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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Haddad: maior carga horária vai reduzir desigualdade no ensino

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que o aumento da carga horária nas escolas públicas deve reduzir a desigualdade com o ensino privado. "Uma jornada de 800 horas é muito curta, o ideal é que tenhamos mais de 200 dias letivos e também mais horas de aula por dia. Na maioria das escolas particulares os alunos ficam mais de 5 horas estudando, isso proporciona uma vantagem competitiva muito grande em relação às escolas públicas", disse o ministro.
Ao participar do programa Bom dia Ministro, Haddad afirmou que um estudo coordenado pelo MEC indcia que a ampliação do tempo que os alunos ficam na escola poderia melhorar os indicadores de qualidade, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e também o desempenho das escolas públicas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O resultado das escolas no Enem 2010, divulgado pelo MEC na segunda-feira, aponta que a rede pública teve um desempenho muito inferior à rede privada. Das 100 melhores escolas, apenas 13 são públicas. "Os alunos das escolas particulares ficam 25% a mais na escola, isso é uma vantagem que tem resultado nos exames", afirmou ao justificar o baixo desempenho do ensino público.
Haddad disse ainda que na próxima semana o MEC vai apresentar para representantes dos Estados e dos municípios o estudo elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da pasta sobre o impacto do aumento da jornada para garantir a qualidade do ensino.
Proposta do MEC
As possibilidades em análise pela MEC são elevar a carga horária diária, que hoje é de 4 horas, ou ampliar o número de dias letivos, atualmente definido em 200 dias. Atualmente, a criança ou o adolescente devem ficar 800 horas por ano na sala de aula, carga considerada baixa quando comparada a de outros países.

Para manter o estudante mais tempo na escola, Haddad avalia antecipar a meta de ter metade das escolas públicas funcionando em regime integral, prevista para ser cumprida até 2020, ou até mesmo enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional.
Fonte: Terra
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3 comentários:

  1. Parabéns pelo Blog Paulinho!!!
    Grande Abraço!!!
    Lucélia Muniz
    http://www.luceliamuniz.blogspot.com/

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  2. Agradeço por pessoas inteligentes como você Lucélia, participarem desse ambiente. Muito obrigado!

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  3. Vamos lutar por 180 dias letivos, o rendimento dos alunos caiu com 200 dias letivos, e o rendimento dos professores também. 180 dias letivos JÁ! 220 dias letivos é para escravizar os professores, é uma total vergonha. Por isso que eu digo, vão para as urnas votar em branco e nulo pessoal !

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