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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sancionada lei que cria cotas para rede pública nas universidades

A lei que institui 50% das vagas nas universidades para estudantes de escolas públicas foi sancionada pela presidenta Dilma e começa avigorar no próximo ano (foto: Fabiana Carvalho)

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou na tarde desta quarta-feira, 29, a lei que institui a reserva de 50% das vagas ofertadas em instituições federais de educação superior para estudantes provenientes de escolas públicas. A lei já valerá para os próximos vestibulares das instituições e também na próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. A regulamentação, com o cronograma para a adequação das universidades à lei, está prevista para setembro.

A implantação das cotas ocorrerá de forma progressiva ao longo dos próximos quatro anos, até chegar à metade da oferta total do ensino público superior federal. Em 2013 terão de ser reservadas, pelo menos, 12,5% do número de vagas ofertadas atualmente – o que equivale a 25% do total que será reservado para ingresso por meio de cotas. A presidenta vetou o artigo 2º do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que instituía a média das notas dos alunos como um dos critérios para ingresso.

De acordo com a lei, cada instituição deverá preencher as cotas com autodeclarados pretos, pardos e indígenas na mesma proporção em que esses segmentos são encontrados na unidade da Federação em que se localiza a instituição, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Metade do total de cotas, o que corresponde a 25% das vagas da instituição, deve ser preenchida com estudantes vindos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.

Enem – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explicou em coletiva concedida no Palácio do Planalto que o ministério realizou um estudo com base no desempenho dos estudantes concluintes das redes pública e privada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo foi verificar as condições dos possíveis ingressantes provenientes da rede pública nas universidades, em relação aos das escolas privadas.

“Quando selecionamos dentro da rede pública os 150 mil melhores alunos, que correspondem ao total das cotas que teremos que implantar nos próximos quatro anos, a média é superior à do setor privado e a nota máxima é parecida”, afirmou Mercadante.

Pelos dados apresentados, os 150 mil concluintes da rede pública com melhor desempenho no Enem de 2011 tiveram uma média geral de 582,2 pontos. O total de 891.070 estudantes de escolas públicas alcançou uma média geral de 474,2 pontos. A média total dos 1.137.813 estudantes concluintes que fizeram a prova foi de 494,8 pontos. Quando se consideram apenas os 246.743 alunos da rede privada, a média sobe para 569,2 pontos.

Regulamentação – Mercadante informou que a pasta promoverá reuniões com os reitores das instituições públicas de ensino superior para definir a regulamentação e discutir outras ações. “O diferencial é que antes as universidades federais tinham liberdade para definir vagas para políticas afirmativas. Hoje existe uma lei que será uma regra. O que discutiremos será o processo para implantar as cotas”, afirmou.

Para o ministro, a sanção da lei representará um estímulo para os estudantes do ensino médio público. “Para os estudantes da rede pública, em especial o nível médio, esta lei vai representar uma grande motivação porque eles terão, até o final de quatro anos, de forma progressiva, metade das vagas nas universidades federais”, disse. 

Fonte: MEC
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mau humor de segunda-feira é mito; bom humor de sexta-feira é real

Imagem do Google

Segunda feliz
Pesquisadores norte-americanos fizeram uma enquete com 340 mil pessoas para verificar se seu humor varia ao longo da semana.
Eles chegaram à conclusão que, média, o humor delas não é pior na segunda-feira do que em qualquer outro dia da semana, exceto nas sextas-feiras, que o humor melhora.
A pesquisa revelou entrevistados mais felizes no dia que antecede o fim de semana, o que fortalece a ideia de que a sexta-feira traz "um sentimento especial".
Mitos culturais
Em seu artigo, publicado no Journal of Positive Psychology, os pesquisadores afirmam que a ideia de segundas-feiras horríveis deve ser descartada.
"Os mitos culturais podem estar enfatizando demais os padrões de humor de um único dia da semana", afirmou o professor Arthur Stone, da Universidade Stony Brook (EUA).
A equipe de Stone também diz ter desacreditado as afirmações de que a segunda-feira da última semana de janeiro, conhecida como "segunda-feira triste" é o dia mais deprimente do ano inteiro.
Viva a sexta-feira
Os pesquisadores analisaram dados de uma enquete do instituto Gallup feita por entrevistas telefônicas.
Segundo eles, as pessoas dizem se divertirem mais e terem menos preocupações nas sextas-feiras, sábados e domingos, em comparação com outros dias da semana.
E é este contraste entre o humor do domingo e o de segunda-feira que faz com que o primeiro dia útil seja injustamente julgado, de acordo com Stone.
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Programa reconhece qualquer idioma falado

Imagem do Google

Tradutor instantâneo
Pesquisadores noruegueses estão prestes a concluir um programa de reconhecimento de voz e tradução automática que pretende nada menos do que ser capaz de reconhecer qualquer idioma, sem necessidade de aprendizado prévio.
Os tradutores instantâneos são bem conhecidos dos filmes de ficção científica. Na realidade, o que melhor se conseguiu até hoje são os tradutores online, que dependem de textos escritos.
Os comandos de voz, por sua vez, estão restritos a "conversas" limitadas com um telefone celular, sempre em um idioma bem definido.
A maior dificuldade é justamente obter um reconhecimento de voz preciso.
Por isso espanta o ambicioso projeto coordenado pelo professor Torbjorn Svendsen, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.
Preocupados com o isolamento do país, devido em parte ao seu pouco falado idioma, a equipe quer logo um programa que entenda qualquer idioma.
Diferenças na fala
As linguagens faladas diferem largamente das linguagens escritas que, na maior parte do mundo, são expressas sempre pelas mesmas 26 letras. Na fala, contudo, a linguagem difere de indivíduo para indivíduo, mesmo entre falantes do mesmo idioma.
Apesar disso, Svendsen e seus colegas descobriram que a vocalização humana é fundamentalmente a mesma de um idioma para o outro - ela depende de um aparato fisiológico similar, que funciona sempre da mesma maneira.
O método envolve treinar um programa de computador para que ele determine que partes dos órgãos da fala são ativadas, partindo unicamente da análise da pressão das ondas sonoras captadas pelo microfone.
Desta forma, a tecnologia que eles estão desenvolvendo poderá ser aplicada a qualquer língua, sem depender de falantes de cada idioma para treinar uma máquina.
Os pesquisadores basearam sua abordagem na fonética, isto é, no estudo dos sons da fala humana.
Eles também incorporaram ao sistema uma correspondência entre a frequência do som e as palavras, e como as palavras são colocadas juntas para formar sentenças.
Tecnologias de reconhecimento de voz
Hoje, existem basicamente dois tipos de sistemas de reconhecimento de voz, ambos baseados em textos escritos e vocalizações gravadas para treinar o programa.
O primeiro método é estatístico, baseando-se na frequência de pico da vocalização. Por exemplo, um pico entre 750 e 1.200 hertz (Hz) indica um "a", enquanto um pico entre 350 e 800 Hz indica um "u".
O segundo método consiste em deixar o treinamento por conta de um programa deinteligência artificial rodando no computador, e alimentando-o com volumes gigantescos de dados.
A abordagem da equipe norueguesa é mista, incluindo aprendizado a partir de dados, aprendizado por regras e a análise instantânea dos padrões sonoros.
"Temos grande confiança na abordagem estatística. Entretanto, também precisamos considerar os padrões de previsibilidade que existem na fala no mundo real," diz o pesquisador.
Isto porque o jeito de falar varia de indivíduo para indivíduo, devido a variações no dialeto, na fisiologia, na educação, no sotaque e até na saúde de cada pessoa.
Tudo isso afeta a produção da voz e a estrutura das frases, e o programa é capaz de reconhecer isto.
"Estamos atualmente desenvolvendo um programa de computador que determina a probabilidade de várias características distintivas estarem presentes ou ausentes durante a produção do som. Por exemplo, se há vibração das cordas vocais, isso indica a ocorrência de um som vocalizado. Este é o nosso método de classificação de sons," explica o professor Svendsen.
Isolamento do idioma
Os resultados estão se mostrando mais do que promissores.
Os cientistas afirmam que o módulo básico de classificação dos sons já é independente da linguagem, e o próximo passo é extrair essa parte do código para criar um módulo que possa ser usado em produtos de reconhecimento de voz comerciais - em qualquer idioma.
O programa leva de 30 a 60 segundos para identificar um idioma, passando a interpretá-lo corretamente a partir daí, sem novas esperas.
"Esta solução vai resultar em economias tanto de tempo quanto de dinheiro. É uma tecnologia importante, e não só para as pessoas que fazem parte de um grupo de língua pouco falada, como a norueguesa. Há um número impressionante de línguas com apenas alguns milhões de falantes, que podem se beneficiar enormemente de tais ferramentas," conclui o Dr. Svendsen.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fumar maconha na adolescência diminui QI na vida adulta, diz estudo

Segundo um estudo conduzido pela Unifesp e divulgado no início do mês, 8 milhões de adultos brasileiros admitem já terem experimentado maconha alguma vez na vida (Foto: David McNew/Getty Images/AFP)
Adolescentes que fumam maconha podem se tornar adultos menos inteligentes, segundo um novo estudo feito em conjunto por pesquisadores britânicos e neozelandeses.

Os resultados, publicados na revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), apontam que o quoeficiente de inteligência, o famoso QI, sofre uma redução pelo uso contínuo da planta da espécie Cannabis sativa.
Foram avaliadas 1.037 pessoas (52% homens) nascidas entre 1972 e 1973 na cidade neozelandesa de Dunedin. A maioria foi acompanhada dos 3 aos 38 anos de idade.
De acordo com os autores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, da Universidade Duke e do King’s College de Londres, ambos no Reino Unido, o prejuízo psicológico e cognitivo – ligado a áreas como atenção, raciocínio e memória – é maior entre os usuários mais jovens.
Os pré-adolescentes também tendiam a se tornar usuários persistentes anos mais tarde. Segundo os cientistas, liderados pela pesquisadora Madeline Meier, os efeitos tóxicos da maconha sobre o cérebro continuaram se manifestando no dia a dia mesmo depois da interrupção do uso, de os indivíduos passarem por anos de educação formal e de evitarem outras drogas – incluindo as lícitas, como o álcool.
Os problemas cognitivos foram relatados também por pessoas que conheciam bem os voluntários. De acordo com os autores, como a interrupção ou a diminuição do consumo de Cannabis não foi capaz de restaurar completamente o funcionamento cerebral, isso pode estar ligado ao fato de a adolescência ser uma fase de grande desenvolvimento do órgão.
Os pesquisadores concluem, então, que deve haver um esforço conjunto para retardar o início do uso da maconha, na tentativa de minimizar seus danos à inteligência.
Fonte: G1

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Como é escolhido o nome de um furacão?

Imagens de computador mostram o furacão EarlFoto: Getty Images

Originalmente, eram dados aos furacões nomes de santos que foram homenageados no dia em que ocorreu, segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration. Por exemplo, o furacão Santa Ana de 1825 se formou em 26 de julho, o dia dedicado à santa.
Se dois furacões se formassem na mesma data, a mais recente tempestade tinha um sufixo incluso em seu nome. Por exemplo, o furacão San Felipe atingiu Porto Rico em 13 de setembro de 1876, e outra tempestade atingiu a área em 13 de setembro de 1928. A tempestade última foi nomeada de San Felipe II.
Mais tarde, as posições de latitude e longitude foram utilizadas no processo de nomeação. No entanto, este método de identificação incômodo era confuso durante a comunicação de rádio e mais sujeito ao erro, de acordo com a NOAA. Os Estados Unidos vetou em 1951 a favor de um sistema de nomeação com base no alfabeto fonético (incluindo nomes como Able, Baker e Charlie), desenvolvido pelos militares.
Este sistema também provou ser muito confuso, por isso, em 1953 , os meteorologistas começaram a usar nomes atribuídos pelo Centro Nacional de Furacões. Inicialmente, todas as nomes de furacões eram do sexo feminino, Com o primeiro furacão "menina" chamada Maria , depois da heroína do 1941 romance de "A Tempestade", de George Rippey Stewart, de acordo com a NOAA.
"Em uma decisão muito acertada, os nomes dos homens foram introduzidos em 1979, e agora estão em rotação com os nomes das mulheres", disse Dennis Feltgen , porta-voz do Centro Nacional de Furacões.
Agora, os nomes de furacões são determinados pela Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra. A OMM é responsável por atualizar as listas das seis regiões do mundo.
Para tempestades do Atlântico, o Centro Nacional de Furacões criou seis listas de nomes de furacões que são mantidos e atualizados pela OMM, através de uma comissão de voto internacional. As listas contêm os nomes em Francês, Espanhol, Holandês e Inglês, porque "os furacões afetam outras nações e são controlados pelos serviços públicos e do tempo de muitos países", segundo a NOAA.
Imagem colhida no site
www.apolo11.com
As seis listas são mantidas em constante rotação. Por exemplo, a lista de nomes de 2010 será usada novamente em 2016. Porém, se um furacão é especialmente devastador, como o Katrina em 2005, é realizada uma votação para determinar se seria inapropriado usar o nome novamente. Se o nome é retirado da lista, outro nome é selecionado e votado para substituí-lo, diz Feltgen.
Fonte: Terra
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Para perder peso, o que é melhor, meia hora de exercícios ou uma hora?

Imagem do Google

Quando o menos é mais
Não precisa fazer 1 hora de exercícios físicos por dia: 30 minutos bastam.
Meia hora de atividade física é tão eficaz na redução de peso e de massa corporal quanto 60 minutos, garantem pesquisadores da Universidade de Copenhague, em um artigo publicado na revista científica American Journal of Physiology.
A conclusão baseou-se no monitoramento de 60 homens obesos, porém saudáveis, que tentavam melhorar sua condição física. Eles foram acompanhados durante 13 semanas.
Metade dos participantes seguiu um programa de uma hora de exercícios diários e a outra metade fez apenas meia hora de exercícios.
Menos exercícios, menos peso
Os resultados do experimento surpreenderam a equipe dinamarquesa.
Em média, os participantes que fizeram 30 minutos de exercícios diários perderam 3,6 quilos em três meses.
Os que fizeram uma hora de exercícios, no entanto, perderam apenas 2,7 quilos. Nos dois grupos, a perda de massa corporal foi a mesma - 4 quilos.
"Trinta minutos de exercícios concentrados dão resultados igualmente bons na balança", concluiu Mads Rosenkilde, membro da equipe.
Motivação
Os pesquisadores levantaram algumas hipóteses para tentar explicar os resultados.
Segundo Rosenkilde, fazer 30 minutos de exercícios por dia é uma meta tão possível de ser alcançada que os participantes tinham vontade e energia para mais atividades físicas após sua sessão diária de exercícios.
Além disso, o grupo que passou 60 minutos se exercitando provavelmente comeu mais, portanto perdeu um pouco menos peso do que o esperado.
Ele admitiu que ficou surpreso com os resultados e disse que agora a equipe quer estudar o efeito de outros tipos de exercício.
Outro estudo, divulgado recentemente, mostrou que fazer duas horas e meia de exercícios moderados por semana - o que dá cerca de 20 minutos por dia - é suficiente para proteger a saúde do coração mesmo quando a pessoa adota a prática na meia-idade.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 26 de agosto de 2012

Sacrificar o sono para estudar mais piora desempenho

O ideal é manter um mesmo horário dedicado ao estudo todos os dias e aproveitar ao máximo as horas em que se fica na escola.

Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, mostra que passar noites em claro para estudar mais não dá resultado. Alunos que dormem pouco em véspera de prova, por exemplo, apresentam um desempenho acadêmico pior. Esse efeito, segundo os autores do estudo, ocorre independentemente do quanto o jovem se dedica aos estudos no dia-a-dia.

Isso não quer dizer, porém, que um aluno deva estudar menos para se sair melhor na escola. “O sucesso acadêmico depende de estratégias que evitem o sacrifício do sono. É preciso manter um mesmo horário dedicado ao estudo todos os dias e aproveitar ao máximo as horas em que fica na escola”, afirma Andrew Fuligni, um dos autores do estudo, que foi publicado nesta segunda-feira no periódico Child Development.
A pesquisa - Durante duas semanas, 535 estudantes de 14 a 18 anos relataram quantas horas estudavam e dormiam diariamente, e se haviam passado por alguma dificuldade na escola durante esse período (não compreenderam alguma matéria dada em aula, tiraram notas baixas em provas ou não conseguiram fazer a lição de casa). Os participantes que sacrificaram o sono para estudar mais, mesmo que tenham estudado durante mais horas do que os outros, apresentaram piores notas nas provas e maiores erros nos exercícios de lição de casa.
Fonte: Texto e foto - Exame.Abril

 

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sábado, 25 de agosto de 2012

Planeta pode ter sido engolido por sua estrela

A pista deixada pelo planeta desaparecido foi fornecida aos astrônomos pela quantidade de lítio observado na região.[Imagem: NASA]
Planeta engolido pela estrela

Uma equipe internacional de astrônomos encontrou os primeiros indícios da destruição de um planeta por sua estrela em processo de envelhecimento.

Os dados sugerem que o planeta desaparecido foi devorado quando sua estrela começou a se expandir em uma "gigante vermelha" - o equivalente estelar de uma idade avançada.

Em 2011, outra equipe já havia detectado dois exoplanetas literalmente cozidos por sua estrela, também em processo de se tornar gigante vermelha. Agora, contudo, parece que o planeta foi totalmente destroçado no processo.

O mesmo deverá acontecer com o Sol, dentro de alguns bilhões de anos.

"Um destino semelhante pode aguardar os planetas interiores do nosso Sistema Solar, quando o Sol se tornar uma gigante vermelha e se expandir até além da órbita da Terra, daqui a cerca de cinco bilhões de anos," disse Alex Wolszczan, Universidade Penn State, nos Estados Unidos.

Wolszczan também liderou o grupo que descobriu o primeiro planeta fora do Sistema Solar, em 1992.

Pistas de lítio

A pista deixada pelo planeta desaparecido foi fornecida aos astrônomos pela quantidade de lítio observado na região.

"Nossa análise espectroscópica detalhada revela que esta estrela vermelha gigante contém uma quantidade anormalmente elevada de lítio, um elemento raro, criado principalmente durante o Big Bang, 14 bilhões de anos atrás," disse Monika Adamów, responsável pela pesquisa.

O lítio é facilmente destruído nas estrelas, razão pela qual sua abundância anormalmente alta nesta estrela antiga é tão incomum.

"Os teóricos identificaram apenas algumas circunstâncias especiais, que não a do Big Bang, em que o lítio pode ser criado em estrelas," comenta o professor Wolszczan. "No caso da BD+48 740, é provável que a produção de lítio tenha sido provocada por uma massa do tamanho de um planeta que mergulhou rumo à estrela."

A equipe também descobriu um planeta maciço em uma órbita fortemente elíptica em torno da mesma estrela vermelha gigante, que é mais antiga do que o Sol, estando agora com um raio cerca de 11 vezes maior.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Espiritualidade melhora saúde independentemente da religião

A espiritualidade pode ajudar a melhorar a saúde mental das pessoas reduzindo o seu egocentrismo e desenvolvendo um sentimento de pertencimento a um todo maior.[Imagem: Wikimedia/Presearch]
Tratamentos espiritualizados

Apesar das diferenças nas crenças e nos rituais entre as diversas religiões, a espiritualidade sempre melhora as condições de saúde das pessoas.

A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Missouri (EUA).

Segundo eles, os profissionais de saúde devem aproveitar essa correlação entre a saúde - especialmente a saúde mental - e a espiritualidade, para desenvolver tratamentos e programas de reabilitação de acordo com as inclinações espirituais de cada paciente.

Perdão

O estudo envolveu a análise da correlação entre saúde mental e física, fatores de personalidade e espiritualidade entre budistas, muçulmanos, judeus, católicos e protestantes.

Em todas as cinco religiões, um maior grau de espiritualidade mostrou-se estreitamente correlacionado com uma melhor saúde mental, níveis mais baixos de neuroticismo e maior extroversão.

O perdão, ou a capacidade de perdoar, foi a única característica espiritual que conseguiu prever o estado de saúde mental dos voluntários, depois que todas as variáveis de personalidade foram consideradas.

Estilo espiritualizado

"Os resultados do nosso estudo suportam a ideia de que a espiritualidade funciona como uma característica da personalidade," explica o Dr. Dan Cohen, coordenador do estudo.

Isso porque os benefícios que a espiritualidade traz à saúde não apresentam correlação com o número de vezes que a pessoa vai ao templo ou participa de reuniões formais da sua religião.

Cohen acredita que a espiritualidade pode ajudar a melhorar a saúde mental das pessoas reduzindo o seu egocentrismo e desenvolvendo um sentimento de pertencimento a um todo maior.

Tradições religiosas muito diferentes incentivam a Espiritualidade, ainda que usem nomes diferentes para o processo.

Um monge cristão não vai dizer que atingiu o Nirvana, e nem um monge budista vai dizer que alcançou a comunhão com Jesus Cristo, mas ambos estão se referindo a fenômenos similares, conclui o pesquisador.

Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ministério estuda incluir Enem no cálculo do Ideb para universalizar índice

O ministro Aloizio Mercadante e a presidente do Consed, a secretária de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul, Nilene Badeca (foto: João Neto)
O Ministério da Educação estuda a substituição da Prova Brasil pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o cálculo do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). Os resultados do Enem confeririam maior universalidade aos resultados do ensino médio. Em 2011, o exame recebeu 1,5 milhão de inscrições de estudantes que concluíam essa fase, enquanto a amostra do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que inclui a Prova Brasil, avaliou 70 mil candidatos.

“O Enem é quase censitário e os alunos já estão cobrando resultados”, disse o ministro Aloizio Mercadante. “Com as cotas sociais, a participação deve crescer ainda mais.” Durante encontro do ministro com representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), na manhã desta terça-feira, 21, foi proposta a criação de um grupo de trabalho para debater a valorização do ensino médio.

O grupo de trabalho contará com representantes do MEC, cinco representantes do Consed, um de cada região, e observadores da Academia Brasileira de Ciência e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Outros temas que o grupo deverá discutir serão o redesenho curricular do ensino médio, a ampliação do ensino médio inovador e do ensino integral diurno. O grupo deve apresentar o resultado das discussões na próxima reunião do Consed, em 18 de outubro, em Santa Catarina.
Para Mercadante, a restruturação do currículo para o ensino médio deve abranger as quatro áreas de concentração do conhecimento do Enem — matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias. Para o ministro, o ensino médio inovador, que tem uma hora diária a mais e totaliza cinco horas, e o professor, ao atuar em tempo integral na escola, devem ser valorizados. “O ensino médio inovador trabalha com a flexibilidade curricular na interação por concentração de conhecimento”, explicou.

Também foi discutida a realização, em 2013, da Prova Nacional de Ingresso na Carreira Docente. A iniciativa pretende selecionar professores para auxiliar municípios que têm dificuldades em realizar seus próprios concursos. O exame deve acontecer no segundo semestre do próximo ano.

Fonte: MEC
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Sequência Fedathi na resolução de questões de Física

Alunos do 2º Ano "C", turno noite da Escola Santa Tereza
Foto: Prof. Paulo Robson
Na Escola de Ensino Médio Santa Tereza de Altaneira, trabalhamos, com os alunos das turmas do segundo ano, nesta semana, a resolução de questões de física, mais especificamente envolvendo cálculos de quantidade de calor em calorimetria, através da Sequência de Fedathi. Separamos os alunos em grupos de até 4 integrantes, onde eles puderam discutir soluções e apresentar seus resultados.

Alunos da Escola Santa Tereza
Foto: Prof. Paulo Robson
É uma sequência didática para o aluno, fundamentada na lógica dodescobrimento matemático de LAKATOS (1978) e no intuicionismo de BROUWER. Nesta sequência, os fundamentos são concepções epistemológicasdo conhecimento matemático.

As fases da Seqüência de Fedathi são:
Apresentação: transposição didática de um problema matemático para o aluno. Não se trata de um enunciado, mas de um modo de mostrar o problema. É importante salientar que todo o processo depende da transposição didática. Também aqui é estabelecido o contrato didático da atividade com o aluno.
Debruçamento: desenvolvimento da atividade pelo aluno. Neste contexto a postura didática do professor é a de não-intervenção (chamaremos de mão-no-bolso, tomando este gesto como representativo da postura do professor diante dos alunos) para que o estudante possa pensar, tentar, errar e colaborar com seus colegas, se for possível, pois assumimos a ideação de que a matemática é uma atividade coletiva.
Solução: formalização e confrontação matemática das idéias do(s) aluno(s). Trata-se da sistematização e organização matemática. Entretanto, a confrontação requer o uso de argumentos matemáticos por meio de contra-exemplos locais e globais, conforme é exposto por LAKATOS (1978). Se a solução do aluno apresentar problemas, este deve retornar ao debruçamento. Caso contrário, significa que a atividade foi desenvolvida a contento.
Prova: neste momento, a solução proposta pelo aluno é formalizada, e as ideias são mais uma vez revisadas.

Na Teoria de Fedathi, mais relevante do que uma atividade estar ou não correta é o fato de o aluno poder viver a construção do conhecimento matemático.

Os resultados apresentados em todas turmas foram excelentes, a maioria dos estudantes mostraram-se capazes de solucionar os problemas com exatidão enquanto que, outros poucos, apesar de não chegarem a respostas completamente corretas, conseguiram construir significativamente um conhecimento.

Prof. Augusto Nobre no Curso de
Especialização da URCA
Foto: Prof. Paulo Robson
A ideia de trabalhar esta sequência veio depois da aula de Metodologia e Didática no Ensino de Física, ministrada pelo professor Dr. Augusto Nobre do Curso de Especialização em Ensino de Física da URCA, tendo como material de apoio o Artigo do professor Hermínio Borges "Fundamentos Epistemológicos da Teoria de Fedathi no Ensino de Matemática".

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Estudo conclui que Sol é 'o objeto natural mais redondo já medido'

Imagem do Sol obtida pelo SDO e usada no estudo (Foto: Nasa/SDO)
Uma equipe internacional de cientistas, com a participação de um astrônomo brasileiro, revelou que o Sol é “o objeto natural mais redondo já medido”. O estudo que chegou à conclusão foi publicado nesta quinta-feira (16) na edição online da prestigiada revista “Science”.
Além disso, eles descobriram que o formato e o tamanho do Sol são constantes, o que é uma novidade. O Sol tem ciclos de 11 anos, em que seu campo magnético sofre variações. Até esse momento, os astrônomos acreditavam que o formato da estrela também passava por alterações, mas o atual estudo mostrou que isso não acontece.
A nova medição foi feita com dados obtidos pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), um satélite da Nasa que fica na órbita da Terra. De lá, não sofre influência da atmosfera da Terra, que distorce toda luz que passa por ela. Essa é, portanto, a medida mais precisa já feita da forma do Sol.
O Sol tem um formato elíptico, assim como a Terra. No entanto, a Terra tem uma diferença considerável no tamanho de seu raio em relação ao Equador e aos pólos. No Sol, essa variação é muito pequena. Se o astro fosse do tamanho de uma bola de futebol, a diferença não seria maior que a grossura de um fio de cabelo humano.
“Achava-se que haveria um achatamento dos polos maior do que a gente encontrou”, afirmou Marcelo Emílio, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR). Ele desenvolveu o trabalho durante estudos de pós-doutorado na Universidade do Havaí, nos EUA, em parceria com os pesquisadores Jeff Kuhn e Isabelle Scholl. Rock Bush, da Universidade de Stanford, nos EUA, também assina o estudo.
Rotação
Emílio explicou que a composição do Sol faz com que ele tenha movimentos muito diferentes dos da Terra. O que vemos do astro é sua parte externa, formada por gases, e esses gases se comportam de maneira diferente do nosso planeta – rochoso –, que os cientistas chamam de “corpo rígido”. Por isso, ele gira mais rápido no Equador do que nos polos.
Os autores acreditam que a descoberta sobre a forma do Sol possa ter relação com a rotação do astro. “Estamos tentando entender melhor os mecanismos que fazem o Sol funcionar como funciona”, disse o pesquisador brasileiro.
A partir daí, novos estudos podem ser feitos nesse sentido, para chegar a uma previsão mais precisa do comportamento solar. “Não conhecemos as variações do sol em longo prazo”, completou Emílio.
As variações na rotação do Sol influenciam a atividade da estrela de várias formas. Uma delas é seu campo magnético, que tem ciclos em que fica mais fraco ou mais forte. Neste ano, várias tempestades magnéticas do Sol já atingiram a Terra, e esse fenômeno afeta o funcionamento de satélites e a comunicação por rádio.
Fonte: G1
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Verdade ou mito? O macarrão instantâneo é saudável!

Mito. É uma praticidade que coloca em risco a saúde quando o consumo é diário, pois para o macarrão ficar pronto mais rapidamente ele é pré frito, contendo grandes quantidades de gorduras saturadas e trans. Além disso, os temperos que os acompanham são riquíssimos em sal, que representa a quantidade de sódio diária. Também apresenta muitos conservantes cancerígenos. O ideal é substituir a massa instantânea pelo macarrão tradicional, levará apenas uns minutinhos a mais para ficar pronto e combinado com opções de molhos com baixa gordura (como por exemplo, molhos vermelhos) ficará mais saudável.

Fonte: Só Nutrição
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nasa anuncia nova missão para estudar o interior de Marte

InSight vai estudar a composição do interior de Marte (Foto: Nasa)
A Nasa, agência espacial norte-americana, divulgou nesta segunda-feira (20) o lançamento de uma nova missão para a exploração de Marte. A missão recebeu o nome de InSight e deve posicionar instrumentos no planeta em setembro de 2016.
Ao contrário do Curiosity, robô que explora a superfície marciana e analisa rochas para descobrir se o planeta já teve condições de abrigar vida, a missão InSight está interessada no que acontece no interior do planeta vermelho.
A pesquisa tem como objetivos descobrir se o núcleo de Marte é sólido ou líquido e entender se as placas tectônicas marcianas deslizam umas contra as outras, como as da Terra. O conhecimento mais detalhado do interior de Marte possibilitará uma comparação melhor com a Terra e levará a uma compreensão melhor de como os planetas são formados.
A Nasa escolheu a InSight entre três propostas de exploração do Sistema Solar. Os projetos derrotados seriam para estudar um cometa e Titã, uma lua de Saturno.

“A exploração de Marte é uma prioridade para a Nasa, e a escolha do InSight assegura que vamos continuar descobrindo os mistérios do planeta vermelho e estabelecendo as bases para uma futura missão humana lá”, afirmou em nota o diretor da Nasa, Charles Bolden.
A missão está orçada em US$ 425 milhões (cerca de R$ 858 milhões), sem contar os gastos com os foguetes usados no lançamento. As agências espaciais da França e da Alemanha vão colaborar na elaboração dos instrumentos usados na missão.
Fonte: G1
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Clonar seu próprio rosto já não é tão difícil assim

Com a automação da clonagem de rostos, já está difícil separar qual é o modelo humano e quais são suas imitações robóticas. [Imagem: Disney Research]

Animatrônica
Personagens virtuais ultra-realísticos estão revolucionando não apenas as animações e os jogos, mas o cinema como um todo.
O grande objetivo da animatrônica, contudo, é criar robôs físicos, e não apenas personagens virtuais, que se pareçam e se movimentem como humanos de verdade.
Embora ainda existam discussões se os robôs devem realmente se parecer com os seres humanos, máscaras robóticas com faces verdadeiramente "humanizadas" ainda são resultado de um trabalho artesanal e demorado.
Mas um novo software, criado por pesquisadores da Suíça, consegue automatizar o processo de clonagem de faces humanas de uma forma que simplifica radicalmente a criação das peles sintéticas para recobrir os robôs animatrônicos.
Robôs animatrônicos
Para ser convincente, um robô animatrônico precisa ser capaz de demonstrar uma série de expressões faciais, cada uma com "deformações" diferentes e muito sutis ao longo do rosto.
E essas deformações variam de indivíduo para indivíduo, já que nenhum rosto é igual ao outro.
O grande trabalho é replicar as texturas necessárias para gerar os movimentos individuais de cada rosto replicado.
O novo programa automatiza esse processo.
Tudo começa com um escaneamento 3D do rosto que se deseja clonar.
Então, um novo esquema de otimização determina o formato da pele sintética, não apenas superficialmente, mas em termos de espessura e densidade.
O programa também gera os parâmetros de controle da cabeça robótica, para que seus atuadores produzam os movimentos da pele de forma mais próxima possível do ser humano real.
Clonagem facial
"Com nosso método, nós podemos simplesmente criar um clone robótico de uma pessoa real," garante Bernd Bickel, do laboratório de pesquisas Disney, que trabalhou em colaboração com cientistas do instituto ETH, de Zurique.
"A pele projetada digitalmente pode ser fabricada por injeção ou com tecnologias de prototipagem. Nós usamos uma impressora 3D para criar um molde, e usamos silicone com propriedades similares às da pele humana como material básico," completa ele.
Segundo a equipe, a diferença essencial da pele sintética criada com a nova tecnologia está nas sutis variações de espessura, que permitem copiar até mesmo minúsculas rugas da pele do candidato à clonagem.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 18 de agosto de 2012

Cientistas calculam data do fim do Universo

Além da duração prevista do Universo, os cientistas chineses calcularam os eventos finais desse apocalipse cósmico. [Imagem: Lynette Cook/NASA]
Questões fundamentais

A energia escura compõe cerca de 70% do conteúdo atual do Universo.

Por decorrência, é esse mesmo componente desconhecido que detém a chave para o destino final do nosso Universo.

Por milênios, os seres humanos têm ponderado sobre duas questões fundamentais: "De onde viemos?" e "Para onde vamos?", questões que têm estimulado debates filosóficos e teológicos.

Graças ao rápido desenvolvimento da cosmologia nas últimas três décadas, os cientistas também obtiveram algumas pistas importantes para arriscar algumas respostas a essas perguntas.

É o que um grupo de cientistas chineses está tentando fazer agora.
Uma simulação do Universo chamada DEUS está tentando desvendar como o Universo veio do início até hoje. [Imagem: Deus Consortium]
Grande Ruptura

O modelo padrão "Inflação + Big Bang quente" foi desenvolvido para explicar a origem do Universo.

No entanto, para prever o destino final do Universo, os pesquisadores perceberam que a chave está na natureza da energia escura.

Na ausência de um consenso sobre o que seja a energia escura, uma descrição fenomenológica do parâmetro w da equação de estado da termodinâmica - a relação entre a pressão e a densidade da energia escura - pode fornecer um bom caminho para investigações sobre a dinâmica da energia escura, ou de como ela se comportará ao longo do tempo.

Em particular, se w for menor do que -1 (w < -1) em algum momento no futuro, a densidade da energia escura vai crescer até o infinito em um tempo finito, e sua repulsão gravitacional vai rasgar todos os objetos no Universo.

Essa "Grande Ruptura" - uma espécie de apocalipse cósmico - é o foco principal da análise de Li XiaoDong e seus colegas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China: "Queremos inferir, a partir dos dados atuais, qual seria o pior destino para o Universo," escreveram eles.

Para prever esse destino trágico, é importante escolher uma parametrização adequada, que cubra toda a história da expansão geral do Universo.

A mais popular, a parametrização Chevallier-Polarski-Linder (CPL), na verdade não é adequada para prever a evolução futura do Universo porque nela w irá divergir quando o parâmetro de desvio para o vermelho se aproximar de -1.

Assim, os autores lançaram mão de uma parametrização livre de divergências, chamada parametrização Ma-Zhang (MZ), para prever a evolução do Universo.

Quanto tempo falta para o fim do mundo?

Uma das questões mais intrigantes é: "Se houver um apocalipse final, quão longe estamos dele?"

Depois de restringir o espaço do parâmetro MZ através de uma técnica Monte Carlo via Cadeias de Markov, os autores concluíram que, usando os atuais dados observacionais, o fim do Universo pode ser expresso pela fórmula:
Contudo, para o nível de confiança de 95,4%, os dados indicam outro resultado:
"Em outras palavras, na pior das hipóteses (95,4% CL), o tempo restante antes do Universo acabar em uma Grande Ruptura é de 16,7 bilhões de anos", disseram os autores.
Quintessência é uma forma hipotética de energia escura, proposta como sendo a quinta força fundamental. Phantom é uma forma hipotética de energia escura quando a equação de estado permanece fica menor do que -1. E quintom é um cenário traçado nessa hipótese de w < -1. [Imagem: XiaoDong et al.]
O que ocorrerá antes do fim do mundo

Assim, o parâmetro de espaço restrito indica que é muito provável que, no futuro, w será menor do que -1.

Se assim for, pode-se fazer outra pergunta interessante: "Qual será o destino dos objetos do Universo unidos gravitacionalmente, como galáxias e estrelas?"

Na verdade, se w de fato se tornar menor que -1, a repulsão gravitacional da energia escura vai aumentar continuamente até superar todas as forças que mantêm coesos os objetos celestes - e todos os objetos celestes serão dilacerados.

Nenhum objeto escaparia desse destino. Obviamente, sistemas mais fortemente ligados teriam alguma sobrevida.

Utilizando a parametrização MZ, os autores especularam sobre uma série de possíveis consequências antes desse dia do juízo final cósmico.

Por exemplo, para a pior situação - o limite inferior 95,4% CL -:
  • a Via Láctea será dilacerada 32,9 milhões de anos antes da Grande Ruptura;
  • dois meses antes do fim do mundo, a Terra será arrancada do Sol;
  • cinco dias antes do dia do juízo final, a Lua será arrancada da Terra;
  • o Sol será destruído 28 min antes do fim do tempo;
  • e, 16 min antes do fim definitivo, a Terra vai explodir.
Ou seja, embora estejamos literalmente no escuro sobre as propriedades dinâmicas da energia escura, uma coisa fica clara: teremos pela frente um futuro mais duradouro do que o passado que deixamos para trás.

Fonte: Inovação Tecnológica
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