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Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Abertas as inscrições para Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional

Imagem do Google
Estão abertas até o dia 20 de maio as inscrições para o Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) em Rede Nacional. O PROFLETRAS é um programa de pós-graduação stricto sensu em Letras, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação. Ele tem como objetivo capacitar professores de Língua Portuguesa para o exercício da docência no Ensino Fundamental, com o intuito de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino no País.

Coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o PROFLETRAS é um curso semipresencial com oferta simultânea nacional, no âmbito do Sistema da Universidade Aberta do Brasil (UAB), conduzindo ao título de Mestre em Letras. O programe é coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O PROFLETRAS oferecerá 829 vagas. Poderão participar do Exame Nacional de Acesso candidato que tenha diploma de curso superior de Licenciatura em Letras, habilitação Português, devidamente registrado no Ministério da Educação, que seja professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental (1º ao 9º anos) em Escola da Rede Pública de Ensino do Brasil, regularmente admitido e pertencente ao quadro permanente de servidores e que esteja ministrando aula de Língua Portuguesa em qualquer ano do Ensino Fundamental (1º ao 9º anos).

Para mais informações e inscrição, CLIQUE AQUI.

Fonte: Portal da Seduc-Ce
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

NASA testa avião supersônico invertido

A entrada de ar no lado direito do piloto (parte superior nessa visão lateral) é maior porque contém um dispositivo de controle remoto através do qual o fluxo de ar pode ser alterado durante o voo. [Imagem: NASA/Quentin Schwinn]

Concorde invertido
A janela na parede lateral do túnel de vento supersônico da NASA mostra um modelo em escala de um avião-conceito projetado pela Boeing para trazer de volta os aviões que voam acima da velocidade do som.
O novo avião-conceito supersônico mais parece um Concorde de cabeça para baixo.
Este é o segundo modelo testado pela NASA em parceria com a Boeing - os primeiros testes foram realizados no final do ano passado:
Durantes os últimos testes, os engenheiros avaliaram o desempenho das entradas de ar montadas na parte superior do avião para ver como a alteração da quantidade de fluxo de ar a uma velocidade supersônica afeta o desempenho da aeronave.
A entrada de ar no lado direito do piloto (parte superior nessa visão lateral) é maior porque contém um dispositivo de controle remoto através do qual o fluxo de ar pode ser alterado durante o voo.
Explosão sônica
O trabalho é uma parceria com o Escritório de Pesquisas Aeronáuticas da NASA para enfrentar os desafios de viabilizar o voo supersônico sobre a terra - o Concorde só superava a barreira do som sobre o oceano, por causa do barulho do chamado boom sônico.
Existem vários projetos de aviões supersônicos em andamento, inclusive um interessante biplano, mas nenhum deles receberá aprovação para voar sobre áreas continentais se o problema do boom sônico não for eliminado.
A explosão sônica produz uma onda de choque capaz não apenas de quebrar janelas, mas eventualmente de colocar estruturas metálicas em ressonância, com graves consequências.
Os pesquisadores estão testando o projeto geral do avião e opções de desempenho para reduzir as emissões de poluentes e o ruído.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

A tecnologia pode destruir a raça humana?

Nos chamados "apocalipses científicos", o mal é sempre encarnado nas próprias criações humanas.[Imagem: Kevin Warwick]

Instituto do Futuro da Humanidade - este é o nome escolhido por uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos que decidiu investigar quais são os maiores perigos contra a humanidade.
E, segundo seu primeiro relatório, chamado Riscos Existenciais como Prioridade Global, os autores de políticas públicas deveriam atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.
Seguindo uma onde crescente dos cada vez mais comuns apocalipses científicos, os pesquisadores se espantam que, no ano passado, tenham sido publicados mais textos acadêmicos a respeito desnowboarding do que sobre a extinção humana.
O diretor da organização, o sueco Nick Bostrom, eventualmente preocupado em buscar recursos para manter seu nascente instituto, montado na Universidade de Oxford, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.
Ele precisa de argumentos, já que compete com o também fatalista Centro para o Estudo do Risco Existencial, da Universidade de Cambridge, atualmente mais preocupado com uma "singularidade tecnológica" e uma revolução dos robôs.
Apocalipses descartados
Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sobreviver.
Isso porque nossa espécie já sobreviveu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor.
E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteroides e super erupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno".
Até mesmo as perdas sem precedentes do século 20, com duas guerras mundiais e a epidemia de gripe espanhola, não foram capazes de impedir o crescimento da população humana global.
Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue.
Apocalipses da vez
Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?
Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes.
Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido", diz ele - uma constatação um tanto óbvia, já que a atual onda tecnológica é inédita na história.
O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.
Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e do imprevisível.
A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.
Muitos concordam com ele, já que, recentemente, nada menos do que 111 entidades pediram uma moratória nas pesquisas com a Biologia Sintética.
A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Segundo o pesquisador, os governos futuros terão um grande desafio para controlar e restringir usos inapropriados.
Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou inteligência de máquina, possa interagir com o mundo externo.
Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.
Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.
Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, podem ter efeitos diretos e destrutivos sobre economias reais e pessoas de verdade, argumenta ele, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro".
Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmantelar e reconstruir estruturas genéticas.
Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.
O pesquisador Daniel Dewey fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.
"A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma.
Nick Bostrom finaliza afirmando que o risco existencial enfrentado pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados.
"Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nossa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar," vaticina ele.
Para acalmar o tão preocupado cientista, talvez seja recomendável não esquecer que uma única tempestade solar forte o bastante, com a que aconteceu em 1859, poderia desligar todo o nosso "amedrontador" parque tecnológico. E então nossas preocupações seriam bem outras - como não voltar à barbárie, por exemplo.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fora da sala também se tem aula!

Foto: Prof. Paulo Robson
Em  novembro de 2008 entrou em vigor a lei 14.146/08 que proíbe o uso de aparelhos celulares nas escolas do Estado do Ceará. A lei é válida para todos os estabelecimentos de ensino do estado do Ceará. O autor da lei defende que a medida mantém a atenção do aluno direcionada ao assunto ou matéria sobre a qual o professor no exercício de sua função esteja ensinando, sem interrupções que possam desviá-lo do objetivo.

No entanto, temos vivido em um mundo onde a tecnologia vem se desenvolvendo cada vez mais rápido e é imprescindível acompanharmos tal crescimento. Somos defensores desta lei, embora acreditamos que em momentos específicos devamos utilizar do meio tecnológico para obtermos melhores resultados na aprendizagem dos nossos alunos.

Pensando assim, resolvemos propor uma aula diferente, fora de sala, um pouco afastado de nosso ambiente cotidiano onde na maioria das vezes nos valemos apenas do pincel e quadro. Uma aula onde o aluno pudesse utilizar seu aparelho celular de maneira diferente da usual, como ferramenta de ensino.

Assim, os convidamos para ativarem em seus aparelhos a tecnologia Bluetooth, que é uma tecnologia de comunicação sem fio que permite a troca de dados a partir de ondas de rádio, para introduzirmos o conceito de região de campo, assunto indispensável para a compreensão do Campo Elétrico, conteúdo estudado no momento.

A aula foi ministrada nas três turmas de terceiro ano da Escola Estadual de Ensino Médio Santa Tereza, mostrando-se muito proveitosa e auxiliadora para a compreensão dos assuntos posteriores em sala de aula.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Céu da Argentina é iluminado por meteoro


Um fenômeno desconhecido, provavelmente um meteoro, iluminou o céu na madrugada deste domingo (21), em províncias do norte e do centro da Argentina, segundo informaram redes sociais e canais locais de TV.

ENTENDA A DIFERENÇA

AsteroideObjeto rochoso, relativamente pequeno e inativo, que orbita o nosso Sol
MeteoroideSobras de asteroides ou cometas que orbitam o nosso Sol
MeteoroFenômeno que ocorre ao longo da atmosfera da Terra e deixa um rastro de luz no céu
MeteoritoQuando um meteoroide ou um asteroide resistem à passagem pela atmosfera terrestre e atingem o solo do nosso planeta, ele é classificado como um meteorito
CometaObjeto de gelo relativamente pequeno, mas muitas vezes ativo, que tem cauda de gás e poeira
  • Fonte: Othon Winter, professor e pesquisador de trajetórias espaciais da Unesp (Universidade Estadual Paulista), e Nasa (Agência Espacial Norte-Americana)
"Pode ter sido um meteorito que se desintegrou ao entrar na atmosfera e causou a luminosidade", indicou o astrônomo Mariano Ribas, do Planetário de Buenos Aires, ao canal C5N.
"Uma bola de fogo iluminou a noite", contaram testemunhas nas redes sociais Twitter e Facebook. Vídeos caseiros e de câmeras de segurança exibidos na TV mostravam o momento em que ocorreu o clarão, às 3h20 locais.
"A única informação que temos são os depoimentos de testemunhas", disse uma fonte policial, que pediu para não ser identificada, em Santiago del Estero.
A maioria das testemunhas disse que o fenômeno lembrou a explosão de um meteoro no céu da Rússia em 15 de fevereiro.
Não houve nenhuma explicação oficial na Argentina sobre a origem do fenômeno, que também produziu um efeito sonoro sentido nas províncias de Santiago del Estero, Chaco, Salta, Córdoba, Tucumán e Catamarca.
Chuva de meteoros
Todo mês de abril ocorre a chuva de meteoros Lirídeas, na constelação de Lira. Neste ano, seu auge foi na madrugada de domingo para segunda-feira (22), às 3h, sendo visto em boa parte do hemisfério Sul do planeta.
Possivelmente, o clarão avistado na região Norte da Argentina pode ter vindo dessa chuva de meteoros, que causa cerca de 20 explosões por hora no seu ponto máximo. A Lirídeas deve continuar até 26 de abril, segundo os astrônomos.
Fonte: Uol.Notícias
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Corações de amantes batem em sincronia

Os corações das pessoas apaixonadas realmente parecem "bater um para o outro".[Imagem: UCDavis]

"Meu coração bate por você" parece estar em quase tantas músicas quanto o menos significativo "Lá, lá, lá".
E parece haver razões bem fundamentadas para isso, ainda que os compositores não o soubessem.
Emilio Ferrer e seus colegas da Universidade da California em Davis (EUA) descobriram que os corações de pessoas apaixonadas realmente parecem "bater um para o outro".
Ou, pelo menos, eles se sincronizam, batendo no mesmo ritmo.
O pesquisador já havia demonstrado que casais cujos sentimentos ficam "sincronizados" de forma consistente têm maior chance de continuarem juntos.
Agora, para ir mais fundo na fisiologia dos apaixonados, o Dr. Ferrer conectou pares de casais apaixonados a monitores que mediam seus batimentos cardíacos e seu ritmo respiratório.
Coração e respiração em sincronia
Os casais ficavam em uma sala silenciosa, a pouca distância um do outro, mas não podiam se tocar e nem se falar.
E não precisaria, porque os resultados falaram por todos: tanto o ritmo respiratório quanto os batimentos cardíacos dos pares de apaixonados rapidamente entraram em sincronia.
"Temos visto um monte de estudos afirmando que uma pessoa em um relacionamento pode experimentar o que a outra pessoa está experimentando emocionalmente, mas este estudo mostra que eles também compartilham experiências em nível fisiológico," disse Ferrer.
Para tirar a prova, os pesquisadores misturaram os casais.
Mas, quando os dois indivíduos não eram do mesmo casal, seus corações não mostraram sincronia, nem as suas respirações tenderam ao mesmo ritmo.
Os dados mostraram que as mulheres apresentam uma variação maior de seus ritmos cardíaco e respiratório para derivar em direção ao ritmo do parceiro.
"Em outras palavras, descobrimos que as mulheres se ajustam aos seus parceiros," disse Jonathan Helm, principal autor o estudo. "Seu ritmo cardíaco está ligado ao do parceiro."
O estudo foi publicado na revista científica Emotion.
Fonte: Diário da Saúde
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sábado, 20 de abril de 2013

Brasil terá um computador por habitante em 2016

Imagem do Google

Somados os computadores corporativos e os domésticos, o Brasil conta hoje com 118 milhões de PCs, contra 99 milhões em 2012.
Isto significa que existem três computadores para cada cinco habitantes.
Se o ritmo atual de crescimento se mantiver, o Brasil terá um computador por habitante em 2016.
Os dados são de um levantamento realizado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), que pesquisa o mercado de tecnologia da informação (TI) no país há 24 anos.
Pelos dados da pesquisa anterior, a cifra de um computador por habitante seria alcançada em 2017. Mas o impulso dado pelos tablets mudou o cenário.
Os tablets já somam 5 milhões de aparelhos - esta é a primeira vez que eles são incluídos na pesquisa.
Mas o principal foco do levantamento é o mercado corporativo - a pesquisa incluiu 5 mil grandes e médias empresas, com 2,2 mil respostas válidas.
Na parte de software, constatou-se uma predominância absoluta da plataforma Microsoft. A maior parte das empresas utiliza o trio Windows, Office e Explorer, presentes em mais de 90% dos equipamentos.
O navegador de internet mais usado nas empresas é o Microsoft Explorer (91%), seguido pelo Mozilla Firefox (7%).
O correio eletrônico mais comum foi o da Microsoft (73%), por aplicativos da Lotus (12%) e do Linux Mail (6%), vindo a seguir o webmail Gmail (5%).
Já nos servidores, o uso do Windows chegou a 69%, o do Linux, 18% e Unix, 11%.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Descobertos planetas mais semelhantes a Terra já encontrados

Uma equipe internacional de cientistas divulgou, nesta quinta-feira (18), a descoberta de um sistema solar com cinco planetas, sendo que dois deles são, segundo os pesquisadores, “os objetos mais semelhantes à Terra já encontrados”.
Ilustração do sistema solar Kepler-62 (Ilustração: AP Photo/Harvard Smithsonian Center for Astrophysics)
A descoberta foi feita com o uso do Telescópio Espacial Kepler, que deu também o nome aos corpos celestes encontrados. A estrela central do sistema se chama Kepler 62, e seus planetas se chamam Kepler 62-b, Kepler 62-c, Kepler 62-d, Kepler 62-e e Kepler 62-f.


Os planetas considerados semelhantes à Terra são os dois últimos. Eles são um pouco maiores que a Terra – o raio de Kepler 62-e equivale a 1,41 raio da Terra, e o de Kepler 62-f a 1,61 raio da Terra – e ambos recebem uma quantidade de radiação também parecida com a que o nosso planeta recebe do Sol – dentro da chamada “zona habitável”, onde teoricamente é possível haver água líquida.
Pelo tamanho dos planetas, os cientistas acreditam que a composição desses planetas seja rochosa, ou seja, também semelhante à da Terra. Outra hipótese considerada é a de que eles sejam cobertos de gelo.
“Pelo que podemos ver, pelo raio e pelo período orbital, esses são os objetos mais semelhantes à Terra que já encontramos”, afirmou Justin Crepp, astrofísico da Universidade Notre Dame, nos EUA, um dos autores do estudo. O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado pela revista “Science”.
Fonte: G1 Ciência e Saúde
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Brasileiros revolucionam fabricação de cimento

Engenheiros alemães apresentaram recentemente uma técnica para reciclagem cimento e concreto usando raios.[Imagem: Fraunhofer IBP]

Cientistas da Escola Politécnica da USP desenvolveram uma nova técnica para a fabricação de cimento combinando matérias-primas simples com ferramentas e conceitos avançados na gestão do processo industrial.
O resultado pode ser uma revolução mundial na indústria cimenteira.
Segundo o professor Vanderley John, um dos responsáveis pelo projeto, o novo processo industrial permitirá dobrar a produção mundial de cimento sem precisar construir novos fornos e, portanto, sem aumentar as emissões de gases de efeito estufa.
O cimento Portland tradicional é composto basicamente por argila e calcário, substâncias que, quando fundidas em um forno sob altas temperaturas, transformam-se em pequenas bolotas chamadas clínquer.
Esses grãos de clínquer são moídos com o mineral gipsita (matéria-prima do gesso) até virarem pó.
"Estima-se que para cada tonelada de clínquer são emitidos entre 800 e 1.000 quilos de CO2, incluindo o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil (de 60 a 130 quilos por tonelada de clínquer)", diz o professor John.
"A indústria busca alternativas para aumentar a ecoeficiência do processo substituindo parte do clínquer por escória de alto-forno de siderúrgicas e cinza volante, resíduo de termelétricas movidas a carvão. O problema é que a indústria do aço e a geração de cinza crescem menos que a produção de cimento, o que inviabiliza essa estratégia a longo prazo," explica ele.
Carga bem distribuída
A nova tecnologia consiste basicamente em aumentar a proporção de carga (filler) na fórmula do cimento Portland, adicionando dispersantes orgânicos que afastam as partículas do material e possibilitam menor uso de água na mistura com o clínquer.
A carga é uma matéria-prima à base de pó de calcário que dispensa tratamento técnico (calcinação), processo que, na fabricação do cimento, é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2.
A fórmula para calcular a quantidade de carga no cimento é usada desde 1970, estabelecendo que a quantidade do material de preenchimento não poderia ser alta porque havia o risco de comprometer a qualidade do produto.
Outra equipe brasileira já havia desenvolvido um cimento alternativo capaz de substituir até 80% do cimento portland. [Imagem: Ag.USP]
Os pesquisadores brasileiros descobriram que isto não é verdade.
"Em laboratório, foi possível chegar a teores de 70% de filler, sendo que atualmente ele está entre 10% e 30%", afirma John. "Com isso será possível dobrar a produção mundial de cimento sem construir mais fornos e, portanto, sem aumentar as emissões".
A solução veio da matemática, mais especificamente de estudos que, muitas vezes, parecem teorias sem qualquer ligação com a praticidade do mundo industrial.
"A tecnologia é baseada em modelos de dispersão e empacotamento de partículas que possibilita organizar os grãos por tamanho, favorecendo a maleabilidade do cimento", diz o professor Rafael Pileggi, coautor do estudo. "Por meio da reologia, ramo da ciência que estuda o escoamento dos fluidos, obteve-se misturas fluidas com baixo teor de clínquer e outros ligantes como a escória. Também foi possível reduzir a quantidade de cimento e água utilizados na produção de concreto, sem perda da qualidade".
"O estudo atual mostrou que é possível mudar a forma como se fabrica cimento, concretos e argamassas", comemora John. "Agora é preciso desenvolver uma tecnologia de moagem sofisticada em escala industrial."
A Escola Politécnica da USP já está negociando parcerias com as indústrias cimenteiras para aperfeiçoar e transferir a nova técnica.
Fonte: Inovação Tecnológica

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terça-feira, 16 de abril de 2013

As sete características de uma pessoa criativa

Imagem do Google
Personalidade criativa
Algumas pessoas são mais criativas, literalmente borbulhando de ideias, enquanto outras raramente ou nunca mostram sinais de criatividade.
A criatividade pode ser definida de maneira simples como a capacidade de chegar a novas ideias para servir a um determinado propósito.
A criatividade é, portanto, uma das mais importantes fontes de renovação, seja em termos econômicos - na indústria, comércio e serviços -, seja em termos de pensar uma nova sociedade.
Assim, seria desejável colocar pessoas mais criativas em pontos chaves, de forma a vencer a inércia e o conservadorismo.
Mas será que existe algum sinal que possa identificar as pessoas criativas?
O professor Oyvind L. Martinsen, da Escola de Negócios da Noruega, acredita ter encontrado uma lista de características que descrevem uma "personalidade criativa".
O estudo foi realizado com centenas pessoas com diferentes formações e funções, de músicas e artistas a estudantes.
O pesquisador mapeou os traços criativos da personalidade dos participantes avaliando suas habilidades criativas através de vários tipos de tarefas.
Ele estabeleceu então sete características de personalidade primordiais que caracterizam as pessoas criativas:
Características das pessoas criativas
  1. Orientação associativa: imaginativo, lúdico, apresenta riqueza de ideias, capacidade de se envolver, trânsito fácil entre a realidade e a ficção.
  2. Necessidade de originalidade: Resiste a regras e convenções. Tem uma atitude rebelde devido a uma necessidade de fazer coisas que ninguém faz.
  3. Motivação: Tem uma necessidade de realizar, é orientado para objetivos, tem atitude inovadora e energia para enfrentar questões difíceis.
  4. Ambição: Tem uma necessidade de ser influente, atrair a atenção e reconhecimento.
  5. Flexibilidade: Tem a capacidade de ver aspectos diferentes dos problemas e sugerir soluções opcionais.
  6. Baixa estabilidade emocional: Tem uma tendência a experimentar emoções negativas, grandes flutuações de humor e estado emocional, falta de autoconfiança.
  7. Baixa sociabilidade: Tem uma tendência a não ser muito atencioso, é obstinado e encontra defeitos e falhas em ideias e pessoas.
Entre os sete traços de personalidade, a orientação associativa e a flexibilidade são os fatores mais fortes na determinação do pensamento criativo.
As outras cinco características descrevem inclinações emocionais e fatores motivacionais que influenciam a criatividade ou despertam o interesse em criar coisas novas.
Fonte: Diário da Saúde
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sábado, 13 de abril de 2013

Imagem da NASA mostra a "tranquilidade" do Sol


A imagem, feita pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência espacial americana, Nasa,, mostra as condições atuais da coroa solar, que tem registrado poucas explosões.De acordo com o astrônomo Cássio Barbosa, neste período é comum o Sol registrar erupções intensas. Em março, a agência espacial divulgou ao menos duas tempestades solares que podem ter enviado bilhões de partículas rumo à Terra (Foto: Divulgação/Nasa/SDO)Fonte: G1
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Garrafas PET viram vassouras ecológicas

A ideia surgiu da necessidade de aliar vivência prática para os alunos com a geração de renda para moradores de uma favela próxima ao Instituto. [Imagem: Divulgação/Isecensa]

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) não investe apenas em laboratórios científicos.
Um projeto bancado pela instituição está ajudando a diminuir a poluição causada pelas garrafas plásticas descartadas de forma inadequada no meio ambiente, além de gerar renda para mulheres moradoras de uma favela de Campos dos Goytacazes, município do norte fluminense.
O projeto foi idealizado pelo pesquisador Romeu e Silva Neto, do instituto ISECENSA (Instituto Superior de Ensino do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora).
A iniciativa da Fábrica-Escola de Vassouras Ecológicas consiste em utilizar garrafas plásticas do tipo PET para a produção de vassouras.
Como fabricar vassouras de PET
Segundo Romeu, o processo de fabricação é extremamente simples.
Após a coleta das PETs descartadas na comunidade, no próprio instituto e em condomínios dos arredores, os rótulos são retirados.
Um equipamento prende e corta o fundo e o bico das garrafas. No passo seguinte, o plástico é desfiado em um outro suporte e os fios são enrolados.
"Como este material tem pouca rigidez, ao contrário da piaçava usada nas vassouras convencionais, precisamos aquecer esses rolos num forno a temperaturas de 180º para que adquiram consistência semelhante", explica.
Após esta etapa, o produto é submetido a um choque térmico para resfriamento. A seguir, as cerdas são separadas em tufos, que são presos com grampos na base de madeira da vassoura.
"Depois é só dar um corte nas cerdas para que fiquem todas do mesmo tamanho, fixar o cabo na base, colocar a etiqueta do produto e a vassoura está pronta para ser vendida", completa.
Tecnologia social
Silva Neto conta que a ideia surgiu da necessidade de aliar vivência prática para os alunos com a geração de renda para moradores de uma favela próxima ao Instituto, a Vila Tamarindo.
"Os alunos [do curso de Engenharia de Produção] elaboraram um plano de negócios para o novo produto. Assim, resolvemos comprar os equipamentos necessários para produzir as vassouras," recorda.
Atualmente, moradoras da favela - todas mulheres, chefes de família - têm trabalhado em períodos de quatro horas e produzido cerca de 300 vassouras por mês.
Com o sucesso do empreendimento, a ideia agora é instalar a fábrica de vassouras ecológicas na própria favela. Para isso, arquitetos ligados ao ISECENSA estão reformando uma casa na comunidade, que servirá para receber o equipamento.
"A obra e a transferência das máquinas deverão ser concluídas ainda no primeiro semestre deste ano. Com isso, as moradoras poderão se apoderar mais de sua própria produção e adequá-la às necessidades locais", conclui Romeu.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Descoberto acelerador de partículas natural ao redor de Saturno

O campo magnético de Saturno torna-se um acelerador de partículas especialmente forte quando as partículas do vento solar atingem-se quase paralelamente.[Imagem: ESA]
Origem dos raios cósmicos

Há poucos dias, astrofísicos anunciaram ter finalmente comprovado que os raios cósmicos se originam nas distantes e retumbantes supernovas.

Enquanto isso, a sonda espacial Cassini cruzava por acaso com algo que parece ser uma lufada especialmente forte de vento solar atingindo Saturno.

Durante esse evento, os instrumentos da sonda detectaram partículas sendo aceleradas a energia ultra-altas, similares à aceleração que acontece ao redor das distantes e poderosas supernovas.

Isso é uma ótima notícia - já que não possuímos ainda a tecnologia necessária para viajar até uma supernova, a onda de choque que se forma quando o vento solar se choca com o campo magnético de Saturno, e provavelmente Júpiter, podem se tornar um laboratório inesperado para estudar o fenômeno de geração dos raios cósmicos bem na nossa vizinhança.

LHC do espaço

Já há algum tempo os físicos sabiam da existência de aceleradores de partículas naturais no Universo.

O que não se sabia era o quanto eles podem ser eficientes - e que não precisam estar ligados a eventos raros e explosivos.

Quando atingem o campo magnético de Saturno em um determinado ângulo, as partículas do vento solar podem ser aceleradas a velocidades próximas à velocidade da luz.

Segundo os astrofísicos, essas podem ser a fontes dominantes dos raios cósmicos que permeiam toda a nossa galáxia, e que sempre foram relatados pelos astronautas como flashes de luz que eles viam mesmo quando estavam de olhos fechados.

Os raios cósmicos também foram responsáveis pela queda de pelo menos uma sonda espacial, a Phobos-Grunt.

O Universo é aqui

Os cientistas detectaram que o fenômeno é particularmente forte quando o vento solar atinge o campo magnético em um alinhamento "quasiparalelo", quando o campo magnético e a "frente" da onda de choque das partículas solares estão quase alinhados.

"A Cassini essencialmente nos deu a capacidade de estudar a natureza de um choque de supernova em nosso próprio Sistema Solar, estabelecendo uma ponte com os distantes fenômenos astrofísicos de alta energia que normalmente só são estudados remotamente," disse Adam Master, do Instituto de Ciência Espacial e Astronáutica do Japão.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Crianças ociosas podem se tornar mais criativas?

Pesquisas recentes têm mostrado uma conexão entre criatividade e doenças mentais. Por exemplo, a criatividade e a esquizofrenia usam os mesmos canais cerebrais.[Imagem: Wikipedia]
Ócio criativo

Crianças devem ser motivadas a ficarem ociosas e entediadas para desenvolverem sua capacidade criativa, afirma uma especialista em educação.

Para Teresa Belton, pesquisadora da Universidade East Anglia, na Grã-Bretanha, a expectativa cultural de que as crianças estejam sempre ativas pode minar o desenvolvimento de sua imaginação.

A pesquisadora entrevistou um grande número de escritores, artistas e cientistas, durante sua busca sobre os efeitos do tédio.
Meera Syal, jornalista e comediante, afirmou que foi o tédio na infância que fez com que ela escrevesse.

O artista plástico Grayson Perry afirmou que ficar sem ter o que fazer era um estado criativo para ele.

A pesquisadora estudou detalhadamente as memórias da infância de Syal, que cresceu numa pequena vila de mineiros, lugar sem muita coisa para fazer.

"A ausência de coisas para fazer motivou (a escritora Syal) a gastar horas do dia falando com outras pessoas e tentando outras atividades que em outras circunstâncias ela jamais teria experimentado, como interagir com os mais velhos e vizinhos e aprender a fazer bolos," especula a pesquisadora.

"Tédio é frequentemente associado à solidão, e Syal gastou horas de sua infância observando pela janela o campo e as florestas, assistindo a mudança do clima e das estações."

"Mas o mais importante foi que o tédio a fez escrever. Ela mantinha um diário desde pequena, que preenchia com observações, pequenas histórias, poemas e críticas. Ela atribui a esta fase seus primeiros passos como a escritora que se tornaria mais tarde", disse Belton.

Curto-circuito

Belton, que também já estudou o impacto da televisão e vídeos na escrita das crianças, afirma ainda que "quando os pequenos não têm nada para fazer, eles imediatamente ligam a TV, o computador, o celular ou algum tipo aparelho com tela. O tempo gasto com estas coisas aumentou.

"Mas crianças precisam ter um tempo para parar e pensar, imaginando que eles possuem seus próprios processos de pensamento e assimilação, por meio de experiências com brincadeiras ou apenas observando o mundo ao seu redor."

Este é o tipo de coisa que estimula a imaginação, ressalta a pesquisadora, enquanto a tela de alguns aparelhos "tende a criar um curto-circuito no processo de desenvolvimento da capacidade criativa".

Syal ainda reforça: "Você começa a escrever porque não há nada para provar, nada a perder e nenhuma outra coisa para fazer. É muito libertador ser criativo por nenhuma outra razão além do próprio passatempo."

"Para o bem da criatividade talvez devamos diminuir nosso ritmo e ficar offline de tempos em tempos," conclui a pesquisadora.

Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Película transforma telas de celular e tablet em 3D

"O filtro é essencialmente um pedaço de filme plástico com cerca de meio milhão de minúsculas lentes desenhadas em sua superfície com uma tecnologia inédita de nanoimpressão." [Imagem: Temasek Polytechnic, Singapore]

Película 3D para celular
As películas para celulares e tablets logo farão bem mais do que proteger a tela desses aparelhos.
Cientistas de Cingapura criaram um filme plástico que, quando aplicado a um smartphone ou tablet, transforma uma tela comum em uma tela 3D.
A película nanoestruturada permite a visualização de imagens 3D brilhantes e vívidas, sem uso de óculos.
Segundo os pesquisadores, o filme plástico também poderá ser usado como uma nova geração de sistema de segurança e proteção em transações bancárias e comerciais, decodificando os códigos de segurança hoje transmitidos online.
"O filtro é essencialmente um pedaço de filme plástico com cerca de meio milhão de minúsculas lentes desenhadas em sua superfície com uma tecnologia inédita de nanoimpressão," disse a Dra. Jaslyn Law, do Instituto de Pesquisas e Engenharia de Materiais (IMRE).
"Nós pegamos uma tecnologia antiga de lentes biconvexas, que existe há centenas de anos, e a modernizamos e patenteamos usando a nanotecnologia," disse Frank Chan, membro da equipe de desenvolvimento.
Segundo ele, a tecnologia de microlentes biconvexas cria uma película plástica transparente que mantém o brilho dos efeitos visuais 3D, eliminando a necessidade de uma luz de fundo (backlighting) e, desta forma, economizando bateria.
Software 3D
Para complementar o filtro, a equipe desenvolveu aplicativos para duas plataformas - Apple iOS e Android - que permitem que os usuários desfrutem das imagens 3D por meio do filtro, com a tela em qualquer posição - retrato (de pé) ou paisagem (deitada).
Os aplicativos também permitem a visualização de imagens antigas, fazendo uma conversão da imagem 2D em uma imagem 3D.
Com a ajuda do seu Instituto, os pesquisadores já fundaram uma empresa, a Nanoveu Pte Ltd, para comercializar a nova película 3D para celulares e tablets.
A equipe afirma que irá liberar um kit de desenvolvimento de software para que desenvolvedores de jogos e aplicativos convertam seus programas em versões 3D compatíveis com a película.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 2 de abril de 2013

Alzheimer não é doença só do cérebro

Imagem do Google
Alzheimer detectado no sangue

Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) identificaram três substâncias encontradas no sangue que podem ajudar a entender o processo de envelhecimento do cérebro.

Ao estudar os compostos envolvidos no chamado estresse oxidativo, que desequilibra a presença de radicais livres no organismo, os pesquisadores perceberam que essa desregulação ocorre de forma mais intensa em pacientes com Alzheimer.

Os resultados abrem caminho para que, no futuro, possa ser feita a identificação precoce de doenças neurodegenerativas por meio de exames de sangue.

Atualmente, o diagnóstico definitivo do Alzheimer é feito somente após a morte do paciente com a análise de partes do cérebro.

"Fomos atrás de marcadores [da doença] no sangue, porque trabalhos científicos recentes já consideram o Alzheimer como uma doença sistêmica e não exclusiva do cérebro. Então a gente acreditava que, se esse mecanismo de estresse oxidativo estivesse presente na doença, talvez a gente pudesse verificar ela perifericamente [no exame de sangue]", explicou a professora Tania Marcourakis.

Alzheimer sistêmico

Foram estudados três compostos presentes no sangue, cujos níveis variam de acordo com o envelhecimento: monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico), óxido nítrico sintase (NOS) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (Tbars).

Os estudos mostraram que, com o avanço da idade, aumenta a presença da NOS e da Tbars e ocorre uma diminuição do GMP cíclico.

"Com a doença, a gente viu que a Tbars aumenta mais ainda. Vimos uma escadinha: no envelhecimento ela sobe e com a doença de Alzheimer, sobe mais ainda. E a mesma coisa ocorre com o NOS, mostrando que são processos contínuos. Já o GMP cíclico, uma vez que ele diminui no envelhecimento, continuava diminuindo na doença", expôs Marcourakis.

Esse desequilíbrio leva a uma formação maior de radicais livres.
Marcourakis destacou que os resultados ainda não podem ser utilizados como diagnóstico de doenças neurodegenerativas, mas avançam na compreensão fisiopatológicas delas.

"A gente entende melhor a doença. Veja o Alzheimer, por exemplo, ele não está só no cérebro, está no corpo inteiro, a análise do sangue mostrou isso", declarou.

Fonte: Diário da Saúde
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