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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Células vivas são vistas em 3D ao natural

O maior potencial da tomografia por difração de luz branca é a capacidade de estudar células em três dimensões ao longo do tempo. No detalhe, uma imagem final obtida pela técnica. [Imagem: Taewoo Kim et al./Nature Photonics]
Vendo de verdade

Cientistas conseguiram fazer imagens do interior de uma célula viva sem depender de corantes: eles usaram apenas um microscópio convencional e luz branca.

A nova técnica, chamada tomografia por difração de luz branca (ou WDT: white-light diffraction tomography), vai permitir finalmente estudar as células vivas sem qualquer intromissão em seu funcionamento.

"Um dos focos principais do imageamento celular é tentar entender como as células funcionam, ou como elas respondem aos tratamentos, por exemplo, durante terapias de câncer," analisa o professor Gabriel Popescu, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

"Se você precisa adicionar corantes ou agentes de contraste para estudá-las, essa preparação afeta as funções próprias das células, interferindo com o seu estudo. Com a nossa técnica, nós podemos ver os processos conformes eles acontecem, sem interferir com seu comportamento habitual," explicou ele.

Como usa luz branca, a nova técnica permite observar as células em seu estado natural, sem expô-las a agentes químicos, radiação ultravioleta ou forças mecânicas - os três outros métodos utilizados em técnicas de microscopia celular.

As imagens 3-D são uma combinação de várias imagens transversais, como no caso da ressonância magnética ou da tomografia computadorizada. O microscópio altera o foco para ir atingindo a profundidade da célula, capturando imagens bem focadas de vários planos. Em seguida, um programa usa um modelo teórico para gerar uma renderização tridimensional.

O maior potencial da tomografia por difração de luz branca, segundo os pesquisadores, é a capacidade de estudar células em três dimensões ao longo do tempo.

Como as células não são alteradas durante a visualização, elas podem ser fotografadas repetidamente, permitindo vislumbrar a dinâmica de uma célula durante sua vida - ou como ela se comporta quando é tratada com um novo medicamento.
 
Fonte: Inovação Tecnológica
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