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domingo, 30 de novembro de 2014

Plásticos agora também conduzem calor

O plástico condutor de calor é resultado de uma mistura de polímeros, cujas moléculas se juntam para formar uma rede interna que conduz o calor. [Imagem: Joseph Xu/Michigan Engineering]
O cinto de utilidades dos engenheiros já pode contar com um novo material que traz suas próprias vantagens para um reino até há pouco tempo restrito aos metais e ligas metálicas.
Gun-Ho Kim e seus colegas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, criaram um plástico capaz de conduzir calor.
A capacidade de conduzir eletricidade já havia sido suficiente para tornar os plásticos as grandes estrelas da eletrônica orgânica e dos circuitos eletrônicos flexíveis, assim como dos LEDs e células solares.
A capacidade de condução térmica dos plásticos deverá não apenas facilitar a dissipação do calor gerado no interior de computadores e outros equipamentos eletrônicos nos quais o material está sendo usado, como também viabilizar a criação de dissipadores finos e flexíveis para veículos e equipamentos industriais.
O plástico condutor de calor é resultado de uma mistura de polímeros, cujas moléculas se juntam de forma a estruturar uma rede interna capaz de conduzir o calor.
"As cadeias poliméricas na maioria dos plásticos parecem-se com espaguete," explica o professor Kevin Pipe. "Elas são longas e não se ligam bem entre si. Quando o calor é aplicado a uma extremidade do material, isto faz com que as moléculas do local vibrem, mas essas vibrações, que transportam o calor, não podem se mover entre as cadeias porque elas são ligadas entre si muito fracamente."
A equipe descobriu então uma forma de ligar fortemente longas cadeias de polímeros de um plástico chamado PAA (ácido poliacrílico) com cadeias curtas de outro plástico chamado PAP (piperidina poliacrílica). A mistura resultou em ligações de hidrogênio que são de 10 a 100 vezes mais fortes do que as forças que mantêm unidas as cadeias em outros plásticos.
"Melhoramos essas conexões de forma que a energia térmica pode encontrar caminhos contínuos através do material," disse Kim. "Ainda há um longo caminho a percorrer, mas este é um passo muito importante que demos para entender como projetar plásticos com essa funcionalidade. Dez vezes melhor ainda é uma condutividade térmica muito mais baixa que a dos metais, mas nós abrimos a porta para continuar melhorando."
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"Escudo invisível" da Terra protege contra radiação cósmica

Em busca de uma explicação para o escudo antirradiação, a equipe está centrando as atenções na plasmafera (em roxo), uma nuvem de gás carregado que circunda a Terra. [Imagem: NASA/Goddard]
Um escudo antirradiação em torno da Terra que é uma verdadeira "barreira impenetrável no espaço" - ao menos para partículas cósmicas de alta energia foi descoberto por cientistas de uma missão da NASA que se dizem perplexos com a descoberta.
Recentemente, as duas sondas gêmeas Van Allen (a missão originalmente se chamava RBSP (Radiation Belt Storm Probes) descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra, pois os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas mantidos pelo campo magnético da Terra, já são conhecidos há décadas.
Mas o que estas mesmas sondas descobriram agora é diferente.
Apesar de os cinturões de Van Allen protejam a Terra de grande parte da radiação espacial, os pesquisadores acreditavam que a radiação mais forte, consistindo de elétrons de energia muito alta, só era barrada aos poucos, conforme as partículas se aproximavam e colidiam com os átomos da atmosfera.
Os instrumentos das duas sondas revelaram algo bem diferente: há um verdadeiro "escudo invisível" nas imediações dos cinturões de Van Allen que simplesmente não permite a penetração dos elétrons de alta energia - a radiação mais perigosa não apenas para os satélites de comunicação e para os astronautas em órbita da Terra, mas também para a própria vida na superfície.
"Esta barreira contra elétrons ultrarrápidos é uma característica surpreendente dos anéis. Nós fomos capazes de estudá-la pela primeira vez porque nós nunca havíamos feito uma medição precisa desses elétrons de alta energia," disse Daniel Baker, da Universidade do Colorado, que chamou a nova barreira protetora de "escudo invisível tipo Jornada nas Estrelas".
Os elétrons de alta energia são bruscamente contidos pelo escudo protetor. [Imagem: D. N. Baker et al. - 10.1038/nature13956]
"É quase como se esses elétrons estivessem batendo em uma parede de vidro no espaço. Mais ou menos como os escudos criados por campos de força em Jornada nas Estrelas eram usados para repelir armas alienígenas, estamos vendo um escudo invisível bloqueando esses elétrons. É um fenômeno extremamente intrigante," disse Baker.
Ainda não há uma explicação sobre o que e como se forma essa barreira protetora.
Já foi descartado pela equipe a ação do campo magnético terrestre que mantém os anéis antirradiação já conhecidos - os elétrons de alta energia são bloqueados à mesma altitude mesmo em pontos onde o campo magnético da Terra é mais fraco -, bem como as ondas eletromagnéticas das transmissões de dados feitas pelo homem e o formato muito pronunciado dos anéis de radiação, que também foi descoberto pelas sondas Van Allen.
Segundo nota emitida pela NASA, a explicação mais provável para a constituição do "escudo invisível" são outras "partículas espaciais" ainda desconhecidas ou não detectadas.
Com informações de Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ter mais filhos aumenta a felicidade dos pais?

"A chegada de um terceiro filho não está associada a um aumento da felicidade dos pais, mas isso não sugere que eles sejam menos amados do que seus irmãos mais velhos."[Imagem: LSE]
O nascimento do primeiro e do segundo filhos aumenta rapidamente o nível de felicidade dos seus pais - mas o nascimento do terceiro filho não.
"O fato de que a felicidade dos pais aumenta antes do nascimento dessas crianças sugere que estamos capturando questões mais amplas relacionadas com a gravidez, tais como a formação de parcerias entre o casal e os planos para o futuro," sugere o Dr. Mikko Myrskyla, do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica (Alemanha), coordenador do trabalho.
Felicidade com o nascimento dos filhos
De acordo com a pesquisa, a felicidade dos pais aumenta no ano anterior e no ano seguinte ao nascimento do primeiro filho, mas diminui rapidamente, retornando ao seu nível "pré-filho" de felicidade.
O padrão para o nascimento do segundo filho é semelhante, embora o aumento da felicidade antes e ao nascimento seja cerca de metade do registrado no nascimento do primeiro filho.
Mas o aumento na alegria dos pais quando nasce o terceiro filho é negligenciável.
Ou seja, há um ganho temporário de felicidade para os pais, que é maior no primeiro filho, menor no segundo, e quase inexistente no terceiro, destaca Murskyla.
"A chegada de um terceiro filho não está associada a um aumento da felicidade dos pais, mas isso não sugere que eles sejam menos amados do que seus irmãos mais velhos. Em vez disso, isso pode refletir que a experiência da paternidade traz menos novidade e emoção no momento que o terceiro filho nasce, ou que uma família grande impõe uma pressão extra sobre os pais. Além disso, a probabilidade de uma gravidez não planejada pode aumentar com o número de filhos que uma mulher já tem - e isso traz suas próprias tensões," teoriza o professor Myrskyla.
Felicidade do pai e felicidade da mãe
Outro efeito observado é que as mães têm um aumento maior na felicidade do que os pais, tanto no período de expectativa pelo nascimento, quanto quando a criança chega.
As mulheres também têm quedas mais acentuadas do que os homens em sua felicidade, tanto no ano de nascimento quanto no ano seguinte, possivelmente por causa do ganho inicial maior.
Entretanto, no longo prazo não há diferenças entre os níveis de felicidade de pais e mães, antes e após as crianças.
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Você e seu celular vão mudar o ritmo da música

O projeto chamou a atenção e agora pesquisadores de seis universidades norueguesas e dois parceiros da indústria estão trabalhando na transformação da ideia em produto comercial. [Imagem: Yngve Vogt]
Alterando a música com o celular
Cientistas da computação e musicologistas da Universidade de Oslo, na Noruega, desenvolveram um programa de computador que permite que você dê o seu próprio toque pessoal à música que está ouvindo.
"Com o novo sistema, você pode usar seu smartphone e seus movimentos para controlar como as composições modernas tocam. A tarefa do compositor é criar uma paisagem musical com um monte de ambientes sonoros. Então você controla entre quais ambientes sonoros você deseja se mover, e você também pode decidir as rotas que pretende tomar dentro dos vários ambientes sonoros," explica Kristian Nymoen, um dos criadores da tecnologia.
Em outras palavras, o programa lê os dados dos sensores do seu smartphone e adapta o ritmo musical aos movimentos que você está fazendo, o que pode ser algo voluntário ou involuntário - neste caso, o musicologista presume que você transfere para o celular movimentos que mostram o seu estado de humor.
"A maneira como você se move pode dar alguma indicação sobre o seu estado de espírito. Quando você está de bom humor, você se move de uma maneira diferente de quando está de mau humor. Então, nós queremos que a tecnologia sinta o que você é como pessoa e lhe dê um ritmo que equivalha ao seu atual estado de espírito," disse Nymoen.
Vagalumes
O projeto chamou a atenção, e atualmente já há pesquisadores de seis universidades norueguesas e dois parceiros da indústria trabalhando em seu desenvolvimento.
A equipe também já desenvolveu um outro sistema musical para smartphones inspirado pelos vagalumes, que possuem um mecanismo que lhes permite sincronizar o acendimento de suas luzes biológicas. Os pesquisadores estão usando esse princípio para fazer com que vários smartphones funcionem em conjunto sem precisar de um controle central.
"Nós podemos usar o som de cada smartphone individual para fazê-lo sincronizar com os demais. Cada celular vai ouvir e usar a informação que captar para sincronizar com os outros," explica Nymoen.
Por enquanto o protótipo só funciona com alguns poucos usuários, mas a equipe pretende fazer com que os celulares de todos os presentes em um show se transformem em alto-falantes e possam influenciar o ritmo da música que está sendo tocada no palco.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Astronautas da Estação Espacial ganharão máquina de café

Café da Lavazza será feito no espaço e servido aos astronautas em saquinhos (Foto: Reprodução/YouTube/Lavazza)
Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) receberão uma máquina de café expresso concebida para superar as restrições impostas pela falta de gravidade no espaço.
A ISSpresso pesa 20 kg e será enviada à ISS neste domingo (23). Junto irá a astronauta italiana da Agência Espacial Europeia, Samantha Cristoforetti.
A máquina com cápsulas "extraterrestres" é fruto de uma colaboração entre a Argotec, uma empresa de engenharia italiana especializada na concepção de sistemas aeronáuticos e na preparação de alimentos consumíveis no espaço, e a Lavazza, uma marca italiana de café.
Com informações de: g1.com
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Descoberta nova conexão entre eletricidade e magnetismo

A magnitude da eletricidade gerada e a dependência de um campo magnético externo permitirão o uso do fenômeno para detectar informações armazenadas magneticamente. [Imagem: Chiara Ciccarelli et al. - 10.1038/nnano.2014.252]
 Bombeamento de carga
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um novo elo entre o magnetismo e a eletricidade que pode ter aplicações em eletrônica.
Eles demonstraram que é possível gerar uma corrente elétrica em um material magnético simplesmente rotacionando sua magnetização.
O fenômeno, chamado "bombeamento de carga", produz uma corrente alternada de alta frequência.
A geração e a modulação de correntes de alta frequência são elementos centrais nos aparelhos de comunicações via rádio, como telefones celulares, redes Wi-Fi, Bluetooth, e também estão sendo incluídas nos radares desenvolvidos para os carros sem motoristas.
O novo comportamento é um espelho da magnetoeletricidade, descoberta em 2010, na qual as propriedades magnéticas de um material podem ser controladas por um campo elétrico externo.
Spintrônica
Segundo a equipe, a magnitude da eletricidade gerada e a dependência de um campo magnético externo permitirão o uso do fenômeno para detectar informações armazenadas magneticamente.
O fenômeno poderá ser útil na transferência e manipulação de dados na spintrônica, uma tecnologia que armazena e processa dados usando o spin de elétrons individuais como bits.
A spintrônica vem sendo explorada no armazenamento de dados desde a descoberta da magnetorresistência gigante, em 1988, premiada com o Nobel de Física em 2007.
"O fenômeno é um resultado de uma ligação direta entre a eletricidade e o magnetismo," diz o professor Arne Brataas. [Imagem: Cortesia Arne Brataas/Gemini]
Ligação direta entre a eletricidade e o magnetismo
Já se sabe há algum tempo que rotacionar a magnetização em um material magnético pode gerar correntes de spin puras em condutores colocados juntos ao magneto - correntes de spin puras são correntes em direções opostas formadas por elétrons com spins para cima e para baixo, respectivamente.
Entretanto, não é possível detectar essas correntes de spin com um voltímetro comum porque elas são canceladas pelo fluxo de carga associado - a corrente comum de cargas elétricas - seguindo na mesma direção.
Por isso é necessário um elemento adicional, como um outro ímã ou uma forte interação spin-órbita, o que gera um efeito Hall de spin.
O que a equipe descobriu agora é que, em uma classe especial de materiais ferromagnéticos, a conversão spin-carga ocorre dentro do mesmo material, eliminando a necessidade do elemento secundário e viabilizando o aproveitamento prático do fenômeno.
Em termos simples, o material ferromagnético funciona como gerador de corrente alternada induzida pela rotação da magnetização - em termos menos simples, o material converte diretamente a corrente de spin em corrente de carga por meio da interação spin-órbita.
"O fenômeno é um resultado de uma ligação direta entre a eletricidade e o magnetismo. Ele abre a possibilidade de técnicas de detecção em nanoescala de informações magnéticas e a geração de correntes alternadas de frequências muito altas," disse Arne Brataas, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Composto do café previne obesidade e doenças associadas

Outros estudos já haviam indicado o papel positivo do ácido clorogênico na prevenção do diabetes. [Imagem: Wikimedia]
Um composto químico presente no café pode ajudar a evitar alguns dos efeitos prejudiciais da obesidade.
O ácido clorogênico, ou ACG, reduziu significativamente a resistência à insulina e a acumulação de gordura no fígado de animais de laboratório que foram alimentados com uma dieta rica em gordura para induzir-lhes à obesidade.
"Estudos anteriores demonstraram que o consumo de café pode reduzir o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2 e doença cardiovascular," disse Yongjie Ma, da Universidade da Geórgia (EUA).
"Nosso estudo expande esta pesquisa analisando os benefícios associados a este composto específico, que é encontrado em grande abundância no café, mas também em outras frutas e vegetais como maçãs, peras, tomates e mirtilos," acrescenta Ma.
Além do ganho de peso, a obesidade tem como efeitos colaterais comuns o aumento da resistência à insulina e a acumulação de gordura no fígado. Sem tratamento, estes distúrbios podem levar à diabetes e à deterioração da função hepática.
Para testar os efeitos terapêuticos do ácido clorogênico, os pesquisadores alimentaram um grupo de cobaias com uma dieta rica em gordura durante 15 semanas, além de injetar-lhes uma solução de ácido clorogênico duas vezes por semana.
Eles descobriram que o ACG não só foi eficaz na prevenção do ganho de peso, mas também ajudou a manter os níveis de açúcar no sangue normais e a composição do fígado saudável, sem acúmulo de gordura.
Mas a equipe é rápida em apontar que o ácido clorogênico não é uma panaceia. Uma dieta adequada e exercícios físicos regulares ainda são os melhores métodos para reduzir os riscos associados à obesidade.
Além disso, os camundongos receberam uma dose elevada de ACG, muito maior do que um ser humano poderia absorver através do consumo regular de café ou uma dieta rica em frutas e legumes.
No entanto, os pesquisadores acreditam que o ácido clorogênico pode se tornar a base de um tratamento para aqueles que precisam de uma ajuda extra. Eles planejam realizar mais pesquisas para desenvolver uma formulação otimizada especificamente para o consumo humano.
Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 18 de novembro de 2014

NASA mostra impactos de asteroides na Terra através de mapa

Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite. [Imagem: Planetary Science]
Foi divulgado pela NASA um mapa que mostra impactos de asteroides na Terra.
Quase todos eles eram de pequeno porte, entre 1 e 20 metros de diâmetro, gerando apenas um meteoro (o fenômeno luminoso, também conhecido como estrela cadente) sem que nenhum meteorito chegasse ao solo, pelo fato de desintegrarem-se ao entrar em contato com a atmosfera.
Estão disponíveis no mapa os dados de 1994 a 2013, totalizando 556 eventos - o mapa não cobre todos os impactos de asteroides contra a atmosfera da Terra, mas apenas aqueles detectados pelos sistemas de rastreamento.
Os impactos distribuem-se aleatoriamente ao redor de todo o globo, com poucas áreas menos atingidas - como o Brasil, conforme revelam os dados.
Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite.
Em ambos os casos a dimensão do ponto é proporcional ao brilho do meteoro, a energia óptica irradiada, medida em bilhões de Joules, que é então convertida em energia total do impacto.
Por exemplo, o menor ponto representado no mapa equivale a 1 bilhão de Joules (1 GJ), que pode ser expressa em termos de uma energia de impacto de 5 toneladas de dinamite. Da mesma forma, os pontos representando 100, 10.000 e 100.000 GJ correspondem a energias de impacto de 300, 18.000 e 1.000.000 de toneladas de dinamite, respectivamente.
O maior evento registrado em todo o período corresponde ao meteoro de Chelyabinsk, que explodiu sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013, com uma energia calculada entre 440.000 e 500.000 toneladas de dinamite - calcula-se que o asteroide tinha cerca de 20 metros de diâmetro, sendo o maior registrado no mapa.
Com informações de Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ocorrência de raios no mundo pode aumentar em 50% devido mudança do clima

Temperatura maior pode causar tempestades elétricas mais explosivas (Foto: Arquivo Pessoal/ Jéferson Alves)
Cientistas americanos, publicaram na revista "Science", uma pesquisa que sugere que as mudanças climáticas farão crescer a ocorrência de raios em 50% até o fim deste século. A análise é baseada em medições de precipitação e flutuabilidade das nuvens, aplicadas a 11 diferentes modelos climáticos que estimam a elevação da temperatura no planeta até 2100.
"Com o aquecimento, as tempestades elétricas ficarão mais explosivas", afirmou à France Presse o climatologista David Romps, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
"O aquecimento aumenta a concentração de vapor d'água na atmosfera e, se você tem mais combustível em volta, quando a ignição ocorre, pode ser das grandes", comparou.
Trabalhos anteriores mostraram estimativas de como os relâmpagos seriam afetados pelo aumento das temperaturas usaram técnicas indiretas, sem ligação direta com as precipitações. O resultado foi uma faixa variando de 5% a 100% mais raios para cada grau Celsius de elevação.
A pesquisa atual se baseia na energia disponível para fazer subir o ar na atmosfera, combinada com as taxas de precipitação. A energia potencial disponível para convecção (ou Cape, na sigla em inglês) é medida por radiossondas, instrumentos colocados a bordo de balões meteorológicos. "A Cape é uma medida de quão potencialmente explosiva está a atmosfera", explica Romps. "Nós achamos que o produto da precipitação e a Cape ajudariam a prever (a ocorrência de) raios", continuou.
Eles usaram dados do Serviço Meteorológico dos Estados Unidos para descobrir que é possível prever 77% da incidência da descarga elétrica conhecendo as taxas de precipitação e o método Cape.
Os cientistas descobriram, quando os parâmetros foram aplicados nos modelos climáticos, que cada grau Celsius a mais na média global da temperatura do ar pode representar cerca de 12% mais quedas de raios. Se as temperaturas aumentarem quatro graus Celsius até o fim do século, isto representaria um aumento de quase 50% na queda de raios.
Mais raios aumentam os riscos para as pessoas - que são feridas ou até mesmo mortas quando atingidas - e ainda podem causar um efeito devastador em florestas e espécies animais e vegetais. Uma maior ocorrência de descargas provocaria mais incêndios em áreas de mata seca, matando aves e outras criaturas silvestres, e ameaçando quem vive perto.
O Brasil ocupa o primeiro lugar na incidência de raios, com 57,8 milhões de ocorrências por ano, seguido pela República Democrática do Congo, com 43,2 milhões, pelos Estados Unidos, com 35 milhões, pela Austrália, com 31,2 milhões, China, com 28 milhões e Índia, com 26,9 milhões. Os dados são do Grupo de Eletricidade Atmosférica, o Elat, núcleo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Com informações de G1.com/cienciaesaude
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domingo, 16 de novembro de 2014

Identificado novo asteroide que ameaça a Terra

Batizado como 2014 UR116, tamanho do asteroide é calculado em 370 metros, com uma órbita pouco estável. [Imagem: Divulgação/AEB]
Astrônomos russos anunciaram a descoberta de mais um asteroide em possível rota de colisão com a Terra.
O tamanho do asteroide é calculado em 370 metros, o que significa que é 20 vezes maior do que o meteorito Chelyabinsk, que atingiu a região da Sibéria em fevereiro de 2013. Por causa de sua dimensão, o 2014 UR116 está incluído na lista de "potencialmente perigosos".
Batizado como 2014 UR116, o corpo celeste cairia no continente europeu, mas sem uma data ainda precisa.
Segundo os astrônomos, é ainda impossível determinar a data de uma possível colisão com a Terra, uma vez que o asteroide foi descoberto apenas recentemente. Além disso, as órbitas desses corpos celestes costumam mudar de curso muitas vezes. Os cientistas russos garantem, no entanto, não haver risco para o planeta pelos próximos dois anos.
Este é o terceiro asteroide deste tipo descoberto pela rede russa de telescópios robóticos Máster, que opera desde 2010. Os outros dois, 2013 UG1 e 2013 SW24, têm tamanhos de 250 e 125 metros, respectivamente.
Os asteroides potencialmente perigosos também são monitorados pelo Escritório Ambiental de Meteoroides (MEO), da agência espacial norte-americana (NASA). O órgão calcula suas órbitas, velocidade, profundidade de penetração na atmosfera da Terra e muitas outras características.
Segundo o Escritório, neste mês quatro asteroides monitorados passarão pelo trajeto da Terra, sem riscos de colisão.
O mais próximo é o 2014 UD192, com 29 metros de diâmetros e que passou no domingo (9) a 3,1 LDs (Distância Lunar, equivalente a 384,401 Km, a distância entre a Terra e a Lua).
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Descanso mental reforça memória e aprendizado futuro

Os resultados têm grande impacto para estudantes e profissionais que precisam capturar e reter informações rapidamente. [Imagem: Jeff Luci]
Descansar a mente, deixando-a vagar em um devaneio, ajuda a fortalecer as memórias de eventos recentes e reter informações adquiridas recentemente.
A novidade é que, mais do que isso, o descanso adequado ajuda a aumentar o aprendizado futuro.
Os pesquisadores mostraram que o tipo certo de descanso mental reforça e consolida as memórias de tarefas recentes de aprendizagem e estabelece conexões que facilitam aprender coisas novas.
Margaret Schlichting e Alison Preston, da Universidade do Texas em Austin (EUA) deram aos voluntários do estudo duas tarefas de aprendizagem em que os participantes deviam memorizar diferentes séries de pares de fotografias associadas.
Entre as tarefas, os participantes descansavam e podiam pensar em qualquer coisa que escolhessem.
Mas exames cerebrais revelaram que aqueles que usaram esse tempo para refletir sobre o que tinham aprendido no início do dia se saíram melhor nos testes que fizeram a seguir sobre o que haviam aprendido.
Além disso, esses participantes absorveram melhor informações que lhes foram fornecidas mais tarde, mesmo que estas fossem apenas vagamente relacionadas com o que haviam aprendido mais cedo.
"Nós mostramos pela primeira vez que a forma como o cérebro processa a informação durante o repouso pode melhorar a aprendizagem futura," disse Preston. "Nós acreditamos que revisar as memórias durante o repouso torna essas memórias mais fortes, não apenas afetando o conteúdo original, mas impactando as memórias que estão por vir.
Até agora, os cientistas assumiam que as memórias anteriores são mais susceptíveis de interferir negativamente com um novo aprendizado porque produziriam uma espécie de "engarrafamento" nos processos cerebrais.
Este novo estudo mostra que, pelo menos em algumas situações, o oposto é que é verdadeiro.
"Nada acontece de forma isolada," defende Preston. "Quando você está aprendendo algo novo, você traz à mente todas as coisas que você sabe que estão relacionadas a essa nova informação. Ao fazer isso, você incorpora a nova informação em seu conhecimento existente."
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Moléculas são manipuladas com as mãos

A palavra Jülich foi criada retirando as moléculas de uma camada de polímero.[Imagem: Forschungszentrum Jülich]
Construindo com moléculas
Pesquisadores alemães criaram um sistema de visualização acoplado a uma técnica de microscopia que permite manipular moléculas individuais usando as mãos.
"Esta técnica torna possível pela primeira vez remover grandes moléculas orgânicas de suas estruturas e colocá-las em outro lugar de uma forma controlada," disse o Dr. Ruslan Temirov, da Universidade Jülich.
A técnica é mais um passo rumo ao objetivo de montar estruturas de baixo para cima, colocando as moléculas no lugar uma a uma, como se constrói uma parede assentando os tijolos.
Microscopia manual
Usando técnicas de rastreamento de movimento, os pesquisadores acoplaram o movimento das mãos do operador diretamente a um microscópio eletrônico de rastreamento, cuja ponta finíssima consegue manipular moléculas e átomos diretamente.
Com uma ampliação de cinco milhões de vezes, os movimentos relativamente grotescos das mãos humanas ganham a delicadeza e a precisão para manipular as moléculas individualmente, criando um sistema de manipulação molecular.
"Um movimento da mão de cinco centímetros faz a finíssima agulha do microscópio de rastreamento mover-se apenas um angstrom [0,1 nanômetro] sobre a amostra. Isto corresponde ao raio típico de um átomo ou ao comprimento das ligações entre as moléculas," disse Temirov.
Um movimento de 5 cm da mão do operador é traduzido para 1 angstrom, equivalente a 0,1 nanômetro. [Imagem: Forschungszentrum Jülich]
Nanomecânica
É necessário algum treino para manipular o sistema. Segundo Temirov, as primeiras tentativas consumiram 40 minutos para mover uma única molécula. Com a prática, os estudantes conseguem agora manipular uma molécula a cada 10 minutos.
Foram necessários quatro dias para que a equipe removesse 47 moléculas para criar a palavra Jülich em uma camada monoatômica de um polímero. Felizmente é fácil corrigir erros, bastando pegar a molécula movida incorretamente e recolocá-la no lugar.
Segundo a equipe, o experimento está sendo importante para automatizar a tarefa de guiar o processo de montagem molecular.
"No futuro, computadores que aprendem vão cuidar da manipulação complexa de moléculas. Nós estamos agora desenvolvendo a intuição para a nanomecânica que é tão essencial para esse objetivo usando nosso novo sistema de controle, e fazendo isto literalmente com as próprias mãos," disse o Christian Wagner, membro da equipe.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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Homens agressivos e mulheres meigas são mito da sociedade urbana

A percepção de que os machos devem parecer mais agressivos aumentou com a urbanização.[Imagem: Brunel University]
Em um mundo de ídolos de TV e cinema é fácil supor que os seres humanos querem que seus homens sejam viris e suas mulheres meigas e delicadas.
Mas um estudo inédito destaca que, em vez de ser uma preferência transmitida através de um longo processo de seleção social e sexual, esses papéis de gênero são um hábito relativamente novo, que só surgiu nas sociedades modernas urbanizadas.
Mito urbano
Uma equipe de psicólogos, antropólogos e biólogos, sediados na Universidade Brunel de Londres, pesquisou 12 populações ao redor do mundo, de tribos primitivas a grupos "altamente desenvolvidos" típicos da sociedade ocidental.
Surpreendentemente, apenas nos ambientes mais industrializados e urbanizados as pessoas têm a opinião de que mulheres altamente femininas e bem-vestidas e homens altamente masculinos são atraentes.
"Nós mesclamos digitalmente rostos masculinos e femininos a partir de fotografias de pessoas para descobrir o que as pessoas preferem," explica o professor Andrew Clark.
"Nós descobrimos que pessoas de pequenas sociedades menos desenvolvidas não colocam a mesma ênfase na 'tipicidade de sexo', isto é, sobre as mulheres altamente femininas e homens altamente masculinos. Na verdade, elas muitas vezes preferem faces neutras, e algumas vezes as faces menos típicas dos sexos," revela ele.
A equipe também descobriu que a percepção de que os machos devem parecer mais agressivos aumentou com a urbanização.
"Estes dados desafiam a teoria de que características exageradas específicas do sexo foram importantes para a seleção social e sexual em ambientes ancestrais," acrescentou o Dr. Clark. "As preferências por rostos típicos de cada sexo são um fenômeno novo de ambientes modernos. Provavelmente não é uma linha consistente na história da humanidade."
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Orégano ajuda a diminuir consumo de sal

Mesmo quem preferia pão bem salgado, passou a preferir o pão com menos sal quando foi adicionado orégano em sua preparação.[Imagem: Marcos Santos/USP]
Pesquisadores brasileiros fizeram uma descoberta que promete ajudar não apenas os hipertensos, mas também as pessoas com pressão normal arterial a controlarem seu consumo de sal.
"Nós conseguimos comprovar cientificamente uma recomendação culinária comum que ouvimos no dia a dia: a de substituir o sal por temperos como orégano ou ervas finas," disse Patrícia Teixeira Villela, da USP em Ribeirão Preto (SP).
Enquanto a ingestão diária máxima de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de até 5 gramas, no Brasil o consumo diário de sal pode chegar a 12 gramas.
Sal no pão
Patrícia testou a inclusão do orégano no pão francês. Os testes foram realizados em 4 grupos, compostos, cada um, por cerca de 30 pessoas (homens e mulheres): idosos hipertensos, idosos normotensos, jovens hipertensos e jovens normotensos.
O primeiro tipo de pão avaliado era semelhante ao produzido na padaria: com teor de sal de 1,8%. O segundo tipo de pão tinha uma quantidade inferior de sal: 1,2%; e o terceiro tipo tinha uma quantidade maior de sal: 2,4%.
"Os hipertensos, tanto idosos como jovens, preferiram o pão com maior teor de sal", conta a pesquisadora, ressaltando que não é possível concluir se a pessoa ficou hipertensa porque come muito sal ou se ela come muito sal porque é hipertensa. "O que se sabemos é que o número de botões presentes nas papilas gustativas [responsáveis pelo reconhecimento do sabor das diferentes substâncias] diminuem conforme a idade", diz.
Orégano no pão
Para o segundo experimento, os pães foram fabricados com os 3 teores de sal mas, desta vez, a pesquisadora adicionou orégano durante a fabricação.
A maioria dos participantes hipertensos passou a preferir o pão com orégano com teor de sal igual ao pão de padaria (1,8%). Os normotensos - com pressão arterial normal -, que no primeiro experimento escolheram o pão da padaria, passaram, no segundo experimento, a gostar mais do pão de orégano com menos sal (1,2%).
A ideia inicial da pesquisadora era utilizar vários tipos de temperos, como alho, cebola, alecrim e coentro moído, mas os padeiros a convenceram a utilizar apenas o orégano. "Trata-se de um tempero mais comum e a aceitação seria maior e não interferiria no crescimento e consistência do pão, o que poderia influenciar na escolha dos participantes," relata ela.
Fonte: Diário da Saúde
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NASA testa asa de avião que muda de formato

Durante o taxiamento, o novo flap adaptativo é estendido com uma deflexão de 20 graus. Os resultados dos voos de teste mostrarão se o design sem emendas com os materiais leves avançados poderão reduzir o peso estrutural da asa, melhorar a economia de combustível e reduzir os impactos ambientais.[Imagem: NASA/Ken Ulbrich]
Asas metamórficas
A NASA apresentou resultados do seu Projeto Aviação Verde, que pretende desenvolver tecnologias para tornar os aviões do futuro mais silenciosos e mais econômicos em termos de consumo de combustível.
Os resultados envolveram os primeiros testes reais de uma asa cuja superfície pode mudar de forma durante o voo de forma contínua, sem peças separadas - uma asa metamórfica.
Os engenheiros substituíram os flaps de alumínio convencionais por uma montagem avançada que forma uma superfície dobrável sem emendas, chamada ACTE (Adaptive Compliant Trailing Edge, bordo de fuga adaptativo, em tradução livre).
Os ensaios de voo servirão para determinar se as asas metamórficas são realmente uma abordagem viável para melhorar a eficiência aerodinâmica e reduzir o ruído gerado durante pousos e decolagens.
A agência espacial alemã já vem realizando testes com asas morfológicas que alteram sua parte anterior, os chamados slats. Engenheiros chineses estão trabalhando em uma asa totalmente ativa, mas que ainda não foi testada em voo.
Teste de posições
Durante o voo de estreia da tecnologia, as superfícies flexíveis experimentais foram travadas em uma posição específica.
Configurações diferentes serão empregadas nos voos subsequentes para coletar uma variedade de dados que demonstrem a capacidade das asas flexíveis para suportar um ambiente de voo real. Só então serão realizados testes em que a asa mudará de formato durante as diversas etapas do voo.
"Nós progredimos partindo de uma ideia inovadora, amadurecemos o conceito por meio de vários projetos e testes em túnel de vento, até chegarmos a uma demonstração final que deverá provar à indústria aeroespacial que esta tecnologia está pronta para melhorar drasticamente a eficiência das aeronaves", disse o engenheiro Pete Flick, um dos responsáveis pelos testes.
Uma das vantagens da abordagem utilizada é a possibilidade de sua aplicação nos aviões atuais, que poderão ser modernizados caso a tecnologia se mostre vantajosa e seja aprovada pelas autoridades responsáveis.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aulão de Física para o ENEM na Escola Santa Tereza

Fotos: Prof. Adeilton Silva
Arte: Prof. Paulo Robson
Estivemos na manhã de hoje com alunos do 2° e 3° ano da escola Santa Tereza que realizarão o ENEM neste fim de semana, discutindo as questões de Física do simulado oferecido pela Seduc, através do projeto ENEM Chagou Junto Chegou Bem.

Na oportunidade, estudamos assuntos de diversas áreas da física além de conversarmos a respeito da própria prova nacional. Falávamos sobre dicas e situações que possam facilitar em sua resolução.

A ideia surgiu de alguns alunos do 3º ano, juntamente com o professor de matemática, Adeilton Silva, e da diretora da instituição Meire Alencar. Devido a outros compromissos nossos e do horário diferenciado que a escola programou para essa sexta-feira, 07, dia provável da realização do aulão, preferimos marcar para esta manhã.

O resultado não poderia ser diferente, excelente participação dos alunos e uma manhã muito proveitosa de estudos e conversas sobre a provável "Física do ENEM 2014".

Aproveitamos a oportunidade para desejar a todos que participarão do exame nacional desse fim de semana um excelente desempenho.

Grande abraço.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Terapia para câncer de próstata não é adequada para todos os casos

Imagem do Google
Um tratamento amplamente utilizado para o câncer de próstata pode causar mais mal do que bem para alguns pacientes, relata um estudo publicado na revista médica Onco Targets and Therapy.
Há décadas, muitos homens diagnosticados com câncer de próstata vêm sendo tratados com a terapia de privação de andrógeno (TPA), injeções que suprimem a produção de testosterona.
O novo estudo defende que essa é a abordagem errada para alguns homens com a doença localizada, uma vez que essa terapia não fornece nenhum benefício de sobrevivência adicional e pode estar associada a outros problemas de saúde graves.
"Nós agora temos boas evidências de que este tratamento pode causar mais mal do que bem para estes indivíduos, especialmente os pacientes com tumores de crescimento lento que não estão propensos a morrer de sua doença," disse o Dr. Oliver Sartor, diretor médico do Centro de Câncer da Universidade de Tulane.
A pesquisa mostra que a TPA (terapia de privação de andrógeno) pode potencialmente gerar problemas colaterais, incluindo ondas de calor, perda da libido, risco de fraturas, perda de massa muscular, fadiga, depressão, risco de diabetes, disfunção erétil e ganho de peso.
Dos 240.000 novos casos de câncer de próstata diagnosticados nos EUA a cada ano, relata a equipe, mais de metade está no estágio inicial e é de baixo risco.
"Muitos homens diagnosticados com câncer de próstata podem não precisar ser tratados," diz o Dr. Sartor.
Em lugar do tratamento, ele defende a "vigilância ativa" como uma opção melhor para os homens com a doença localizada de baixo grau.
"Homens com doença avançada, ou certos homens com doença agressiva confinada à próstata, são potenciais candidatos à TPA, uma vez que a supressão da testosterona pode aumentar as taxas de cura da radiação de certos cânceres agressivos," ressalta ele.
Texto: Diário da Saúde
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Para melhorar o humor, mude seu estilo de andar

Imagem do google
Nosso humor pode afetar nosso modo de andar - os ombros caídos quando estamos tristes, ou oscilando vigorosamente quando estamos felizes.
Agora ficou demonstrado que o contrário também é verdadeiro.
Ou seja, fazer as pessoas imitarem uma maneira de andar feliz ou triste de fato afeta o seu humor.
Estilo de andar e humor
Os voluntários que foram postos para andar em um estilo mais deprimido, com menos movimento dos braços e os ombros inclinados para a frente, experimentaram humores piores do que aqueles que foram induzidos a caminhar em um estilo mais feliz.
Para tirar a prova, os pesquisadores mostraram aos voluntários uma lista de palavras positivas ou negativas, como "bonito", "medo" e "ansioso" e, em seguida, pediram-lhes para andar em uma esteira enquanto mediam a sua marcha e sua postura.
Uma tela mostrava um indicador que se movia para a esquerda ou para a direita, dependendo se o estilo de andar de cada voluntário era mais deprimido ou feliz. Acontece que os voluntários não sabiam o que o indicador estava medindo.
Os pesquisadores então pediram que alguns tentassem mover o indicador para a esquerda, enquanto outros deviam tentar movê-lo para a direita.
"Eles aprenderam muito rapidamente a andar da maneira que queríamos que eles andassem," contam Nikolaus Troje (Universidade de Queen), que fez o estudo com o auxílio de pesquisadores do Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas.
Ferramenta terapêutica
Finalmente, os voluntários tinham que escrever tantas palavras quantas pudessem se lembrar da lista anterior de palavras positivas e negativas.
Aqueles que tinham andado em um estilo deprimido lembraram muito mais palavras negativas. A diferença na lembrança sugere que o estilo de andar deprimido realmente cria um humor mais deprimido.
"Se você puder quebrar esse ciclo vicioso, você pode ter uma ferramenta terapêutica forte para trabalhar com pacientes depressivos," concluem os pesquisadores.
Texto: Diário da Saúde
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