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sábado, 30 de julho de 2016

Guaraná tem mais antioxidantes do que chá verde

Guaraná tem potencial antioxidante maior do que o chá verde, com ação na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e várias outras. [Imagem: Food & Function/Divulgação]
O chá verde é bem conhecido por seus efeitos saudáveis, amplamente consumido, entre outras coisas, devido aos benefícios de uma classe de compostos químicos presente em sua formulação, as catequinas, com ação antioxidante e propriedades anti-inflamatórias, entre outras.
Agora, contudo, o chá verde tem um concorrente à altura: o guaraná.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que o guaraná (Paullinia cupana) tem pelo menos 10 vezes mais catequinas do que o chá verde.
"Até então, o guaraná era visto apenas como estimulante devido ao seu alto teor de cafeína, principalmente pela comunidade científica internacional. A avaliação pioneira sobre a absorção e os efeitos biológicos de suas catequinas em voluntários humanos pode aumentar o interesse da comunidade científica, do mercado e da sociedade em geral pelo fruto como alimento funcional", disse Lina Yonekura, atualmente professora da Universidade de Kagawa (Japão).
Quando efetivamente absorvidas pelo organismo, as catequinas reduzem o estresse oxidativo no organismo, relacionado ao surgimento de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares, diabetes e câncer, inflamações e envelhecimento precoce em virtude da morte de células, entre outras condições prejudiciais à saúde e ao bem-estar.
"Os resultados são animadores e mostram que a biodisponibilidade das catequinas do guaraná é igual ou superior às do chá verde, cacau e chocolate, sendo suficiente para promover efeitos positivos sobre a atividade antioxidante no plasma, proteger o DNA dos eritrócitos e reduzir a oxidação dos lipídeos no plasma, além de promover um aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Com a pesquisa, esperamos que haja um maior interesse científico pelo guaraná, já que essa é uma espécie nativa da Amazônia e o Brasil é praticamente o único país a produzi-lo em escala comercial", afirma a pesquisadora.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Astronautas treinam para missão espacial em caverna

O treinamento envolveu todos os aspectos de uma missão espacial real, da liderança à realização de experimentos e coleta de amostras. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Cavernas alienígenas
Uma equipe de seis astronautas da China, Espanha, EUA, Japão e Rússia completou um treinamento de seis dias para a simulação de uma missão de exploração em outro planeta.
O exercício foi feito em uma série de cavernas na região da Sardenha, na Itália.
O ambiente nas cavernas é de fato um tanto "alienígena" em comparação com as paisagens da superfície, mas será muita sorte se os astronautas encontrarem ambientes tão espetaculares em outros planetas e luas.
A ESA (Agência Espacial Europeia) se esmerou em recriar o que se pode esperar de uma missão espacial real com a maior fidelidade possível.
O programa de treinamento incluiu caminhadas nas irregulares trilhas subterrâneas, conferências de planejamento diárias, como as realizadas na Estação Espacial Internacional, realização de experimentos científicos, transporte de equipamentos, coleta de imagens e amostras e, claro, uso de "comida espacial".
Astronautas treinam para missão espacial em caverna
Será muita sorte se os astronautas encontrarem ambientes tão espetaculares em outros planetas e luas. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Exercícios de liderança
Os seis cavernautas foram colocados realmente à prova nos exercícios de comportamento humano e habilidades de desempenho, o que foi enriquecido pela multiculturalidade da equipe, com as diferentes abordagens de liderança, execução de ordens, trabalho em equipe e tomada de decisão.
Cada astronauta desempenhou um papel durante a expedição subterrânea: o japonês Aki Hoshi partilhou as funções de comandante e os deveres do acampamento com Ricky Arnold, da NASA, trocando o comando na metade da missão. O chinês Ye Guangfu foi o pesquisador e engenheiro de dados da equipe, enquanto o russo Sergei Korsakov ficou com as funções de engenharia de foto e vídeo. O astronauta da ESA Pedro Duque foi o cientista da expedição para geologia, microbiologia e ciência ambiental, enquanto Jessica Meir, da NASA, foi a bióloga.
Astronautas treinam para missão espacial em caverna
A equipe acredita estar pronta para sair das profundezas rumo ao espaço. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Mapeamento em 3D
Além do treinamento dos próprios astronautas, a missão simulada serviu também para testar novas técnicas para fazer modelos exatos em 3D de objetos e do ambiente usando câmeras fotográficas normais, uma tecnologia que poderá ser usada em explorações futuras de outros planetas.
Além do mapeamento do terreno, a equipe recolheu amostras do ambiente e seres vivos que encontraram.
"Além de preparar os astronautas para o voo espacial, este curso nos ensina como passar da Estação Espacial para expedições mais autônomas, onde os astronautas serão mais responsáveis pela segurança, planejamento e manutenção do equipamento," disse Loredana Bessone, gerente do programa, que também passou os seis dias no subsolo com a equipe.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Você sabe por quê fibras alimentares ajudam a manter o peso?

Pessoas que têm o hábito de comer refeições ricas em fibras tendem a ter peso corporal mais adequado. [Imagem: Centro de Pesquisa em Alimentos - FoRC]
Alimentos que são fontes de fibras alimentares exigem maior tempo de mastigação, o que pode reduzir o consumo de alimentos durante a refeição.
No estômago, a presença da fibra alimentar eleva o tempo para que o bolo alimentar deixe o estômago em direção ao intestino.
No intestino delgado a fibra alimentar que não é digerida dificulta a ação das enzimas digestivas (substâncias que "quebram" os alimentos em diversos componentes), aumentando assim o tempo da digestão e da absorção dos nutrientes.
A fibra alimentar também pode reduzir a fome porque afeta a liberação de hormônios relacionados ao apetite. Quando comemos uma refeição com bastante fibra alimentar, geralmente ingerimos uma quantidade menor de alimentos na próxima refeição, três a quatro horas depois, porque estamos com menos fome e mais saciados.
Estudos mostram que pessoas que têm o hábito de comer refeições com fibra alimentar tendem a ter peso corporal mais adequado. Em alguns casos, o aumento de ingestão de fibra alimentar pode ajudar na redução de peso. Para isso, é preciso manter atividade física regular e comer cinco a seis vezes por dia, e não ficar muitas horas sem comer.
Precisamos de 25 g de fibra alimentar por dia, então temos que incluir na nossa dieta alimentos como cereais integrais (arroz, macarrão, aveia, pão), feijões (que podem ser substituídos por grão de bico, lentilha, ervilha, soja), frutas, e hortaliças cruas (ex.: acelga, agrião, alface, beterraba, cenoura, couve, escarola, pepino, rúcula, tomate) e cozidas (ex.: abóbora, abobrinha, berinjela, brócolis, chuchu, couve-flor, espinafre, jiló, quiabo, repolho, vagem).
No Brasil, o feijão é a principal fonte de fibra alimentar, além de ser fonte de proteínas e ferro. Por isso, deve ser consumido diariamente.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Descoberto planeta anão com maior órbita conhecida

A linha laranja mostra a órbita do RR245. [Imagem: Alex Parker, OSSOS]
Astrônomos descobriram um novo planeta anão além da órbita de Netuno.
O novo objeto tem cerca de 700 km de diâmetro - apenas 5% da largura da Terra - e uma das órbitas mais longas para um planeta anão: estima-se que leve 700 anos para dar uma volta em torno do Sol.
O RR245 vem mantendo sua órbita altamente elíptica por ao menos 100 milhões de anos. Como o objeto só foi observado em um dos sete anos que leva para viajar em torno do Sol, sua órbita precisa será refinada ao longo dos próximos anos.
Agora ele está viajando em direção ao seu ponto de maior aproximação do Sol, onde deverá chegar em 2096.
Batizado com o nome provisório de 2015 RR245, o pequeno mundo foi identificado pelo telescópio Canadá-França-Havaí, dentro do projeto de pesquisa Outer Solar System Origins Survey (Ossos).
Acredita-se que haja cerca de 200 planetas anões no Cinturão de Kuiper, a enorme massa de pedaços de rocha e gelo que orbitam além de Netuno.
Mas apenas cinco objetos - Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Eris - foram observados o suficiente para serem classificados como planetas anões, e não luas, planetoides ou outros objetos.
"Os mundos gelados além de Netuno podem mostrar como os planetas gigantes se formaram e depois se moveram para longe do Sol. Eles permitem construir a história do nosso Sistema Solar", disse Michele Bannister, da Universidade de Vitória, no Canadá. "Mas quase todos esses mundos gelados são pequenos e pouco nítidos; é realmente empolgante encontrar um grande e brilhante o suficiente para que possamos estudá-lo em detalhe."
A referência que os astrônomos fazem a "mundos gelados" se refere à baixa temperatura desses corpos celestes devido à sua grande distância do Sol - não há nenhuma informação disponível até agora sobre sua constituição. O que se sabe é que mundos que orbitam longe do Sol podem ter uma geologia exótica, com paisagens feitas de diferentes materiais congelados, como a passagem da sonda New Horizons por Plutão revelou recentemente.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quais tecnologias você quer para o seu futuro?


Reuniões entre especialistas e leigos permitem que as pessoas digam quais tecnologias querem no futuro. [Imagem: Fraunhofer IAO]
Futurologia participativa

A futurologia tem seus adeptos, embora quase ninguém se lembre de checar se os futurólogos do passado acertaram as inovações do presente - quem se lembra geralmente atesta que eles erram bem mais do que acertam.
Em busca de um pouco mais de precisão e de ajuda real para os desenvolvedores das tecnologias do futuro, pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, estão tentando inverter o processo.
Em vez de um especialista tentar adivinhar quais novidades tecnológicas as pessoas vão adotar no futuro, a equipe desenvolveu uma metodologia de previsão participativa na qual as pessoas leigas - não especialistas em nenhuma área tecnológica - descrevem as suas necessidades e anseios tecnológicos futuros.
Os resultados iniciais mostram que as pessoas querem tecnologias que melhorem as suas capacidades físicas e mentais, protejam a sua privacidade e armazenem e transportem emoções.
Quais tecnologias você quer para o seu futuro?
Como vamos viver daqui a 100 anos? [Imagem: Samsung SmartThings]
Quais tecnologias você quer para seu futuro

No projeto "Moldando o Futuro (Shaping Future), os voluntários articulam os seus desejos e preocupações relativos a soluções técnicas futuras, descrevem requisitos da tecnologia e trocam ideias com especialistas.
Os engenheiros então pegam as ideias, desenvolvem-nas um pouco e usam roteiros para mostrar quais etapas tecnológicas serão necessárias e quais as condições sociais e legais deverão ser cumpridas a fim de que cada ideia possa ser realizada.
"Não é apenas uma questão de participar. Qualquer um que esteja desenvolvendo novas tecnologias precisa incluir as pessoas. Caso contrário, há o risco de que as inovações deixem de refletir as necessidades do usuário... e não sejam adotadas," explica Marie Heidingsfelder, membro do projeto.
Uma conclusão importante da primeira rodada do Moldando o Futuro foi a de que muitos participantes querem tecnologias "moles", tão invisíveis quanto possível e que possam facilmente ser usadas no corpo - tecnologias de vestir.
Além disso, um fator importante para as pessoas são modelos espaciais que, de forma flexível e individual, permitam que elas interajam ou se escondam de outras pessoas, conforme a situação. E uma espécie de "Big Mother" (Grande Mãe), que as ajude a tomar decisões ou lidar com tensões físicas e emocionais.
Quais tecnologias você quer para o seu futuro?
Há também aqueles que temem que a tecnologia dê errado e ameace a existência humana. [Imagem: Divulgação]
Tecnologias para o ano de 2053
Partindo dos anseios dos voluntários, a equipe desenvolveu até agora um total de oito roteiros tecnológicos para novos projetos de pesquisa ou produtos inovadores:
  1. Casulo de Mobilidade: cápsulas de transporte individual configuráveis que permitam uma solução de mobilidade porta-a-porta.
  2. Equipamento de Otimização Modular: um exoesqueleto que dê força às pessoas nas situações cotidianas que exijam esforços físicos.
  3. Músculos sob demanda: Um gel que permita a reconstrução do próprio corpo após acidentes, doenças ou tumores graves, também adequado para a otimização pessoal e modificações físicas.
  4. Firewall Social: Tecnologia capaz de aprender que permita se concentrar em coisas importantes, fugindo das distrações.
  5. Ferramenta de Diagnóstico e Tratamento: Tecnologia mantida próxima ao corpo que detecte doenças e recomende terapias, medicamentos e médicos adequados.
  6. Companheiro Inteligente: Sistema de inteligência artificial que aprenda com o objetivo de dar sugestões para a ação com base em prioridades e permita o início de contatos de acordo com os interesses e demandas individuais.
  7. Mentor de Ouvido: uma versão miniaturizada, que caiba dentro da orelha, do Firewall Social.
  8. Lente de Contato Emocional: Uma lente de contato que indique a condição emocional da pessoa que está olhando para você.
Foram coletadas muitas outras demandas tecnológicas, para as quais ainda não foi possível montar roteiros de desenvolvimento porque elas estão longe demais da realização - como um teletransportador de emoções entre as pessoas.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

sábado, 2 de julho de 2016

Para aprender mais, exercite-se 4 horas depois da aula

Embora as memórias nunca sejam totalmente perdidas e possam até mesmo ser reativadas com luz, no dia a dia parece ser mais fácil fazer exercícios quatro horas mais tarde para garantir que elas voltem quando forem necessárias. [Imagem: Dheeraj Roy]
Uma estratégia intrigante parece ser capaz de reforçar a memória e permitir que você se lembre de algo que acabou de aprender: fazer ginástica quatro horas mais tarde.
Mas fique atento ao relógio, porque se perder a hora a coisa não faz efeito.
O exercício físico feito após a aprendizagem de fato melhora a recuperação da memória sobre os fatos recém-aprendidos, mas apenas se o exercício for feito em uma janela de tempo específica, e nunca imediatamente depois de aprender.
"Isso mostra que podemos melhorar a consolidação da memória praticando esportes depois do aprendizado," ressalta o pesquisador Guillén Fernández, da Universidade Radboud (Holanda).
Para descobrir a inusitada relação entre exercícios físicos e a consolidação da memória a equipe envolveu 72 participantes, que precisavam aprender 90 associações entre imagens e locais durante um período de 40 minutos.
A seguir eles foram distribuídos aleatoriamente para um de três grupos: um grupo realizou imediatamente um exercício de bicicleta de 35 minutos, o segundo realizou o exercício quatro horas mais tarde e o terceiro grupo não realizou qualquer exercício.
A memória sobre o aprendizado foi testada 48 horas mais tarde, o que envolveu responder a perguntas enquanto o cérebro dos voluntários era fotografado através de ressonância magnética (MRI).
Os que se exercitaram quatro horas após a sessão de aprendizagem retiveram significativamente melhor a informação do que qualquer um dos dois outros grupos.
As imagens do cérebro também mostraram que a atividade física depois de quatro horas gerava representações mais precisas no hipocampo quando a pessoa respondia a uma pergunta corretamente - o hipocampo é uma área importante para a aprendizagem e a memória.
Ainda não está claro exatamente como ou por que o exercício retardado tem esse efeito sobre a memória.
No entanto, estudos anteriores com animais de laboratório sugerem que compostos químicos naturais do corpo, conhecidos como catecolaminas, que incluem a dopamina e a norepinefrina, podem melhorar a consolidação da memória.
E uma das formas de aumentar as catecolaminas é através de exercícios físicos.
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 25 de junho de 2016

Atual geração de adolescentes poderá ter surdez precoce

Hábitos de usar diariamente fones de ouvido e frequentar ambientes muito barulhentos têm causado um aumento na prevalência de zumbido nos ouvidos em jovens. [Imagem: Wikimedia Commons]
Os hábitos de usar diariamente fones de ouvido para escutar música e de frequentar ambientes muito barulhentos, como os de danceterias e shows, têm causado um aumento na prevalência de zumbido nos ouvidos em adolescentes, o que é considerado um sintoma de perda auditiva.
"Se essa geração de adolescentes continuar se expondo a níveis muito elevados de ruído, provavelmente apresentará perda de audição entre 30 e 40 anos [de idade]", estima Tanit Ganz Sanchez, professora de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.
Mais da metade dos jovens (54,7%) pesquisados - 170 adolescentes na faixa etária de 11 a 17 anos - afirmaram ter sentido o zumbido nos ouvidos nos últimos 12 meses.
"A prevalência de zumbido nos ouvidos em adolescentes é alarmante. Havia a ideia de que zumbido nos ouvidos era um problema da terceira idade, e estamos observando que tem se tornado mais prevalente em outros grupos etários, como crianças e adolescentes, pela exposição cada vez maior a níveis elevados de ruído, entre outros fatores", afirmou Sanchez.
Os adolescentes que responderam ter percebido zumbido nos ouvidos nos últimos 12 meses foram submetidos a exame de otoscopia, realizado dentro de uma câmara acústica, em que foram avaliadas a audição por audiometria convencional e de alta frequência - entre 250 e 16 mil hertz (Hz) -, frequência e intensidade do zumbido nos ouvidos e limiar de desconforto a sons.
Os resultados dos testes revelaram que 28,8% dos adolescentes ouviram zumbido nos ouvidos dentro da cabine acústica em níveis comparáveis aos percebidos por adultos.
"Identificamos que os adolescentes têm sentido zumbido nos ouvidos com muita frequência, mas, diferentemente dos adultos, eles não se incomodam e não se queixam para os pais e professores, por exemplo. Com isso, deixam de contar com ajuda médica e o problema pode se tornar crônico," disse Sanchez.
Atual geração de adolescentes poderá ter surdez precoce
Uma descoberta recente sobre o zumbido no ouvido pode permitir o desenvolvimento de tratamentos para a condição. [Imagem: Umich]
Células ciliadas
Os pesquisadores também observaram que, embora a maioria dos adolescentes participantes do estudo relatou ter hábitos arriscados de escuta, como o uso contínuo de fones de ouvido e a exposição a ambientes muito barulhentos, os que afirmaram sofrer de zumbido nos ouvidos manifestaram menor tolerância a níveis elevados de som.
De acordo com a pesquisadora, o zumbido nos ouvidos é causado pela lesão temporária ou definitiva das células ciliadas. Localizadas no ouvido interno (cóclea), essas células alongam e encurtam repetidamente quando estimuladas por vibrações sonoras.
Ao serem estimuladas por altos níveis de vibrações sonoras, como os causados por uma explosão, fogos de artifícios, o som alto de um fone de ouvido ou em um show, por exemplo, essas células ciliadas ficam sobrecarregadas e podem sofrer lesões temporárias ou definitivas.
Estudos recentes também sugerem que o zumbido nos ouvidos pode ser um reflexo da perda de sinapses - conexões que estabelecem a comunicação entre neurônios - das células ciliadas com o nervo coclear e, posteriormente, com o cérebro.
A perda dessas sinapses, causada pela exposição a altos níveis de ruído, pode provocar, além da diminuição da capacidade auditiva, alterações neurais em vias auditivas que reduzem a tolerância ao nível de som, como se observou nos adolescentes participantes do estudo, apontaram os pesquisadores.
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 19 de junho de 2016

Onde caem mais raios na Terra?

A incidência de raios está relacionada com as características dos respectivos locais, como a topografia ou vegetação. [Imagem: Rachel I. Albrecht et al. - 10.1175/BAMS-D-14-00193.1
Embora seja um questionamento comum aos estatísticos, as probabilidades de uma pessoa ser atingida por um raio são quase sempre retratadas como muito remotas. No entanto, no mês de maio, incidentes envolvendo raios bateram recordes ao atingirem dezenas de pessoas ao redor do mundo.
Em Bangladesh, durante violentas tempestades tropicais, foram 65 vítimas fatais em apenas quatro dias. Na França e na Alemanha, dezenas de pessoas ficaram feridas durante fortes chuvas, incluindo um grupo de crianças de 9 a 11 anos, atingidas por um raio durante uma partida de futebol. No Brasil houve ao menos uma vítima fatal no período.
Mas onde caem mais raios no planeta Terra? E por que caem tantos em alguns lugares?
Liderados pela professora Rachel Albrecht, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, pesquisadores da NASA e de diversas universidades se reuniram para tentar responder a essas perguntas.
Usando um sensor de raios chamado LIS (Lightning Imaging Sensor), a bordo do satélite de observações TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission) da Nasa, a equipe compôs um mapa que mostra as principais zonas de incidência de raios ao redor do planeta.
"O sensor foi lançado no final de 1997 e descomissionado em 2015," conta Rachel. "Desde 2009, monitoramos os máximos de raios, fazendo a climatologia, e agora, como o satélite não está mais operando, encerramos com 16 anos de dados, incluindo de 1998 até 2013."
Mapa mostra locais com maior incidência de raios no planeta
Raios na região do Lago Maracaibo, na Venezuela, o local onde caem mais raios no mundo. [Imagem: Reversehomesikness]
Os dados permitiram compor um ranking que lista os 500 locais com maior incidência de raios no mundo.
Individualmente, o Lago Maracaibo, na Venezuela, é a capital mundial dos raios. Até então, a maior densidade de raios tinha sido encontrada no Congo, na África.
De fato, 283 locais apontados no mapa estão na África, uma região que, de acordo com Rachel, tem desenvolvimento de sistemas convectivos de mesoescala durante o ano inteiro e numa área grande.
O Brasil começa a aparecer na posição 191, e o local com mais raios fica localizado ao noroeste de Manaus, próximo do Rio Negro. Contudo, quando se somam todos os raios sobre o território nacional, o Brasil é o país com mais raios no mundo, devido a sua dimensão continental e por estar nos trópicos. "Só no Brasil temos, em média, aproximadamente 110 milhões de raios totais por ano", disse Rachel.
Uma das principais conclusões do estudo é que a incidência de raios está relacionada com as características dos respectivos locais, como a topografia ou vegetação.
Para o futuro, os pesquisadores pretendem analisar se, nesses 16 anos, houve um aumento ou uma diminuição na intensidade das tempestades, não apenas no número de raios, mas se estão mais intensas ou não. A ideia é "ter um indício do que está ocorrendo em termos de mudanças climáticas nessa última década e meia", finaliza Rachel.
Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 7 de junho de 2016

SpaceX diz que irá a Marte em 2018 - Quais são as chances reais?

Esta poderá ser a primeira nave humana "tripulável" - mas ainda vazia - a chegar em Marte. [Imagem: SpaceX]
Missão privada a Marte
A empresa SpaceX afirmou que pretende enviar uma missão a Marte em 2018 - mas quais são suas chances reais de sucesso?
Afinal, nas tão tradicionais contagens regressivas da era espacial, já estamos em "T menos dois anos" para que a cápsula Dragon, rebatizada de "Dragão Vermelho" para a missão, chegue ao planeta de mesma cor.
Os detalhes são escassos no momento, mas agora se sabe que o plano vem sendo gestado desde 2011. Desta forma, "é mais como um esforço de sete anos, que culminará com o lançamento em 2018," disse Brian Glass, do Centro de Pesquisas Ames, da NASA.
Falcão Pesado e Dragão tripulado
O foguete Falcon 9 foi lançado pela SpaceX pela primeira vez em 2008, e a cápsula Dragon tem levado cargas para a Estação Espacial Internacional desde 2012. A viagem a Marte irá utilizar versões turbinados dos dois: o foguete Falcon Heavy, essencialmente três estágios do Falcon amarrados juntos, e a cápsula Dragon 2, que já está contratada para levar astronautas para a ISS nos próximos anos.
"Se o Falcon Heavy permanecer dentro do cronograma e a Dragon 2 mantiver o cronograma, eles poderão conseguir [ir a Marte] em 2018," avalia Robert Braun, ex-chefe de tecnologia da NASA. "Se essas peças levarem mais tempo, então fica mais difícil fazer em 2018."
Nenhum dos dois equipamentos foi exaustivamente testado ainda. O primeiro lançamento do Falcon Heavy está previsto para o final deste ano, e a Dragon 2 deverá passar por testes de voo neste e no próximo ano, antes que astronautas de verdade embarquem nela.
SpaceX diz que irá a Marte em 2018 - quais são suas chances?
Ir a Marte é fácil; difícil é pousar. [Imagem: SpaceX]
Chegar é uma coisa, pousar é outra
Na verdade, a parte difícil não é levar a nave espacial até Marte, mas colocá-la na superfície do planeta. Para ter sucesso, a empresa certamente vai precisar de alguma ajuda da NASA.
"Os desafios de sair da Terra e entrar na órbita de Marte são claramente administráveis," disse o especialista em política espacial John Logsdon, da Universidade George Washington, observando que o programa espacial da Índia fez isso na primeira tentativa. "Estou muito curioso como eles pretendem ir da órbita de Marte à superfície. Essa é a parte mais difícil."
Com a sua fina atmosfera e gravidade forte, Marte é um lugar difícil para pousar. Com 900 quilogramas, o robô Curiosity chegou ao limite da massa suportável por pára-quedas, e sua descida espetacular a bordo de um guindaste retropropelido por foguetes foi descrita como "sete minutos de terror" pelos engenheiros da NASA.
A cápsula Dragon 2 deverá pesar cerca de 6.400 kg, mais de sete vezes mais pesada que o robô. Ela será equipada com oito motores que lhe permitirão brecar, pairar e, eventualmente pousar - até agora, o sistema foi testado apenas com a cápsula pendurada em um guindaste, mas a recuperação dos foguetes Falcon aqui na Terra, depois de alguns fracassos iniciais bastante previsíveis, agora já se tornou rotina para a empresa.
SpaceX diz que irá a Marte em 2018 - quais são suas chances?
Teste de pouso ancorado da nave Dragon. [Imagem: SpaceX]
Quando?
Felizmente, a SpaceX tem o parceiro mais experiente no negócio de pousar sondas em Marte: a NASA. "Em troca dos dados da entrada, descida e pouso em Marte da SpaceX, a NASA irá oferecer suporte técnico para o plano da empresa de tentar aterrar uma nave espacial Dragon 2 não-tripulada em Marte," revelou Dava Newman, administrador adjunto da agência espacial.
Assim, ao que parece, não há dúvida de que a missão é viável - é apenas uma questão de quando.
Se a SpaceX perder a janela de lançamento de 2018, será necessário esperar até 2020 - o que pode ser até interessante, já que dará tempo suficiente para selecionar e fabricar instrumentos científicos para enviar na nave. E, se não der para 2020, será só esperar 2022... mas eles certamente conseguirão.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Veículos sem motorista vão evoluir com software livre

Dez equipes de toda a Europa farão demonstrações com carros e caminhões inteligentes, capazes de se comunicar entre si e com a estrada, e trafegar sem motoristas. [Imagem: Divulgação]
Neste fim de semana - dias 28 e 29 de Maio - uma competição promete colocar na estrada os mais avançados conceitos de carros e caminhões autônomos - sem motorista - produzidos por universidades e fabricantes da Europa.
Grande Desafio de Condução Cooperativa (GCDC, na sigla em inglês) é um misto de demonstração e competição das tecnologias de autocondução, comunicações veículo a veículo e comunicação veículo a infraestrutura.
Dez equipes demonstrarão seus últimos avanços e competirão entre si em um campus automotivo localizado na rodovia A270, entre as cidades holandesas de Helmond e Eindhoven.
A grande expectativa é a primeira avaliação pública de uma nova abordagem de software livre, com código-fonte aberto, que visa substituir o enfoque tradicional de desenvolvimento dos programas de controle dos carros por uma abordagem evolucionária, que imita o comportamento dos animais.
O pesquisador Ola Benderius, da Universidade Chalmers, na Suécia, explica que o método tradicional - e largamente dominante - de desenvolver veículos é avançar constantemente a partir dos modelos anteriores, gradualmente adicionando novas funções. Mas este método pode não funcionar para o desenvolvimento dos veículos autônomos e mais inteligentes do futuro.
"Tradicionalmente, o objetivo tem sido tentar separar e diferenciar todos os problemas concebíveis e enfrentá-los usando funções dedicadas, o que significa que o sistema deve abranger um grande número de cenários. Você pode cobrir um grande número de casos diferentes, mas, mais cedo ou mais tarde o inesperado ocorre, e é aí que um acidente poderia acontecer," explica Benderius.
A equipe da universidade vai competir com um caminhão, que já incorpora um tipo completamente novo de abordar o problema da autocondução: o veículo aprende de forma parecida com um organismo biológico, por passos evolutivos, em vez de depender de novas atualizações de software para contemplar cada "inesperado" que ocorrer.
"Os sistemas biológicos são os melhores sistemas autônomos que conhecemos. Um sistema biológico absorve informações de seu ambiente através dos seus sentidos e reage de forma direta e com segurança, como um antílope correndo dentro de seu rebanho, ou um falcão atacando a presa no chão. Antes de os seres humanos caminharem sobre a terra a natureza já tinha uma solução, então vamos aprender com isso," diz Benderius.
Evento testará veículos sem motorista capazes de evoluir
A competição será em um campus voltado exclusivamente para o desenvolvimento de novas tecnologias automotivas. [Imagem: Divulgação]
Todas as informações que o caminhão compila a partir de seus sensores e câmeras são convertidas para um formato que se assemelha à maneira pela qual os seres humanos e os animais interpretam o mundo através de seus sentidos. Isso permite que o veículo se adapte a situações inesperadas e não previstas quando seu programa foi desenvolvido.
Em vez de apenas um grande programa com funções dedicadas para todas as situações concebíveis, a equipe está trabalhando em blocos comportamentais pequenos e gerais que visam tornar o veículo capaz de reagir a vários "estímulos".
O caminhão da equipe, por exemplo, está programado para manter constantemente todos os estímulos dentro de níveis razoáveis, e ele vai continuamente aprender a fazer isso de forma tão eficiente quanto possível. Isso torna a estrutura de inteligência artificial extremamente flexível e eficaz em administrar perigos súbitos e novos.
O programa usado pela equipe, chamado OpenDLV (sigla para DriverLess Vehicle, veículos sem condutor), está sendo desenvolvido como software livre, com o código-fonte aberto e disponível gratuitamente na internet.
Com isso, Benderius e seu grupo esperam que outros pesquisadores de todo o mundo possam participar do projeto, ajudando a melhorar o software usando-o em seus próprios veículos. Essa comunidade poderá trocar conhecimentos e ajudar a tornar os veículos autônomos adequados para sua introdução em grande escala na sociedade.
O OpenDLV também funciona como uma plataforma de ensino e pesquisa em uma variedade de disciplinas, como engenharia de veículos, sistemas adaptativos, ciência e engenharia da computação, percepção, neurologia e biologia.
Fonte: Inovação tecnológica