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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Hubble descobre lua de planeta anão Makemake

Concepção artística mostrando o planeta anão Makemake e sua lua recém-descoberta, apelidada de MK 2. Os dois estão mais de 50 vezes mais longe do Sol do que a Terra.[Imagem: NASA/ESA/A. Parker]
Enquanto espiava os arredores do Sistema Solar - procurando pelo Planeta Nove? - o telescópio espacial Hubble detectou uma pequena lua orbitando Makemake, o segundo planeta-anão mais brilhante - depois de Plutão - no Cinturão de Kuiper.
A lua foi provisoriamente designada "S/2015(136472) 1", mas já responde pelo apelido de MK 2. Seu brilho é 1.300 vezes mais fraco do que o brilho de Makemake.
A lua MK 2 foi vista a cerca de 20.800 quilômetros (km) do planeta anão, e seu diâmetro é estimado em 160 km - Makemake tem 1.390 km de diâmetro, mas ainda há dúvidas se ele é "perfeitamente" esférico.
O planeta anão Makemake, descoberto em 2005, tem esse nome em homenagem à divindade criadora do mundo do povo Rapa Nui, da Ilha de Páscoa.
O Cinturão de Kuiper é um vasto reservatório de material que os astrônomos acreditam ser as sobras da construção do nosso Sistema Solar, e lar de vários planetas anões.
Alguns desses mundos têm satélites conhecidos, mas esta é a primeira descoberta de um objeto companheiro de Makemake, um dos cinco planetas anões reconhecidos pela União Astronômica Internacional - os outros são Plutão, Ceres, Haumea e Éris.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Primeiro exoplaneta foi observado em 1917 - mas ninguém notou

Placa fotográfica feita em 1917 mostrando o espectro da estrela de van Maanen. O destaque mostra as fortes linhas surpreendentemente fortes dos elementos pesados. [Imagem: Carnegie Institution]
Com centenas de milhares de placas fotográficas de observações astronômicas feitas ao longo de mais de um século, a equipe dos Observatórios Carnegie, nos EUA, não estranhou quando receberam a solicitação de uma antiga observação que continha o espectro eletromagnético da estrela de van Maanen, uma anã branca descoberta pelo astrônomo holandês Adriaan van Maanen em 1917.
Espectros estelares são gravações da luz emitida pelas estrelas. O espectro se estende ao longo de todas as cores componentes da luz, como um arco-íris emergindo de um prisma. Sua principal utilização é na determinação da composição química de uma estrela, mas eles também dão informações sobre como a luz emitida por uma estrela é afetada pelo material que ela atravessa em seu caminho rumo à Terra.
Mas, quando Jay Farihi, da Universidade College Londres, recebeu e analisou a placa que solicitara com os dados da estrela de van Maanen, ele teve uma surpresa: os dados registravam a presença de elementos pesados, como cálcio, magnésio e ferro, que deveriam ter desaparecido há muito tempo no interior da estrela, devido ao seu peso.
A única explicação possível é que o espectro revela indícios de um planeta, o primeiro exoplaneta detectado pelo homem - ainda que ninguém tenha notado isso até agora.
"O mecanismo que cria os anéis de detritos planetários, e a deposição sobre a atmosfera estelar, requer a influência gravitacional de planetas completamente desenvolvidos. O processo não pode ocorrer a menos que houvesse planetas lá," disse John Mulchaey, da instituição que guarda os registros.
A existência do exoplaneta, cuja existência agora poderá ser confirmada por observações mais detalhadas, está registrada em uma linha de absorção do espectro da estrela. Linhas de absorção indicam áreas onde a luz da estrela passou através de "alguma coisa" e teve uma cor de luz absorvida pela substância que forma a coisa. Essas linhas indicam a composição química do objeto que provocou a interferência.
"Os Observatórios Carnegie têm uma das maiores coleções do mundo de placas astronômicas, com um arquivo que inclui cerca de 250.000 placas de três diferentes observatórios - Monte Wilson, Palomar e Las Campañas. Nós temos uma tonelada de história guardada em nosso porão, e quem sabe que outros achados poderíamos descobrir no futuro?" previu Mulchaey.
Até agora, considerava-se que os primeiros planetas extrassolares foram detectados em 1992 por Aleksander Wolszczan, orbitando o pulsar PSR B1257+12. É sempre mencionada também a descoberta do 51 Pegasi b, agora rebatizado de Didímio, o primeiro exoplaneta orbitando uma estrela da sequência principal - as estrelas menos exóticas.
Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Descoberta estrela com atmosfera de oxigênio

As anãs brancas são o estágio final da evolução da maioria das estrelas, mas é incerto de onde esta estrela tirou seu oxigênio. [Imagem: WikiImages]
Uma equipe de astrônomos brasileiros e alemães identificou, pela primeira vez, uma estrela anã branca com atmosfera dominantemente composta por oxigênio.
O surpreendente é que, diferentemente das anãs brancas conhecidas até agora, que possuem atmosferas dominadas por hidrogênio e hélio, a nova estrela não possui traços de nenhum dos dois elementos.
A descoberta foi feita quando dados do rastreio SDSS (Sloan Digital Sky Survey) foram vasculhados por Kepler Oliveira e Gustavo Ourique, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Detlev Koester, da Universidade de Kiel, na Alemanha.
Os resultados surpreendentes foram publicados pela revistaScience.
Estágio final da evolução de todas as estrelas que nascem com 8 a 11 massas solares - dependendo de suas composições iniciais -, as anãs brancas possuem brilho tênue, porte pequeno e uma densidade extremamente alta. Essa é a última etapa da vida da maioria das estrelas.
Cerca de 80% das anãs brancas possuem atmosferas dominadas por hidrogênio, e o restante tem o hélio como principal componente. Isso acontece porque, por sedimentação, os elementos mais pesados vão para as camadas inferiores, e os mais leves vão para as camadas mais altas.
A atmosfera da nova estrela descoberta, entretanto, é dominada por oxigênio e apresenta traços de neônio e magnésio, o que indica que não pode haver hidrogênio, hélio ou carbono em sua composição - todos mais leves do que o oxigênio.
De acordo com o Kepler, a estrela desafia os modelos de evolução estelar existentes, que não preveem um objeto como o observado. Os modelos atuais preveem que uma mistura de oxigênio, neônio e magnésio seja encontrada em um pequeno número de estrelas, através da queima nuclear de carbono. No entanto, as anãs brancas formadas por este processo costumam ser muito mais pesadas.
"Se nem o núcleo deveria ser de oxigênio para massas menores que uma massa solar, muito menos a atmosfera," enfatiza Kepler.
Assim, está aberta a temporada de hipóteses para explicar a estrela com atmosfera de oxigênio, hipóteses que levarão à reescrita dos modelos de evolução estelar.
Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Não tomar Sol aumenta risco de câncer tanto quanto fumar

Há algum tempo pesquisadores vêm alertando que o exagero no uso de filtros solares causa deficiência de vitamina D, sobretudo nas crianças.[Imagem: FRL/UCR]
Não será fácil reverter a tendência de as pessoas fugirem do Sol depois de décadas de discurso científico amedrontando a população sobre o risco do câncer de pele.
Hoje já se sabe que os benefícios de tomar Sol superam o risco do câncer de pele, além do que os próprios protetores solares podem causar câncer de pele.
Agora, um novo estudo feito na Suécia, onde a população tem pele muito clara, o que torna o risco de câncer de pele mais elevado, mostrou que as pessoas que tomam banho de sol regularmente vivem mais do que aquelas que evitam o Sol.
Foram analisadas informações de 29.518 mulheres suecas, que foram acompanhadas por 20 anos.
Os dados mostraram que a expectativa de vida mais longa entre as mulheres com hábitos de exposição ativa ao Sol - tomar banho de Sol intencionalmente - está relacionada a uma diminuição das doenças cardíacas e das mortes por doenças não relacionadas a problemas cardíacos ou a qualquer tipo de câncer.
Assim, quando os cientistas analisam apenas a contribuição do câncer de pele para as mortes, o número desponta, parecendo grande frente às outras causas justamente porque as outras causas diminuíram, dizem os pesquisadores.
Mas o resultado mais impressionante do estudo surgiu quando os pesquisadores compararam o risco de morte pelo câncer de pele entre as pessoas que tomavam banho de Sol, que fugiam do Sol e as fumantes.
"Nós verificamos que os fumantes no grupo de maior exposição solar têm um risco semelhante ao dos não-fumantes que evitam a exposição ao Sol, indicando que evitar a exposição ao Sol pode ser um fator de risco [para o câncer] da mesma magnitude que o tabagismo," disse Pelle Lindqvist, da Universidade de Lund, primeira autora do artigo publicado na revista médicaJournal of Internal Medicine.
"Orientações demasiadamente restritivas no que diz respeito à exposição ao Sol podem fazer mais mal do que bem para a saúde," concluiu Lindqvist.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 28 de março de 2016

Planeta excêntrico pensa que é um cometa

Este gráfico compara a órbita do planeta HD-20782 com a órbita dos planetas interiores do nosso Sistema Solar.[Imagem: SFSU]
Astrônomos descobriram o planeta mais excêntrico conhecido até hoje.
Neste caso, "excêntrico" não se refere a um jeitão particular do exoplaneta, mas à sua órbita extremamente alongada em torno de sua estrela.
Enquanto os planetas do nosso Sistema Solar têm órbitas quase circulares, os astrônomos já descobriram vários planetas extrassolares com órbitas altamente elípticas, ou excêntricas - mas nenhum como o HD 20782.
Sua excentricidade é de 0,96, o que significa que o planeta se move em uma elipse quase achatada, afastando-se muito de sua estrela e depois estilingando rápida e furiosamente em torno da estrela, para então se afastar novamente - para comparação, a excentricidade da órbita da Terra é de 0,017.
A órbita do HD 20782 é tão alongada que mais se assemelha à órbita de um cometa, que frequentemente são destruídos no ponto de maior aproximação da estrela. Mas o planeta é grande demais para ser destruído.
"Ele tem mais ou menos a massa de Júpiter, mas está dançando ao redor de sua estrela como se fosse um cometa," disse astrônomo Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos EUA, que liderou a equipe que detectou o planeta extrassolar a cerca de 117 anos-luz da Terra.
Descoberto planeta mais excêntrico que se conhece
Ilustração artística do exoplaneta HD-20782, o planeta mais excêntrico que se conhece. [Imagem: NASA]
No ponto mais distante em sua órbita, o HD 20782 afasta-se de sua estrela 2,5 unidades astronômicas (ua) - ou 2,5 vezes a distância entre o Sol e a Terra. Na sua maior aproximação, ele chega a 0,06 ua, muito mais próximo do que Mercúrio orbita o Sol, a 0,39 unidades astronômicas.
A esquisitice de exoplanetas como o HD 20782 coloca uma multiplicidade de questões para os astrônomos, acostumados por séculos com o nosso bem-comportado Sistema Solar.
"Quando vemos um planeta como este, em uma órbita tão excêntrica, pode ser realmente muito difícil tentar explicar como ele chegou a essa situação. É parecido com olhar a cena de um crime [...]; sabe-se que algo ruim aconteceu, mas você precisa descobrir o que foi que causou," disse Kane.


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 21 de março de 2016

Óleos de orégano e de cravo matam larvas do Aedes aegypti

O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta colocar folhas de orégano ou cravo na água.[Imagem: Leo Rodrigues/Agência Brasil]
A eficácia dos óleos de orégano e de cravo para matar as larvas do mosquitoAedes aegypti foi comprovada por uma pesquisa da PUC de Minas Gerais e da Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Em contato com o criadouro, os óleos matam as larvas em até 24 horas.
O próximo passo do estudo, que consistirá no desenvolvimento de um larvicida e sua colocação à disposição do mercado, deverá estar completo até Junho, de acordo com a pesquisadora Alzira Batista Cecílio, coordenadora da equipe.
"Produto natural não pode ser patenteado. Então, só após a formulação do larvicida, poderemos patentear e iniciar as negociações com as empresas," justificou Alzira.
O orégano e o cravo foram selecionados após análises de mais de 20 plantas.
O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta, por exemplo, colocar folhas de orégano ou cravo na água.
O estudo é um desdobramento de outra pesquisa mais ampla, que testa o uso de produtos naturais para combater diversos tipos de vírus.
"Nesse cenário preocupante em relação ao vírus da dengue, decidimos começar a estudar também plantas que pudessem eliminar o vetor," acrescenta Alzira. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor dos vírus zika e chikungunya.
Futuramente, está previsto também o teste desses óleos no combate a outras fases da vida do mosquito, o que pode levar ao desenvolvimento de um inseticida aerossol ou um repelente.
Segundo Alzira, o objetivo é desenvolver um produto que não contamine o meio ambiente, já que a maioria dos criadouros de larvas está espalhada, podendo ter contato com animais e até água voltada para o consumo humano, como por exemplo nas caixas d'água.
"Queremos um larvicida que seja degradado rapidamente e não contamine a água, ao mesmo tempo em que tenha boa eficácia. A maioria dos larvicidas usados hoje exige algum cuidado na aplicação e deixa a água com alguma toxicidade", explica.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 17 de março de 2016

Intuição ganha do pensamento lógico

Você pode melhorar sua criatividade fazendo exercícios físicos.[Imagem: Universiteit Leiden]
Uma série de experimentos mostrou que as percepções súbitas de uma pessoa são mais precisas para resolver problemas do que pensar nesses problemas de forma metódica e analítica.
Essas percepções súbitas geralmente são chamadas de "intuições", ouinsights.
E os experimentos concordam com a própria intuição que muitas pessoas têm: a de que a ideia que primeiro vem à mente quando se pensa em um problema é frequentemente a ideia correta.
Na esmagadora maioria, as respostas derivadas dos insights se mostraram corretas.
Nos desafios linguísticos, 94% das respostas classificadas como "percepção" estavam corretas, em comparação com 78% para as respostas do pensamento analítico. Para os desafios visuais, 78% das respostas classificadas como insightsestavam corretas, contra 42% para as respostas analíticas.
E, além de acertar mais, os voluntários que tendem a ter mais dessas percepções súbitas foram mais propensos a ultrapassar o tempo mínimo dos testes, mas acertar, do que a fornecer uma resposta incorreta dentro do prazo.
Aqueles que responderam com base no pensamento analítico (descrito como sendo uma ideia trabalhada de forma consciente e deliberada) foram mais propensos a dar uma resposta dentro do prazo, embora essas respostas de última hora fossem frequentemente incorretas.
"O pensar consciente e analítico pode ser apressado ou desleixado, levando a erros ao resolver um problema," comenta o professor John Kounios, da Universidade Drexel (EUA).
"No entanto, a percepção [insight] é inconsciente e automática - ela não pode ser apressada. Quando o processo é executado até o fim em seu próprio ritmo e todos os pontos são conectados de forma inconsciente, a solução vem à consciência na forma de um momento "Aha!", acrescenta.
Isto significa que, quando é necessário ter uma ideia muito criativa ou inovadora - também chamado de momento Eureca -, é frequentemente melhor esperar pelo insight do que queimar os neurônios em busca de uma ideia que se desenvolva por meio do pensamento lógico e analítico.
"A história das grandes descobertas está cheia de episódios de insights de sucesso, promovendo a crença comum de que, quando as pessoas têm um pensamento perspicaz, ele provavelmente está correto," concluiu Carola Salvi, principal responsável pelo estudo, publicado no periódico Thinking & Reasoning.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 11 de março de 2016

Regras familiares para uso da tecnologia devem incluir crianças e pais

Imagem: Umich
O que as crianças esperam dos pais quando o assunto é tecnologia?
  • "Pare de postar fotos minhas sem permissão."
  • "Coloque o seu telefone de lado quando estou falando com você."
  • "Não mande mensagens de texto enquanto dirige, nem mesmo no farol vermelho."
Estas são algumas das regras para internet e smartphones que as crianças gostariam de estipular para seus pais, de acordo com um levantamento feito por pesquisadores das universidades de Michigan e Washington (EUA).
O estudo é um dos primeiros a explorar as expectativas das crianças em relação ao uso da tecnologia pelos pais. Foram entrevistadas 249 famílias com crianças com idades entre 10 e 17 anos, que responderam perguntas sobre regras familiares e expectativas com o uso da tecnologia, como também quais regras são mais fáceis ou difíceis de seguir.
Regras para os pais
Além de revelar os sentimentos das crianças sobre igualdade e "sobrecompartilhamento", a pesquisa lança uma luz sobre as regras mais eficazes de tecnologia e as abordagens familiares mais comuns.
Gerenciar o uso da tecnologia sempre foi uma das tarefas dos pais em relação às crianças. "Mas agora que praticamente todos os membros da família têm telefone, se tornou cada vez mais difícil definir os limites" para todos, disse Alexis Hiniker, um dos autores do trabalho.
Quando os pesquisadores perguntaram para as crianças quais regras de tecnologia elas desejavam que seus pais seguissem, as respostas se dividiram em sete categorias gerais:
  • Pare com o "sobrecompartilhamento": os pais não devem compartilhar informações online sobre seus filhos sem a permissão deles.
  • Sem hipocrisia: os pais devem fazer o que ensinam aos filhos, como não usar a internet durante as refeições.
  • Supervisionar as crianças: os pais devem estabelecer e fazer cumprir as regras relacionadas com a tecnologia para efeitos de proteção das crianças.
  • Dê autonomia: crianças acreditam que os pais devem deixar com que elas tomem suas próprias decisões sobre o uso da tecnologia, sem interferência.
  • Uso moderado: os pais devem usar a tecnologia com moderação e em equilíbrio com outras atividades.
  • Não utilizar tecnologia enquanto dirige: os pais não devem enviar mensagens de texto durante a condução ou no farol vermelho.
  • Estar presente: as crianças acham que não deveria haver nenhuma tecnologia em determinadas situações, como por exemplo, quando eles estão tentando falar com um dos pais.
"Um número de crianças, duas vezes maior, se comparado aos pais, expressaram preocupações sobre a divulgação excessiva de informações pessoais sobre eles no Facebook e outras mídias sociais sem permissão", disse a professora Sarita Schoenebeck. "Muitas crianças disseram ter achado embaraçoso o conteúdo postado, e se sentiram frustradas quando seus pais continuaram publicando esse material."
Regras familiares para tecnologia
O estudo também analisou quais tipos de regras familiares foram mais fáceis de serem seguidas. Famílias relataram que as regras que proíbem totalmente o uso de determinada tecnologia ou mídia social são mais fáceis de cumprir, do que as regras que proíbem o uso da tecnologia apenas em determinadas situações.
"Ficamos surpresos ao descobrir que, quando a mãe e o pai dizem: 'Você não pode usar o Instagram,' é mais fácil para as crianças aceitarem e seguirem a ordem do que quando dizem: 'Você pode usar o Instagram, mas não durante o jantar,' disse Hiniker.
Enquanto os pais tendem a não se preocupar com regras diferentes entre eles e os filhos, muitas crianças viram essa atitude como hipócrita. As crianças também acharam mais fácil seguir regras de tecnologia desenvolvidas coletivamente e quando os pais também as obedecem.
A maioria das quase 500 regras de tecnologia diferentes relatadas pelas famílias se resumiram em uma dezena de categorias, que incluem:
  • Sem tecnologia em determinados momentos.
  • Sem tecnologia até que certas obrigações sejam cumpridas, como lição de casa ou prática musical.
  • Prazos fixos de quanto tempo as crianças podem usar a tecnologia.
  • Restrição de custos.
  • Expectativas para equilibrar o uso da tecnologia com outras atividades, como brincadeiras ao ar livre.
  • Auditoria dos pais, que lhes dão direito de verificar os telefones dos filhos a qualquer momento e acessar contas de mídia social.
  • Proibição de determinado sites, jogos, atividades ou dispositivos.
  • Regras sobre comportamento on-line, como não ofender ou diminuir as pessoas, usar linguagem inadequada ou compartilhar conteúdo sexual.
  • "Provavelmente os atuais usuários ficariam mais felizes se existissem mais aplicativos e dispositivos voltados para a promoção de hábitos saudáveis do uso tecnologia", sugere a pesquisadora Julie Kientz. "E essas ferramentas poderiam atrair mais famílias que já decidiram pela regra do não em tudo."
    Fonte: Diário da Saúde

    terça-feira, 8 de março de 2016

    Óleo de pequi previne e faz regredir câncer

    A parte comestível do pequi são os caroços, retirados do interior do fruto do pequizeiro.[Imagem: Wikimedia/Fernando Tatagiba]
    O óleo de pequi (Caryocar brasiliense Camb) é capaz de reduzir lesões pré-neoplásicas - que antecedem o câncer - em até 51%.
    A constatação foi feita pela equipe do professor Francisco Javier Blazquez, da USP, em testes realizados com animais de laboratório nos quais foi induzido um processo canceroso similar ao câncer de fígado humano.
    Além da redução dos tumores, o óleo de pequi conseguiu promover a regressão das lesões até a aparência de um fígado normal.
    Ao mesmo tempo, animais tratados com o óleo de pequi por via oral apresentaram menos lesões, sendo que muitas entraram em processo de reversão.
    Já se sabia que o extrato do óleo de pequi possui propriedades anti-inflamatórias, antioxidante e anticâncer. Além disso, pesquisadores da Universidade de Brasília já haviam demonstrado que o óleo de pequi protege contra doenças cardiovasculares.
    Mesmo com a comprovação dos efeitos positivos do óleo, a equipe agora pretende realizar estudos para desvendar as vias metabólicas pelas quais o óleo atua.
    "Tais resultados poderão nos permitir investigar os efeitos do óleo no câncer já estabelecido," disse Simone Morais Palmeira, que realizou os experimentos com os animais de laboratório.
    O pequi, nativo do cerrado, é bastante consumido nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
    O fruto contém proteínas, fibras alimentares, vitaminas, minerais e substâncias não nutritivas, como os carotenoides, que são conhecidos como antioxidantes.
    "O pequi tem fontes de vitaminas A e C, além das gorduras com efeito antioxidante. Todas estas substâncias agindo em conjunto potencializam o efeito do óleo," disse Simone Palmeira.
    Fonte: Diário da Saúde

    WFIRST: Novo telescópio espacial irá estudar exoplanetas

    Com uma capacidade 100 vezes superior à do Hubble, o WFIRST vai estudar também a energia e a matéria escuras. [Imagem: NASA/GSFC]
    Depois de anos de estudos preparatórios, a NASA está formalmente iniciando o projeto de um novo telescópio espacial, o WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope, ou telescópio de rastreio infravermelho de largo campo de visão).
    Com uma capacidade visual 100 vezes maior que a do Telescópio Espacial Hubble, o WFIRST vai ajudar a desvendar os segredos da energia escura, da matéria escura, explorar a evolução do cosmos e espionar os exoplanetas em detalhes, sobretudo aqueles com condições de vida similares às da Terra.
    "Esta missão combina de forma única a capacidade de descobrir e caracterizar planetas além do nosso Sistema Solar com a sensibilidade e a óptica para olhar aberto e profundamente para o Universo na busca por desvendar os mistérios da energia escura e da matéria escura," disse o astronauta John Grunsfeld ao apresentar o projeto.
    O WFIRST será o próximo grande observatório de astrofísica da NASA após o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, em 2018. O observatório irá analisar grandes regiões do céu em luz infravermelha.
    Seus principais instrumentos serão uma câmera infravermelha de campo largo e um coronógrafo projetado para bloquear o brilho das estrelas para permitir observar a fraca luz dos planetas que orbitam em torno delas.
    Bloqueando a luz da estrela hospedeira, o coronágrafo realizará medições detalhadas da composição química das atmosferas planetárias - essa técnica é conhecida como microlente gravitacional. A comparação desses dados entre muitos exoplanetas permitirá uma melhor compreensão da origem e da física dessas atmosferas, além de permitir a busca por sinais químicos de ambientes adequados para a vida.
    Comparação entre o telescópio espacial Kepler e o WFIRST quanto à distância a partir da estrela onde cada um poderia encontrar um exoplaneta. [Imagem: WFIRST]
    O WFIRST também poderá medir com precisão as formas, posições e distâncias de milhões de galáxias para rastrear a distribuição e o crescimento das grandes estruturas cósmicas, incluindo os aglomerados de galáxias e a matéria escura que os acompanha.
    E, medindo as distâncias de milhares de supernovas, será possível mapear em detalhe como a expansão cósmica tem-se comportado ao longo do tempo.
    A previsão é que o WFIRST seja lançado em meados da década de 2020.
    Ele ficará em um local conhecido como ponto de Lagrange L2, um ponto de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol, a cerca de 1,6 milhão de km de distância, onde há menos interferências e é necessário usar menos combustível para se manter estável.
    Fonte: Inovação Tecnológica