>
Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Qual é a menor coisa que existe no Universo?

A física tem um problema com as coisas pequenas. Ou, para ser mais preciso, com as coisas infinitamente pequenas.
Nós imaginamos que podemos nos mover qualquer distância que queiramos, não importando quão pequena ela seja.
Esta percepção foi explorada por Zeno em um de seus famosos paradoxos. Aquiles nunca poderia realmente chegar a qualquer lugar já que a distância que ele teria que cobrir seria reduzida à metade um número infinito de vezes - na metade do caminho, então a meio caminho de novo, e assim por diante. Ele teria que dar um número infinito de passos cada vez menores para alcançar seu objetivo.
Os matemáticos têm explicado esse aparente paradoxo, e eles ficam totalmente confortáveis com números infinitos, bem como com as distâncias e objetos infinitamente pequenos. As respostas a que eles chegam são usadas na física para descrever o mundo interior do átomo.
Mas a natureza não parece se sentir tão confortável com isso.
Quando tentamos descrever algo como um "ponto" - um objeto infinitamente pequeno - então surgem alguns dos problemas mais difíceis em física.
Como toda a física de partículas se baseia em partículas do "tipo ponto", reagindo às forças em espaços minúsculos, pode-se perceber que os problemas surgem muito rapidamente.
Esses problemas aparecem sob a forma de respostas sem sentido quando as equações são usadas para as distâncias muito pequenas.
Desta forma, os físicos estão cada vez mais desconfiados dos pontos, e se perguntando se de fato a natureza tem um limite para o menor objeto possível, ou mesmo se há um menor espaço possível.
Cientistas acreditam que o superlaser ELI será suficiente para tornais reais as partículas virtuais. [Imagem: ELI]
Bonecas russas
A busca pelos menores blocos de construção da Natureza provavelmente remonta ao primeiro homem das cavernas que tentava fazer uma borda afiada em uma pedra.
Os gregos nos deram o conceito de átomos como bolas de bilhar que se unem para formar os materiais que vemos, e essa imagem continua na mente da maioria dos povos.
Mais de um século atrás, J.J. Thomson conseguiu extrair elétrons de átomos, e ele foi seguido em 1932 por Cockcroft e Walton, que separaram o núcleo atômico com um acelerador de partículas primitivo, mas inteligentemente concebido.
Estes acabaram por se mostrar serem apenas as primeiras bonecas russas.
Experimentos sucessivos, usando aceleradores mais e mais potentes, revelaram que o núcleo era composto de prótons e nêutrons, que por sua vez eram feitos de quarks.
Os sinais do bóson de Higgs gerados recentemente no LHC se tornaram a mais recente das bonecas russas.
Mas todas as tentativas para dividir quarks ou elétrons, mesmo usando o incrível poder do LHC, falharam.
Incomodamente, os chamados blocos básicos de construção da natureza parecem ser pontos - certamente menores do que 0,0000000000000000001 metro de diâmetro.
ignorância quântica estabelece que conhecer as partes não garante o conhecimento do todo. [Imagem: Vidick et al.]
Rumo ao infinito
Pode-se ver onde o problema surge. Todas as forças da natureza ficam mais fortes conforme as distâncias encurtam.
A famosa "lei do inverso do quadrado" da gravidade, de Newton, por exemplo, diz que a força da gravidade fica quatro vezes mais forte se você reduzir pela metade sua distância de um objeto.
Se imaginarmos partículas como sendo pontos, você pode fazer a distância entre duas delas tão pequena quanto queira, de forma que a força se torna infinita. Em última instância, isso iria quebrar o tecido do espaço, criando uma espuma de buracos negros, o que certamente faria Aquiles progredir ainda mais lentamente.
Os físicos normalmente conseguem contornar este problema usando a imprecisão contida na mecânica quântica, que permite que a matéria se comporte como partículas ou como ondas.
Você também pode ter ouvido falar do Princípio da Incerteza de Heisenberg, que não nos permite saber exatamente onde alguma coisa está. Assim, mesmo que uma partícula possa ser um ponto, a sua localização é incerta, e ela aparece nas equações como uma bola nebulosa - problema resolvido!
Alguns físicos propõem que o LHC pode se tornar a primeira máquina do tempo do mundo. [Imagem: Jenni Ohnstad/Vanderbilt]
Descasamento problemático
Bem, quase. Nós realmente não sabemos como aplicar a mecânica quântica à gravidade, e por isso ainda ficamos às voltas com previsões absurdas, como o colapso total do espaço se tentarmos descrever campos gravitacionais fortes, como os que estão dentro dos buracos negros.
Acontece que a mecânica quântica e a teoria da gravidade de Einstein não se misturam.
Várias soluções engenhosas têm sido propostas para este problema.
A mais óbvia é que há uma outra boneca russa, e as menores partículas são pequenas bolas de bilhar. Se for assim, um dia, talvez usando o LHC, veremos o tamanho dos menores objetos que podem existir.
Mas os físicos teóricos preferem a ideia de que as partículas não são de fato redondas, mas pequenas "cordas", parecidas com pedaços de elástico.
Elas teriam um comprimento finito, mas uma largura infinitamente pequena. Isso resolve o problema, já que você nunca pode estar à mesma distância de toda a corda - é por isso que a ideia é chamada de Teoria das Cordas.
Cordas podem vibrar, e isso nos permite explicar todas as estranhas partículas fundamentais que vemos como sendo diferentes vibrações das cordas - diferentes notas de um violino cósmico.
Parece simples, mas para explicar as partículas que conhecemos, as cordas precisam vibrar de muitas maneiras diferentes.
A Teoria das Supercordas permite que elas vibrem em um bizarro espaço com 11 dimensões - para cima, para baixo, para os lados, "transversalmente" e de 7 outras maneiras!
Experimentos no LHC estão procurando sinais de que você possa se mover "transversalmente". Se pudermos, poderia haver universos inteiros, tão grandes e maravilhosos como o nosso, bem ali na rua "transversal".
Recentemente, físicos bateram o recorde mundial do menor tempo já medido. [Imagem: Koke et al./Nature Photonics
Questões de espaço e de tempo
Podemos ir mais longe ainda - talvez não devamos procurar pelo menor objeto, mas pela menor distância.
Se o espaço for composto por um monte de grânulos pequenos, então o problema pode ser resolvido desde que duas partículas não possam ficar mais perto uma da outra do que o tamanho de um grânulo.
Isso equivale a Aquiles podendo se mover ao longo de uma série de passos pequenos, mas finitos.
Olhando para as partículas que viajam distâncias enormes em todo o cosmos, podemos esperar ver o efeito acumulado de impactos sobre inúmeros pequenos grãos, e não o deslizar tranquilo através do espaço liso que se imagina.
No final, as respostas serão encontradas nos experimentos, não em nossas imaginações.
Talvez a coisa mais incrível que descobrimos seja o método científico, que nos permite colocar e responder questões como "Qual pequeno é o Universo?".
Nada mal para homens das cavernas ligeiramente evoluídos.
Fonte: Inovação Tecnológica. Com informações da BBC
Compartilhar:

domingo, 28 de julho de 2013

Fases da lua podem alterar duração e qualidade do sono, conclui estudo

Lua cheia poderia influenciar duração e qualidade do sono (Foto: Pedro Sánchez/Notimex/Arquivo AFP)
As quatro fases da lua podem ter mesmo efeito sobre o sono das pessoas, segundo um novo estudo feito na Suíça. A pesquisa, que será publicada na edição de 5 de agosto da revista " Current Biology ", aponta que, na lua cheia, a atividade cerebral ligada ao sono profundo diminui até 30%.
Durante essa fase lunar, os indivíduos pesquisados também demoraram 5 minutos a mais para adormecer e, ao longo da noite, descansaram 20 minutos a menos, em média.
Além disso, os participantes apresentaram níveis mais baixos de melatonina (hormônio que regula os ciclos de sono e vigília) durante a lua cheia, e disseram que o sono foi mais "pobre" nessa época.
Os cientistas, liderados por Christian Cajochen, do Hospital Psiquiátrico da Universidade de Basileia, avaliaram mais de 30 voluntários em dois grupos etários. Segundo eles, os ciclos lunares e o comportamento do sono humano estão realmente conectados – mesmo considerando as influências externas da vida moderna, como a luz elétrica.
Para chegar a essa conclusão, os autores monitoraram os padrões cerebrais, os movimentos oculares e as secreções hormonais (melatonina e cortisol, o hormônio do estresse) dos participantes.
"Essa é a primeira evidência confiável de que o ritmo lunar pode modular a estrutura do sono nos seres humanos", diz Cajochen.
Em alguns animais, as fases da lua são responsáveis por coordenar o comportamento de reprodução. E, na Terra, elas também interferem nas marés dos oceanos, por influência do campo gravitacional da Lua e do Sol sobre o nosso planeta.
Fonte: G1 Ciência e Saúde
Compartilhar:

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Para ganhar mais energia, mastigue mais

As fibras diversificadas das frutas, legumes e grãos integrais também chegam no topo do ranking como grandes fontes de energia.[Imagem: Wikimedia/Danielle Keller]
Amêndoas estão entre as fontes de alimentos mais energéticas de que dispomos.
Mas tirar proveito disso não é uma questão de quanto você come, e sim de quanto você mastiga.
"O tamanho das partículas aumenta a biodisponibilidade da energia do alimento que está sendo consumido," explica o Dr. Richard Mattes, professor de nutrição da Universidade de Purdue (EUA). "Quanto mais você mastigar, menos se perde e mais é retido no corpo."
Amêndoas inteiras ou granuladas?
Cada indivíduo tem seus próprios hábitos de mastigação, afirma o médico.
Mas, embora seja muitas vezes difícil de mudar esses hábitos, isso deve ser considerado se o interesse é aproveitar ao máximo o potencial dos alimentos.
Quando se mastiga pouco, as partículas maiores são eliminadas pelo organismo.
Quando se mastiga mais, as partículas menores são mais prontamente absorvidas - os testes envolveram voluntários mastigando amêndoas 10 vezes, 25 vezes e 40 vezes.
"Se o objetivo é ingerir um alimento gostoso e rico em proteínas, amêndoas inteiras são provavelmente tudo o que você quer," disse Mattes. "Se você está interessado em maximizar a ingestão de vitamina E, amêndoas granuladas, manteiga de amêndoa ou óleo de amêndoa podem ser uma escolha melhor."
Fibras e gorduras
As fibras diversificadas das frutas, legumes e grãos integrais também chegam no topo do ranking como grandes fontes de energia, acrescenta o professor.
"Quando sua dieta total é mais rica em fibras, há uma maior perda de gordura,", disse ele. "As fibras ligam-se aos ácidos graxos para criar fontes de energia no corpo," evitando o acúmulo da gordura não aproveitada.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

quarta-feira, 24 de julho de 2013

NASA mostra interior de sua nova cápsula espacial

Interior da cápsula espacial CST-100, fabricada pela Boeing. Os bancos à direita foram usados pelos engenheiros que acompanharam os testes. [Imagem: NASA/Robert Markowitz]
 Dois astronautas da NASA fizeram as primeiras avaliações de um protótipo da nave espacial CST-100, que está sendo construída pela Boeing.
Esta é a primeira vez que a empresa divulga o interior da cápsula da tripulação, que ainda sofrerá modificações antes de estar pronta para ir ao espaço.
Os astronautas Serena Aunon e Randy Bresnik testaram a ginástica necessária para entrar e sair da cápsula. Enquanto isso, os engenheiros monitoravam os equipamentos e avaliavam a ergonomia.
A CST-100 tem assentos para cinco membros da tripulação, mas o projeto permite acomodar até sete astronautas ou uma mistura de tripulação e carga.
LEDs e tablets
A cápsula espacial lembra muito as cápsulas Apollo dos anos 1960, também fabricadas pela Boeing, mas com um interior "repaginado".
Segundo a Boeing, os "grandes avanços" podem ser percebidos "na iluminação com LEDs azuis e na tecnologia usada nos tablets".
As telas sensíveis ao toque de fato substituem as mais de 1.000 chaves e botões presentes nas naves Apollo.
Os avanços reais, contudo, são bem menos visíveis.
É o projeto sem soldas nas estruturas e a melhor proteção térmica que tornam o modelo 2013 das cápsulas espaciais distintas de seus equivalentes de quase 50 anos atrás.
As novas técnicas de fabricação permitiram fazer uma nave mais leve e que pode ser fabricada mais rapidamente.
Naves para todos
A Boeing é uma das três empresas norte-americanas que trabalham para desenvolver sistemas de transporte de tripulação ao espaço, uma capacidade que o país perdeu ao aposentar os ônibus espaciais.
Além de vender a nave para a própria NASA, a Boeing pretende usar a CST-100 para enviar seus próprios astronautas ao espaço e levar turistas ao espaço a partir de 2015.
Astronauta Randy Bresnik simula entrada na cápsula espacial em trajes de voo. [Imagem: NASA/Robert Markowitz]
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

terça-feira, 23 de julho de 2013

Nasa divulga imagem da Terra tirada a partir de Saturno, a 1,5 bilhão de km

Imagem da Terra divulgada pela Nasa, tirada a partir da órbita de Saturno, a 1,5 bilhão de quilômetros. (Foto: AFP Photo / NASA/JPL-Caltech/SSI)
A agência espacial americana Nasa divulgou imagens da Terra tiradas nesta sexta-feira passada a partir da missão Cassini, que está orbitando ao redor de Saturno. As imagens foram recebidas na Terra neste sábado (20).
O nosso planeta é o ponto mais brilhante na imagem acima, perto do centro, e a Lua é vista do lado esquerdo inferior. A câmera estava a quase 1,5 bilhão de quilômetros da Terra.
Fonte: G1 Ciência e Saúde
Compartilhar:

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Brasileiros criam medicamento inédito contra o câncer

Pesquisadores brasileiros receberam financiamento para fazer os primeiros testes com um medicamento biotecnológico inovador em nível mundial para o tratamento de câncer.
Imagem do Google
Estudos realizados por pesquisadores do Instituto Butantan, a partir da genética do carrapato Amblyoma cajennense, identificaram uma proteína com ação anticoagulante e potencialmente anticancerígena, codificada por um gene proveniente das glândulas salivares do carrapato.
Após a clonagem do gene, as primeiras experiências com camundongos mostraram que houve regressão de tumores do tipo melanoma e de tumores de pâncreas e renais, bem como redução de metástases pulmonares derivadas desses tumores.
As pesquisas ganharam relevância ainda maior diante do fato de que o câncer de pâncreas não possui tratamento clínico - não há medicamentos para tratar a doença, resultando em óbitos em 100% dos casos não tratáveis por via cirúrgica.
Agora, o BNDES aprovou um apoio de R$ 15,2 milhões para a Fundação Butantan e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) trabalharem conjuntamente no desenvolvimento do medicamento.
"O microrganismo contendo o gene será cultivado em biorreatores para o desenvolvimento do protocolo de produção," contou a pesquisadora Maria Filomena Rodrigues.
A integração entre as duas instituições poderá resultar na comercialização do medicamento após a conclusão da pesquisa, que tem previsão de duração de quatro anos.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

domingo, 21 de julho de 2013

Levitação com ondas de som movimenta objetos no ar

O palito de dentes é suspenso e rotacionado pelas ondas acústicas.[Imagem: Daniele Foresti/ETH Zurich]
 Pesquisadores suíços criaram um sistema de levitação sônica que não impõe nenhuma restrição sobre o objeto a ser levitado.
Já existem diversos sistemas de levitação usando campos magnéticos ou campos elétricos, mas eles exigem que o objeto a ser levitado tenha propriedades magnéticas ou elétricas.
Um dos criadores do grafeno, Andre Geim, foi ridicularizado antes de ganhar o Nobel por ter levitado um sapo, mas o feito exigiu um campo magnético fortíssimo.
Levitação com ondas de som
Com a levitação por ondas sonoras não há tais constrangimentos. Embora os experimentos com levitação sônica também sejam antigos, até agora eles eram pouco flexíveis.
No ano passado, Chris Benmore demonstrou a levitação sônica deixando gotas de água suspensas no ar pela pressão combinada das ondas sonoras de dois alto falantes.
Daniele Foresti e seus colegas do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique foram mais caprichosos, e criaram um sistema de múltiplos alto-falantes que permite a manipulação precisa do objeto levitado.
Embora o protótipo só tenha conseguido levitar gotas de líquidos e um palito de dentes, em tese essa técnica poderá ser usada para levitar qualquer coisa.
Os pesquisadores acreditam que a técnica poderá ser usada para manipular materiais perigosos, estudar reações químicas e até simular a microgravidade do espaço.
E não é necessário se preocupar com o barulho: os cientistas usaram ondas de alta frequência - 24 quilohertz (kHz) - que não são captadas pelo ouvido humano, embora o ruído certamente irá assustar gatos, cães e ratos.
O aparato consiste em um conjunto parecido com um tabuleiro de damas, formado por placas vibratórias, cada uma gerando sua própria frequência. [Imagem: Daniele Foresti/ETH Zurich]
Levitação sônica
Um objeto atinge o estado levitado quando todas as forças que atuam sobre ele estão em equilíbrio, deixando-o estacionário no ar. Em outras palavras, a força da gravidade, que puxa o objeto para baixo, é anulada por uma força de igual intensidade no sentido oposto.
Esta força vem das ondas acústicas, que o aparelho gera quando uma onda estacionária entre um emissor e um refletor reverbera as ondas acústicas. A força da onda acústica atua contra o objeto, evitando que ele caia devido à gravidade. O conceito é similar ao de um jato de ar de um ventilador mantendo uma bola de pingue-pongue no ar.
O aparato consiste em um conjunto parecido com um tabuleiro de damas, formado por placas vibratórias, cada uma gerando sua própria frequência. Variando-se a frequência de cada placa é possível mover o campo acústico e, por decorrência, o objeto levitado, fazendo-o mover-se de forma controlada.
Em um dos experimentos, Foresti moveu um grão de café instantâneo para junto de uma gota de água e fez os dois se misturarem, tudo no ar. Em outra experiência, ele misturou duas gotículas de líquido com diferentes valores de pH, um alcalino e outro ácido, gerando uma gotícula que contém um pigmento fluorescente que brilha apenas com pH neutro.
Os pesquisadores moveram um grão de café instantâneo para junto de uma gota de água e fizeram os dois se misturar em pleno ar. [Imagem: Dimos Poulikakos]
Possibilidades e limitações
Segundo o pesquisador, a técnica de levitação por ondas sonoras tem uma ampla gama de aplicações possíveis. É possível mover de forma controlado vários objetos em paralelo, o que é interessante para aplicações industriais e de laboratório.
Apesar das potencialidades, ainda há restrições e alguns cuidados devem ser tomados.
Por exemplo, se as ondas acústicas exercerem uma força maior do que a tensão superficial do líquido, a gota explode espetacularmente - eles fizeram testes com água, hidrocarbonos e vários solventes.
A maior limitação, contudo, é o diâmetro máximo do objeto a ser levitado, que corresponde à metade do comprimento de onda da onda sonora que está sendo usada.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Por que gostamos de ouvir músicas tristes?

Ao contrário da tristeza na vida diária, a tristeza vivida através da arte pareça ser agradável, possivelmente porque não representa uma ameaça real para a nossa segurança. [Imagem: Wikimedia/Vassil]
Ouvir músicas tristes pode evocar emoções positivas.
A conclusão surpreende à primeira vista, mas pode ser uma boa explicação do porquê as pessoas gostam de ouvir músicas tristes.
Afinal, se a nostalgia musical trouxesse apenas emoções negativas, as pessoas não gostariam delas, afirmam Ai Kawakami e seus colegas da Universidade de Tóquio.
Mas o que é mais surpreendente é que o estudo mostra que nós podemos "curtir" uma emoção negativa como a tristeza, desde que ela não represente ameaça.
Tristeza e romantismo
Kawakami e seus colegas pediram aos voluntários, incluindo músicos e não-especialistas, para ouvir músicas tristes e músicas felizes.
Cada participante usou um conjunto de palavras-chave para avaliar tanto a sua percepção da música, quanto o seu próprio estado emocional.
Os pesquisadores afirmam que as músicas tristes evocam emoções contraditórias, pois os participantes tenderam a sentir a música triste como sendo mais trágica, menos romântica e menos alegre.
Mas a diferença parece estar apenas no grau, sobretudo no caso do "romantismo".
"A música que é percebida como triste na verdade induz emoções românticas tanto quanto emoções tristes. E as pessoas, independentemente da sua formação musical, experimentam essa emoção ambivalente ao ouvir a música triste," escreveram os pesquisadores.
Curtindo a tristeza
Além disso, ao contrário da tristeza na vida diária, a tristeza vivida através da arte pareça ser agradável, possivelmente porque não representa uma ameaça real para a nossa segurança.
Isso poderia ajudar as pessoas a lidar com suas emoções negativas na vida diária.
"A emoção experimentada pela música não oferece perigo ou dano imediatos, ao contrário da emoção vivida na vida cotidiana. Portanto, podemos até mesmo desfrutar das emoções desagradáveis, como a tristeza. Se sofremos de emoções desagradáveis evocadas através da vida diária, a música triste pode ser útil para aliviar a emoção negativa," concluíram os pesquisadores.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nota de agradecimento

Prof. Roberto Cláudio
Foto colhida no blog da Escola Menezes Pimentel
Gostaria de tornar público meus sinceros agradecimentos ao Prof. Roberto Cláudio Bento da Silva, da cidade de Potengi, pelo reconhecimento de um trabalho educacional que venho construindo desde 2007, em Altaneira e por três meses na cidade de Nova Olinda.

Obrigado professor pela confiança em mim depositada, mesmo nunca tendo trabalhado juntos, nem mesmo convivido pessoal ou profissionalmente.

Infelizmente não será esta a vez em que uniremos nossas forças em prol de uma educação de qualidade, mesmo assim não me sentiria confortável se não o agradecesse pessoalmente, como o fiz, e publicamente por ter acreditado que eu seria importante em sua equipe, repito, mesmo não tendo trabalhado comigo nem sequer convivido mais próximo.

Desejo que em sua segunda gestão os objetivos almejados sejam alcançados e os resultados melhores ainda do que já vens conseguindo a frente da Escola Menezes Pimentel.

Grande abraço e boa sorte.
Compartilhar:

terça-feira, 16 de julho de 2013

Maior edifício do mundo será maior que Mônaco

A construção tem 100 metros de altura, 500 metros de comprimento e 400 metros de largura. [Imagem: Divulgação]
O gosto pelos recordes em obras civis parece acompanhar os chineses há milênios, desde a inauguração da Grande Muralha.
Agora foi a vez do maior edifício do mundo em área, inaugurado na cidade de Chengdu, capital da província de Sichuan, no sudoeste do país.
O "Novo Centro Global do Século" (New Century Global Centre) conta com 1,760 milhão de metros quadrados de espaço para compras, entretenimento e escritórios.
Isso é espaço suficiente para acomodar quatro Vaticanos, ou 20 Óperas de Sydney (Austrália), ou 3 vezes o Pentágono (EUA), ou ainda quase a área total de Mônaco.
A construção tem 100 metros de altura, 500 metros de comprimento e 400 metros de largura.
O núcleo central do edifício é um parque aquático com uma praia artificial de 5.000 metros quadrados, que terá a maior tela do mundo, com 150 metros de comprimento e 40 metros de altura, que irá formar o horizonte e oferecer amanheceres e entardeceres ao gosto dos fregueses, independentemente do horário.
Se você não gosta de praia, poderá fazer rafting em um rio artificial com 500 metros de comprimento.
Ou fazer compras pelos 400.000 metros quadrados de lojas.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

sábado, 13 de julho de 2013

Dormir mais tarde provoca ganho de peso?

Imagem do Google
A restrição crônica de sono entre adultos está associada com o ganho de peso sistemático.
O fenômeno foi aferido em pessoas que tendem a ir dormir muito tarde, retardando a hora do sono, mas acordando no horário de costume.
Contudo, o efeito não parece ter nada a ver com o sono propriamente dito, mas com o consumo de calorias extras durante as horas finais da noite, antes de ir dormir.
Os pesquisadores notaram que as pessoas que vão dormir muito tarde não apenas comem um adicional nessas horas de vigília, mas também ingerem comidas mais gordurosas nessas horas que antecedem o ir para a cama.
"Embora estudos epidemiológicos anteriores já tivessem sugerido uma associação entre um sono mais curto e o ganho de peso e obesidade, ficamos surpresos ao observar o significativo ganho de peso durante um estudo em laboratório," disse Andrea Spaeth, da Universidade da Pensilvânia (EUA).
Os voluntários, entre 22 e 50 anos de idade, passaram 18 dias consecutivos em um ambiente controlado.
O estudo também mostrou que, durante a restrição do sono, os homens ganham mais peso do que as mulheres, e os negros ganham mais peso do que os brancos.
Os cientistas afirmam que a privação de sono pode gerar um efeito cumulativo, já que o ganho de peso é um fator de risco para a apneia do sono, que tem forte impacto sobre a qualidade do sono e para a saúde em geral.
Críticas
Mas o estudo tem suas deficiências.
A principal delas é que o ambiente de laboratório onde os voluntários ficaram internados não possuía condições de realização de atividades físicas, ainda que voluntárias.
Ou seja, as conclusões valem para uma condição que não é apenas de privação de sono, mas para uma situação em que se dorme menos e não se exercita nada, como passar as férias fechado no apartamento.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Memória óptica 5D promete guardar dados para sempre

Os dados são gravados por meio da automontagem de nanoestruturas criadas em quartzo fundido. [Imagem: University of Southampton]
Memória de cristal
Cientistas demonstraram experimentalmente pela primeira vez que é possível gravar dados digitais em uma memória óptica de 5 dimensões, e depois lê-los com precisão usando equipamentos simples.
A memória é um vidro nanoestruturado - um cristal de quartzo - no qual foram esculpidas estruturas em nanoescala, e os dados foram gravados e lidos usando um laser com pulsos muito rápidos na faixa dos femtossegundos.
A nova técnica de armazenamento alcançou uma densidade que aponta para discos do tamanho de um DVD com capacidade de 360 Terabytes.
Outras propriedades sem precedentes da nova memória óptica são a estabilidade termal até 1.000°C e, ainda melhor, uma vida útil praticamente ilimitada - os CDs e DVDs atuais têm vida útil média de 10 anos.
É por isso que Jingyu Zhang e seus colegas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, estão chamando o novo material de "memória de cristal do Super-homem".
Os melhoramentos são muitos em relação ao protótipo original da memória óptica 5D, apresentado em 2011, colocando o dispositivo muito próximo da comercialização.
Memória eterna
Os dados são gravados por meio da automontagem de nanoestruturas criadas em quartzo fundido.
As informações são registradas em 5 dimensões: além dos eixos X, Y e Z de cada nanoestrutura, são usados o tamanho e a orientação de cada nanoestrutura.
Além disso, no protótipo, os dados foram gravados em três camadas superpostas de nanoestruturas criadas no interior do cristal de quartzo, separadas umas das outras por cinco micrômetros.
As nanoestruturas mudam a forma como a luz viaja ao longo do vidro, modificando a polarização da luz, que pode então ser lida por uma combinação de microscopia óptica e polarizador, similar ao sistema empregado nos óculos de sol Polaroid.
Como o laser altera os átomos no vidro, um dado gravado nesta memória poderia ter uma vida útil indeterminada, "para sempre", como dizem os pesquisadores.
"Nós estamos desenvolvendo uma forma muito estável e segura de memória portátil em vidro, que poderá ser muito útil para organizações com arquivos grandes. Hoje, as empresas têm que fazer backup de seus arquivos a cada cinco ou dez anos, porque a memória dos discos rígidos têm uma vida útil relativamente curta," disse Jingyu.
A equipe está agora à procura de parceiros na indústria para comercializar a tecnologia, que será adequada para registros de longo prazo, já que a gravação é definitiva.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

terça-feira, 9 de julho de 2013

Cientistas criam orelha biônica com impressora 3D

Orelha biônica criada com impressora 3D (Foto: Mel Evans/AP)
Cientistas da Universidade de Princeton, nos EUA, usaram a técnica de impressão em 3D para criar uma orelha composta de células de cartilagem, um tipo de polímero e nanopartículas eletrônicas capaz de captar frequências num espectro mais amplo que o ouvido humano.
Com uma impressora 3D comum, capaz de criar objetos tridimensionais por meio da aplicação de finas lâminas de matéria-prima, os estudiosos depositaram células de bezerro sobre uma base de material polimérico. As células viraram cartilagem. Simultaneamente, a impressora inseriu partículas de prata na estrutura, formando uma antena capaz de “ouvir” variadas frequências.
Os pesquisadores, liderados por Michael McAlpine, iniciaram a pesquisa porque a orelha é uma das estruturas mais difíceis de recriar por meios cirúrgicos. O modelo criado na universidade americana ainda precisa de mais testes para poder ser de fato usado.
Mas, na opinião dos autores da pesquisa, publicada na revista “Nano Letters”, a técnica é promissora para a substituição de órgãos humanos com problemas ou mesmo para a criação de partes corporais artificiais com capacidades que excedem as naturalmente e encontradas.
Fonte: G1 Ciência e Saúde
Compartilhar:

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Açúcar comum substitui radiação em exames de câncer

Os tumores usam grandes quantidades de glicose para sustentar seu crescimento. Usando açúcar comum, os cientistas criaram um exame para detecção de câncer sem uso de radioterápicos. [Imagem: UCL]
Uma nova técnica de imageamento consegue detectar o câncer rastreando o consumo de açúcar por meio de imagens de ressonância magnética (MRI).
A descoberta promete se tornar uma alternativa mais segura e mais simples do que os exames atuais, baseados em compostos radioativos.
Além disso, as imagens focando o açúcar mostram os tumores em maior detalhe, permitindo uma melhor avaliação do estágio da doença.
A nova técnica, denominada "transferência de saturação da troca química de glicose" (glucoCEST), baseia-se no fato de que os tumores consomem muito mais glicose - que é um tipo de açúcar - do que os tecidos normais e saudáveis, a fim de sustentar o seu crescimento acelerado.
Os pesquisadores descobriram que tornar um scanner de ressonância magnética sensível à absorção de glicose faz os tumores aparecerem como imagens brilhantes nos exames de ressonância magnética.
"O glucoCEST utiliza ondas de rádio para marcar magneticamente a glicose no corpo. Ela pode então ser detectada nos tumores utilizando técnicas convencionais de ressonância magnética. O método utiliza uma injeção de açúcar comum e pode oferecer uma alternativa barata e segura aos métodos existentes para a detecção de tumores, que requerem a injeção de material radioativo," disse o Dr. Simon Walker-Samuel, da Universidade College de Londres.
"Nós podemos detectar o câncer utilizando o mesmo teor de açúcar encontrado em metade de uma barra de chocolate de tamanho padrão. Nossa pesquisa revela um método útil e barato para detectar cânceres usando MRI, uma tecnologia de imageamento padrão disponível em muitos hospitais," completou o professor Mark Lythgoe, coautor do estudo.
"No futuro, os pacientes poderão ser escaneados em hospitais locais, em vez de serem encaminhados para centros médicos especializados," completou ele.
As primeiras avaliações da nova técnica foram realizadas em cobaias e agora os pesquisadores se preparam para testar o novo exame em humanos.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dormir sete horas por dia faz bem ao coração

Imagem do Google
Dormir sete ou mais horas de sono por dia traz benefícios para o coração.
Mas os benefícios podem ser ainda maiores quando uma boa qualidade do sono é combinada com um estilo de vida saudável.
A conclusão é de uma equipe da Universidade de Wageningen e do Instituto Nacional de Saúde Pública, ambos na Holanda, depois de acompanhar o estado de saúde de mais de 14 mil homens e mulheres durante 10 anos.
Quem seguir uma dieta saudável, não fumar, ingerir bebidas alcoólicas com moderação e fazer exercícios regularmente reduz a incidência de doenças cardiovasculares graves, que reduzem largamente a expectativa de vida.
E ainda mais vidas poderiam ser salvas se, junto a esse comportamento, as pessoas tivessem uma boa noite de sono.
Sono e coração
O estudo concluiu que as pessoas que seguiam hábitos saudáveis tinham 57% menos chances de desenvolver doenças cardiovasculares e risco 67% menor de morrer desses males.
Mas quando uma boa noite de sono foi somada à equação - sete ou mais horas por dia -, os analisados tinham 65% menos chances de desenvolver problemas do coração e um risco 83% menor de morrer desses males.
Os problemas do coração tipicamente tiram a vida de pessoas que, de outro modo, teriam condições de viver saudavelmente vários anos a mais.
Esta não é a primeira vez que estudos indicam uma relação entre poucas horas de sono e doenças cardiovasculares, mas revela benefícios interessantes sobre a conjugação dos hábitos de dormir bem e levar uma vida saudável.
"O impacto que boas noites de sono e uma vida saudável podem ter na saúde das pessoas pode ser substancial", afirmam os cientistas.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

terça-feira, 2 de julho de 2013

Físicos projetam paredes acusticamente invisíveis

A placa perfurada e seus furos tampados criam um autêntico metamaterial, capaz de manipular as ondas sonoras à vontade. [Imagem: J. J. Park/Yonsei University]
Normalmente os engenheiros deparam-se com a necessidade de isolar acusticamente as paredes, mantendo todo o som dentro ou fora de um ambiente.

Mas uma equipe do Japão e da Coreia do Sul acaba de fazer o contrário.

Jong Jin Park e seus colegas desenvolveram uma técnica que torna uma parede virtualmente "invisível para o som".

Ou seja, de um ótimo refletor de ondas acústicas, as paredes podem ser transformadas em um transmissor acústico quase perfeito.

Embora seja difícil encontrar alguma utilidade prática para a técnica em termos de paredes reais, ela pode fazer a diferença em microscópios, filtros de ruído e concentradores acústicos.

Transmissão acústica extraordinária

A descoberta é um análogo acústico para um fenômeno chamado transmissão óptica extraordinária, que permite que as ondas eletromagnéticas passem quase sem obstáculos através de uma rede de nanofuros feitos em uma barreira opaca.

A versão acústica também depende de microfuros, com a diferença de que eles são recobertos por uma fina membrana.

As ondas sonoras viajam na forma de oscilações físicas dos átomos do meio por onde o som se propaga - elas não podem passar através de uma barreira rígida porque os átomos não oscilam.

Ao fazer furos na membrana rígida, que não compõem mais do que 3% do volume do material, e recobri-los com o mesmo filme plástico usado para cobrir alimentos na cozinha, os pesquisadores transformaram a "parede" em um transmissor sonoro ótimo.

Com a tensão do filme plástico ajustada para que sua frequência de ressonância seja a mesma das ondas sonoras incidentes, a ressonância da membrana amplifica suas oscilações.

Essa ressonância movimenta o ar através dos furos como se o ar não tivesse inércia, permitindo que ele se mova em resposta a deslocamentos muito pequenos, transferindo quase toda a energia das ondas acústicas incidentes através da barreira.

Enquanto a barreira experimental deixa passar 81% do som, se o filme plástico for retirado, essa transmissão cai para 9%.

Metamaterial acústico

A concentração da energia acústica em furos minúsculos permitirá a criação de novos tipos de lentes, como as usadas no emergente campo da microscopia acústica ou para a criação de um elusivo laser de som.

Além disso, segundo os pesquisadores, a técnica pode funcionar com qualquer frequência, incluindo o ultrassom.

E, embora os cientistas refiram-se sempre à transmissão do som, a técnica pode ser explorada para bloquear determinadas frequências, o que transforma a placa perfurada e seus furos tampados em um autêntico metamaterial acústico, capaz de manipular as ondas sonoras à vontade.

Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Página inicial

Visitantes no Globo

On line

Total de visualizações

Arquivo do blog

Mais visualizadas do mês

Seguidores