>
Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Nova teoria cosmológica descarta Big Bang

Por mais incômodo que possa ser, os físicos nunca conseguiram se livrar de fato de um "momento da criação".[Imagem: Cortesia www.grandunificationtheory.com]
Adeus Big Bang?

Será que o universo começou com uma grande explosão - o Big Bang - ou será que ele lentamente vem se descongelando de um estado extremamente frio e quase estático?

Embora a ideia de um Big Bang tenha sido ridicularizada e enfrentado grande ceticismo entre os físicos quando foi apresentada, a atual geração de cientistas cresceu sob esse arcabouço teórico.

E, por mais incômodo que possa ser, os físicos ainda não conseguiram se livrar de fato de um "momento da criação".

Para a atual geração, o Big Bang parece tão natural que muitos se esquecem de que se trata de um modelo teórico, e se referem a ele como um "fato histórico inegável".

O Dr. Christof Wetterich, um físico da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, não comunga desse "paradigma".

Wetterich acaba de detalhar em três artigos científicos um novo modelo teórico de expansão cósmica que consegue um feito inusitado: ao mesmo tempo que parece virar a cosmologia atual de pernas para o ar, seu modelo acomoda os dados observacionais obtidos nas últimas décadas.

Singularidade

Pela nova teoria, o Universo não nasceu em um Big Bang instantâneo ocorrido 13,8 bilhões anos atrás - em vez disso, o nascimento do Universo foi calmo e lento, estendendo-se para o passado infinito.

A base dessa proposta é que as massas de todas as partículas elementares aumenta constantemente, embora muito lentamente, algo que já é acomodado pela física das partículas.

No modelo atual, quanto mais nos dirigimos ao passado, aproximando-nos do momento do Big Bang, mais forte a geometria do espaço-tempo se curva, até chegar a uma singularidade, um termo que descreve condições nas quais as leis físicas não estão definidas.

No cenário do Big Bang, conforme o tempo vai passando a curvatura do espaço-tempo vai aumentando, tornando-se infinitamente grande, até chegar ao "universo plano" atual.

Universo com idade infinita

O professor Wetterich, porém, acredita que é possível ver o quadro todo de um ângulo diferente.

Se as massas de todas as partículas elementares aumentam ao longo do tempo e a força gravitacional diminui, então o Universo também pode ter tido um início lento e muito frio.

Nesse ponto de vista, o Universo "sempre existiu" - estende-se temporalmente ao infinito - e sua "situação inicial" era praticamente estática.

O cientista considera que os primeiros eventos que são indiretamente observáveis hoje não estão no bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo após o Big Bang - eles se estendem a algo em torno de 50 trilhões de anos atrás.

"Não existe mais uma singularidade neste novo quadro do cosmos," resume ele, singularidade que sempre foi um elemento incômodo porque nele as leis da física não funcionam, não há explicação do porquê da explosão e se mantém a insistente questão sobre o que existia antes.

Campo cósmon

O novo modelo teórico explica a energia escura e o "Universo inflacionário" primordial com um único campo escalar que muda com o tempo, com todas as massas aumentando com o valor desse campo.

"É uma reminiscência do bóson de Higgs descoberto recentemente em Genebra. Esta partícula elementar confirmou a suposição dos físicos que as massas das partículas de fato dependem de valores de campo e, portanto, são variáveis," explica Wetterich.

Nesta abordagem, todas as massas são proporcionais ao valor do chamado campo "cósmon", que aumenta no decurso da evolução cosmológica.

"A conclusão natural deste modelo é um quadro de um Universo que evoluiu muito lentamente a partir de um estado extremamente frio, encolhendo durante longos períodos de tempo, em vez de se expandir," explica Wetterich.
"No novo modelo, o incômodo dilema de que deve ter havido algo antes do Big Bang já não é mais um problema," diz o Dr. Christof Wetterich. [Imagem: Benjamin/Heidelberg University]
 Mantendo a interpretação do Big Bang

Apesar disso, Wetterich salienta que isso de forma alguma torna a visão anterior do Big Bang inválida: "Os físicos estão acostumados a descrever os fenômenos observados usando imagens diferentes: a luz, por exemplo, pode ser representada na forma de partículas ou como uma onda."

Nessa linha, entender o nascimento do Universo como uma explosão repentina ou como uma lenta inflação - uma "explosão" diluída no passado infinito - é algo muito menos radical.

"Isso é muito útil para muitas previsões concretas sobre as consequências que surgem a partir dessa nova abordagem teórica. Entretanto, descrever o 'nascimento' do Universo sem uma singularidade oferece uma série de vantagens," enfatiza ele.

"E, no novo modelo, o incômodo dilema de que deve ter havido algo antes do Big Bang já não é mais um problema," conclui Wetterich.

Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Conheça cinco alimentos que escondem açúcar

Alimentos geralmente vendidos como saudáveis, na verdade contêm altas doses de açúcar. [Imagem: Wikimedia/Fritzs]
Todos sabem que a ingestão excessiva de açúcar é extremamente prejudicial para a saúde - e pode até emburrecer.
Porém, o que não são tantos os que sabem é que alimentos geralmente vendidos como saudáveis podem conter altas doses de açúcar.
O consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer - mais de 60% dos brasileiros consomem açúcar acima do recomendado.
Para ajudar a evitar o excesso de doce, a ONG Action on Sugar elaborou uma lista de alimentos que "escondem" grandes quantidades de açúcar.
O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade da substância em seus produtos.
1 - Alimentos com 0% de gordura
Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter até 20 gramas de açúcar - o equivalente a cinco colheres de chá.
Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
"O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura", afirma a nutricionista Sarah Schenker.
"Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente", acrescenta Schenker.
2 - Polpa de tomate
Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida.
Uma lata de 150 gramas dessas polpas, por exemplo, pode ter até 40 gramas de açúcar, valor equivalente a nove colheres de chá.
3 - Maionese
Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar.
Uma colher de maionese pode conter até quatro gramas de açúcar.
"Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar", afirma Schenker.
4 - Pão
O pão é um dos alimentos que mais "escondem" açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
"Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar", lembra Schenker.
5 - Água
Até a água? Pois é, nem sempre a "água mineral" que você compra em garrafinhas é água pura.
Isso depende do tipo do produto: alguns tipos de "águas vitaminadas" têm adição de açúcar.
Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Um novo laser para uma internet mais rápida

Nas novas técnicas de comunicação, os dados são registrados em pequenos retardos no tempo de chegada das ondas, e não mais em pulsos que exigiam ligar e desligar a luz. [Imagem: Caltech]
Um novo tipo de laser promete multiplicar várias vezes a velocidade de transmissão de dados nas redes de fibras ópticas que formam a espinha dorsal da internet.

Christos Santis e seus colegas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, conseguiram otimizar um equipamento já usado hoje, chamado laser semicondutor com retroação distribuída, ou S-DFB (distributed-feedback semiconductor).

Laser S-DFB

A luz pode transportar grandes quantidades de informação, com uma largura de banda cerca de 10.000 vezes maior do que as micro-ondas, que antes eram usadas nas comunicações de longa distância.

Mas, para tirar proveito de todo esse potencial, a luz do laser precisa ser tão espectralmente pura quanto possível - o mais próximo possível de uma cor única, ou de uma única frequência.

Quanto mais pura a cor do laser, mais informações ele pode transportar. É por isso que, há décadas, os engenheiros vêm tentando desenvolver um laser que chegue o mais perto possível de emitir apenas uma frequência.

Os lasers S-DFB são bons, mas eles foram desenvolvidos em meados da década de 1970 - sua pureza espectral, ou coerência, já não satisfaz a demanda crescente por largura de banda.

Originalmente, um laser S-DFB consiste em camadas cristalinas contínuas de materiais chamados semicondutores III-V - tipicamente arseneto de gálio e fosfeto de índio - que convertem em luz a corrente elétrica que flui através da estrutura em camadas.

O problema é que semicondutores III-V também são fortes absorvedores de luz, e esta absorção leva a uma degradação da pureza espectral.
Christos Santis encontrou a salvação onde poucos poderiam suspeitar: no silício, que não é mais afeito às tecnologias ópticas.

O novo laser continua usando os semicondutores III-V para converter a corrente elétrica em luz, mas armazena a luz em uma camada de silício, que não a absorve, gerando uma saída de luz de alta coerência.

Este elevado grau de pureza espectral - uma faixa de frequências 20 vezes mais estreita do que é possível com o laser S-DFB original - poderá ser especialmente importante para as comunicações de fibra óptica do futuro.

O novo laser continua usando os semicondutores III-V para converter a corrente elétrica em luz, mas armazena a luz em uma camada de silício. [Imagem: Christos Santis et al./Pnas]
Dados gravados nos retardos

Originalmente, os feixes de laser nas fibras ópticas transportavam informações em pulsos de luz, o que significa que o laser era ligado e desligado rapidamente para representar os 0s e 1s.

Com a crescente demanda por largura de banda, os engenheiros de sistemas de comunicação estão começando a adotar um novo método de registrar os dados nos raios laser que dispensa esta técnica "liga-desliga" - o novo método é chamado de comunicação por fase coerente.

Nas comunicações de fases coerentes, os dados são registrados em pequenos retardos no tempo de chegada das ondas. Esses atrasos - que duram por volta de 10-16 segundo - podem transmitir a informação com precisão mesmo ao longo de milhares de quilômetros.

Contudo, o número de possíveis retardos, e, assim, a capacidade de banda do canal, é fundamentalmente limitada pelo grau de pureza espectral do laser.

Esta pureza nunca pode ser absoluta - uma limitação imposta pelas leis da física - mas, com o novo laser, será possível chegar o mais perto possível da pureza absoluta.

Fonte: Inovação Tecnológica

Compartilhar:

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Rostos bonitos são mais fáceis de esquecer que rostos feios

Você vai se lembrar muito mais facilmente da Fera do que da Bela.[Imagem: Cortesia Disney Produções/Divulgação]
Você se lembra mais facilmente de alguém bonito ou de alguém feio?

Não se apresse em responder, porque psicólogos da Universidade de Jena (Alemanha) tiveram uma surpresa ao pesquisar isto a fundo.

Segundo os experimentos controlados e independentes de opinião, nós tendemos a nos lembrar mais dos rostos pouco atraentes, embora falemos o contrário.

Definições de beleza

Inúmeros pesquisadores já tentaram destacar as características que tornam um rosto bonito: olhos grandes, lábios carnudos, traços harmoniosos, você escolhe.

Independentemente disto, o que os psicólogos concluíram é que a presença dessas características particularmente notáveis, que deixariam um rosto atraente, também o tornam mais difícil de lembrar.

Atraentes ou não, características como olhos grandes ou uma boca de formato "distinto" de fato são mais fáceis de serem lembradas.

Mas isto não é geralmente verdadeiro para todas as pessoas atraentes - rostos atraentes sem características particularmente notáveis deixam muito menos impressões na memória.

Feiura marcante

Os voluntários viam os rostos apenas por alguns segundos, tentando memorizá-los. Depois viam outra bateria de rostos e tinham que decidir se os reconheciam.

"Até agora, nós assumimos que é geralmente mais fácil memorizar rostos tidos como atraentes - só porque nós preferimos olhar para rostos bonitos," comentou o Dr. Holger Wiese, orientador do estudo.

Mas os resultados mostram que não existe essa correlação.

No caso dos rostos atraentes, os cientistas detectaram um número consideravelmente maior de falsos positivos.

Em outras palavras: os voluntários diziam já ter visto um rosto bonito sem tê-lo visto antes.

"Nós, obviamente, tendemos a acreditar que reconhecemos um rosto só porque o achamos atraente," supõe Wiese.

Por outro lado, quanto menos atraentes eram os rostos, mais eles foram lembrados por todos os participantes.

Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Células vivas são vistas em 3D ao natural

O maior potencial da tomografia por difração de luz branca é a capacidade de estudar células em três dimensões ao longo do tempo. No detalhe, uma imagem final obtida pela técnica. [Imagem: Taewoo Kim et al./Nature Photonics]
Vendo de verdade

Cientistas conseguiram fazer imagens do interior de uma célula viva sem depender de corantes: eles usaram apenas um microscópio convencional e luz branca.

A nova técnica, chamada tomografia por difração de luz branca (ou WDT: white-light diffraction tomography), vai permitir finalmente estudar as células vivas sem qualquer intromissão em seu funcionamento.

"Um dos focos principais do imageamento celular é tentar entender como as células funcionam, ou como elas respondem aos tratamentos, por exemplo, durante terapias de câncer," analisa o professor Gabriel Popescu, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

"Se você precisa adicionar corantes ou agentes de contraste para estudá-las, essa preparação afeta as funções próprias das células, interferindo com o seu estudo. Com a nossa técnica, nós podemos ver os processos conformes eles acontecem, sem interferir com seu comportamento habitual," explicou ele.

Como usa luz branca, a nova técnica permite observar as células em seu estado natural, sem expô-las a agentes químicos, radiação ultravioleta ou forças mecânicas - os três outros métodos utilizados em técnicas de microscopia celular.

As imagens 3-D são uma combinação de várias imagens transversais, como no caso da ressonância magnética ou da tomografia computadorizada. O microscópio altera o foco para ir atingindo a profundidade da célula, capturando imagens bem focadas de vários planos. Em seguida, um programa usa um modelo teórico para gerar uma renderização tridimensional.

O maior potencial da tomografia por difração de luz branca, segundo os pesquisadores, é a capacidade de estudar células em três dimensões ao longo do tempo.

Como as células não são alteradas durante a visualização, elas podem ser fotografadas repetidamente, permitindo vislumbrar a dinâmica de uma célula durante sua vida - ou como ela se comporta quando é tratada com um novo medicamento.
 
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Novo Guia Alimentar para a população brasileira

A principal recomendação é a adoção de alimentos naturais, não-processados. [Imagem: Divulgação]
O novo Guia Alimentar da População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, pretende orientar os brasileiros sobre os cuidados com a saúde e como manter uma alimentação saudável e balanceada.


A recomendação principal é o consumo de alimentos frescos, de procedência conhecida e a adoção de uma dieta baseada sobretudo em alimentos frescos, ou in natura - não-industrializados - como carnes, verduras, legumes e frutas.


O manual também recomenda que as pessoas optem por refeições caseiras e evitem a alimentação em redes de fast food.


"O guia é uma fonte segura para orientar os brasileiros para uma alimentação saudável, com base em evidências científicas e com recomendações debatidas com diferentes especialistas e setores da sociedade", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. "A intenção é promover a saúde da população e contribuir para a prevenção de doenças como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação", enfatiza.


Na hora de comer, comer


O novo guia orienta a desfrutar a alimentação, evitando assistir televisão, falar ao celular, ficar em frente ao computador ou executar atividades profissionais durante as refeições.


Outro destaque vai para o preparo da própria refeição, sempre que possível. "Precisamos resgatar e valorizar a culinária, planejar as nossas refeições, trocar receitas com amigos e envolver a família na elaboração das refeições. Isso pode até implicar dedicação de mais tempo, mas o ganho em saúde e na convivência é significativo," explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.


O guia também recomenda a utilizar com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar.


Produtos industrializados devem dar lugar aos alimentos in natura, sobretudo porque os produtos processados têm adição de grandes quantidades de sal ou açúcar, além de outros produtos químicos para conservar e dar sabor.
Exemplos de almoço conforme as preferências das diversas regiões brasileiras. [Imagem: Divulgação]
Orientações para uma alimentação saudável:
  • Fazer de alimentos naturais a base da alimentação
  • Usar óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação
  • Limitar o uso de produtos prontos para consumo
  • Comer com regularidade e com atenção e em ambientes apropriados
  • Evitar fazer refeições sozinho
  • Fazer compras de alimentos em locais que ofertem variedades de alimentos frescos e evitar aqueles que só vendem produtos prontos para consumo
  • Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias
  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece
  • Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora e evitar redes de fast food
  • Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais

Diferenças entre alimento e produto alimentício


Alimentos in natura: são essencialmente partes de plantas ou de animais. Ex: carnes, verduras, legumes e frutas.


Alimentos minimamente processados: quando submetidos a processos que não envolvam agregação de substâncias ao alimento original, como limpeza, moagem e pasteurização. Ex: arroz, feijão, lentilhas, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar; farinhas de mandioca, de milho de tapioca ou de trigo e massas frescas.


Produtos processados: são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes. Ex: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum em lata, queijos e pães.


Produtos ultraprocessados: são formulações industriais, em geral, com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Ex: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, "barras energéticas", sopas, macarrão e temperos "instantâneos", "chips", refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets.


Contribua


O manual foi elaborado com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS).


A população poderá contribuir com a elaboração do novo guia, que encontra-se em consulta pública até o dia 7 de maio, acessando o endereço eletrônico www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão constar do documento final.

Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tecnologia brasileira reduz tempo de combate a incêndios

O caminhão tem capacidade para transportar 12 toneladas de CO2. [Imagem: Coppe/UFRJ]
Gás liquefeito
Uma tecnologia inédita desenvolvida pelo instituto de engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promete reduzir substancialmente o tempo de combate a incêndios.
O novo sistema, baseado no uso de jatos de CO2 vaporizado, foi instalado em um caminhão que foi entregue ao Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
O caminhão servirá como banco de testes da nova tecnologia, que será avaliada em situações reais de combate a incêndio na cidade.
A tecnologia é fruto de 16 anos de trabalho do Grupo de Análise de Risco Tecnológico e Ambiental da Coppe/UFRJ, e será comercializada pela Cdiox Engenharia, uma empresa nascida e incubada na universidade.
A tecnologia, batizada de Sistema de Descarga Baseado em Gás Liquefeito, caracteriza-se pela descarga massiva de dióxido de carbono (CO2) em estado líquido, a baixa temperatura (entre -72 e -60 graus Celsius) e sob alta pressão.
Os pesquisadores conseguiram desenvolver um sistema pelo qual o CO2, que é armazenado em estado líquido, é lançado nas chamas sob forma de vapor sem se solidificar - ou seja, o CO2 não congela a linha por onde é lançado.
Usado como agente extintor, o CO2 diminui a concentração de oxigênio, abafando as chamas. Como é lançado em baixa temperatura, ele dificulta o aparecimento de novos focos de incêndio e quebra a reação em cadeia da combustão.
Primeiros do mundo
A inovação já rendeu pedidos de patentes para a tecnologia no Brasil e nos Estados Unidos. "Vamos ser os primeiros do mundo nessa tecnologia", afirma o coordenador técnico do projeto, Moacyr Duarte.
A nova tecnologia começará a ser testada nos próximos dias, servindo inicialmente como um treinamento para os bombeiros. De acordo com Duarte, o caminhão deverá estar nas ruas em três meses.
Somente ao final dos ensaios é que será possível afirmar com precisão em quanto o tempo de combate ao fogo será reduzido com o uso do CO2 no lugar da água.
As avaliações iniciais indicam que o caminhão, com capacidade para transportar 12 toneladas de CO2, consiga debelar chamas em uma área de 100 metros quadrados em apenas 4 minutos.
Comparando o uso da água com a nova tecnologia, o tempo-resposta a um incêndio, do início do combate às chamas até o rescaldo final, deverá cair de 4 horas para cerca de 20 minutos.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Estrelas hipervelozes poderão escapar da Via Láctea

Esses sóis turbinados estão se movendo a uma velocidade de cerca de 1,6 milhão de km por hora em relação à galáxia. [Imagem: Julie Turner/Vanderbilt University]
Mudando de galáxia
Astrônomos descobriram uma nova classe de estrelas solitárias movendo-se rápido o suficiente para escapar do puxão gravitacional da Via Láctea.
Em 2010, o telescópio Hubble fotografou uma estrela hiperveloz expulsa por um buraco negro. Também já se sabia que estrelas em hipervelocidade podem ser ejetadas da galáxia - calcula-se que isso ocorra quando elas atinjam velocidades acima de um milhão de quilômetros por hora.
Mas os astrônomos dizem que agora encontraram algo diferente.
"Essas novas estrelas em hipervelocidade são muito diferentes das que foram descobertas anteriormente," garante Lauren Palladino, da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.
O mecanismo mais aceito até agora para explicar a velocidade tremenda dessas estrelas é que elas teriam interagido com o buraco negro no centro da galáxia.
"As estrelas em hipervelocidade já conhecidas são grandes estrelas azuis e parecem ter-se originado do centro galáctico. As nossas novas estrelas são relativamente pequenas - mais ou menos do tamanho do Sol - e a parte surpreendente é que nenhuma delas parece vir do núcleo galáctico," completa ela.
Esses sóis turbinados estão se movendo a uma velocidade de cerca de 1,6 milhão de km por hora em relação à galáxia: mais do que o suficiente para escapar de sua influência gravitacional.
"Nenhuma destas novas estrelas em hipervelocidade vem do centro, o que implica que existe uma nova classe inesperada de estrela em hipervelocidade com um mecanismo de ejeção diferente," concluem os astrônomos.
Agora eles vão tentar criar cenários e hipóteses para identificar esse mecanismo.
O mecanismo mais aceito até agora para explicar a velocidade tremenda dessas estrelas é que elas teriam interagido com o buraco negro no centro da galáxia. [Imagem: Lauren E. Palladino]
Cartão vermelho
O cenário típico traçado para explicar a expulsão de estrelas pela galáxia envolve um binário de estrelas que entram no raio de ação do buraco negro central. Conforme uma delas espirala em direção ao buraco negro, sua companheira é arremessada para longe com uma velocidade tremenda.
Até agora já se conhecem 18 estrelas azuis gigantes em hipervelocidade que poderiam ter sido arremessadas por esse mecanismo.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Imagens de sonda da Nasa mostram novas evidências de água em Marte


Setas apontam para fluxos que surgiram na região da
Cratera Palikir, em Marte, indícios da presença
de água no planeta
(Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. do Arizona)
A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da agência espacial americana, a Nasa, captou imagens de Marte que indicariam a existência de água no planeta vermelho.


Segundo um comunicado da agência, pesquisadores estudam marcas escuras que surgiram no solo do planeta, além das temperaturas do solo para saber mais detalhes a respeito.

Cientistas sugerem que os fluxos que apareceram próximos de encostas podem ter surgido pelo aumento de componentes mais oxidados dos minerais ou o escurecimento pela umidade. De qualquer forma, quaisquer das duas hipóteses apontariam presença de água.
A Nasa ainda vai analisar melhor o caso.
Uma combinação de imagens mostra fluxos sazonais que surgiram na superfície de Marte, indicando presença de água (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. do Arizona)
Fonte: G1/Ciências e Saúde
Compartilhar:

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Facebook criou uma geração de assessores de imagem

"Criamos um avatar de nossas vidas, um avatar que é mais magro, tem mais amigos, uma vida com mais amor e um trabalho melhor do que temos."[Imagem: RHUL]
Goste dele ou o deteste, 10 anos após sua fundação, dificilmente você poderá ignorar o Facebook.


E, entre uma geração de nativos digitais de vinte e poucos anos, o site ajudou a criar uma cultura do narcisismo, diz Victoria Mapplebeck, da Universidade de Londres Royal Holloway.


"Como cuidamos das nossas vidas online? Quão honestos somos sobre nossas vidas nas mídias sociais? Os perfis e as postagens no Facebook geralmente parecem inexoravelmente otimistas. Criamos um avatar de nossas vidas, um avatar que é mais magro, tem mais amigos, uma vida com mais amor e um trabalho melhor do que temos," diz ela.


"Nós nos tornamos nossos próprios assessores de imagem e constantemente queremos que as pessoas saibam o que está acontecendo em nossas vidas, de coisas incrivelmente mundanas até decisões e escolhas pessoais que de outra forma seriam privadas," continua ela.


A pesquisadora, que é especialista em mídia interativa, resolveu pesquisar se estar constantemente no centro das atenções da mídia social - onde nada nunca é verdadeiramente deletado - muda fundamentalmente a experiência de amadurecimento e a forma como retratamos a nós mesmos.


"Existe apenas um botão 'Gostar' no Facebook, não há lugar para descrever nossas deficiências, somente espaço para pintar um retrato bastante superficial e idealizado de nossas vidas digitais," afirmou.


Mas Victoria se disse perturbada ao ouvir sobre os planos do Facebook para criar um "botão de simpatia", para que os usuários possam ter uma forma de responder às mensagens sobre más notícias, rupturas de relacionamentos, retrocessos de carreira ou doenças.


"Sempre vai ser mais rápido entrar no Facebook do que marcar um encontro com amigos em pessoa ou mesmo telefonar para eles. Mas, tomando eternamente o atalho digital, talvez nós estejamos começando a esperar mais da tecnologia e menos uns dos outros," concluiu ela.

Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

Kit de ciências começa a ser enviado para escolas públicas

As escolas receberão kits de Astronomia, Biologia, Física, Matemática e Química. [Imagem: AEB/Divulgação]
A Astronomia é uma das cinco disciplinas que integram um kit de ciências, que começa a ser distribuído em todas as escolas públicas do País.

Neste primeiro semestre, de 800 mil a um milhão de kits de cinco disciplinas - Astronomia, Biologia, Física, Matemática e Química - deverão ser entregues.

O grupo responsável pelo trabalho - das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - defende a necessidade da incorporação do ensino de ciências no currículo desde os primeiros anos do ensino fundamental.

A intenção, de acordo com o professor Vanderlei Bagnato, é criar uma coleção que se transforme num laboratório itinerante dentro da escola: "Com esse kit queremos que as crianças pratiquem ciência como elemento educativo."

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2012 mostram que na área de ciências o Brasil está em 59º lugar em um ranking de 65 países.

Só 55,3% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 1 de conhecimento, ou seja, são capazes de aplicar o que sabem a poucas situações de seu cotidiano. Isso, segundo os professores, indica que há urgência em se melhorar a qualidade do ensino de ciências no País.

O kit de Astronomia "Explorando os céus", criado pelos professores Beatriz Barbuy, do Instituto de Física da USP, e Moyses Nussenzveig, é composto de um telescópio simples, com lentes que possibilitam visualizar as fases de Vênus e as luas de Júpiter, além de observar as crateras da Lua, os anéis de Saturno, algumas constelações e estrelas duplas.

Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Abertas as inscrições para a OBMEP 2014

Imagem: Divulgação
Escolas das redes municipais, estaduais e federais já podem inscrever seus alunos na 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). De acordo com a organização do evento, as inscrições estão abertas até o dia 21 de março. A olimpíada do conhecimento é realizada com estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio. A inscrição pode ser feita pelo site oficial do evento.
Realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a Obmep tem como objetivo estimular o estudo da matemática, além de revelar jovens talentos na área. O Impa espera que 47 mil escolas públicas participem desta edição da Obmep.
Em 2013, participaram 47.144 escolas públicas da educação básica representando 99,3% dos municípios, com um total de 18,7 milhões de alunos.
Neste ano, a olimpíada será feita em duas etapas: uma em 27 de maio, aplicada pelos próprios professores da escola a todos os alunos inscritos. Essa prova tem 20 questões de múltipla escolha, e cerca de 5% dos estudantes de cada escola serão selecionados para a segunda etapa.
Os selecionados serão convocados em 13 de agosto, assim como a divulgação dos locais de realização da segunda etapa. Ela acontece em 13 de setembro, um sábado, a partir das 14h30 (no horário de Brasília).
O resultado final será divulgado em 1º de dezembro de 2014. A premiação inclui a entrega de 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata, 4.500 de bronze, além de 46.200 certificados de menção honrosa aos participantes. Além disso, 6.500 estudantes serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Júnior, em 2015. A Obmep tira dúvidas das escolas participantes pelo telefone (21) 2529-5084 ou pelo e-mail contato@obmep.org.br.
Fonte: G1/Educação
Compartilhar:

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Grande Colisor de Hádrons - LHC

Localizado no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear), na divisa entre França e Suíça, o LHC (do inglês, Large Hadron Collider) é o maior acelerador de partículas já construído com uma circunferência de 27 quilômetros de diâmetro, a 175 metros abaixo do nível do solo.
Ao longo do túnel por onde as partículas colidem, existem diversos detectores que registram dados para variados objetivos de estudo. As principais experiências são:
  • ALICE  A Large Ion Collider Experiment (Experimento do Grande Colisor de Íons):
Este detector busca desvendar a matéria quente e densa criada da colisão de íons pesados a altas energias. Trabalham neste experimento mais de 100 físicos vindos de 111 laboratórios e universidades de 31 países diferentes.
  • ATLAS  A Toroidal LHC Apparatus (Dispositivo Instrumental Toroidal para o LHC):
Procura detectar o Bóson de Higgs e partículas supersimétricas, e analisar as propriedades físicas em alta energia. A construção deste detector é resultado da colaboração de 172 institutos de 37 países e conta com mais de 2500 cientistas.
  • CMS  Compact Muon Solenoid (Solenóide Compacto de Múon):
Tem basicamente os mesmos objetivos do detector ATLAS, porém é mais compacto. Na sua construção participaram mais de 2600 pessoas de 180 institutos científicos.
  • LHCb  Large Hadron Collider “beauty” (beauty se refere ao quark bottom):
Desenvolvido para fazer medidas dos decaimentos raros de mésons com o quark bottom ou quark anti-bottom, também procura fazer medidas da violação de simetria entre partículas e antipartículas (como o elétron e o pósitron). O experimento conta com 650 cientistas de 48 institutos em 13 países.
  • LHCf  Large Hadron Collider “forward”:
A palavra forward (para frente) é usada no nome pois o detector trabalha na região após as colisões. Busca fazer experiências sobre raios cósmicos criados a partir das colisões a altas energias. Neste experimento trabalham 22 cientistas representando 10 institutos de 4 países.
  • TOTEM  Total Elastic and diffractive cross section Measurement:
Busca medir o tamanho dos prótons e a luminosidade das colisões no LHC. Para isso, conta com 50 cientistas vindos de 10 institutos de 8 países.


O Bóson de Higgs é uma partícula elementar hipotética, que, se observada, irá explicar a origem da massa das outras partículas elementares.


O LHC entrou em funcionamento em 10 de setembro de 2008, mas foi desligado nove dias mais tarde, depois de um vazamento de hélio usado para o resfriamento do túnel. Após 14 meses o acelerador foi religado, em 20 de novembro de 2009, e a primeira colisão, que aconteceu em 30 de março de 2010, gerou uma energia de 7 TeV (7 teraeletron-volts).
Provavelmente os primeiros resultados obtidos desta experiência demorarão meses para ser processados, mas pode-se dizer que os cientistas estão chegando cada vez mais perto de desvendar os mistérios da origem do Universo.

Fotos: Google Imagem
Texto: www.sofisica.com.br


Compartilhar:

Algumas razões para não tomar pílulas para dormir

Em vez de remédios que causam dependência química, exercícios físicos moderados ajudam a dormir e reduzem insônia. [Imagem: Universidade de Nova Gales do Sul]
Benzodiazepínicos
Sabemos há muito tempo que não se deve tomar drogas hipnóticas por mais do que uma a três semanas, porque elas criam dependência e aumentam o risco de acidentes.
E agora há um crescente corpo de evidências mostrando que as drogas hipnóticas podem estar aumentando o risco de morte prematura.
Hipnóticos são medicamentos prescritos especificamente para ajudar as pessoas que sofrem de insônia a ter uma boa noite de sono. Isto inclui as pessoas que têm dificuldade para pegar no sono, bem como aquelas que lutam para não perder o sono no meio da noite.
Na classe de hipnóticos mais comumente receitados estão os benzodiazepínicos ou drogas estreitamente relacionadas a estes. Nesta classe de benzodiazepínicos estão o temazepam (Normison, Temaze), flunitrazepam (Hypnodorm) e nitrazepam (Mogadon).
Embora estes medicamentos sejam tipicamente prescritos para pessoas que sofrem de insônia, alguns outros benzodiazepínicos bem conhecidos, como o diazepam (Valium), oxazepam (Serepax) e alprazolam (Xanax) são prescritos também para ansiedade.
O grupo "Z" de novos medicamentos hipnóticos, tais como zolpidem (Stilnox) e zopiclona (Imovane, Imrest), são muito semelhantes às benzodiazepinas em seus mecanismos de ação e têm problemas idênticos.
Problemas e mais problemas
Apesar das alegações em contrário, nenhum medicamento hipnótico oferece a mesma qualidade de sono que o sono natural. E há uma série de opções de tratamentos não-medicamentosos comprovados para a insônia, como técnicas de relaxamento simples, que são definitivamente melhores a longo prazo.
As drogas hipnóticas, por outro lado, são viciantes, entorpecem as habilidades cognitivas, aumentam o risco de fraturas de quadril por quedas e tornam outros acidentes mais prováveis, especialmente quando combinadas com álcool.
Elas também causam reações graves na abstinência, quando seu uso crônico é interrompido de repente. Tais reações incluem convulsões (com o risco de fraturas) mas, mais comumente, pioram a insônia (e muitas vezes a ansiedade), o que continua por semanas após a interrupção dos medicamentos.
Mas, apesar destes problemas, uma proporção suficientemente grande e estática da população (cerca de 6% a 10 % dos adultos) continua a tomar estes medicamentos durante longos períodos de tempo. E esta taxa aumenta entre as pessoas mais velhas, especialmente entre as mulheres.
Está ficando pior
Somando-se às já graves preocupações com essas drogas, agora há estudos alarmantes que associam todos os hipnóticos com o câncer e a morte prematura.
Mais recentemente, um estudo com mais de 10.000 pessoas com idade média de 54 anos, às quais foram receitados hipnóticos, descobriu que elas tiveram um aumento de três vezes ou mais do risco de morte em comparação com aquelas que não tomaram os medicamentos.
Os pesquisadores estimaram entre 300.000 a 500.000 as mortes em excesso a cada ano apenas nos Estados Unidos associadas ao uso dos remédios hipnóticos. E não importa que hipnótico seja examinado, o que inclui a atuação das novas drogas "Z", como zolpidem (Stilnox).
Este estudo bem realizado soma-se a mais de 20 outros associando estas drogas à morte prematura ou a um diagnóstico de câncer.
Mas, apesar das incertezas que subsistem [com relação a estes estudos], este é outro forte sinal para os médicos e para a comunidade para terem cuidado com o uso crônico de medicamentos hipnóticos.
Certamente não há nenhuma boa razão para o uso de hipnóticos a longo prazo. E há opções não medicamentosas eficazes para o tratamento da insônia que não são usadas com a frequência suficiente.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Página inicial

Visitantes no Globo

On line

Total de visualizações

Arquivo do blog

Mais visualizadas do mês

Seguidores