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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Tristeza dura mais que outras emoções, segundo estudo.

"A ruminação é o determinante central do por que algumas emoções duram mais tempo do que outras," explica Dra. Saskia Lavrijsen.[Imagem: Universiteit Van Amsterdam]
Em relação ao tempo de duração das emoções, existem diferenças significativas.
Um estudo realizado em um conjunto de 27 emoções, mostrou que a tristeza é a mais duradoura, ao passo que vergonha, surpresa, medo, nojo, irritação, alívio e, curiosamente, o tédio, geralmente não duram mais do que uns poucos instantes.
De fato, o tédio está entre as emoções cuja experiência é uma das mais curtas.
Os responsáveis pelo estudo, Philippe Verduyn (Universidade de Leuven - Bélgica) e Saskia Lavrijsen (Universidade de Amsterdam - Holanda), afirmam que isto significa que mesmo que o tempo pareça passar lentamente quando se está entediado, um episódio de tédio normalmente não dura muito tempo.
Segundo eles, as emoções que duram um tempo mais curto são tipicamente desencadeadas por eventos que têm relativamente pouca importância. Por outro lado, as emoções de longa duração tendem a ser causadas por eventos que têm fortes implicações para as preocupações mais significativas da pessoa.
Isto pode explicar, por exemplo, porque você pode se sentir triste até 240 vezes mais tempo do que sentir vergonha, surpresa, irritação - ou tédio.
Ocorre que a tristeza frequentemente anda de mãos dadas com eventos de grande impacto, como a morte de algum ente querido ou acidentes. "Você precisa de mais tempo para meditar a respeito e lidar com o que aconteceu para compreender totalmente a situação," afirmam os dois pesquisadores.
O tempo de duração pode ser o único elemento capaz de diferenciar entre emoções muito semelhantes. Por exemplo, a culpa é uma emoção que persiste por muito mais tempo do que a vergonha, enquanto a ansiedade permanece mais tempo do que o medo.
"A ruminação é o determinante central do por que algumas emoções duram mais tempo do que outras. As emoções associadas a altos níveis de ruminação vão durar mais," disse Verduyn, explicando o papel que os pensamentos constantes e repetitivos têm sobre a experiência de emoções positivas e negativas.
Outros pesquisadores já haviam constatado o papel da ruminação sobre a ansiedade e a depressão, que são condições emocionais tipicamente opostas.
"As emoções de curta duração são normalmente - mas, é claro, nem sempre - desencadeadas por eventos de importância relativamente baixa. Por outro lado, as emoções de longa duração tendem a se referir a algo muito importante," reforça Lavrijsen.
Com informações de: Diário da Saúde
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Como evitar a colisão fatal de um asteroide com a Terra

Um raio trator gravitacional poderá desviar asteroides simplesmente ficando ao seu lado.[Imagem: NASA]

Precisamos testar
Os cálculos indicam que mais de 10.000 asteroides e cometas, dos mais diversos tamanhos, orbitam em faixas que os colocam em risco de colisão com a Terra.
E os cálculos também indicam que basta um objeto de 50 metros de diâmetro para destruir uma cidade inteira, ou até mais, dependendo de onde ele cair.
Para tentar prevenir desastres desse tipo, a União Europeia criou um grupo de trabalho, chamadoNEOShield, para tentar encontrar formas de desviar ou destruir um asteroide ou cometa que decida transformar a Terra em alvo.
A equipe selecionou e detalhou três técnicas de deflexão:
  • Projétil Cinético - fazer uma nave trombar com o objeto para mudar seu caminho.
  • Trator de gravidade - usar a força gravitacional entre uma espaçonave e o objeto para alterar o seu curso.
  • Desvio por explosão - utilizar uma bomba nuclear para deslocar ou destruir o objeto.
A conclusão da equipe, embora bastante detalhada e descrevendo roteiros de ação, pode ser resumida a: é preciso testar para saber o que é melhor.
"Uma missão de teste para demonstrar uma técnica de deflexão em um asteroide que não esteja ameaçando a Terra deve ser seriamente considerada," disse o Dr. Alan Harris, coordenador do projeto.
Segundo ele, isto exigirá uma colaboração e uma ação conjunta de todos os países que possuem programas espaciais, sobretudo a NASA e a ESA.
Em 2010, uma equipe da NASA já concluíra que não estamos prontos para enfrentar um Impacto Profundo.
Mais recentemente passou a ser considerada como real a possibilidade de uso de um raio trator fotônico feito com raios laser. [Imagem: Paramount]
Depende do tamanho da ameaça
A equipe indica que as alternativas de deflexão só seriam viáveis para objetos maiores do que 50 metros de diâmetro - daí para baixo seria uma questão de "defesa civil", isto é, é melhor deixar o asteroide vir e contar com a probabilidade de que ele caia no oceano ou em áreas não habitadas - ou acudir os estragos.
Os dados preliminares indicam que o projétil cinético seria viável contra asteroides maiores do que 100 e menores do que 1.000 metros de diâmetro, desde que houvesse pelo menos 10 anos de tempo para construção e lançamento da nave.
O raio trator gravitacional precisaria de pelo menos 50 anos de antecedência, mas só funcionaria contra objetos com dimensões ao redor dos 100 metros de diâmetro.
Para objetos maiores ou com menos tempo de preparação, a saída seria mesmo alvejar o asteroide com bombas nucleares.
Para tranquilizar os mais preocupados, o Dr. Harris lembra que as observações e projeções atuais permitirão saber sobre um possível impacto com décadas de antecedência: "Em um caso desses, os cientistas poderiam começar a trabalhar talvez com 15 anos ou mais de antecedência para preparar uma missão para desviar o objeto".
Contudo, quanto mais distante o objeto estiver da Terra quando a ação for tomada, menor será o desvio necessário para tirá-lo da rota de colisão.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Criado um fármaco que imita o colesterol bom

Os pesquisadores acreditam estar agora muito mais perto de desenvolver uma nova terapia acessível para os elevados níveis de colesterol. [Imagem: Scripps]
Colesterol bom sintético
Cientistas criaram um composto sintético que imita o "colesterol bom".
Os primeiros testes demonstraram que o fármaco reduz o acúmulo de placas nas artérias de cobaias.
O composto, que é tomado por via oral, melhorou os indicadores do colesterol em apenas duas semanas.
Os resultados são animadores rumo a um novo método para o tratamento da aterosclerose, uma condição em que o acúmulo de placas nas artérias pode causar ataques cardíacos e derrames.
"Esta pesquisa dá um grande passo em direção à implementação clínica de novas terapias," disse o professor Reza Ghadiri, do Instituto de Pesquisas Scripps (EUA).
Lipoproteínas
Para combater a aterosclerose, os pesquisadores estão à procura de novas formas de atingir e eliminar do corpo a lipoproteína de baixa densidade (LDL, vulgarmente conhecido como "mau colesterol").
Embora o corpo precise de algum LDL para se manter saudável, níveis elevados causam o acúmulo de placas nas paredes das artérias. Por outro lado, a lipoproteína de alta densidade (HDL, ou "colesterol "bom") é conhecido por seus efeitos protetores contra esse acúmulo danoso.
A equipe criou o que eles chamam de um nanopeptídeo, uma molécula com três "braços", uma estrutura que consegue abraçar as moléculas de colesterol e outras gorduras no sangue.
Uma vez que o peptídeo sintético envolve o colesterol LDL, ele o remove imitando o comportamento da apoA-1, uma proteína do HDL, e a seguir leva-o para o fígado, de onde é eliminado.
Sem injeção
Existem vários tratamentos para o colesterol atualmente em desenvolvimento, mas todos dependem de uma injeção - este é o primeiro candidato a poder ser tomado por via oral, na forma de um comprimido.
Com a opção de um peptídeo por via oral eficaz, o Dr. Ghadiri acredita que os pesquisadores estão mais perto de desenvolver uma nova terapia acessível para os elevados níveis de colesterol, embora ele não dê uma previsão de quanto tempo será necessário para que o fármaco transforme-se em um medicamento disponível nas farmácias.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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domingo, 26 de outubro de 2014

Calor desobedece teorias em escala nano

Da microescala para baixo, o transporte do calor é feito balisticamente, e não por difusão.[Imagem: Richard Wilson/University of Illinois
Que as coisas ficam diferentes quando nos aproximamos da escala atômica não é novidade para ninguém que já tenha ouvido falar em mecânica quântica.
Mas parece que até o bem-comportado calor assume outros ares em escalas menores.
Richard Wilson e David Cahill, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriram que o calor não se dissipa em nanoescala como acontece em macroescala, e que as teorias tradicionais não conseguem explicar o que está acontecendo.
Os testes mostraram que a difusão do calor muda quando as dimensões do elemento a partir do qual o calor se dissipa têm um micrômetro (0,001 milímetro) ou menos.
Os experimentos com cristais semicondutores mostraram que, em escala submicrométrica, o calor não se espalha por difusão, mas balisticamente, de forma similar a partículas como fótons e elétrons.
Em outras palavras, as ondas vibracionais - os fônons - que viajam paralelamente à superfície do material não ajudam a esfriar as regiões quentes porque elas atravessam essas regiões sem interagir com elas.
"As interfaces entre os materiais complicam ainda mais o problema da transferência de calor ao adicionar resistências termais adicionais," acrescenta Wilson.
A descoberta, que agora exigirá a elaboração de novas teorias para compreensão precisa do fenômeno, tem impacto direto na microeletrônica, onde o calor é um problema crescente conforme os componentes se tornam menores.
"Descobrimos diferenças fundamentais na forma como o calor é transportado através de distâncias curtas ou longas. A teoria de Fourier, que assume que o calor é transportado por difusão, prevê que um cristal cúbico como o silício vai conduzir o calor igualmente bem em todas as direções. Demonstramos que em escalas muito curtas o calor não se dissipa igualmente bem em todas as direções," resume Wilson.
"Conforme o material se reduz, as leis que governam a transferência de calor também mudam," completa o professor David Cahill. "Nosso entendimento atual do transporte termal em nanoescala não tem as nuances suficientes para predizer quantitativamente quando a teoria padrão não irá funcionar."
Isto significa que, quando projetam componentes em nanoescala, os engenheiros não estão prevendo adequadamente como o calor irá se dissipar no interior dos processadores e demais circuitos integrados.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Bateria que recarrega em 2 minutos dura 20 anos

Os pesquisadores já licenciaram a tecnologia, e afirmam que as baterias ultrarrápidas poderão chegar ao mercado em dois anos. [Imagem: NTU]
Bateria ultrarrápida
Cientistas de Cingapura criaram uma bateria com capacidade de recarregamento ultrarrápido.
O protótipo recupera 70% de sua carga total em apenas dois minutos.
E, neste caso, viver na via rápida não significa viver menos: as simulações garantem que a bateria ultrarrápida poderá ter uma vida útil de até 20 anos, o que é 10 vezes mais do que as atuais.
A equipe afirma que a nova bateria pode mudar o jogo na indústria automotiva, resolvendo o problema da autonomia dos carros elétricos e do seu tempo de recarregamento.
"A autonomia dos carros elétricos poderá aumentar de forma dramática, recarregando a bateria em apenas cinco minutos, o que é comparável com o tempo necessário para uma bomba de gasolina encher o tanque de um carro atual," disse o professor Chen Xiaodong, coordenador da equipe.
"Igualmente importante, agora podemos reduzir drasticamente o lixo tóxico gerado pelas baterias descartadas, uma vez que nossas baterias duram 10 vezes mais do que a geração atual de baterias de íons de lítio," acrescentou ele.
Nanotubos de titânio
A inovação foi possível substituindo o eletrodo negativo das baterias de lítio, que é feito de grafite, por um gel à base de nanotubos de dióxido de titânio, um material barato e usado, por exemplo, em protetores solares e como aditivo em alimentos.
O dióxido de titânio ocorre naturalmente na forma de cristais esféricos, mas a equipe descobriu uma forma de transformá-los em nanotubos, aumentando sua área superficial e acelerando as reações químicas necessárias para a recarga da bateria.
Segundo o professor Xiaodong, a tecnologia é tão promissora e simples que o processo já está sendo licenciado para uma empresa interessada em criar uma nova geração de baterias ultrarrápidas, que ele estima chegarem ao mercado em dois anos.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cometa Spring passará "raspando" em marte neste Domingo

Ilustração do cometa passando por marte. Imagem: AFP Photo/NASA
A agência Norte Americana, NASA, informou que um cometa está prestes a passar muito perto de Marte, em um encontro que acontece uma vez a cada um milhão de anos e que será abundantemente fotografado e documentado.
O cometa "Siding Spring", ou C/2013 A1, como é conhecido cientificamente, tem um núcleo de 1,6 km de diâmetro e é tão pouco sólido quanto um monte de talco.
O astro passará a toda velocidade a apenas 139,5 mil km do planeta vermelho. Se fosse passar tão perto do nosso planeta, a distância equivaleria a um terço daquela entre a Lua e a Terra.
"Siding Spring" passará pelo ponto mais próximo de Marte às 18h27 GMT (16h27 de Brasília) de domingo, 19 de outubro, informou a NASA.
Apesar de voar no espaço a uma velocidade vertiginosa de 202 mil km/h, o pequeno cometa tem poucas probabilidades de se chocar com a superfície marciana. Mas, de qualquer modo, os cientistas têm acompanhado com muito entusiasmo sua trajetória e seu rastro.
Com informações de G1.com
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Paciente volta a andar após transplante de células do nariz

Um homem paralisado conseguiu andar novamente após um tratamento inovador que envolveu o transplante de células de sua cavidade nasal para a medula espinhal.
Darek Fidyka, de 40 anos, ficou paralisado do peito para baixo após ferimentos a faca em 2010.
Agora, ele pode andar usando um andador. Ele também recuperou algumas funções da bexiga e intestino e funções sexuais.
O tratamento foi realizado por cirurgiões poloneses em colaboração com pesquisadores da Universidade College, de Londres. Detalhes da pesquisa foram relatados na publicação científica Cell Transplantation e divulgados em um programa de TV da BBC.
O tratamento utilizou células especiais que fazem parte do sentido do olfato (OECs, na sigla em inglês). Elas agem como células de direção, que permitem que as fibras nervosas do sistema olfativo sejam continuamente renovadas.
Na primeira de duas operações, os cirurgiões removeram um dos bulbos olfativos do paciente e as células cresceram em cultura. Duas semanas depois, eles transplantaram as células para a medula espinhal, que tinha sido reduzida a uma pequena faixa de tecido do lado direito.
Eles tinham apenas uma pequena porção de material para trabalhar - cerca de 500 mil células. Cerca de 100 microinjeções de células olfativas foram feitas acima e abaixo da lesão.
Quatro tiras finas de tecido nervoso foram tiradas do tornozelo do paciente e colocadas através de uma lacuna de 8mm no lado esquerdo da medula espinhal.
Primeiros sinais
Os cientistas acreditam que as células olfativas forneceram uma direção, permitindo que as fibras acima e abaixo da lesão se reconectassem, usando os enxertos de nervos para preencher a lacuna na medula espinhal.
Os primeiros sinais de recuperação surgiram após cerca de três meses, quando a coxa esquerda do paciente começou a desenvolver músculos.
Seis meses depois, ele foi capaz de tentar dar seus primeiros passos com a ajuda de barras paralelas, usando muletas e com o apoio de um fisioterapeuta. Dois anos após o tratamento, ele agora pode andar fora do centro de reabilitação utilizando um andador.
A maior parte da reparação de medula espinhal de Fidyka ocorreu no lado esquerdo, onde havia uma lacuna de 8mm. Desde então, ele recuperou massa muscular e movimento principalmente nesse lado.
Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que a recuperação se deve à regeneração, já que sinais do cérebro que controlam os músculos da perna esquerda viajam para baixo pelo lado esquerdo da medula espinhal.
Exames mostraram que a lacuna na medula espinhal fechou-se após o tratamento.
Caso anterior
O paciente deverá ser monitorado ao longo dos próximos anos.
Recentemente, uma mulher norte-americana desenvolveu um tumor oito anos depois de um transplante de células similares a células-tronco retiradas do nariz da própria paciente para tentar curar sua paralisia.
No caso desta paciente, o tratamento não deu certo e ela não recuperou os movimentos.
Texto: Diário da Saúde
Imagem: BBC
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domingo, 19 de outubro de 2014

Tecido robótico atrai atenção da NASA

Exoesqueletos e equipamentos mecânicos para uso no espaço estão entre as potencialidades dos tecidos robóticos. [Imagem: Thomas Chenal et al. (2014)]
Os robôs moles, de corpo flexível, têm-se mostrado uma opção interessante devido à simplicidade dos seus mecanismos de locomoção.
Michelle Yuen e seus colegas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, estão tentando ampliar ainda mais o potencial dessa nova classe de dispositivos.
A ideia é aprimorar um conceito de "tecnologia elástica", que permita construir exoesqueletos de vestir, que possam dar maior firmeza e força às pessoas, robôs com peles sensoriais e roupas para pilotos e astronautas que neutralizem as "forças G" a que eles são submetidos.
Os protótipos iniciais desse tecido robótico consistem de uma malha de algodão contendo sensores plásticos e fios de músculos artificiais feitos com metais com memória de forma, materiais que, depois de flexionados, retornam à posição original quando recebem uma corrente elétrica.
"Nós integramos tanto a atuação quanto o sensoriamento, enquanto a maioria dos tecidos robóticos atualmente em desenvolvimento apresenta somente o sensoriamento ou outros componentes eletrônicos que utilizam malhas condutoras," disse a professora Rebecca Kramer, orientadora da equipe.
O tecido robótico é produzido em uma máquina de costura comum, o que permitirá no futuro sua incorporação em roupas e macacões.
[Imagem: Rebecca Kramer/Purdue University]
Os primeiros testes estão sendo feitos criando "roupas" para blocos de espuma ou materiais infláveis. A força exercida pela roupa robótica transforma esses blocos inertes em robôs que se locomovem como minhocas.
Mas o trabalho já está inscrito em um projeto da NASA que solicitou a vários grupos de pesquisadores que criem "peles elásticas ativas para robótica flexível".
O objetivo é desenvolver uma classe de robôs moles nos quais todos os elementos funcionais sejam incorporados em uma pele elástica. Esta pele deve incluir circuitos eletrônicos flexíveis, que são menos sensíveis às vibrações, o que os tornará resistentes o suficiente para missões espaciais.
Esta tecnologia deverá permitir que os astronautas levem folhas de pele robótica leves e fáceis de guardar, que poderão ser montadas nos objetos necessários quando a missão chegar ao seu destino.
Texto e imagens: Inovação Tecnológica
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Centenas de genes influenciam altura de cada pessoa

Não existe um "gene da altura", concluem os cientistas. [Imagem: Cortesia Max Planck Institute for Informatics]
O maior estudo já realizado no mundo sobre a influência da genética na altura humana confirmou que não existe nada parecido com um "gene da altura".
Na realidade, centenas de genes desempenham um papel na determinação do quanto cada pessoa irá crescer, além de fatores ambientais, não genéticos.
O estudo envolveu mais de 300 organizações em todo o mundo, que analisaram amostras de DNA de 250 mil pessoas.
Os resultados revelaram 697 variantes de DNA que podem ter influência sobre a altura da pessoa. E, mesmo assim, os pesquisadores acreditam que essa quantidade seja apenas 20% do total de genes influenciando a altura.
"A variante de DNA com o maior efeito sobre a altura tem um impacto de apenas cerca de cinco milímetros, e a maioria das outras variantes têm um efeito muito menor," disse o Dr. Jian Yang, da Universidade de Queensland (Austrália).
Consideradas em conjunto, todas as variantes de DNA identificadas neste estudo podem explicar diferenças de altura de cerca de 11 centímetros.
"Isto mostra que a base genética para a altura não é controlada por um único gene, e nem por um pequeno grupo de genes - existem milhares de genes envolvidos.
"Estima-se que cerca de 80% da altura de um indivíduo normal e saudável seja controlada por fatores genéticos hereditários, e nós só descobrimos cerca de um quinto dos genes.
"Os restantes 20% são determinados por fatores ambientais, como a nutrição e a saúde na infância," concluiu Yang.
O estudo, feito em conjunto por pesquisadores das universidades de Exeter, Harvard e Queensland, foi publicado na revista Nature Genetics.
Apesar de expressões como "gene disso" e "gene daquilo" ainda serem comuns e difundidos por muitos cientistas, hoje já se reconhece a fragilidade desse "determinismo genético".
Por exemplo, o mesmo gene que mata uma pessoa pode não afetar outra. Além disso, um mesmo gene pode ter efeitos opostos em homens e mulheres.
Isto sem contar os efeitos da epigenética, que explicam que, em grande parte, nós somos frutos das nossas experiências.
Texto e foto de: Diário da Saúde
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Material mais duro que diamante rumo à escala industrial

Identador Vickers, usado para medir a dureza de materiais, feito de fulerita. [Imagem: MikhailPopov/MIPT]
Pesquisadores russos desenvolveram um processo capaz de sintetizar um material ultraduro - com uma dureza superior à do diamante.
O material é chamado fulerita, um polímero composto por fulerenos, moléculas esféricas feitas inteiramente de carbono.
Os fulerenos, também conhecidos como buckballs ou Carbono 60, já haviam sido adicionados ao alumínio, produzindo uma liga tão dura quanto o aço.
O novo material é ainda mais duro.
Há algum tempo que o diamante perdeu o posto de material mais duro conhecido pelo homem, criando a categoria de materiais ultraduros, aqueles que são mais duros do que o diamante.
Os diamantes naturais têm uma dureza entre 70 e 150 gigapascals (GPa), mas a fulerita fabricada segundo o novo processo atinge durezas que vão dos 150 aos 300 GPa.
"A descoberta da síntese catalítica da fulerita ultradura vai criar uma nova área de pesquisa em ciência dos materiais porque reduz substancialmente a pressão necessária para a síntese e permite a fabricação do material e seus derivados em escala industrial," disse o professor Mikhail Popov, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.
Assim como o diamante, os fulerenos são formados por átomos de carbono - são 60, dispostos em um formato que lembra uma bola de futebol.
Essas moléculas podem ser organizadas de diferentes formatos, com a dureza do material resultante sendo determinada por esse arranjo.
No processo desenvolvido pela equipe russa, as moléculas C60 são interconectadas por ligações covalentes em todas as direções, uma estrutura que os cientistas dos materiais chamam de polímero tridimensional.
Texto: Site Inovação Tecnológica
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Iogurte protege contra metais tóxicos na gravidez

As "bactérias do bem" mantêm o sistema imunológico pronto para combater infecções.[Imagem: Jeffrey Weiser]
Um iogurte probiótico reduziu a absorção de metais pesados e toxinas ambientais em até 78% em mulheres grávidas.
Esta é a primeira prova clínica de que um alimento probiótico pode ser utilizado para reduzir os riscos à saúde associados com metais pesados.
Toxinas ambientais - como o mercúrio e o arsênio - podem ser encontrados na água e nos alimentos, especialmente em peixes, com níveis particularmente elevados em áreas onde a mineração e a agricultura são predominantes.
Mesmo em níveis baixos, a exposição crônica a metais pesados tem sido associada a certos tipos de câncer e retardo no desenvolvimento neurológico e cognitivo em crianças.
Algumas pesquisas iniciais deram indícios de que bactérias que ocorrem naturalmente no corpo podem influenciar os níveis de metais tóxicos absorvidos.
Por isso o Dr. Gregor Reid e seus colegas do Instituto de Pesquisa de Saúde Lawson (Canadá), quiseram testar o iogurte probiótico em regiões de mineração, onde os níveis de metais pesados eram elevados. Eles fizeram isto no Canadá e na Tanzânia.
Segundo o Dr. Reid, 15% das mulheres em idade reprodutiva no Canadá - um país com grande histórico de exploração mineral, como algumas regiões do Brasil - possuem níveis de mercúrio que apresentam um alto risco de alterações neurológicas do desenvolvimento em seus filhos.
Para tentar minimizar o problema, o pesquisador utilizou o Lactobacillus rhamnosus GR-1, uma cepa probiótica que já é utilizada com segurança e eficácia em iogurtes, com benefícios imunológicos atestados.
Depois de consumir o iogurte suplementado com probióticos, as crianças mostraram resultados positivos, embora estatisticamente não conclusivos.
As mulheres grávidas, contudo, apresentaram resultados marcantes: o iogurte probiótico protegeu-as da absorção de mercúrio em até 36%, e do arsênio em até 78%.
"Os resultados são entusiasmantes por muitas razões," disse o Dr. Reid. "Primeiro, eles mostram que um alimento fermentado simples, facilmente feito por comunidades carentes de recursos, pode proporcionar benefícios, além de nutrição e imunidade. Segundo, os resultados são relevantes para muitas partes do mundo, incluindo o Canadá, onde a exposição a estas toxinas ocorre diariamente. Finalmente, confirmam a necessidade de dar mais atenção a estas toxinas, especialmente em crianças e mulheres grávidas."
Texto: Redação do Diário da Saúde
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Café faz bem para o fígado, não a cafeína.

Os benefícios do café para a saúde são largamente documentados, mas ainda existem muitas dúvidas sobre a cafeína.[Imagem: Cortesia Food & Function/RSC]
Beber café pode beneficiar a saúde do fígado, pelo menos foi o que concluíram pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
Os resultados das pesquisas mostram que o aumento do consumo de café, independentemente do teor de cafeína, está associado a níveis mais baixos de enzimas hepáticas anormais.
Isto indica que compostos químicos presentes no café podem ajudar a proteger o fígado.
Como os pesquisadores avaliaram a ingestão de café com diferentes níveis de cafeína e café descafeinado, a cafeína não é o responsável pelos benefícios documentados.
"Pesquisas anteriores descobriram que beber café pode ter um possível efeito protetor sobre o fígado. Entretanto, a evidência não era clara se esse benefício poderia se estender para o café descafeinado," explica o Dr. Qian Xiao, pesquisador-chefe do Instituto Nacional do Câncer.
Alguns estudos anteriores já revelaram que o consumo de café está associado a diminuições do risco de desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa não alcoólica, cirrose e câncer de fígado.
Para estes, os pesquisadores usaram dados de 27.793 participantes, com 20 anos de idade ou mais. A equipe mediu os níveis sanguíneos de vários marcadores da função hepática, incluindo aminotransferase (ALT), aminotransferase (AST), fosfatase alcalina (ALP) e transaminase gama glutamil transferase (GGT), a fim de determinar a saúde do fígado.
Os participantes que bebiam três ou mais xícaras de café por dia apresentaram níveis mais baixos de todos os quatro marcadores em comparação com aqueles que não tomavam café.
Os pesquisadores também descobriram níveis baixos destas enzimas hepáticas em participantes que bebiam apenas café descafeinado.
"Nossos resultados vinculam o consumo total de café descafeinado a níveis mais baixos de enzimas hepáticas. Estes dados sugerem que ingredientes no café, outros que não a cafeína, podem promover a saúde do fígado. Mais estudos são necessários para identificar esses componentes," concluiu o Dr. Xiao.
Com informações de: Diário da Saúde
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Saiba como evitar o contágio por ebola

Imagem do Google
Com mais casos de ebola sendo registrados fora do epicentro do atual surto, o risco de contágio tem aumentado.
Por outro lado, especialistas têm aprendido mais sobre como conter o vírus, que já infectou cerca de 7,5 mil pessoas só na África Ocidental.
Casos também foram registrados na Espanha e nos Estados Unidos - onde uma pessoa morreu -, e um suspeito foi registrado no Brasil, mas o exame apontou resultado negativo.
Evite o contato
O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corpóreos: sangue, saliva e vômito podem transportar o vírus.
Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que os tratam são os indivíduos em maior situação de risco. Porém, qualquer pessoa que se aproxime de infectados por ebola está em risco.
Por esta razão, o contato deve se restringir a situações de cuidados médicos essenciais e sempre mediante precauções, como usar a roupa de proteção completa.
O vírus não consegue penetrar a vestimenta, que inclui máscara, luvas, óculos de proteção, macacão de corpo inteiro e botas de plástico - mas poucas pessoas têm acesso a esse equipamento tão avançado.
Quem usar a roupa completa precisa trocá-la a cada 40 minutos. Colocar todas as peças leva cinco minutos - tirá-las leva, com a ajuda de outra pessoa, 15 minutos. Durante esse processo, as pessoas estão mais suscetíveis ao contágio com ebola, por isso são descontaminadas com cloro.
A temperatura interna dentro do uniforme pode chegar a 40 graus centígrados.
Cubra os olhos
Se uma gota de fluido infectado cair na pele, pode ser lavada imediatamente com água e sabão ou gel antibacterianos.
Já os cuidados com os olhos são mais complicados. Um espirro que atinja o olho pode transportar o vírus para dentro do corpo, o que torna obrigatório o uso de óculos com fechamento lateral.
De forma semelhante, as membranas mucosas da boca e de dentro do nariz são áreas vulneráveis.
Cuidados com a lavanderia
Um dos sintomas mais marcantes do ebola é o sangramento. Os pacientes podem sangrar pelos olhos, ouvidos, nariz, boca e reto. Vômitos e diarreias também podem ser carregados de sangue.
Assim, lavar as roupas se torna um risco. Qualquer lavanderia ou outro dejeto clínico é incinerado. Equipamentos médicos que podem ser reutilizados são esterilizados.
Sem essas medidas, o vírus pode continuar vivo e a transmissão pode se amplificar.
Gotas diminutas em uma superfície que não tenha sido totalmente limpa também são um risco. Ainda não se sabe quanto tempo o vírus pode permanecer vivo e continuar representando uma ameaça. O vírus da gripe e outros germes podem continuar vivos por duas horas ou mais em superfícies como mesas, maçanetas e escrivaninha.
A auxiliar de enfermagem espanhola confirmada com ebola contou ter entrado duas vezes no quarto de um dos dois pacientes que estava ajudando a tratar - primeiro, para ajudar a tratar o paciente, e depois para desinfetar o ambiente após a sua morte.
Nos dois casos, ela usou o equipamento protetor completo. Acredita-se que ela tenha sido infectada quando tirou a roupa.
Água e sabão ou gel antibacteriano rapidamente rompem a cápsula que envolve o vírus. Um método de descontaminação facilmente acessível em regiões remotas é o uso de detergentes diluídos em água.
Preservativos
Em tese, quem se recupera de uma infecção por ebola não tem mais a capacidade de passar a doença adiante.
No entanto, o vírus já foi encontrado no sêmen de um paciente três meses depois de ele ter sido declarado curado.
Por esta razão, médicos dizem que os pacientes que se recuperarem do contágio devem evitar as relações sexuais durante três meses ou usar preservativos.
Fonte: Diário da Saúde
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sábado, 11 de outubro de 2014

Hospital é o pior lugar para ter um AVC

Imagem do Google
Dois milhões por minuto
Um atendimento rápido é essencial no caso de um derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC).
Para cada minuto de atraso no tratamento, as pessoas normalmente perdem quase dois milhões de células cerebrais.
Então, se você pudesse escolher, onde teria um AVC?
Contrariamente a todas as expectativas, um estudo de casos reais mostrou que a demora na realização dos exames corretos e na aplicação dos medicamentos adequados é maior quando as pessoas sofrem um acidente vascular cerebral em um hospital.
"Intuitivamente, você pode imaginar que um hospital é o melhor lugar possível para ter um AVC, mas simplesmente não é assim," disse a Dra. Alexandra Saltman, da Universidade de Toronto (Canadá), coordenadora do estudo.
AVC no hospital
A equipe comparou pacientes que tiveram um AVC em duas situações: levados para um hospital de casa ou de um lugar público, ou pacientes já internados em hospitais por outros problemas.
Os pacientes hospitalizados tiveram que esperar mais tempo com os sintomas de AVC antes de serem submetidos a uma tomografia computadorizada para confirmação do evento, demoraram mais para receber medicamentos anticoagulantes e, pior do que isso, apresentaram maior chance de nem mesmo receber esses medicamentos.
A médica sugere duas possibilidades para essa demora no atendimento intra-hospitalar, que ocorre apesar do fato de o paciente encontrar-se rodeado por profissionais de saúde.
Em primeiro lugar, os sinais de um AVC são muitas vezes negligenciados. Quando os pacientes são admitidos por outras razões médicas (por exemplo, cirurgia cardíaca ou pneumonia) "a equipe do hospital está compreensivelmente focada nessa doença" ou condição, e pode não reparar nos sintomas do derrame, diz a médica.
Em segundo lugar, parece haver uma falta de um protocolo padrão quando um acidente vascular cerebral é identificado no hospital, gerando uma resposta mais lenta do que o esperado.
Questão de organização
A Dra Lindsay conclui que o problema é sobretudo uma questão organizacional, e não necessariamente uma deficiência dos profissionais de saúde que cuidam dos pacientes.
Ela recomenda sim, uma maior conscientização desses profissionais para o risco de um AVC entre os pacientes internados, mas também recomenda a criação de protocolos padronizados e de uma melhor coordenação entre os departamentos internos de todas as alas dos hospitais.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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Descobertas duas novas partículas no LHC

As duas novas partículas foram identificadas nos dados usando uma complicada técnica estatística conhecida como análise de Dalitz, para desembaraçar o pico de energia em seus dois componentes. [Imagem: LHCb collaboration]
Duas novas partículas foram descobertas no LHC.
Uma delas possui uma combinação de propriedades que nunca havia sido observada.
As partículas têm uma massa cerca de três vezes maior do que a massa dos prótons e foram identificadas nos dados coletados pelo experimento LHCb, um dos grandes detectores do LHC, ao lado do CMS, Atlas e Alice.
Seus "pais" só não foram bondosos quanto aos nomes, mantendo os códigos que descrevem suas características - as partículas estão sendo chamadas de DS3*(2860)- e DS1*(2860)-.
O subscritos "S3" e "S1" mostram que as partículas têm spin 3 e 1, respectivamente. O número 2860 é a massa da partícula em unidades de MeV/c2 - milhões de elétron-volts sobre o quadrado da velocidade da luz, expressando a equivalência entre massa e energia como na famosa fórmula E=mc2. Isto dá mais ou menos três vezes a massa do próton.
A descoberta foi feita quando os físicos do LHCb analisavam observações de um pico de energia identificado em 2006 pelo experimento BaBar, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mas cuja causa ainda é desconhecida.
"Nossos resultados mostram que o pico BaBar é causado pelas duas novas partículas," disse Tim Gershon, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, principal autor da descoberta.
Desvendar a força forte
De forma bastante significativa, a DS3*(2860)- tem um valor de spin de três, fazendo esta descoberta a primeira observação de uma partícula de spin-3 contendo um quark charme - as novas partículas contêm cada uma um antiquark charme e um quark estranho.
Em outros mésons (partículas formadas por dois quarks), os quarks podem ser configurados de várias formas diferentes para chegar a um valor global de spin menor do que três, e isso faz com que a propriedade exata dos quarks seja ambígua.
No entanto, para um valor de spin de três não existe ambiguidade, tornando a configuração precisa da DS3*(2860)- muito clara.
Isto torna a partícula um elemento muito desejado pelos físicos para tentar entender a força forte, a "cola" que mantém as partículas subatômicas unidas para formar os átomos.
A força forte é uma das quatro forças fundamentais, mas também é uma das partes menos compreendidas do modelo padrão da física de partículas, a teoria que descreve como as partículas interagem, mas que os físicos já admitem ser uma teoria incompleta.
A descoberta foi feita analisando dados obtidos quando o LHC ainda estava em operação. O colisor está atualmente fechado para reformas e atualização dos seus equipamentos, e deverá voltar a funcionar em 2015 com o dobro da energia anterior.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Amendoins torrados causam mais alergia

Os animais expostos às proteínas dos amendoins torrados apresentaram respostas imunológicas grandemente aumentadas na próxima ingestão do alimento de qualquer tipo.[Imagem: Oxford University]
Amendoins torrados são mais propensos a desencadear alergias do que amendoins crus.
Esta conclusão é da equipe do professor Quentin Sattentau, da Universidade de Oxford (Reino Unido) e foi publicada noJournal of Allergy and Clinical Immunology.
Alergia a amendoim
Embora a ingestão de amendoins in natura levante sua própria dose de preocupações, os pesquisadores afirmam que as mudanças químicas específicas causadas pelas elevadas temperaturas do processo de torrefação a seco são reconhecidas pelo sistema imunológico.
Isto leva o corpo a detonar uma resposta alérgica da próxima vez que detecta a ingestão de qualquer tipo de amendoim.
Os pesquisadores afirmam que os resultados de seus estudos, feitos em camundongos, podem explicar a diferença no número de pessoas com alergia a amendoim no mundo ocidental, em comparação com as populações do Leste da Ásia.
No Ocidente, onde amendoins torrados e secos são comuns, existem muito mais pessoas com alergia a amendoim do que no Oriente, onde os amendoins são mais frequentemente consumidos crus, cozidos ou fritos.
O número de pessoas com outras alergias alimentares não mostra essa diferença entre as duas regiões.
Proteínas do amendoim torrado
Os pesquisadores purificaram proteínas a partir de amendoins torrados e de amendoins crus e introduziram essas proteínas na alimentação dos camundongos.
Os animais expostos às proteínas dos amendoins torrados apresentaram respostas imunológicas grandemente aumentadas na próxima ingestão do alimento de qualquer tipo.
"Acreditamos ter identificado as modificações químicas envolvidas no desencadeamento de uma resposta alérgica a amendoins, e estamos atualmente estudando métodos para eliminar esses grupos [proteicos] que sejam passíveis de adoção pela indústria de alimentos," diz a equipe.
Fonte: Diário da Saúde
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