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Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Brasil terá mina subterrânea de urânio

A lavra subterrânea permitirá alcançar uma parte do minério que não pode ser explorada na modalidade a céu aberto. [Imagem: INB]

Mina subterrânea de urânio
Foi dado o primeiro passo para a mineração subterrânea na única mina de urânio em atividade do Brasil, localizada no município de Caetité (BA).
Implantada em 2000, a mina já produziu 3.370 toneladas do minério a céu aberto.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) atendeu ao pedido das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), dona da mina, e aprovou o local para a extração subterrânea.
A decisão da CNEN considera, entre outras questões, que a empresa pública atendeu as normas de licenciamento e cumpriu as demais exigências legais.
A lavra subterrânea permitirá alcançar uma parte do minério que não pode ser explorada na modalidade a céu aberto.
A mina subterrânea terá capacidade de produzir 400 toneladas por ano de concentrado de urânio.
A CNEN também autorizou a INB a exportar 17 mil toneladas de torta 2, que é o resíduo proveniente do tratamento químico do minério monazita. Das 17 mil toneladas, 13 mil estão na unidade da INB em Caldas (MG).
Autossuficiência em urânio
A mais importante província uranífera brasileira está localizada no sudoeste da Bahia, próxima aos Municípios de Caetité e Lagoa Real.
Suas características - teor e dimensão de reservas estimadas em 100.000 toneladas exclusivamente de urânio, sem outros minerais de interesse associados - foram determinantes na opção da INB por sua exploração.
Esta quantidade é suficiente para o suprimento da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (Angra 1, 2 e 3) e mais as usinas previstas no Plano Nacional de Energia 2030 durante toda a vida útil destas instalações.
Com capacidade de produção de 400 toneladas/ano de concentrado de urânio, a meta da INB para os próximos anos é a sua duplicação para 800 toneladas/ano.
A mina atual, a céu aberto, não é um local definido, com o minério espalhado por uma extensa área.
Isso exigiu a construção de uma planta modular, concebida com a finalidade de promover o aproveitamento do urânio em cerca de 33 ocorrências que compõem a reserva atualmente conhecida.
Beneficiamento do urânio
O processo de beneficiamento do minério de urânio é o de lixiviação em pilhas, ou estática.
Depois de britado, o minério é disposto em pilhas e irrigado com solução de ácido sulfúrico para a retirada do urânio nele contido.
Esta técnica dispensa fases de moagem, agitação mecânica e filtração, permitindo, além de uma substancial redução nos investimentos, uma operação a custos menores, em face do reduzido número de equipamentos e unidades operacionais envolvidos.
A concentração do urânio é realizada pelo processo de extração por solventes orgânicos, seguida da separação por precipitação, secagem e acondicionamento em tambores.
No aspecto ambiental, a ausência de rejeitos sólidos finos e a menor utilização de insumos químicos minimiza os impactos - os efluentes líquidos do processo são reciclados, garantindo que o ácido não seja liberado para o meio ambiente.
A INB planeja substituir a etapa de lixiviação em pilhas pela lixiviação convencional (agitada), que permite maior rendimento de recuperação do urânio.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 27 de março de 2013

A Terra vista de "cima"

Desde dezembro do ano passado o astronauta canadense Chris Hadfield está na Estação Espacial Internacional (ISS). Ele registrou imagens impressionantes da Terra, dentre elas destacamos algumas, vejam:
'Olho da África' foi clicado do espaço pelo astronauta canadense Chris Hadfield (Foto: Chris Hadfield/Nasa)

Estrutura de Richat, ou "Olho da África", que tem 50 km de diâmetro e foi descoberta em 1965 na Mauritânia. O local ainda é considerado um enigma para a ciência, e poderia ser resultado de uma erupção vulcânica há cerca de 100 milhões de anos, afundando depois em decorrência de um processo de erosão.
Monte Etna, na Itália, foi visto da ISS coberto de neve e entrando em erupção (Foto: Chris Hadfield/Nasa)

Monte Etna, na Itália, coberto de neve e exalando uma fumaça preta.
Formação de tempestade 'furiosa' também foi registrada pelo astronauta na ISS (Foto: Chris Hadfield/Nasa)

Tempestade "furiosa" em formação.

Em ocasiões anteriores, Hadfield já postou um vídeo em que ensina a cortar as unhas em um ambiente de gravidade zero, e outro em que canta uma música composta e gravada na ISS especialmente para o Natal, chamada "Jewel in the night" (Joia na noite). Segundo o astronauta, essa foi a primeira canção feita e executada no espaço.

Hadfield desembarcou na estação no dia 19 de dezembro, após decolar do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de um foguete russo Soyuz.

Além dele, fazem parte da atual expedição da ISS o americano Tom Marshburn e o russo Roman Romanenko. Nesta quinta-feira (28), devem se juntar a eles o comandante russo Pavel Vinogradov e os engenheiros de voo Chris Cassidy (americano) e Alexander Misurkin (russo), que vão viajar a bordo do foguete Soyuz TMA-08M.

Fonte: G1 Ciência e Saúde
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terça-feira, 26 de março de 2013

Tempo e espaço: em que direção está o futuro?

Ao contrário da teoria de Einstein, na qual o espaço e o tempo são mutuamente inseparáveis, na mente humana espaço e tempo estão entrelaçados.[Imagem: Wikimedia]

Tempo espacial
Todos gostamos de falar que o tempo voa, que ele não pára - enfim, nossas descrições do tempo estão sempre relacionadas como um movimento pelo espaço.
Um novo estudo mostrou que ilusões que influenciam a forma como nos movimentamos pelo espaço também influenciam nossa percepção do tempo.
Mas não se trata apenas de uma associação: nossa experiência do tempo e do espaço parecem estar muito mais ligadas do que se pensava.
Mas se tempo e espaço têm algo em comum, de onde vem o tempo? E para onde ele vai?
"Parece-nos que os psicólogos têm negligenciado o importante fato de que, na experiência diária, as pessoas não avaliam o passado e o futuro exatamente da mesma forma, disse Eugene Caruso, da Universidade de Chicago (EUA).
Direção do tempo
A partir de pesquisas sobre a percepção espacial, sabemos que as pessoas se sentem mais próximas de objetos rumo aos quais elas estão se movendo do que de objetos dos quais elas estão se afastando, mesmo se os objetos estiverem exatamente na mesma distância.
Como nossas percepções de tempo são baseadas nas nossas experiências de espaço, Caruso e seus colegas levantaram a hipótese de que a mesma ilusão poderia influenciar a forma como experimentamos o tempo, resultando no que eles chamam de um efeito Doppler temporal.
De fato, seus experimentos com estudantes em uma estação de trem mostraram que as pessoas acreditam que o tempo futuro - um mês ou um ano a partir de hoje - está mais próximo do que o mesmo tempo no passado.
Os cientistas então aprimoraram o experimento, colocando os estudantes em um ambiente de realidade virtual que permitia que eles se movimentassem enquanto avaliavam o tempo.
Somente os estudantes que caminhavam rumo a um objetivo continuaram sentindo o futuro mais próximo do que o passado.
Aqueles que acreditavam estar se movendo para longe do objetivo, não apresentaram o efeito Doppler temporal.
Rumo ao futuro
Estes resultados confirmam que nossas percepções de tempo são baseadas em nossas experiências de movimento através do espaço: nós tendemos a nos sentir mais próximos do futuro porque sentimos que estamos nos movendo em direção a ele.
O que vale dizer: em termos da direcionalidade do tempo, a maioria de nós acredita que o futuro está à nossa frente, e o passado atrás.
Isto confirma outras pesquisas, que fizeram o inverso, mostrando que pensar no futuro ou no passado nos move de verdade.
Há também relatos de pessoas que acreditam que o passado está para a direita e o futuro para a esquerda, ou vice-versa.
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Adeus teclados: escreva a mão livre no ar

A luva de escrever no ar é ideal para uso em conjunto com óculos de realidade virtual, nos quais câmeras projetam as imagens à frente dos olhos da pessoa, simulando telas muito grandes.[Imagem: KIT]

A expressão "escrever a mão livre" nunca pareceu tão real.
Christoph Amma, do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha, criou um equipamento que permite substituir o teclado pela escrita direta, feita em pleno ar.
Segundo ele, sua intenção era criar um dispositivo de interface que permita operar os chamados computadores de vestir, uma tecnologia emergente que prevê que os computadores estarão em todos os lugares, acompanhando o usuário onde ele for.
"A luva de escrever no ar é usada para escrever letras a mão livre, como se estivéssemos usando um quadro invisível; [assim] a interação é incorporada de forma transparente na vida diária," diz ele.
A luva possui sensores de aceleração e giroscópios para rastrear os movimentos da mão com muita precisão. "Ao contrário dos sistemas baseados em câmeras, esses sensores são muito pequenos, portáteis e robustos," diz Amma.
O maior trabalho, contudo, é feito pelo software que recebe e interpreta os movimentos.
Amma desenvolveu um algoritmo que descarta qualquer movimento que não se pareça com escrever em um quadro invisível à frente do usuário - coisas como comer, atender o celular ou coçar o nariz.
O programa possui um modelo estatístico para as características de movimento equivalentes a cada letra, o que permite levar em conta as diferenças de escrita de pessoa para pessoa.
Na versão atual, o programa reconhece frases completas escritas em letra de forma. "O sistema tem uma taxa de erro de 11%. Quando é adaptado para o estilo individual de escrita, a taxa de erro cai para 3%," diz Amma.
Segundo ele, o sistema é ideal para uso em conjunto com óculos de realidade virtual, nos quais câmeras projetam as imagens à frente dos olhos da pessoa, simulando telas muito grandes.
"Quando um sistema desses é combinado com a possibilidade de introduzir comandos de entrada e textos por meio de gestos, você nem mesmo precisa de um aparelho nas mãos," disse o pesquisador.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 23 de março de 2013

Brasileiros querem encontrar nova Física no LHC 2.0

Os dados mais recentes mostraram que a partícula descoberta no LHC é "um" bóson de Higgs, mas não "o" bóson previsto pelo Dr. Peter Higgs em 1964. [Imagem: Claudia Marcelloni/CERN]
LHC 2.0

Após concluir, em dezembro, a primeira fase de grandes testes experimentais à procura de partículas elementares, o LHC (Grande Colisor de Hádrons), d Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça, só voltará a realizar esse tipo de experimento em 2015 - quando será aumentada a intensidade dos feixes de raios de prótons e a energia no centro de massa do maior acelerador de partículas do mundo.

Durante o intervalo de dois anos, no entanto, a comunidade internacional de físicos teóricos desenvolverá uma série de modelos numéricos e simulações para prever os tipos de fenômenos que deverão ser observados experimentalmente nos detectores de partículas do LHC a partir de 2015.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, iniciou um projeto de pesquisa para procurar, na nova rodada de experimentos do LHC, sinais de uma nova Física, além do chamado "Modelo Padrão" - teoria construída nos últimos 50 anos que descreve as interações forte, fraca e eletromagnética das partículas fundamentais que constituem toda a matéria.

"Os próximos dois anos serão muitos intensos, tanto na teoria como na simulação, para que em 2015, quando o LHC retomar os experimentos com prótons com maior intensidade e energia, nós já tenhamos nossas previsões concluídas, de modo que os físicos experimentais possam procurar pela nova Física além do Modelo Padrão", disse Gustavo Alberto Burdman, professor do IF e coordenador do projeto.

Burdman fez parte de uma equipe brasileira que criou uma técnica para detectar partículas cósmicas exóticas.

De acordo com o pesquisador, com a descoberta de um bóson de Higgs (partícula subatômica hipotética, postulada em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs), se presumiu que o Modelo Padrão da física de partículas teria sido completamente validado.

A teoria do Modelo Padrão e do próprio bóson de Higgs apresentam, contudo, lacunas, segundo Burdman, que levam os físicos teóricos e experimentais a considerar a possibilidade de que exista Física além dela.

"O fato de o bóson de Higgs ter severos problemas de estabilidade e o Modelo Padrão não incluir determinadas partículas que observamos nos levam a acreditar que existe uma nova Física na escala que está sendo estudada pelo LHC", disse Burdman.

"O aumento da intensidade dos feixes de raios de prótons e da energia nos testes que serão realizados a partir de 2015 no colisor vão nos permitir procurar por essa Física além do Modelo Padrão", afirmou.

Fonte: Inovação Tecnológica

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Abono geral para professores da rede estadual será pago dia 28

Foto: Divulgação
O site do sindicato APEOC noticiou nesta quinta, 21, que os professores da rede estadual de ensino do Estado do Ceará receberão um abono referente a sobra dos recursos do FUNDEB, destinados ao pagamento dos profissionais do magistério em 2012 no próximo dia 28.

Em reunião com a Coordenadora da Gestão de Pessoas, a Sra. Marta Emília, o presidente do Sindicato, Prof. Anízio Melo, firmou os seguintes pontos:

  1. Pagamento Abono Geral do Fundeb 2012 – será creditado no dia 28 de março; sendo disponibilizado, de imediato, para movimentações bancárias já a partir da meia noite do dia 28;
  2. Pagamento do Salário de Março – também será creditado  no dia 28 de março; sendo disponibilizado, de imediato, para movimentações bancárias já a partir de meia noite do dia 28;
  3. Os valores individualizados, a serem creditados referentes ao ABONO GERAL DO FUNDEB 2012, deverão ser disponibilizados para consulta no site da SEPLAG/SEDUC a partir de segunda (25 de março) com imediata visualização também no site do Sindicato APEOC.
"No dia 21 de dezembro de 2012, foi feito o pagamento do primeiro abono referente às atividades extraclasse (1/3) e à diferença de implantação da PRV,como havíamos informado.
Agora, no dia 28 de março, vem o crédito do ABONO GERAL em conjunto com o salário de março para, mais uma vez, mostrar aos que acreditam, e lutam, que Sindicato somos nós: nossa força e nossa voz!" Sindicato APEOC.


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terça-feira, 19 de março de 2013

Sono é mais importante para aprendizado de crianças que de adultos

Imagem do Google

Educação do sono
Que dormir bem reforça a memória e facilita o aprendizado é algo que já se sabe há algum tempo.
Os pesquisadores têm dado atenção especial à ligação entre sono e aprendizado na escola, conforme estudos já mostraram que ficar sem dormir para estudar não dá bons resultados.
A Dra Ines Wilhelm, da Universidade de Tubingen (Alemanha), partiu então para descobrir se há alguma diferença na sedimentação do aprendizado entre crianças e adultos.
O sono é importante para as crianças para o seu desenvolvimento como um todo.
E, no tocante ao aprendizado, seu cérebro transforma subconscientemente o material aprendido no que os pesquisadores chamam de "conhecimento ativo", pronto para uso posterior quando elas estiverem acordadas.
Aprendizado e memorização
As crianças precisam lidar com um volume de informações novas muito maior do que os adultos - talvez por isso elas não apenas durmam mais, mas durmam mais profundamente.
Para comprovar essa hipótese, a pesquisadora submeteu adultos e crianças a tarefas de aprendizado e memorização. Os testes para aferição foram aplicados a grupos que dormiram bem e a grupos que ficaram acordados.
Os resultados mostraram que, depois de uma noite de sono, tanto adultos quanto crianças conseguem se lembrar de um volume de informações muito maior do que aqueles que ficaram acordados.
Mas o efeito é muito mais marcante entre as crianças, ou seja, as crianças lembram proporcionalmente mais informações do que os adultos depois que dormem bem.
Ou seja, se você quer que suas crianças saiam-se melhor na escola, é melhor não se esquecer de colocá-las para dormir na hora certa.
Aprendizado e sono
"Nas crianças, gera-se um conhecimento explícito de forma muito mais eficiente durante o sono," disse a pesquisadora. "E a capacidade extraordinária das crianças está relacionada com o maior tempo de sono profundo que elas têm à noite."
A associação entre sono e rendimento mental tem levado também a pesquisas mais audaciosas, que apontam para a possibilidade de reforçar a memória durante o sono e até que pode ser possível aprender dormindo.
Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 15 de março de 2013

Já temos "um" Bóson de Higgs, segundo cientistas do LHC

A definição sobre o bóson de Higgs terá que esperar até que o LHC volte a funcionar, em 2015 - mas há a possibilidade de que o LHC não consiga responder definitivamente a questão. [Imagem: Fermilab]

Cientistas responsáveis pelos detectores ATLAS e CMS do LHC apresentaram uma nova rodada de resultados para tentar elucidar exatamente do que se trata apartícula descoberta no ano passado, então apresentada como um "bóson do tipo Higgs".
Tendo agora analisado duas vezes e meia mais dados do que estava disponível no ano passado, eles acreditam que a nova partícula está se parecendo cada vez mais como "um" bóson de Higgs - mas não necessariamente com "o" bóson de Higgs.
Por isso, eles decidiram tirar a especificação "tipo" - até agora era um "bóson tipo Higgs", passando a ser "um bóson de Higgs".
Contudo, continua aberta a questão se é ou não o bóson de Higgs do Modelo Padrão da física de partículas, responsável por dar massa a todas as demais partículas.
A partícula possivelmente seria o mais leve de vários bósons previstos por algumas teorias que vão além do Modelo Padrão.
Chegar a uma resposta definitiva para essa questão vai levar tempo.
Ser ou não um bóson de Higgs é demonstrado pela forma como a partícula interage com outras partículas, e pelas suas propriedades quânticas.
Por exemplo, postula-se que um bóson Higgs não tem spin e, no Modelo Padrão, sua paridade - uma medida de como a sua imagem-espelho se comporta - deve ser positiva.
Os grupos do CMS e do ATLAS compararam várias opções de spin/paridade para a nova partícula observada, e todas "preferem" a situação sem spin e paridade positiva.
Isso, juntamente com as interações da nova partícula com outras partículas, indica fortemente tratar-se de um bóson de Higgs.
"Os resultados preliminares com o conjunto completo de dados de 2012 são magníficos e, para mim, está claro que estamos lidando com um bóson de Higgs, embora ainda haja um longo caminho a percorrer antes de sabermos que tipo de bóson de Higgs ela é," disse Joe Incandela, porta-voz da colaboração CMS.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Megaobservatório é inaugurado a 5 mil metros de altitude nos Andes

Antenas com peso de 100 toneladas podem se deslocar sobre o platô de Chajnantor (Foto: Dennis Barbosa/G1)

Foi inaugurado nesta quarta-feira (13) um novo observatório astronômico sobre o longínquo platô de Chajnantor, a 5 mil metros de altitude, na Cordilheira dos Andes chilena.
Batizado de Alma (sigla em que significa  “grande conjunto milimétrico/submilimétrico do Atacama ) o projeto é resultado de quase três décadas de planejamento, discussões e negociações. A um custo de US$ 1,4 bilhão, é o maior projeto astronômico já executado em terra – em volume de investimento, só perde para telescópios que funcionam no espaço. Ao todo, são 20 os países envolvidos, entre eles o Brasil, em menor proporção (veja a situação brasileira abaixo, e o Chile, que oferece seu território como sede do empreendimento.
O Alma consiste num conjunto de 66 antenas (atualmente 57 já estão operando ou estão no local, prontas para operar, sendo que as 9 restantes devem estar funcionando ainda este ano) que captam ondas emitidas por corpos frios em lugares muito longínquos do universo, com as quais se espera obter novas informações sobre a origem de estrelas e planetas, bem como sobre a presença de partículas orgânicas em lugares a bilhões de anos-luz da Terra.
Fonte: G1 Ciência e Saúde
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terça-feira, 12 de março de 2013

ENEMVEST - Curso preparatório da Escola Santa Tereza

Professores apresentando o Projeto ENEMVEST
Foto: Emerson David
Na tarde de ontem, 11, iniciamos o curso de Matemática e Física preparatório para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio e Vestibulares.

O projeto, destinado aos alunos que estão cursando o 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Santa Tereza de Altaneira-Ce será realizado pelos professores Adeilton Silva e Paulo Robson, que são respectivamente responsáveis pelas disciplinas de Matemática e Física da referida instituição, tendo acompanhamento e apoio do professor Wellton Cardoso, este Coordenador da Área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.

As aulas deste curso acontecerão sempre no contra-turno em que o aluno está matriculado todas as segundas, terças e quartas, sendo os alunos divididos por turmas, tornando-se assim uma estratégia a mais na finalidade de alcançarmos uma melhora em nossa educação básica além de contribuir para a formação profissional dos alunos após o encerramento do Ensino Médio, haja vista que um dos objetivos destes trabalhos é auxiliá-los na conquista de bolsa de estudo ofertadas pelo Prouni e SISU.

Ao longo do ano serão tratados os temas que mais são levantados nas provas de Matemática e Física, dúvidas eventuais sobre as provas e sistemas de bolsas e cotas, dicas de preparação para estudos e realização da prova, análise das fontes de pesquisa mais utilizadas pelo exame, enfim todos os assuntos relevantes ao ENEM e os melhores e mais concorridos vestibulares do país.

Desde já desejamos muita força para todos os inscritos e esperamos que os frutos deste trabalho sejam colhidos no final do ano.

Abraços a todos!
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segunda-feira, 11 de março de 2013

LHC detecta partícula alternando de matéria para antimatéria

Um dos principais objetivos do experimento LHCb é explicar melhor a assimetria entre matéria e antimatéria.[Imagem: CERN]

Embora fique parado para reformas e atualizações tecnológicas pelos próximos dois anos, o LHC continuará rendendo frutos científicos derivados da análise dos dados já coletados.
A primeira novidade veio no campo da antimatéria com os cientistas reunidos na Itália para mais uma estação de anúncios dos resultados.
foi flagrado pela primeira vez uma partícula chamada méson-D oscilando entre matéria e antimatéria por um grupo ligado ao detector LHCb, um dos quatro grandes instrumentos do LHC - são sete ao todo.
A interação fraca - uma das quatro forças fundamentais da natureza - permite que os quarks mudem o seu tipo, ou o que os físicos chamam de "sabor".
Mas os mésons neutros - partículas compostas de um quark e um anti-quark - também podem sofrer uma interação fraca de segunda ordem, o que significa que eles podem oscilar entre seu estado de partícula e de antipartícula.
A equipe observou pela primeira vez essa inversão de estados entre matéria e antimatéria com uma certeza de 9,1 sigmas, muito acima do nível 5 exigido para determinar uma descoberta.
Essa oscilação de uma partícula entre matéria e antimatéria é prevista pelo Modelo Padrão da Física para todos os quatro tipos de mésons - agora todas elas foram observadas experimentalmente.
Em 2011, o LHCb encontrou os primeiros sinais de uma violação direta da chamada violação de carga-paridade, o que poderia apontar para eventos além daqueles previstos pela física atual.
Segundo os pesquisadores, eles continuam analisando os novos dados obtidos em busca da confirmação daquela observação, que ainda não atingiu os 5 sigmas necessários para ser definido como uma descoberta.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 10 de março de 2013

Cientistas da Nasa recalculam idade de estrela mais velha já descoberta


Idade da estrela mais velha já descoberta é calculada por cientistas da agência espacial americana (Nasa), ela é conhecida como "Estrela Matusalém" ou HD 140283.
Foi calculado que a estrela possua 14,5 bilhões de anos, com margem de erro de 0,8 bilhão para mais ou para menos - o que significa que ela pode ter de 13,7 a 15,3 bilhões de anos.
Nasa divulgou imagem em que destaca presença da estrela mais antiga do universo, localizada a 190 anoz-luz da Terra (Foto: Divulgação/DSS/Caltech
Anteriormente era estimado que a estrela poderia possuir 16 bilhões de anos, segundo a Nasa. O novo cálculo foi feito usando observações feitas pelo telescópio Hubble.
A medição reduz a margem de idade da estrela, e permite que sua existência seja mais compatível com a idade calculada do universo - os astrônomos dizem que há um paradoxo entre a existência da estrela e a idade do universo, que é calculada em 13,8 bilhões de anos aproximadamente.
"Talvez a cosmologia estivesse errada, a física estelar estivesse errada, ou a distância da estrela estivesse errada. Então decidimos melhorar o cálculo da distância, e descobrimos isso", afirmou o pesquisador Howard Bond, da Universidade Estadual da Pensilvânia, um dos autores do estudo.
"Percebemos que esta é a estrela mais antiga com uma idade bem definida", disse Bond. A "matusalém" está nos primeiros estágios de se expandir e se tornar em uma gigante vermelha.
O novo cálculo faz com que a idade da estrela seja mais plausível e corrige eventuais erros na distância prevista anteriormente para o astro. A "Matusalém" está localizada a 190 anos-luz da Terra, segundo a Nasa.
Fonte: G1 Ciências e Saúde

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sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia de comemorações pelo dia da mulher nas escolas de Altaneira


Professoras da escola 18 de dezembro recebendo suas homenagens
Foto: Daniel Costa
Hoje as escolas municipais de Altaneira, além da escola estadual estará prestando várias homenagens as suas alunas, professoras e funcionárias. Estaremos postando as fotos em nossa rede social facebook, para visualizá-las CLIQUE AQUI

Foto: Divulgação

Uma em cada cinco mulheres já sofreu violência dentro de casa. O Mapa da Violência 2012 mostra que em 80% dos casos os agressores são namorados e maridos. Para chamar a atenção para o problema e acabar com o estigma de que a Lei Maria da Penha é contra os homens, a campanha “Homem de Verdade Não Bate em Mulher”, tem a adesão de vários brasileiros famosos.


Aproveitando a data de hoje, 08 de março, dia comemorativo em homenagem à mulher, gostaríamos de parabenizar todas as mulheres e contribuir com a campanha em defesa destas que são exemplos de amor e determinação.

Parabéns mulheres!

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Apenas 10% dos alunos aprendem o ideal em matemática no ensino médio

Aula de matemática (Foto: Reprodução/RBS TV)

Apenas 10,3% dos jovens brasileiros têm aprendizado adequado em matemática ao final do ensino médio, segundo aponta o relatório De Olho nas Metas divulgado nesta quarta-feira (6) pelo movimento Todos pela Educação. Os dados foram atualizados com base nos resultados da Prova Brasil/Saeb 2011.
A deficiência em matemática já foi constatada em 2009, quando o índice de proficiência entre os alunos do último ano do ensino médio foi de 11%. A meta parcial estabelecida pelo Todos pela Educacação para 2011 era de 20%. 
Nesta nova atualização, o cenário em matemática revela uma crise. Nenhuma unidade da federação atingiu a meta parcial de 2011. O desempenho menos pior foi do Amazonas, que ficou a 3,5 pontos percentuais da meta. O destaque negativo fica por conta do Distrito Federal, 18,1 pontos percentuais abaixo da meta.
Para Katia Stocco Smole, mestre e doutora em educação na área de ciências e matemática, nada justifica esse cenário. "O mais grave ainda é ficarmos apenas na denúncia e não mobilizarmos ninguém. Não há exclusão maior do que esta, onde se faz um funil apenas por uma disciplina."
Segundo ela, em todo o mundo os índices de proficiência entre os alunos são maiores em português do que em matemática. "Não que seja mais difícil aprender matemática, a diferença é que o contato com a língua portuguesa é muito maior. Não ouvimos falar de álgebra na televisão. Apesar da importância da matemática, o tempo de vivência com a língua portuguesa é muito maior."
Fonte: G1 Educação
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quarta-feira, 6 de março de 2013

Bola com olhos mostra o jogo de outro ponto de vista

A técnica foi testada em uma bola de futebol americano, mas pode ser usada em bolas de futebol, vôlei, basquete etc.[Imagem: Carnegie Mellon Robotics Institute]

Filmadora na bola
Uma câmera de vídeo instalada em uma bola de futebol poderia registrar imagens nunca vistas, desde uma disputa acirrada, até uma viagem direto para o gol ou para a cesta.
A dificuldade é que, ossos do ofício, a bola costuma rolar.
Assim, salvo raras exceções, tudo o que a câmera-bola conseguirá captar serão cenas de dar enjoo em qualquer um.
Kodai Horita e Kris Kitani, das universidades de Eletrocomunicações de Tóquio (Japão) e Carnegie Mellon (EUA), encontraram uma solução.
A dupla desenvolveu um algoritmo de processamento de imagens que retira os quadros indesejáveis do filme, criando uma cena contínua e suave, mostrando o ponto de vista da bola conforme ela viaja de um jogador a outro.
Por enquanto eles testaram a técnica em uma bola de futebol americano, mas um revestimento transparente forte o suficiente permitirá transformar um dos gomos das bolas de futebol, ou de qualquer outro esporte, como vôlei ou basquete, em uma janela para a objetiva da câmera.
Câmera voadora
Conforme a bola gira, a câmera captura uma sucessão de quadros que inclui o chão, o céu, seu ponto de partida e seu ponto de destino - e tudo entre esses intervalos.
O algoritmo usa o céu como ponto de referência para determinar o que é origem e o que é destino. A seguir, ele "limpa" o filme, descartando o que não interessa.
Os quadros de interesse são compostos em um mosaico único, gerando um filme com um campo de visão mais largo do que a câmera conseguiria capturar em um único voo da bola mesmo que elas estivesse perfeitamente estabilizada.
É uma técnica similar à que a NASA usa para compor as imagens do robô Curiosity em uma única imagem panorâmica de Marte.
Dificilmente as entidades esportivas aprovarão essas bolas com olhos, mas o aparato promete vídeos interessantes para apresentações e divertimento, sobretudo nos intervalos dos jogos.
Os pesquisadores planejam uma segunda versão da técnica, que empregue uma câmera mais rápida para evitar borrões nas imagens, e um aprimoramento do algoritmo para eliminar completamente as distorções criadas pelo rápido movimento da bola.
Fonte: Inovação Tecnológica

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terça-feira, 5 de março de 2013

Planeta Vênus é visto através de Saturno por sonda espacial da Nasa

O planeta Vênus, considerado pelos astrônomos o "irmão gêmeo" da Terra – pelo tamanho, massa, composição e órbita dos dois –, pôde ser visto através dos anéis de Saturno pela sonda espacial Cassini, da Nasa.

A imagem abaixo, feita em luz visível a 802 mil km de Saturno, foi captada em 10 de novembro de 2012 e divulgada esta semana. Ela revela as cores verdadeiras dos dois planetas.
Vênus vira um ponto branco através dos anéis de Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
Em outra foto, o segundo planeta do Sistema Solar aparece ao longe no espaço interplanetário, como um ponto branco na parte superior e direita do centro da imagem, acima da faixa branca do anel G de Saturno, o sexto planeta do nosso sistema. Mais abaixo, o ponto brilhante que aparece perto do anel E é uma estrela distante.
Segundo planeta do Sistema Solar é visto na parte superior (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

A foto acima foi tirada com filtros de luz vermelho, verde e azul, que foram combinados para criar essa visão de cor natural. O registro foi feito no dia 4 de janeiro, a uma distância de 597 mil km de Saturno.

Vênus é um planeta "nublado", coberto por espessas nuvens de ácido sulfúrico, o que o torna muito brilhante. Sua visibilidade máxima daqui da Terra é atingida algumas horas antes do nascer do Sol, razão pela qual é conhecido também como estrela da manhã ou estrela d'Alva.

Junto com Mercúrio, Terra e Marte, Vênus é um dos planetas rochosos do Sistema Solar. Além disso, tem uma atmosfera formada por dióxido de carbono que atinge cerca de 500° C e uma pressão na superfície cem vezes maior que a da Terra.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ISA).

Fonte: G1 Ciência e Saúde
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domingo, 3 de março de 2013

Nascimento de planeta pode ter sido flagrado por Astrônomos


Esta descoberta ajudará a compreender melhor como se formam os planetas, uma vez que será possível testar as teorias atuais em um alvo observável.[Imagem: ESO/L. Calçada]
Ainda envolto por um espesso disco de gás e poeira, Astrônomos obtiveram aquilo que acreditam ser a primeira observação direta de um planeta em formação.
Sendo confirmada, esta descoberta ajudará a compreender melhor como se formam os planetas, haja vista que será possível testar as teorias atuais em um alvo observável.
Na Suíça, em Zurique mais precisamente, uma equipe internacional liderada por Sascha Quanz estudou o disco de gás e poeira em torno da estrela jovem HD100546, uma estrela relativamente próxima, situada a 335 anos-luz de distância da Terra.
A equipe surpreendeu-se ao descobrir o que parece ser um planeta em formação, ainda envolto no disco de material que rodeia a estrela. O candidato a planeta será um gigante gasoso semelhante a Júpiter.
"Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico desenvolvido essencialmente por simulações de computador", diz Sascha Quanz. "Se a nossa descoberta for confirmada como realmente um planeta em formação, então pela primeira vez os cientistas poderão estudar de forma empírica o processo de formação planetária e a interação entre um planeta em formação e o seu meio circundante, desde a fase primordial."
A estrela HD100546 tem sido muito estudada e foi já sugerida a existência de um planeta gigante situado cerca de sete vezes mais longe da estrela do que a Terra se encontra do Sol. O candidato a planeta agora descoberto situa-se na região exterior do sistema, cerca de dez vezes mais longe.
O candidato a protoplaneta orbita a sua estrela 70 vezes mais afastado do que a Terra se encontra do Sol. Esta distância é comparável ao tamanho das órbitas dos planetas anões do Sistema Solar exterior, como Éris e Makemake.
Devido o fato de que ele não se enquadra bem nas atuais teorias de formação planetária, esta localização torna-se controversa. Atualmente, não é ainda claro se o candidato a planeta que foi encontrado está nesta posição desde o início de sua formação, ou se migrou das regiões mais internas.
O possível protoplaneta foi detectado como uma tênue mancha situada no disco circunstelar, revelada graças ao instrumento de óptica adaptativa NACO, montado no VLT, no Chile. A técnica inovadora suprime a intensa radiação emitida pela estrela na região onde se encontra o candidato a protoplaneta.
Esta é a imagem obtida daquilo pode ser o primeiro planeta em formação já encontrado. O equipamento que cobre o brilho do estrela pode ser visto na parte inferior, na forma de um disco. [Imagem: ESO]
 Como os planetas se formam
De acordo com as atuais teorias, os planetas gigantes crescem ao capturar parte do gás e poeira que restam após a formação da estrela.
Os astrônomos descobriram várias características na nova imagem do disco em torno de HD100546, que apoiam esta hipótese de formação de protoplaneta. Estruturas existentes no disco circunstelar de poeira, que poderiam ser causadas por interações entre o planeta e o disco, apareceram próximo do protoplaneta detectado.
Existem também indícios de que as regiões em volta do protoplaneta estejam sendo aquecidas pelo processo de formação.
O Sistema Solar não é um bom lugar para estudar a formação de planetas porque que todos os planetas perto de nós formaram-se há mais de quatro bilhões de anos.
Durante muitos anos, as teorias sobre formação planetária eram fortemente influenciadas pelo que os astrônomos observavam na nossa vizinhança, já que não se conheciam mais planetas.
Desde 1995, quando foi descoberto o primeiro exoplaneta, várias centenas de sistemas planetários foram observados, abrindo assim novas oportunidades para o estudo da formação dos planetas.
No entanto, e até agora, nenhum planeta tinha sido ainda "apanhado em flagrante", em pleno processo de formação, ainda envolto no disco de material que circunda a jovem estrela progenitora.
Laboratório planetário
Embora a explicação mais provável para as observações obtidas seja a existência de um protoplaneta, os resultados deste estudo requerem observações suplementares para se confirmar a existência do planeta e invalidar outros cenários menos prováveis mas também plausíveis.
Entre outras explicações possíveis, o sinal detectado pode estar a ser emitido por uma fonte de fundo.
É igualmente possível que o objeto detectado não seja um protoplaneta, mas sim um planeta completamente formado, que tenha sido ejetado da sua órbita original, próxima da estrela.
Se se confirmar que o novo objeto em torno de HD100546 é, de fato, um planeta em formação, envolvido ainda pelo disco de gás e poeira progenitor, então ele se tornará um laboratório único para estudos sobre o processo de formação de um novo sistema planetário.
Fonte: Inovação Tecnológca

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Pela 1ª vez a velocidade de rotação de um buraco negro gigante é medida


Imagem do buraco negro no centro da galáxia NGC 1365 é resultado dos registros de dois telescópios,
que apresentaram a melhor visão do local feita até hoje (Foto: Guido Risaliti/Centro Harvard-Smithsonian)
Pela primeira vez a velocidade de rotação de um buraco negro supermassivo, no meio da galáxia NGC 1365, localizada na constelação da Fornalha, a 56 milhões de anos-luz da Terra. Tal façanha foi realizada por um time internacional de cientistas.
A descoberta foi feita por dois telescópios de raios X: o NuSTAR, lançado no ano passado pela agência espacial americana (Nasa), e o XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). A pesquisa pode ajudar a compreender como as galáxias e os buracos negros no centro delas evoluíram, de acordo com os os autores.
Novas observações foram mais precisas que as medições anteriores - que não haviam chegado a uma conclusão exata porque nuvens escuras ao redor dos buracos confundiram os astrônomos - e mostraram que as taxas de rotação desses locais podem ser determinadas de forma objetiva.  
Concepção artística ilustra buraco negro supermassivo com até bilhões de vezes a massa do nosso Sol. Essas regiões enormes e densas se concentram no coração das galáxias (Foto: Nasa/JPL-Caltech )
Foram analisados os raios X emitidos pelo gás quente contido em um disco do buraco negro situado fora do "horizonte de eventos", fronteira em volta dele para além da qual nada escapa, nem a luz. Tudo o que passa por ali acaba sendo sugado. Apontou a equipe .
O objeto de estudo foi um buraco negro que tem dois milhões de vezes a massa do nosso Sol e gira a uma taxa próxima ao máximo permitido pela Teoria da Relatividade, proposta no século 20 pelo físico alemão Albert Einstein. Segundo a teoria, a força da gravidade pode curvar a luz e o sistema espaço-tempo. Na atual pesquisa, os dois telescópios detectaram esses efeitos de distorção causados pelo buraco negro.
É possível rastrear a matéria que gira em torno dos buracos negros a partir dos raios X emitidos de regiões muito próximas a eles. Isso porque a radiação vista é deformada pelos movimentos das partículas e pela enorme gravidade dos buracos, segundo Fiona Harrison, professora de física e astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e principal investigadora do NuSTAR.
O principal autor do trabalho, Guido Risaliti, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Cambridge, e do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália, explica que esses "monstros" – com massa de milhões ou bilhões de vezes a do Sol – são formados por pequenas "sementes" do início do Universo e crescem engolindo estrelas e gás de suas galáxias hospedeiras ou se fundindo com outros buracos negros gigantes quando duas galáxias colidem.
Os buracos negros têm uma forte ligação com sua galáxia hospedeira, e medir a rotação deles – uma das poucas coisas mensuráveis nessas regiões – pode dar pistas para compreender essa relação fundamental. É o que afirma o astrofísico Bill Craig, que atua no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Caltech.
Fonte: G1 Ciência e Saúde


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