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Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Comprovado: Comer à noite engorda

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Para manter um peso corporal adequado é preciso levar muito em conta os horários das refeições. Quem costuma ingerir mais alimentos no período noturno é mais propenso a ganhar peso, revela uma pesquisa da Universidade de Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos.

Pessoas que consomem mais da metade das calorias diárias após o jantar, ou que trabalham em turnos noturnos, tendem a engordar mais, porque "se alimentam no horário no qual o ritmo natural do corpo pede para dormir", explicam os autores do estudo, publicado na revista “Obesity”.
O trabalho, dirigido pelo pesquisador Fred Turek, autor principal do estudo, teve como foco o ritmo circadiano, uma espécie de relógio biológico que aponta quando é hora de dormir, acordar e comer ao longo das 24 horas do dia e que tem um papel importante no estudo da obesidade.

Para chegar à conclusão de que comer sem respeitar o ritmo circadiano metabólico facilita o surgimento da obesidade, os responsáveis da pesquisa estudaram durante seis semanas dois grupos de ratos, que seguiram uma dieta com alto conteúdo em gorduras: um durante as 12 horas do dia e o outro durante as 12 horas noturnas.
Após comparar o peso dos roedores antes e depois da experiência, e levando em conta que essas cobaias têm hábitos noturnos, Turek e sua equipe observaram que aquelas que se alimentavam de dia, o que equivale nos seres humanos a comer de noite, ganharam maior peso do que as outras.

Segundo os especialistas, a falta de sincronia com o ritmo circadiano induz os ratos a comer a mais e faz com que o gasto de energia seja menor, o que os faz engordar.
Diante do resultado dessa pesquisa, os autores opinam que "modificar os horários das refeições pode afetar enormemente o peso corporal, e isso pode ser o princípio do desenvolvimento de novas estratégias para combater a obesidade".
"Consumir a maior parte das calorias durante a noite e ter excesso de peso são coisas que frequentemente andam juntas, devido ao fato de que o metabolismo, ou seja, a velocidade do organismo para queimar calorias, é mais lento quando se está dormindo”, explica o médico Allan Geliebter, do Centro de Pesquisa da Obesidade, do Hospital Saint Luke's-Roosevelt, de Nova York.

Ataques à geladeira

Por essa razão, muito do que se ingere tarde da noite pode acabar sendo armazenado na forma de gordura no corpo. E o que é pior: uma vez que se começou a comer é mais difícil parar: os ataques a geladeira vespertinos e noturnos facilmente podem fornecer 500 calorias de uma só vez, sem que a pessoa se dê conta.
"Ao permitir-se comer em excesso, a pessoa cria um círculo vicioso: não só ingere calorias além do necessário, como dilata o seu estômago pela maior quantidade de comida que comeu, fazendo com que precise de mais alimentos para preenchê-lo, o que por sua vez o induzirá a novos exageros”, assinala Geliebter.
Fonte: Último Segundo IG
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tempo mundial pode mudar em 2012


Uma nova forma de marcar o tempo? Esta armadilha de átomos de estrôncio, parte principal de um relógio atômico, poderá mudar a forma como o mundo mede o tempo.
[Imagem: NPL]
Segundo bissexto
O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.
Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
E a principal questão em debate é o segundo bissexto - mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.
Tempo tecnológico
Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma "ajeitada" muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.
Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.
O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava - isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo: Rotação da Terra é medida diretamente pela primeira vez
"Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente," explica Rory McEvoy, curador de "horologia" do observatório de Greenwich, no Reino Unido.
Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.
Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra - o chamado segundo bissexto - é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.
"O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo," explica McEvoy.
Guerra do segundo
Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra - o chamado balanço de Chandler - não é regular.
Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.
Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países - Reino Unido, China e Canadá - são fortemente contra a alteração do sistema atual.
No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.
Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.
O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.
A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.
"Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros," diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.
"Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita - e segundos bissextos são um incômodo," completa Felicitas.
Tempos divergentes
Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.
"[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior," explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.
Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.
Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa "hora bissexta" às mudanças no horário de verão.
"Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra," propõe o Dr. Whibberley.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Profmat divulga resultado da turma de mestrado 2012

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O PROFMAT divulgou resultado do exame nacional de acesso ao mestrado 2012. Estavam em disputa 50 vagas, sendo 40 delas destinadas a professores da rede pública de ensino, a serem cursadas durante o ano vindouro no Campus da UFC, na cidade de Juazeiro do Norte, além de várias outras instituições por todo o país.

Altaneira, como sempre, estava bem representada no certame, os professores da rede municipal e estadual de nosso município Francisco Adeilton, Paulo Robson e Wellton Cardoso realizaram a prova obtendo aprovação no processo, isto é, os três obtiveram nota superior ao perfil exigido nas provas discursivas e objetivas, no entanto não conseguiram figurar entre os 40 primeiros colocados, restando apenas a satisfação de terem representado de forma positiva nossa cidade em um exame de nível nacional.

Para ver a lista completa dos Classificados e Aprovados CLIQUE AQUI!

O PROFMAT - Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional é um curso semipresencial, com oferta nacional, realizado por uma rede de Instituições de Ensino Superior, no contexto da Universidade Aberta do Brasil, e coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática.

O PROFMAT visa atender professores de Matemática em exercício no ensino básico, especialmente na escola pública, que busquem aprimoramento em sua formação profissional, com ênfase no domínio aprofundado de conteúdo matemático relevante para sua atuação docente. O Programa opera em ampla escala, com o objetivo de, a médio prazo, ter impacto substantivo na formação matemática do professor em todo o território nacional.
Com informações do site do PROFMAT.
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Material mais leve do mundo: metal com 99,99% de ar



A estrutura metálica é feita de vigas ocas, tão leve que não consegue amassar um delicado dente-de-leão.
[Imagem: Dan Little/HRL Laboratories]

Fumaça metálica
Cientistas conseguiram o que parecia impossível.
Eles construíram uma espuma metálica que é ainda menos densa do que o aerogel, a até agora substância sólida mais leve do mundo.
Já existem aerogéis de silício, de nanotubos de carbono e até de diamante.
Sua densidade é tão baixa que ele é comumente chamado de "fumaça sólida".
Mas Tobias Schaedler e seus colegas dos Laboratórios HRL, nos Estados Unidos, construíram seu aerogel usando metais.
Ou seja, eles construíram uma "fumaça metálica sólida".
Material mais leve do mundo
A agora nova estrutura mais leve do mundo foi construída com uma liga de níquel e, ainda assim, pesa menos do que uma pena.
Com 0,9 miligrama por centímetro cúbico, ela é 10% menos densa do que o menos denso dos aerogéis.
"A estrutura é tão delicada que ela consiste em 99,99% de ar," afirma Schedler.
Outro resultado surpreendente é que esse aerogel metálico mantém a rigidez, resistência, capacidade de absorção de energia e condutividade da liga metálica maciça.
E tudo isto com a vantagem de não ser quebradiço como a liga original: ele pode ser comprimido a até 50% do seu volume e retornar ao seu estado original sem perda de suas características.
Rede de tubos ocos
Já existem espumas metálicas de diversos tipos, além dos emergentes materiais celulares, mas todos são feitos com arquiteturas aleatórias, além de apresentarem uma relação direta entre a densidade e a resistência.
A nova técnica de fabricação começa com um fotopolímero líquido - uma molécula que altera suas propriedades quando exposta à luz - que é exposto à luz ultravioleta através de uma máscara.
Quando o material curado é retirado, produz-se uma rede tridimensional, que é então recoberta com uma fina película da liga de níquel-fósforo.
O último passo é dissolver o fotopolímero, deixando a estrutura metálica de vigas ocas que compõe o aerogel metálico.
Aplicações dos aerogéis
Os aerogéis têm inúmeras aplicações, tendo sido usados na sonda espacial StarDust para capturar partículas da cauda de um cometa, para remover metais pesados da água contaminada e até para revestir oleodutos.
Os pesquisadores afirmam que o isolamento térmico, a eliminação de vibrações acústicas e a absorção de choques estão entre outras possibilidades de uso.
Como o novo aerogel é metálico, ele tem ainda a possibilidade de ajudar no desenvolvimento de eletrodos mais leves para baterias e catalisadores mais eficientes.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Site do Sisu 2012 já está no ar para consulta de vagas e cronograma

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O site do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) de 2012 já pode ser acessado. O endereço é http://sisu.mec.gov.br/. Nesse primeiro momento, os estudantes poderão consultar os cursos e as vagas disponíveis, além do cronograma completo. As inscrições serão realizadas entre os dias 7 e 12 de janeiro. A seleção será feita com base nas notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011.

O Sisu vai oferecer 108.552 vagas em 95 instituições públicas de ensino superior para o primeiro semestre de 2012. Serão 3.327 cursos. Em comparação ao total de vagas disponibilizadas pelo Sisu no primeiro semestre de 2011, a oferta cresceu 30%.

São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de educação profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). As oportunidades se concentram principalmente no Nordeste e Sudeste, que oferecem respectivamente 34,66% e 33,09% das vagas. Menos de 5% das vagas estão no Norte; 12,88%, no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul. Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com o maior número de instituições participantes: 15 em cada. Nenhuma instituição do Distrito Federal aderiu a esta edição do Sisu.

No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulgará a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.
O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino entre os dias 19 e 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a sua primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.
A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.
Fonte: Uol

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domingo, 25 de dezembro de 2011

Astrônomos encontram dois planetas do tamanho da Terra


Ilustração compara os tamanhos dos planetas, na ordem: Kepler 20e, Vênus, Terra e Kepler 20f (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)
Astrônomos da sonda espacial Kepler anunciaram nesta terça-feira (20) a descoberta de mais dois planetas fora do Sistema Solar: “Kepler-20e” e “Kepler-20f”. Os dois são os primeiros dentre os descobertos a ter quase exatamente o mesmo tamanho que a Terra. Eles também orbitam uma mesma estrela parecida com nosso Sol.

Ilustração do Kepler 20e
Foto: NASA
O 20f tem praticamente o mesmo raio da Terra e o 20e é um pouquinho menor (mais ou menos do tamanho de Vênus). São os dois menores já descobertos fora da nossa vizinhança. Eles estão a 950 anos-luz de distância.

Segundo o líder do grupo, François Fressin, a equipe acredita que eles possam ter uma composição parecida com a do nosso planeta, com um núcleo ferroso e um manto. Eles suspeitam também que o 20f possa ter uma atmosfera com vapor d’água.

O grande número de “exoplanetas” (como são chamados os que existem fora do Sistema Solar) descobertos recentemente é fruto de uma verdadeira “caça ao tesouro” feita por astrônomos em busca de um planeta “gêmeo” da Terra. O objetivo, é claro, é encontrar um outro mundo capaz de abrigar alguma forma de vida.

Ilustração do Kepler 20f
Foto: NASA
O sistema estelar da dupla é composto ainda por outros três planetas maiores. Todos os cinco estão mais perto de sua estrela do que Mercúrio está do Sol.

Os astrônomos também notaram uma coisa interessante, que desafia o que sabemos sobre a formação de planetas. Por aqui, os astros rochosos e pequenos (como Terra, Marte, Vênus e Mercúrio) ficam mais perto do Sol enquanto os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) ficam mais longe. No sistema de Kepler 20, no entanto, a organização é intercalada entre planetas grandes e pequenos.

Fonte: G1
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Rotação da Terra é medida diretamente pela primeira vez



O professor Schreiber ajusta o anel de laser usado para medir as mínimas variações no "gingado" da Terra. 

[Imagem: TUM/Carl Zeiss]
Anel de laser
Um grupo com pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, tornou-se a primeira equipe do mundo a detectar mudanças no eixo da Terra através de medições em laboratório.
Até hoje, os cientistas somente conseguiam rastrear as mudanças no eixo polar indiretamente, monitorando corpos celestes "fixos" no espaço com a ajuda de 30 radiotelescópios.
Para fazer uma medição direta, eles construíram o anel de laser mais estável do mundo, dentro de um laboratório subterrâneo, e o utilizaram para determinar as alterações na rotação da Terra.
Balanço de Chandler
A Terra oscila constantemente. Tal como um pião que é tocado enquanto gira, seu eixo de rotação oscila em relação ao espaço. Isto é em parte causado pela gravidade do Sol e da Lua.
Ao mesmo tempo, o eixo de rotação da Terra muda constantemente em relação à superfície da Terra.
Por um lado, isso é causado pela variação na pressão atmosférica, no movimento dos oceanos e no vento. Esses elementos se combinam em um efeito conhecido como oscilação de Chandler, ou balanço de Chandler, para criar o movimento polar. Levando o nome do cientista que o descobriu, esse fenômeno tem um período de cerca de 435 dias.
Por outro lado, um evento conhecido como o "balanço anual" faz com que o eixo de rotação mova-se ao longo de um período de um ano. Isto se deve à órbita elíptica da Terra em torno do Sol.
Estes dois efeitos fazem com que o eixo da Terra migre de forma irregular ao longo de uma trajetória circular, com um raio de até seis metros.
Medindo a rotação da Terra
Capturar esses movimentos é crucial para manter um sistema de coordenadas confiável - como o GPS (Estados Unidos), Galileo (Europa), Glonass (Rússia) ou Beidou (China) - que possa alimentar sistemas de navegação ou rotas em viagens espaciais.
"Localizar um ponto no centímetro exato de posicionamento global é um processo extremamente dinâmico - afinal, em nossa latitude [na Alemanha], estamos nos movendo em torno de 350 metros a leste por segundo," explica o Prof. Karl Ulrich Schreiber.
A orientação do eixo da Terra em relação ao espaço e sua velocidade rotacional são, atualmente, determinados em um processo complicado, que envolve 30 radiotelescópios ao redor do mundo.
Toda segunda-feira e quinta-feira, entre oito e 12 desses telescópios alternadamente medem a direção entre a Terra e quasares específicos.
Os cientistas assumem que estes núcleos de galáxias, que estão distantes demais de nós, nunca mudam de posição, podendo, portanto, ser usados como pontos de referência.
No entanto, eles começaram a não se satisfazer mais com tanta dificuldade e nem com a consideração da "fixidez" dos quasares. Começou então a construção do observatório geodésico Wettzell, na Alemanha.


Conforme a Terra gira, dois feixes de laser - que formam o anel de laser - interferem um com o outro, registrando o movimento com muita precisão. [Imagem: TUM/FESG]
Laboratório geodésico
O laboratório é formado por dois feixes de laser em contra-rotação, que viajam em torno de uma rota quadrada, com espelhos nos cantos, que formam um circuito fechado - daí o nome anel de laser.
Quando o conjunto gira, a luz que roda no mesmo sentido tem de viajar mais do que a luz em contra-rotação. Isto causa uma interferência entre os dois feixes, que "ajustam" seus comprimentos de onda, fazendo com que a frequência óptica se altere.
Os cientistas podem usar essa diferença para calcular a velocidade rotacional do experimento.
Mas no laboratório Wettzell é a Terra que gira, não o anel de laser.
Para garantir que somente a rotação da Terra influencie os feixes de laser, a estrutura de quatro por quatro metros está ancorada em um pilar de concreto, que se estende por seis metros para dentro da rocha sólida da crosta terrestre.
A rotação da Terra afeta a luz de maneiras diferentes, dependendo da localização do laser no globo.
"Se estivéssemos em um dos pólos, a Terra e os eixos de rotação do laser estariam em completa sincronia, e sua velocidade de rotação iria resultar em uma relação 1:1," explica Schreiber. "Na linha do equador, no entanto, o feixe de luz nem notaria que a Terra está girando."
Os cientistas, portanto, têm de levar em consideração a posição do laser Wettzell no 49° grau de latitude.
Qualquer mudança no eixo de rotação da Terra se reflete nos indicadores de velocidade de rotação - o comportamento da luz, portanto, revela mudanças no eixo da Terra.


Os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser. 
[Imagem: TUM/FESG]
Laboratório subterrâneo
"O princípio é simples," acrescenta Schreiber. "O maior desafio foi garantir que o laser se mantenha estável o suficiente para medirmos o fraco sinal geofísico sem interferência - especialmente ao longo de um período de vários meses."
Em outras palavras, os cientistas tiveram que eliminar quaisquer alterações na frequência que não resulte da rotação da Terra.
Isto inclui fatores ambientais, como pressão atmosférica e temperatura, o que exigiu uma placa de vitrocerâmica e uma cabine pressurizada.
Os pesquisadores montaram o anel de laser em uma placa de nove toneladas de Zerodur® [uma vitrocerâmica de aluminossilicato de lítio], utilizando também Zerodur para as vigas de apoio. Eles escolheram o Zerodur por ser um material extremamente resistente às mudanças de temperatura.
A instalação fica em uma cabine pressurizada, que registra mudanças na pressão atmosférica e temperatura (12 graus) e compensa automaticamente qualquer variação.
Os cientistas enfiaram o laboratório cinco metros abaixo do nível do solo para manter esses tipos de influência ambiental ao mínimo. Ele é isolado da superfície com camadas de Styrodur® e argila, e coberto por um aterro de quatro metros de altura.
Os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser.
Velocímetro da Terra
Sob estas condições, os pesquisadores conseguiram confirmar o balanço de Chandler e obter medições da oscilação anual compatíveis com os dados capturados pelos radiotelescópios.
Eles agora pretendem tornar o aparelho ainda mais preciso, o que permitirá determinar mudanças no eixo de rotação da Terra ao longo de um único dia.
Os cientistas também planejam tornar o anel de laser capaz de operar continuamente, para que ele possa funcionar por um período de anos sem qualquer desvio.
"Em termos simples," conclui Schreiber, "no futuro, nós queremos ser capazes de simplesmente descer lá no porão e ver o quão rápido a Terra está girando com precisão neste momento."
Fonte: Inovação Tecnológica
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Tecnologia espacial permite digitalizar manuscritos do Vaticano

Imagem: Biblioteca do Vaticano

Livros da biblioteca do Vaticano estão sendo digitalizados com tecnologia usada em satélites espaciais. O projeto do Vaticano em parceria com a Agência Espacial Europeia (Esa, da sigla em inglês) tem o objetivo de preservar e compactar arquivos . Fundada em 1475, a biblioteca do Vaticano é uma das mais antigas do mundo, com milhares de manuscritos de antes da invenção da imprensa. Alguns deles chegam a ter mais de 1800 anos.
A biblioteca precisava de um método para escanear os antigos e delicados manuscritos e armazenar os arquivos para que pudessem ser lidos daqui a centenas de anos. A solução do problema veio de um formato usado para a maioria de seus satélites científicos. Hoje, o formato desenvolvido para guardar as imagens das estrelas, chamado de FITS’ está sendo adaptado para um propósito bem diferente: preservar uma das maiores coleções do mundo de livros antigos.


"A maioria das missões espaciais, como o Telescópio Espacial Hubble, usaram o FITS para armazenar e estudar os dados científicos", diz Giuseppe Di Persio, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália. Dr. Di Persio agora está trabalhando na Biblioteca do Vaticano em Roma, no projeto piloto de digitalização da coleção do vaticano com o uso do FITS.
Agora o formato também é usado para a digitalização dos antigos tomos da coleção do Vaticano. Pressionado contra uma placa de vidro, as páginas antigas pode ser distorcida, mas o software do scanner desenvolvido para o projeto calcula automaticamente a diferentes ângulos, resultando em uma imagem precisa e plana.
“É muito perigoso que os manuscritos sejam tocados”, disse Luciano Ammenti, diretor do Centro de Informação tecnológica do Vaticano. Ele afirma que a escolha do formato FITS foi feita por causa de sua longevidade e também por ser um código aberto, sem relação com qualquer companhia.
Fonte: Último Segundo IG
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Porque não devemos ligar o ar condicionado do carro com ele quente do Sol?

Imagem: Chevrolet
Um carro estacionado na sombra durante um dia com as janelas fechadas pode conter de 400-800 mg de Benzeno. Se está no sol a uma temperatura superior a 16º C, o nível de Benzeno subirá a 2000-4000 mg, 40 vezes mais o nível aceitável...

A pessoa que entra no carro mantendo as janelas fechadas inevitavelmente aspirará em rápida sucessão, excessivas quantidades desta toxina.

O Benzeno é uma toxina que afeta o rim e o fígado. E o que é pior, é extremamente difícil para o organismo expulsar esta substância tóxica.

Ar condicionado ou ar simples dos  Automóveis

O manual do condutor indica que antes de ligar o ar condicionado, deve-se primeiramente abrir as janelas e deixá-las assim por um tempo de dois minutos, porém não especificam "o porquê", só deixam entender que é para seu "melhor funcionamento".

Aqui vem a razão médica
:

De acordo com um estudo realizado, o ar refrescante antes de sair frio, manda todo o ar do plástico quente o qual libera Benzeno, que causa câncer (leva-se um tempo para dar-se conta do odor do plástico quente no carro). Por isto é a importância de manter os vidros abertos uns minutos.

"Por favor não ligar o ar condicionado ou simplemente o ar, imediatamente ao se entrar no carro. Primeiramente deve-se abrir as janelas e depois de um momento, ligar o ar e manter as janelas abertas uns 2 (dois) minutos."

Além de causar câncer, o Benzeno envenena os ossos,  causa anemia e reduz as células brancas do sangue.

Uma exposição  prolongada pode causar Leucemia, incrementando o risco de câncer.
Também pode causar um aborto. O nível apropriado de Benzeno em lugares fechados é de 50 mg/929 cm2.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ministério da Educação divulga resultado individual no Enem


Imagem do Google
O Ministério da Educação (MEC) antecipou a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previstos inicialmente para o início de janeiro. Os candidatos que participaram das provas aplicadas em outubro podem consultar sua pontuação a partir desta quarta-feira.
A nota pode ser usada para ingresso em 95 instituições públicas pelo Sistema de Seleção Unificado(Sisu) que está aberto a partir da próxima segunda-feira, 26.

Para acessar os resultados, o estudante precisa informar seu CPF e a senha cadastrada durante o período de inscrição. Caso o participante tenha perdido a senha é possível recuperá-la no sistema. O boletim apresenta o desempenho do candidato nas quatro provas objetivas (linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza), além da nota de redação.

A metodologia utilizada na correção do Enem é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo estatístico que permite que diferentes edições da prova sejam comparáveis. Para o cálculo da nota, leva-se em conta não apenas o número de acertos do candidato, como nos vestibulares tradicionais, mas o nível de dificuldade de cada item. Uma questão que teve baixo índice de acertos é considerada “difícil” e, portanto, tem mais peso na pontuação final. Aquelas que têm alto índice de acertos são classificadas como “fáceis” e contam menos pontos na nota final. Dessa forma, dois participantes que acertaram o mesmo número de itens podem ter médias finais diferentes.
Na TRI não existe uma pontuação máxima e mínima que o candidato pode atingir – com exceção da redação, que não é corrigida por esse modelo e cuja nota varia de 0 a 1000. A partir do desempenho dos participantes, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) constrói uma escala de notas máximas e mínimas que permite ao aluno comparar seu desempenho com o dos demais estudantes. A escala será divulgada posteriormente pelo Inep.
Fonte: Último Segundo IG
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pneus ficam mais verdes e mais doces



Os primeiros protótipos dos pneus "verdes e doces" já estão em testes, devendo chegar ao mercado em 3-5 anos.
[Imagem: Goodyear]
Bio-pneus
Você gostaria de usar um pneu verde em seu carro?
Mas não se preocupe com a estética, uma vez que o verde refere-se a ambientalmente correto.
A Goodyear e a Michelin uniram-se com empresas do setor de biotecnologia para desenvolver novas matérias-primas para pneus - matérias-primas que sejam totalmente renováveis.
E a escolha está recaindo sobre o açúcar - logo, os pneus ambientalmente corretos serão não apenas verdes, mas também doces.
Os primeiros protótipos desses "bio-pneus" já estão prontos e em testes, embora as empresas afirmem que ainda levará de 3 a 5 anos para que eles cheguem ao mercado.
Bio-isopreno
A principal matéria-prima para os pneus é o petróleo, embora utilize-se também a borracha natural, que é renovável - gasta-se cerca de 30 litros de petróleo para fabricar um pneu de um carro médio.
A Genencor, empresa de biotecnologia parceira do projeto, desenvolveu micróbios que imitam o processo natural que a seringueira usa para produzir o látex.
Esses micróbios usam como matéria-prima o açúcar comum, produzindo um composto químico chamado isopreno, hoje um derivado do petróleo.
Trocando alimentos por pneus
A notícia não é boa para o mercado de etanol no Brasil.
As usinas geralmente optam por fabricar açúcar em vez de álcool por ser o açúcar uma commoditie internacional, cotada em dólar, enquanto o etanol tem um mercado predominantemente doméstico.
Uma maior demanda por açúcar deverá exercer uma pressão de alta no mercado internacional do produto, reforçando a necessidade do desenvolvimento do chamado biocombustível de segunda geração.
A iniciativa das empresas também deverá encontrar resistência por competir com os produtos alimentícios.
Enquanto, no Brasil, o etanol compete com o açúcar, nos Estados Unidos o biocombustível é feito sobretudo à base de milho.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Câmeras com retina artificial capturam imagens sem distorções



Os sensores côncavos podem se transformar em retinas artificiais ou criar novas câmeras capazes de capturar imagens sem distorções e aberrações.[Imagem: University of Illinois/Urbana-Champaign]

Sensor hemisférico
Pesquisadores norte-americanos apresentaram o primeiro sensor hemisférico para câmeras digitais e, no futuro, também para implantes em seres humanos.
O sensor curvilíneo elimina as distorções ópticas e as aberrações associadas com os sensores planos convencionais, os chamados CCDs.
A indústria nunca estranhou os sensores planos porque já estava acostumada com os velhos filmes, que também se tornavam superfícies planas ao se desenrolarem para produzir cada foto.
Mas isso sempre teve um elevado custo em termos de correção das distorções ópticas - basta lembrar que o sensor óptico do olho humano, a retina, é uma superfície côncava.
Plano sobre curva
O novo sensor é fruto da cooperação de uma equipe da Universidade de Illinois, que desenvolveu um conceito de uma câmera similar ao olho humano, e um grupo da Universidade Northwestern, que desenvolveu circuitos integrados superflexíveis.
O principal melhoramento é que agora é possível fabricar os componentes optoeletrônicos de silício, assim como as interconexões deformáveis, diretamente sobre a superfície côncava, mas usando as mesmas técnicas usadas nos materiais planos.
Este era o elo que faltava para que a tecnologia pudesse passar para a fase de desenvolvimento em escala industrial.
Retina artificial
Além de câmeras mais precisas, sem distorções e sem aberrações, o novo sensor pode se transformar em uma retina artificial implantável, algo impossível de se fazer com sensores planos e rígidos, como os usados nas câmeras digitais.
Os pesquisadores colocam essa possibilidade em termos mais genéricos, afirmando que "o sensor curvilíneo pode oferecer oportunidades para novas classes de sistemas de imagens nos quais a otimização do projeto envolve não apenas a configuração das lentes, mas também a geometria dos detectores."
Fonte: Inovação Tecnológica
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