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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Em Camocim, Cid Gomes anuncia que governo vai pedir a ilegalidade da greve dos professores

ESCRITO POR TADEU NOGUEIRA | 25 AGOSTO 2011


Afirmação foi durante diálogo "Azedo" com membros da APEOC



Foto: Google imagens

Durante visitação às instalações da Escola de Ensino Profissional, Monsenhor Expedito da Silveira de Sousa, em Camocim, quando acontecia a solenidade de inauguração, na noite desta segunda-feira (22), houve um encontro entre o Governador Cid Gomes (PSB) e o representante do Sindicato APEOC na zona norte, Professor Antonio Junior, que estava acompanhado de docentes dos municípios de Camocim, , Barroquinha e Chaval. O encontro teve como objetivo a entrega de um documento requerendo a reabertura do processo de negociação entre professores, em greve desde o último dia 05 de Agosto,  e governo do estado. Após a entrega do documento, teve início um debate em torno da motivação da greve, posição do governo e dos professores. A discussão durou cerca de 20 minutos e "rendeu", e como "rendeu".
De um lado, professores irredutíveis reafirmando que o governo quer "esmagar" a categoria com as propostas apresentadas no final de julho, além de não garantir o cumprimento da lei do piso. Opostamente a isso, Cid Gomes quis até mostrar, no quadro da sala, os cálculos que derrubam por terra, segundo ele, a sustentação dos professores. Deu-se então um embate sem vencedores, com ambos os lado sem retroceder um milímetro em suas convicções.
Quando perguntado por um dos professores sobre como ficaria o diálogo com a categoria, Cid disse que o diálogo acabou. Segundo ele, o governo recebeu a APEOC 5 vezes para discutir sobre o assunto, coisa que ele nunca teria feito com nenhum outro sindicato. Seguiu dizendo que o governo vai pedir na justiça a ilegalidade da greve. o que resultaria no corte de ponto de quem continuar aderindo ao movimento. Cid disse ainda que os recém contratados estavam indo pela cabeça de quem está lá em cima, numa referência ao nível de professores efetivos, pois não haveria justificativa a adesão deles à greve, já que o aumento teria sido satisfatório para os que estavam iniciando na carreira. O governador ressaltou mais uma vez a vantagem da escola privada em relação à pública, no que diz respeito ao salário dos professores, deixando claro  para um bom entendedor que, quem não estivesse satisfeito...
Ele disse ainda que a greve em vigor não está existindo para conversar e sim para prejudicar os alunos. Outro ponto que acabou gerando polêmica foi quando o governador disse que, por ele, não haveria isso de "carreira", citando mais uma vez a escola privada, onde não há plano de carreira, com divisão em níveis, etc. E em mais uma rebatida contra argumentos dos educadores, Cid disse ser impossível pagar todos os níveis da mesma forma. O diálogo entre as partes, acompanhado de perto pela Secretária de Educação, Izolda Cela e por poucas "testemunhas", seguiu nesse ritmo até o final, demonstrando assim que, à tirar por essa noite em Camocim, a greve tem tudo para não terminar tão cedo, pois o governo só negocia se a greve acabar, e a greve só acaba se o governo negociar. 
Por Tadeu Nogueira
Fonte: Sindicato APEOC
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