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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pedagogia com tecnologia: há lições a serem aprendidas

Os programas usados em sala de aula devem ser capazes de identificar quais alunos estão realmente participando da atividade. [Imagem: Newcastle University]

É comum ver propagandas de escolas mostrando a última palavra em tecnologia como o recurso definitivo, que poderia fazer a diferença no aprendizado.
Mas será que a tecnologia em sala de aula garante um melhor aproveitamento para os alunos?
É o que especialistas da Universidade de Newcastle (Reino Unido) se propuseram a verificar, realizando um dos primeiros estudos de avaliação da função pedagógica das chamadas mesas interativas em ambiente real nas escolas.
O objetivo era entender melhor os eventuais benefícios que o uso da tecnologia em sala de aula pode trazer para o processo de ensino e aprendizagem.
Mesas digitais
As mesas interativas - também conhecidas como mesas digitais - funcionam como lousas sensíveis ao toque, com a diferença que vários alunos podem trabalhar em cada aparelho ao mesmo tempo.
Mas não basta colocar essas lousas digitais à disposição dos alunos para que a tecnologia por si só traga ganhos de aprendizagem.
Na verdade, é necessário que a própria escola, sobretudo os professores, passem por um processo de aprendizagem de como usar essas mesas digitais.
"As mesas interativas têm o potencial para se tornar uma nova maneira de aprender em sala de aula - mas é importante que as questões que identificamos sejam eliminadas para que elas possam ser utilizadas de forma eficaz," disse o Dr. Ahmed Kharrufa, líder da pesquisa.
Tecnologia como meio, não como finalidade
O estudo, realizado em condições reais de sala de aula, levantou várias questões-chave que pesquisas anteriores em laboratório não tinham identificado.
Os pesquisadores verificaram que os softwares usados nas mesas digitais precisam ser projetados para que os professores possam acompanhar como os diferentes grupos estão progredindo.
Esses programas também devem ser capazes de identificar quais alunos estão realmente participando da atividade.
E os professores precisam ter controle sobre essas atividades e sobre o que acontece nas carteiras digitais, por exemplo, travando o programa em um determinado ponto, ou no momento desejado, para que o professor possa compartilhar exemplos com toda a classe.
A equipe também concluiu que é muito importante que os professores utilizem a tecnologia como parte da aula - e não como o foco da lição.
Não basta colocar as lousas digitais à disposição dos alunos para que a tecnologia por si só traga ganhos de aprendizagem. [Imagem: Newcastle University]
"As mesas interativas não são um fim em si mesmas, elas são uma ferramenta como qualquer outra. Para fazer o melhor uso delas, os professores precisam torná-las parte da atividade pedagógica que planejaram - não torná-las a própria lição," completou o professor David Leat, coautor do estudo.
Outros estudos já mostraram que, embora os computadores realmente melhorem o rendimento de alunos, normalmente o entusiasmo com a tecnologia é maior entre os professores do que entre os alunos.
Fonte: Diário da Saúde

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