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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cientistas constroem a espuma perfeita

A espuma de Weaire-Phelan é a espuma perfeita, agora construída na prática pela primeira vez.
[Imagem: Ruggero Gabbrielli]

Espuma perfeita
Físicos irlandeses conseguiram um feito há longo tempo perseguido pela ciência: eles construíram a espuma perfeita.
Uma espuma perfeita é aquela que tem a configuração de menor energia de seus poros.
Essa configuração é um meio-termo perfeito entre a área superficial dos poros - essencialmente poliedros - e a estabilidade das faces desses poros interconectados.
Para se ter uma ideia da dificuldade de se encontrar esse equilíbrio perfeito entre área e estabilidade, o famoso Lord Kelvin pensou ter achado a solução em 1887 - octaedros truncados, com oito faces hexagonais e seis faces quadradas, todas elas ligeiramente curvas.
Uma das estruturas da espuma
de Weaire-Phelan.
Imagem: Kenneth Brakke
Espuma de Weaire-Phelan
Só em 1994, Denis Weaire e seu colega Robert Phelan, ambos do Trinity College, em Dublin, demonstraram que a espuma perfeita de Kelvin não era assim tão perfeita - na verdade, nunca fora demonstrado matematicamente que ela fosse perfeita.
Weaire e Phelan calcularam matematicamente que uma espuma com uma estrutura de oito poliedros, seis com 14 faces, e dois com 12, todas as faces hexágonos ou pentágonos imperfeitos, também ligeiramente curvas, teria uma área de superfície 0,3% menor do que a espuma de Kelvin.
Mas só agora, 17 anos depois, outro cientista conseguiu demonstrar que essa espuma perfeita pode ser feita na prática.
As paredes do estádio olímpico
de natação de Pequim foram
inspiradas na espuma perfeita.
Foto: Philip Ball/Nature
Fabricação da espuma perfeita
Ruggero Gabbrielli, da Universidade de Trento, na Itália, descobriu que o segredo para a fabricação da espuma perfeita de Weaire-Phelan está no recipiente onde ela será construída.
Esses experimentos normalmente são feitos em vasilhames normais, com paredes planas. Mas o desenho complexo, e as faces curvas dos poliedros, não se encaixam bem em uma forma de bolo retangular.
Todos eles se juntaram então e, com ajuda do matemático Kenneth Brakke, da Universidade da Pensilvânia, construíram o recipiente adequado para que a espuma perfeita se encaixasse.
Pronta a forma, foi só adicionar as bolhas de sabão para que seis camadas de cerca de 1.500 bolhas se ordenassem naturalmente de acordo com a estrutura da espuma perfeita de Weaire-Phelan.
A estrutura pode não parecer muito estranha: na verdade, os arquitetos do Estádio Olímpico de Natação de Pequim haviam construído essa espuma perfeita - ou pelo menos sua face externa - manualmente, célula por célula, usando plástico e rejunte.
Fonte: Inovação Tecnológica
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Resultados do Enem 2011 serão divulgados a partir de 4 de janeiro de 2012; provas aconteceram em outubro


Foto: Ricardo Gomes/Folhapress

O resultado individual do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 será divulgado a partir do dia 4 de janeiro de 2012, segundo informações do MEC (Ministério da Educação). As provas aconteceram nos dias 22 e 23 de outubro. O exame teve quatro provas objetivas. Cada um dos testes (exceto a redação) era formado por 45 questões de múltipla escolha.
No primeiro dia, foram realizadas as provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No segundo dia, aconteceram os testes de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias.
Dos 5.367.092 inscritos no Enem 2011, 1.481.317 não realizaram o exame - ou seja, 27,6% dos inscritos. No ano passado, a média da abstenção foi de 28%
Fonte: Uol Educação
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ciência investiga 'googles humanos', pessoas que nunca esquecem

Brad Williams, portador da síndrome de Memória
Autobiográfica Altamente Superior HSAM.(Foto:BBC)

O americano Robert Petrella tem uma memória fora do comum: ele é capaz de memorizar todos os números de telefone armazenados em telefones celulares e, ao olhar uma única fotografia de um lance de um jogo do seu time de coração, o Pittsburgh Steelers, é capaz de dizer a data da partida e o escore final.
Petrella tem uma síndrome raríssima, chamada Memória Autobiográfica Altamente Superior (HSAM, na sigla em inglês), na qual o paciente não se esquece de quase nada do que aconteceu com ele na vida.
Quem tem essa condição é capaz de se lembrar o que comeu no almoço hoje ou três anos atrás, ou de recordar com detalhes as notícias que leu no jornal há décadas. Mesmo se quiserem, essas pessoas não podem apagar memórias como o fim de um namoro ou as lembranças de um acidente.
"Eu notei isso durante o ensino secundário, me dava conta que nem todos recordavam o que eu conseguia lembrar, e pensava que era algo incomum, como ser canhoto ou algo assim. Mais tarde, notei que isso tinha outra dimensão. Sempre tive facilidade nos exames, pois lembrava de tudo sem ter feito revisão dos tópicos", disse Petrella à BBC.
Para o americano, a síndrome acaba sendo bastante útil em sua profissão, já que ele é produtor de documentários para o History Channel e o Discovery Channel.
"Às vezes, me recordo de algo que alguém disse há 30 anos, coisas que as outras pessoas não lembrariam, porque foram ditas no momento, e isso pode tornar as relações raras", diz Petrella.
"Mas não tenho problemas em viver no passado. As recordações estão na minha cabeça e são parte de mim, mas não me impedem de viver o hoje e olhar para o futuro."
Fonte: G1.
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Líquido vira sólido sob ação de um campo elétrico

A formamida é um material formado por pequenas moléculas polares, cada uma caracterizada por um momento dipolo que é mais do que o dobro daquele das moléculas de água. [Imagem: Uzi Landman]

Eletrocristalização
Gotas de determinados materiais em estado líquido podem se solidificar quando postos sob a ação de um campo elétrico forte o suficiente.
Essa mudança de fase induzida por um campo elétrico, com possibilidade de inúmeras aplicações tecnológicas, foi batizada de eletrocristalização.
"Nós mostramos que, com um campo elétrico forte o suficiente, nós podemos induzir uma mudança de fase sem alterar os parâmetros termodinâmicos," explica Uzi Landman, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, que liderou o grupo que fez a descoberta.
As mudanças de fase - entre estados sólido, líquido e gasoso - normalmente são induzidas por alterações na temperatura ou na pressão. Esta é a primeira vez que se demonstra que um material pode passar de líquido para sólido sem variação desses parâmetros.
Solidificação elétrica
Os pesquisadores estavam estudando um fenômeno descrito em 1964 por Geoffrey Ingram Taylor, que descreveu como os raios alteram o formato das gotículas de chuva.
Em suas simulações em computador, Landman e seus colegas substituíram as gotas de água por gotas de formamida, um material formado por pequenas moléculas polares, cada uma caracterizada por um momento dipolo que é mais do que o dobro daquele das moléculas de água.
Cada gota de formamida tem cerca de 10 nanômetros de diâmetro.
Tudo começou a ficar interessante quando o campo elétrico passou de 0,5 Volt por nanômetro (V/nm), necessário para demonstrar que Geoffrey Taylor tinha razão, e que as moléculas passam de um formato circular para um formato alongado, parecido com uma agulha.
"Aqui aconteceu o momento Eureca," conta Landman. "Quando o campo elétrico foi elevado ainda mais, chegando próximo a um valor de 1,5 V/nm, a agulha de líquido se solidificou."
Rede atômica
Análises posteriores mostraram que a cristalização é marcada por um rearranjo das moléculas em uma rede atômica espacialmente diferenciada, que otimiza as interações entre as pontas positiva e negativa dos dipolos das moléculas vizinhas.
Quando o campo elétrico aplicado foi gradativamente reduzido, a agulha cristalina se liquefez e, quando o campo chegou a zero, ela retomou o formato esférico.
De medicamentos a foguetes
Além do interesse em termos de pesquisa fundamental, a descoberta poderá levar ao desenvolvimento de materiais que possam ser controlados por campos elétricos, com aplicações nas mais diversas áreas.
Os pesquisadores citam, entre as possibilidades, a nanoencapsulação e o despacho guiado de medicamentos para o interior do corpo humano, a impressão de nanoestruturas, a criação de padrões superficiais para fotônica e plasmônica, e até a propulsão de foguetes por eletrodifusão.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Semana de prova do SPAECE para as escolas de Altaneira

Imagem do Google
Essa semana, as escolas de ensino fundamental e médio de Altaneira estarão sendo submetidas a uma das avaliações externas mais importantes de nosso estado, a prova do SPAECE (Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará) . Durante toda semana, praticamente, os alunos de nono ano fundamental e os três níveis do ensino médio realizarão a avaliação.

Hoje, dia 28, alunos que compõem as turmas de nono ano do ensino fundamental da Escola Municipal 18 de Dezembro resolvem às questões de Matemática e Língua Portuguesa da prova. Nos dias 29 e30 deste mês e 01 de Dezembro é a vez dos alunos do ensino médio da Escola Santa Tereza, sendo dividida da seguinte forma: alunos do 1º ano farão dia 29, do 2º ano dia 30 e do 3º ano dia 01/12.

Esse sistema tem por objetivo fornecer subsídios para formulação, reformulação e monitoramento das políticas educacionais, além de possibilitar aos professores, dirigentes escolares e gestores um quadro da situação da Educação Básica da Rede Pública de ensino.

Além das instituições já mencionadas, a Escola de Ensino Fundamental I Joaquim Rufino também realizará a aplicação da prova do SPAECE nas turmas de 5º ano e SPAECE ALFA com os alunos do 2º ano, estas realizadas apenas na semana que vem nos dias 06 e 07, de acordo com informações colhidas na própria escola.
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domingo, 27 de novembro de 2011

Robôs partem em jornada épica através do Oceano Pacífico

Os quatro robôs vão aproveitar a viagem para coletar dados sobre a composição e a qualidade da água do mar.
[Imagem: Liquid Robotics]

Movimento autônomo
Quatro robôs marítimos foram lançados para uma jornada épica de 66.000 quilômetros através do Oceano Pacífico.
O objetivo é quebrar o recorde de maior distância já percorrida no mar por embarcações não-tripuladas.
Os robôs conseguem se mover de forma ativa graças à interação entre as duas metades do veículo autônomo.
A metade superior do robô tem o formato de uma prancha de surf e é ligada por um cabo a uma parte menor, que fica submersa, e é dotada de uma série de aletas e uma quilha.
O movimento de subir e descer as ondas, feito pela parte superior, é transmitido pelo cabo até a parte inferior, movimentando as aletas e, por decorrência, o robô.
Robôs de superfície
Criados pela empresa norte-americana Liquid Robotics, os quatro robôs vão aproveitar a viagem para coletar dados sobre a composição e a qualidade da água do mar.
A viagem deve durar cerca de 300 dias, e foi planejada para inspirar pesquisadores a estudar a saúde dos oceanos - e, eventualmente, comprar os robôs da empresa.
Já existem robôs submarinos monitorando todos os oceanos da Terra, praticamente todos eles com capacidade para mergulhar, coletando dados de várias profundidades, voltando à superfície para transmitir as informações via satélite.
O novo conceito apresenta um robô marinho, mas não subaquático, uma vez que sua capacidade de coletar dados está restrita à superfície do oceano.
A parte "surfante" transmite movimento para as aletas na parte submersa, que impulsionam o robô. [Imagem: Liquid Robotics]
Oceano de dados
Lançados da baía de São Francisco, na Califórnia, na última quinta-feira (17), eles viajarão juntos até o Havaí. Daí eles formarão duas duplas, uma em direção à Austrália, e outra rumo ao Japão.
Os sensores e toda a parte eletrônica dos robôs são alimentados por painéis solares instalados sobre a parte flutuante.
Durante a viagem, os quatro coletarão dados a cada 10 minutos, incluindo salinidade, temperatura, fluorescência e oxigênio dissolvido na água, além de dados sobre o clima.
A empresa afirma que irá disponibilizar os dados para quem demonstrar interesse, e aceita sugestões sobre o que fazer com tantas informações.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dicas de como se preparar para o vestibular

Estudantes fazem prova da Fuvest 2011 em São
Paulo (Foto: Mateus Mondini/G1)

A preparação para o vestibular deve começar bem antes das provas. Além de dominar os conteúdos das disciplinas exigidas nos exames, o estudante deve treinar a resolução de questões dos principais vestibulares, cuidar da alimentação e buscar formas para controlar a ansiedade.
A primeira providência a tomar, segundo coordenadores de cursinho, é organizar a rotina de estudos. Quem faz ensino médio ou cursinho deve prestar atenção nas aulas e fazer exercícios em casa, revisando o que aprendeu. Dúvidas devem ser tiradas rapidamente com professores e nos plantões de dúvidas das escolas.
O estudante deve fazer ao menos uma redação por semana, segundo os educadores, e participar de simulados.
O diretor do ensino médio e do cursinho Stockler, Almir Bunduki, recomenda que os estudantes leiam jornais e revistas, principalmente para se preparar para as questões de atualidades do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para escrever as redações.
Além dos estudos, o jovem deve manter a rotina de exercícios, se fizer academia ou alguma atividade esportiva, e aproveitar as tardes de sábado e os domingos para descansar, sair com amigos e fazer outras atividades de lazer, sem exageros.
Passar noites em claro estudando também não funciona, segundo o coordenador do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento. “Se ficar sem dormir, o raciocínio não funciona no dia seguinte”, afirmou.
Alimentação
Comer bem faz parte da preparação do vestibulando. Isso significa fazer de cinco a seis refeições por dia, o que inclui café da manhã, almoço, jantar e lanches leves intercalados. Manter os salgados, doces e refrigerantes longe da boca ajuda a manter o peso e a sentir-se bem disposto, segundo nutricionistas.
Um cardápio equilibrado tem frutas, verduras e legumes e alimentos que podem fortalecer as funções do cérebro, como peixes e linhaça.
Ansiedade
Além de estudar e se alimentar bem, o estudante precisa controlar a ansiedade. A dica vale ainda para os pais, que acompanham a evolução do filho nos estudos.
A psicóloga Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, afirma que uma das principais formas de aliviar a tensão é fazer exercícios de respiração profunda.
Para respirar profundamente, o estudante deve fechar os olhos e imaginar que o abdome é um bexiga vazia. Depois, ele deve inspirar até encher o abdome. Quando estiver cheio, deve parar e expirar pela boca até esvaziar o abdome.
Segundo a psicóloga, fazer essa respiração uma vez pela manhã, outra à tarde e outra à noite todos os dias ajuda a eliminar o excesso de ansiedade.
Veja dicas de estudos de Marcela Malheiro Santos, que passou em nove vestibulares para o curso de medicina:
- Se possível, dedicar o ano aos estudos e dispensar demais compromissos
- Não estudar muitas horas por dia
- Prestar atenção nas aulas e nas dicas dos professores
- Responder questões de vestibulares anteriores, pois muitos modelos são mantidos
- Ler revistas, jornais, livros e sites informativos
- Aos alunos que ainda não estão no terceiro ano, vale a pena prestar vestibular como treineiro
- Revisar a matéria do dia, em casa
- Fazer uma redação por semana
- Buscar formas de relaxar o corpo e a mente pelo menos uma vez por semana
- Evitar comidas pesadas, como fritura, principalmente antes das provas
Fonte: G1
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lente de contato biônica coloca tela dentro dos olhos

Os cientistas estão testando um pixel de cada vez. A maior dificuldade é a alimentação sem fios da lente de contato, vista à direita no olho de um coelho. [Imagem: IOP]

Holografia simulada
Informações mostradas em tempo real, que pareçam flutuar em algum ponto logo à sua frente, sem a necessidade de telas, é algo agora um passo mais perto da realidade.
Cientistas desenvolveram o primeiro protótipo de uma lentes de contato inteligentes monitoram pressão dos olhos. Lente de contato que poderá fazer projeções provendo seu usuário com informações sem que ele precise tirar as mãos do volante ou os olhos do professor.
Como as imagens projetadas simulam a presença de um holograma à frente de quem usa a lente de contato, os cientistas a chamam de "projeção holográfica". Na verdade, não são gerados hologramas - a imagem é projetada diretamente na retina.
Realidade virtual
Babak Praviz e seus colegas das universidades de Washington, nos Estados Unidos, e de Aalto, na Finlândia, acabam de testar sua lente de contato biônica nos olhos de coelhos, sem registro de efeitos colaterais.
Por enquanto, trata-se apenas de um conceito: a lente de contato biônica tem um único pixel.
Mas agora estão postas as condições para a adição de mais pixels, até o suficiente para gerar imagens úteis.
Ler emails, mensagens de texto, informações sobre a velocidade do carro, até ambientes de realidade virtual estão entre as possibilidades de uso levantadas pelos pesquisadores - quando a lente biônica tornar-se prática.
Ela poderia também operar em conjunto com biossensores, que captem informações sobre a saúde do usuário e mostrem os resultados em tempo real, enquanto ele pratica seu esporte ou faz sua caminhada.
Lente de contato biônica
A lente de contato biônica é formada por uma antena, para captar a energia enviada por uma fonte externa - sem fios - e um circuito eletrônico responsável por todo o seu funcionamento.
A energia é transferida para um chip transparente de safira, contendo o até agora único LED.
O maior desafio para os pesquisadores foi que a distância focal do olho humano é de no mínimo alguns centímetros, o que faz com que as imagens projetadas pela lente apareçam borradas.
A solução foi implantar lentes de Fresnel sobre a lente de contato. Essas lentes são muito mais finas e planas do que as lentes convencionais, sendo capazes de projetar a imagem gerada pelo pixel diretamente na retina.
Fonte: Inovação Tecnológica
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Desenvolvido um tratamento térmico que deixa o aço mais forte que titânio

O novo super-aço permite que a indústria automobilística construa chassis, carrocerias e monoblocos 30% mais leves sem qualquer perda de segurança para os carros.[Imagem: Bainite Steel]

Melhor que titânio
Um empreendedor norte-americano surpreendeu a indústria e a comunidade científica ao inventar um novo tratamento térmico que cria um aço superforte em poucos segundos.
O novo tratamento térmico deixa o aço mais forte do que as ligas de titânio usadas pela indústria - e em menos de 10 segundos.
Além de ser mais forte do que qualquer aço conhecido, o novo processo resulta em um aço com maior capacidade de absorção de choques.
Maturidade questionada
O processo básico de tratamento térmico do aço mudou muito pouco na era moderna. Isso explica porque tão poucos pesquisadores se dedicam ao assunto hoje: ninguém acreditaria ser possível um incremento tão grande.
Um grupo de engenheiros da Universidade de Ohio, está agora trabalhando juntamente com Gary Cola, o inventor do super-aço, para entender o aparente "milagre".
"O aço é o que podemos chamar de uma tecnologia 'madura'. Nós gostamos de pensar que já sabemos tudo a respeito dele," afirmou o professor Suresh Babu, que está tentando desvendar o mistério.
"Se alguém inventa uma forma de tornar o mais forte dos aços ainda mais forte um mínimo que seja, isso já seria um grande feito. Mas [o que foi obtido por Gary] é astronômico," estranha Babu.
Carros mais leves
Embora varie de uma indústria para outra, o tratamento térmico do aço é feito aquecendo-o a cerca de 900 graus Celsius e depois deixando-o esfriar por algumas horas.
Gary Cola elevou a temperatura do aço comum até 1.100 graus Celsius, e depois esfriou-o rapidamente em água - tudo em cerca de 10 segundos.
O pesquisador confessa que não acreditou no inventor: "Esse processo não deveria funcionar. Eu não acreditei nele," afirma.
O novo aço pode ser laminado e estirado 30% mais do que os aços martensíticos tradicionais e ainda preservar suas qualidades superiores.
Isto significa que o novo super-aço pode permitir que a indústria automobilística construa chassis, carrocerias e monoblocos 30% mais leves sem qualquer perda de segurança para os carros.
Martensita, austenita, bainita e carbetos
Uma análise preliminar mostrou que, além da martensita, o aço possui uma microestrutura chamada bainita, salpicada de compostos ricos em carbono, chamados carbetos.
Nos tratamentos térmicos tradicionais, mais lentos, as microestruturas iniciais do aço sempre se dissolvem em uma fase homogênea, chamada austenítica. Mas um choque rápido de temperatura normalmente transforma toda a austenita em martensita.
"Nós acreditamos que, como o processo é tão rápido, os carbetos não têm chance de se dissolver completamente no interior da austenita, permanecendo no aço e formando essa microestrutura única contendo bainita, martensita e carbetos," propõe Babu.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Existem sondas alienígenas no Sistema Solar?


"As varreduras feitas até hoje no Sistema Solar são incompletas o bastante para não podermos descartar a possibilidade de que existam artefatos extraterrestres, que podem até mesmo estar nos observando," dizem os cientistas.[Imagem: NASA]

É preciso procurar
Se os discos voadores não existem - ou, pelo menos, se escondem muito bem - porque é que nunca encontramos nem mesmo sinais de sondas alienígenas não-tripuladas?
De um ponto de vista estritamente matemático, a razão é que ainda não procuramos em um número suficiente de lugares.
Esta é a resposta dada por Jacob Haqq-Misra e Ravi Kumar Kopparapu, da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
"A vastidão do espaço, combinada com nossas buscas limitadas até o momento, implica que qualquer sonda exploratória não-tripulada de origem extraterrestre ainda não foi notada," escrevem eles.
Sondas espaciais alienígenas
As sondas espaciais alienígenas, tais como as nossas, devem ser pequenas, e podem estar escondidas em inúmeros lugares.
"Artefatos extraterrestres podem existir no Sistema Solar sem que saibamos simplesmente porque nós ainda não procuramos o bastante," afirmam eles, exemplificando que dificilmente um instrumento construído pelo homem até hoje seria capaz de detectar uma sonda espacial entre 1 e 10 metros.
Em seu método probabilístico, os dois pesquisadores estabeleceram o Sistema Solar como um volume fixo e calcularam o percentual desse volume onde seria necessário procurar, considerando que essas sondas não estejam se camuflando intencionalmente.
Eles concluíram que não procuramos em lugares suficientes para encontrá-las, não sendo possível, por decorrência, afirmar que elas não existam - eles levaram em conta vários pressupostos diferentes, tais como "O Universo tem vida por todo os lados" e "A vida é extremamente rara".
Equação para encontrar ETs
O resultado do trabalho é uma equação que pode ser aplicada a qualquer volume determinado do Sistema Solar.
O resultado mostra se já foi feita busca suficiente naquele local para que se possa dizer com confiabilidade que naquele espaço não existe nenhum objeto extraterrestre.
"A superfície da Terra é um dos poucos lugares no Sistema Solar que já foi quase completamente examinado com uma resolução espacial menor do que um metro," afirmam os pesquisadores.
Este é apenas um cálculo estatístico: a Terra possui desertos, florestas e cavernas que nunca foram rastreadas - sem contar os oceanos.
Mas, mesmo levando tudo isso em conta, afirmam eles, a equação responde que pode-se afirmar com um alto índice de confiabilidade que não existem artefatos extraterrestres na superfície terrestre.
A Lua também já está sendo mapeada. A sonda LRO, da NASA, está fazendo um mapeamento do nosso satélite com resolução espacial de cerca de meio metro por pixel.
Contudo, os dois autores afirmam que seria difícil distinguir entre uma rocha e uma sonda alienígena com as imagens da sonda.
Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 20 de novembro de 2011

Mapa mais preciso da superfície Lunar é criado pela NASA


Foto: NASA (Via BBC)

A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou o mais preciso mapa da superfície da Lua já feito. O mapa foi produzido usando informações enviadas pela nave Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO, ou Orbitador de Reconhecimento Lunar, em português), lançada em junho de 2009.
As imagens revelam depressões e elevações em quase toda a Lua. Um pixel no mapa representa uma área praticamente igual a dois campos de futebol. "Nossa nova visão topográfica da Lua fornece os dados que os cientistas lunares esperavam desde a era das missões Apollo", disse Mark Robinson, cientista-chefe da câmera da LRO.
Com o mapa, segundo Robinson, é possível determinar os graus de inclinação de todos os principais terrenos geológicos da Lua em uma escala de 100 m, além de determinar como a crosta lunar foi deformada, entender melhor a mecânica das crateras geradas por impactos e planejar melhor futuras missões à Lua, tripuladas ou não.
Dois instrumentos foram usados para produzir o mapa: a câmera com lente grande-angular e um altímetro a laser. A nave LRO foi lançada à órbita lunar carregando seis instrumentos projetados para coletar informações detalhadas sobre o ambiente do satélite natural da Terra.
 Fonte: G1
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sábado, 19 de novembro de 2011

Trilha Ecológica

Foto: Prof. Paulo Robson
Foto: Prof. Paulo Robson

Na manhã de hoje, sábado, 19 de novembro, os professores de Educação Física, outros professores do quadro docente da Escola Santa Tereza e um grupo de cerca de 60 alunos realizaram uma trilha ecológica percorrendo algumas localidades da zona rural de nosso município.

Por volta das 06:20h da manhã, partiram da sede da Escola em direção ao sítio Estevão, de lá destinaram-se ao rio conhecido por "Riacho do Felipe" no sítio Taboca e Munduri, onde foram contempladas imagens belíssimas oferecidas pela natureza, de fato nosso município é muito rico nesse aspecto. O retorno se deu por volta das 10:40h, pelo açude da Taboca, passando pelo sítio Prado.

Foto: Prof. Paulo Robson
"Sem dúvida nenhuma, foi uma manhã muito agradável onde pudemos interagir um pouco mais com nossos alunos em uma caminhada muito interessante, regada de muita aventura e diversão. Acredito que as riquezas naturais de nosso município deveriam ser um pouco melhor abordadas e trabalhadas em nossas salas de aula", afirma o Prof. Paulo Robson.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Luz é gerada pelo vácuo


Os fótons virtuais que pululam do vácuo quântico são capturados em duplas por um "espelho" que vibra a uma velocidade próxima à velocidade da luz.[Imagem: Philip Krantz/Chalmers]
Luz do vácuo
Cientistas conseguiram produzir luz a partir do vácuo.
A realização do experimento, previsto há mais de 40 anos, coube a Christopher Wilson e seus colegas da Universidade Chalmers, na Suécia.
O grupo conseguiu capturar fótons que pululam do vácuo quântico, aparecendo e desaparecendo continuamente.
Vácuo não é vazio
O experimento é baseado em um dos mais estranhos, mas mais importantes, princípios da mecânica quântica: o princípio de que o vácuo pode ser tudo, menos um vazio "repleto de nada".
Na verdade, o vácuo está repleto de partículas que estão flutuando continuamente entre a existência e a inexistência: elas surgem do nada - ou melhor, do vácuo quântico - têm uma vida efêmera e desaparecem novamente.
Seu tempo de vida é tão curto que esses fótons são mais comumente conhecidos como partículas virtuais.
O que os pesquisadores fizeram foi pescar alguns desses fótons e dar-lhes a eternidade em termos quânticos, ou seja, transformá-los em fótons reais, luz que pode ser detectada por um sensor e medida.
Simulando um espelho
Para capturar os fótons virtuais, os pesquisadores simularam um espelho movendo-se a uma fração significativa da velocidade da luz. O fenômeno, conhecido como efeito de Casimir dinâmico, foi observado experimentalmente pela primeira vez.
"Como não é possível fazer um espelho mover-se rápido o suficiente, nós desenvolvemos outra técnica para obter o mesmo efeito," explica o professor Per Delsing, coordenador da equipe. "Em vez de variar a distância física até um espelho, nós variamos a distância elétrica de um circuito elétrico que funciona como um espelho para micro-ondas".
O "espelho" consiste em um sensor quântico conhecido como SQUID (Superconducting Quantum Interference Device), que é extremamente sensível a campos magnéticos.
Alterando a direção do campo magnético vários bilhões de vezes por segundo, os cientistas fizeram o "espelho" vibrar a uma velocidade equivalente a 25% a velocidade da luz.
Isto é cinco vezes mais do que a tentativa anterior, quando os cientistas afirmaram pela primeira vez ter produzido luz a partir do nada - aquele artigo, contudo, ainda não havia sido aceito para publicação em uma revista científica, o que significa que outros cientistas não haviam avaliado o experimento.
"O resultado foi que os fótons apareceram em pares do vácuo, e nós pudemos medi-los na forma de radiação de micro-ondas," disse Delsing, ou seja, exatamente como a teoria previa.
Materialização dos fótons
O que acontece durante o experimento é que o "espelho" transfere uma parte de sua energia cinética para os fótons virtuais, o que os ajuda a se "materializarem".
Segundo a mecânica quântica, vários tipos de partículas pululam no vácuo quântico. Os cientistas acreditam que foram capazes de detectar os fótons porque eles não têm massa.
"É necessário relativamente pouca energia para excitá-los e tirá-los do estado virtual. Em princípio, pode-se criar outras partículas do vácuo, como elétrons e prótons, mas isso vai exigir um bocado mais de energia," disse Delsing.
Agora os cientistas querem estudar em detalhes esses fótons emergentes: como eles surgem aos pares, os cientistas acreditam que eles possam ser úteis para o desenvolvimento de computadores quânticos, com seus qubits de partículas entrelaçadas.
Fonte: Inovação Tecnológica
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