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domingo, 30 de dezembro de 2012

Físicos afirmam saber tudo o que há para se saber sobre a matéria

Físicos ligados ao LHC, o maior experimento científico da história, fizeram um anúncio que, por mais revisado e fundamentado nos conhecimentos atuais que possa ser, soa como mais uma previsão de Kelvin. [Imagem: CERN]

O fim da Física?
"Agora, não há mais nada novo para ser descoberto pela Física. Tudo o que nos resta são medições cada vez mais precisas." 
Lord Kelvin (1900)

Lord Kelvin foi um físico tão importante e respeitado em sua época que foi enterrado ao lado de Isaac Newton.
Mas as inúmeras contribuições que Kelvin fez à Física não impediram que ele tivesse uma visão bastante estreita da realidade que ele tão bem ajudou a desvendar.
Agora, físicos ligados ao LHC, o maior experimento científico da história, fizeram um anúncio que, por mais revisado e fundamentado nos conhecimentos atuais que possa ser, soa como mais uma previsão de Kelvin.
Em um artigo publicado na mais renomada revista de Física do mundo, uma equipe do CERN (que administra o LHC) e das universidades de Karlsruher e Humboldt, na Alemanha, afirma que não há mais partículas de matéria para descobrir.
O que equivale a dizer, parafraseando Kelvin, "já conhecemos tudo o que há para se conhecer sobre a matéria. Tudo o que nos resta descobrir são interações entre elas."
Partículas fundamentais
A busca de uma resposta para a questão "Quantas partículas fundamentais de matéria existem na natureza?" tem movido a física há mais de um século.
Hoje, o Modelo Padrão compreende 12 partículas de matéria, também conhecidas como férmions, divididas em três gerações de quatro partículas cada uma.
Somente as partículas de primeira geração ocorrem em quantidade significativa nas condições normais de temperatura e pressão, o que inclui o elétron, o neutrino do elétron e os quarks up e down - a rigor, apenas o elétron e o próton são coisas "palpáveis".
Os quarks up e down formam as partículas pesadas, como os prótons e os nêutrons, estando, portanto, na origem de todos os elementos da Tabela Periódica.
Todas as demais só existem no interior dos aceleradores de partículas, e são muito efêmeras, decaindo rapidamente em outros tipos.
Mas não poderiam existir ainda outras partículas, eventualmente mais fundamentais, que somente se manifestariam em condições fora do alcance dos instrumentos atuais?
Não existe nada além do que sabemos
Decididamente não, dizem os físicos, apresentando como prova uma análise com probabilidade de 5,3 sigmas (99,99999%) de estar correta, feita a partir de dados dos aceleradores LHC e Tevatron.
"Mas por que a natureza tem partículas de segunda e terceira geração se elas mal são necessárias? Será que haveriam mais gerações de partículas?" pergunta Martin Wiebusch, um dos autores do novo estudo.
Ele próprio responde: "Há exatamente três gerações de férmions no Modelo Padrão da física de partículas."
A afirmação "se elas mal são necessárias" soa particularmente estranha levando-se em conta que elas "só" são necessárias, segundo o modelo, para formar todas as outras partículas, sendo a comparação do seu tempo de vida com o tempo na escala humana uma consideração pueril frente a processos que ocorrem em escalas totalmente diferentes.
"Dentro do Modelo Padrão da física de partículas, o número de férmions agora está firmemente estabelecido," completa Ulrich Nierste, coautor do estudo.
Bóson de Higgs
Partindo da análise de todas as colisões feitas até agora nos dois colisores, os físicos excluíram a existência de férmions desconhecidos.
Os dados mais importantes para essa análise foram os mesmos que levaram à descoberta de uma partícula tipo Higgs, que não se sabe se é realmente o bóson de Higgs ou não.
Como nenhum férmion adicional foi detectado diretamente nos aceleradores, eles precisariam ser mais pesados do que os férmions conhecidos até agora.
Considerando que é o bóson de Higgs que dá massa a todos as outras partículas, esses férmions desconhecidos e pesados teriam que interagir ainda mais fortemente com o Higgs, modificando de tal forma as propriedades dessa partícula que ela não poderia ter sido detectada.
Como ela o foi, a possibilidade de existência de uma eventual quarta geração de partículas foi excluída pelos físicos, que fecharam oficialmente o Modelo Padrão.
É importante lembrar que as propriedades desse bóson tipo Higgs não são ainda conhecidas, o que deixa em aberto a questão de por que existe mais matéria do que antimatéria no Universo.
Ou o fim do Modelo Padrão da física?
Mas o que significa "fechar o Modelo Padrão da Física"?
É possível fazer duas leituras da afirmação.
A primeira é que alguns físicos, no melhor estilo Kelvin, realmente acreditam que não há nada mais a ser descoberto sobre a matéria - não no sentido de assunto, mas no sentido de matéria bariônica.
Sobre a matéria, diga-se de passagem, essa matéria de que nós e as galáxias somos feitos e que, segundo os melhores cálculos, representa 4% da massa do Universo - o restante é composto de alguma coisa dividida entre matéria escura e energia escura, cujos efeitos são detectáveis, mas não se sabe o que seja.
Mas é possível também outra interpretação da conclusão agora anunciada.
A de que os físicos acreditam que o Modelo Padrão da física já deu todos os frutos que tinha para dar, e é necessário partir para uma "nova física", para novos entendimentos e novas interpretações da realidade, onde novas descobertas sejam possíveis.
Para aprender com os erros passados, seria melhor apostar nessa última possibilidade.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Notas do ENEM 2012 já estão disponíveis para os candidatos

Foto colhida do Blog de Altaneira

O Ministério da Educação divulgou nesta sexta-feira (28) o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012. As notas já podem ser consultadas no site do Enem. Para ver o resultado, o candidato precisa inserir seu CPF ou número de inscrição, além da senha cadastrada no sistema.
Mais de 4 milhões de estudantes realizaram as provas do Enem 2012 em todo o país. No ano passado, mais de um milhão de candidatos usaram a nota para concorrer a uma vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que vai oferecer, em 2013, 129.279 vagas no ensino superior em 3.751 cursos de 101 instituições. Por enquanto, o sistema está disponível apenas para consulta. Nele, o candidato pode pesquisar as vagas oferecidas pelas instituições. As inscrições terão início no dia 7 de janeiro.
Fonte: G1
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mito do QI: Testes de inteligência não medem nada

Nenhum componente único - como um número indicador de QI - conseguiu explicar as variações de habilidades cognitivas entre os participantes. [Imagem: UWO]
Inteligência humana

A inteligência humana não pode ser aferida por um único indicador padronizado para todas as pessoas.

Esta é a conclusão de uma equipe de cientistas do Canadá e do Reino Unido.

Ou seja, os tão famosos testes de QI (quociente de inteligência) são um mito, cujos resultados não aferem grande coisa, afirmam Adrian Owen, Adam Hampshire e Roger Highfield, em um artigo publicado na revista internacional Neuron.

Mito do QI

Os pesquisadores analisaram mais de 100.000 pessoas para "desbancar o mito dos testes de QI".

Os participantes, de várias partes do mundo, responderam 12 testes cognitivos cobrindo memória, raciocínio, atenção e habilidades de planejamento.

Os resultados mostraram que, quando o interesse cobre uma larga gama de habilidades cognitivas, as variações entre os indivíduos só podem ser explicadas por uma conjunção de três fatores: memória de curto prazo, raciocínio e um componente verbal.

Nenhum componente único - como um número indicador de QI - conseguiu explicar tudo.

Videogames e fumantes

Com um número tão grande de participantes, os resultados também forneceram uma grande quantidade de novas informações sobre como fatores como idade, gênero e até a tendência de jogar jogos de computador influenciam as funções cerebrais.

"O treinamento cerebral regular não ajudou em nada o desempenho cognitivo das pessoas, mas o envelhecimento teve um profundo efeito negativo sobre a memória e a capacidade de raciocínio," disse Owen.

"Curiosamente, as pessoas que jogam jogos de computador regularmente saíram-se significativamente melhor tanto em termos de raciocínio quanto na memória de curto prazo. Fumantes tiveram um desempenho pior na memória de curto prazo e nos fatores verbais, enquanto as pessoas que frequentemente sofrem de ansiedade tiveram mau desempenho particularmente no fator memória de curto prazo," acrescentou Hampshire.

Os resultados são compatíveis com vários estudos sobre esses dois aspectos, que mostraram que os videogames aumentam a criatividade e estimulam as decisões rápidas, mas particularmente que os videogames de estratégia melhoram as habilidades cognitivas de idosos.

Os cientistas querem ampliar o estudo, e já colocaram online uma nova bateria de testes, que pode ser acessada por qualquer interessado em participar. O endereço é www.cambridgebrainsciences.com/theIQchallenge

Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Bóson de Higgs foi o principal avanço científico de 2012

Imagem: G1

A descoberta do Bóson de Higgs, partícula que explica o mistério da massa, lidera uma lista dos 10 principais avanços científicos de 2012, divulgada nesta quinta-feira (20) pela revista "Science".
Sem o Bóson de Higgs, os cientistas acreditam que nós e todos os átomos agrupados do Universo não existiriam.
A "Partícula de Deus" recebeu o nome de Peter Higgs, de 83 anos, um britânico tímido e de fala mansa que, em 1964, publicou um trabalho conceitual sobre a partícula. O físico belga François Englert, de 79 anos, contribuiu com a teoria separadamente.
Os outros grandes avanços científicos, segundo a "Science", foram:
- Cientistas na Alemanha usaram uma nova técnica para sequenciar o genoma completo de um grupo enigmático de humanos denominado denisovanos, com base em uma minúscula amostra do osso de um dedo de cerca de 80 mil anos encontrado em uma caverna na Sibéria. Nada se sabia sobre os denisovanos, a não ser que eles foram contemporâneos dos neandertais, outro 'primo' do homem moderno.

- Cientistas japoneses criaram óvulos viáveis usando células-tronco embrionárias de camundongos adultos. A descoberta traz a possibilidade de que mulheres que são incapazes de produzir óvulos naturalmente possam obtê-los em um tubo de ensaio, a partir de suas próprias células, e depois implantá-los em seu corpo.
- Engenheiros da Nasa fizeram o veículo-robô Curiosity, de 3,3 toneladas, pousar em Marte, usando um sistema de pouso inovador que fez pender o veículo, com as rodas para fora, usando três cabos. 'O pouso sem falhas reassegurou seus desenvolvedores de que a Nasa poderé, algum dia, levar uma segunda missão para apanhar amostras coletadas e trazê-las de volta à Terra', reportou a Science.
- O uso de um laser de raios X, que brilha um bilhão de vezes mais do que fontes de síncroton tradicional, permitiu a cientistas determinar a estrutura da proteína envolvida na transmissão da doença do sono africana. "O avanço demonstrou o potencial de lasers de raios X para decifrar proteínas que os raios X convencionais não podem", destacou a "Science".
- Uma nova ferramenta permitiu a cientistas modificar ou desativar genes em animais de laboratório. Esta tecnologia poderá ser tão eficaz, e até mais barata, do que as técnicas direcionadas a genes e permitiria que cientistas se focassem em papéis específicos e mutações em pessoas saudáveis e doentes.
- Cientistas confirmaram a existência de férmions de Majorana, partículas que podem agir como sua própria antimatéria e se autodestruir. Cientistas acreditam que bits quânticos (ou qubits) feitos pelos férmions de Majorana poderão ser usados para armazenar e processar dados de forma mais eficaz do que os bits usados atualmente nos computadores.
- O projeto Encode demonstrou que 80% do genoma humano é ativo e ajuda a ligar e desligar genes. A nova informação pode ajudar cientistas a compreender os fatores de risco genéticos para doenças.
- Uma interface cérebro-máquina que permite humanos paralisados a mover um braço mecânico com a mente e executar movimentos em três dimensões. A tecnologia experimental é promissora para pacientes paralisados por derrames e lesões na medula.
- Cientistas chineses descobriram o parâmetro final desconhecido de um modelo que descreve como partículas subatômicas, conhecidas como neutrinos, mudam à medida que viajam na velocidade próxima à da luz. Os resultados sugerem que a física de neutrinos pode um dia ajudar os cientistas a compreender porque o universo contém tanta matéria e tão pouca antimatéria.
Fonte: G1
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Concreto biológico cria fachadas verdes naturalmente

Além do conforto térmico, o prédio deverá mudar de cor ao longo das estações. [Imagem: UPC]
Fachadas vivas

Pesquisadores espanhóis desenvolveram um concreto biológico do qual crescem líquens e musgos naturalmente depois que a construção fica pronta.

O objetivo é criar prédios com "fachadas vivas", de forma a melhorar o conforto térmico interno e evitar gastos de energia com aquecimento e ar-condicionado, dependendo da estação.

Segundo a equipe, a incorporação dos microrganismos no próprio concreto oferece vantagens ambientais, térmicas e ornamentais em relação a outras técnicas de arquitetura verde.

"A inovação deste novo concreto é que ele se comporta como um suporte para o crescimento biológico natural e o desenvolvimento de certos organismos biológicos, particularmente certas famílias de algas, fungos, líquens e musgos," afirmam Antonio Aguado e seus colegas da Universidade de Granada.

"A ideia é também que as fachadas construídas com o novo material mostrem uma evolução temporal por descoloração, dependendo da estação do ano, bem como da família de organismos predominantes. Com esta técnica podemos evitar o uso de outras vegetações, para evitar que as raízes estraguem a construção," concluem.

Cimento com semente

Para viabilizar o projeto, equipe desenvolveu uma técnica para o crescimento acelerado dos microrganismos a partir de materiais à base de cimento.

O primeiro protótipo usa um derivado carbonatado do cimento Portland tradicional, de forma a obter um pH em torno de 8.

O segundo protótipo usa um cimento de fosfato de magnésio, um aglomerante que é ligeiramente ácido, dispensando tratamento para redução do pH.

Para garantir a colonização do material pelos microrganismos, os pesquisadores também ajustaram a porosidade e a rugosidade do concreto.

O processo foi patenteado, mas os pesquisadores trabalham ainda para acelerar ainda mais o crescimento dos líquens - o objetivo é que a fachada verde fique atraente em no máximo um ano depois do término da construção.

Concreto biológico

O concreto biológico consiste de uma placa de concreto, que faz o papel de elemento estrutural, à qual são adicionadas três camadas.

A primeira é de impermeabilização, evitando que a umidade passe para dentro do edifício.

A segunda é a camada biológica propriamente dita, com uma estrutura interna que permite a captação de água da chuva para os musgos e líquens.

Por último, é aplicada uma camada de impermeabilização inversa, que garante a manutenção da umidade na segunda camada.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Cientistas criam "berço" para células-tronco

Estruturas anteriores criadas por outras equipes devem ter falhado justamente por serem homogêneas demais, enquanto o material natural apresenta uma disposição aleatória. [Imagem: Viswanathan et al./JACS]
Cola para células

Há um material que é essencial para o desenvolvimento das células-tronco, maximizando sua adesão e funcionando como uma espécie de estrutura interna de suporte.

Responsável pela adesão entre as células, esse material pegajoso está presente na matriz extracelular, um composto proteico responsável pela adesão entre as células - proteínas diferentes geram tecidos com morfologias diferenciadas.

Agora, pela primeira vez, cientistas conseguiram criar uma versão artificial desse material pegajoso que serve de suporte para as células-tronco.

O novo material deverá ser útil imediatamente para todas as equipes que trabalham com células-tronco ao redor do mundo, permitindo estruturar biomateriais adequados para o cultivo dessas células em laboratório.

Aleatoriedade natural

Giuseppe Battaglia e seus colegas ingleses e britânicos usaram espumas sintéticas para imitar o processo natural, recriando pontos de apoio pegajosos aleatórios.

"O que foi surpreendente para a equipe foi que, quando permitimos que as células-tronco aderissem às espumas, verificamos que a viscosidade aleatória era necessária para as células-tronco aderirem adequadamente," disse o pesquisador da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Em sua avaliação, estruturas anteriores criadas por outras equipes devem ter falhado justamente por serem homogêneas demais, enquanto o material natural apresenta uma disposição aleatória.

A intensidade exata da adesão também é essencial para o crescimento adequado das células-tronco: elas não podem ficar nem grudadas demais, e nem soltas demais.

Fonte: Diário da Saúde
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sábado, 22 de dezembro de 2012

Músculo artificial é 1.000 vezes mais forte que músculo humano

Os microatuadores podem ser fabricados para funcionarem como pernas e braços ou como garras. [Imagem: LBNL]

Músculo miniaturizado

Micro e nano robôs precisam de braços e pernas igualmente em dimensões micro e nano.

A boa notícia é que, nesse caso, construir a versão miniaturizada de membros robóticos pode ser mais simples do que construí-los na escala humana.

Foi o que demonstraram Kai Liu e Junqiao Wu, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Eles criaram um atuador em microescala que é simples, mas extremamente forte.

Microatuador

Fabricado com um óxido bem conhecido, os pequenos filamentos expandem-se e contraem-se em resposta a uma pequena variação de temperatura, que pode ser suprida com precisão por um laser.

Menores do que o diâmetro de um fio de cabelo humano, os microatuadores poderão ser aplicados em robôs em miniatura, MEMS, microfluídica, liberação de medicamentos e em qualquer outra aplicação onde seja necessária a presença de um músculo artificial.

"Nós acreditamos que nosso microatuador é mais eficiente e mais forte do que qualquer outra tecnologia de atuador em microescala existente, o que inclui os músculos humanos," disse Wu.

Dióxido de vanádio

Os novos músculos artificiais - eles são quase fibras musculares - são feitos de dióxido de vanádio, um material com propriedades interessantes o suficiente para que ele esteja sendo usado em experimentos que vão dos transistores aos vidros inteligentes.

O VO2 é o melhor exemplo de um material fortemente correlacionado, o que significa que cada um dos seus elétrons está inextricavelmente ligado aos seus elétrons vizinhos. Isso permite que ele passe facilmente de um comportamento condutor a semicondutor ou isolante.

A 67ºC, por exemplo, o dióxido de vanádio passa de isolante para metal, o que é acompanhado de uma transição de fase que faz com que o material encolha em uma dimensão e se expanda na outra.

O que Wu e sua equipe fizeram foi isolar essas duas fases em cristais individuais.

Eles então pegaram nanofios da fase que se contrai e a recobriram com uma camada de outro metal, para evitar que o nanofio se quebre durante movimentações repetidas.

Técnicas de fabricação do músculo artificial para diferentes finalidades. [Imagem: Liu et al./Nano Letters]
Melhor que músculo humano

Tão logo atinge sua temperatura de transição, o material dobra-se como se fosse um dedo.

A diferença de temperatura entre a contração e a distensão é de 15ºC.

A grande vantagem é que o movimento gera muita força, permitindo efetuar trabalhos práticos, como mover robôs ou outros circuitos mecânicos.

Em comparação com um músculo humano, os atuadores de dióxido de vanádio exercem uma força 1.000 vezes maior por volume.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

LHC pode se tornar cronômetro mais preciso do mundo

O medidor de yoctossegundos permitirá um upgrade no entendimento científico de um estado da matéria absolutamente exótico. [Imagem: Ipp/Somkuti]

Tempo que voa
As colisões de íons pesados que ocorrem no LHC são capazes de produzir os pulsos de luz mais curtos já criados pelo homem.
Isto é o que demonstraram físicos da Universidade de Viena, na Áustria.
O problema é que os pulsos de luz são tão curtos que nenhum equipamento atual consegue medi-los.
O recorde mundial de menor tempo já medido, batido em 2010, alcançou a faixa dos attossegundos - 10-18 segundos.
Mas o LHC pode estar gerando pulsos de luz com duração na faixa dos yoctossegundos - 10-24segundos.
Entre o atto e o yocto há ainda o zepto (10-21).
Do muito grande ao muito pequeno
Mas como checar se isso é realmente verdade?
Os próprios cientistas austríacos propuseram uma solução, que não exigirá o desenvolvimento de nenhum novo equipamento.
Peter Somkuti e Andreas Ipp afirmam que será possível aproveitar um efeito hoje usado em astronomia para medir frações muito pequenas de tempo.
Isso será possível quando um novo calorímetro for instalado no LHC, um upgradeque já está programado para acontecer.
O que permitirá um upgrade no entendimento científico de um estado da matéria absolutamente exótico.
Pulsos de luz mais curtos
Quando os núcleos de chumbo se chocam no interior dos anéis do LHC, a energia gerada é tão grande que se produz o chamado plasma de quarks-glúons, um estado da matéria tão quente que até os prótons e os nêutrons se fundem.
Ocorre que o plasma de quarks-glúons mantém-se "estável" por apenas alguns yoctossegundos, o que explica porque os cientistas ainda não sabem muita coisa sobre ele.
Nesse período, porém, o plasma emite pulsos de luz, que carregam informações importantes sobre esse estado exótico da matéria, que eventualmente pode existir de forma natural, mas apenas no núcleo de algumas estrelas muito densas.
A ideia é capturar essa luz para obter mais informações sobre o plasma de quarks-glúons.
O efeito Hanbury Brown-Twiss é usado para fazer medições astronômicas, mas será adaptado para medir o tempo. [Imagem: Ipp/Somkuti]
Do espaço para o tempo
Os dois físicos propuseram fazer isso usando um fenômeno chamado Efeito Hanbury Brown-Twiss, hoje usado para fazer medições astronômicas, por meio da comparação dos dados de dois detectores de luz diferentes.
Isso permite calcular o diâmetro de uma estrela com muita precisão.
"Em vez de medir distâncias espaciais, o efeito pode igualmente ser usado para medir intervalos de tempo," disse Somkuti. "Será difícil fazer, mas é definitivamente possível."
Agora é só esperar pelo novo calorímetro, que será instalado no detector ALICE em 2018.
Se tiverem sucesso, os pesquisadores abrirão as portas para vários outros experimentos, além dos estudos sobre o plasma de guarks-glúons.
"Experimentos usando dois pulsos de luz são frequentemente utilizados em física quântica," explicou Andreas. "O primeiro pulso altera o estado do objeto sob investigação, e um segundo pulso é emitido logo depois, para medir a alteração."
Com a possibilidade de medir pulsos na faixa dos yoctossegundos, esta abordagem bem estabelecida poderá ser usada em áreas que até agora estão completamente inacessíveis a este tipo de pesquisa, como as reações nucleares ou a fotossíntese.
Fonte: Inovação Tecnológica

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Estrela visível a olho nu tem planeta na zona habitável

"Esta descoberta está de acordo com a visão de que virtualmente todas as estrelas têm planetas, e que nossa galáxia deve ter muitos planetas do tamanho da Terra potencialmente habitáveis."[Imagem: J.Pinfield/RoPACS]

Todas as estrelas têm planetas
Aquela que parece ser a vizinha mais parecida com o Sol, a estrela Tau Ceti, não apenas possui pelo menos cinco planetas, como possui um na zona habitável.
Recentemente astrônomos encontraram os exoplanetas mais próximos de nós. Mas aquela estrela, a HD 40307 é menor e mais fria do que o Sol.
Tau Ceti está a apenas 12 anos-luz da Terra e é totalmente visível a olho nu, e é "a cara do Sol" - ambas as estrelas têm a mesma classificação espectral.
Uma equipe internacional de astrônomos identificou os cinco exoplanetas ao redor de Tau Ceti, com massas variando de duas a seis vezes a massa da Terra.
Um deles está na zona habitável, a região da órbita da estrela onde há possibilidade da existência de água em estado líquido.
O planeta tem uma massa cinco vezes maior do que a da Terra.
"Esta descoberta está de acordo com a visão de que virtualmente todas as estrelas têm planetas, e que nossa galáxia deve ter muitos planetas do tamanho da Terra potencialmente habitáveis," disse Steve Vogt, da Universidade da Califórnia.
Atmosferas dos exoplanetas
Foram necessárias mais de 6.000 observações, com três instrumentos diferentes e técnicas inovadoras, para descobrir os exoplanetas.
Na verdade, a pesquisa serviu para aprimorar uma técnica capaz de detectar sinais de planetas com metade da intensidade do que se acreditava possível até agora. A nova técnica deverá acelerar ainda mais a descoberta de planetas extrassolares.
"Nós criamos uma nova técnica de modelagem de dados adicionando sinais artificiais aos dados e testando a recuperação dos sinais com diversas técnicas," contou Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, primeiro autor da descoberta.
Isto permitiu filtrar melhor os ruídos, o que permite identificar planetas muito menores do que era possível até agora.
A estrela Tau Ceti está tão próxima de nós que poderá ser o laboratório ideal para o estudo das atmosferas dos exoplanetas.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Manto da invisibilidade inteligente camufla diferentes objetos

Ilustração mostrando a adptação do metamaterial ao objeto a ser escondido (a esfera vermelha). As cores à direita mostram as alterações nas propriedades eletromagnéticas do manto de invisibilidade resultantes de sua adaptação ao objeto. [Imagem: Kyoungsik Kim]
Invisibilidade flexível

Os mantos da invisibilidade acabam de se tornar multifuncionais.

Até agora, todos os experimentos envolviam a construção de uma estrutura de metamateriais específica para cada objeto.

Isso significa que um manto da invisibilidade projetado para esconder uma esfera não conseguiria disfarçar um cubo.

Este inconveniente acaba de ser superado por Dongheok Shin e seus colegas da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul.

Como em todos os desenvolvimentos anteriores na área, o novo "manto da invisibilidade inteligente" começou operando na faixa das micro-ondas.

Manto da invisibilidade inteligente

A camuflagem mantém o objeto escondido mesmo que a forma do objeto varie, o que significa que o metamaterial manipula os raios de luz de forma adaptativa, para que a luz continue dando a impressão de percorrer sempre uma linha reta, mesmo quando o objeto muda de formato.

Para conseguir isso, Shin e seus colegas projetaram um metamaterial elástico que se amolda ao objeto, fazendo com que suas propriedades eletromagnéticas variem na medida exata para compensar a alteração de formato do objeto camuflado.

O feito adiciona uma dimensão nova - a maleabilidade mecânica - à área dos mantos da invisibilidade, e torna os dispositivos um pouco mais próximos de um "manto", já que todos os experimentos até agora usavam metamateriais rígidos.

Metamaterial flexível

A elasticidade é a chave para que o material se amolde ao objeto a ser camuflado.

O mecanismo de camuflagem foi construído com borrachas ocas de silicone, com diâmetro de 10 milímetros (mm) e espessura das paredes de 1 mm, dispostas em uma matriz quadrada.

O objeto continua camuflado mesmo se suas dimensões variarem em até 8 mm. O dispositivo funciona nas frequências de 10 a 12 GHz, o que é bem mais do que modelos anteriores rígidos.

O próximo passo é fazer o manto da invisibilidade inteligente funcionar nos comprimentos de onda da luz visível.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Veículo elétrico recebe energia pelos pneus

Parado, apenas para demonstração, o mecanismo alimenta continuamente uma lâmpada de 100 Watts. [Imagem: Toyohashi University/Takashi Ohira]

Eletricidade sem fios
Engenheiros japoneses idealizaram uma nova forma de manter carregadas as baterias dos veículos elétricos.
Já existem várias propostas de mecanismos para recarregar os carros elétricos em movimento, usando eletricidade sem fios.
Por exemplo, estradas magnéticas poderiam fornecer energia para o veículo, ou para recarregar suas baterias, usando bobinas instaladas na parte inferior do carro.
Takashi Ohira e seus colegas da Universidade Toyohashi tiveram uma ideia ainda melhor e mais barata, que praticamente não exigirá nenhuma modificação no carro.
Energia pelos pneus
Ohira demonstrou que é possível transferir a energia elétrica para os carros remotamente, sem fios, aproveitando o aço usado no interior dos pneus.
Devido ao seu formato, o aço presente no interior dos pneus já é naturalmente uma bobina, pronta para capturar a eletricidade disponibilizada por eletrodos instalados sob o asfalto.
Como os fios de aço estão eletricamente isolados pela borracha do pneu, os pesquisadores usaram uma corrente de alta frequência, capaz de cobrir com segurança e confiabilidade a distância entre os eletrodos e a bobina.
Autonomia dos carros elétricos
Os pesquisadores testaram seu conceito usando um modelo de carro elétrico, em escala 1/32.
O carro circulou perfeitamente, com uma eficiência de penetração da eletricidade sem fios de 75% a 52 MHz.
"Se o esquema for aplicado na prática, nós acreditamos que ele permitirá um tremendo aumento na autonomia dos carros elétricos," disse Ohira.
No futuro, quando avenidas e rodovias estiverem preparadas para fornecer eletricidade para os veículos elétricos em movimento, esses veículos poderão usar um número muito menor de baterias, já que elas serão necessárias apenas nas vias locais, onde não houver suprimento de eletricidade sem fios.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Palavras têm sentimentos

Na raiva, tristeza, alegria ou medo, o discurso assume uma urgência que não está presente em sua expressão com um temperamento mais brando. [Imagem: Annett Schirmer]

Emoção e tempo
Será que a emoção expressa em nossa voz tem um efeito duradouro sobre quem nos ouve?
Segundo Annett Schirmer, da Universidade Nacional de Cingapura, a emoção nos ajuda a reconhecer as palavras com maior rapidez e mais precisão.
A longo prazo, no entanto, nós não nos lembramos dos discursos emocionalmente carregados de forma tão exata quanto de um discurso emocionalmente neutro.
Valor emocional das palavras
Quando nos lembramos das palavras, elas adquirem um valor emocional.
Por exemplo, as palavras ditas em voz triste são lembradas como mais negativas do que as palavras ditas em voz neutra.
Na raiva, tristeza, alegria ou medo, o discurso assume uma urgência que não está presente em sua expressão com um temperamento mais brando.
As palavras se tornam mais fortes ou mais suaves, mais apressadas ou mais lentas, mais melódicas, irregulares ou mais monótonas.
E este discurso emocionado imediatamente capta a atenção de um ouvinte.
O que Schirmer e seus colegas queriam saber é se a emoção tem um efeito duradouro sobre a memória, se ajudaria a lembrar melhor ou não desses discursos no longo prazo.
Emoção feminina
Os participantes dos experimentos reconheceram melhor as palavras quando as tinham ouvido em tom neutro, em comparação com o tom triste. Além disso, as palavras foram mais lembradas como mais negativas quando foram ouvidas previamente em voz triste.
Os pesquisadores também observaram diferenças de gênero na compreensão do discurso.
Eles descobriram que as mulheres são mais sensíveis aos elementos emocionais do que os homens, e são mais propensas do que os homens a recordar a emoção carregada na voz.
Exames dos níveis do hormônio estrogênio, realizados entre os participantes, mostraram forte correlação com essas diferenças entre gêneros.
"Vozes emocionais geram mudanças na memória de longo prazo, bem como captam a atenção do ouvinte. Elas influenciam a forma como as palavras são posteriormente reconhecidas e quais emoções são atribuídas a eles. Assim, as vozes, tal como outros sinais emocionais, afeta os ouvintes além do presente imediato," disse Schirmer.
O estudo foi publicado na revista Cognitive, Affective & Behavioral Neuroscience.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Urca abre inscrições para seleção de professor temporário

Imagem: Blog Cariri

A partir desta quarta-feira (12) a Universidade Regional do Cariri (Urca) abre as inscrições para o  Processo Seletivo de Professor Temporário. Estão sendo disponibilizadas 27 vagas para professores temporários, destinadas a Unidade Descentralizada de Iguatu, nas áreas de Direito, Economia, Enfermagem, Educação Física e Psicologia. Os interessados devem se inscrever até o próximo dia 26 de dezembro.

Os requerimentos de inscrição do concurso serão recebidas pela Comissão de Seleção do Processo Seletivo, no Campus do Pimenta (Rua Cel. Antônio Luiz, 1161) ou na Unidade da Urca em Iguatu (Rua Evaldo Gouveia, 21 - São Sebastião), nos horários das 09 horas às 12 horas e das 14 horas às 18 horas, de segunda à sexta feira, no prazo estabelecido no Edital.

Os requerimentos também poderão ser feitos através do endereço eletrônico: www.urca.br, devendo a documentação exigida ser postada à Comissão de Seleção do Processo Seletivo para Contratação de Professor Temporário da URCA, até o último dia de inscrição – 26 de dezembro -, através de SEDEX com Aviso de Recebimento (AR), no endereço Rua Cel. Antônio Luiz, no. 1161, Bairro Pimenta, Crato/CE, CEP.: 63.105- 000. A taxa de inscrição de R$ 100,00 deverá ser paga em qualquer agência da Caixa Econômica Federal (CEF), mediante depósito em favor da Universidade Regional do Cariri, Conta Corrente, nº369-2, agência 0919-9, devendo o comprovante de depósito ser afixado na ficha de inscrição.

Mais Informações: Campus do Pimenta (88) 3102.1244 ou Unidade da Urca em Iguatu (88 3581.3552)

Fonte: Governo do Estado do Ceará
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Primeiro implante de uma prótese robótica controlada pelo pensamento


Os impulsos elétricos que vêm pelos nervos do paciente serão capturados por uma interface neural que os enviará através do implante de titânio, tornando o equipamento uma prótese biônica verdadeira. [Imagem: Integrum]
 Muitos cérebros
Já está agendada a primeira cirurgia para implantar em um paciente um braço robótico controlado pelo pensamento.
O implante será feito até Janeiro na Universidade de Chalmers, na Suécia, pelo grupo do Dr. Max Ortiz Catalan.
A cirurgia será um marco longamente esperado de uma área tipicamente multidisciplinar que, além dos cirurgiões, reúne neurologistas, roboticistas, engenheiros de diversas especialidades, programadores de computador e matemáticos.
"Nossa tecnologia ajudará os amputados a controlar um membro artificial de forma muito parecida com o que eles faziam com sua mão ou braço naturais, usando os próprios nervos e músculos remanescentes," disse Catalan.
Prótese com controle neural
Desde os anos 1960 existem próteses controladas pelos impulsos elétricos dos músculos, mas a tecnologia de controle parece não ter progredido desde então.
Isto fez com que recentemente uma associação médica europeia lançou um manifesto afirmando que era inaceitável a qualidade atual das chamadas próteses robóticas:
O problema é que existem mãos e braços robóticos muito precisos e avançados, mas é muito difícil controlá-los, o que impede que elas virem próteses de fato e cheguem aos pacientes.
Por isso foi preciso esperar tanto tempo até que fosse possível receber diretamente os impulsos do cérebro.
Biomecatrônica
"Nós desenvolvemos uma nova interface bidirecional com o corpo humano, juntamente com um sistema de controle intuitivo e natural," disse Catalan.
Outra exigência para um funcionamento mais suave das próteses robóticas foi a osseointegração - em vez de ser conectada ao braço por um soquete, a prótese será ligada diretamente aos ossos do paciente por meio de um implante de titânio.
"A osseointegração é vital para o nosso sucesso. Nós agora estamos usando a tecnologia para conseguir um acesso permanente aos eletrodos que serão ligados diretamente aos nervos e músculos," explicou o pesquisador.
Atualmente, os eletrodos que captam os sinais elétricos são postos sobre a pele, o que altera os sinais conforme a pele se move ou o usuário transpira. O resultado é tão ruim que 50% dos pacientes que experimentam as atuais próteses robóticas desistem de usá-las.
O Dr. Max Ortiz Catalan sonha com o dia em que suas próteses biomecatrônicas poderão sair dos laboratórios e se tornar acessíveis a todos os amputados. [Imagem: Oscar Mattsson]
Prótese biônica
Neste experimento pioneiro, os pesquisadores vão implantar os eletrodos diretamente nos nervos e nos músculos remanescentes.
Os impulsos elétricos que vêm pelos nervos do paciente serão capturados por uma interface neural que os enviará através do implante de titânio.
O circuito eletrônico da prótese usará sofisticados algoritmos para interpretar os sinais neurais e transformá-los em comandos para o braço robótico.
Como os eletrodos estarão mais próximos da fonte e o corpo funcionará como proteção, os sinais bioelétricos deverão ser mais estáveis, permitindo que a prótese robótica atende melhor aos comandos.
Isto torna o equipamento verdadeiramente uma prótese biônica.
Linha de chegada
"Testando o método em poucos pacientes, poderemos mostrar que a tecnologia funciona e então espero obter mais subsídios para continuar os estudos clínicos e desenvolver mais a tecnologia. Esta tecnologia poderá, então, tornar-se uma realidade para muitas pessoas.
"Queremos sair do laboratório e nos tornarmos parte da vida diária dos pacientes. Se o primeiras operações neste inverno [europeu] forem bem-sucedidas, seremos o primeiro grupo de pesquisa no mundo a tornar as 'próteses controladas pelo pensamento' uma realidade para os pacientes usarem em suas atividades diárias, e não somente dentro dos laboratórios de pesquisa," concluiu Catalan.
Fonte: Inovação Tecnológica

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Brasileiros trabalham em manto de invisibilidade militar

Os pesquisadores brasileiros estão interessados em impedir que objetos sejam vistos por radares, e planejam fazer isto interferindo com as ondas eletromagnéticas que os atingem, evitando sua reflexão. [Imagem: ITA/DCTA]

Fronteira da fronteira
Pesquisadores brasileiros construíram um diodo óptico, um dispositivo fotônico que deixa a luz passar apenas em um sentido.
O experimento coloca o Brasil na fronteira de duas das áreas de fronteira da pesquisa científica: a fotônica e os metamateriais.
O primeiro diodo óptico foi construído há pouco mais de um ano, por cientistas do Instituto Caltech, nos Estados Unidos.
Os cientistas brasileiros participaram de um trabalho conjunto com aquela equipe pioneira, além de parceiros da Universidade Nanjing, na China.
Compõem o grupo William Fegadolli, José Edimar Oliveira e Vilson Rosa de Almeida, ligados ao Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA).
Diodo óptico
Um diodo óptico é um componente que impede os refluxos da luz, evitando, por exemplo, que a luz reflita no interior de uma fibra óptica, interferindo com o feixe principal.
As aplicações de um componente fotônico desse tipo são inúmeras, da simulação de sistemas quânticos até a fabricação de processadores fotônicos, que substituem os elétrons por fótons.
Camuflagem militar
Tecnicamente, o experimento pertence à classe dos metamateriais, materiais sintéticos mais conhecidos pelo desenvolvimento dos mantos de invisibilidade.
Os pesquisadores brasileiros, ligados ao campo militar, estão interessados justamente em aplicações de invisibilidade.
Mais especificamente, eles estão interessados em impedir que objetos sejam vistos por radares, e planejam fazer isto interferindo com as ondas eletromagnéticas que os atingem, evitando sua reflexão.
Segundo o grupo, a demonstração de um componente individual que impede o retorno das ondas eletromagnéticas demonstra a viabilidade de construção de aparatos mais complicados que possam ser usados para revestir os veículos de guerra.
Fonte: Inovação Tecnológica
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