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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cérebro de pombos tem 'GPS' embutido, revela estudo

Com 'GPS na cabeça', pombos foram usados por muito tempo na transmissão de mensagens. Este pombo-correio foi fotografado em fevereiro no arquipélago de São Pedro e São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza)
Os pombos têm neurônios capazes de ler o campo magnético da Terra e traduzir estas informações para identificar a posição que eles ocupam no planeta e em que direção estão indo. Em outras palavras, estas aves são equipadas com um GPS natural.

A existência de sensores capazes de perceber o campo magnético da Terra no bico, nos olhos e nos ouvidos dos pombos já era conhecida. A novidade apresentada pela pesquisa publicada na edição desta sexta-feira (27) da revista “Science” é a resposta de neurônios posicionados no tronco do encéfalo. 

Imagem do Google
A descoberta feita com pombos também pode valer para outras aves, já que, segundo os autores, “muitos animais confiam no campo magnético da Terra para a orientação espacial e a navegação”. O artigo é assinado por Le-Qing Wu e David Dickman, neurocientistas da Faculdade de Medicina Baylor, de Houston, nos Estados Unidos.

Os cientistas colocaram sete pombos em uma área sem luz e capaz de produzir um campo magnético artificial. Eles então ajustaram este campo magnético em diferentes ângulos e intensidades e, ao mesmo tempo, mapearam a atividade neural dos animais.

Foram identificados 53 neurônios, localizados no tronco do encéfalo, com uma resposta significativa às mudanças do campo magnético artificial. Estas células foram especialmente sensíveis à intensidade mais parecida com a do campo magnético natural da Terra.

“Como a informação das células é usada para orientação e navegação ainda falta ser descoberto, mas nosso achado demonstra uma evidência neural direta da existência de um sentido magnético no cérebro das aves”, conclui o estudo.

Fonte: G1
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domingo, 29 de abril de 2012

Proteja seu cérebro: use-o ou perca-o

Imagem do Google
Exercitar o cérebro

Exercitar o cérebro ajuda a "conservá-lo", literalmente, de muitas maneiras.

Os efeitos protetores gerados por um estilo de vida cognitivamente ativo não seguem apenas um caminho, mas se dão através de múltiplas vias biológicas.

Já há algum tempo os cientistas vêm documentando uma conexão entre como usamos os nossos cérebros e os riscos a longo prazo de degenerações graves, como a demência.

Em geral, as pessoas mais mentalmente ativas, ou que mantêm um estilo de vida cognitivamente ativo ao longo de suas vidas, têm risco mais baixo dessas condições degenerativas.

"As ideias de uma 'reserva cerebral' ou 'reserva cognitiva' têm sido sugeridas para explicar isso, mas eram basicamente uma caixa preta. Esta pesquisa lança alguma luz sobre o que pode estar acontecendo, ao nível biológico," afirma o professor Michael Valenzuela, da Universidade de Sidnei, na Austrália, que liderou este novo estudo.

Hardware cerebral

Os pesquisadores usaram dados de 13.000 idosos, monitorados desde 1991.

Eles receberam a doação de 329 cérebros dos participantes que faleceram, tornados disponíveis para a comunidade científica para análise.

Os cérebros foram comparados com base na situação de demência do indivíduo na morte (sim ou não) e na pontuação do estilo de vida cognitivo (baixo, médio ou alto).

Benefícios para homens e mulheres

Os exames não encontraram uma ligação entre o Mal de Alzheimer e o estilo de vida cognitivo.

No entanto, um estilo de vida cognitivamente ativo nos homens foi associado com menor ocorrência de doença cerebrovascular - menor ocorrência de derrames - em especial a doença dos vasos sanguíneos microscópicos do cérebro.

Nas mulheres, a cognição ativa foi associada com um maior peso do cérebro.

Em ambos, homens e mulheres, um estilo de vida cognitivamente ativo está associado com uma maior densidade neuronal e com uma maior espessura cortical no lobo frontal.

Saúde do cérebro

"Mais do que proteger especificamente a saúde dos circuitos ativados, parece que um estilo de vida mais ativo tem efeitos gerais sobre a saúde do cérebro, refletidos em uma maior densidade neuronal e na preservação do suprimento sanguíneo para o cérebro," afirmou o Dr. John Krystal, editor da revista científica Biological Psychiatry, que publicou o estudo.

"No geral, nossa pesquisa sugere que múltiplas e complexas alterações cerebrais podem ser responsáveis pelo efeito 'use ou perca-o',", acrescentou Valenzuela.

Fonte: Diário da Saúde
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DEUS mostra como o Universo evoluiu desde sua criação

Embora a idade do Universo seja calculada em 13,7 bilhões de anos, a luz pode ter viajado muito mais do que isso desde o Big Bang, dependendo do modelo utilizado: o mais radical prevê um Universo com 45 bilhões de anos-luz. [Imagem: Deus Consortium]
Energia escura do Universo

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório Universo e Teorias, da Universidade Paris Diderot, na França, concluiu a primeira etapa da simulação do Universo inteiro.

Ou, pelo menos, do Universo observável.

O objetivo é simular em computador o desenvolvimento de todo o Universo, do Big Bang até os nossos dias.

Esta é a primeira de três "rodadas" do projeto DEUS (Dark Energy Universe Simulation, simulação da energia escura do universo, em tradução livre).

O projeto, que ocupa um supercomputador em tempo integral, conseguiu seguir a evolução de 550 bilhões de partículas nessa primeira rodada.

Teorias sobre Energia Escura

Enquanto a matéria escura fica cada vez mais obscura e os raios cósmicos cada vez mais misteriosos, os cientistas esperam ter melhores resultados com a energia escura.

A simulação foi programada com base em três teorias sobre a energia escura.

A primeira é a do modelo padrão de formação do universo com uma constante cosmológica, aquela que Einstein se arrependeu de ter tirado de suas equações, uma vez que ela permitiria que ele tivesse previsto a expansão do Universo - "Foi o maior erro da minha vida," teria dito o cientista.

A equipe pretende rodar novas simulações com outros dois modelos.

O segundo será caracterizado por um componente de energia escura dinâmico, que preencheria todo o Universo.

O terceiro modelo pressupõe uma modificação na lei da gravidade em grandes escalas, levando em conta os efeitos de um componente em aceleração, chamado "energia escura fantasma".

De zoom em zoom, os cientistas franceses já conseguiram simular 550 bilhões de partículas. [Imagem: Deus Consortium]

Confirmações das teorias

Se alguma das teorias estiver corretas, será possível estabelecer seus efeitos sobre a formação da estrutura do Universo e, desta forma, estabelecer alvos para novas observações astronômicas.

Na prática o caminho será o inverso: a partir das previsões de cada teoria, as simulações permitirão estabelecer alvos em busca de uma eventual confirmação.

Graças ao seu supercomputador Curie, com 92.000 CPUs, os cientistas esperam ter todos os resultados até Maio deste ano.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 28 de abril de 2012

Orégano destrói células do câncer de próstata

Os muitos benefícios do orégano já oestão elevando à categoria dos supertemperos, a exemplo do açafrão. [Imagem: Frank Vincentz/Wikimedia]
Tempero da saúde

O conhecido tempero orégano, muito usado em pizzas e massas, tem efeitos benéficos à saúde conhecidos há muito tempo.

Entre esses benefícios estão os efeitos antioxidantes, a redução do risco de doenças crônicas, mas, mais particularmente, o combate aos fortes efeitos colaterais da quimioterapia.

Agora, em uma pesquisa ainda com cultura de células em laboratório, cientistas descobriram que o orégano consegue destruir células do câncer de próstata.

Supertempero

A Dra. Supriya Bavadekar e seus colegas da Universidade Long Island (EUA) isolaram um composto do orégano, chamado carvacrol, e testaram seus efeitos contra as células tumorais.

Os estudos demonstraram que o constituinte do orégano dispara o fenômeno de apoptose, a morte programada das células.

"Nós sabemos que o orégano possui propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, mas seus efeitos sobre as células do câncer realmente elevam o tempero ao nível dos supertemperos, como o açafrão," disse a pesquisadora, citando outro vegetal com largos benefícios à saúde.

Licopeno e carvacrol

Embora o estudo esteja em estado inicial, a pesquisadora acredita que os resultados são suficientes para apostar no uso do carvacrol como um fármaco anticâncer.

"Alguns pesquisadores já demonstraram que a ingestão de pizza pode reduzir o risco de câncer. Esse efeito tem sido atribuído ao licopeno, um composto presente no molho de tomate, mas agora acreditamos que o orégano possa ter sua participação nesse benefício," disse ela.

Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Brasil sediará Olimpíada Internacional de Astronomia pela primeira vez


Todos os estudantes farão as três modalidades de prova: observacional, teórica e prática.[Imagem: IOAA]
Competição astronômica

Em agosto, estudantes dos cinco continentes desembarcarão no Rio de Janeiro para participar de uma olimpíada diferente.

Em vez de quadras e aparelhos esportivos, os equipamentos serão telescópios, calculadoras, criatividade e aplicação.

Trata-se da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA).

Reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU), a associação mundial dos astrônomos profissionais, a IOAA envolve estudantes de ensino médio de todo o mundo.

No Brasil, os estudantes são selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que existe desde 1998.

Patrocínio total

Uma especificidade da organização da Olimpíada de Astronomia é que cada país participante deve se comprometer com a realização de uma edição da competição, arcando com todas as despesas relativas à estadia dos participantes e organização geral do evento.

Para tal, é necessário o apoio de diferentes setores da sociedade.

A missão de apoiar o espírito olímpico e acolher equipes de 30 países, na primeira olimpíada científica de alcance mundial em solo brasileiro, tem o envolvimento o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de seus institutos de pesquisa e divulgação em astronomia: o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e o Observatório Nacional (ON).

Da mesma forma, participam o Ministério da Educação, o governo do estado do Rio e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Vassouras (RJ), por meio das respectivas instituições.

Modalidades astronômicas

Como país-sede, o Brasil tem direito este ano a duas equipes.
Todos os estudantes farão, como todos os anos, as três modalidades de prova: observacional, na qual demonstram seus conhecimentos sobre o céu que podemos ver; teórica, na qual resolvem problemas de astronomia e astrofísica; e, finalmente, a prova prática, em que utilizam e interpretam dados como um astrônomo profissional.

Mais informações podem ser obtidas no site do evento, no endereço http://www.ioaa2012.ufrj.br/.

Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Homens poderão viver tanto quanto as mulheres até 2030


Imagem do Google
Juntos mais tempo
As mulheres vivem mais do que os homens em virtualmente todo o mundo - apenas varia o quanto a mais elas viverão.
Mas este histórico pode estar com os dias contados- ou, seria mais fácil dizer, com os anos contados.
O pesquisador Les Mayhew usou dados do País de Gales e da Inglaterra para encontrar uma tendência de aumento na expectativa de vida que está sendo maior para os homens.
Segundo seus cálculos, os homens deverão viver tanto quanto as mulheres por volta de 2030.
Longevidade de homens e mulheres
Atualmente, um menino e uma menina nascidos no mesmo dia ainda têm a mesma expectativa de vida, mas o estudo se concentrou somente em pessoas que já chegaram aos 30 anos de idade.
E, a partir daí, o estilo de vida dos homens faz uma grande diferença para eles próprios - uma diferença negativa.
O estudo mostrou que os homens ficaram atrás das mulheres em relação à expectativa de vida ao longo de várias décadas, mas que agora eles estão se aproximando.
Se a atual tendência prosseguir, afirma o analista, ambos os sexos poderão viver, em média, até os 87 anos, em 2030.
"O interessante é que, nos últimos 20 anos, a expectativa de vida de homens na faixa dos 30 anos aumentou em seis anos. Se seguir aumentando, nos próximos 20 anos, a expectativa de vida masculina irá coincidir com a feminina", diz.
Menos cigarros e mais remédios
Uma das hipóteses que o pesquisador levanta para esse aumento na expectativa de vida masculina é a diminuição no hábito de fumar.
Outro fator, segundo ele, seria a mudança no ambiente de trabalho dos homens, que, em sua maioria, passaram a ser ofícios realizados em escritórios, e menos em ambientes insalubres.
Além disso, há uma inegável melhoria nos cuidados médicos que, se não conseguem curar males como as doenças cardíacas e o câncer, resultaram em um aumento considerável na sobrevida dos pacientes nas últimas décadas.
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Lua de Saturno tem "primo" de lago africano

O estudo sugere que o parente mais próximo do lago de Titã é o Etosha Pan, na Namíbia - os dois compartilham clima, geologia e o fato de serem temporários. [Imagem: JPL/NASA/ESA/LPGNantes]

Lago e exolago
Foi encontrada em Titã, lua de Saturno, uma região muito semelhante ao lago Etosha Pan, da Namíbia, na África.
Os dois são lagos temporários, depressões grandes e pouco profundas que eventualmente se enchem de líquido e depois voltam a secar.
O Ontario Lacus é o maior lago no hemisfério sul da lua de Saturno, Titã. Ele é ligeiramente menor do que o lago que lhe deu o nome, o Lago Ontário, na América do Norte, mas muito diferente na sua constituição.
O exolago, que tem um formato quase idêntico ao de uma pegada humana, está cheio de hidrocarbonetos líquidos, em vez de água, e tem apenas alguns metros de profundidade, estando localizado numa depressão muito superficial, numa bacia sedimentar plana, rodeado de pequenas faixas montanhosas.
Além disso, um novo estudo mostra que estas estruturas geológicas, bem como as condições climáticas na região, são semelhantes às das regiões semiáridas na Terra, tais como as salinas do sul do continente africano.
As observações foram feitas pela sonda Cassini, uma missão da NASA, ESA e da Agência Espacial Italiana.
Lagos temporários
Até agora, acreditava-se que o Ontario Lacus estava permanentemente cheio de metano, etano e propano em estado líquido. As observações recentes, contudo, sugerem o contrário.
Combinando vários dados, como imagens, espectroscopia e radar, captadas em dois momentos diferentes pela Cassini, a equipe de cientistas lideradas por Thomas Cornet, da Universidade de Nantes, na França, encontrou indícios de que há canais escondidos no leito do lago.
Estes canais estiveram visíveis entre Dezembro de 2007 e Janeiro de 2010, sempre que a resolução dos instrumentos permitia detectá-los.
"Concluímos que, muito provavelmente, o pavimento do Ontario Lacus está exposto nestas áreas," diz Cornet.
Além disso, a Cassini mostrou sedimentos em volta de Ontario Lacus que também indicam que o nível do líquido já esteve mais elevado no passado.
Isto é semelhante aos lagos temporários da Terra.
Lago de hidrocarbonetos
O estudo sugere que o parente mais próximo do lago de Titã é o Etosha Pan, na Namíbia.
Este leito salgado enche-se de uma pequena camada de água, com a subida do aquífero durante a estação das chuvas, que depois se evapora, deixando marcas semelhantes às das marés, que mostram até onde foram as águas.
Cornet e seus colegas acreditam, portanto, que Ontario Lacus é também o resultado de fluidos hidrocarbonetos de subsuperfície que veem à superfície ocasionalmente, inundando a depressão, antes de secarem outra vez.
Além da Terra, Titã é o único mundo conhecido capaz de manter líquidos estáveis na superfície.
Enquanto a Terra tem o ciclo da água, Titã tem o ciclo completo dos hidrocarbonetos, baseado no hidrogênio, carbono e nitrogênio, que ocorrem entre a atmosfera, a superfície e a subsuperfície. Os lagos de Titã fazem parte deste processo.
"Estes resultados realçam a importância da planetologia comparada no âmbito das ciências planetárias modernas: encontrar características geológicas familiares em mundos extraterrestres como Titã nos permite testar as teorias que explicam a sua formação," disse Nicolas Altobelli, cientista da missão Cassini-Huygens.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Energia solar transforma CO2 em combustível para carros

Um sistema integrado eletro-microbiano produz combustível a partir do CO2 e da luz do Sol.[Imagem: UCLA]
Eletricidade para carros

Carros elétricos não são aviões, mas eles certamente já teriam decolado se a tecnologia das baterias não estivesse praticamente estacionada nos últimos anos.

Mas está tomando corpo uma ideia que parece estranha à primeira vista, mas que tem potencial não apenas para explorar a energia solar, como também para alimentar os carros a combustão atuais com um combustível que será, essencialmente, gerado por eletricidade.

A ideia consiste em armazenar a eletricidade em combustíveis líquidos, que poderão então ser queimados por motores a combustão normais.

Ou seja, os carros poderiam ser indiretamente alimentados por eletricidade, sem que precisassem ser convertidos em veículos elétricos.

E o alcance disso pode ser ainda maior, uma vez que a fonte para a produção desse combustível líquido é o dióxido de carbono, que todo o mundo gostaria de varrer para debaixo do tapete - ao menos a parte gerada pelo homem - para tentar evitar o aquecimento global.

Uma demonstração de que isto é tecnicamente possível foi realizada pela equipe do Dr. James Liao, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).

CO2 vira combustível

Liao e seus colegas desenvolveram uma técnica que usa eletricidade para converter dióxido de carbono em isobutanol.

Se for usada energia solar, o processo essencialmente imita a fotossíntese, convertendo a luz do Sol em energia química.

A fotossíntese é um processo que ocorre em duas etapas - uma etapa com luz e uma etapa às escuras. A reação clara converte a energia da luz em energia química, enquanto a reação escura converte CO2 em açúcar.

"Nós conseguimos separar a reação com luz da reação escura e, em vez de usar a fotossíntese biológica, nós usamos painéis solares para converter a luz do Sol em eletricidade, depois em um intermediário químico, e então usamos esse intermediário para alimentar a fixação do dióxido de carbono para gerar o combustível," explica Liao.

Segundo ele, seu esquema pode teoricamente ser mais eficiente, em termos da energia produzida, do que a fotossíntese natural.

Biorreator

Nem tudo é artificial nesse novo método. Os cientistas modificaram geneticamente um microrganismo litoautotrófico, conhecido como Ralstonia eutropha H16, para produzir isobutanol e 3-metil-1-butanol no interior de um biorreator.

O biorreator usa apenas dióxido de carbono como fonte de carbono, e apenas eletricidade como entrada externa de energia.

O desenvolvimento agora anunciado é um passo significativo em relação a uma pesquisa anterior divulgada pelo grupo, quando eles demonstrar o papel promissor das bactérias para a produção de um combustível alternativo.

Teoricamente, o hidrogênio produzido por energia solar pode ser usado na conversão do CO2 para sintetizar combustíveis líquidos com alta densidade de energia, também usando os microrganismos geneticamente modificados.

Mas as demonstrações em laboratório não têm conseguido passar para escalas maiores devido à baixa solubilidade, pequena taxa de transferência de massa e, sobretudo, pelas questões de segurança envolvendo o hidrogênio.

"Em vez de usar hidrogênio, nós usamos o ácido fórmico como intermediário. Nós usamos eletricidade para produzir ácido fórmico, e então usamos o ácido fórmico para induzir a fixação do CO2 nas bactérias, no escuro, para produzir isobutanol e alcoóis," explica Liao.

"Nós demonstramos o princípio, e agora queremos aumentar sua escala. Este é o nosso próximo passo," conclui o pesquisador.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Elétron divide-se em duas quase-partículas


Concepção artística da divisão do elétron em duas novas partículas: um spinon, que nada mais é do que o spin do elétron original, e um orbiton, seu momento orbital.[Imagem: David Hilf/PSI]
Decaimento do elétron
Cientistas observaram pela primeira vez o terceiro elemento constituinte de um elétron.
Um elétron se comporta como uma onda e, quando recebe uma carga extra de energia, essa onda pode se dividir - isso significa que o elétron estará se decompondo em partes separadas.
Cada uma dessas "partes" carrega uma propriedade do elétron, constituindo o que os físicos chamam de quase-partícula - como o recém-descoberto férmion de Majorana.
Esta é a primeira vez que os momentos fundamentais do elétron, de rotação e orbital, foram observados separados um do outro.
Mas não é a primeira vez que o outrora "fundamental" elétron foi dividido: ele já foi separado em seus elementos spin e carga, neste caso gerando um spinon e um holon.
Agora foi observada a terceira partícula, o orbiton, o momento orbital, que se origina do movimento do elétron em torno do núcleo.
Estas partículas, no entanto, não conseguem deixar o material onde foram produzidas.
Spinon e orbiton
Todos os elétrons têm uma propriedade chamada "spin", que pode ser vista como pequenos ímãs, em escala atômica o que dá origem ao magnetismo dos materiais.
O spin vem sendo explorado tecnologicamente, tanto na computação quântica quanto na spintrônica.
Além de girar, os elétrons orbitam em torno de núcleos atômicos, ao longo de caminhos determinados, os assim chamados orbitais eletrônicos.
Geralmente essas duas propriedades da física quântica (spin e orbital) estão "ligadas" a cada elétron em particular.
Contudo, em um experimento realizado no Instituto Paul Scherrer, na Alemanha, as duas propriedades foram separadas.


Não tão elementar
Imagem: Schlappa et al./Nature
O desmembramento do elétron em duas quase-partículas foi detectado em um composto de óxido de cobre (Sr2CuO3).
Esse material tem a característica inusitada de que as partículas em seu interior são obrigadas a se mover apenas em uma direção, para frente ou para trás.
Usando raios X, os físicos forçaram alguns dos elétrons pertencentes aos átomos de cobre no Sr2CuO3 a passarem para orbitais de energia mais elevada, o que corresponde a um elétron se movimentando em torno do núcleo com maior velocidade.
Após esta estimulação com raios X, os elétrons dividiram-se em duas partes.
Uma das novas partículas criadas, o spinon, carrega a rotação do elétron, e a outra, o orbiton, a energia orbital ampliada pela estimulação com raios X.
Supercondutores
"Já se sabia há algum tempo que, em materiais específicos, um elétron pode, em princípio, se dividir," comentou Jeroen van den Brink, um dos autores do experimento. "Mas até hoje não havia evidência empírica para essa separação em spinons e orbitons independentes. Agora que sabemos exatamente onde procurá-los, poderemos encontrar essas novas partículas em muitos outros materiais."
A observação da divisão do elétron poderá ter implicações importantes no campo da supercondutividade de alta temperatura.
Devido a semelhanças entre o comportamento dos elétrons no Sr2CuO3 e nos supercondutores à base de cobre, entendendo como os elétrons decaem em outros tipos de partículas neste material pode ajudar a compreender também os supercondutores.
Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 22 de abril de 2012

Falar sozinho tem benefícios cognitivos


Falar com quem não lhe entende também pode ser uma forma de falar sozinho. [Imagem: Ped Xing/Wikimedia]
Benefícios de falar sozinho
Se você anda falando sozinho, não pense que isso o deixará louco - menos ainda que você já esteja louco.
Na verdade, os cientistas, que sempre descreveram esse comportamento como "irracional, mas inofensivo", agora descobriram que falar sozinho tem benefícios cognitivos.
Ou, pelo menos, ajuda você a encontrar coisas perdidas.
E a pesquisa também mostrou que a maioria das pessoas fala sozinha ao menos algumas vezes por semana, sendo que algumas relatam ter esses autopapos a cada hora.
Como encontrar coisas perdidas
Gary Lupyan (Universidade de Wisconsin-Madison) e Daniel Swingley (Universidade da Pensilvânia) fizeram uma série de experimentos para verificar se falar sozinho ajuda a encontrar objetos perdidos.
Segundo eles, a inspiração veio da observação das pessoas fazendo compras no supermercado, que frequentemente vão falando o nome dos itens que estão tentando encontrar na prateleira.
O primeiro experimento mostrou que o simples fato de repetir o nome do objeto melhorou a capacidade de encontrá-lo, mesmo em comparação com segurar uma ficha onde estava escrito o nome do objeto.
Nas compras de supermercado, contudo, parece que o efeito só é válido se o nome do objeto for fácil de pronunciar: ficar repetindo o nome de um produto como Pepsi aumenta a velocidade com que ele é encontrado, mas retarda a mesma tarefa quando o produto é algo como "dentifrício fresh white" ou coisa que o valha.
Autopapos filosóficos
Os cientistas recomendam que, da próxima vez que você perder as chaves, vá repetindo verbalmente "chaves, chaves, chaves", e não se preocupe com qualquer olhar estranho de que possa ser alvo.
Quanto aos papos filosóficos consigo mesmo, aqueles mais longos e duradouros, bem, estes terão que esperar por uma nova pesquisa que ateste a sanidade de quem usa frequentemente desses monólogos.
Os resultados foram publicados no Quarterly Journal of Experimental Psychology.
Fonte: Diário da Saúde
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sábado, 21 de abril de 2012

Tecnologia terahertz promete celulares que enxergam através das paredes

Os maiores benefícios da frequência terahertz estão na geração de imagens médicas sem os riscos da radiação dos raios X. Mas o Dr. Kenneth O (à esquerda), prefere celulares para encontrar pregos na parede - talvez o quadro na parede de seu laboratório possa explicar porquê. [Imagem: UTDallas]
Errando o alvo

A radiação na frequência terahertz (THz) há muito é vista como a salvação da lavoura para a área médica, por ser não-ionizante, ou seja, não produz danos aos tecidos vivos.

Isto sem contar as inúmeras possibilidades de aplicações na área de telecomunicações e várias outras.

O professor Kenneth O, da Universidade do Texas, por exemplo, parece entusiasmar-se mais com outros tipos de aplicação.

Ele e sua equipe construíram um gerador de ondas THz que, segundo eles, poderá transformar os telefones celulares em aparelhos capazes de ver através das paredes, madeira, plásticos, papel e outros objetos.

É claro que anunciar uma tecnologia que permitirá que telefones celulares enxerguem através das paredes tem um apelo de mídia maior do que anunciar o desenvolvimento de um gerador miniaturizado de ondas terahertz.

Contudo, a tecnologia poderá ter impactos muito mais significativos na área de comunicações mesmo, mas para a transmissão de dados, assim como no imageamento médico e na visão de máquina usada no setor industrial.

De fato, é realmente possível, em princípio, construir os tais celulares bisbilhoteiros. Mas, para isso, os pesquisadores terão que miniaturizar também o detector, uma vez que eles até agora construíram apenas o emissor de raios T.

Chip emissor de terahertz

O espectro electromagnético caracteriza comprimentos de onda de energia. Por exemplo, ondas de rádio AM e FM, micro-ondas usadas pelos telefones celulares, ou o comprimento de onda infravermelha, usada pelos equipamentos de visão noturna.

Já a banda terahertz do espectro eletromagnético, uma faixa de comprimento de onda entre as micro-ondas e o infravermelho, é bem mais complicada, e só recentemente foi construído o primeiro gerador portátil de ondas terahertz.

[Imagem: UTDallas]
O novo trabalho dá um impulso significativo na área.

O grupo conseguiu juntar dois avanços importantes: um gerador capaz de produzir ondas na frequência terahertz do espectro electromagnético, e uma nova tecnologia de circuito integrado que permitiu inserir a tecnologia dentro de um chip.

"Nós criamos abordagens que abrem uma parte anteriormente inexplorada do espectro eletromagnético para o uso do consumidor e para aplicações médicas que poderão salvar vidas," diz o Dr. O. "A faixa dos terahertz tem um potencial ilimitado, que poderá beneficiar a todos nós."

Terahertz em CMOS

Com o novo emissor miniaturizado, as imagens podem ser criadas com sinais operando na faixa dos terahertz sem ter que usar várias lentes, como nas abordagens anteriores. Isso pode reduzir a dimensão total do aparelho e, certamente, seu custo.

O melhor é que tudo foi embutido em um chip construído com a tecnologia padrão da microeletrônica, chamada CMOS (Complementary Metal-Oxide Semiconductor), permitindo sua integração com outros aparelhos eletrônicos.

"A combinação de CMOS e terahertz significa que você pode colocar esse chip e um receptor na parte de trás de um celular, transformando-o em um dispositivo portátil que pode ver através dos objetos," diz o pesquisador.

Lembrando que esse receptor portátil ainda terá que ser desenvolvido.

Encontrar pregos ou cuidar da saúde

Alegando preocupações com privacidade, o Dr. O e sua equipe fizeram testes em uma faixa de distância de até 10 centímetros - na verdade, essa é a potência máxima que eles obtiveram até agora com seu chip THz.

Insistente, ele afirma que um celular com essa tecnologia poderia ter inúmeras aplicações, de encontrar pregos e fios embutidos nas paredes, até a autenticação de documentos ou a detecção de dinheiro falso.

A indústria poderia utilizar a mesma tecnologia para detectar partes metálicas em produtos.

Há também mais canais de comunicação disponíveis na faixa dos terahertz do que em toda a faixa atualmente disponível para as comunicações sem fio, embora ainda haja desafios tecnológicos a serem superados para que a banda dos THz possa operar em alta potência e a longas distâncias.

Mas as maiores possibilidades de usos e benefícios na frequência terahertz estão na geração de imagens médicas sem os riscos da radiação dos raios X.

E, para isso, equipamentos miniaturizados de baixa potência são mais do que suficientes.

Fonte: Inovação Tecnológica


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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sistema Solar pode ser modelo para outros sistemas planetários?

Concepção artística do sistema planetário HD 1080, que passou a ser o sistema com maior número de planetas que o homem conhece. [Imagem: RoPACS]
Humildade planetária

O Sistema Solar não é mais o sistema planetário com maior número de planetas que o homem conhece.

Com o rebaixamento de Plutão, hoje contamos com apenas oito planetas.

O recordista passou a ser o sistema planetário HD 10180, localizado a 130 anos-luz de distância, que parece ter nove planetas. Depois aparecemos nós e, em terceiro lugar, o sistema Kepler-11, com seis planetas.

Uma equipe da Universidade de Hertfordshire (Reino Unido) confirmou os dados usando o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo instalado no observatório do ESO em La Silla, no Chile.

Isso vem se somar a outros indícios de que o Sistema Solar pode afinal não ser tão esquisito quanto ficou parecendo quando começamos a encontrar planetas extrassolares.

O que pode ter acontecido é que, como as técnicas para encontrar planetas vem sendo rapidamente aprimoradas, inicialmente os astrônomos só conseguiram ver algumas esquisitices cósmicas.

Por exemplo, inicialmente só se encontravam brutamontes gasosos super-quentes, maiores do que Júpiter, mas mais próximos de suas estrelas do que Mercúrio está do Sol - hoje já se calcula em bilhões o número de planetas rochosos em zonas habitáveis.

Velocidade radial e trânsito

Essa impressão foi reforçada por um outro trabalho publicado nesta semana por astrônomos do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e do Observatório de Genebra.

Eles analisaram dados do mesmo espectrógrafo HARPS e do telescópio espacial Kepler e concluíram que as órbitas da maioria dos outros sistemas planetários são alinhadas, tal como acontece no nosso Sistema Solar.

A procura de exoplanetas faz-se hoje essencialmente por dois métodos distintos: método da velocidade radial e o método de trânsito.

Existe uma diferença significativa quando estes dois métodos são aplicados.

Um planeta pode ser detectado pela variação da velocidade radial da estrela mesmo quando a órbita esteja inclinado em relação à nossa linha de visão.

No entanto, para um planeta transitar, o plano da sua órbita tem de estar quase perfeitamente alinhado com a Terra, e o mesmo é verdade para um sistema de dois ou mais planetas.

Isto significa que, se observarmos vários planetas transitando em um sistema planetário, as suas órbitas terão ângulos muito pequenos entre si.

Imagem: Ricardo Reis (CAUP)
Compatibilidade de dados

O HARPS é sensível a todos os tipos de exoplanetas, independentemente de sua orientação em relação à Terra, enquanto o telescópio espacial Kepler só enxerga aqueles vistos pela técnica do trânsito, ou seja, planetas que estão bem alinhados com o plano de suas estrelas.

Os astrônomos calcularam as frequências com que ocorrem trânsitos, em particular duplos trânsitos - se o Kepler detectar múltiplos trânsitos na mesma estrela, isto reforça ainda mais a ideia de sistemas planetários mais parecidos com o nosso.

Mas o principal é que eles calcularam quantos sistemas planetários o Kepler deveria encontrar, dada a frequência de todos os sistemas planetários já vistos pelo HARPS.

Feita a comparação, concluiu-se que os dois dados são compatíveis apenas nos sistemas com um plano orbital comum, ou seja, em que as órbitas dos planetas estão inclinadas menos de 1 grau entre si - ou seja, as órbitas dos planetas parecem ser predominantemente alinhadas.

O que faz parecer que não moramos em um lugar assim tão esquisito.

Teorias versus observações

Essas conclusões também dão apoio à teoria mais aceita atualmente, de que os planetas formam-se em um disco ao redor das estrelas, o que limita muito a sua evolução dinâmica, tornando os encontros violentos entre planetas muito raros.

Contudo, nesse início de era das descobertas de sistemas planetários, há um espaço de dimensões cósmicas para controvérsias.

Por exemplo, se nosso Sistema Solar parece um lugar tranquilo hoje, não parece ter sido sempre assim: a teoria mais aceita atualmente para a formação da Lua defende que um planeta do tamanho de Marte, chamado Teia, chocou-se com a Terra.

Também, dados observacionais já encontraram planetas extrassolares com órbitas bem estranhas em relação ao bem-comportado desenho do Sistema Solar, incluindo dois planetas na mesma órbita, exoplanetas com órbitas inclinadas e até exoplanetas que orbitam na contramão, nas chamadas órbitas retrógradas.

Assim, de um lado, o trabalho dos cientistas portugueses reforça a ideia de planetas se formando calmamente de um disco de poeira ao redor da estrela, enquanto, de outro, a descoberta dos planetas na contramão questiona esse modelo de formação planetária mais aceito.

Mesmo as tentativas de explicação das órbitas retrógradas criam modelos que nada têm de calmos e comportados.

Assim, a única coisa que se pode ter certeza é que os anos que virão não terão nada de calmos e comportados para os astrônomos terráqueos.

Fonte: Inovação Tecnológica

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