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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Neutrinos não superaram a velocidade da luz

Usando um outro experimento, o Minerva, cientistas demonstraram recentemente que os neutrinos podem transmitir mensagens através da Terra.[Imagem: Fermilab]
Limite de velocidade cósmica
O CERN, Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que controla o LHC, deu seu veredito final sobre o famoso experimento dos neutrinos superluminais.
Segundo o diretor de pesquisas do laboratório, Sergio Bertolucci, os quatro detectores existentes no laboratório Gran Sasso, na Itália, mediram novamente a velocidade dos neutrinos, e "todos apresentaram resultados consistentes com a velocidade da luz" - ou seja, os neutrinos viajaram abaixo da velocidade da luz.
O laboratório Gran Sasso fica a 730 km de distância do LHC. Do LHC são disparados feixes de neutrinos, que são coletados por quatro experimentos no Gran Sasso: Borexino, Icarus, LVD e Opera.
Foi o experimento Opera que fez as medições que indicavam que os neutrinos poderiam ter viajado a uma velocidade maior do que a velocidade da luz.
Como estranharam os resultados, os cientistas responsáveis pelo Opera pediram que a comunidade científica ajudasse a encontrar explicações para o fenômeno, que contraria as teorias de Einstein.
Método científico em ação
Em março, o detector Icaro refez o experimento, mas todos os neutrinos chegaram no tempo esperado, ou seja, respeitando a velocidade da luz.
Foi então que o CERN anunciou que faria medições sistemáticas com todos os quatro experimentos, a fim de dar uma avaliação final sobre a matéria.
Esses resultados foram divulgados hoje em Tóquio, durante a Conferência Internacional sobre Física e Astrofísica de Neutrinos.
"Embora este resultado não seja tão excitante quanto alguns esperavam, ele é o que nós, no fundo, esperávamos," disse Bertolucci.
"A história capturou a imaginação do público, e deu às pessoas a oportunidade para ver o método científico em ação - um resultado inesperado foi aberto para um exame detalhado, foi investigado a fundo e resolvido, em parte, graças à colaboração entre experimentos que normalmente competem entre si. É assim que a ciência avança," concluiu.
Na mesma conferência, a equipe do Opera anunciou indícios da existência de um segundo neutrino do tau, mais uma peça no quebra-cabeça que são as oscilações dos neutrinos, que parecem ter uma preferência espacial em mudar de um tipo para outro.
Fonte: Inovação Tecnológica
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