Simulação realística do Universo recria evolução cósmica

Universo simulado
Astrônomos recriaram em computador uma parcela do nosso universo, do Big Bang até hoje.
A simulação, chamada Illustris, revelou-se incrivelmente realística, produzindo imagens que se parecem muito com fotografias feitas pelo telescópio Hubble.
Os 12 bilhões de pixels da imagem final, em 3D, recriam a evolução cósmica em um cubo de 350 anos-luz de aresta.
Na verdade, a simulação recria a matéria - a matéria bariônica, essa de que nós as estrelas somos feitos, e usa as teorias sobre a matéria escura para considerar o impacto dessa parcela ainda desconhecida de "materialidade".
A história começa apenas 12 milhões de anos após o Big Bang. Quando alcança o hoje, o universo cúbico simulado contém mais de 41.000 galáxias.
Esta imagem está centrada no maior aglomerado de galáxias que se conhece hoje, mostrando os filamentos de matéria escura (azul e roxo). As bolhas em vermelho, laranja e branco mostram gás sendo ejetado de supernovas ou jatos emitidos por buracos negros. [Imagem: Illustris Collaboration]
Simulação do universo
"Até agora, nenhuma simulação individual havia sido capaz de reproduzir o universo em escalas grandes e pequenas simultaneamente," disse Mark Vogelsberger, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, principal responsável pelo projeto Illustris.
Além disso, as simulações anteriores tiveram problemas com a modelagem da formação das estrelas, explosões de supernovas e buracos negros supermassivos.
O programa Illustris parece ter superado as dificuldades, depois de rodar durante três meses, consumindo 8.000 horas de CPUs rodando em paralelo - se fosse um único computador do tipo doméstico, ele levaria mais de 2.000 anos para chegar aos resultados.
À esquerda, uma imagem real capturada pelo telescópio Hubble em luz visível. À direita, uma visão simulada pelo programa Illustris. [Imagem: NASA / Illustris Collaboration]
Máquina do tempo
"O Illustris é como uma máquina do tempo. Nós podemos ir para a frente e para trás no tempo. Podemos pausar a simulação e dar um zoom em uma única galáxia ou aglomerado de galáxias para ver o que está realmente acontecendo," disse Shy Genel, coautor do estudo.
Segundo a revista Nature, que publicou o trabalho, "os resultados não são a palavra final, mas eles vão permitir que os pesquisadores testem com dados suas ideias sobre, digamos, os processos físicos que guiam a formação das galáxias e a evolução dos buracos negros."
Fonte: Inovação Tecnológica

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