>
Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O que é antimatéria?


Foto: Google imagens


Foto: Google imagens
Essa não é uma pergunta capciosa. Antimatéria é exatamente o que você pode estar pensando que é - o oposto da matéria normal, da qual é feita a maior parte do nosso universo. Até pouco tempo, a presença da antimatéria no nosso universo era considerada apenas uma teoria. Em 1928, o físico britânico Paul A.M. Dirac revisou a famosa equação de Einstein, E=mc2 e concluiu que Einstein não considerou que o "m" na equação - massa - poderia ter propriedades tanto negativas como positivas. A equação de Dirac (E = + ou - mc2) permitiu considerar a existência de antipartículas no nosso universo.
Cientistas, desde então, provaram que existem várias antipartículas.
Essas antipartículas são, literalmente, imagens-espelho da matéria normal. Cada antipartícula possui a mesma massa que a sua partícula correspondente, mas as cargas elétricas são inversas. Aqui vão algumas descobertas sobre antimatéria no século XX:
  • pósitrons - elétrons com uma carga positiva ao invés de negativa. Descobertos por Carl Anderson em 1932, os pósitrons foram a primeira evidência de que a antimatéria existe;
  • antiprótons - prótons que possuem uma carga negativa ao invés da carga positiva normal; em 1955, pesquisadores de Berkeley Bevatron produziram um antipróton;
  • antiátomos - emparelhando pósitrons e antiprótons, cientistas do CERN (em inglês), a Organização Européia para a Pesquisa Nuclear, criaram o primeiro antiátomo; nove átomos de anti-hidrogênio foram criados, cada um durando apenas 40 nanosegundos; já em 1998, pesquisadores do CERN estavam impulsionando a produção de átomos de anti-hidrogênio para 2.000/h.
Quando a antimatéria entra em contato com a matéria normal, essas partículas iguais, mas opostas, colidem para produzir uma explosão emitindo radiação pura, que é emanada a partir do ponto da explosão à velocidade da luz. Ambas as partículas que criaram a explosão são totalmente aniquiladas, deixando para trás outras partículas subatômicas. A explosão que ocorre quando antimatéria e matéria interagem, transforma toda a massa de ambos os objetos em energia. Os cientistas acreditam que esta energia é mais poderosa do que qualquer outra que possa ser gerada por outros métodos de propulsão.
Então, por que ainda não construímos um motor de reação matéria-antimatéria? O problema em desenvolver a propulsão de antimatéria é que há uma falta de antimatéria existente no universo. Se houvesse quantidades iguais de matéria e antimatéria, provavelmente, veríamos essas reações ao nosso redor. Como não existe antimatéria ao nosso redor, nós não vemos a luz que resultaria da sua colisão com a matéria.
É possível que partículas fossem mais numerosas que antipartículas no momento do Big Bang. Como dito acima, a colisão entre partículas e antipartículas destrói ambas. Como pode ter havido mais partículas no início do universo, elas são tudo o que restou. Pode não haver antipartículas naturalmente existentes em nosso universo hoje. Entretanto, cientistas descobriram um possível depósito de antimatéria próximo ao centro da galáxia, em 1977. Se isso realmente existir, significaria que a antimatéria existe naturalmente, eliminando a necessidade de fabricação de nossa própria antimatéria.
Por enquanto, nós teremos que criar a nossa própria antimatéria. Por sorte, existe uma tecnologia disponível para criar antimatéria através da utilização de aceleradores de partículas de alta energia, também chamados de "destroça-átomos". Destroça-átomos, como o CERN, são grandes túneis revestidos com supermagnetos poderosos que os circundam para acelerar os átomos a velocidades próximas à da luz. Quando um átomo é enviado através deste acelerador, ele colide com um alvo, criando partículas. Algumas dessas partículas são antipartículas que são separadas pelo campo magnético. Esses aceleradores de partículas de alta energia produzem apenas um ou dois picogramas de antiprótons por ano. Um picograma é um trilionésimo de um grama. Todos os antiprótons produzidos no CERN em um ano seriam suficientes para acender uma lâmpada elétrica de 100 Watts por 3s. Seriam necessárias toneladas de antiprótons para viajar a destinos interestelares.
Fonte: www.ciencia.hsw.uol.com.br
Compartilhar:

Desacelerador de partículas permitirá estudar a antimatéria

A antimatéria é vislumbrada como uma potencial fonte de energia, uma vez que, ao se juntar com a matéria comum, ambas se aniquilam em uma explosão de raios gama - alguns poucos gramas de antimatéria seriam suficientes para alimentar uma nave interestelar.[Imagem: CERN]

Antiprótons
O CERN, laboratório europeu responsável pelo LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, agora terá também o mais potente desacelerador de partículas do mundo.
O objetivo é diminuir drasticamente a energia das partículas até um nível nunca alcançado, tornando possível estudar as partículas de antimatéria.
O experimento é chamado ELENA - Extra Low Energy Antiproton Ring - anel de antiprótons de extra baixa energia.
Assim como o LHC está permitindo que os cientistas estudem os fenômenos de energias extremamente elevadas, o ELENA permitirá que eles olhem para o outro extremo, para as energias extremamente baixas, quando as partículas são resfriadas a ponto de poderem ser estudadas.
Desacelerador de antimatéria
O ELENA será um novo anel desacelerador que será adicionado a um desacelerador de partículas já existente no CERN, chamado AD (Antiproton Decelerator).
Os antiprótons desacelerados, que hoje saem do AD, serão injetados no ELENA, que reduzirá sua energia ainda mais - um anti-próton que sai hoje do AD a 5,4 MeV milhões de elétrons-volt) chegará a 100 keV (milhares de elétrons-volt) na saída do ELENA.
O projeto inclui a construção de um pós-desacelerador, um anel de resfriamento e linhas eletrostáticas para guiar as partículas.
Com isto, haverá um aumento na eficiência do aprisionamento dos antiprótons entre 10 e 100 vezes.
O ELENA será um novo anel desacelerador que será adicionado a um desacelerador de partículas já existente no CERN, chamado AD (Antiproton Decelerator). [Imagem: Cern]

Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

Questão do ENEM 2009 - Física


Considere a seguinte situação hipotética: ao preparar o palco para a apresentação de uma peça de teatro, o iluminador deveria colocar três atores sob luzes que tinham igual brilho, e os demais, sob luzes de menor brilho. O iluminador determinou, então, aos técnicos, que instalassem no palco oito lâmpadas incandescentes com a mesma especificação (L1 a L8), interligadas em um circuito com uma bateria, conforme mostra a figura.


Nessa situação, quais são as três lâmpadas que acendem com o mesmo brilho por apresentarem igual valor de corrente fluindo nelas, sob as quais devem se posicionar os três atores?
A) L1, L2 e L3.
B) L2, L3 e L4.
C) L2, L5 e L7.
D) L4, L5 e L6.
E) L4, L7 e L8.

Resposta no comentário da postagem


Compartilhar:

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Colagem de imagens de satélite gera a melhor foto da Terra já produzida

Foto: flickr.com
“Blue Marble” - A melhor foto da Terra já produzida


A imagem acima é a mais detalhada e em cores reais, da Terra. Empregando uma coleção de registros captados por satélite, cientistas e profissionais de imagem fundiram meses de observações da superfície terrestre, oceanos, gelo marítimo e nuvens em um mosaico de cada km² do planeta.

Para ver a foto em seu tamanho original clique na imagem.


Fonte: Só Geografia
Compartilhar:

Questão ENEM 2005 - Ciências da Natureza


Os plásticos, por sua versatilidade e menor custo relativo, têm seu uso cada vez mais crescente. Da produção anual brasileira de cerca de 2,5 milhões de toneladas, 40% destinam-se à indústria de embalagens. Entretanto, este crescente aumento de produção e consumo resulta em lixo que só se reintegra ao ciclo natural ao longo de décadas ou mesmo de séculos.
Para minimizar esse problema uma ação possível e adequada é:

(A) proibir a produção de plásticos e substituí-los por materiais renováveis como os metais.
(B) incinerar o lixo de modo que o gás carbônico e outros produtos resultantes da combustão voltem aos ciclos naturais.
(C) queimar o lixo para que os aditivos contidos na composição dos plásticos, tóxicos e não degradáveis sejam diluídos no ar.
(D) estimular a produção de plásticos recicláveis para reduzir a demanda de matéria prima não renovável e o acúmulo de lixo.
(E) reciclar o material para aumentar a qualidade do produto e facilitar a sua comercialização em larga escala.


Resposta no comentário da postagem

Compartilhar:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Telescópio registra estrela gigante mil vezes maior que o Sol

Foto: ESO/DivulgaçãoEsta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela hipergigante

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) utilizaram o Very Large Telescope para obter imagens de uma estrela colossal pertencente a uma das mais raras classes de estrelas no universo, as hipergigantes amarelas. Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela desta classe e mostra pela primeira vez uma enorme concha dupla de poeira a rodear a hipergigante central. A estrela e a sua concha parecem-se com a clara de um ovo em torno da gema central, o que levou os astrônomos a darem-lhe o nome de Nebulosa do Ovo Frito.
A estrela monstruosa, conhecida pelos astrônomos como IRAS 17163-3907 tem um diâmetro cerca de mil vezes maior que o do Sol. A uma distância de cerca de 13 mil anos-luz da Terra, é a hipergigante amarela mais próxima de nós encontrada até hoje e as novas observações mostram que brilha cerca de 500 mil vezes mais intensamente do que o Sol.
"Sabia-se que este objeto brilhava intensamente no infravermelho mas, surpreendentemente, ninguém o tinha ainda identificado como uma hipergigante amarela", disse Eric Lagadec, líder da equipa que produziu estas novas imagens.
As observações da estrela e a descoberta das suas conchas envolventes foram feitas pela câmara infravermelha VISIR. As imagens obtidas são as primeiras que mostram claramente o material que rodeia a estrela e revelam claramente duas conchas quase perfeitamente esféricas.
Se a Nebulosa do Ovo Frito fosse colocada no centro do Sistema Solar, a Terra ficaria bem no interior da própria estrela e o planeta Júpiter orbitaria por cima da sua superfície. A concha muito maior que envolve a estrela englobaria todos os planetas, planetas anões e ainda alguns dos cometas que orbitam muito além da órbita de Netuno. A concha exterior tem um raio 10 mil vezes maior que a distância da Terra ao Sol.
As hipergigantes amarelas estão numa fase extremamente ativa da sua evolução, sofrendo uma série de eventos explosivos - esta estrela ejetou já quatro vezes a massa do Sol em apenas algumas centenas de anos. O material ejetado durante estas explosões formou a extensa concha dupla da nebulosa, a qual é constituída por poeira rica em silicatos misturada com gás.
Esta atividade mostra igualmente que a estrela deverá sofrer brevemente uma morte explosiva - será uma das próximas explosões de supernova na nossa Galáxia. As supernovas fornecem ao meio interestelar circundante muitos químicos necessários e as ondas de choque resultantes podem dar origem à formação de novas estrelas.
Fonte: Terra
Compartilhar:

Criado material mais escorregadio do mundo

O comportamento autolimpante do material funciona até mesmo com pó de vidro, como mostrado nesta sequência de imagens.[Imagem: Wong et al./Nature]

Superfície omnifóbica
Cientistas construíram a superfície mais escorregadia que se conhece.
Inspirando-se nas folhas de uma planta carnívora (Nepenthes pitcher), Joanna Aizenberg e seus colegas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram uma superfície omnifóbica - capaz de repelir quase tudo.
Os testes mostraram que nada consegue aderir ao material, incluindo água, óleo, geleia de frutas e nem mesmo formigas, que saem escorregando como se estivessem patinando.
Segundo os pesquisadores, o material biomimético será útil para a criação de janelas e paredes autolimpantes e tubos para transportar líquidos e gases de forma mais eficiente e mais rápida.
Estratégias escorregadias
Há tempos os cientistas inspiram-se nas folhas de lótus para criar superfícies super-hidrofóbicas, que nunca se molham.
Essas plantas têm em sua superfície uma verdadeira floresta de nanopostes, na extremidade dos quais uma cera sustenta as gotas de água. O resultado é que o peso da gota se divide entre os nanopostes, como um faquir sobre uma cama de pregos.
O inconveniente é que esse princípio só funciona para líquidos com elevada tensão superficial, como a água.
A estratégia da planta carnívora é semelhante, mas, em vez de postes retendo entre si uma camada de ar, a Nepenthes pitcher tem ranhuras cheias de néctar.
O que parece ser uma diferença sutil torna a superfície eficaz contra uma gama muito maior não apenas de líquidos, mas também de outros materiais.
Revestimento contra grafiteiros
Em vez de néctar, os pesquisadores usaram um líquido lubrificante, no qual o material foi mergulhado depois de ter as ranhuras escavadas em sua superfície.
Além de mais eficiente, o material é também mais resistente e robusto, suportando até mesmo danos mecânicos sem perder seu comportamento escorregadio - o líquido lubrificante escorre para dentro dos defeitos, recobrindo-os e preservando o comportamento do material.
Os cientistas chamaram essa nova classe de materiais omnifóbicos de SLIPs, "escorregar" em inglês, mas também uma sigla para Slippery Liquid-Infused Porous Surfaces - superfícies escorregadias porosas com infusão líquida.
Os cientistas já começaram a testar seu novo material como um revestimento no interior de tubos para o transporte de fluidos, revestimento antimanchas para materiais ópticas e tintas anti-grafiteiros.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

Questão do ENEM 2003 - Química


Produtos de limpeza, indevidamente guardados ou manipulados, estão entre as principais causas de acidentes domésticos. Leia o relato de uma pessoa que perdeu o olfato por ter misturado água sanitária, amoníaco e sabão em pó para limpar um banheiro:
A mistura ferveu e começou a sair uma fumaça asfixiante. Não conseguia respirar e meus olhos, nariz e garganta começaram a arder de maneira insuportável. Saí correndo à procura de uma janela aberta para poder voltar a respirar.
O trecho sublinhado poderia ser reescrito, em linguagem científica, da seguinte forma:

(A) As substâncias químicas presentes nos produtos de limpeza evaporaram.
(B) Com a mistura química, houve produção de uma solução aquosa asfixiante.
(C) As substâncias sofreram transformações pelo contato com o oxigênio do ar.
(D) Com a mistura, houve transformação química que produziu rapidamente gases tóxicos.
(E) Com a mistura, houve transformação química, evidenciada pela dissolução de um sólido.

Resposta no Comentário da Postagem

Compartilhar:

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Questões comentadas do ENEM

Através de uma conversa, muito agradável por sinal, com o amigo Cláudio Gonçalves, resolvemos publicar aqui, algumas questões comentadas das provas do ENEM dos anos anteriores, em especial as direcionadas a área de Ciências da Natureza.

Esperamos que todos os inscritos na avaliação, que acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro, possam aproveitar bem esse espaço para aprimorar seus estudos. Tomaremos como material de apoio os fascículos disponibilizados pela Fundação Demócrito Rocha.

Bons estudos a todos.

Prof. Paulo Robson.
Foto: Google Imagens

ENEM 2009 - Prova Anulada
A ultrassonografia, também chamada de ecografia, é uma técnica de geração de imagens muito utilizada em medicina. Ela se baseia na reflexão que ocorre quando um pulso de ultrassom, emitido pelo aparelho colocado em contato com a pele, atravessa a superfície que separa um órgão do outro, produzindo ecos que podem ser captados de volta pelo aparelho. Para a observação de detalhes no interior do corpo, os pulsos sonoros emitidos têm frequências altíssimas, de até 30MHz, ou seja, 30 milhões de oscilações a cada segundo.
A determinação de distâncias entre órgãos do corpo humano feita com esse aparelho fundamenta-se em duas variáveis imprescindíveis:
a) a intensidade do som produzido pelo aparelho e a frequência desses sons.
b) a quantidade de luz usada para gerar as imagens no aparei ho e a velocidade do som nos tecidos.
c) a quantidade de pulsos emitidos pelo aparelho a cada segundo e a frequência dos sons emitidos pelo aparelho.
d) a velocidade do som no interior dos tecidos e o tempo entre os ecos produzidos pelas superfícies dos órgãos.
e) o tempo entre os ecos produzidos pelos órgãos e a quantidade de pulsos emitidos a cada segundo pelo aparelho.


Resposta no Comentário da Postagem
Compartilhar:

Estados Unidos aposentam acelerador de partículas Tevatron


Equipamento ficou obsoleto após instalação do Grande Colisor de Hádrons, na Suíça.

Foto: AFP - Tevatron - Acelerador de partículas
A era dos grandes físicos americanos termina nesta sexta-feira (30), com a aposentadoria do acelerador de partículas Tevatron, que há 25 anos recria o Big Bang no subsolo do Illinois.
O Tevatron ficou obsoleto após o aparecimento de um colisor de átomos mais poderoso - na verdade, o maior do mundo -, construído nos Alpes, na fronteira franco-suíça, pelo Centro Europeu de Pequisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), um consórcio de 20 países-membros.
Parece improvável que os Estados Unidos, que já dominaram a área e colheram os louros de descobertas e inovações tecnológicas, sejam capazes de reunir os recursos necessários para construir o próximo grande projeto da física de partículas.
A razão: simplesmente o financiamento de longo prazo parece muito difícil de aparecer.
Ao invés disso, físicos americanos se concentrarão em questões internas mais específicas - e menos caras - e trabalhar em conjunto com o Cern em projetos de alta energia, como a busca pela denominada "partícula de Deus".
"Na nossa área, não damos com a cabeça na parede se somos superados por outra máquina", declarou Pier Oddone, diretor do Laboratório Nacional Fermi (Fermilab), que opera o Tevatron.
A aposentadoria do Tevatron ocorre em um momento ruim para a ciência americana.
A Nasa lançou seu último ônibus espacial em julho. O financiamento público está diminuindo devido a uma profunda crise econômica e a batalhas orçamentárias no Congresso. Além disso, a própria ciência se politizou, com a descrença na evolução e a contribuição humana ao aquecimento global posta em discussão pelos republicanos.
Fonte: Último Segundo IG
Compartilhar:

Estudo pode aumentar longevidade

Foto: BBC
George Church
Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano, o professor George Church, da universidade norte-americana Harvard, diz acreditar que as evoluções científicas ligadas ao DNA ainda podem levar os indivíduos a viver "120, 150 anos". Além disso, defende, pesquisas do gênero podem facilitar a identificação de doenças genéticas e de tumores.

Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro. Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então, ele tem se dedicado a melhorá-la. Uma vez decodificado o primeiro genoma, ele tem insistido na ideia de que é preciso sequenciar o DNA de todas as pessoas.

Hoje, o custo para cada processo de sequenciar o DNA é de US$ 5 mil por genoma, e o professor crê que, muito em breve, o valor cairá um décimo ou um vigésimo disto - mais ou menos o valor de um exame de sangue.

Sequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz George Church. Para o professor, quando "ler" um genoma se tornar um processo corriqueiro, o próximo passo será "editá-lo", "escrever" sobre ele.

Ele vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo possa identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor, ou os genes de uma bactéria invasora.

Nesse caso, será possível tratá-los com uma pílula de antibiótico. Doenças genéticas poderão ser identificadas no nascimento, ou até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para as células comprometidas e corrigir o problema.

Expectativa
150 anos é a idade que as pessoas poderão alcançar, segundo pesquisador, através de estudos ligados ao genoma humano.



Fonte: Diário do Nordeste
Compartilhar:

domingo, 25 de setembro de 2011

Segundo satélite artificial cairá sobre a Terra em Outubro

Com informações da DLR e New Scientist - 25/09/2011


Imagem: DLR
Os quatro espelhos, com 83 centímetros cada um, bem como toda a estrutura externa do telescópio ROSAT, deverão sobreviver inteiramente à reentrada na atmosfera.

Caindo inteiro
satélite UARS caiu, felizmente, sem causar vítimas.
Mas vem aí um novo lixo espacial. E, desta vez, um com potencial para causar muitos danos, caso atinja alguma área habitada.
O telescópio espacial alemão ROSAT deverá cair no final de Outubro ou início de Novembro, segundo os melhores cálculos da DLR, a agência espacial alemã.
O grande problema, porém, é que o ROSAT foi construído de tal forma que ele deverá resistir à reentrada na atmosfera, não se queimando quase integralmente, como aconteceu com o UARS.
Por isso, e devido à sua órbita, a chance de fazer alguma vítima humana é de 1 em 2.000 - a chance do UARS atingir alguém era de 1 em 3.200.
Blindagem contra calor
O ROSAT (ROentgen SATellite) foi lançado em 1990 e atingiu o fim da sua vida útil em 1999. Ele é menor do que o UARS, pesando 2,4 toneladas.
Ele protagonizou descobertas importantes como, por exemplo, testes sobre uma teoria unificada da física.
O grande problema é que ele foi construído para observar raios X no espaço. Com isto, seus espelhos tiveram que ser fortemente blindados contra o calor, que poderia atrapalhar suas sensíveis observações.
Graças a essa blindagem, é praticamente certo que seus espelhos e praticamente toda a sua estrutura sobrevivam à reentrada.
E, como o UARS, o telescópio desativado não tem motores a bordo, que possam ser usados para comandar uma reentrada guiada. O resultado serão outros dias de expectativa.
"Até 30 destroços individuais, com uma massa de até 1,6 tonelada deverão atingir a superfície da Terra. O sistema óptico de raios X, com seus espelhos e um suporte mecânico feita com compósito reforçado com fibra de carbono - ou ao menos parte dele - deverão ser os componentes individuais mais pesados a atingir o solo," afirmou a DLR.
Queda de satélites
O momento de reentrada do ROSAT, assim como de qualquer outro lixo espacial, é determinado por dois fatores principais.
O primeiro é a geometria do objeto, que pode funcionar como um freio mais ou menos potente, acelerando ou retardando sua queda.
O segundo é o comportamento da própria atmosfera, que se expande e se contrai em reação à intensidade da atividade solar. Quanto mais densa a atmosfera, maior é o arrasto imposto sobre o objeto, que cai mais rápido.
Desta forma, conforme a atividade solar aumenta ao longo de seu ciclo de 11 anos, é maior o volume de lixo espacial que ameaça cair sobre a Terra.
Riscos do lixo espacial
E talvez seja com se acostumar com notícias desse tipo.
A maior incidência de quedas que está se verificando agora é resultado de uma intensa atividade espacial na década de 1990, com um número de lançamentos duas vezes maior do que a atual.
Os satélites lançados naquela época - que costumavam ser muito grandes - já atingiram ou estão se aproximando do final de sua vida útil.
Atualmente, há uma tendência para a construção de satélites menores, mais especializados.
Com isto, os futuros lixos espaciais que virão abaixo deverão ser menores, com maiores chances de se queimarem integralmente durante a reentrada.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

sábado, 24 de setembro de 2011

Dicas de matéria para a prova do ENEM no mês que vem

Imagem: Uol Educação
Pouco mais de um quarto das questões objetivas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) são de simples leitura e interpretação de texto. A análise, realizada pelo UOL Educação, levou em conta as duas últimas provas, aplicadas no ano passado a cerca de 3,2 milhões de estudantes.


O Enem divide seus 180 testes de múltipla escolha em quatro áreas do saber: ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Dentre elas, a que é composta basicamente por compreensão de textos é a de linguagem. Parte das perguntas de leitura e interpretação pode exigir conhecimento de vocabulário específico em diferentes gêneros, como charges, quadrinhos, publicidades, excertos de revistas, fragmentos de obras da internet, entre outros.

Embora nas demais áreas da prova objetiva o número de questões que se baseiam principalmente na leitura de um texto – imagem, trecho escrito, gráfico simples ou tabela – seja menor, não é irrelevante. Nas ciências naturais, de acordo com a verificação do UOL, 11% das perguntas podiam ser respondidas apenas com a leitura atenta e sem conhecimento específico das disciplinas.

Situações do cotidiano

Por toda a prova, os testes privilegiam problemas que tenham alguma ligação com a vida cotidiana. Por isso, em geral, a compreensão dos enunciados é simples. Em matemática, por exemplo, conhecimentos sobre números complexos nem chegaram a ser cobrados nos 45 testes de cada um dos exames do ano passado. O conteúdo avaliado ficou restrito, fundamentalmente, a continhas simples e cálculo de áreas e volumes.
Já nas provas de ciências humanas e de ciências da natureza, é possível notar uma preocupação dos examinadores relacionada aos problemas do mundo atual, como o aquecimento global, a poluição, a produção agrícola, as crises econômicas, os problemas decorrentes da urbanização. Cidadania, ética e preocupação com as chamadas “minorias”, como os grupos indígenas, negros e LGBTTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), também aparece ao longo dos 180 itens.

Teoria de Resposta ao Item

As provas objetivas do Enem são construídas com o uso de uma tecnologia de avaliação chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Seu grande diferencial é possibilitar que provas diferentes tenham o mesmo nível de dificuldade. Isso ocorre porque todas as questões (chamadas de itens) passam por um “teste” anterior ao exame. Esse procedimento recebe o nome de “pré-teste” e ocorre quando diferentes estudantes do País respondem a questão. Pelo número de acertos e erros, o item recebe pesos diferentes, relacionados ao seu grau de dificuldade.
Embora as provas possam englobar itens de diferentes disciplinas acadêmicas, em tese, eles devem implicar o mesmo nível de dificuldade global ao longo dos dias de testes objetivos.

Fonte: UOL Educação - Simone Harnik
Compartilhar:

Como funciona o pára-raios?




O pára-raios nada mais é que um caminho mais eficiente para a passagem da energia elétrica entre a nuvem e a terra.

É formado basicamente de uma ligação metálica (cobre, alumínio) que possui na extremidade de cima uma haste para fixá-lo sobre prédios, casas, caixa-d´água, e na extremidade de baixo, uma haste metálica enterrada no solo .É uma forma encontrada não para evitar a ocorrência de raios, mas para procurar desviá-los de possível alvo


Para que funcione, é importante que seja mais atraente que o objeto protegido. Sua presença aumenta a chance de ocorrência de raios no local, mas em compensação, os raios serão atraídos para um caminho especial, desviando-se, dessa forma, de locais incertos. Mesmo um pára-raios bem construído não garante 100% da integridade das benfeitorias, dos animais e das pessoas do local, até porque a energia veiculada pelo pára-raios pode ser muito grande, o que torna o local vulnerável a uma série de efeitos do raio.


Fonte: Texto e Foto - Só Química

Compartilhar:

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Neutrinos podem ter viajado mais rápido do que a luz


Neutrinos superluminais
Imagem: Opera
Quando, há poucos mais de um ano, cientistas do experimento Opera detectaram neutrinos transmutando-se de um tipo em outro, eles logo falaram da descoberta de uma "nova física".
E eles aparentemente já tinham nas mãos outros resultados ainda mais surpreendentes.
Depois de dois anos de medições, e inúmeras revisões e checagens, eles finalmente resolveram compartilhar sua possível descoberta com outros pesquisadores.
Segundo Antonio Ereditato, da Universidade de Berna, na Suíça, a equipe aparentemente detectou neutrinos viajando mais rápido do que a velocidade da luz.
Quebra da relatividade?
Se neutrinos podem viajar mais rápido do que a velocidade da luz, então o preceito fundamental de que as leis da física são as mesmas para todos os observadores cai por terra.
A ideia de que nada pode viajar mais rapidamente do que a luz é um pilar da teoria da relatividade especial, formulada por Einstein. E esta teoria está na base de toda a física moderna.
Isto sim, pode apontar para uma "nova física" - desde que os outros pesquisadores não encontrem erros no experimento e nas análises.
"Nós tentamos por todos os meios descobrir um erro - erros triviais, erros mais complicados, efeitos impensáveis - mas não conseguimos encontrar nenhum," disse Ereditato.
Depois de tantos cuidados, ele e sua equipe afirmam ter alcançado um nível seis sigma, que indicaria uma descoberta científica realmente válida.
Tudo vai depender do escrutínio que será feito nos dados por equipes de físicos do mundo todo.
"Dadas as potenciais consequências de longo alcance desse resultado, medições independentes serão necessárias antes que o efeito seja refutado ou firmemente estabelecido," disse o CERN em nota.
Imagem: CNRS
O feixe de neutrinos percorre 730 km desde o CERN até o laboratório INFN, onde as medições são realizadas. 
Nano-incerteza
O experimento OPERA (Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus) está localizado a 1.400 metros de profundidade, no Laboratório Gran Sasso, na Itália.
Um detector ultra-sensível recebe um feixe de neutrinos disparado do laboratório CERN, na Suíça - onde está o LHC - que está localizado a mais de 730 quilômetros de distância.
O que os pesquisadores concluíram é que os neutrinos estão chegando 60 nanossegundos antes do que deveriam.
E isso só pode ser possível se eles estiverem viajando a uma velocidade maior do que 299.792.458 metros por segundo, que é a velocidade exata da luz.
Para checar seus resultados, os cientistas usaram relógios atômicos e avançados sistemas de GPS, conseguindo com isso reduzir a incerteza da distância percorrida pelos neutrinos para 20 centímetros - em relação aos 730 km do feixe.
O tempo de chegada dos neutrinos foi medido com uma incerteza de 10 nanossegundos.
Atalhos em outras dimensões
O físico italiano Antonino Zichichi, falando à revista Nature, levantou a hipótese de que - se os resultados se confirmarem e a física como a conhecemos estiver mesmo desmoronando - então os neutrinos superluminais podem estar pegando atalhos por dimensões extras do espaço, algo que é previsto pela Teoria das Cordas.
Mas tanto Ereditato quanto o CERN são bem mais comedidos.
"As medições do OPERA estão em desacordo com leis da natureza bem estabelecidas, embora a ciência muitas vezes progrida derrubando os paradigmas estabelecidos," diz a nota do CERN.
De fato, não têm faltado medições e estudos em busca de "desvios" da teoria da relatividade de Einstein - até hoje sem sucesso.
"As fortes restrições decorrentes dessas observações tornam improvável uma interpretação da medição do OPERA em termos da modificação da teoria de Einstein, o que nos dá motivos ainda mais fortes para buscar novas medições independentes," conclui a equipe do laboratório.
Fonte: Inovação Tecnológica

Compartilhar:

Queda de satélite pode ser vista no céu do Ceará, segundo instituto

Satélite deve cair entre esta sexta-feira (23) e sábado.

Queda poderá ser vista em Fortaleza e no Sul do Ceará, segundo IFCE-CE.


Foto: NASA

O Núcleo de Astronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) da cidade de Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará, fará observação da queda do satélite americano UARS, que deve entrar na atmosfera terrestre entre esta sexta-feira (23) e sábado (24), de acordo com a Agência Espacial Norte Americana (Nasa). Segundo Núcleo, a passagem poderá ser vista a olho nu.
De acordo com o membro do Núcleo de Astronomia do IFCE, Valmir Morais, a queda poderá ser vista no céu de Fortaleza e de Juazeiro do Norte na madrugada de sábado, segundo dados atualizados do pesquisador. Pelos cálculos anteriores, a previsão era de que a queda seria observada às 16h15. A previsão de Morais é feita com base em cálculo de programas de computadores, dados da Nasa e do Centro de Estudo de Detritos Orbitais, nos Estados Unidos.
Ainda de acordo com Morais, a passagem do satélite em queda deve se parecer com uma pequena bola de fogo, e poderá ser vista mesmo de dia a olho nu. O Núcleo de Astronomia promove a observação do evento no campus do IFCE da cidade.
O satélite Uars foi levado à órbita da Terra em 1991 e desativado em 2005. O equipamento pesa 5.675 quilos e tem o tamanho aproximado de um ônibus. Cientistas da Nasa calculam que o satélite vai se despedaçar e algumas peças chegarão ao solo. Ainda segundo a Nasa, a probabilidade de uma parte do satélite atingir uma pessoa é de uma em 3.200.
Fonte: G1. Por André Teixeira.
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Página inicial

Visitantes no Globo

On line

Total de visualizações

Arquivo do blog

Mais visualizadas do mês

Seguidores