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sábado, 30 de agosto de 2014

Foguete que levará astronautas a Marte é apresentado pela NASA

Visão artística do Sistema de Lançamento Espacial (SLS). [Imagem: NASA/MSFC]
De acordo com informações do site Inovação Tecnológica, foi apresentado pela NASA o desenho final de um novo foguete de grande porte projetado para levar os seres humanos em missões além da órbita da Terra - para explorar asteroides e, eventualmente, rumo a Marte.
O Sistema de Lançamento Espacial (SLS) é o que a NASA chama de um "foguete classe exploração".
Foi aprovado pela agência a continuidade do programa de desenvolvimento do SLS, algo que não acontecia desde a construção dos ônibus espaciais, e é a primeira ação depois do cancelamento do Projeto Constellation e seu foguete peso-pesado Ares V.
O SLS será configurado para uma capacidade de elevação de 70 toneladas, para seu primeiro teste de voo, o que permitirá levar uma nave Orion sem tripulação além da órbita baixa da Terra.
Em sua configuração mais potente, o SLS conseguirá levar até 130 toneladas ao espaço, a mesma capacidade do nunca concretizado Ares V.
Essa capacidade permitirá missões tripuladas a destinos como um asteroide e Marte - a NASA não tem demonstrado muito interesse em retornar à Lua.
Para o segundo voo, o SLS, deverá enviar uma tripulação de quatro astronautas além da órbita da Lua, onde o homem nunca chegou. Logo a seguir deverá vir a missão para capturar um asteroide e colocá-lo em órbita da Lua para estudos.
O voo inicial do SLS deverá ocorrer, no mais tardar, segundo a NASA, em novembro de 2018.
Isso será possível porque vários componentes essenciais do novo foguete já estão prontos ou são baseados no foguete que levava os ônibus espaciais.
A NASA já tem em estoque 16 motores RS-25 não usados pelos ônibus espaciais, o que será suficiente para as quatro primeiras missões do SLS. Os foguetes laterais, de combustível sólido, também serão uma adaptação daqueles usados nos ônibus espaciais.
O estágio final de propulsão, que levará as naves até seu destino, será uma adaptação dos motores do foguete de carga Delta IV.
"Estamos em uma jornada de exploração científica e humana que nos levará a Marte," disse Charles Bolden, administrador da NASA. "E nós estamos firmemente empenhados em construir o veículo de lançamento e outros sistemas de apoio que nos levarão nessa jornada."
Com informações de Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Treinar o corpo protege o coração e a mente

Ciclistas de Altaneira-Ce
Foto: Prof. Paulo Robson
Normalmente são recomendados exercícios físicos para melhorar nossa saúde cardiovascular. Entretanto eles podem também nos proteger dos danos cognitivos que surgem com a idade.
"Nós descobrimos que os adultos mais velhos, cujas aortas estavam em melhores condições e que tinham maior aptidão aeróbica saem-se melhor em um teste cognitivo. Por isso acreditamos que a preservação da elasticidade dos vasos [sanguíneos] pode ser um dos mecanismos que fazem com que os exercícios retardem o envelhecimento cognitivo," explicou a Dra. Claudine Gauthier, da Universidade de Montreal (Canadá).
"As artérias do nosso corpo endurecem com a idade, e acredita-se que o endurecimento dos vasos sanguíneos comece na aorta, o vaso principal que sai do coração, antes de chegar ao cérebro. De fato, o endurecimento pode contribuir para as alterações cognitivas que ocorrem durante um período de tempo semelhante," acrescentou Gauthier.
Foram analisadas 31 pessoas com idades entre 18 e 30 anos, e 54 participantes com idades entre 55 e 75 anos, o que permitiu aos pesquisadores comparar os participantes dentro de sua faixa etária e em relação à outra faixa de idade.
A aptidão física foi testada em um equipamento de ginástica, e as capacidades cognitivas foram avaliadas com o Teste de Stroop, um teste que consiste em ler o nome de uma cor que é impresso em uma cor diferente (a palavra azul escrita em amarelo, por exemplo).
Ficou constatado que os resultados demonstraram quedas no desempenho associadas à idade na função executiva, na elasticidade da aorta e na aptidão cardiorrespiratória.
Os pesquisadores documentaram uma ligação entre a saúde vascular e a função cerebral e uma associação positiva entre o condicionamento aeróbico e a função cerebral.
"Embora o impacto da aptidão física na vasculatura cerebral possa envolver outros mecanismos mais complexos, estes resultados dão suporte à hipótese de que o estilo de vida ajuda a manter a elasticidade das artérias, prevenindo assim danos cerebrovasculares e resultando na preservação das habilidades cognitivas mais tarde na vida," disse a pesquisadora.
Com informações de: Diário da Saúde
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mudanças climáticas são diferentes nos hemisférios Norte e Sul

Ainda não há estudos comparáveis que possam avaliar o impacto das mudanças climáticas locais para regiões de mesma latitude, como a América do Sul e a África.[Imagem: Wikipedia]
Cientistas afirmam ser necessária uma melhor compreensão dos climas regionais, depois que pesquisas sobre as geleiras da Nova Zelândia revelaram que as mudanças climáticas no Hemisfério Norte não afetam diretamente o clima no Hemisfério Sul.
O problema já havia sido apontado por pesquisadores brasileiros em 2013, que mostraram imprecisões nos dados do IPCC em relação ao Hemisfério Sul.
E também foi uma das razões que fundamentaram a criação de um modelo brasileiro do clima global.
O novo estudo mostrou que as mudanças climáticas futuras podem impactar de maneira diferente os dois hemisférios, ou seja, uma abordagem global generalizada pode não ser a melhor forma de abordar as questões climáticas que preocupam o mundo todo.
A pesquisa foi realizada por uma equipe da Universidade de Queensland, na Austrália, em colaboração com a Universidade de Griefswald, na Alemanha, a Organização de Ciência e Tecnologia Nuclear da Austrália e a Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, abordando tendências de longo prazo do clima, e não mudanças de curto prazo, como as envolvidas no aquecimento global antropogênico.
O professor Jamie Shulmeister afirma que o estudo forneceu evidências para a sobrevivência de glaciares (geleiras) significativos nas montanhas da Nova Zelândia no final da última era do gelo - um momento em que outras áreas de gelo estavam recuando.
"Este estudo inverte as conclusões anteriores que sugeriam que as geleiras da Nova Zelândia desapareceram ao mesmo tempo que o gelo no Hemisfério Norte," disse ele.
"Nós mostramos que, quando o Hemisfério Norte começou a aquecer no final da última era glacial, as geleiras da Nova Zelândia não foram afetadas.
"Essas geleiras começaram a recuar vários milhares de anos mais tarde, quando as mudanças no Oceano Antártico levaram ao aumento das emissões de dióxido de carbono e ao aquecimento.
"Isso indica que mudanças climáticas futuras podem impactar de maneira diferente os dois hemisférios, e que as mudanças no Oceano Antártico podem ser fundamentais para a Austrália e a Nova Zelândia," explicou o pesquisador.
Ainda não há estudos comparáveis que possam avaliar o impacto das mudanças climáticas locais para regiões de mesma latitude, como a América do Sul e a África.
O IPCC - Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU - já havia admitido erros nas previsões sobre o aquecimento global em razão do uso de dados incorretos sobre sobre as geleiras do Himalaia.
A equipe australiana também descobriu que a extensão máxima das geleiras na Nova Zelândia ocorreu milhares de anos antes da máxima no Hemisfério Norte, o que demonstra que o crescimento e decrescimento das camadas de gelo não segue passo a passo nos dois hemisférios.
"As geleiras da Nova Zelândia responderam em grande parte às mudanças locais no Oceano Antártico, em vez de mudanças no Hemisfério Norte, como se acreditava anteriormente.
"Este estudo destaca a necessidade de compreender o clima regional, em vez de um modelo global do tipo solução única que se aplica a todos," disse Shulmeister.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Novas partículas podem ser detectadas no LHC em 2015

LHC - Imagem: Divulgação
A operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça, poderá contribuir, a partir de 2015, para a descoberta de partículas elementares ainda não observadas experimentalmente e testar teorias que ultrapassam o conhecimento da Física atual.
A avaliação foi feita por pesquisadores participantes de um evento internacional realizado nesta semana no Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo.
O objetivo do evento foi analisar e discutir os dados obtidos nos experimentos realizados no LHC nos últimos anos, quando o colisor operou com energia de 8 teraelétrons-volt (TeV) - equivalente a 8 trilhões de elétrons-volt.
Os físicos de vários países avaliaram as possibilidades de novas descobertas que poderão ser feitas a partir de 2015, quando será aumentada a intensidade dos feixes de prótons e a energia no centro de massa do maior acelerador de partículas do mundo para algo entre 13 e 14 TeV.
"Pretendemos identificar nos experimentos no LHC sinais de uma nova Física, detectando novas partículas elementares e testando hipóteses não previstas pelo Modelo Padrão," disse Mariano Quirós, pesquisador do Instituto de Física de Altas Energias (Ifae) da Universidade Autônoma de Barcelona.
Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 24 de agosto de 2014

Aparelho usa luz para detectar câncer de pele

Para cada caso de câncer de pele detectado, há cerca de 25 biópsias negativas realizadas. Este aparelho promete mudar esse quadro usando apenas luz. [Imagem: Review of Scientific Instruments/Eric Marple/EmVision LLC]
De acordo com informações colhidas no site Diário da Saúde, pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) juntaram em um único aparelho três formas de usar a luz para medir as propriedades dos tecidos da pele e detectar o câncer.
Esse novo aparelho promete reduzir o número de biópsias desnecessárias, um grande problema com que médicos e pacientes se deparam nos casos de melanoma e de outras lesões cancerígenas da pele.
Cada vez mais os médicos se voltam para a luz não apenas como ferramenta de diagnóstico, mas também como opção terapêutica.
Conforme a pele normal se torna cancerosa, os núcleos celulares se ampliam, as camadas superiores da pele podem engrossar, as células podem aumentar o consumo de oxigênio e elas podem mostrar-se desorganizadas.
Todas essas modificações alteram o modo como a luz interage com o tecido.
A combinação de três técnicas espectroscópicas comuns - espectroscopia Raman, espectroscopia de reflectância difusa e espectroscopia de fluorescência induzida por laser - em um único instrumento cria imagens mais completas e mais detalhadas de qualquer lesão da pele.
Atualmente, a única maneira definitiva de diagnosticar o câncer de pele consiste em realizar uma biópsia, na qual os médicos removem uma amostra da pele e examinam o tecido em um microscópio para procurar células cancerígenas.
A dificuldade é que determinar quais lesões exigem a análise mais detalhada de uma biópsia é uma arte muito imprecisa - para cada caso de câncer de pele detectado, há cerca de 25 biópsias negativas realizadas.
Ao revelar informações invisíveis ao olho humano, o aparelho pode melhorar o diagnóstico e eliminar muitas biópsias negativas.
Os pesquisadores começaram a testar o seu aparelho 3-em-1 em ensaios clínicos e estão fazendo parcerias com agências de financiamento e empresas para ajudar a levar o aparelho para os consultórios dos dermatologistas.
Fonte: Diário da Saúde
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Segundo cientistas, aquecimento global só voltará em 15 ou 20 anos

(No alto) As temperaturas superficiais médias globais, onde os pontos pretos são médias anuais. Dois períodos de hiato são separados por um rápido aquecimento de 1976 a 1999. (No meio) Observações do conteúdo de calor, em comparação com a média, no norte do Oceano Atlântico. (Embaixo) A salinidade da água do mar na mesma parte do Atlântico.[Imagem: K. Tung/Univ. Washington]
Os climatologistas estão chamando de hiato do aquecimento global o fenômeno em que a elevação da temperatura média do planeta vem dando sinais de estabilização ou reversão desde o final do século passado, embora as mudanças climáticas sejam evidentes.
Várias são as teorias diferentes propostas para explicar essa reversão, o que inclui uma revisão para baixo das previsões, com alguns cientistas afirmando que o aquecimento global pode ser mais suave do que se temia.
Atualmente, um novo estudo sugere que um movimento massivo de calor de águas superficiais rasas para regiões profundas do Atlântico e outros mares do sul - e não do Oceano Pacífico, como muitos pesquisadores haviam previsto - pode ser o responsável por essa aparente onda de "resfriamento global".
De acordo o site Inovação Tecnológica, Xianyao Chen e Ka-Kit Tung, da Universidade de Washington, analisaram dados de boias marinhas - sensores oceanográficos que podem se mover verticalmente ao longo da coluna de água - e traçaram os caminhos que o calor tomou através dos oceanos desde a virada do século 21.
Os oceanos podem armazenar cerca de 90% do calor superficial da Terra, e os cientistas sugerem que a maior parte do excesso de calor que teria continuado a alimentar o aquecimento global está armazenado nas bacias dos oceanos Atlântico e dos outros mares do sul.
Eles também sugerem que uma mudança súbita na salinidade que coincide com a desaceleração do aquecimento global no início do século 21 pode ter provocado essa migração do calor para águas mais profundas.
Historicamente, eventos semelhantes têm tido uma duração de 20 a 35 anos, de acordo com Chen e Tung.
Consequentemente, os dois cientistas sugerem que o aquecimento global só retornará daqui a 15 ou 20 anos, quando o calor retornar das profundezas dos mares para as águas superficiais.
Com informações de Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Exoesqueleto dá força sobre-humana a trabalhadores

Imagem: Daewoo
Os trabalhadores que vão construir um dos maiores navios do mundo vão contar com a ajuda de exoesqueletos robóticos que os permitirão carregar peças de até 100 quilogramas (kg) como se elas não pesassem nada.
O exoesqueleto se encaixa em qualquer pessoa entre 1,60 e 1,85 metro de altura.
Os trabalhadores não sentem o peso da armação de 28 kg de fibra de carbono, ligas de alumínio e aço, uma vez que a estrutura se autossustenta e foi projetada para seguir os movimentos do trabalhador por meio de sensores.
As baterias dão ao exoesqueleto uma autonomia de 3 horas.
Quadros especiais projetados para tarefas específicas podem ser anexados à mochila, algumas passando sobre a cabeça ou os ombros do trabalhador, como no caso do pequeno guindaste mostrado na imagem.
Além de aumentar a capacidade de elevação de carga, o traje robótico ajuda os trabalhadores a manipular componentes pesados com precisão, já que as manobras são feitas como se eles estivessem manuseando um objeto virtualmente sem peso.
No estaleiro, que está sendo montado na Coreia do Sul, alguns trabalhadores já podem ser vistos vestidos com a roupa robótica, que está em fase final de testes, conduzidos pela Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering.
A empresa, um dos maiores construtores navais do mundo, afirma querer dar um salto tecnológico na sua linha de produção dando uma "força sobre-humana" aos seus trabalhadores.
A equipe está trabalhando para melhorar os protótipos para que eles possam entrar em uso regular no estaleiro, onde robôs industriais já executam uma grande parte de um sistema de montagem que é extremamente complexo.
Gilwhoan Chu, engenheiro-chefe do projeto, afirma que o teste piloto mostrou que o exoesqueleto de fato ajuda os trabalhadores a executar suas tarefas - o protótipo só podia levantar 30 kg.
Fonte: Inovação Tecnológica
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Retina artificial de grafeno permite ver mais claro

A eletrônica à base de grafeno é montada em materiais flexíveis e transparentes - somente os contatos de ouro, ainda muito grossos neste protótipo, são visíveis no sensor.[Imagem: Natalia Hutanu/TUM]
Os cientistas que descobriram o grafeno - uma folha de carbono com um único átomo de espessura - ganharam o Prêmio Nobel de Física por isso.
Esse material tem sido anunciado como uma espécie de "solução milagrosa" para as mais diversas aplicações.
Afinal, além de mais fino, impossível, o grafeno é transparente, tem uma resistência à tração maior do que a do aço e conduz eletricidade melhor do que o cobre.
A lista de aplicações potenciais do grafeno é particularmente longa no campo da tecnologia médica, o que chamou a atenção de uma equipe liderada pelo Dr. Jose Garrido, incluindo pesquisadores da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), Universidade Pierre e Marie Curie (França) e da empresa Pixium Vision.
O grupo usou o grafeno para desenvolver os componentes principais de uma retina artificial finíssima, transparente e muito eficiente.
Os implantes de retina podem servir como próteses para as pessoas cegas cujos nervos ópticos ainda estão intactos.
Os implantes convertem a luz em impulsos elétricos que são transmitidos ao cérebro através do nervo óptico. Lá, a informação é transformada em imagens.
Com suas excelentes propriedades elétricas e eletrônicas, o grafeno proporcionou uma interface eficaz para a comunicação entre a retina artificial e o tecido nervoso.
Embora existam diversas abordagens para a construção dos implantes de retina, muitas vezes eles são rejeitados pelo corpo, ou os sinais transmitidos para o cérebro não são ideais.
Segundo os pesquisadores, em comparação com os materiais utilizados tradicionalmente, o grafeno tem excelente biocompatibilidade, graças à sua grande flexibilidade e durabilidade química.
Apesar dos resultados entusiasmadores, ainda não há previsão de quando os novos implantes começarão a ser testados, o que será feito inicialmente em cobaias.
Além disso, a toxicidade do grafeno ainda é uma questão em aberto, com estudos preliminares indicando que o grafeno é bom para a tecnologia, mas não para suas células.
Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Hubble vai estudar anéis descobertos por astrônomos brasileiros

Astrônomos brasileiros descobriram o primeiro asteroide com anéis e agora vão estudá-lo melhor usando o telescópio Hubble.[Imagem: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger]
Observações feitas por uma equipe que inclui 11 astrônomos brasileiros revelaram um sistema de anéis no asteroide Chariklo, um corpo celeste do sistema solar do tipo centauro.
Até então, os anéis só haviam sido identificados em planetas - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O trabalho foi liderado pelo pesquisador Felipe Braga-Ribas, do Observatório Nacional (ON).
Um dos anéis tem 7 quilômetros (km), e o outro 3 km de largura, e foram informalmente nomeados Oiapoque e Chuí.
Segundo os autores, ambos são densos e, em parte, compostos de água em estado sólido (gelo).
O asteroide Chariklo situa-se entre as órbitas de Saturno e Urano e foi descoberto em 1997. Com cerca de 250 quilômetros (km) de diâmetro, é o maior de sua classe.
"Os anéis são laboratórios naturais para se estudar processos dinâmicos análogos aos que ocorrem durante a formação dos sistemas planetários e galáxias", destaca o artigo.
Agora a equipe obteve concessão de tempo de uso do telescópio espacial Hubble para estudar melhor o fenômeno.
Não se sabe se anéis ao redor de pequenos corpos, como o Chariklo, devem-se a algum processo genérico, ainda desconhecido, ou refletem características excepcionais.
Com o Hubble, os pesquisadores poderão obter imagens diretas e fotometria em vários comprimentos de onda desses anéis, além de efetuar uma busca inédita e profunda de pequenos satélites, bem como de anéis de poeira de brilho tênue, ao redor de Chariklo.
As observações com o Hubble foram programadas para 2015 - duas em junho e uma em agosto.
Fonte: Inovação Tecnológica
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Qual o poder de um pedido de desculpas?

É muito mais fácil perdoar e livrar-se da raiva quando o agressor toma a iniciativa e pede desculpas.[Imagem: Wikimedia/Joxemai]
Quando a pessoa que cometeu uma falha antecipa-se para fazer as pazes, a vítima fica muito mais inclinada a perdoar e esquecer o fato.
Isso é bem sabido.
Mas os psicólogos gostariam de entender exatamente por que isso acontece, de forma a tentar atuar quando os conflitos não foram tão prontamente apaziguados.
Michael McCullough e seus colegas da Universidade de Miami (EUA) afirmam ter feito progressos substanciais nessa tentativa de explicar os processos psicológicos que fazem o perdão acontecer.
Seus resultados mostram que os esforços de pacificação - como pedidos de desculpas, ofertas de compensação e assumir a responsabilidade pelo fato - ajudam na concessão do perdão e reduzem a raiva ao fazer o agressor parecer um parceiro de relacionamento mais valoroso e fazendo com que a vítima sinta um risco menor de ser novamente ferida pelo transgressor no futuro.
O estudo incluiu 356 voluntários, com acompanhamentos de até 21 dias.
"É um dos maiores, mais longos e, acreditamos, mais definitivos estudos já realizados sobre os efeitos dos gestos conciliatórios na resolução dos conflitos humanos", disse ele.
Os resultados mostraram que a concessão do perdão foi diretamente proporcional à intensidade dos gestos conciliatórios feitos pelos agressores.
Os gestos conciliatórios também parecem mudar a percepção da vítima não apenas sobre o relacionamento, mas também sobre a pessoa do agressor de forma mais integral.
E não parece ser difícil obter o perdão e restaurar os relacionamentos, bastando que o agressor tome a iniciativa - ainda que faça as coisas do seu próprio jeito.
"Todas as coisas que as pessoas são motivadas a fazer quando prejudicaram alguém que realmente valorizam parecem ser eficazes em ajudar as vítimas a perdoar e livrar-se da raiva," resume o Dr. McCullough.
Os resultados colocam em xeque um estudo recente muito criticado, feito por pesquisadores australianos, que concluíram que seria mais fácil perdoar quando a vítima vê o agressor sendo punido.
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Meninas fingem ser menos inteligentes para agradar meninos

As meninas disfarçam a própria inteligência para não parecer pouco femininas, segundo a Dra. Maria do Mar Pereira.[Imagem: UWarwick]
As meninas sentem a necessidade de demonstrar menos inteligência para não intimidar os meninos.
Esta é a conclusão da Dra. Maria do Mar Pereira, da Universidade de Warwick (Reino Unido), que passou três meses convivendo diariamente com uma classe de adolescentes.
"Há pressões muito fortes da sociedade que ditam o que é um homem adequado e o que é uma mulher adequada," afirma a Dra. Maria do Mar.
"Uma das pressões é que os homens jovens devem ser mais dominantes - mais fortes, mais altos, mais engraçados - do que as mulheres jovens, e que estar em um relacionamento com uma mulher que é mais inteligente vai prejudicar sua masculinidade," avalia a pesquisadora.
A pesquisadora queria saber como as crianças se viram para se adequar a esses estereótipos.
Para realizar seu estudo, a Dra. Maria do Mar precisou da permissão da escola e das autoridades para conviver durante três meses com as crianças com idades ao redor de 14 anos.
Isso permitiu que ela observasse aspectos das interações, sentimentos e comportamentos das crianças que os professores e os pais geralmente não têm tempo para observar.
"As meninas sentem que devem subestimar suas próprias capacidades, fingindo ser menos inteligentes do que realmente são, não se manifestando contra a intimidação, e se retirando de passatempos, esportes e atividades em que possam parecer pouco femininas.
"Nossas ideias sobre o que constitui um homem de verdade ou uma mulher de verdade não são naturais, são normas restritivas que são prejudiciais para as crianças de ambos os sexos.
"A crença de que os homens têm de ser dominantes sobre as mulheres faz os meninos se sentirem constantemente ansiosos e sob pressão para provar seu poder - ou seja, brigar, beber, assediar sexualmente, recusar-se a pedir ajuda e reprimir as suas emoções," disse a pesquisadora.
E os estereótipos parecem perseguir as mulheres também pela vida adulta: recentemente um estudo mostrou que as mulheres mentem para se adequar ao ideal de mãe.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Qual é a melhor forma de escovar os dentes? Os dentistas não se entendem

Quer saber qual é a melhor forma de escovar os dentes? Nem os especialistas sabem. [Imagem: UCL]
Você costumar procurar a opinião dos "especialistas" quando se trata de cuidar da sua saúde?
Pois é melhor tomar cuidado se você estiver procurando conselhos sobre a melhor forma de escovar os dentes.
Um estudo detalhado dos conselhos sobre como devemos escovar os dentes, divulgados por associações de dentistas, livros de odontologia e empresas fabricantes de produtos dentais revelou recomendações até mesmo contraditórias.
"Inaceitavelmente inconsistentes" foi o rótulo dado a essas recomendações por Aubrey Sheiham e seus colegas da Universidade College de Londres. O estudo foi publicado na revista British Dental Journal.
Os pesquisadores coletaram todas as recomendações sobre a escovação dadas por associações de odontologia de 10 países, além de livros didáticos e empresas fabricantes de escovas e cremes dentais.
Eles encontraram uma ampla variação nas recomendações sobre o método de escovação, quantas vezes escovar os dentes durante o dia e quanto tempo deve durar cada escovação.
Não há consenso entre as diversas fontes, e uma "preocupante falta de acordo" entre os conselhos das associações de dentistas em comparação com os livros didáticos de odontologia.
"Se as pessoas ouvem uma coisa de uma associação de dentistas, outro de uma empresa de escovas de dentes e ainda outra coisa do seu dentista, não admira que elas estejam confusas sobre como escovar os dentes. Neste estudo, encontramos uma série inaceitavelmente inconsistente de aconselhamentos vindas de diferentes fontes," disse o Dr. Aubrey Sheiham.
"Mais preocupante ainda, os métodos recomendados pelas associações de dentistas não são os mesmos mencionados nos livros de odontologia como melhores. Não há nenhuma evidência para sugerir que técnicas complicadas sejam melhores do que uma esfoliação suave simples," acrescentou o pesquisador.
A técnica mais comumente recomendada envolve balançar suavemente a escova para trás e para frente em pequenos movimentos, a fim de soltar partículas de alimentos, a placa bacteriana e as bactérias.
No entanto, nenhum estudo em grande escala já demonstrou que este método seja mais eficaz do que uma esfregação básica.
Para tentar fechar a questão, o próprio pesquisador dá seu conselho.
"Escove suavemente com um movimento horizontal simples de esfregar, com a escova em um ângulo de quarenta e cinco graus para chegar à placa bacteriana," recomenda ele. "Para evitar escovar com muita força, movimente a escova com os dedos e não com o punho. Este método simples é perfeitamente eficaz para manter a gengiva saudável," disse o Dr. Aubrey Sheiham.
Fonte: Diário da Saúde
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Tatuagem temporário que gera energia a partir do suor

A tatuagem eletrônica gera energia enquanto detecta um composto no suor que indica o desempenho do atleta durante os exercícios.[Imagem: Joseph Wang]
Foi-se o tempo em que fazer ginástica significava apenas consumo de energia.
Está pronta uma biobateria, que produz energia aproveitando o suor de uma pessoa conforme ela se exercita.
O circuito consiste em uma espécie de tatuagem temporária que inclui um sensor para monitorar a saúde da pessoa enquanto ela se exercita.
A tatuagem, fina e flexível, detecta e responde ao lactato, um composto naturalmente presente no suor.
"O lactato é um indicador muito importante de como você está se saindo durante os exercícios," disse Wenzhao Jia, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos.
Existem exames para detectar o lactato, mas eles dependem da coleta de amostras de sangue e análise em laboratório.
Jia desenvolveu uma técnica mais rápida e menos intrusiva usando um sensor que contém uma enzima que arranca elétrons do lactato presente no suor, gerando uma pequena corrente elétrica.
Monitorando essa corrente elétrica com um circuito muito simples, a tatuagem eletrônica monitora o rendimento do atleta em tempo real.
Construir uma biobateria a partir daí foi um passo. O composto que contém a enzima que captura os elétrons do lactato funciona como anodo, enquanto o catodo foi adicionado na forma de uma molécula que aceita elétrons.
De forma um tanto curiosa, os voluntários que normalmente se exercitavam menos produziram mais energia do que aqueles que frequentavam academias.
Os pesquisadores acreditam que isto provavelmente ocorre porque as pessoas menos treinadas cansam-se mais cedo, fazendo com que glicólise suba mais rapidamente, formando mais lactato.
A tatuagem-bateria gerou um máximo de 70 microWatts por centímetro quadrado de pele, suficiente para alimentar aparelhos bem econômicos em termos de consumo de energia, como relógios de pulso.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mosquito da dengue adapta-se ao clima e ao ambiente

"O pernilongo somente era encontrado em água limpa, hoje pode ser encontrado em água não tão limpa." [Imagem: Edneia Silva]
Está cada vez mais difícil combater o pernilongo Aedes aegypti, transmissor da dengue.
A doença, que tinha picos de transmissão apenas no período de chuva e calor, agora tem praticamente transmissão contínua, sem interrupção nos períodos de seca e frio, como acontecia antes.
Para o pesquisador Cláudio José Von Zuben, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, a cadeia epidemiológica de transmissão da dengue está mudando, porque o pernilongo se adaptou ao clima e está conseguindo se reproduzir e sobreviver em condições adversas.
"O pernilongo somente era encontrado em água limpa, hoje pode ser encontrado em água não tão limpa," explica o pesquisador.
Ele observa que este ano está sendo atípico em termos climáticos, porque não choveu o volume esperado. Mesmo assim, em pleno inverno, os casos de dengue continuam ocorrendo.
O calor também contribui para isso, já que o frio intenso não veio e o clima oscila entre baixas e altas temperaturas. Com isso, o pernilongo consegue viver mais tempo e picar um maior número de pessoas.
"O pernilongo não consegue controlar a temperatura do corpo. Quanto mais quente o ambiente, mais rápido seu desenvolvimento e maior o seu tempo de vida", destaca Cláudio.
O professor ressalta que a adaptação do pernilongo pode produzir linhagens mais fortes do inseto.
Ainda não existe uma explicação concreta para o fato. Porém, o pesquisador não descarta a possibilidade do uso excessivo e insistente de inseticidas contribuir para o fortalecimento da espécie, criando gerações mais resistentes.
Por isso, a nebulização para diminuir a população adulta do Aedes aegypti tem que ser utilizada com rigoroso controle, tanto para evitar indução à resistência no pernilongo como para a preservação de outras espécies que também são afetadas pelo veneno.
O método mais eficiente de combate ao pernilongo continua sendo a eliminação dos criadouros.
"Se não tiver criadouro, não tem pernilongo", ressalta o pesquisador, lembrando que a população é parte importante nas ações de combate, já que em algumas localidades, cerca de 80% dos criadouros estão dentro das residências. Um único foco em uma casa pode comprometer o combate à dengue no bairro todo.
Existem quatro tipos do vírus da dengue em circulação no Brasil: 1, 2, 3 e 4.
Existe ainda um quinto tipo que surgiu em 2007 na Malásia, mas que ainda não chegou ao território nacional.
A pessoa que pegou um tipo fica imune apenas em relação a esse sorotipo, podendo contrair os outros três.
O pesquisador alerta que, na segunda infecção pelo vírus da dengue, o sistema imunológico das pessoas pode ter uma reação exacerbada, aumentando as chances de ocorrer hemorragia em órgãos internos, levando ao quadro de dengue hemorrágico, com sintomas mais graves que a dengue clássica.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 10 de agosto de 2014

Superlua iluminará o céu neste domingo

Imagem colhida no Google
As características principais do fenômeno conhecido como Superlua, são uma Lua maior e mais brilhante. Este fenômeno acontecerá hoje, domingo (10). No Brasil, o melhor horário para observar o satélite será por volta das 18h na direção leste.

Normalmente, a distância média da Lua a Terra é de cerca de 380.000 quilômetros, entretanto, neste domingo será de 356.896 quilômetros. O satélite deve aparentar estar até 14% maior e ao menos 30% mais brilhante que em uma noite comum. Este fenômeno também é conhecido como Lua cheia do perigeu e acontece a cada 13 meses, pelo menos. 

Como a órbita da lua em torno da Terra não é como um círculo, e sim uma elipse, há variações quanto a distância da Lua, que fica mais distante da terra (apogeu) ou mais próxima (perigeu).
Com informações de Ultimo Segundo IG
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Microfone visual transforma imagens em sons

As paredes podem ter ouvidos, mas os sacos de batatas fritas têm boca. [Imagem: Abe Davis et al./ToG]
Uma equipe de pesquisadores do MIT, Microsoft e Adobe desenvolveu um algoritmo capaz de reconstruir um sinal de áudio apenas analisando um vídeo e detectando as minúsculas vibrações que os sons do ambiente induzem nos objetos.
Cada vez que um som é emitido, as ondas acústicas batem nos objetos ao redor, gerando vibrações minúsculas, invisíveis a olho nu.
"Quando o som atinge um objeto, faz com que o objeto vibre. O movimento desta vibração cria um sinal visual muito sutil que geralmente é invisível a olho nu. As pessoas não percebem que há informação lá," disse o pesquisador Abe Davis.
A tecnologia usada nestas experiências é parecida com a dos microfones a laser, usados por espiões para escutar conversas medindo as vibrações em superfícies reflexivas.
Mas, em vez de usar equipamentos caros e sofisticados, a equipe conseguiu transformar todos os tipos de objetos em microfones.
Normalmente a técnica exige câmeras de alta velocidade, de 2.000 a 6.000 quadros por segundo, quando uma câmera comum capta apenas 60 quadros por segundo - isto porque a frequência da amostragem de vídeo precisa ser maior do que a frequência do sinal de áudio.
Contudo, a equipe descobriu que uma peculiaridade no projeto dos CCDs, os sensores das câmeras digitais, torna possível extrair alguma informação mesmo das câmeras comuns - o suficiente, por exemplo, para distinguir a voz de um homem da voz de uma mulher.
Os sons do ambiente foram registrados a 4, 5 metros de distância, atrás de um vidro à prova de som. [Imagem: Abe Davis et al./ToG]
Em um dos experimentos foram recuperados sons compreensíveis e claros das vibrações recuperadas de um saco de batatas fritas filmado a 4,5 metros de distância e através de um vidro à prova de som.
Também foi possível extrair sinais de áudio a partir de vídeos de papel alumínio, da superfície de um copo d'água e até uma música refletida nas folhas de uma planta.
Abe Davis afirma que agora quer investigar se a nova técnica pode revelar informações sobre a estrutura interna dos objetos.
"Não apenas podemos conseguir informações sobre os sons emitidos perto dos objetos, mas também dentro dos próprios objetos, porque cada um responderá ao áudio de uma maneira diferente," afirmou.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"Lei da Física" explica evolução dos aviões

Este gráfico mostra que aviões grandes dão origem a novos aviões cada vez maiores.[Imagem: Adrian Bejan]
Uma "lei da física" que foi proposta cerca de duas décadas atrás pretende explicar a evolução dos aviões de passageiros, partindo do pequeno DC-3 a hélice de outrora até o enorme Boeing 787 de hoje. Além disso, pode fornecer dicas sobre como as empresas podem desenvolver projetos aeronáuticos de sucesso no futuro.
Essa lei conseguiria explicar também por que o avião supersônico Concorde seguiu o mesmo caminho do extinto pássaro dodô - ele estava em um beco sem saída evolutivo.
"A evolução é um fenômeno universal que engloba a tecnologia e as bacias hidrográficas, assim como o design dos animais, e ela está enraizada na física na forma da Lei Constructal," defende Adrian Bejan, professor de engenharia mecânica e ciência dos materiais na Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
A Lei dos construtos, ou Lei Constructal, foi proposta pelo próprio professor Bejan em 1996 - segundo ele, para um sistema sobreviver, ele deve evoluir para aumentar sua capacidade de fluir, ou otimizar seu acesso ao fluxo.
Cita como exemplos, o sistema vascular humano que evoluiu para permitir que o sangue flua através de uma rede de algumas artérias grandes e muitos pequenos capilares. Os sistemas fluviais, os galhos das árvores e as modernas redes de rodovias mostram essas mesmas forças em ação, segundo Bejan.
Se tratando de aviões comerciais, os projetos teriam evoluído para permitir que mais pessoas e objetos fluam por toda a face da Terra.
A Lei Constructal consegue explicar - de forma um tanto óbvia - as principais características de design dos aviões que tiveram sucesso comercial: a massa do motor permaneceu proporcional ao tamanho do corpo, o tamanho da asa tem relação com o comprimento da fuselagem e a capacidade de combustível aumentou proporcionalmente ao peso total da aeronave.
"As mesmas características de design podem ser vistas em qualquer grande animal terrestre," prossegue Bejan. "Animais maiores têm um tempo de vida mais longo e viajam distâncias maiores, exatamente como os aviões de passageiros foram concebidos. Por exemplo, a razão entre o motor e o tamanho da aeronave é análoga à relação do tamanho total do corpo de um grande animal com o coração, pulmões e músculos."
Essa "evolução dos aviões", quando posta em um gráfico parece revelar duas características básicas. - uma espécie de "árvore da vida aeronáutica" -
Ao longo do tempo, foram fabricados novos aviões comerciais de todos os tamanhos, mas os maiores se juntam em modelos ainda maiores.
E a linha que melhor descreve a relação da massa e da velocidade dos aviões é bastante semelhante à estatística de massa e velocidade de vários mamíferos, lagartos, pássaros e insetos.
Este gráfico mostra como a razão entre massa e a velocidade dos animais segue as mesmas regras gerais que os aviões - note que o Concorde está fora da tendência histórica. [Imagem: Adrian Bejan]
Nessa taxonomia aeronáutica, no entanto, uma espécie aparece completamente fora da curva no gráfico - o Concorde.
"O Concorde estava muito longe das proporções que a evolução produziu nos jatos de passageiros," explicou Bejan.
O pesquisador aponta que o supersônico tinha uma capacidade de passageiros limitada, uma baixa relação massa/velocidade, uma relação fuselagem/envergadura das asas fora da curva, motores enormes e grande consumo de combustível.
Segundo Bejan, para não verem suas criações extintas pela lei da evolução aeronáutica, os projetistas do futuro, antes de mandar seus desenhos para fabricação, deveriam verificar se seus designs são inteligentes o suficiente para sobreviver - isto é, se eles se encaixam na curva traçada pela Lei Constructal.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sonda Rosetta chega ao cometa e prepara-se para pousar

Este é o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, fotografado pela Rosetta a uma distância de 285 km. [Imagem: ESA]
Depois de uma jornada de mais de 10 anos - ela foi lançada em Fevereiro de 2004 -, a sonda espacial Rosetta entrou em órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Embora outras sondas já tenham perseguido e até se chocado com cometas, esta será a primeira vez que um cometa será orbitado de várias altitudes, estudado por um longo período e, mais aguardado ainda, uma sonda irá pousar suavemente sobre ele.
"Depois de dez anos, cinco meses e quatro dias viajando em direção ao nosso destino, circulando em torno do sol cinco vezes e com o marcador registrando 6.400 milhões de quilômetros, estamos muito satisfeitos em anunciar finalmente 'Estamos aqui'," comemorou Jean-Jacques Dordain, diretor geral da Agência Espacial Europeia (ESA).
Como as emissões do cometa são desconhecidas e imprevisíveis, a sonda Rosetta começará a estudá-lo de uma distância segura, em uma órbita triangular a cerca de 100 km de distância.
Conforme o controle da missão sinta que o "terreno" é seguro, essa órbita irá sendo reduzida ao longo das próximas semanas, primeiro para 50 km e depois para cerca de 10 quilômetros de distância, assumindo então uma órbita ligeiramente elíptica mantida apenas pela gravidade do 67P.
Finalmente, em Setembro, um pequeno módulo independente, chamado Philae, se soltará da sonda Rosetta e tentará pousar no cometa, obtendo dados científicos sem precedentes.
A sonda ficará em órbita do cometa por mais de um ano, conforme o 67P mergulha em sua trajetória rumo ao Sol, o que permitirá estudar todo o seu "ciclo de vida", incluindo o período mais agitado da emissão de jatos de gelo e poeira conforme ele é aquecido pelo Sol.
A dupla agora está a cerca de 400 milhões de quilômetros da Terra, a meio caminho das órbitas de Júpiter e Marte, viajando a 55.000 quilômetros por hora.
Fonte: Inovação Tecnológica
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