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domingo, 30 de junho de 2013

Descobertos monopolos magnéticos artificiais

Enquanto o bit de um disco rígido tem cerca de um milhão de átomos, os skyrmions têm cerca de 15. [Imagem: TUM]
Monopolo magnético
Um ímã tem um pólo norte e um pólo sul. Mas, tão logo ele for quebrado ao meio, imediatamente formam-se dois novos ímãs completos, com seus respectivos pólos norte e sul.
Mas não haverá um fim para isso, um momento em que se torna possível ter apenas um pólo norte sem um pólo sul, ou vice-versa?
Em 1931, Paul Dirac afirmou que sim, que existia essa espécie de "partícula magnética fundamental", ou monopolo magnético.
Mas foi somente em 2009 que físicos afirmaram ter observado pela primeira vez um monopolo magnético. Um ano depois, o monopolo magnético foi observado a temperatura ambiente.
No ano passado, outra equipe deu-se conta que os monopolos magnéticos podem permitir a criação de redes neurais baseadas em hardware, eventualmente criando um novo tipo de computação.
Agora, Achim Rosch e uma equipe de três universidades alemãs mostraram que os monopolos magnéticos podem ser usados para gravar dados de maneira ultraeficiente, a temperatura ambiente.
Skyrmions
Os pesquisadores alemães identificaram monopolos magnéticos artificiais em skyrmions, uma quasipartícula fundamental que pode ser entendida como um redemoinho magnético.
Embora eles não sejam campos magnéticos "reais", da mesma forma que o campo produzido por um ímã, ainda assim é possível medi-los experimentalmente e alterá-los da mesma forma.
E é isso o que torna esses pequenos "tornados magnéticos" particularmente interessantes não apenas para um novo tipo futuro de computação, mas para o armazenamento de dados magnéticos como ele é feito hoje - só que de forma muito mais eficiente.
Além de serem detectados no interior de materiais a temperatura ambiente, os pesquisadores descobriram que esses redemoinhos magnéticos se mesclam e se dissociam, e que a chave para esses fenômenos é o monopolo magnético artificial.
"Isso significa que um monopolo magnético artificial está naquele ponto [da fusão entre os dois skyrmions]. Sempre que dois redemoinhos magnéticos se mesclam no experimento, um monopolo magnético artificial flutua ao longo da superfície [do material]," explica o professor Rosch.
Zíper magnético
A interpretação da equipe é que os monopolos magnéticos "fecham" dois skyrmions adjacentes, fazendo-os fundir-se, com o monopolo magnético funcionando como uma espécie de zíper.
Embora ainda esteja longe das aplicações práticas, esse fenômeno significa que é possível usar os skyrmions para gravar e ler bits magnéticos - ou artificialmente magnéticos.
A diferença é que, enquanto o bit de um disco rígido tem cerca de um milhão de átomos, os skyrmions têm cerca de 15. Além disso, alterar os skyrmions requer 100.000 vezes menos energia do que alterar um bit magnético tradicional.
E ainda há outra vantagem para o armazenamento de dados: os skyrmions são incrivelmente estáveis - os cientistas comparam sua estabilidade com dar um nó em uma corda, que nunca se desatará sozinha.
E a chave para manipular essa estabilidade à vontade parece estar nos monopolos magnéticos artificiais agora descobertos.
Assim, o próximo passo dessa área emergente será descobrir como usar os monopolos magnéticos para controlar os skyrmions com precisão, fazendo-os fundir-se ou separar-se - ou atar e desatar seus nós - conforme a necessidade.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Alecrim é a mais nova esperança contra infartos

Outra pesquisa brasileira revelou que o alecrim-pimenta inibe o crescimento de bactérias alimentares.[Imagem: Ag.USP]
Um famoso ingrediente de pratos e perfumes poderá no futuro ajudar o tratamento de vítimas de infarto do miocárdio, a parede do coração.
Depois de misturar folhas de alecrim à ração de ratos infartados, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) constataram que o consumo da planta atenuou os efeitos dessa complicação.
Este é mais um benefício na longa lista de efeitos benéficos à saúde promovidos pelo alecrim.
"Nos baseamos em outros estudos sobre alecrim e decidimos testar seus benefícios para ratos induzidos a infarto", explica Bruna Paola Murino Rafacho, que fez o estudo orientada pelo professor Sérgio Paiva.
Alecrim para o coração
Na segunda etapa do estudo, novos testes identificaram os possíveis mecanismos com que o alecrim atua no coração.
Foram avaliados o estresse oxidativo, relacionado ao envelhecimento precoce e surgimento de certas doenças, e o metabolismo de energia, isto é a transformação da energia no coração.
"Vimos que o alecrim diminuiu a oxidação de lipídeos e melhorou as defesas antioxidantes, atuando nas enzimas glutationa peroxidase, superóxido dismutase, melhorando assim o estresse oxidativo cardíaco", explica Bruna.
"Em relação ao metabolismo, a suplementação de alecrim melhorou a utilização de energia no coração dos ratos infartados, atuando em enzimas como citrato sintase e enzimas do complexo I e II da cadeia respiratória. A próxima etapa do estudo é analisar as proteínas e marcadores específicos do coração de ratos infartados, que podem explicar os resultados positivos com a ingestão do alecrim," explicou.
Segundo a autora, os resultados apontam para a possibilidade de o estudo evoluir para a fase clínica - envolvendo seres humanos. O professor Paiva, porém, acrescenta que, por enquanto, não é possível recomendar o uso desse produto em tratamentos cardíacos. "Ainda é preciso saber, por exemplo, em quais doses é seguro inserir o alecrim na dieta", observa.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Astrônomos dizem ter descoberto nova poeira em galáxias ativas

Concepção artística mostra os arredores do buraco negro supermassivo no centro da galáxia ativa NGC 3783, na constelação do Centauro (Foto: M. Kornmesser/ESO)
Astrônomos que atuam no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, reuniram observações detalhadas da poeira ao redor do enorme buraco negro no centro da galáxia ativa NGC 3783, localizada a cerca de 126 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Centauro.
Em vez encontrar toda a poeira brilhante em torno do buraco negro, como era previsto, os astrônomos descobriram que acima e abaixo dele existe um "novo Universo". É o que aponta um artigo divulgado pelo Sebastian Hönig, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, nos Estados Unidos.
Segundo o texto, publicado na revista científica "Astrophysical Journal", as observações mostram que a poeira é empurrada para longe do buraco negro como um vento fresco – descoberta surpreendente que desafia as atuais teorias e mostra como os buracos negros evoluíram e interagem com seus arredores.
Ao longo dos últimos 20 anos, os astrônomos descobriram que quase todas as galáxias têm um enorme buraco negro em seu centro. Alguns estão crescendo, criando nesse processo os objetos mais energéticos do Universo: os núcleos ativos de galáxias (AGN).
Segundo os dados obtidos, as regiões centrais dessas potências brilhantes estão cercadas por "rosquinhas de poeira cósmica", que são arrastadas pelo espaço da mesma forma como a água forma um redemoinho em volta do ralo de uma pia. Por essa razão, os cientistas pensavam que a maior parte da radiação infravermelha proveniente dos AGN havia originado essas regiões, que lembram "donuts".
Agora, porém, as novas observações da galáxia NGC 3783 mudam o cenário astronômico. Apesar de a poeira quente – que varia de 700° C a 1.000° C – ser encontrada em um "donut", os astrônomos também acharam uma enorme quantidade de poeira mais fria, tanto acima e  quanto abaixo da rosquinha principal.
A poeira recém-descoberta forma um vento fresco para fora do buraco negro. E esse vento deve desempenhar um papel importante na complexa relação entre o buraco negro e o ambiente em volta.
Segundo o artigo, o buraco negro alimenta o apetite "insaciável" do material ao redor, mas a radiação intensa que ele produz também parece fundir o material a uma certa distância. Para Hönig, ainda não está claro como esses dois processos trabalham juntos e permitem que os buracos negros cresçam e evoluam dentro de galáxias, mas a presença de um "vento empoeirado" acrescenta uma nova peça para esse quadro.
Isso permite, por exemplo, estudar uma região tão pequena quanto a distância entre o nosso Sol e o seu vizinho mais próximo, em uma galáxia a dezenas de milhões de anos-luz.
Fonte: G1
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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Depressão desajusta relógio biológico

O relógio biológico nas células cerebrais das pessoas saudáveis (esquerda) coincidia exatamente com a hora do momento de sua morte. Contudo, nas pessoas deprimidas (direita), os dois estavam totalmente fora de sincronia. [Imagem: U. Michigan]
Um estudo do cérebro de pessoas saudáveis e de pessoas com depressão revelou que o relógio biológico de pessoas com depressão é alterado em nível celular.
Cada célula do nosso corpo possui um relógio de 24 horas, ajustado com os ciclos noite e dia e claro e escuro.
O cérebro funciona como um cronômetro, mantendo o relógio celular em sincronia com o mundo exterior, para que ele possa governar o nosso apetite, sono, humor e muito mais.
Mas a nova análise mostrou que o relógio biológico pode ser não funcionar corretamente nos cérebros de pessoas com depressão - mesmo no nível da atividade dos genes dentro de suas células cerebrais.
É a primeira evidência direta de que os ritmos circadianos são alterados no cérebro de pessoas com depressão, e mostra que eles operam fora de sincronia com o ciclo dia e noite.
Além disso, a pesquisa também revelou um ritmo diário até então desconhecido, envolvendo a atividade de vários genes em muitas áreas do cérebro - ampliando ainda mais a já conhecida importância desse nosso relógio mestre.
Relógio biológico deprimido
A descoberta foi feita usando uma grande quantidade de dados recolhidos a partir de cérebros doados para estudos, de pessoas deprimidas e não-deprimidas.
O relógio biológico nas células cerebrais das pessoas saudáveis coincidia exatamente com a hora do momento de sua morte.
Contudo, nas pessoas deprimidas, os dois estavam fora de sincronia.
Segundo os pesquisadores, esta descoberta pode levar a um diagnóstico mais preciso e a um tratamento para uma doença que afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo.
Agora, eles querem usar essas informações para ajudar a encontrar novas maneiras de prever a depressão, melhorar o tratamento para cada paciente deprimido, e até mesmo encontrar novos medicamentos ou outros tipos de tratamento.
Uma das possibilidades, segundo eles, pode ser a identificação de biomarcadores para a depressão - moléculas indicadoras que podem ser detectadas no sangue, na pele ou no cabelo.
Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 25 de junho de 2013

Imagens 3D feitas com detectores de pixel único

A gravação em tempo real de imagens 3-D usando somente pixels individuais poderá se tornar uma realidade a curto prazo. [Imagem: Sun et al./Science]
Talvez seja melhor não se apressar para trocar sua velha filmadora especializada em imagens planas por uma nova filmadora 3D.
Cientistas acabam de desenvolver uma técnica incrivelmente simples que permite a geração de imagens tridimensionais a partir de uma única tomada.
As câmeras 3D captam duas imagens de cada cena, ligeiramente deslocadas uma da outra, e usam um sistema de triangulação para gerar o efeito 3D - assim como nosso cérebro faz com as imagens 2D que cada uma das nossas retinas captura.
Agora, Baoqing Sun e seus colegas da Universidade de Glasgow, na Escócia, desenvolveram um método computacional para reconstruir as imagens 3D a partir de uma única tomada, dispensando o uso de lentes - o que eles chamam de uma tomada de pixel único.
Iluminando um objeto 3D (neste caso, um modelo de poliestireno de uma cabeça humana) com luz estruturada (um código de barras 2-D aleatório), os pesquisadores coletaram os dados da luz refletida no objeto usando detectores de luz minúsculos, chamados detectores de pixel único.
Os dados coletados pelos diversos detectores foram ponderados e, como há uma ligeira diferença de ângulo entre eles, foi possível reconstruir uma imagem exata do objeto 3-D real.
Como esta nova técnica não requer lentes, ela pode funcionar em comprimentos de onda onde os componentes ópticos atuais não funcionam, ou onde eles são muito caros.
A limitação dos comprimentos de onda de operação é uma das principais limitações da holografia, outra técnica promissora para a geração de imagens 3D - embora a holografia também use intensivamente lentes e espelhos.
Os pesquisadores afirmam que ainda há alguns pequenos problemas tecnológicos para resolver antes que sua técnica possa chegar aos produtos de consumo, mas acrescentam que já têm planos de como superar essas deficiências.
Assim, a gravação em tempo real de imagens 3-D usando somente pixels individuais poderá se tornar uma realidade a curto prazo.
Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 23 de junho de 2013

Atmosfera de Marte era rica em oxigênio há 4 bilhões de anos

Planeta Marte (Foto: NASA/Divulgação)
A atmosfera de Marte era rica em oxigênio há 4 bilhões de anos, aponta um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Esse período é bem anterior ao surgimento de oxigênio na atmosfera terrestre, o que ocorreu há 2,5 bilhões de anos. 
Os pesquisadores avaliaram a composição de meteoritos marcianos que caíram na Terra e dados do robô aposentado Spirit, da agência espacial americana (Nasa). O veículo, que permaneceu ativo no planeta vermelho entre 2004 e 2009, analisou rochas na superfície da cratera Gusev, que foi provavelmente criada pelo impacto de um asteroide ou cometa e pode ter abrigado um lago no passado.
O fato de as rochas no solo de Marte serem cinco vezes mais ricas em níquel que os meteoritos encontrados na Terra intrigava os cientistas, e havia dúvidas se esses meteoritos eram produto da atividade vulcânica do planeta vermelho.
Segundo o professor Bernard Wood, do Departamento de Ciências da Terra de Oxford, as informações obtidas sugerem que tanto os meteoritos quanto as rochas vulcânicas em Marte tiveram origens semelhantes no interior do planeta, mas as pedras na superfície vieram de um ambiente mais rico em oxigênio, possivelmente causado pela reciclagem de materiais ricos em O2 no interior marciano.
"Esse resultado é surpreendente porque, enquanto os meteoritos são geologicamente 'jovens', com cerca de 180 a 1400 milhões anos, o Spirit analisou uma parte muito antiga de Marte, com mais de 3,7 bilhões de anos", disse Wood.
A composição geológica do planeta vermelho varia muito de região para região e, segundo os cientistas, a superfície dele provavelmente se oxidou muito cedo – processo que deu a Marte sua coloração de ferrugem, umidade e calor. Mais tarde, esse material rico em oxigênio foi arrastado para o interior de Marte e reciclado, até voltar ao solo.
Fonte: G1 Ciência e Saúde
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sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Facebook é um espelho e o Twitter é um megafone

Os narcisistas, tanto os mais jovens, quanto os de meia-idade, usam as mídias sociais de diferentes maneiras, mas sempre para reforçar seus egos e controlar percepção que os outros têm deles. [Imagem: Wikimedia/PRA]
Já se sabia que, quando o assunto são os sites de relacionamento, poucos falam muito e influenciam a maioria.
Mas, como os sites das redes sociais servem a propósitos diferentes, um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) queria caracterizar as comunidades e os membros de cada uma das tribos.
Redes sociais e narcisismo
A conclusão pouco ou nada tem de elogiosa, destacando como as mídias sociais refletem e amplificam crescentes níveis de narcisismo na cultura ocidental.
Segundo os pesquisadores, o Facebook funciona como um espelho, enquanto o Twitter funciona como um megafone.
"Entre os jovens estudantes universitários adultos, descobrimos que aqueles que pontuaram mais alto em certos tipos de narcisismo postam mais vezes no Twitter," explica o pesquisador Elliot Panek.
"Mas, entre adultos de meia-idade da população em geral, os narcisistas postaram atualizações de status mais frequentemente no Facebook," comparou.
Segundo Panek, o Facebook funciona como um espelho para os narcisistas.
"Trata-se de cuidar da própria imagem, como você é visto, e também checar como os outros respondem a esta imagem. Os adultos de meia-idade geralmente já formaram suas identidades sociais, e eles usam as mídias sociais para ganhar a aprovação daqueles que já estão em seus círculos sociais," disse o pesquisador.
Para os estudantes universitários narcisistas, a ferramenta de mídia social preferida é o "megafone do Twitter".
"Os jovens frequentemente superavaliam a importância de suas próprias opiniões," disse Panek. "Através do Twitter, eles estão tentando ampliar seus círculos sociais e disseminar seus pontos de vista sobre uma vasta gama de tópicos e questões."
Reforçar o ego
Em resumo, o estudo mostra que os narcisistas, tanto os mais jovens, quanto os de meia-idade, usam as mídias sociais de diferentes maneiras, mas sempre para reforçar seus egos e controlar percepção que os outros têm deles.
Os pesquisadores não conseguiram determinar se o narcisismo leva ao aumento do uso das redes sociais, se é o uso das redes sociais que promove o narcisismo, ou mesmo se algum outro fator explica a forte associação verificada entre os dois.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Endereço da Terra na Via Láctea ganha mais respeito

Os novos dados "destacam" nosso Braço Local dos braços principais de Sagitário e Perseu.[Imagem: Robert Hurt-IPAC/Bill Saxton-NRAO/AUI/NSF]
Esquecidos por quem?
É comum ouvir que o Sistema Solar, e a Terra em particular, residem em um "canto esquecido" nos subúrbios da Via Láctea.
Embora não escondam a pretensão de que morássemos no centro da Via Láctea - o que é quase certamente inviável para nossa "especificação biológica" - essas afirmações não deixam de ter razão.
De fato, moramos em um braço menor da nossa galáxia espiral, chamado Braço Local, situado entre dois dos braços principais da Via Láctea.
Mas não tão menor quanto se acreditava, garantem Alberto Sanna e seus colegas do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.
Segundo os novos cálculos, o nosso Braço Local não é apenas uma pequena ramificação, uma espécie de "espora" de um braço principal.
"Nossos novos dados sugerem que o Braço Local é uma estrutura proeminente da Via Láctea," defende Sanna.
Desenho da Via Láctea
Determinar a estrutura da nossa própria galáxia é um problema de longa data para os astrônomos - porque estamos dentro dela, não conseguindo vê-la de fora, como ocorre com as outras galáxias.
Assim, para mapear a Via Láctea, os astrônomos precisam medir com precisão as distâncias de objetos dentro da própria galáxia. O problema é que medir distâncias cósmicas é uma tarefa difícil, levando a dados com grandes incertezas.
Por isso, embora os astrônomos concordem que a Via Láctea tenha uma estrutura em espiral, há divergências sobre o número de braços que ela tem, assim como a distribuição e a dimensão desses braços.
O que Sanna e seus colegas fizeram foi usar uma rede de radiotelescópios - o VLBA - para reduzir as imprecisões nas medições, usando então trigonometria simples para determinar as distâncias entre corpos celestes nas nossas vizinhanças.
Foram quatro anos de coleta de dados, rastreando objetos cósmicos conhecidos como masers, que amplificam as ondas de rádio da mesma forma que um laser amplifica a luz - para um radiotelescópio, um maser é como uma lâmpada acesa na escuridão.
Os novos dados "destacam" nosso Braço Local dos braços principais de Sagitário e Perseu.
"Com base tanto na distância quanto no movimento espacial, nosso Braço Local não é uma espora. Ele é uma estrutura importante, talvez um ramo do braço de Perseu ou, possivelmente, um segmento de braço independente," defende Sanna.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 18 de junho de 2013

SBM abre inscrições para o PROFMAT 2014

A Sociedade Brasileira de Matemática abre inscrições para o PROFMAT - Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional.

O programa conta com bolsas CAPES para os professores de Matemática da Rede Publica do Ensino Básico.

Para 2014, são 1500 vagas em todos os Estados e no Distrito Federal. Vinte por cento das vagas são abertas para toda sociedade, estando as demais reservadas para Rede Pública.

As Inscrições estarão abertas até 05/07/2013 no site http://www.profmat-sbm.org.br/.

Fonte: Seduc CE
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Aparelhos de viva-voz não diminuem risco de falar ao celular no carro

David Strayer usou tecnologia empregada na aviação para monitorar o nível de distração mental dos motoristas que usam o viva-voz enquanto dirigem.[Imagem: David Strayer/University of Utah]
Contrariamente ao que muitas pessoas acreditam - ou praticam - o uso de dispositivos viva-voz para falar ou enviar mensagens pelo celular enquanto se dirige um carro é igualmente perigoso.
A conclusão foi obtida depois de um estudo que envolveu câmeras e equipamentos similares aos usados para monitorar pilotos de avião.
"Nossa pesquisa mostra que os aparelhos que deixam as mãos livres não são isentos de riscos," diz David Strayer.
Strayer, que é professor de psicologia da Universidade de Utah (EUA), fez o estudo inédito a pedido da fundação AAA (American Automobile Association).
"Essas novas tecnologias viva-voz no carro podem sobrecarregar a atenção do condutor e prejudicar a sua capacidade de dirigir com segurança," afirma Strayer. "Uma consequência não intencional de tentar tornar a condução mais segura - passar do celular para os dispositivos viva-voz - é uma sobrecarga imposta ao motorista, tornando-o menos seguro [de suas ações]."
Outros estudos já mostraram que dirigir falando ao celular é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado.
Piloto desatento
Câmeras foram montadas dentro de um carro instrumentalizado para acompanhar o movimento da cabeça e dos olhos dos motoristas.
Um dispositivo de detecção de tempo de resposta, conhecido como o DRT (Detection-Response-Task), foi usado para registrar o tempo de reação do motorista em resposta a disparos de luzes vermelhas e verdes adicionadas ao seu campo de visão.
As luzes simulavam eventos que surgem repentinamente e que exigem a atenção do motorista, como um pedestre que entra na via ou outro motorista que muda de faixa sem dar seta.
Enquanto dirigiam, um capacete dotado de sensores monitorava a atividade cerebral dos participantes para que os pesquisadores pudessem determinar a carga de trabalho mental de cada um.
Usando protocolos de pesquisa estabelecidas, emprestados de psicologia da aviação, e uma variedade de métricas de desempenho, os motoristas foram monitorados enquanto se envolviam em tarefas comuns, como ouvir música, ouvir um áudio-livro e, claro, falar ao telefone celular, diretamente ou por aparelhos de viva-voz.
Os pesquisadores usaram os resultados para avaliar os níveis de distração mental experimentados pelos motoristas durante a execução de cada uma das tarefas.
E os resultados foram conclusivos.
"Só porque você pode atualizar o Facebook enquanto dirige não significa que seja seguro fazê-lo," disse o pesquisador. "Não pense que se os seus olhos estão na estrada e as mãos no volante, você está imune aos riscos. Se você não prestar atenção, então você é um potencial perigo na estrada."
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 16 de junho de 2013

Teoria de Tudo: Será Weinstein a superação de Einstein?

Físicos já demonstraram que há influências escondidas além do espaço-tempo, em dimensões não capturadas pelas teorias atuais.[Imagem: Timothy Yeo/CQT/National University of Singapore]
Einstein com W
Albert Einstein é o grande ícone da Física - e mesmo da "Ciência", ainda que os filósofos argumentem que ciência com maiúscula é um mito, e o que existe de fato são "ciências", umas muito diferentes das outras.
De fato, Einstein teve que conviver com essas diferenças dentro das fronteiras da própria Física - sua bem-sucedida Relatividade não conversa com a igualmente bem-sucedida Mecânica Quântica.
E, como a realidade funciona do nível atômico ao nível cosmológico sem nenhum constrangimento, todos os físicos admitem que têm um sério problema: superar o ícone Einstein - e todos os ícones da física quântica, alguns injustamente pouco conhecidos - e unificar as duas teorias.
Eles vêm tentando fazer isso há décadas, sem sucesso.
Mas será que essa tarefa caberia a outro sujeito que não trabalha na Academia - Einstein era funcionário público no Escritório de Patentes da Suíça quando escreveu suas teorias - e, caprichosamente, com um nome quase igual?
Por enquanto, o único elo de ligação entre Weinstein (esquerda) e Einstein (direita), além da cabeleira generosa, é a origem ex-academica. [Imagem: Wikipedia]
Eric Weinstein é um operador do mercado financeiro em Nova Iorque, para onde foi depois de adquirir uma sólida formação em matemática e física.
Ele vem discutindo suas teorias há anos com seu amigo e acadêmico Marcus Du Sautoy, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que agora está desempenhando para Eric Weinstein um papel semelhante ao que Max Planck executou para o desconhecido Albert Einstein no início do século passado.
Convencido pelos argumentos e equações de Weinstein, Sautoy convidou-o para apresentar suas ideias na Universidade há algumas semanas. Como introdução, ele publicou um artigo no jornal The Guardian, apresentando as novas teorias de seu amigo.
A apresentação ganhou destaque, e teve que ser repetida, porque coincidiu com um evento de física na universidade, e muitos teóricos não puderam participar. Na semana passada, Weinstein voltou a Oxford e reapresentou suas ideias.
Unidade Geométrica e beleza
Eric Weinstein batizou sua nova teoria do universo de Unidade Geométrica.
Enquanto a comunidade internacional dos físicos continua trabalhando para unificar a Relatividade Geral com a Mecânica Quântica partindo da família de partículas fundamentais do Modelo Padrão da Física, Weinstein prefere uma abordagem mais estética.
A principal candidata à superação da física atual é a Teoria das Supercordas, mas que ainda não foi totalmente desenrolada. [Imagem: Cortesia Nature]
Segundo ele, o que vem sendo tentado não dá certo, sendo necessário partir das equações básicas das duas teorias e ampliá-las de forma matematicamente natural, sem se preocupar se elas se encaixam ou não com o universo observável.
Depois, já com todas as equações em mãos, então será oportuno tentar combiná-las com a realidade.
Parece estranho?
Pois este foi o mesmo caminho trilhado por Einstein, cuja teoria teve que enfrentar várias contestações baseadas em observações que aparentemente a contradiziam, até finalmente triunfar - ante às "evidências", Einstein simplesmente comentava que as observações deviam estar erradas.
Este movimento foi tão forte na comunidade dos físicos que Einstein nunca ganhou o Prêmio Nobel de Física por sua Teoria da Relatividade, que os avaliadores do comitê do Nobel afirmavam não ter sustentação adequada - ele ganhou o Nobel de Física pela descoberta do efeito fotoelétrico.
Weinstein vai além, afirmando que sua abordagem segue os passos não apenas de Albert Einstein, mas também de Paul Dirac e Chen Ning Yang, os físicos cujas equações ele está tentando estender e, quem sabe, unificar.
"Os principais autores de todas as nossas três equações mais básicas inscreveram-se na Escola da Estética, enquanto o restante dos físicos perseguia as consequências da beleza com a adesão aos dados", disse ele em sua segunda apresentação em Oxford.
Apesar do descrédito inicial, as teorias de Einstein vêm derrubando um competidor após o outro. [Imagem: X-ray (NASA/CXC/SAO/A. Vikhlinin; ROSAT), Optical (DSS), Radio (NSF/NRAO/VLA/IUCAA/J.Bagchi)]
Dirac, por exemplo, previu a existência do pósitron - a versão antimatéria do elétron - com base na simetria das equações que descrevem o elétron - "pela pura beleza da matemática", disse Weinstein, e não com base em qualquer dado experimental, que não existia e nem poderia existir naquela época.
Chen Ning Yang ganhou o Nobel de Física em 1957 ao esboçar as equações que descrevem as chamadas "leis da paridade", um trabalho de incrível arte matemática, e que levou a importantes descobertas experimentais no campo das partículas elementares.
"Observerso"
Weinstein ainda não colocou suas novas equações na passarela - elas ainda não foram publicadas - de forma que os físicos ainda não puderam julgar sua beleza.
Pela descrição em sua apresentação, sua "visão de mundo" é o que ele chama de "Observerso", um espaço de 14 dimensões que contém o mundo quadridimensional ao qual estamos limitados - as três dimensões do espaço mais o tempo.
As outras dimensões, segundo ele, surgem naturalmente quando se estende as equações das quatro dimensões originais descritas na Relatividade Geral - segundo o matemático, as dimensões extras surgem "como entradas diagonais em uma matriz quatro por quatro".
As simetrias matemáticas das equações resultantes coincidem quase totalmente com o Modelo Padrão de partículas, prevendo três famílias, ou gerações de partículas. A diferença é que, para Weinstein, a terceira geração precisa ser destacada do conjunto, porque pertence a uma outra estrutura da realidade.
Outra hipótese bastante em voga no momento é a de que o nosso Universo é um holograma cósmico, uma projeção vinda do futuro. [Imagem: Ephraim Brown]
As equações também preveem a existência de novas partículas ainda desconhecidas, além de uma curiosa família de partículas-espelho, equivalentes a todas as partículas daquilo que seria o universo da física atual - tudo junto, compõe o Observerso.
Weinstein está chamando a atenção justamente por isso: sua teoria propõe meios para que possa ser testada experimentalmente, o que é um grande salto qualitativo em relação à enorme população de teorias alternativas que podem ser encontradas à exaustão em sites e livros igualmente alternativos.
É claro que nada se pode dizer contra as tentativas dos "alternativos", já que tudo o que a Física mais precisa hoje é de uma alternativa para sair de seu beco.
Será que Weinstein será a superação de Einstein?
Por enquanto, o único elo de ligação entre os dois, além da cabeleira generosa, é a origem ex-academica, e a resposta final só virá quando a beleza das equações da Unidade Geométrica e do Observerso puderem ser observadas em detalhes.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mídias sociais: poucos falam muito e influenciam a maioria

Imagem do Google
O poder de difusão e a velocidade de propagação das informações nas mídias sociais têm despertado o interesse de empresas e organizações em realizar ações de comunicação em plataformas como Twitter e Facebook.
Um dos desafios com os quais se deparam ao tomar essa decisão, no entanto, é prever o impacto que as campanhas terão nessas mídias sociais, uma vez que elas apresentam um efeito altamente "viral" - as informações se propagam nelas muito rapidamente e é difícil estimar a repercussão que terão.
"Se antes uma pessoa divulgava uma informação no boca-a-boca para mais três ou quatro pessoas, agora ela possui uma audiência que pode chegar aos milhares de seguidores por meio da internet. Daí a dificuldade de prever o impacto de uma ação em uma mídia social", explica o pesquisador Claudio Pinhanez, do laboratório brasileiros de pesquisas da IBM.
Para tentar encontrar uma resposta a esse desafio, o grupo de Pinhanez juntou-se a pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a fim de desenvolver um simulador capaz de prever o impacto das ações de comunicação em mídias sociais com base nos padrões de comportamento dos usuários.
Ativistas
Para desenvolver o simulador de rede social, foram usadas mensagens publicadas por 25 mil pessoas no Twitter do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de seu adversário político, Mitt Romney, em outubro de 2012, último mês da campanha eleitoral presidencial norte-americana.
Os pesquisadores analisaram o conteúdo das mensagens e o comportamento dos usuários tentando identificar padrões de ações, a frequência com que postavam mensagens, se as mensagens eram mais positivas ou mais negativas e qual a influência dessas mensagens sobre outros usuários.
Uma das principais conclusões foi que a retirada dos dez usuários mais engajados nas discussões realizadas no Twitter do presidente teria mais impacto na rede social do que se o próprio Obama fosse excluído.
Ou seja, também no mundo virtual, o papel dos "ativistas", ou formadores de opinião, parece ser crucial, com um ou poucos líderes sendo capazes de arrastar multidões.
"Acho que, pela primeira vez, a comunidade científica tem algo parecido com o mapa de quem conhece quem no mundo. É um mapa ainda incompleto, cheio de erros e enviesado, mas o nosso trabalho é uma das primeiras simulações de comportamento de um número tão grande de pessoas", afirmou Pinhanez. "Antes, quando se fazia isso era, no máximo, com 300 pessoas, e era preciso ficar coletando dados por anos."
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

A antimatéria cai para cima ou para baixo?

Será que os átomos de antimatéria pesam o mesmo que os átomos de matéria, ou será que existe um "peso negativo"?[Imagem: Chukman So]
Os átomos que compõem a matéria normal caem, puxados pela gravidade.

Então, será que os átomos de antimatéria vão cair para cima?

Será que eles sentem a gravidade da mesma forma que os átomos comuns, ou será que existe alguma coisa como uma antigravidade?

"No caso improvável de que a antimatéria caia para cima, teríamos de rever fundamentalmente a nossa visão da física e repensar a forma como o Universo funciona," confessa Joel Fajans, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos.

Fajans é um perito em antimatéria, fazendo parte do grupo que capturou antimatéria tempo suficiente para que os físicos começassem a estudá-la.

O grande problema é mantê-la estável o suficiente para estudá-la a fundo.

Até agora, todos os indícios de que a gravidade funcionaria do mesmo jeito para a matéria e para a antimatéria são indiretos - algumas equipes já se perguntam se a antimatéria pesa mais ou menos do que a matéria.

Assim, Fajans e seu colega Jonathan Wurtele decidiram usar suas pesquisas com o anti-hidrogênio para enfrentar diretamente a questão.

Se a interação da gravidade com anti-átomos for muito forte, então a anomalia seria detectável nos dados coletados dos 434 anti-átomos observados no projeto ALPHA - a Colaboração ALPHA é um consórcio internacional de cientistas, contando inclusive com a participação de brasileiros.

Contudo, os primeiros resultados, que mediram a proporção da massa gravitacional desconhecida do anti-hidrogênio em relação à sua massa inercial, que é conhecida, não resolveram a questão. Longe disso.

Se um átomo de anti-hidrogênio cai para baixo, sua massa gravitacional não pode ser mais do que 110 vezes maior do que a sua massa inercial. Se ele cair para cima, a sua massa gravitacional deverá ser de, no máximo, 65 vezes maior.

O que os resultados mostraram é que é possível medir a gravidade da antimatéria, desde que se disponha de um aparato experimental com uma precisão muito maior do que se dispõe hoje.

A Colaboração ALPHA, que funciona no CERN, fez os maiores avanços até hoje no estudo da antimatéria. [Imagem: Niels Madsen ALPHA/Swansea]
Como medir a queda da antimatéria

O problema está em deixar o anti-átomo de hidrogênio cair.

Quando os ímãs que prendem a antimatéria são desligados, os anti-átomos rapidamente tocam a matéria comum das paredes da armadilha e são aniquilados em flashes de energia.

Em princípio, se os pesquisadores souberem a localização precisa de um anti-átomo e sua velocidade quando a armadilha é desligada, tudo o eles têm de fazer é medir o tempo que leva para que o anti-hidrogênio atinja a parede e produza o flash de luz.

O problema é que os campos magnéticos do experimento ALPHA não desligam imediatamente - eles levam cerca de 30 milésimos de segundo para atingir um valor próximo de zero.

Enquanto isso, ocorrem flashes em todas as paredes da armadilha em momentos e pontos diferentes, sem que se consiga atribuir o efeito a um anti-átomo específico.

Assim, a resposta à questão de como a antimatéria reage com a gravidade terá que esperar a construção de um aparelho mais preciso.

"Existe alguma coisa parecida com uma antigravidade? Com base nos testes de queda livre feitos até o momento, não se pode dizer que sim ou que não. Esta é a primeira palavra, no entanto, não será a última," relatou Fajans.

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 11 de junho de 2013

Exoplaneta mais leve já fotografado

A estrela tem que coberta para que sua luz não atrapalhe a observação do planeta, cujo brilho é muito mais fraco.[Imagem: ESO/J. Rameau]
Fotos de exoplanetas
Uma equipe de astrônomos, utilizando o Very Large Telescope do ESO, obteve a imagem de um objeto tênue que se desloca próximo de uma estrela muito jovem.
Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, este pode ser o planeta com menos massa já fotografado fora do Sistema Solar - ainda que ele seja um autêntico peso-pesado.
Embora quase 1.000 exoplanetas já tenham sido detectados indiretamente e muitos mais candidatos aguardem confirmação, apenas cerca de uma dúzia deles foi fotografado diretamente.
A foto direta de um exoplaneta foi feita em 2010.
"Obter imagens de planetas de forma direta requer técnicas extremamente complexas, utilizando os instrumentos mais avançados, estejam eles no solo ou no espaço", diz Julien Rameau (Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, França), autor principal do artigo científico que descreve a descoberta.
O provável planeta aparece como um ponto tênue, mas bem definido, próximo da estrela HD 95086. O objeto se desloca lentamente com a estrela ao longo do céu, o que sugere que este corpo, designado por HD 95086 b, está em órbita em torno da estrela. O seu brilho indica que ele tem uma massa de quatro a cinco vezes a massa de Júpiter.
O planeta orbita a jovem estrela HD 95086 a uma distância de cerca de 56 vezes a distância entre a Terra e o Sol, ou duas vezes a distância entre o Sol e Netuno. O sistema situa-se a cerca de 300 anos-luz de distância da Terra.
A estrela propriamente dita tem um pouco mais massa do que o Sol e encontra-se rodeada por um disco de detritos. Estas propriedades permitiram aos astrônomos identificá-la como um candidato ideal para possuir planetas jovens de grande massa em sua órbita.
"A sua posição atual levanta questões relativas ao processo de formação. O planeta pode ter crescido ao assimilar rochas que formaram o núcleo sólido e depois acumulando lentamente gás do meio circundante de modo a formar a atmosfera densa ou, então, começou a formar-se a partir de uma acumulação de matéria gasosa com origem em instabilidades gravitacionais no disco", explica Anna-Marie Lagrange, membro da equipe. "Interações entre o planeta e o disco propriamente dito, ou até outros planetas, podem ter feito deslocar o planeta do local onde nasceu".
No final deste ano, o telescópio do ESO deverá receber um SPHERE, um instrumento de óptica adaptativa de segunda geração, que permitirá observações ainda mais detalhadas deste e de outros exoplanetas.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Poderemos encontrar 10 planetas habitados em uma década?

Planetas habitados: não é mais "se", é "quantos". [Imagem: Sara Seager]
Uma tradicional ferramenta usada na busca de vida extraterrestre acaba de receber uma renovação completa.
Apesar da lamentável perda do telescópio espacial Kepler, a "reinicialização" da ferramenta pode significar que poderemos encontrar sinais de vida em planetas extrassolares dentro de uma década.
E a ferramenta não é nenhum novo telescópio ou ferramenta de observação - é uma equação matemática.
Equação de Drake
Em 1961, o astrônomo Frank Drake criou sua agora famosa equação para calcular o número de civilizações detectáveis na Via Láctea.
A equação de Drake inclui uma série de termos que, na época, pareciam ser impossíveis de se conhecer - como a existência dos planetas fora do nosso sistema solar.
Mas, nas duas últimas décadas, temos visto exoplanetas aparecerem como ervas daninhas, particularmente nos últimos anos, graças, em grande parte, ao telescópio espacial Kepler.
Com esses novos dados em mãos, Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, achou que era hora de dar uma atualizada na equação de Drake.
A nova versão restringe alguns dos termos originais da equação para incluir os dados mais recentes, tornando-a muito mais precisa - na descrição de Seager, se a equação original de Drake era um machado, a nova equação é um bisturi.
A equação original de Drake inclui sete termos que, multiplicados, dão o número de civilizações alienígenas inteligentes que poderíamos esperar detectar na Via Láctea.
Os dados do telescópio Kepler ajudaram a refinar dois termos: a fração de estrelas que têm planetas, e o número desses planetas que seriam habitáveis.
Planetas habitados à vista
Mas o que realmente interessa é o resultado da equação remodelada.
Segundo Seager, pelo menos 10 planetas habitados - não "habitáveis", mas habitados - poderão ser observados já com o telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2017 - o cálculo original de Drake resultava em 2,3.
Será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? "É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?" [Imagem: Sara Seager]
"Assim como na equação de Drake, alguns dos termos são sempre especulativos," reconhece a pesquisadora.
De qualquer, será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? "É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?", disse ela.
E isto não é tudo.
O telescópio Kepler coletou dados durante quatro anos, mas até agora os astrônomos conseguiram analisar apenas os 18 primeiros meses - ou seja, os números poderão ficar ainda mais precisos.
E isto também não é tudo.
Com o aprimoramento das técnicas, e um monte de exoplanetas para testá-las, agora os astrônomos já estão se preparando para medir a atmosfera dos exoplanetas.
A análise dos gases associados com a vida em volta dos exoplanetas dará pistas reveladoras sobre sua composição - e sobre seus habitantes.
Segundo Seager, já nos próximos anos será possível melhorar ainda mais a equação, eliminando cada vez mais incertezas com a inserção de dados cada vez mais precisos, incluindo as "bioassinaturas atmosféricas".
Fonte: Inovação Tecnológica
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