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sexta-feira, 29 de março de 2013

Brasil terá mina subterrânea de urânio

A lavra subterrânea permitirá alcançar uma parte do minério que não pode ser explorada na modalidade a céu aberto. [Imagem: INB]

Mina subterrânea de urânio
Foi dado o primeiro passo para a mineração subterrânea na única mina de urânio em atividade do Brasil, localizada no município de Caetité (BA).
Implantada em 2000, a mina já produziu 3.370 toneladas do minério a céu aberto.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) atendeu ao pedido das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), dona da mina, e aprovou o local para a extração subterrânea.
A decisão da CNEN considera, entre outras questões, que a empresa pública atendeu as normas de licenciamento e cumpriu as demais exigências legais.
A lavra subterrânea permitirá alcançar uma parte do minério que não pode ser explorada na modalidade a céu aberto.
A mina subterrânea terá capacidade de produzir 400 toneladas por ano de concentrado de urânio.
A CNEN também autorizou a INB a exportar 17 mil toneladas de torta 2, que é o resíduo proveniente do tratamento químico do minério monazita. Das 17 mil toneladas, 13 mil estão na unidade da INB em Caldas (MG).
Autossuficiência em urânio
A mais importante província uranífera brasileira está localizada no sudoeste da Bahia, próxima aos Municípios de Caetité e Lagoa Real.
Suas características - teor e dimensão de reservas estimadas em 100.000 toneladas exclusivamente de urânio, sem outros minerais de interesse associados - foram determinantes na opção da INB por sua exploração.
Esta quantidade é suficiente para o suprimento da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (Angra 1, 2 e 3) e mais as usinas previstas no Plano Nacional de Energia 2030 durante toda a vida útil destas instalações.
Com capacidade de produção de 400 toneladas/ano de concentrado de urânio, a meta da INB para os próximos anos é a sua duplicação para 800 toneladas/ano.
A mina atual, a céu aberto, não é um local definido, com o minério espalhado por uma extensa área.
Isso exigiu a construção de uma planta modular, concebida com a finalidade de promover o aproveitamento do urânio em cerca de 33 ocorrências que compõem a reserva atualmente conhecida.
Beneficiamento do urânio
O processo de beneficiamento do minério de urânio é o de lixiviação em pilhas, ou estática.
Depois de britado, o minério é disposto em pilhas e irrigado com solução de ácido sulfúrico para a retirada do urânio nele contido.
Esta técnica dispensa fases de moagem, agitação mecânica e filtração, permitindo, além de uma substancial redução nos investimentos, uma operação a custos menores, em face do reduzido número de equipamentos e unidades operacionais envolvidos.
A concentração do urânio é realizada pelo processo de extração por solventes orgânicos, seguida da separação por precipitação, secagem e acondicionamento em tambores.
No aspecto ambiental, a ausência de rejeitos sólidos finos e a menor utilização de insumos químicos minimiza os impactos - os efluentes líquidos do processo são reciclados, garantindo que o ácido não seja liberado para o meio ambiente.
A INB planeja substituir a etapa de lixiviação em pilhas pela lixiviação convencional (agitada), que permite maior rendimento de recuperação do urânio.
Fonte: Inovação Tecnológica
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