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domingo, 9 de setembro de 2012

Carros que não precisam ser lavados e celulares sem manchas de dedo


Revestimentos funcionais
Pesquisadores portugueses e holandeses criaram o primeiro revestimento prático com uma superfície capaz de reparar a si mesma depois de sofrer um dano.
Entre as aplicações da nova tecnologia estão telefones celulares que nunca ficam com manchas de dedos, carros que não precisarão ser lavados e tintas que durarão muito mais tempo.
Os chamados revestimentos funcionais - por exemplo, resistentes à água ou antibacterianos - possuem em sua superfície grupos nanomoleculares que fornecem essas propriedades específicas.
O problema é que esses grupos moleculares são fácil e irreversivelmente danificados ao menor impacto - como um risco ou um arranhão -, fazendo com que o revestimento perca rapidamente suas propriedades.
Esta tem sido uma grande limitação para que esses revestimentos cheguem ao mercado.
Autorreparo
Tamara Dikic e seus colegas da Universidade de Tecnologia de Eindhoven encontraram uma solução para este problema.
A equipe colocou os grupos químicos funcionais na extremidade de "caules" flexíveis, e misturaram tudo na massa do revestimento.
Quando a superfície do revestimento é danificada, a camada abaixo da superfície libera seus caules, apontando para cima suas moléculas ativas e restaurando a funcionalidade do material mesmo riscado.
Carros, celulares, painéis solares e mesmo aviões, permanecerão limpos por muito mais tempo. [Imagem: Dikic et al./Adv.Mat.]
Essa capacidade de autorreparo deverá dar longa vida aos materiais autolimpantes e revestimentos à prova d'água.
Limpeza automática
A Dra. Catarina Esteves, coordenadora da equipe, afirma que a nova técnica permitirá a fabricação de tintas que manterão um carro totalmente limpo sem sabão e sem esfregão: as gotas de água escorrerão pela superfície hidrofóbica, levando com elas as partículas de sujeira.
Da mesma forma, produtos como celulares, painéis solares e mesmo aviões, permanecerão limpos por muito mais tempo.
A pesquisadora afirma estar agora trabalhando com outras universidades e com parceiros industriais, com vistas a colocar o material no mercado, o que ela estima acontecer nos próximos seis a oito anos.
Fonte: Inovação Tecnológica

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