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terça-feira, 31 de julho de 2012

ENEM: Instituto lança manual para orientar candidatos a elaborar a redação


O ministro Aloizio Mercadante e o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, explicaram o Guia do Participante (foto: Fabiana Carvalho)

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm mais uma ferramenta para se preparar para as provas. A Redação no Enem 2012 – Guia do Participante foi lançado na tarde desta segunda-feira, 30, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O ministro Aloizio Mercadante e o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, apresentaram o manual. 

O guia detalha os critérios de correção das redações do Enem, orienta os estudantes e apresenta exemplos de redações que obtiveram nota máxima no exame. Além de estar disponível na internet, 1,6 milhão de exemplares do guia serão distribuídos para escolas da rede pública.

Para a edição deste ano do Enem o número de corretores teve um aumento de 40%, e o sistema de correção foi aperfeiçoado. A nota da redação será dividida entre cinco competências: demonstrar conhecimento da norma culta padrão da língua escrita; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação, e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Cada redação será avaliada por dois corretores independentes. Caso haja diferença superior a 80 pontos em qualquer competência ou maior que 200 pontos no total, a prova será reavaliada por um terceiro corretor. Persistindo as discrepâncias, uma banca avaliadora dará a nota final.

De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, apresentar os critérios de correção fortalece o exame. “Neste guia está definido o que se espera de cada uma das competências da redação, para que o estudante saiba o que os avaliadores esperam. É a primeira vez que temos um material que ajude os estudantes”, explicou o ministro.

O ministro ainda destacou que os estudantes terão acesso à correção das redações para fins pedagógicos, mas a forma como os textos serão divulgados ainda não está definida. A divulgação é parte do termo de ajustamento de conduta firmado pelo MEC com o Ministério Público Federal.

O guia pode ser acessado gratuitamente na página do Inep na internet.

Fonte: MEC
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Estudo identifica estrelas 'vampiras' que roubam massa de outras


Foto: ESO/Divulgação

Uma pesquisa da revista "Science" registrou dois fenômenos curiosos: a existência de estrelas "vampiras", em que uma menor suga matéria da superfície de sua companheira maior, e a comprovação de que astros de grande massa não existem isoladamente, sendo identificadas quase sempre aos pares. O estudo foi feito por astrônomos usando o Telescópio de Grandes Proporções (VLT, na sigla em inglês), construído no Chile pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na tradução do inglês), projeto do qual o Brasil faz parte.
Até agora, os astrônomos pensavam que a existência de estrelas duplas de grande massa eram uma exceção, algo necessário apenas para explicar fenômenos exóticos. O estudo mostra que, para interpretar corretamente o universo, elas precisam ser levadas em conta. As estrelas duplas não só são comuns, mas sua existência é bem diferente de quando estão isoladas, afirma a pesquisa.
O principal autor do estudo, Hughes Sana, da Universidade de Amsterdã, aponta que as estrelas observadas têm 15 vezes ou mais a massa do Sol e podem ser até um milhão de vezes mais brilhantes. Quase 75% destes astros têm uma "companheira" próxima, segundo a pesquisa da revista "Science".
A maior parte dos pares de astros interage de forma violenta, transferindo massa de uma para outra. "Estas estrelas são autênticos monstros", afirmou Sana para a revista. Elas "são tão quentes que brilham com uma luz azul-esbranquiçada e têm temperaturas superficiais que excedem 30 mil ºC".
"Vampiras"
As estrelas "vampiras" ocorrem em 40% a 50% dos casos de pares de astros gigantes, aponta o estudo. São casos em que um corpo celeste menor "rejuvenesce" ao sugar hidrogênio fresco de uma companheira maior. Sua massa aumenta substancialmente e faz ela sobreviver muito mais tempo do que uma estrela isolada com a mesma massa.
A previsão é que um terço dos pares de estrelas gigantes vão se fundir, de acordo com a pesquisa.
Fonte: G1
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domingo, 29 de julho de 2012

Brasileiros desenvolvem queima de cerâmica em forno de micro-ondas


Imagem do Google

Ao ouvir falar de uma cerâmica, a maioria das pessoas logo se lembra de uma indústria com jeitão pré-industrial, com uma enorme chaminé.
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão trabalhando para mudar essa paisagem.
Cerâmica em micro-ondas
Ruth Kiminami e seus colegas querem levar para as cerâmicas uma tecnologia já bem conhecida das donas de casa: o forno de micro-ondas.
As pesquisas mostram que a monoqueima de porcelanas esmaltadas neste tipo de forno apresenta perfeita adesão do esmalte, densidade aparente e resistência mecânica igual às obtidas pelo processo convencional.
E não se trata apenas de igualar a tecnologia secular: há um enorme ganho de tempo e energia.
O método convencional, chamado biqueima, utiliza mais tempo e energia porque depende da queima do corpo cerâmico sem esmalte, numa primeira fase, e de uma nova queima, depois que o material passa por um processo de esmaltação.
Com esse procedimento em fases o processo de produção leva no mínimo 18 horas.
No forno de micro-ondas a queima da cerâmica é feita em apenas 24 minutos.
Porcelanas
A pesquisadora acredita que o avanço e a disseminação da técnica de queima cerâmica em forno de micro-ondas podem ter enorme impacto em uma indústria caracterizada por pequenas e médias empresas.
A adoção da monoqueima em micro-ondas seria um processo inovador para a produção de cerâmicas, sobretudo para a produção de porcelanas.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 28 de julho de 2012

Cientistas acham três planetas com órbita parecida à do Sistema Solar

Três planetas orbitam a estrela Kepler-30 em uma configuração semelhante à do nosso Sistema Solar, contrariando a dinâmica vista em muitos corpos na Via Láctea (Foto: Cristina Sanchis Ojeda/Nature)
Três planetas fora do Sistema Solar – chamados exoplanetas ou planetas extrassolares – que orbitam uma estrela-mãe em situação semelhante à da Terra estão descritos na edição desta semana da revista científica “Nature”.

Essa observação lança uma nova luz sobre as condições que determinam a arquitetura de um sistema planetário.
No caso do Sistema Solar, o equador do Sol e o plano orbital dos planetas estão praticamente alinhados, o que seria consequência da formação dos corpos em um único disco giratório gasoso. Isso permite, por exemplo, que possa haver luz e vida em uma extensa área do planeta, como ocorre com a Terra.
Muitos sistemas de exoplanetas, porém, não apresentam esse mesmo arranjo. Corpos gigantes e quentes, semelhantes a Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar –, estão muitas vezes desalinhados. Alguns têm até órbitas retrógradas, ou seja, giram na direção contrária à rotação de sua estrela principal.

Os cientistas suspeitam que grandes inclinações nas órbitas são resultado das mesmas interações dinâmicas que produzem planetas parecidos com Júpiter.
Desta vez, o astrofísico Roberto Sanchis-Ojeda e colegas analisaram o trânsito dos planetas Kepler-30b, Kepler-30c e Kepler-30d ao observarem manchas sobre a estrela Kepler-30, de massa e raio semelhantes aos do Sol, só que mais jovem e com rotação mais rápida que a da nossa maior estrela.
Os pesquisadores mostram que a órbita dos três planetas desse sistema está alinhada com o equador estelar. Além disso, a órbita do trio está alinhada uns com os outros, em uma configuração parecida com a nossa. Nesse sistema, não há nenhum “Júpiter” quente e gasoso.
Os dados foram obtidos pelo telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa), captados durante dois anos e meio, em 27 trânsitos dos planetas pela estrela.
Fonte: G1
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Celular faz exame para anemia sem picada para retirar sangue


Imagem conceitual do HemoGlobe, capaz de detectar os níveis de hemoglobina no sangue sem retirada de sangue. [Imagem: JHU]
Sem dor
Um grupo de estudantes de engenharia desenvolveu uma técnica que torna o telefone celular capaz de detectar anemia em uma pessoa, sem precisar coletar seu sangue.
O exame indolor e não-invasivo é feito na hora.
O objetivo do dispositivo, batizado de HemoGlobe, é prover uma forma rápida, barata, e não-invasiva, para detectar a anemia em comunidades carentes, que não têm acesso aos exames tradicionais.
Análise da hemoglobina por luz
Em vez de uma picada para retirar o sangue, o aparelho usa um sensor que ilumina a pele com diferentes cores de luz.
A reflexão da luz indica os níveis de hemoglobina presentes no sangue.
A leitura do sensor é interpretada por um programa que roda no telefone celular.
O resultado aparece na tela, na forma de um código de cores, indicando os casos de anemia, de inexistente a ameno, moderado ou grave.
Após cada exame, o celular pode enviar automaticamente uma mensagem de texto com os resultados para um servidor central, que produz um mapa em tempo real mostrando as áreas onde a anemia é mais prevalente.
Anemia no celular
Soumyadipta Acharya, pesquisador da Universidade Johns Hopkins (EUA), afirma que o sistema para exame de anemia baseado no celular poderia ser fabricado industrialmente a um custo entre US$10 e US$20.
"Esse dispositivo tem potencial para virar o jogo," afirmou Acharya. "Ele poderia equipar milhões de trabalhadores na saúde ao redor do globo, detectando com rapidez e segurança essa condição, principalmente em mulheres e recém-nascidos."
"A equipe percebeu que cada agente comunitário de saúde já leva um computador poderoso no bolso - seu telefone celular," disse Acharya. "Então, nós não tivemos que construir um computador para o nosso aparelho de exames, e não tivemos que projetar uma tela. Nosso dispositivo de baixo custo usará os celulares dos trabalhadores de saúde para estimar e relatar os níveis de hemoglobina."
Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vendo onde a luz não chega e onde a vista não alcança

A nova técnica dispensa o laser e trabalha com luz natural, usando um dispositivo chamado Modulador Espacial de Luz. [Imagem: Ori Katz et al./Nature Photonics]
Espalhamento óptico

Cientistas descobriram uma maneira nova e mais simples de obter imagens através do espalhamento óptico - ou difusão - gerado por materiais como um vidro fosco ou a pele humana.

A exemplo de demonstrações anteriores, a tecnologia permite até mesmo "ver o que está além da esquina".

Nos últimos anos, a maior parte das pesquisas tem-se concentrado na correção da dispersão da luz, principalmente para aplicações médicas.

Mas a nova técnica é rápida, simples e usa a luz natural, em vez de lasers, usando uma abordagem do tipo "se não pode ir contra ele [o espalhamento], então junte-se a ele".

Modulador espacial de luz

Os pesquisadores usaram um dispositivo chamado modulador espacial de luz para "desfazer" o espalhamento da luz que torna os objetos opacos.

Uma câmera capaz de ver além da esquina ganhou muita atenção recentemente, quando pesquisadores usaram uma série de pulsos de laser para iluminar uma cena e descobrir o que havia "além da curva" analisando a temporização das reflexões.

Aquele protótipo é apenas um dentre vários esforços de pesquisa que tentam resolver o problema do espalhamento óptico.

Mas, para algumas aplicações, essa abordagem de "tempo de voo" que a câmera a laser utiliza não é suficiente.

"Se você quer visualizar um embrião em desenvolvimento dentro de um ovo, mas a casca do ovo dispersa tudo, ou se você quer olhar através da pele, o espalhamento é o maior inimigo, e tempo de voo não é uma boa solução," explicou Yaron Silberberg, orientador do novo estudo.

Para estes tipos de problemas, o professor Silberberg e seus colegas levaram os moduladores espaciais de luz (MELs) além dos seus limites.

Vendo através de materiais opacos

Os MELs modificam aquilo que é conhecido como a fase de um feixe de luz. Como acontece quando as ondas no oceano atingem as rochas ou os surfistas, as ondas de luz podem ter sua velocidade diminuída ou serem redirecionadas quando batem em materiais não-transparentes.

Esses dispositivos são constituídos com uma matriz de pixels que podem corrigir seletivamente esse espalhamento brecando algumas partes do feixe e permitindo que outras passem intactas - quando um campo elétrico é aplicado a um pixel, ele altera a velocidade com que a luz passa através dele.

A equipe configurou seu "super modulador espacial de luz" para uma lâmpada comum cuja luz incidia em filme plástico fortemente translúcido, e permitiu que um software ajustasse o MEL automaticamente até que ele conseguisse obter uma imagem clara da lâmpada através do filme.

Mantendo o MEL com essa configuração, eles foram capazes de obter imagens nítidas de outros objetos através do filme - o modulador espacial de luz efetivamente transforma o filme em uma folha quase transparente.

"O que nós mostramos é que você não precisa de lasers. Todo o mundo estava fazendo isso com lasers, e nós mostramos que você pode fazê-lo com a luz incoerente de uma lâmpada, ou do sol - a luz natural," disse o pesquisador.

Em cima, a letra A original, vista diretamente; no centro, ela está coberta pelo filme plástico opaco; embaixo, como ela foi vista pela nova técnica, quando o filme plástico continuava à sua frente. [Imagem: Ori Katz]
Vendo além da esquina

Mas a equipe percebeu que a mesma abordagem poderia funcionar para a reflexão - isto é, não com a luz passando através de um material de dispersão, mas sendo refletido para fora dele, como é o caso da luz refletida sobre uma parede.

Eles mostraram que a técnica funciona também quando a luz de um objeto é refletida por uma folha de papel.

O MEL consegue "aprender" como desfazer o efeito de dispersão do papel, tornando-se um refletor quase perfeito - é quase como se o papel virasse um espelho.

Segredos internos

"Você pode tomar um pedaço de parede e efetivamente transformá-lo em um espelho, e esta é a parte que faz todo mundo levantar uma sobrancelha," brinca o pesquisador.

No entanto, segundo ele, o principal uso para a técnica estará em estudos biológicos e médicos.

Além de exames não invasivos, a técnica abre a possibilidade de fazer imagens muito claras através da massa cinzenta do cérebro, criando uma classe totalmente nova de imagens neurológicas.

Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Descoberto novo tipo de gordura boa, a gordura bege


Parece haver uma transição entre os tipos de gordura. Enquanto a gordura branca armazena energia, e nos faz engordar, as gorduras marrom e bege queimam energia. [Imagem: Wu et al./Cell]

A cor da gordura
Também chamada de "gordura boa", a gordura marrom encontrada no corpo humano agora tem uma companheira - a gordura bege.
É o que garante um novo estudo no qual os pesquisadores pela primeira vez caracterizaram plenamente esse tipo de tecido que, ao contrário do que possa parecer, combate a obesidade e tem importante papel no sistema imunológico.
As descobertas podem levar a formas mais específicas para enfrentar a obesidade e o diabetes, eventualmente por meio do incremento dessas células de gordura bege, dizem os pesquisadores.
Tipos de células de gordura
O estudo parece indicar que existem células gorduras de diversos tipos e diversas funções, eventualmente com alterações de funções.
"Nós identificamos um terceiro tipo de célula de gordura," explica Bruce Spiegelman, da Escola de Medicina de Harvard (EUA). "Há a gordura branca, a gordura marrom, e agora a gordura bege. Este terceiro tipo de gordura bege está presente na maioria ou em todos os seres humanos."
Na verdade, sempre se pensou que a gordura marrom existisse apenas em bebês, servindo para mantê-los aquecidos.
Mas dados de imageamento médico mais recentes - e mais precisos - mostram que os adultos também mantêm um pouco dessa gordura saudável.
Origem da gordura marrom
Mas a equipe de Spiegelman já havia mostrado anteriormente que a gordura marrom queimadora de energia, encontrada no meio da gordura branca armazenadora de energia em adultos, não era exatamente a gordura marrom clássica que se vê em bebês.
A gordura marrom dos bebês vem dos músculos, enquanto nos adultos as células de gordura marrom surgem do "escurecimento" da gordura branca.
No novo estudo, a equipe de Spiegelman clonou células bege retiradas do tecido adiposo de camundongos para estudar a sua atividade em nível genético.
Os perfis de expressão mostraram que, geneticamente, as células bege estão em um ponto entre a gordura branca e a gordura marrom.
Inicialmente, elas têm baixos níveis de UCP1 (proteína desacopladora 1), um ingrediente chave para a queima de energia e geração de calor, níveis semelhantes aos da gordura branca.
Mas as células bege também têm uma notável capacidade de incrementar sua expressão de UCP1, iniciando um programa de queima de energia que é equivalente àquele da gordura marrom clássica, a dos bebês.
Irisina
A equipe também descobriu que as células bege respondem a um hormônio conhecido como irisina, para ativar o programa de queima de energia.
Isso é particularmente notável porque a irisina é liberada pelos músculos mediante exercícios físicos, e é responsável por alguns dos benefícios que a atividade física traz.
Ou seja, a irisina pode ser o tratamento há muito procurado para aumentar a queima de células de gordura.
Além do potencial terapêutico, as novas descobertas podem levar a novas e melhores maneiras para caracterizar as significativas diferenças entre as pessoas quanto ao número de células bege que cada uma possui, diz o Dr. Spiegelman.
Fonte: Diário da Saúde
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Universo pode ter singularidade não prevista por Einstein

Um corpo de grande massa pode não ser a única forma de distorcer o tecido do espaço-tempo. [Imagem: NASA]
Curvatura do espaço-tempo
A teoria da relatividade geral de Einstein estabelece que corpos de grande massa curvam o tecido do espaço-tempo, sendo essa curvatura um efeito que conhecemos como força da gravidade.
Isso significa que Einstein considerava que o tecido do espaço-tempo é originalmente plano em um dado local.
Mas pode não ser bem assim.
É o que propõem Moritz Reintjes e Zeke Vogler (Universidade de Michigan) e Blake Temple (Universidade da Califórnia, em Davis).
Segundo eles, há uma outra forma de criar ondulações no tecido do espaço-tempo.
"Nós demonstramos que o espaço-tempo não pode ser localmente plano em um ponto onde duas ondas de choque colidem," explicou Temple. "Isto representa um novo tipo de singularidade na relatividade geral".
Singularidade
Os físicos chamam de singularidade o núcleo de um buraco negro, onde a curvatura do espaço-tempo atinge valores extremos, algo que as equações da física não contemplam.
De forma mais geral, uma singularidade é um pedaço do espaço-tempo que não pode parecer plano em nenhum sistema de coordenadas.
Segundo a relatividade geral, a gravidade é tão forte perto de uma singularidade que o espaço-tempo se distorce.
Singularidade de regularidade
Uma onda de choque pode criar uma descontinuidade, uma mudança abrupta, na pressão e na densidade do tecido do espaço-tempo, criando um ressalto em sua curvatura.
Mas, desde os anos 1960, os físicos calculam que uma única onda de choque não é suficiente para descartar a natureza plana do espaço-tempo em um determinado local.
O que os pesquisadores demonstraram agora é que isso pode acontecer quando duas ondas de choque colidem.
Segundo eles, o cruzamento das ondas de choque cria um novo tipo de singularidade, que eles chamaram de singularidade de regularidade.
"O que é surpreendente é que algo tão suave quanto ondas interagindo possa criar algo tão extremo quanto uma singularidade no espaço-tempo," disse Temple.
Em busca de uma singularidade
Os pesquisadores estão agora se debruçando em busca de manifestações dessa singularidade de regularidade, efeitos que possam ser medidos no mundo real.
Segundo eles, é possível que ondas de choque que passem pelo interior de estrelas possam criar suas singularidades regulares.
Mas será preciso demonstrar isto matematicamente antes que os astrofísicos possam começar a procurar por seus sinais.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Satélites registram degelo recorde na superfície da Groenlândia

À esquerda, imagem da Nasa mostra a extensa área branca ainda sem degelo no dia 8 de julho. À direita, no dia 12 de julho, ela foi quase totalmente substituída pela cor rosada, que indica degelo da superfície. (Foto: Nasa/Divulgação)
A cobertura de gelo da superfície da Groenlândia derreteu este mês em uma área superior à detectada em mais de 30 anos de observações de satélite, informou a Nasa esta terça-feira (24).
Segundo medições de três satélites diferentes analisadas por cientistas acadêmicos e da agência espacial americana, calcula-se que 97% da cobertura de gelo derreteram em algum ponto em meados de julho.
"Isto foi tão extraordinário que a princípio questionei o resultado: seria real ou teria sido um erro nos dados?", disse Son Nghiem, da Nasa.
O especialista lembrou ter notado que grande parte da superfície congelada da Groenlândia parecia ter derretido em 12 de julho, ao analisar dados do satélite Oceansat-2, da Organização de Pesquisas Espaciais Indiana.
Resultados de outros satélites confirmaram estas descobertas. Mapas do degelo demonstraram que em 8 de julho cerca de 40% da superfície congelada tinham derretido, uma área que aumentou para 97% quatro dias depois.
A notícia é divulgada dias depois de imagens de satélite da Nasa mostrarem que um enorme iceberg com o dobro do tamanho da ilha de Manhattan se soltou de uma geleira na Groenlândia.
Segundo a Nasa, no verão, cerca da metade da cobertura de gelo da Groenlândia derrete naturalmente. Normalmente, a maior parte desse gelo derretido volta a congelar rapidamente em altitudes mais elevadas, enquanto em áreas costeiras parte dele é retida pela cobertura de gelo, enquanto o resto vai para o oceano.
"Mas este ano, a extensão do derretimento na superfície ou perto dela aumentou dramaticamente", informou a agência.
Cientistas ainda precisam determinar se o degelo, que coincidiu com uma pouco habitual onda de ar quente sobre a Groenlândia, contribuirá com a elevação no nível do mar.
Fonte: G1
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Memórias servem como ferramenta para aprendizado e tomada de decisão


Imagem do Google
Lembrando de aprender
Quando aprendemos alguma coisa, nosso cérebro relaciona as novas informações com experiências passadas para ganhar novos conhecimentos.
Esse entrelaçamento entre memórias e conhecimentos futuros foi explicitado em um artigo publicado na edição deste mês da revista científica Neuron.
O estudo mostra que este processo de ligação com as memórias passadas permite que as pessoas compreendam melhor os novos conceitos e tomem decisões futuras.
A descoberta poderá levar a melhores métodos de ensino e a novos tratamentos de doenças neurológicas degenerativas, como a demência.
Reativação de memórias
Os pesquisadores descobriram que os indivíduos que reativavam memórias relacionadas ao analisar pares de imagens foram capazes de fazer associações entre os itens individuais apesar de nunca terem visto as duas imagens juntas.
"Este é apenas um exemplo simples de como nosso cérebro armazena informações que vão além dos acontecimentos exatos que vivemos," afirma Alison Preston, professora de psicologia e neurobiologia da Universidade do Texas (EUA).
"Combinando eventos passados com novas informações, somos capazes de derivar novos conhecimentos e antecipar melhor o que esperar no futuro," diz ela.
Durante as tarefas de aprendizagem, os pesquisadores foram capazes de identificar as regiões cerebrais que trabalham em conjunto durante o processo vinculativo da memória com o novo aprendizado.
Eles descobriram que o córtex pré-frontal hipocampal-ventromedial é essencial para a ligação de memórias reativadas com a experiência atual.
Além da reflexão sobre o passado
"As memórias não servem apenas para refletirmos sobre o passado; elas nos ajudam a tomar as melhores decisões para o futuro," afirma Preston. "Aqui, nós documentamos um link direto entre essas memórias derivadas e a capacidade de fazer novas inferências."
No estudo, foram mostradas aos participantes vários pares de imagens compostas de elementos diferentes (por exemplo, um objeto e uma cena ao ar livre).
Cada uma das imagens emparelhadas podia reaparecer em outras apresentações - a imagem de uma mochila emparelhada com a imagem de um cavalo poderia aparecer depois ao lado de um campo, por exemplo, permitindo criar uma associação entre mochila, cavalo e campo.
Os pesquisadores usaram essa estratégia para ver como os entrevistados mergulhariam nas memórias recentes ao processar novas informações - e nem todos criam essa associação.
Usando um equipamento de ressonância magnética funcional (fMRI), os pesquisadores conseguiam acompanhar a atividade cerebral conforme as pessoas acompanhavam as apresentações das imagens, documentando o que era diferente entre as pessoas capazes de se valer das memórias passadas para estabelecer novos vínculos a partir dos "novos acontecimentos", ou seja, das imagens subsequentes.
Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Pneus feitos com borracha natural de plantas alternativas


Os protótipos de biopneus foram fabricados usando o látex de cada uma das plantas separadamente, para avaliação de desempenho e desgaste. [Imagem: Basque Research/MBN]
Biopneus
Engenheiros europeus apresentaram os primeiros protótipos de pneus feitos inteiramente com borracha natural a partir de plantas consideradas alternativas.
Os biopneus foram fabricados com o látex das plantas guaiúle (Parthenium argentatum) e dente-de-leão da Rússia (Taraxacum kok-saghyz), um parente do dente-de-leão encontrado no Brasil (Taraxacum officinale).
A inovação é fruto de um esforço conjunto entre cientistas de várias instituições de oito países, reunidos pela União Europeia em torno do projeto EU-PEARLS.
Os protótipos estão sendo produzidos pela fabricante de pneus alemã Apollo Vredestein.
Mercado de borracha
Um dos objetivos do projeto é reduzir a dependência da Europa em relação ao látex importado da Ásia.
Além dos pneus, o material é indispensável para um sem-número de setores, e essencial para a fabricação de ítens como luvas cirúrgicas e camisinhas.
Todo o látex usado na Europa vem da seringueira (Hevea brasiliensis), cujos maiores produtores mundiais são Malásia, Indonésia e Tailândia.
Assim, o principal resultado do projeto foi identificar espécies produtoras de látex que se adequassem ao cultivo no clima europeu: o guaiúle deu-se bem na região do Mediterrâneo, enquanto o dente-de-leão da Rússia é mais adequado para as regiões mais frias.
O guaiúle já está sendo cultivado comercialmente na Espanha, mas o látex do dente-de-leão da Rússia mostrou-se de mais fácil extração.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Imagem de satélite da Nasa mostra algas 'brilhantes' sobre a Europa

Imagem de satélite da Nasa impressiona pela cor das algas do fitoplâncton (Foto: Nasa/GSFC/Modis)
Imagens captadas pelo satélite Aqua, da agência espacial americana (Nasa), evidenciam a presença de algas unicelulares brilhantes sobre o Mar Negro, que separa o Leste Europeu da Ásia Ocidental.
Esses seres chamados "cocolitóforos" são alguns dos que formam o fitoplâncton – organismos microscópicos que vivem próximo à superfície dos oceanos e compõem a base da cadeia alimentar, servindo de comida para muitos animais.
Algas desse tipo fazem fotossíntese, razão pela qual têm um pigmento colorido. Elas também apresentam a capacidade de armazenar gás carbônico (CO2) e liberar oxigênio na atmosfera.
Fonte: G1
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domingo, 22 de julho de 2012

Antecipada: Implantação integral da reserva de um terço da jornada em 2013


Nesta tarde de sexta-feira, 20 de julho de 2012, aconteceu mais uma rodada de negociação entre o Sindicato-APEOC e a Secretaria da Educação do Estado – SEDUC.
A audiência deu continuidade ao processo de negociação sobre a aplicação progressiva de 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse (horas atividades).
A SEDUC informou que as gestões escolares, CREDE/SEFOR e SEDUC, estão engajadas na plena operacionalização da aplicação de 25% da jornada para atividades extraclasse. Relatou a implantação como tranquila e que as eventuais dificuldades são naturais do processo de transição, e estão sendo solucionadas a partir de diálogo entre professor, núcleo gestor e/ou CREDE/SEFOR e SEDUC.
Embora os compromissos assumidos pelo Governo com a categoria sobre implantação do 1/3, durante as negociações ocorridas na greve do ano passado, sejam pela integralização em 2014, o Sindicato reiterou e reivindicou a necessidade de antecipação da integralização da aplicação da reserva de um terço da jornada para horas atividades já para o ano de 2013.
Essa proposta vem sendo trabalhada e defendida pelo Sindicato em todas as rodadas de negociação, e na audiência de hoje a Secretaria de Educação concordou com a proposta, ficando certo que em 2013, da jornada de trabalho, 1/3 será destinada às atividades extraclasse.
Continuando a discussão sobre o 1/3, o Sindicato ressaltou a importância dos critérios para ocupar a carência oriunda da redução do tempo de regência de classe. Como é de conhecimento, a prioridade é para ampliação temporária de carga horária de professor interessado e que possa ampliar na mesma escola ou da mesma CREDE. O Sindicato reivindicou que o Governo tenha um banco de professores por CREDE/SEFOR interessados em ampliar a carga horária de modo a facilitar o processo de lotação desses profissionais nas escolas.
É importante destacar que a conquista da implantação da reserva de 1/3 da jornada é digna de registro histórico, mormente na maioria dos Estados e municípios os gestores descumprirem esse item da Lei do Piso, argumentando impossibilidade financeira de implantação.
Essa conquista é fruto da luta da categoria organizada através de seu Sindicato que, na greve e nas negociações em 2011, obteve em Lei a vinculação de 77% em 2012 e 80% em 2013 e 2014 dos recursos do FUNDEB para o pagamento do pessoal do magistério, o que além de assegurar a implantação do 1/3 resultará na melhoria da remuneração dos profissionais do magistério.
Hoje os profissionais do magistério do Ceará são os únicos a terem essa garantia firmada em Lei, o que lhes garantirá este ano pelo menos 120 milhões a mais para o pagamento dos professores (implantação 1/3 e melhora na remuneração). Elevação dos percentuais de aplicação do FUNDEB com a remuneração dos professores também significa a vinculação da remuneração do magistério à arrecadação de impostos da cesta do FUNDEB, a exemplo de ICMS, IPVA, FPM, FPE, dentre outros, ou seja, ao crescer a arrecadação (e ela está sempre crescendo) aumenta-se o valor a ser aplicado na remuneração dos mestres.
Ficou agendada reunião para o dia 08 de agosto, para discutir a melhoria da remuneração dos profissionais do magistério que deverá ser efetivada em outubro, além de detalhes sobre o concurso público (número de vagas, fases e instituição que realizará o concurso).
Os demais itens da pauta tanto relacionados aos professores quanto aos servidores, serão tratados em audiência específica entre Sindicato-APEOC, PGE e SEDUC no inicio do mês de agosto.
Participaram da audiência pelo Sindicato-APEOC Anizio Melo, Presidente, Reginaldo Pinheiro, Vice-Presidente, Penha Matos Alencar, Sec. Finanças, Sérgio Bezerra, Secretário Para Assuntos Jurídicos, Técnicos, André Carvalho e Professores de base Helano Maia e Getúlio Marcos e pela SEDUC, Idilvan Alencar – Secretário Executivo - Secretário de Estado respondendo, Maurício Holanda, Secretário Adjunto, Marta Emília, Coordenadora de Gestão de Pessoas e Assessores de Imprensa.
Fonte: Texto e foto - Sindicato APEOC
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sábado, 21 de julho de 2012

Aurora Austral cria espetáculo sobre o Pólo Sul


A imagem foi captada nesta quinta (19) sobre a estação Concórdia, na Antártica. [Imagem: ESA/IPEV/ENEAA/A. Kumar/E. Bondoux]

Auroras austrais e boreais
A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou uma impressionante imagem de uma aurora austral, uma aurora que ocorre na região do Pólo Sul - as auroras boreais, por sua vez, ocorrem na região do Pólo Norte, ou no Círculo Polar Ártico.
A imagem foi captada nesta quinta (19) sobre a estação Concórdia, na Antártica.
Os cientistas Alexander Kumar e Erick Bondoux, patrocinados pela ESA, estavam a 75° de latitude Sul quando se depararam com o espetáculo e fizeram a foto.
As auroras ocorrem frequentemente sobre as regiões polares Norte e Sul, sendo mais comuns durante períodos de atividade solar mais intensa. Nesses períodos, diversas auroras podem se chocar, produzindo explosões de luzes.
Só muito recentemente os cientistas desvendaram o mecanismo que cria as auroras, que se originam em explosões de energia magnética que ocorrem a um terço da distância entre a Terra e a Lua.
Longe de tudo
A estação Concórdia, um projeto binacional entre França e Itália, serve de base para estudos sobre glaciologia, biologia humana e pesquisas atmosféricas.
A ESA usa a estação para testes de equipamentos e treinamento de astronautas com vistas a missões espaciais de longa duração.
Durante o inverno, a estação Concórdia fica sob escuridão praticamente total, com uma temperatura média de -51°C - o recorde de temperatura mais baixa já registrada lá foi de -85°C.
Isto a torna um lugar ideal para estudar os efeitos do isolamento sobre pequenos grupos multiculturais, mantidos por longos períodos em ambientes extremamente hostis - como o espaço, durante viagens espaciais mais longas.
Fonte: Inovação Tecnológica
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