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Ciência e Tecnologia

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Questões de Física do ENEM

Aqui você vai encontrar várias questões de Física e algumas de Biologia das edições anteriores da prova com direito ao gabarito e comentário. Excelente espaço para estudar.

Curiosidades Gerais

Várias curiosidades físicas, matemáticas e uma enormidade de informções que talvez não soubesse você encontra aqui.

Notícias de Altaneira

Informações sobre Educação, Cultura e Variedades na cidades de Altaneira-Ce, nesse espaço.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cientistas quebram simetria da luz

O efeito foi demonstrado usando uma única nanopartícula de ouro depositada no interior de uma fibra óptica. [Imagem: TU Wien]
 Luz com direção
Quando uma partícula absorve e emite luz, a luz que sai não é emitida apenas numa direção.
"Uma partícula no espaço livre irá sempre emitir tanta luz em uma direção em particular quanto ela emite na direção oposta," explica o professor Arno Rauschenbeutel, da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria.
Mas o professor Arno e sua equipe acabam de quebrar essa simetria de emissão da luz usando nanopartículas de ouro acopladas a fibras ópticas ultrafinas.
Na estrutura construída por eles, as propriedades da luz de um laser que incide nas nanopartículas dentro da fibra óptica determinam se a luz emitida pela partícula viajará para a esquerda ou para a direita dentro da fibra.
Segundo a equipe, este novo tipo de interruptor óptico tem o potencial para alavancar de vez a nanofotônica, o que inclui, entre outras utilidades, o uso da luz em lugar da eletricidade no interior dos chips.
A quebra da simetria da luz foi possível explorando um efeito físico já conhecido, o acoplamento spin-órbita. [Imagem: TU Wien]
Quebra da simetria da luz
A quebra da simetria da luz foi possível explorando um efeito físico já conhecido, o acoplamento spin-órbita.
A luz possui um momento angular intrínseco, chamado spin. De forma semelhante a um pêndulo, que pode oscilar em um plano ou se mover em círculos, uma onda de luz também pode ter diferentes sentidos de oscilação - se ela tiver um sentido vibracional bem definido ela é chamado de "onda polarizada".
Normalmente uma onda de luz oscila em um plano perpendicular à sua direção de propagação. Se a oscilação for circular, ela lembra o movimento de uma hélice de avião - então, seu spin, ou seu eixo de rotação, aponta na mesma direção da sua propagação.
Mas as coisas mudam ligeiramente quando a luz se move através de fibras de vidro ultrafinas: sua intensidade é muito alta no interior da fibra, mas diminui rapidamente fora dela.
"Isto leva a um componente de campo adicional na direção da fibra de vidro," explica o professor Arno. O plano rotacional da onda de luz gira 90 graus. "Então, a direção da propagação é perpendicular ao spin, tal como uma bicicleta, que se desloca numa direção que é perpendicular aos eixos das rodas."
Quando a nanopartícula inserida no interior da fibra de vidro é irradiada com um laser de tal forma que ela emita luz de um determinado sentido de rotação, a luz emitida irá então se propagar apenas em uma direção particular no interior da fibra - ou para a esquerda ou para a direita.
Tecnologia prática
"Esta nova tecnologia pode ser facilmente disponibilizada em aplicações comerciais. Já agora todo o experimento cabe dentro de uma caixa de sapatos," disse o professor Arno.
"A técnica pode ser aplicada a circuitos integrados ópticos. Esses sistemas fotônicos poderão substituir um dia os circuitos eletrônicos que utilizamos hoje," prevê ele.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

Salvar arquivo no computador melhora memória

Imagem do Google
O simples ato de salvar um arquivo no computador pode melhorar a nossa memória para as informações que encontrarmos a seguir.
Quem garante são Sean Stone e Benjamin Storm, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, em um estudo publicado na renomada revista Psychological Science.
Os experimentos realizados pelos dois pesquisadores indicam que o mero ato de salvar o arquivo ajuda a "liberar recursos cognitivos" que podem ser usados para lembrar novas informações.
"A ideia é incrivelmente simples: Salvar [o arquivo] funciona como uma forma de descarregamento. Ao assegurar que determinadas informações estarão digitalmente acessíveis, podemos realocar recursos cognitivos usados para manter essa informação e concentrarmos em lembrar novas informações," disse o Dr. Storm.
Estudos anteriores haviam indicado que salvar informações em um dispositivo digital, como um computador ou câmera, tira essas informações da memória - uma espécie de esquecimento induzido pelo salvamento.
"Nós tendemos a pensar sobre esquecer como algo que acontece quando a memória falha, mas as pesquisas sugerem que o esquecimento desempenha um papel essencial no apoio ao funcionamento adaptativo da memória e da cognição," explica Storm.
No primeiro experimento, estudantes universitários abriam e estudavam pares de arquivos (Arquivos A e B). Cada arquivo continha uma lista de 10 substantivos comuns.
Os voluntários tiveram 20 segundos para estudar o Arquivo A antes de fechá-lo. Eles então estudaram o Arquivo B pelo mesmo tempo e foram imediatamente avaliados sobre quantos nomes conseguiam se lembrar deste último arquivo. Finalmente eles foram avaliados quanto à lembrança dos substantivos do Arquivo A.
Mas o fator mais importante do experimento é que, na metade dos testes, os alunos foram orientados a salvar o Arquivo A em uma pasta específica após estudá-lo. Na outra metade, eles deviam simplesmente fechar o arquivo.
Os resultados foram claros: os alunos se lembraram de mais palavras do Arquivo B quando haviam salvo o Arquivo A do que quando o tinham simplesmente fechado. Os resultados foram confirmados com a repetição de todo o conjunto de testes com um novo grupo de voluntários.
Este segundo grupo rendeu ainda outra confirmação: quando os pesquisadores disseram a uma parte deles que o arquivo salvo poderia não ser recuperado, os benefícios do salvamento se foram, e eles não apresentaram os ganhos de memória.
"Ao tratar computadores e outros dispositivos digitais como extensões de memória, as pessoas podem estar se protegendo dos custos de esquecer e aproveitando os benefícios," concluiu Storm.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NASA apresenta Robô Substituto

Como no cinema, a intenção do robô Substituto é "ampliar o alcance da humanidade".[Imagem: JPL-Caltech]
 Substitutos biomecatrônicos
No sucesso do cinema "Substitutos", o personagem de Bruce Willis teve trabalho para desativar máquinas que não eram propriamente androides, não tendo qualquer inteligência própria, mas corpos biomecatrônicos que podiam ser controlados remotamente por seres humanos.
Embora ainda longe das máquinas da ficção, a NASA está apostando em seu próprio substituto -Surrogate é o nome do novo robô, que fez parte de um show esta semana no Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia.
O robô Substituto entrou pelo palco, ao som da música tema de 2001: Uma Odisseia no Espaço, e levou um tablet para o professor Thomas Rosenbaum, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Rosenbaum pegou o tablet e usou-o para disparar comandos preparados previamente para o robô Curiosity, em Marte.
O Substituto foi projetado com forte inspiração no ser humano, com uma espinha vertical, dois braços e uma cabeça. O robô pesa 90,7 quilogramas e tem 1,40 metro de altura. A grande diferença é que ele não tem pernas, movimentando-se sobre lagartas, o que limita sua capacidade de subir escadas ou escalar objetos muito altos.
Mas sua força e sua espinha flexível lhe dão uma capacidade de manipulação de objetos que é difícil de equiparar.
Ampliar o alcance da humanidade
"O Substituto e seu antecessor, o RoboSímio, foram projetados para ampliar o alcance da humanidade, indo a locais perigosos, como um reator nuclear durante um cenário de desastre como nós vimos em Fukushima. Ele pode executar tarefas simples, como girar válvulas ou acionar chaves para estabilizar a situação ou evitar mais danos," disse Brett Kennedy, líder da equipe de robótica do Caltech.
Na verdade, os dois robôs - antecessor e sucessor - são novinhos em folha. O RoboSímio foi construído para participar de um desafio de robótica patrocinado pela agência de defesa dos EUA (Darpa), em que será vencedor aquele que se sair melhor em vários cenários de desastres. O RoboSímio é um dos finalistas da competição, que ocorrerá em junho do ano que vem.
Com o material que sobrou da construção do primeiro robô, a equipe construiu oSurrogate e o resultado foi tão bom que o grupo ficou em dúvida de qual dos dois enviaria para a competição.
O RoboSímio foi inspirado em macacos, mas tem sete conjuntos de olhos. [Imagem: JPL-Caltech]
Homem e macaco
Como seu nome indica, o RoboSímio foi inspirado em macacos, movendo-se sobre quatro patas, o que lhe dá capacidade de escalar virtualmente qualquer coisa.
Outra vantagem é que, enquanto o Substituto tem dois olhos (duas câmeras para visão estereoscópica) o RoboSímio tem sete conjuntos de olhos, o que lhe permite ver simultaneamente para frente, para os lados, para baixo e para cima.
Depois de comparar o desempenho dos dois, a equipe finalmente decidiu qual enviar para a competição, mostrando que o robô inspirado no ser humano ainda não é um substituto tão bom: "Acontece que o Substituto é uma plataforma de manipulação melhor e mais rápida em superfícies amigáveis, mas o RoboSímio é uma solução mais versátil, e nós esperamos que essa solução versátil seja mais competitiva neste caso," disse Kennedy.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mesmo em cores, imagem do cometa 67P é cinza

Pode acreditar: esta foto é colorida. O problema é que o cometa é realmente mais escuro que carvão, e a foto precisou ser clareada para mostrar os relevos do 67P.[Imagem: ESA/Rosetta/OSIRIS]
A primeira fotografia a cores do cometa 67P foi tirada pela sonda espacial Rosetta e mostra que ele é ainda mais escuro e monocromático do que o esperado.


A fotografia, que apesar de ser cuidadosamente montada a partir de três imagens tiradas com filtros vermelhos, verdes e azuis, efetivamente parece ser em preto e branco.


Ela foi feita pela câmera Osiris, que está a bordo da sonda em órbita do cometa e que, no mês passado, fez história ao lançar o robô Philae na superfície do 67P.


A equipe do imageador Osiris reafirmou que o cometa 67P é "tão negro como carvão" e surpreendentemente uniforme.


"Nós gostamos de nos referir à Osiris como os olhos da Rosetta," disse o Dr. Holger Sierks, do Instituto Max Planck para Investigação do Sistema Solar, que lidera o consórcio que construiu e opera a câmera.


Na verdade, a câmera é bem diferente dos olhos humanos, e uma imagem colorida precisa ser produzida pela combinação de três fotografias separadas, uma com cada filtro.


Isto não é uma tarefa fácil. A Rosetta está em movimento constante e o cometa está girando, o que exige levar em conta várias alterações no ângulo das tomadas individuais.


O resultado parece não justificar o esforço, já que a imagem se parece notavelmente com uma fotografia preto e branco, quase igual às imagens anteriores monocromáticas.



"Como se vê, o 67P parece cinzento-escuro, na realidade quase tão negro como o carvão," disse o Dr. Sierks.


A imagem foi tratada em computador para ser clareada o suficiente para mostrar as características do cometa - é por isso que ele aparece como cinza mais claro, mas longe do que poderia se chamar colorido.


Isto é mais uma pedra no sapato dos cientistas, que acreditavam que cometas eram "bolas de gelo sujo" - qualquer saliência de gelo deveria aparecer azulada na imagem.


Segundo a equipe, o gelo do cometa presumivelmente está escondido debaixo de sua superfície empoeirada, coberta de pedregulhos.

Com informações de Inovação Tecnológica

domingo, 14 de dezembro de 2014

Mídias sociais podem induzir preconceitos e distorções nas pesquisas científicas

Os cientistas raramente corrigem seus dados para eliminar a distorção que as populações de cada site de relacionamento podem produzir nos resultados. [Imagem: Universidade McGill/Divulgação]
Os sites de relacionamento tornaram-se a Meca dos psicólogos e cientistas sociais, que passaram a ver as chamadas mídias sociais, ou sites de relacionamentos, como um meio rápido e barato de estudar o comportamento humano.
Contudo, essa prática está repleta de preconceitos e distorções, alerta uma equipe das universidades McGill (Canadá) e Carnegie Mellon (EUA).
Nos últimos anos, um número crescente de estudos científicos tem reivindicado a capacidade de prever tudo, de sucessos de bilheteria no cinema a flutuações no mercado de ações, anunciando "descobertas" sobre o comportamento humano online eoffline.
Mas as evidências de falhas em muitos desses estudos destacam a necessidade de que os cientistas sejam cautelosos devido a uma série de armadilhas que surgem quando se trabalha com grandes conjuntos de dados de mídia social.
Esses resultados errados podem ter enormes implicações: milhares de trabalhos de pesquisa a cada ano agora são baseados em dados recolhidos nos sites de relacionamento. "Muitos desses artigos científicos são usados para dar suporte e justificar decisões e investimentos entre o público, a indústria e o governo", alerta o professor Derek Ruths, membro da equipe.
Em um artigo publicado na revista Science, a equipe destaca várias questões envolvendo a utilização desses dados de mídia social - juntamente com algumas estratégias para enfrentá-los.
Para começar, os pesquisadores alertam que os dados disponibilizados pelos sites de relacionamento nem sempre fornecem uma representação precisa dos dados globais da plataforma - e os pesquisadores estão geralmente no escuro sobre quando e como os provedores de mídia social filtram seus fluxos de dados.
Além disso, o próprio projeto de cada plataforma de mídia social pode ditar a forma como os usuários se comportam e, portanto, criar desvios em qualquer medição de comportamento.
Por exemplo, apontam eles, no Facebook a ausência de um botão "Não Gostei" faz com que as respostas negativas ao conteúdo sejam muito mais difíceis de detectar do que as respostas positivas, que dispõem do botão "Curtir".
Além disso, cada site de relacionamento atrai usuários diferentes. O Pinterest, por exemplo, é dominado por mulheres com idades entre 25 e 34 anos. O Instagram tem apelo especial entre adultos com idades entre 18 e 29 anos, principalmente mulheres, pessoas de renda mais baixa e etnias definidas como latinos e afro-americanos, - enquanto o Pinterest é dominado por usuários entre 25 e 34 anos com renda média acima de US$100.0000.
Contudo, os cientistas raramente corrigem seus dados para eliminar a distorção que essas populações podem produzir nos resultados.
Exemplificando os desvios, a equipe destaca que esforços para inferir a orientação política dos usuários do Twitter mal atingiram uma precisão de 65% para usuários típicos - embora "estudos científicos" com dados da plataforma, com foco em usuários politicamente ativos, reivindiquem 90% de precisão.
Além disso, um grande número de geradores de spam e softwares automatizados, que se disfarçam de usuários normais nos sites de relacionamento, são erroneamente incorporados em muitas medições e previsões do comportamento humano.
"O traço comum em todas estas questões é a necessidade de que os cientistas sejam mais conscientes de o que estão realmente analisando ao trabalhar com dados de mídias sociais", resume o professor Ruths.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

"Gene da homossexualidade" - Os prós, os contras e o não-importa

Imagem do Google
Genética do passado
Os avanços no estudo da genética têm mostrado que genes e mutações foram mal compreendidos pelos cientistas durante décadas.
Contudo, mesmo já tendo sido demonstrado coisas como que o mesmo gene que mata uma pessoa pode não afetar outra e que o mesmo gene tem efeitos opostos em homens e mulheres, continuam a proliferar estudos do tipo gene disso e gene daquilo.
A mais recente novidade no campo é um estudo com gêmeos que chegou à conclusão de que a homossexualidade masculina teria um forte componente genético. Sabendo-se que somos frutos de nossas experiências - conclusões de outro estudo também feito com gêmeos idênticos - fica a questão se os genes determinaram a homossexualidade ou se a homossexualidade "formatou" os genes.
E, para os ativistas dos direitos dos homossexuais, estudos desse tipo representam um dilema: Será que ajuda ou prejudica a sua causa se a ciência eventualmente demonstrasse que a homossexualidade é, em parte ou em grande parte, determinada biologicamente, em vez de uma opção de vida?
Prós e contras da homossexualidade genética
Por um lado, se a orientação sexual é algo com que as pessoas nascem, e não podem mudar, mesmo que queiram - como a cor da pele ou ser canhoto ou destro - isto deve derrubar a noção de que as pessoas escolhem ser gays e poderiam igualmente optar por não serem.
Tal conhecimento ajudaria a rebater aqueles que sugerem que a homossexualidade é o resultado de uma decisão moralmente inaceitável, ou um distúrbio psicológico. E também pode ajudar as pessoas que se esforçam para entender ou declarar a sua própria homossexualidade.
Por outro lado, alguns poderiam tentar redefinir a homossexualidade como uma anormalidade biológica. Não há nenhuma maneira de mudar a sexualidade das pessoas, mas se um "gene da homossexualidade" for encontrado, pode ser possível detectar a homossexualidade antes do nascimento, ou "curar" as pessoas alterando esses genes.
Mesmo a ameaça disso poderia ser usada para perseguir: considere as terríveis histórias da seleção de sexo pré-natal e das "terapias" coercitivas e ineficazes para os homossexuais.
Não é à toa que alguns ativistas veem em pesquisas desse tipo as "sementes de um genocídio".
Homossexualidade humana
Para pessoas socialmente liberais e tolerantes, uma homossexualidade genética não representa nenhum problema. É nos círculos onde a homossexualidade ainda é considerada problemática - e existem muitos desses círculos - onde pode haver consequências.
Mas há também um crescente entendimento de que a simples apresentação de evidências que contradizem as visões de mundo das pessoas não muda as suas crenças: ao invés de assimilar as novas informações, elas apenas intensificam seus esforços para rejeitá-las.
E você pode muito bem perguntar: por que não procurar genes que tornam algumas pessoas virulentamente homofóbicas? Ou dispostas a perseguir os outros qualquer que seja o motivo?
De qualquer forma, a sexualidade humana é flexível e criativa. Julgar certos comportamentos como não naturais é um absurdo: o mundo natural - dos animais não-humanos - está repleto de práticas que nenhum ser humano pensaria em tentar e a maioria de nós tem rompantes que poderiam ser facilmente rotulados como desumanos ou mesmo inumanos.
Em última análise, isto faz com que a homossexualidade não importe tanto quanto o fato de que pessoas homossexuais existem e sempre existiram, em todas as sociedades do planeta, em todas as épocas.
Nas palavras dos ativistas: "Algumas pessoas são gays. Aceite isto." E, sobretudo, não procure explicações onde elas não podem ser encontradas.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

NASA quer colaboração brasileira em satélite de clima espacial

Imagem do Google
Pesquisadores da NASA, especificamente do Centro de Voos Espaciais Marshall, vieram ao Brasil reunir-se com uma equipe do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A reunião tinha como finalidade discutir uma possível colaboração no desenvolvimento de um satélite de monitoramento do clima espacial.
Foi debatido pelo grupo o objetivo tecnológico e de monitoramento e o projeto do novo satélite de observações e os equipamentos científicos a bordo. Este satélite deverá ser desenvolvido em parceria pelas instituições dos dois países.
O INPE já possui um programa de clima espacial dedicado a avaliar fenômenos que afetam o meio entre o Sol e a Terra, bem como o espaço em torno da Terra, chamado Embrace (Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial).
Ainda não está definida qual será a participação brasileira no projeto. Contudo, as tratativas continuarão em novas reuniões à medida que cada instituição avance nas atribuições definidas para cada uma delas.
Com informações de Inovação Tecnológica

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Vá dormir mais cedo para ter menos preocupações!

Recentemente se descobriu uma conexão inusitada entre a qualidade do sono e as noites de Lua Cheia.[Imagem: NASA]
A conexão entre a hora de dormir e as preocupações cotidianas foi demonstrada através de experimentos feitos por Jacob Nota e Meredith Coles, da Universidade de Binghamton (EUA), que publicaram seus resultados na revista médica Cognitive Therapy and Research.
De acordo com os pesquisadores, pessoas que dormem por períodos de tempo mais curtos e que vão para a cama muito tarde da noite são frequentemente sobrecarregadas com mais pensamentos negativos do que quem tem períodos mais regulares de sono. Ou seja, a hora em que você vai para a cama e quanto tempo você dorme podem de fato tornar mais difícil para você ficar se remoendo em preocupações.
O que se diz é que as pessoas têm pensamentos negativos repetitivos quando esses pensamentos pessimistas incômodos parecem repetir-se em suas mentes, o que fazem sentir como se tivessem pouco controle sobre essas maquinações mentais.
Essas pessoas também tendem a preocupar-se excessivamente com o futuro, remoer coisas do passado e ter pensamentos intrusivos irritantes. Finalmente, essas pessoas também tendem a ter problemas de sono.
Outros estudos já haviam estabelecido uma conexão desses pensamentos negativos repetitivos com problemas de sono, especialmente nos casos em que as pessoas não conseguem pegar no sono.
Os dois pesquisadores descobriram agora que há uma ligação entre ter tais pensamentos repetitivos e o horário em que a pessoa vai para a cama.Eles descobriram que as pessoas que dormem por períodos mais curtos de tempo e vão para a cama mais tarde experimentam mais pensamentos negativos repetitivos do que quem vai dormir mais cedo.
O resultado foi o mesmo em entrevistas com estudantes que acreditam que "funcionam melhor à noite" e, portanto, costumam ficar estudando até tarde.
"Certificar-se de que se vai dormir no momento certo pode ser uma intervenção de baixo custo e facilmente disseminada para os indivíduos que são incomodados por pensamentos intrusivos," concluiu Nota.
Com informações de Diário da Saúde

domingo, 7 de dezembro de 2014

Nave Orion da Nasa é lançada para primeiro voo de testes

A nave não tripulada Orion é lançada nesta sexta-feira (5) em base da Nasa em Cabo Canaveral (Foto: Steve Nesius/Reuters)
Nasa realizou nesta sexta-feira (5) o lançamento bem-sucedido de sua nave não tripulada Orion para um voo de testes da cápsula espacial que no futuro pode levar seres humanos a um asteroide e inclusive a Marte.

O lançamento ocorreu às 7h05 (10h05 de Brasília) a partir da base de Cabo Canaveral.

O potente foguete Delta IV Heavy, que havia apresentado problemas na quinta-feira (4), foi lançado normalmente, segundo imagens transmitidas ao vivo.

Orion é a primeira cápsula americana projetada para levar seres humanos ao espaço exterior desde as missões Apolo, que há quatro décadas transportaram o homem à Lua.

Neste primeiro voo de testes da Orion será avaliado o rendimento da cápsula espacial diante de desafios-have, como a separação por etapas do foguete, a elevada radiação, o forte calor (de 2.200°C) e o pouso com para-quedas perto do sudoeste de San Diego, na Califórnia.

Matéria colhida na íntegra em G1.globo.com

sábado, 6 de dezembro de 2014

Ultrassom agora também para ossos e metais

Em vez de bloquear as ondas, o metamaterial anula as características acústicas de materiais densos, como ossos e metais. [Imagem: Yun Jing]
Uso terapêutico
Pesquisadores desenvolveram uma técnica que permite que o ultrassom penetre nos ossos e até em metais.
Isto deverá não apenas melhorar os exames atuais, mas também permitir o uso da técnica de forma terapêutica, por exemplo, para aplicar energia e "queimar" tumores cerebrais ou no interior dos ossos.
Fora da área médica, exames de ultrassom poderão ser utilizados para avaliação não-destrutiva de materiais e equipamentos, como a fadiga em peças de aviões.
Chen Shen e seus colegas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, construíram metamateriais especiais que anulam a distorção causada pelas camadas de aberração, os materiais mais densos que deturpam os ultrassons e impedem sua reflexão para a geração das imagens.
Ultrassom para metais e ossos
A ultrassonografia funciona emitindo ondas acústicas de alta frequência. Quando essas ondas refletem em um objeto, elas retornam para o equipamento de ultrassom, que traduz as ondas que retornam em uma imagem. Mas os ossos e os metais têm características físicas que bloqueiam ou distorcem as ondas acústicas - materiais assim são chamados de camadas de aberração.
A equipe resolveu o problema projetando um metamaterial que anula as propriedades acústicas da camada de aberração por meio de uma série de membranas e pequenos tubos.
As simulações mostraram que apenas 28% da energia das ondas de ultrassom passam por um osso. Quando o metamaterial é colocado acima do osso, porém, 88% da energia das ondas de ultrassom passam através de ambos.
A equipe agora está trabalhando na fabricação de protótipos do metamaterial que possam se adequar à realidade das aplicações médicas e das análises não-destrutivas para a indústria.
Texto: Redação Inovação Tecnológica