizemos uma análise dos livros didáticos disponibilizados pelo PNLD - Programa Nacional do Livro Didático, no período de 2006-2014, onde buscamos verificar de que forma os mesmos tratam a História da Astronomia e como eles apresentam tais conteúdos para os discentes.

Em linhas gerais, o evento foi muito produtivo pois tivemos a oportunidade de trocar experiências e conhecimentos com outros colegas mestrandos, além de conhecer novas técnicas inovadoras envolvendo as três grandes áreas para as quais o ENECT se propôs, Educação, Ciências e Tecnologia.

Com informações do sítio do evento.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Amamentação aumenta inteligência e renda na vida adulta

Imagem do Google
Benefícios a longo prazo
Os efeitos imediatos da amamentação sobre a saúde e o desenvolvimento dos bebês já são bem conhecidos, envolvendo a proteção a doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de reduzir o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.
Agora, pesquisadores acabam de documentar os impactos a longo prazo da amamentação. Uma equipe da Universidade Federal de Pelotas (RS) acompanharam 3,5 mil pessoas desde o seu nascimento até os 30 anos de idade.
O estudo, realizado desde 1982, comprova que, quanto mais duradouro o período de amamentação na infância, maiores os níveis de inteligência e renda média na vida adulta até os 30 anos.
Segundo os resultados, uma criança amamentada por pelo menos um ano obteve, aos trinta anos, quatro pontos a mais na avaliação de QI (quociente de inteligência) e um acréscimo de R$ 349 na renda mensal.
O estudo, publicado pela revista The Lancet, uma das publicações científicas mais importantes do mundo, foi coordenado por César Victora e Bernardo Horta.
Ricos e pobres
É o primeiro estudo no Brasil a mostrar o impacto no QI e o primeiro internacionalmente a verificar a influência da amamentação sobre a renda do indivíduo na vida adulta.
Outro dado inédito do trabalho foi a constatação de que, no Brasil, os níveis de amamentação estão distribuídos de forma homogênea entre diferentes classes sociais.
"O papel do Ministério da Saúde com a promoção de campanhas educativas e outras ações desenvolvidas a nível nacional, inclusive com o estímulo à adoção da iniciativa Hospital Amigo da Criança e da criação dos bancos de leite, é fundamental nesse processo. Isso se transforma em algo concreto que é o aumento da prevalência da amamentação no Brasil, reconhecido, inclusive, fora do país", comenta o pesquisador Bernardo Horta.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

domingo, 22 de março de 2015

Eclipse solar é visto no Hemisfério Norte

Eclipse total do Sol visto de Svalbard, na Noruega, nesta sexta-feira (20) (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)
Um eclipse solar foi visto sexta-feira passada, no Hemisfério Norte, com lua bloqueando o sol e sua sombra se projetando na Terra. O eclipse total só pôde ser percebido nas Ilhas Faroe e em Svalbard, embora moradores da Europa, África e Ásia tiveram uma visão parcial do fenômeno.

Fenômeno é visto em Longyearbyen, na Noruega, nesta sexta-feira (20). Eclipse total do Sol foi visto em várias partes do Hemisfério Norte (Foto: Jon Olav Nesvold/NTB scanpix/Reuters)

Eclipse solar é visto durante o apelidado 'Voo do Eclipse', um trajeto de avião que saiu da cidade russa de Murmansk para observar o eclipse de cima das águas neutras do Mar da Noruega (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)

Fonte: G1

sexta-feira, 20 de março de 2015

O dinheiro torna as pessoas más?

Que dinheiro não traz felicidade é algo já muito bem demonstrado nos mais diversos casos.
Também se sabe que o dinheiro corrompe as pessoas, mas será que ser endinheirado seria capaz de tornar as pessoas más?
O psicólogo social Paul Piff, da Universidade da Califórnia, foi tentar buscar alguns indícios disso nas faixas de pedestres à beira-mar de Los Angeles, em meio a skatistas e passeadores de cães.
Graças ao grande número de endinheirados na região, não faltam carros luxuosos, híbridos ou esportivos pelas ruas. Piff está ali para ilustrar um de seus experimentos mais provocativos: ele quer saber se motoristas ricos param menos para os pedestres do que os motoristas mais pobres - aqueles que têm carros mais baratos.
"Nenhum dos motoristas dos carros mais baratos desrespeitou a lei, enquanto quase 50% dos motoristas de carros mais caros desrespeitou", diz ele.
O dinheiro torna as pessoas más?
Outros estudos já haviam mostrado que o dinheiro corrompe, mas o tempo salva, e que, quando o assunto é felicidade, o respeito importa mais do que o dinheiro. [Imagem: Wikimedia]
Dinheiro e egoísmo
No passado, a percepção pública tendia à noção de que os mais pobres tinham probabilidade maior de agir de forma ilegal, por estarem sob pressão financeira e sob condições mais difíceis.
Mas a pesquisa de Piff sugere o contrário: que ter mais dinheiro faz com que você se preocupe menos com os outros e se sinta no direito de colocar os interesses próprios em primeiro lugar.
Após quase uma década de pesquisas nessa área, Piff chegou à conclusão de que a prosperidade, em vez de transformar você em um benfeitor, pode ser algo ruim para sua bússola moral.
"(O dinheiro) torna você mais afinado com seus próprios interesses e seu próprio bem-estar", diz ele, o que parece estar de acordo com as conclusões do professor Sanford DeVoe, da Universidade de Toronto (Canadá), que demonstrou que o dinheiro altera o que as pessoas consideram ser justo.
"De certa forma, isso o isola de outras pessoas, psicologicamente e materialmente. Você prioriza suas necessidades e objetivos e fica menos conectado às pessoas ao seu redor. Se eu lhe der uma caneta e pedir que você desenhe um círculo para representar a si mesmo, quanto mais próspero você for, maior será seu círculo em relação ao tamanho dos círculos desenhados pelas pessoas mais pobres," disse Piff.
O dinheiro torna as pessoas más?
Os prazeres associados ao sexo e ao dinheiroacionam áreas diferentes do cérebro. [Imagem: Sescousse/Dreher]
Riqueza e generosidade
Em seu laboratório psicológico, Piff já conduziu estudos que sugerem que as pessoas com mais dinheiro têm mais propensão a trapacear em jogos de dados, a comer doces guardados para crianças e menos vontade de ceder seu tempo para ajudar os demais.
Usando uma ferramenta conhecida dos psicólogos, o "teste do ditador", Piff reuniu um grupo de pessoas e deu US$ 10 a algumas delas. Disse a elas que poderiam compartilhar tudo, uma parte ou nada do dinheiro com os participantes que não haviam recebido a quantia.
"A economia racional diria que os mais pobres tenderiam a guardar mais dinheiro para si mesmas e os ricos tenderiam a doar mais. Descobrimos o oposto," disse ele. "Quanto mais rico você é, levando-se em conta diversas outras variáveis, menos generoso você é. Você dá porções significativamente menores para a outra pessoa. E os pobres eram bastante mais generosos."
Em outro estudo, ele manipulou o jogo Banco Imobiliário para privilegiar um jogador, dando-lhe mais dinheiro no início. Após dezenas de jogos, notou-se que a vitória trazia à tona o pior lado desse jogador - em modos prepotentes, no uso do espaço e até comendo mais salgadinhos do pote comunitário.
Quando nos sentimos prósperos, conclui Piff, precisamos menos das outras pessoas. No mundo real, quando as pessoas têm menos dinheiro, elas contam mais com suas relações sociais. Por isso, essas relações acabam sendo priorizadas. Os mais ricos, em contraste, podem pagar por sua própria paz, tranquilidade e espaço - além da solução para a maioria de seus problemas. Nada como uma carteira cheia para animar os ânimos durante uma crise. Só que isso tende a isolar as pessoas das experiências das demais.
O dinheiro torna as pessoas más?
Uma pesquisa mundial sobre dinheiro e felicidademostrou a diversidade das realidades culturais ao redor do globo. [Imagem: Debra Bolgla]
Questionamentos
As descobertas de Piff certamente têm seu encanto. Traz conforto pensar que os donos das vantagens financeiras pelo menos pagam um preço por isso. Mas nem todos estão convencidos.
A psicologia é uma disciplina carregada de dificuldades. Estudos sempre trazem fatores que confundem as conclusões: será que a pessoa que atravessa a rua o faz de modo mais confiante se estiver diante de um carro barato? Será que o motorista é realmente rico ou ele pegou a BMW emprestada de seu tio?
E dados de pesquisas populacionais são difíceis de serem decifrados. É difícil separar causa e efeito, e participantes de pesquisas de laboratório dão respostas que podem ou não ter relação com a vida real.
É só quando estudos com diferentes métodos chegam a conclusões semelhantes que os resultados começam a ser vistos como significativos.
Desde que Piff publicou sua primeira leva de descobertas, em 2010, outros cientistas ao redor do mundo têm tentado replicá-los. Alguns resultados confirmam as pesquisas de Piff, outros trazem conclusões opostas, ao menos quando se vai para o outro extremo da escala, não para os mais endinheirados que andam normalmente pelas ruas, mas para os milionários.
Um estudo holandês feito com milionários identificou que estes eram mais generosos do que a média quando se tratava de doar ou guardar para si pequenas quantidades de dinheiro.
Análises de dados populacionais feitas por acadêmicos europeus não encontraram elos entre prosperidade e falta de generosidade. No máximo encontraram o oposto: que indivíduos prósperos tendiam a oferecer mais tempo e dinheiro aos demais.
O dinheiro torna as pessoas más?
O dinheiro traz felicidade quando usado para comprar experiências, e não bens materiais. [Imagem: Tim Squires]
A essência do dinheiro
Mas um estudo de Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, pode ajudar a explicar as conclusões de Piff. Na pesquisa, ela derrubava "sem querer" pacotes de lápis para saber se as pessoas ajudam a pegá-los do chão.
Primeiro, porém, ela preparava metade dos participantes do estudo, "alimentando-os" com frases relacionadas a dinheiro para decifrar ou notas de dinheiro para contar.
Esses participantes "preparados" costumavam ser menos predispostos a ajudar a pegar os lápis. E, em outro estudo, eles se mostraram menos generosos quando convidados a doar dinheiro para caridade.
Ao contrário do que mostravam as pesquisas de Piff, essa evidência obtida por Vohs parece ter pouca relação com o fato de os participantes serem ricos ou pobres. E os resultados foram replicados em 19 países.
"Parece que há algo na ideia de dinheiro e na forma como ele é representado na cabeça das pessoas que provoca essas reações, e parece que isso tem pouca relação com a sensação de se estar rico ou pobre", diz ela.
Vohs afirma que basta pensar em dinheiro para evocar uma "mentalidade autossuficiente", refletindo o fato de que o dinheiro carrega, em sua essência, transações com estranhos e o cálculo de como priorizar interesses próprios. Você não costuma usar dinheiro nas relações com as pessoas mais queridas. Como resultado, o dinheiro nos torna mais determinados, mas também menos sensíveis às necessidades e sentimentos dos demais.
Dilemas éticos
Pesquisadores em Hong Kong levaram essa ideia além. Os professores Zhansheng Chen e Yuwei Jiang descobriram que participantes de pesquisas condicionados a pensar em dinheiro tendiam a aceitar mais transgressões morais - como colar em provas ou mentir em currículos - quando diante de dilemas éticos.
E, durante jogos envolvendo punições a participantes com barulhos altos, os preparados para pensar em dinheiro costumavam submeter seus adversários a barulhos mais altos e por mais tempo. O ato de pensar em dinheiro os torna mais agressivos.
Ou seja, o foco em preços, lucros, contas bancárias e orçamentos pode não ser benéfico para o ambiente em seu escritório ou para a integridade de sua organização.
Se você quer que seus funcionários cooperem entre si e se mantenham honestos, não os "suborne" com bônus, diz Jiang. Ele oferece uma alternativa: "Você pode premiar um funcionário com uma viagem para o Havaí. As pessoas não pensam em dinheiro quando vão para o Havaí."
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

quinta-feira, 19 de março de 2015

USP está entre as 60 melhores universidades do mundo

Imagem do Google
A USP (Universidade de São Paulo) subiu na classificação doWorld Reputation Ranking, elaborado pelo The Times Higher Education em parceria com a Thomson Reuters.
A Universidade foi a única entre as brasileiras a figurar nessa classificação. A Instituição passou da posição 81-90 para a 51-60, o que representa a melhor posição alcançada pela USP desde a criação do ranking, em 2011. 
O ranking, que já está em sua quinta edição, é uma vertente da classificação anual das universidades. Ele é elaborado pelo The Times, que envolve 13 critérios (como relação aluno/professor, quantidade de discentes e docentes estrangeiros, número de trabalhos científicos publicados, dinheiro aplicado em pesquisa etc.) e na qual a USP aparece na posição 201-225ª.
World Reputation Ranking baseou-se nos resultados de consultas realizadas junto a 10.507 acadêmicos de mais de 150 países. O ranqueamento das instituições foi elaborado tendo como principal critério a excelência na pesquisa e no ensino.
Os pontos para avaliar a reputação são referentes ao número de vezes que uma instituição foi citada pelos entrevistados como sendo a melhor em seus respectivos campos de conhecimento. Os acadêmicos consultados poderiam destacar as universidades que consideravam as mais fortes, regional e globalmente, em suas áreas específicas, dentre mais de seis mil instituições de ensino superior existentes no âmbito mundial.
Com informações de: Inovação Tecnológica

terça-feira, 17 de março de 2015

Por que a Lua está se afastando da Terra?

Há várias teorias tentando explicar a origem da Lua, mas nenhuma delas convence a todos os pesquisadores.[Imagem: Cosmic Collisions Space Show/Rose Center for Earth and Space/AMNH]
Afastamento da Lua
Você certamente não percebe, mas a Lua está se afastando de nós.
Nosso satélite está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos, afastando-se da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.
Segundo a astrônoma Britt Scharringhausen, a razão para o aumento da distância é que a Lua levanta marés na Terra. Como o lado da Terra voltado para a Lua fica mais perto, ele sente um puxão gravitacional mais forte do que o centro da Terra. Do mesmo modo, a face oposta da Terra - que não está virada para a Lua - sente menos a gravidade da Lua do que o centro da Terra.
Este efeito "estica" um pouco a Terra, tornando-a levemente oblonga - são os chamados "bojos de maré". O corpo sólido real da Terra é distorcido de alguns poucos centímetros, embora o efeito mais notável sejam as marés levantadas sobre o oceano.
Como toda massa exerce uma força gravitacional, os bojos de maré sobre a Terra exercem uma força gravitacional sobre a Lua. Como a Terra gira mais rápido (uma vez a cada 24 horas) do que a Lua (uma vez a cada 27,3 dias), os bojos de maré têm como efeito "acelerar" a Lua, o que a faz afastar-se.
Ainda que outras explicações concentrem-se na redução da velocidade da Terra, o efeito líquido é uma alteração da velocidade relativa entre a Terra e seu satélite que tem como resultado o afastamento da Lua - quando algo que está em órbita de outro corpo acelera, essa aceleração o empurra para fora.
Interações entre Terra e Lua
A interação entre a Lua e a Terra afeta nosso planeta de várias formas.
Para começar, à medida que a Terra gira mais devagar, os dias ficam mais longos - dois milésimos de segundo a cada século. Isso tende a deixar os invernos mais frios e os verões mais quentes.
E se a força gravitacional da Lua torna-se mais fraca, as marés na Terra não serão tão acentuadas. No entanto, mesmo sem a Lua, existiriam marés - ainda que muito mais suaves - pelo efeito gravitacional do Sol.
No entanto, nenhuma dessas consequências é causa para preocupações: as mudanças são sutis demais para que possamos testemunhá-las. Em algum momento, a Terra e a Lua vão chegar a um equilíbrio e a Lua deixará de se afastar.
Mas, eventualmente antes que isso aconteça, o Sol vai se expandir até virar uma gigante vermelha e engolir a Terra e seu satélite - daqui a cerca de 5 bilhões de anos, mais ou menos.
A propósito, a Terra também está se afastando do Sol.
Por que a Lua está se afastando da Terra?
Espelho refletor deixado na Lua pela Apollo 14 para medição da distância entre a Terra e seu satélite. [Imagem: NASA]
Como é medida a distância da Lua
A possibilidade do monitoramento preciso do afastamento da Lua deve-se sobretudo às missões da NASA e da União Soviética, nas décads de 1960 e 1970.
Em três das missões Apollo os astronautas deixaram na Lua unidades retrorrefletoras cheias de pequenos espelhos. O robô lunar soviético Lunokhod-1 também fez o mesmo.
Desde então, os astrônomos têm disparado raios laser em direção a essas unidades refletoras, para manter um registro exato de o quanto a Lua está se afastando.
"Enviamos cerca de 100 quatrilhões de fótons com cada pulso de laser. Se tivermos sorte, para cada pulso que enviamos, volta (à Terra) um fóton", explica Russet McMilllan, do observatório astronômico Apache Point Observatory, no Novo México (EUA).
Apesar de à primeira vista um fóton parecer pouco, ele é suficiente para medir a distância entre a Lua e da Terra até o seu último milímetro.
Segundo a última medição feita por McMillan, a distância exata da Terra à Lua era de 393.499.257.798 milímetros, mas isso varia largamente ao longo da órbita da Lua, cuja diferença entre perigeu e apogeu é de cerca de 42.500 km.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

domingo, 15 de março de 2015

CED abre inscrições para curso de Astronomia e Astronáutica para professores e alunos

Imagem: Divulgação
O Centro de Educação a Distância do Ceará está com inscrições abertas para o Curso de Formação em Astronomia e Astronáutica para Professores e Alunos das Escolas Públicas do Ceará.

As inscrições irão até dia 20 de março de 2015 e poderão ser feitas pelo site oficial do CED: www.ced.seduc.ce.gov.br

O Curso de Formação em Astronomia e Astronáutica para Professores das Escolas Públicas do Ceará é uma ação da Secretaria de Educação do Estado do Ceará e o Centro de Educação a Distância em parceria com a Universidade Federal do Ceará e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, através do Instituto Universidade Virtual (Instituto UFC Virtual).

A formação tem o intuito de contribuir para o desenvolvimento de uma Educação Básica de qualidade que incentive, nos professores e estudantes, o interesse pela ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: Centro de Educação a Distância do Ceará

Constelação a 4 mil anos-luz da Terra é detalhada por telescópio chileno

Imagem obtida pelo ESO mostra a constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra. (Foto: Divulgação/ESO)
Uma nova imagem da constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra, foi divulgada quanta-feira passada pelo Observatório Europeu do Sul, o ESO. A imagem foi obtida pelo telescópio de rastreamento VLT Survey, instalado no Observatório do Paranal, no Chile.

De acordo com o ESO, a foto mostra a vista mais detalhada até hoje dessa parte do céu. A fotografia foi feita a partir da reunião de 500 imagens individuais.

O ESO explica, através de comunicado divulgado no site da instituição, que no centro da foto é possível ver o aglomerado estelar aberto NGC 6193, que contém cerca de 30 estrelas brilhantes.
Com informações de: G1.com/cienciaesaude