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Ciência e Tecnologia

O que há de novidade em Ciência e Tecnologia pelo Brasil e pelo mundo, você encontra aqui.

Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

Várias curiosidades físicas, matemáticas e uma enormidade de informções que talvez não soubesse você encontra aqui.

Notícias de Altaneira

Informações sobre Educação, Cultura e Variedades na cidades de Altaneira-Ce, nesse espaço.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Veste robótica impede má-postura

Usando princípios da "robótica mole", o colete armazena energia cinética dos movimentos e enrijece usando músculos artificiais. [Imagem: Fraunhofer IPK/IZM]
No mercado de equipamentos de proteção individual existem diversos tipos de colete para trabalhadores que precisam erguer pesos.
Mas parece que nenhum deles é perfeito: os trabalhadores reclamam da falta de conforto, enquanto os médicos pedem maiores níveis de proteção.
A equipe do Instituto de Sistemas de Produção, da Alemanha, acredita ter chegado a um meio-termo.
Eles criaram um colete com atuadores ativos que enrijecem quando o usuário começa a deslocar-se da postura ideal.
Desta forma, o trabalhador não precisa usar um equipamento de proteção individual apertado demais, o que tira sua mobilidade e incomoda, e nem se submeter a riscos maiores em razão de posturas inadequadas.
Segundo a equipe, o colete usa o conceito de "robótica mole", criando uma autêntica prótese ortopédica para uso preventivo.
Segundo o Dr. Henning Schmidt, responsável pelo projeto, toda a eletrônica necessária, incluindo os sensores e os atuadores, estão embutidos no material. Os sensores monitoram todo o movimento do usuário, enquanto um processador compara os dados em tempo real com um padrão de movimentos ótimos.
A energia necessária para que o equipamento funcione vem do próprio trabalhador: quando ele se inclina para erguer um peso, o equipamento armazena a energia cinética, que é então liberada quando ela é necessária.
Schmidt afirma que o novo colete será particularmente útil em hospitais, onde os cuidadores frequentemente precisam carregar os pacientes ou ajudá-los a se mover, quando nem sempre é possível saber a força que será necessária para apoiar o paciente.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Câmera digital funciona sem gastar energia

Este é o sensor CCD customizado, que captura imagens em um ciclo e gera eletricidade em outro. [Imagem: Computer Vision Laboratory/Columbia Engineering]
Sensor híbrido
Engenheiros usaram componentes comuns encontrados em câmeras digitais para criar uma filmadora totalmente auto-alimentada - ela mesma gera a energia necessária ao seu funcionamento.
O protótipo produz uma imagem a cada segundo, por tempo indeterminado, bastando que a cena esteja razoavelmente iluminada - ela funciona mesmo em ambientes internos.
Isto é possível porque cada pixel da câmera não apenas detecta e mede a luz incidente que irá formar a imagem, como também converte essa luz incidente em energia elétrica.
"Uma câmera que pode funcionar como um dispositivo desplugado para sempre - sem qualquer fonte de alimentação externa - será incrivelmente útil. Esperamos que as imagens digitais viabilizem muitos campos emergentes, incluindo dispositivos portáteis, redes de sensores, ambientes inteligentes, a medicina personalizada, bem como a Internet das Coisas," disse o professor Shree Nayar, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos.
Câmera e painel solar
Embora as câmeras digitais e os painéis solares tenham finalidades distintas - os sensores CCD das câmeras medem a luz, enquanto as células solares convertem a luz em energia - ambos são construídos essencialmente com os mesmos componentes.
Para captar a imagem de uma cena, cada pixel de uma câmera tem um fotodiodo, que produz uma corrente elétrica quando exposto à luz. O fotodiodo capta a luz, mede sua intensidade e passa a informação para que o circuito da máquina construa a imagem.
Uma célula solar é também um fotodiodo que faz o mesmo trabalho de converter a luz incidente em energia elétrica, só que, em vez de enviar a informação para compor uma imagem, simplesmente disponibiliza a corrente para uso externo.
Câmera digital filma continuamente sem gastar energia
Protótipo da câmera, capaz de fazer imagens razoáveis com seu sensor experimental de 1.200 pixels. [Imagem: Computer Vision Laboratory/Columbia Engineering]
Em outras palavras, o fotodiodo do pixel da câmara é usado no modo fotocondutor, enquanto o fotodiodo da célula solar é utilizado no modelo fotovoltaico.
O que Nayar e seus colegas fizeram foi construir um circuito que alterna o funcionamento dos fotodiodos entre o modo fotovoltaico e o modo fotocondutor. Em um ciclo os pixels são usados para captar a imagem; no ciclo seguinte eles geram energia, e assim sucessivamente, fazendo com que a câmera capture imagens continuamente, gerando sua própria energia.
Câmera eterna
O protótipo, construído com componentes disponíveis comercialmente, possui um sensor de imagem com apenas 30x40 pixels, suficientes para fazer imagens reconhecíveis de uma pessoa.
Quando a câmera não está sendo utilizada para captar imagens, ela pode ser ajustada para gerar energia para outros dispositivos - para recarregar um celular ou um relógio, por exemplo.
"Acreditamos que nossos resultados são um passo significativo rumo ao desenvolvimento de uma geração inteiramente nova de câmeras que podem funcionar por um longo período - idealmente, para sempre - sem serem alimentadas externamente," finalizou Nayar.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

Cientistas querem DNA de usuários do Facebook

Imagem do Google
Há poucos dias, a revista científica Nature lançou uma nota de preocupação sobre o acesso de cientistas a dados genéticos da população sem garantia de privacidade.
Agora os cientistas avançaram um pouco mais, e começaram a usar o Facebook para tentar arrebanhar doadores daquilo que alguns estudiosos de ética chamam de "privacidade última": o próprio DNA.
A Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan (EUA) batizou o novo projeto de "Genes for Good" - "Genes para o Bem".
Há muito tempo, especialistas conscienciosos vêm alertando que a genÉtica precisa ter a ética em seu centro.
E não se trata apenas de um cuidado especial no caso dos "bebês projetados", mas das muitas dúvidas que existem entre os próprios médicos e cientistas sobre os exames genéticos de câncer, que têm sido objeto de um marketing agressivo pelas empresas, mas que podem fazer mais mal do que bem.
O problema desses testes, segundo as próprias entidades de pesquisa em genética, é que eles podem predizer uma possibilidade, nunca a certeza de uma doença. Isto sem esquecer do funcionamento do processo científico normal, no qual estudos costumeiramente são contestados quando as técnicas e os métodos de pesquisa avançam. Ou seja, o risco indicado com base em um estudo considerado válido hoje, poderá ser contestado quando o conhecimento científico se aprimorar.
Desta forma, coletar o DNA de usuários do Facebook em troca da análise desse DNA, e depois enviar os resultados a essas pessoas sem nenhum critério ou acompanhamento profissional, poderá ter efeitos devastadores sobre uma quantidade enorme de voluntários - pessoas que poderão ou não vir a ter uma doença no futuro.
Milhares de falsos positivos, erros de análise e voluntários emocionalmente fragilizados são mais do que suficientes para transformar o pretenso "genes para o bem" em "genes para o mal".
"Colocamos uma pergunta bem curta no Facebook para lembrar as pessoas de enviarem as informações. Esperamos que as pessoas achem o aplicativo envolvente e participem." disse o Dr. Gonçalo Abecasis, diretor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan.
"Os participantes podem ter seu DNA analisado, e os resultados desta análise, o seu genótipo, serão enviados de graça," acrescentou o Dr. Scott Vrieze, da Universidade do Colorado, membro da equipe.
Ocorre que não se trata apenas de "tornar aplicativos envolventes", como se fosse apenas mais um utilitário que as pessoas baixam para avaliar em seus celulares e depois apagam quando não gostam.
Um resultado do tipo "você tem x% de risco de ter câncer" é algo que não se deleta apertando um botão, e os cientistas parecem não estar levando em conta os custos de lidar com o impacto que seus voluntários "envolvidos" terão que arcar sozinhos em suas casas.
As preocupações com a privacidade anunciadas pela equipe do "Genes for Good" parecem questionáveis: segundo anúncio emitido pela Universidade de Michigan, "os participantes também poderão rastrear os componentes de sua saúde e atividades ao longo do tempo, além de poder se comparar com os outros participantes do estudo".
A nota da Universidade acrescenta que "um objetivo eventual é tornar a plataforma e os dados resultantes amplamente disponíveis para a comunidade científica sem nenhum custo, para que os outros cientistas possam desenvolver novas medidas ou novas análises. Identificadores pessoais, como nomes e números de telefone, não serão compartilhados."
O aplicativo ainda não está disponível no Brasil. Para participar, o usuário precisa ter pelo menos 18 anos de idade, viver nos Estados Unidos, com um endereço válido, ser capaz de ler inglês fluentemente e ter uma conta no Facebook.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 14 de abril de 2015

Divulgado primeiro mapa da matéria escura

A escala de cores representa a densidade de massa projetada: amarelo e vermelho são as regiões com matéria mais densa. Os aglomerados de galáxias são mostrados pelos pontos cinzentos no mapa - pontos maiores representam aglomerados maiores. [Imagem: Dark Energy Survey]
Cientistas do levantamento Dark Energy Survey (DES) lançaram o primeiro de uma série de mapas da matéria escura no cosmos.
Estes mapas, criados como resultado da análise das imagens da DeCam, uma das câmeras digitais mais poderosas do mundo, são os maiores mapas contíguos criados nesse nível de detalhe e irão melhorar a nossa compreensão do papel da matéria escura na formação das galáxias.
A análise do grau de aglomeração da matéria escura nestes mapas também permitirá sondar a natureza da misteriosa energia escura, que se acredita estar causando a expansão acelerada do Universo.
A matéria escura, uma substância misteriosa que se acredita compôr cerca de um quarto do Universo, é invisível até mesmo para os instrumentos astronômicos mais sensíveis, pois não emite nem absorve a luz.
No entanto, os seus efeitos podem ser vistos através do estudo de um fenômeno chamado de "lente gravitacional" - que é a distorção que ocorre quando a força gravitacional da matéria escura curva a trajetória de um raio de luz proveniente de galáxias distantes.
Compreender o papel da matéria escura faz parte do programa de pesquisa para quantificar o papel da energia escura - objetivo final da pesquisa conduzida pelos participantes do levantamento DES.
A equipe do DES trabalhou por mais de um ano para validar cuidadosamente os "mapas das lentes gravitacionais".
"Nós medimos distorções quase imperceptíveis nas formas de cerca de dois milhões de galáxias para construir estes novos mapas," disse Vinu Vikram, do Laboratório Nacional Argonne (EUA) . "Eles são um testemunho, não só da sensibilidade da câmera do DES, mas também do trabalho rigoroso por nossa equipe de lenteamento para compreender sua sensibilidade tão bem que podemos obter resultados precisos."
Este primeiro mapa da matéria escura baseia-se nas observações iniciais do DES e cobre apenas 3% da área do céu que o levantamento irá cobrir ao final de sua missão de cinco anos.
A pesquisa acaba de completar seu segundo ano, mas a coleta de dados permitirá testar as teorias cosmológicas em voga, pela comparação entre as quantidades de matéria escura e visível.
Essas teorias sugerem que, uma vez que há muito mais matéria escura no Universo do que a matéria visível, as galáxias se formarão onde grandes concentrações de matéria escura (e, portanto, gravidade mais forte) estão presentes.
Até agora, a análise dos cientistas do DES corrobora esta afirmação. Os mapas mostram grandes filamentos de matéria ao longo do qual as galáxias visíveis e aglomerados de galáxias se encontram e vazios onde há poucas galáxias.
Neste trabalho recém-submetido para publicação participam seis afiliados do LIneA (Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia), sediado no Observatório Nacional, que apoia um grupo de cientistas brasileiros através do consórcio DES-Brazil.
A câmera que coleta os dados está montada no telescópio Blanco, de 4 metros, no Observatório de Cerro Tololo, no Chile.
Fonte: Inovação Tecnológica

Nomofobia, a fobia de ficar sem celular

Quanto mais usam o celular, mais ansiosos e menos felizes os estudantes se sentem: Uso frequente do celular aumenta ansiedade e diminui felicidade de estudantes.[Imagem: Cortesia Kent State University]
Nomofobia
Nomofobia é um termo originário do inglês, que significa "no-mobile-phobia", ou seja, a fobia de ficar sem celular.
Estar on-line 24 horas por dia parece um caminho sem volta, mas nem todas as pessoas lidam bem com o acesso contínuo à internet.
Como inúmeros psicólogos ao redor do mundo já constataram, o uso constante da tecnologia traz seus próprios riscos - riscos emocionais, psicológicos e até físicos.
Os sintomas dos pacientes vão desde a compulsão a olhar o celular o tempo todo, até movimentos involuntários, com os dedos se mexendo como se estivessem manipulando o aparelho.
"O telefone já não cumpre mais a função daqueles telefones antigos, de se comunicar através da voz. Hoje, você tem rede social, máquina fotográfica, filmadora, GPS, música. Por isso que essa sedução se torna muito maior," comenta o psicólogo Cristiano Nabuco.
Ensino e tecnologia
A tecnologia tem influenciado o ensino, embora algumas escolas tradicionais tentem impedir a utilização de dispositivos tecnológicos na sala de aula, embasados em estudos que garantem que internet na sala de aula é uma má ideia.
Em casa, os pais estão em busca de um caminho. Qual o melhor momento para as crianças começarem a usar tablets, smartphones ou qualquer outro dispositivo tecnológico?
A filósofa Viviane Mosé aconselha: "Precisamos entender que a tecnologia é uma tsunami que já vem. Não podemos lutar contra ela. Não é possível. Não precisa encher seu filho de tecnologia. Mas entenda o que ele está usando, e ajude-o a usar melhor."
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Bateria de alumínio recarrega em 1 minuto

O protótipo da bateria de alumínio é rápido, flexível e muito durável. [Imagem: Mark Shwartz/Stanford University]
Rápida e durável
Pesquisadores das universidades de Stanford e Taiwan criaram uma bateria de alumínio que recarrega rapidamente, é muito segura e poderia ser fabricada a baixo custo.
O protótipo recarrega completamente em apenas um minuto e suportou 7.500 ciclos de carga e recarga sem degradação - para comparação, uma bateria de lítio tem durabilidade prevista de 1.000 ciclos.
"Nós desenvolvemos uma bateria recarregável de alumínio que pode substituir os atuais dispositivos de armazenamento, tanto as baterias alcalinas, que são ruins para o meio ambiente, quanto as baterias de íons de lítio, que ocasionalmente explodem em chamas," disse o professor Hongjie Dai.
Para demonstrar a segurança da nova bateria, Dai furou o protótipo enquanto ele era usado, e ele não pegou fogo.
Bateria de alumínio
O alumínio é um material interessante para baterias porque é relativamente barato - é mais barato do que o lítio - e tem potencial para armazenar uma grande quantidade de carga.
Mas ninguém até hoje conseguiu viabilizar uma bateria de alumínio que produzisse uma tensão suficiente e fosse durável.
A solução encontrada pela equipe integra um eletrodo negativo de alumínio com um eletrodo positivo de um tipo especial de grafite. Os dois são mergulhados em um eletrólito de líquido iônico no interior de um invólucro recoberto por polímero.
"O eletrólito é basicamente um sal que é líquido a temperatura ambiente, de forma que ele é muito seguro," disse Ming Gong, principal criador da bateria ao lado do seu colega Meng-Chang Lin.
Bateria de alumínio recarrega em 1 minuto
O alumínio se dissolve no eletrodo negativo, enquanto íons contendo alumínio migram para os espaços entre as camadas de grafite no eletrodo positivo. No recarregamento, dá-se o inverso, depositando-se o alumínio metálico de volta no eletrodo negativo. [Imagem: Meng-Chang Lin et al. - 10.1038/nature14340]
Desafios a vencer
Mas nem tudo está pronto para que as baterias de alumínio cheguem às prateleiras.
Apesar de muito durável e de conservar a tensão gerada ao longo de milhares de ciclos de carga e descarga, o protótipo gera uma tensão baixa, cerca de metade da gerada por uma bateria de lítio. Os esforços da equipe irão se concentrar agora nesse aspecto.
Além disso, a "injeção" dos íons de alumínio entre as camadas de grafite faz o material se expandir, contraindo-se quando a energia é consumida. Por isso a equipe escolheu um invólucro flexível, mas será um desafio compatibilizar essa "bateria pulsante" com os invólucros rígidos dos aparelhos eletrônicos.
"Fora isso, a nossa bateria tem tudo o mais que você poderia sonhar em uma bateria: eletrodos de baixo custo, boa segurança, carregamento de alta velocidade, flexibilidade e ciclo de vida longo. Eu a vejo como uma nova bateria em seus primeiros dias. É muito emocionante," disse o professor Dai.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Depois de dois anos o LHC é religado

A descoberta de que os núcleos dos átomos têm formato de pera foi uma das últimas sinalizações de uma Nova Física.[Imagem: Liam Gaffney/Peter Butler/Universidade de Liverpool]
O Grande Colisor de Hádrons (LHC) foi religado, com prótons circulando no túnel de 27 km do acelerador pela primeira vez desde 2013.
A parada técnica foi feita para uma atualização tecnológica, na tentativa de alcançar os níveis de energia previstos em seu projeto inicial.
Quando ficou pronto, em 2009, o maior laboratório já construído pelo homem teve problemas de curtos-circuitos em seus magnetos supercondutores.
Mesmo depois dos consertos, ficou claro que não seria seguro atingir as energias de 14 teraelétron-Volts (TeV) previstas no projeto inicial. O resultado é que, desde então, o LHC operou com apenas metade da energia prevista inicialmente.
Mas isso não impediu que o experimento detectasse o Bóson de Higgs, uma das últimas peças que faltavam para completar o chamado Modelo Padrão da física.
Agora, com a atualização tecnológica, a expectativa é que o acelerador possa atingir pelo menos 13 TeV, aproximando-se da sua meta inicial.
Para os supersticiosos, as expectativas são boas: da mesma forma que no acionamento inicial, o religamento do LHC apresentou problemas também desta vez, com um curto-circuito atrasando o início dos experimentos em algumas semanas - se, daquela vez, ele revelou o Bóson de Higgs, agora espera-se que ele revele algo mais.
Na verdade, há um certo desconforto entre os físicos, que esperavam que este que é o maior e o mais caro experimento científico da história trouxesse alguma novidade que fosse além das teorias físicas atuais - a tão esperada "Nova Física".
Fonte: Inovação Tecnológica

Pesquisas na internet criam ilusão de conhecimento

Imagem: Wikipedia
Pesquisar na internet para obter informações pode fazer as pessoas se sentirem mais inteligentes do que realmente são.
"Está ficando mais fácil confundir o seu próprio conhecimento com esta fonte externa. Quando as pessoas estão verdadeiramente por conta própria, elas podem ser extremamente imprecisas sobre o quanto sabem e o quanto são dependentes da internet," comenta o Dr. Matthew Fisher, da Universidade de Yale (EUA).
Em uma série de experimentos, voluntários que procuravam informações na internet acreditavam estar mais bem informados sobre outros temas, não relacionados com as pesquisas que acabavam de ter feito on-line. Um grupo de controle, que não usou a internet, foi muito mais preciso em reconhecer a própria ignorância sobre esses outros temas.
E, em um resultado que surpreendeu até os pesquisadores, os participantes apresentaram um senso inflado de seu próprio conhecimento depois de pesquisar na internet mesmo quando não conseguiram encontrar a informação que estavam procurando sobre o assunto original.
Após a realização das pesquisas na internet, os participantes também demonstraram acreditar que seus cérebros são mais ativos do que o grupo controle.
Em um dos diversos experimentos realizados, o grupo da internet pesquisou respostas para quatro perguntas (por exemplo, "Como funciona um zíper?"), tendo que fornecer um link do site com a melhor resposta. O grupo controle recebeu o texto exato do site mais comum usado pelo grupo da internet para responder às questões.
Em seguida, os dois grupos avaliaram sua capacidade de responder a outras perguntas (por exemplo, "Por que noites nubladas são mais quentes?") cobrindo assuntos não relacionados com as pesquisas na internet ou com os textos recebidos, apesar de não terem de responder a essas novas perguntas.
Os membros do grupo da internet classificaram-se de forma consistente como mais "sabedores" do que o grupo controle sobre esses temas não relacionados, para os quais eles nem sequer procuraram a resposta.
Segundo o Dr. Matthew Fisher, as pessoas precisam estar ativamente envolvidas na pesquisa quando leem um livro ou precisam conversar com um especialista para encontrar a resposta para um assunto.
Mas, quando pesquisam na internet, esse envolvimento e aplicação são desnecessários ou menos intensos.
"Se você não sabe a resposta para uma pergunta, é muito evidente para você que você não sabe, e leva tempo e esforço para encontrar a resposta. Com a internet, as linhas entre o que você sabe e o que você acha que sabe tornam-se muito menos claras," avalia o pesquisador.
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 5 de abril de 2015

Novo perfume cheira mais quanto mais suado você estiver

Perfume cheira mais quanto mais você sua
A fragrância, representada por FG, é liberada na presença da água do suor. 
[Imagem: Nimal Gunaratne et al. - 10.1039/C5CC00099H]
Um novo sistema de liberação dos componentes aromáticos de um perfume garante que, quanto mais a pessoa transpirar, mais cheirosa ela vai ficar.
O novo perfume libera mais do seu aroma quando ele entra em contato com a umidade, o que significa que a pessoa vai cheirar melhor quanto maiores forem seus níveis de suor.
Este mecanismo inovador foi criado ligando as moléculas responsáveis pela fragrância a um líquido iônico, essencialmente um sal sob a forma de líquido, que não tem nenhum cheiro.
O "líquido iônico perfumado" libera seu aroma quando entra em contato com a água, permitindo que o cheiro do perfume seja mais intenso na presença da água liberada pelas glândulas sudoríparas.
Outra vantagem é que o perfume tem a capacidade de remover os maus odores provenientes do suor - os compostos "tiol", que são responsáveis pelo mau cheiro do suor, são atraídos para o líquido iônico, juntando-se a ele e perdendo sua potência odorífera.
"Isto não apenas tem um grande potencial comercial, já que poderá ser utilizado em cosméticos e perfumes, como também pode ser usado em outras áreas da ciência, como a liberação lenta de certas substâncias," disse o Dr. Nimal Gunaratne, da Universidade Queens de Belfast.
A liberação lenta de compostos ativos é uma das áreas mais pesquisadas em busca de remédios com menos efeitos colaterais.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pais compartilham demais seus filhos nas mídias sociais?

Imagem do Google
Maternidade compartilhada
Algumas das maiores estrelas da mídia social não têm idade suficiente para twittar: são fotos de crianças com fantasias, tendo chiliques e até mesmo na banheira, todas ilustrando a lista de "novas notícias" do Facebook.
Crianças, ainda usando fraldas, dançando sucessos de Beyoncé e Taylor Swift acumulam visualizações do YouTube. Inúmeros blogs compartilham histórias sobre tudo, desde o treinamento para o desfralde até as dificuldades enfrentadas na pré-escola.
Pesquisadores do Hospital Infantil da Universidade de Michigan (EUA), que pesquisaram o fenômeno, dizem que a prática é tão prevalente que até lhe deram um nome: "sharenting", uma mistura de "compartilhar" (share) e "parenting" (paternidade ou maternidade).
Segundo eles, mais da metade das mães e um terço dos pais discutem saúde infantil e educação dos filhos nas mídias sociais, e quase três quartos dos pais dizem que a mídia social faz com que se sintam menos sozinhos.
Troca de ideias
Mas até onde essa exposição pode ir sem atravessar os limites entre a vida pública e a vida privada?
"Quando as próprias crianças têm idade suficiente para usar as mídias sociais, muitas delas já têm uma identidade digital criada por seus pais," diz Sarah Clark, responsável pela pesquisa.
De acordo com a pesquisa, que ouviu pais de crianças com idades entre 0 e 4 anos, os tópicos mais comuns ao compartilhar conselhos sobre a maternidade/paternidade nas mídias sociais são:
  1. como colocar as crianças para dormir (28%)
  2. nutrição e dicas de alimentação (26%)
  3. disciplina (19%)
  4. creches e pré-escolas (17%)
  5. problemas de comportamento (13%)
Exposição excessiva dos filhos
Quase 70% dos pais disseram que usam mídias sociais para receber conselhos de outros pais mais experientes e 62% disseram que essas trocas de informações ajudam a diminuir suas preocupações.
No entanto, os pais também reconheceram possíveis armadilhas na exposição de informações sobre seus filhos: quase dois terços deles se preocupam que alguém possa "saber demais" da vida privada de seus filhos ou até mesmo compartilhar fotos deles. Mais da metade também se preocupa com o futuro, dizendo que, quando mais velhos, seus filhos podem ter vergonha do que foi compartilhado.
Três quartos dos pais entrevistados também apontaram "superexposição" por parte de outros pais, quando eles compartilharam histórias embaraçosas, divulgaram informações que poderiam identificar a localização de uma criança, ou postaram fotos consideradas "inapropriadas".
"Existe uma linha tênue entre o que há de positivo e o que pode ser ruim nesta superexposição. No futuro, mesmo que a criança queira, caso se sinta envergonhada sobre o que foi publicado dela, ela não terá controle sobre onde e quem terá acesso a esse material," diz a pesquisadora.
Sequestro digital
Histórias de "sharenting" que acabaram mal têm virado notícias, com um dos exemplos mais extremos incluindo um fenômeno chamado "sequestro digital", relatado no início deste ano. Pais ficaram chocados ao saber que estranhos estavam "roubando" fotos on-line dos seus filhos e as recompartilhando, como se as crianças fossem suas.
Em outros casos, fotos de crianças tornaram-se alvo de piadas cruéis e "cyberbullying". Entre os casos mais notórios nos últimos anos está o de um grupo criado no Facebook para criticar bebês considerados feios pelos autores do grupo.
"Os pais são responsáveis pela privacidade de seus filhos e precisam ser cuidadosos ao compartilhar na mídia social, para que eles possam desfrutar dos benefícios desta 'camaradagem', mas também protejam a privacidade de seus filhos hoje e no futuro", disse Clark.
Matéria colhida na íntegra em Diário da Saúde