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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mosquito da dengue adapta-se ao clima e ao ambiente

"O pernilongo somente era encontrado em água limpa, hoje pode ser encontrado em água não tão limpa." [Imagem: Edneia Silva]
Está cada vez mais difícil combater o pernilongo Aedes aegypti, transmissor da dengue.
A doença, que tinha picos de transmissão apenas no período de chuva e calor, agora tem praticamente transmissão contínua, sem interrupção nos períodos de seca e frio, como acontecia antes.
Para o pesquisador Cláudio José Von Zuben, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, a cadeia epidemiológica de transmissão da dengue está mudando, porque o pernilongo se adaptou ao clima e está conseguindo se reproduzir e sobreviver em condições adversas.
"O pernilongo somente era encontrado em água limpa, hoje pode ser encontrado em água não tão limpa," explica o pesquisador.
Ele observa que este ano está sendo atípico em termos climáticos, porque não choveu o volume esperado. Mesmo assim, em pleno inverno, os casos de dengue continuam ocorrendo.
O calor também contribui para isso, já que o frio intenso não veio e o clima oscila entre baixas e altas temperaturas. Com isso, o pernilongo consegue viver mais tempo e picar um maior número de pessoas.
"O pernilongo não consegue controlar a temperatura do corpo. Quanto mais quente o ambiente, mais rápido seu desenvolvimento e maior o seu tempo de vida", destaca Cláudio.
O professor ressalta que a adaptação do pernilongo pode produzir linhagens mais fortes do inseto.
Ainda não existe uma explicação concreta para o fato. Porém, o pesquisador não descarta a possibilidade do uso excessivo e insistente de inseticidas contribuir para o fortalecimento da espécie, criando gerações mais resistentes.
Por isso, a nebulização para diminuir a população adulta do Aedes aegypti tem que ser utilizada com rigoroso controle, tanto para evitar indução à resistência no pernilongo como para a preservação de outras espécies que também são afetadas pelo veneno.
O método mais eficiente de combate ao pernilongo continua sendo a eliminação dos criadouros.
"Se não tiver criadouro, não tem pernilongo", ressalta o pesquisador, lembrando que a população é parte importante nas ações de combate, já que em algumas localidades, cerca de 80% dos criadouros estão dentro das residências. Um único foco em uma casa pode comprometer o combate à dengue no bairro todo.
Existem quatro tipos do vírus da dengue em circulação no Brasil: 1, 2, 3 e 4.
Existe ainda um quinto tipo que surgiu em 2007 na Malásia, mas que ainda não chegou ao território nacional.
A pessoa que pegou um tipo fica imune apenas em relação a esse sorotipo, podendo contrair os outros três.
O pesquisador alerta que, na segunda infecção pelo vírus da dengue, o sistema imunológico das pessoas pode ter uma reação exacerbada, aumentando as chances de ocorrer hemorragia em órgãos internos, levando ao quadro de dengue hemorrágico, com sintomas mais graves que a dengue clássica.
Fonte: Diário da Saúde
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