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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pesquisa mundial contesta visão de que cientistas sejam todos ateus

Esta é a maior pesquisa já realizada sobre as relações entre fé e ciência - do ponto de vista dos cientistas.[Imagem: Rice University]
Como alguns cientistas tornaram-se famosos não em seus campos de especialidade, mas vendendo livros criticando as religiões, criou-se uma suposição de que a maior parte dos cientistas são ateus ou pregadores do ateísmo.
Mas essa suposição foi mais uma vez contestada.
E agora pela primeira vez por uma pesquisa em nível mundial, que analisou como os cientistas encaram a religião e como se relacionam com ela.
Pesquisadores da Universidade Rice (EUA) entrevistaram 9.422 cientistas em oito regiões do mundo: França, Hong Kong, Índia, Itália, Taiwan, Turquia, Reino Unido e EUA.
A equipe também viajou a estas regiões para realizar entrevistas em profundidade com 609 desses participantes, o que torna esta a maior pesquisa mundial já realizada sobre as relações entre fé e ciência do ponto de vista dos cientistas.
"Mais da metade dos cientistas na Índia, Itália, Taiwan e Turquia se autoidentificam como religiosos," relata Elaine Howard Ecklund, principal autora da pesquisa.
"E é impressionante que existem aproximadamente o dobro de 'ateus convictos' na população em geral de Hong Kong, por exemplo (55%) do que na comunidade científica neste país (26%)," acrescentou.
Taiwan é outro exemplo, onde 54% dos cientistas identificam-se como religiosos, em comparação com 44% da população em geral.
No geral, os resultados contestam a suposição tradicional sobre o caráter irreligioso dos cientistas de todo o mundo.
Quando perguntados sobre os termos de um eventual "conflito" entre religião e ciência, apenas uma minoria dos cientistas em cada contexto regional acredita que haja de fato um conflito entre ciência e religião.
No Reino Unido - um dos países mais seculares do mundo - menos de um terço (32%) dos cientistas caracterizaram a interface entre ciência e fé como sendo de conflito. Nos EUA, este número foi de apenas 29%. E 25% dos cientistas de Hong Kong, 27% dos cientistas indianos e 23% dos cientistas de Taiwan acreditam que a ciência e a religião podem coexistir e serem usadas uma para apoiar a outra.
Pesquisa mundial contesta visão de que cientistas sejam todos ateus
O Instituto Indiano de Ciências destaca entre os principais cientistas do país nomes que, no ocidente, normalmente são associados à religião:Cientistas da Índia têm forte ligação com a espiritualidade. [Imagem: Indian Institute of Science]
Além dos resultados quantitativos, os pesquisadores descobriram nuances nas respostas dos cientistas durante as entrevistas. Por exemplo, numerosos cientistas expressam como a religião pode fornecer um "ponto de checagem" em áreas eticamente nebulosas.
"(A religião fornece uma) forma de verificação naquelas ocasiões em que você pode ser tentado a pegar um atalho porque você deseja que algo seja publicado e você pensa: 'Ah, essa experiência não foi boa o suficiente, mas se eu retratá-la desta forma, vai parecer que é'," comentou um professor de biologia do Reino Unido.
Finalmente, muitos cientistas mencionaram modos de acomodar as visões ou práticas religiosas, sejam dos alunos ou dos seus colegas.
"As questões religiosas (são) muito comuns aqui porque todo mundo fala a que templo vai, a qual igreja pertence. Assim, não é realmente um problema que escondemos: nós simplesmente falamos a respeito porque, em Taiwan, nós temos pessoas [de] diferentes religiões," disse um professor de biologia de Taiwan.

Fonte: Diário da Saúde
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Galáxia que não deveria existir questiona Big Bang

Galáxia ultra-distante, tão distante e antiga que contradiz o modelo do Big Bang.[Imagem: Leopoldo Infante et al.]
Se o modelo atual que explica o nascimento e desenvolvimento do nosso Universo estivesse correto, uma galáxia apelidada de Tainá - "recém-nascida", no idioma aimará - não deveria existir.
Mas, contra fatos e imagens não há argumentos: muito embora Tainá não devesse existir - por ordem das teorias, claro - ela existe.
Assim, quem está incorreta é a teoria, que parece precisar de ajustes, propõe o cosmologista madrilenho Alberto Molino Benito, que descobriu a galáxia que não deveria existir junto com colegas do Instituto de Astronomia da USP (IAG/USP).
Os dados indicam que Tainá está a 13,3 bilhões de anos de nós, o que indicaria que ela existiria apenas 400 milhões de anos após o Big Bang, com um desvio para o vermelho maior que 10 - a galáxia CR7, por exemplo, que ficou famosa há poucas semanas, tem um desvio para o vermelho de 7,5.
A estranha galáxia está repleta de estrelas gigantes azuis, muito jovens e brilhantes, prontas para explodir em formidáveis supernovas, que poderão virar buracos negros. Quanto ao seu tamanho, Tainá tem dimensões equivalentes à da Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia disforme que é um satélite da nossa Via-Láctea.
Apesar do poder tecnológico combinado do Hubble e do Spitzer, Tainá é tão distante e tão tênue que se torna invisível mesmo para aqueles poderosos observatórios. "Para detectar Tainá, nosso grupo teve que recorrer a técnicas sofisticadas, como a lente gravitacional", um fenômeno previsto por Albert Einstein na sua Teoria Geral da Relatividade, conta Alberto.
Segundo Einstein, a força gravitacional exercida por um corpo de grande massa, como um aglomerado de galáxias, distorce o espaço ao seu redor. Essa distorção acaba funcionando como uma descomunal lente virtual (ou gravitacional), que deflete e amplifica a luz de objetos muito mais distantes posicionados atrás desse corpo de grande massa.
Galáxia que não deveria existir questiona Big Bang
Sistemas planetários "pré-históricos", descobertos recentemente, também questionam os pilares do modelo do Big Bang. [Imagem: Tiago Campante/Peter Devine]
"400 milhões de anos é muito pouco tempo para a existência de uma galáxia tão bem formada", diz Alberto. "Os modelos mais recentes da evolução do Universo apontam para o surgimento das primeiras galáxias quando ele era bem mais velho." - pelo menos 1 bilhão de anos. Afinal, 400 milhões de anos é até anterior à discutida Época da Reionização.
Só existe uma explicação para a existência de Tainá - a mais antiga das outras 22 galáxias muito tênues detectadas pelo estudo. "Elas só poderiam se formar tão rapidamente após o Big Bang se a quantidade de matéria escura no Universo fosse maior do que acreditamos", pondera o cosmólogo.
Há várias hipóteses para tentar explicar o que seria matéria escura. Porém, como ela não interage com a luz, não conseguimos enxergá-la nem conhecer sua substância. A existência da matéria escura só é inferida devido a uma ação gravitacional sobre as galáxias que não pode ser explicada pela matéria comum. Não fosse essa gravidade extra, as galáxias já teriam há muito se esfacelado.
"A única explicação para Tainá existir e ser como era quando o Universo tinha 400 milhões de anos é graças à matéria escura, que deve ter acelerado o movimento de aglomeração de estrelas para a formação das primeiras galáxias", teoriza Alberto. "Se existe mais matéria escura, as galáxias podem se formar mais rápido."
Novos telescópios
Não é possível pesquisar mais a fundo sobre Tainá e suas irmãs proto-galáxias no Universo recém-nascido, pois a tecnologia à disposição foi empregada até o seu limite. "Para saber mais, para enxergar melhor as primeiras galáxias e inferir a ação da matéria escura, temos que aguardar até 2018, quando será lançado o sucessor do Hubble, o telescópio espacial de nova geração James Webb", diz Alberto.
O James Webb terá um espelho de 6,5 metros de diâmetro, muito maior que os 2,4 metros do Hubble. Esse aumento de tamanho se traduz em aumento de acuidade. Alberto e seus colegas contam com a sensibilidade do futuro telescópio espacial para continuar contando galáxias distantes e formar o maior banco de dados tridimensional do Universo. "Só assim poderemos confirmar como se processou a formação e evolução do Universo."

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Emoções positivas são mais contagiosas do que as negativas

O estudo confirma que o mundo virtual reproduz o que acontece no mundo real, onde atos de bondade se espalham pela sociedade.[Imagem: Pnas]
Emoções virais
Uma análise de 3.800 usuários do Twitter, escolhidos aleatoriamente, revelou que as emoções se espalham de forma viral através da rede social.
Mas há um detalhe interessante: as emoções positivas são muito mais propensas a se espalhar do que as negativas.
"O que você tuíta e compartilha na rede social importa. Frequentemente, você não está apenas se expressando - você está influenciando os outros," garantem Emilio Ferrara (Universidade do Sul da Califórnia) e Zeyao Yang (Universidade de Indiana).
Contágio emocional
A dupla criou um algoritmo que rastreia as mensagens e mede o valor emocional de cada uma, classificando cada tuíte como positivo, negativo ou neutro.
A seguir, o programa fez uma comparação do sentimento detectado na mensagem de cada usuário com a frequência de outros sentimentos que apareceram em todos os tuítes desse usuário durante a hora anterior.
Cerca de 20% dos usuários foram considerados altamente suscetíveis ao que os pesquisadores descreveram como "contágio emocional" - com mais da metade dos seus tuítes afetados pelas emoções detectadas nas mensagens que eles receberam na hora anterior.
E esses usuários "emocionalmente contagiados" mostraram-se quatro vezes mais susceptíveis de serem afetados pelos tuítes positivos do que pelos negativos.
Emoções positivas são mais contagiosas do que as negativas
Na vida real as emoções fortes chegam a sincronizar os cérebros dos envolvidos. [Imagem: Lauri Numminmaa]
Aqueles menos susceptíveis de serem afetados pelo contágio emocional ainda assim apresentaram quase o dobro de probabilidade de serem afetados pelos tuítes positivos do que pelos negativos.
Emoções nas redes sociais
No geral, entre todos os usuários, independentemente da susceptibilidade emocional, as emoções positivas mostraram-se mais contagiosas do que as emoções negativas.
Os pesquisadores afirmam que isto pode ser relevante para o planejamento de intervenções com usuários que experimentam depressão ou outras formas de transtornos de humor.
Pesquisa ética
O Facebook foi criticado, e investigado, no ano passado em uma pesquisa sobre emoções que interferiu ativamente nas notícias recebidas por mais de 700.000 usuários - o estudo também concluiu que as emoções são contagiosas.
Ao contrário daquele experimento, Ferrara e Yang não manipularam o que os usuários do Twitter estavam recebendo ou lendo - eles simplesmente observaram o que estava acontecendo e analisaram os dados.

Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

LHC pode ter encontrado super-partícula inesperada

Pares de fótons (verdes) sugerem a existência de um super bóson, seis vezes mais pesado que o bóson de Higgs.[Imagem: CMS/CERN]
Parece que a nova fase turbinada do LHC não será de decepção total nesse primeiro ano.
Ainda não é uma descoberta de pleno direito, com seus cinco sigmas, mas os indícios são fortes de que há um novo bóson além do de Higgs - muito além.
Segundo reportagem publicada pela revista Nature, "pares de fótons produzidos nas colisões do LHC sugerem a existência de um bóson com uma massa de 750 gigaeletronvolts" (GeV).
O bóson de Higgs detectado pelo LHC em 2012 - que muitos físicos ainda afirmam ser "um", mas não necessariamente, "o" bóson de Higgs - tem energia entre 125 e 127 GeV.
Os indícios da nova partícula foram capturados pelos detectores CMS e ATLAS na forma de um decaimento em dois fótons de mesma massa. Os dados indicam que provavelmente se trata de um bóson, mas não necessariamente igual ao de Higgs - a partícula que dá massa a todas as outras.
Se os dados se confirmarem, o que exigirá mais colisões ao longo do ano de 2016, a nova partícula seria quatro vezes mais massiva do que a partícula mais pesada conhecida até agora, o quark top, e seis vezes mais massiva do que aquela considerada como bóson de Higgs.
Segundo os físicos, se uma partícula tão pesada se confirmar, ela vai "empalidecer" a importância da descoberta do bóson de Higgs, abrindo um capítulo inteiramente novo e inesperado no campo da física de partículas.
Por outro lado, até agora não surgiu nenhum sinal de outra partícula muito esperada pelos físicos.
A partícula hipotética é conhecida como gluíno, que daria sustentação a uma teoria conhecida como supersimetria, uma teoria que prevê que, para cada férmion (como quarks, elétrons e neutrinos), há um bóson correspondente, como o de Higgs.
A continuar desse jeito, dizem os físicos, a teoria da supersimetria terá que ser abandonada por falta de comprovação experimental.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 19 de dezembro de 2015

Sabre de luz cósmico é criado do nascimento de estrela

Versão cósmica do sabre de luz duplo usado pelo Darth Maul.[Imagem: ESA/Hubble/NASA/Padgett/Megeath/Reipurth]
O Telescópio Espacial Hubble, um dos instrumentos científicos mais conhecidos mundialmente, e reconhecido pelo seu papel na divulgação da ciência, não poderia ficar de fora da agitação em torno do lançamento do novo episódio da saga Star Wars.
Segundo a equipe do Hubble, esta imagem lembra em tudo um sabre de luz de duas lâminas - como o que foi usado pelo personagem Darth Maul, do lado negro da Força, no episódio I, A Ameaça Fantasma.
Esse sabre de luz cósmico não está em uma galáxia muito, muito distante, mas na nossa própria Via Láctea, em uma região turbulenta conhecida como Nuvem Molecular Órion B, a 1.350 anos-luz da Terra.
Os jatos de luz emergem de um disco de material protoestelar - onde estão se formando estrelas.
Os astrônomos acreditam que é o processo de condensação desse material pela força gravitacional da estrela que nasce que emite jatos de gás energizado a partir de seus polos.
Conforme os jatos se deslocam em alta velocidade, eles criam ondas de choque supersônicas que geram temperaturas de milhares de graus.
Quando esses jatos colidem com o gás e a poeira são criados vastos espaços vazios, ainda ainda ondas de choque curvas, formando o que os astrônomos chamam de Objetos de Herbig-Haro (HH) - este mostrado na foto é chamado HH-24.

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Uma lei da física além dos poderes da Matemática

Um material com intervalo espectral (esquerda) tem um único estado fundamental no limite termodinâmico. Um material sem intervalo espectral (direita) tem um espectro contínuo a partir do estado fundamental. [Imagem: Cubitt/Perez-Garcia/Wolf]
Física indecifrável
Um problema matemático que está na base de questões fundamentais da física - da física quântica e da física de partículas - é comprovadamente insolúvel.
Este que é o primeiro grande problema na física para o qual uma limitação tão fundamental foi comprovada foi identificado por Toby Cubitt (Universidade College de Londres), David Perez-Garcia (Universidade Complutense de Madri) e Michael Wolf (Universidade Técnica de Munique).
A importância da descoberta pode ser vista no fato de que ela demonstra que, mesmo de posse de uma descrição perfeita e completa das propriedades microscópicas - ou quânticas - de um material, isto não é suficiente para prever o seu comportamento macroscópico.
Intervalo espectral
Veja, por exemplo, o caso dos semicondutores, que estão na base de toda a tecnologia atual. Esses materiais, e vários outros, possuem um pequeno "intervalo espectral" - a energia necessária para transferir um elétron de um estado de baixa energia para um estado excitado, de energia mais alta.
Quando esta energia se torna muito pequena, o intervalo espectral se fecha, tornando possível para o material fazer uma transição para um estado completamente diferente - tornar-se um supercondutor, por exemplo.
Conhecer os detalhes microscópicos de um material e extrapolar matematicamente essas propriedades e comportamentos para o material em escala humana - em outras palavras, passar da física quântica para a física clássica - é considerado um dos instrumentos mais importantes na busca por novos materiais, incluindo algum que exiba a supercondutividade a temperatura ambiente ou que tenha qualquer outra propriedade desejável ou útil.
O trio demonstrou que esta abordagem tem uma limitação crucial, um beco sem saída.
Problemas indecidíveis
O trabalho prova matematicamente que, mesmo com uma descrição completa de um material em escala atômica ou molecular, determinar se ele possui um intervalo espectral ou não é, de fato, uma "questão indecidível".
"Alan Turing é famoso por seu papel na quebra do código Enigma. Mas, entre os matemáticos e cientistas da computação, ele é ainda mais famoso por provar que certas questões matemáticas são 'indecidíveis'. Elas não são nem verdadeiras e nem falsas, só estão fora do alcance da matemática.
"O que nós mostramos é que a diferença espectral é um desses problemas indecidíveis. Isso significa que não pode existir um método geral para determinar se a matéria descrita pela mecânica quântica terá um intervalo espectral ou não. Isto limita a extensão na qual podemos prever o comportamento dos materiais quânticos e, potencialmente mesmo da física de partículas mais fundamental," explicou o professor Toby Cubitt.
Física tem um problema matematicamente indecifrável
O trabalho mostra que é matematicamente impossível sair dos componentes básicos da matéria e derivar seu comportamento macroscópico. [Imagem: Cubitt/Perez-Garcia/Wolf]
"Nós sabíamos da possibilidade de problemas que são indecidíveis em princípio desde os trabalhos de Turing e Godel na década de 1930. Até agora, porém, isso somente afetava os cantos muito abstratos da ciência da computação teórica e da lógica matemática. Ninguém antes tinha contemplado seriamente isto como uma possibilidade diretamente no coração da física teórica.
"Mas nossos resultados mudam esse quadro. De uma perspectiva mais filosófica, eles também desafiam os pontos de vista reducionistas, já que a dificuldade intransponível reside precisamente na derivação das propriedades macroscópicas partindo de uma descrição microscópica," acrescentou o professor Michael Wolf.
Nova Física
"Mas nem tudo são más notícias," acode rapidamente o terceiro membro do grupo, professor David Perez-Garcia.
"A razão pela qual este problema é impossível de resolver em geral é porque os modelos neste nível apresentam comportamentos extremamente bizarros que essencialmente desafiam qualquer tentativa de analisá-los.
"Mas esse comportamento bizarro também prevê uma física nova e muito estranha que não tinha sido vista antes. Por exemplo, os nossos resultados mostram que a adição de até mesmo uma única partícula a um pedaço de matéria grande poderia, em princípio, mudar dramaticamente suas propriedades. Novas físicas como esta são frequentemente exploradas em tecnologia," completou Perez-Garcia.
De fato, a dopagem - a adição de poucos átomos a um material para alterar suas propriedades - é parte essencial da eletrônica.
Os pesquisadores estão agora justamente verificando se sua descoberta vai além dos modelos matemáticos artificiais produzidos pelos seus cálculos, e atingem materiais mais realistas que possam ser testados em laboratório.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Tijolo antiterremoto reduz danos a edifícios

Protótipo do tijolo antiterremoto. [Imagem: Ruvid/UPV]
Para construir casas e prédios à prova de terremotos, a melhor técnica é começar do jeito certo desde o princípio.
Mais especificamente, desde os tijolos.
Engenheiros da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, criaram uma nova classe de tijolos que isola sismicamente as paredes divisórias da estrutura principal do edifício.
O tijolo, batizado de Sisbrick, reduz significativamente a tensão entre as vigas e pilares e as paredes, reduzindo muito os danos causados pelo sismo.
Esta é uma inovação fundamental, na medida em que, hoje, os cálculos estruturais levam em conta os efeitos sísmicos apenas sobre a estrutura do edifício, não considerando as paredes divisórias.
A chave para a inovação foi a combinação de diferentes materiais para obter simultaneamente dois efeitos: absorver os movimentos horizontais gerados pelo terremoto e manter a carga suportada verticalmente, para preservar a integridade do edifício o máximo possível.
"Os tijolos sísmicos efetivamente servem como uma barreira de isolamento, evitando transferir a carga desses elementos divisórios para a estrutura principal. Dessa forma, o impacto que o terremoto impõe sobre a integridade estrutural é grandemente reduzida," explica Luis Pallarés, um dos idealizadores do tijolo antiterremoto.
O tijolo foi devidamente patenteado, e agora a Universidade está procurando parceiros na indústria para sua fabricação e comercialização.

Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 6 de dezembro de 2015

Imagens de alta resolução mostram incrível "praia" de Plutão

Esta seria a "praia" da região conhecida como Planície Sputnik - o coração de Plutão.[Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]
A sonda espacial New Horizons, da NASA, enviou um conjunto das imagens mais nítidas obtidas de Plutão durante o seu sobrevoo do planeta anão em julho deste ano.
Estas imagens foram feitas na melhor qualidade possível de se obter com os instrumentos da sonda, o que significa que serão as melhores imagens de Plutão que os seres humanos verão por décadas - até que outra sonda espacial seja enviada para lá.
A imagem mais impressionante mostra o que parece ser uma "praia", onde o mar seria a região do coração de Plutão e a "terra" seria uma cadeia montanhosa.
Os especialistas acreditam que a região do coração seja formada por planícies de nitrogênio congelado, enquanto as montanhas, algumas com vários quilômetros de altitude, poderiam ser montanhas de gelo que estariam "flutuando" como gigantescos icebergues sobre o "mar de nitrogênio" congelado.
Geologia de Plutão
Plutão: Chegam imagens de mais alta resolução
Estas imagens em alta resolução das crateras de impacto ajudarão os geólogos a datar melhor a superfície de Plutão e obter informações sobre eventuais atividades geológicas recentes. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]
Esta três imagens foram obtidas cerca de 15 minutos antes do momento de maior aproximação da sonda New Horizons da superfície de Plutão, o que lhes dá uma resolução de 80 metros por pixel.
Outras imagens capturadas nesse período continuam sendo enviadas para a Terra, podendo haver novas surpresas nos próximos dias.
Imagens anteriores, de menor resolução, indicam que Plutão pode ter um ciclo hidrológico, o que incluiria vulcões de gelo.
Plutão: Chegam imagens de mais alta resolução
Esta imagem mostra detalhes da erosão ocorrendo em uma região conhecida como Badlands - terras ruins, em tradução livre -, uma nomenclatura da geologia para regiões áridas fortemente erodidas. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]

Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Câmeras infravermelhas vão ficar coloridas

Este domo recebeu o revestimento ajustado para absorver toda a luz vermelha, o que o deixa com uma tonalidade verde. No detalhe é possível ver os nanocubos de prata responsáveis pelo fenômeno. [Imagem: Maiken Mikkelsen/Gleb Akselrod/Duke University]
Cores do infravermelho
As câmeras infravermelhas - que enxergam os objetos pela temperatura - logo poderão se tornar tão coloridas quanto as câmeras ópticas tradicionais.
As imagens em infravermelho atuais até parecem ser coloridas, com os objetos quentes aparecendo mais vermelhos ou mais brilhantes do que seu entorno.
Mas essas imagens não são criadas a partir de cores reais, elas baseiam-se na quantidade de radiação térmica - ou luz infravermelha - que a câmera capta.
Agora, uma nova tecnologia promete dar a essas câmeras a capacidade real de identificar diferentes cores - diferentes comprimentos de onda do espectro infravermelho.
Absorvedores perfeitos
Além de as imagens se tornarem mais "inteligíveis" para os olhos humanos, essas "cores do calor" permitirão capturar muito mais informações sobre os objetos que estão sendo fotografados, incluindo sua composição química.
Essa possibilidade foi demonstrada por Gleb Akselrod, da Universidade de Duke, nos EUA, que criou absorvedores perfeitos para pequenas bandas do espectro eletromagnético, da luz visível até o infravermelho próximo.
"Tomando emprestado técnicas bem conhecidas da química e empregando-as de novas maneiras, fomos capazes de obter uma resolução significativamente melhor do que com um sistema de litografia por feixe de elétrons estado da arte, que custa milhões de dólares," disse o professor Maiken Mikkelsen, coordenador da equipe.
"Isso nos permitiu criar um revestimento que pode ajustar o espectro de absorção com um nível de controle impossível anteriormente, com aplicações potenciais que vão da coleta de luz e fotodetectores até aplicações militares," prosseguiu ele.
Pacotes de energia
A tecnologia se baseia no mesmo fenômeno físico por trás da plasmônica, que explora ondas de elétrons geradas quando a luz atinge a superfície dos metais - essas ondas, essencialmente pacotes de energia, são conhecidas como plásmons de superfície.
Akselrod primeiro revestiu a superfície de um substrato com uma fina camada de ouro, com poucos átomos de espessura. A seguir ele colocou por cima outra camada igualmente fina de polímero e, finalmente, um revestimento de cubos de prata, cada um medindo cerca de 100 nanômetros de aresta.
Quando a luz atinge esse revestimento multicamada, um comprimento de onda específico - uma cor - fica aprisionada na superfície dos nanocubos na forma de plásmons de superfície, finalmente dissipando-se na forma de calor.
Controlando a espessura da película de polímero e o tamanho e quantidade de nanocubos de prata é possível ajustar o revestimento para que ele absorva diferentes comprimentos de onda da luz, do espectro visível ao infravermelho próximo.
Câmera infravermelha colorida
Agora a equipe pretende usar múltiplos revestimentos para criar um sensor que possa captar seletivamente diversas faixas do espectro infravermelho, criando uma câmera infravermelha colorida.
Segundo eles, isto não será um problema porque a técnica de fabricação dos revestimentos é escalável e pode ser aplicada a superfícies de qualquer geometria.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

8 dicas para evitar antibióticos para seus filhos

Imagem do Google
A resistência aos antibióticos, que ocorre quando as bactérias sofrem mutações que as tornam menos suscetíveis ou imunes à ação dos medicamentos, está entre as ameaças à saúde pública mais urgentes.
Então, quando é o momento certo para tomar antibióticos e quando é melhor evitar?
O Dr. Saul Hymes, do Hospital Infantil da Universidade Stony Brook (EUA), acredita que não apenas os médicos devem atuar: para ele, existem ações que se pode tomar em casa para cuidar da família doente sem apelar para os antibióticos.
Veja as dicas oferecidas pelo médico:
1. Eduque-se sobre infecções e antibióticos
Antibióticos curam infecções bacterianas, e não infecções virais, como resfriados ou gripe, a maioria das tosses e bronquite, gargantas doloridas ou nariz escorrendo.
Tomar antibióticos para infecções virais não vai curar a infecção, não vai evitar transmitir a infecção para outros e nem ajudá-lo a se sentir melhor.
2. Leia as letras miúdas
Os antibióticos também podem matar as bactérias saudáveis em nossos intestinos, permitindo que as bactérias mais prejudiciais se desenvolvam.
Além disso, quando um antibiótico é receitado para seu filho, certifique-se de dar-lhes todas as doses e parar quando o profissional de saúde disser para parar, não antes.
3. Trate em casa primeiro
Os sintomas da maioria das infecções das vias respiratórias superiores, incluindo dores de garganta, infecções de ouvido, sinusite, resfriados e bronquite, podem ser aliviados sem antibióticos.
As principais recomendações são: muito repouso; beber líquidos em abundância, evitar fumar ou ser fumante passivo, evitar outros poluentes (substâncias químicas no ar ou irritantes) e eventualmente tomar paracetamol ou ibuprofeno para aliviar a dor ou febre. Uma dor de garganta pode ser aliviada com lascas de gelo, picolés, pastilhas (para crianças mais velhas), com gargarejo com água salgada ou bebendo bebidas quentes.
4. Medicamentos ao seu alcance
Muitos analgésicos que não exigem receita médica podem ajudar as crianças aliviando a dor, evitando assim a necessidade de antibióticos. Para os bebês de 6 meses de idade ou menos, utilize apenas paracetamol para alívio da dor. Para uma criança de 6 meses de idade ou mais, ou acetaminofeno ou ibuprofeno podem ser dados para o alívio da dor. Verifique com o seu médico ou farmacêutico a dosagem correta para a idade e tamanho do seu filho.
Não dê aspirina para uma criança, uma vez que o medicamento pode levar ao desenvolvimento da síndrome de Reye, uma doença rara mas grave que prejudica o fígado e o cérebro, alerta o Dr. Hymes.
5. Diagnóstico correto
O seu filho tem um resfriado ou é alergia? Com a mudança de estações e flutuações de temperatura, é muito comum surgirem dores leves. Mas os antibióticos não são sempre necessários.
Uma compressa morna sobre o nariz e a testa pode ajudar a aliviar a pressão do sinus. Ou, para adultos ou crianças mais velhas, tentar um spray nasal descongestionante ou soro fisiológico ou respirar no vapor de uma bacia de água quente ou chuveiro.
6. Resista à pressão
Não se sinta pressionado a dar antibióticos às crianças. Deixe o profissional de saúde conhecer as suas preocupações. Mas também não pressione seu médico para prescrever antibióticos - ele vai sentir se é necessário.
7. Não compartilhe remédios
Nunca dê antibióticos para uma criança que foram receitados para outra, e nunca use antibióticos sem receita médica. Não armazene antibióticos extras "para a próxima vez".
8. Vacinas e higiene
Certifique-se de que suas crianças estejam em dia com a caderneta de vacinação, que podem evitar completamente muitas doenças bacterianas.
O Dr. Hymes ressalta para "só tomar antibióticos prescritos por um médico e no período receitado - não pare antes e nem perca doses. Ter boa higiene das mãos e cobrir a boca ao tossir, receber as vacinas recomendadas, muitas das quais protegem contra bactéria potencialmente fatais. E, finalmente, discuta as suas preocupações sobre este assunto com o seu médico ou o médico do seu filho."
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Tão leve quanto o ar, mas é ouro puro

O bloco de ouro de 20 quilates é tão leve que flutua sobre a espuma de leite de um capuccino. [Imagem: Gustav Nyström/Raffaele Mezzenga/ETH Zurich]
A tecnologia dos aerogéis chegou ao ouro.
Pesquisadores da Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, criaram um novo tipo de espuma feita de ouro real - equivalente ao ouro de 20 quilates.
Mesmo sendo quase impossível notar, a olho nu, a diferença do aerogel de ouro com um bloco de ouro sólido, é a mais leve forma já produzida do metal precioso: 1.000 vezes mais leve que o ouro comum.
Ele consiste em 98 partes de ar e apenas duas partes de material sólido - deste material sólido, 80% é ouro e 20% são proteínas de leite usadas no processo de fabricação.
Assim, ele não bateu o recorde de metal mais leve do mundo, que pertence a uma "fumaça sólida" feita de níquel - saindo dos metais, o título de material mais leve do mundo pertence ao aerogel de grafite.
O aerogel de ouro foi criado aquecendo as proteínas do leite para transformá-las em fibras nanométricas - chamadas fibrilas amiloides - que foram então colocadas em uma solução de sais de ouro.
As fibras de proteína entrelaçaram-se em uma estrutura intrincada, e o ouro cristalizou-se em pequenas partículas aderindo às fibras nessa estrutura.
O resultado é uma rede de fibras de ouro que passa de uma textura similar à de um gel para a "espuma de ouro".
Aerogel de ouro: o ouro mais leve do mundo
Processo de fabricação do aerogel de ouro: uma espuma de ouro ao leite. [Imagem: Gustav Nyström et al. - 10.1002/adma.201503465]
"Um dos maiores desafios foi secar esta rede fina sem destruí-la," explica Gustav Nystrom, responsável pelo feito. Como a secagem ao ar livre poderia danificar a fina estrutura de ouro, Nystrom optou por um processo de secagem delicada e trabalhosa utilizando dióxido de carbono.
Segundo a equipe, há várias aplicações possíveis para o aerogel de ouro.
A técnica de fabricação permite controlar as propriedades do ouro de uma maneira simples - propriedades como a absorção e a reflexão.
"As propriedades ópticas do ouro dependem fortemente do tamanho e do formato das partículas de ouro," diz Nystrom. "Assim, podemos até mudar a cor do material. Quando mudamos as condições de reação, para que o ouro não se cristalize em micropartículas, mas em nanopartículas ainda menores, isto resulta em um ouro vermelho-escuro."
Além de aplicações em relógios e joias, a equipe está particularmente interessada na catálise química: como o material altamente poroso tem uma superfície enorme, as reações químicas que dependem da presença do ouro como catalisador podem ser realizadas de forma mais eficiente.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Primeira foto de um planeta em formação

Imagem composta onde o azul representa o hidrogênio alfa, e o verde e o vermelho mostram os dados coletados pelo telescópio LBT nas bandas K e L. A parte cinza são imagens do disco protoplanetário já publicadas anteriormente, coletadas na faixa dos milímetros. [Imagem: Stephanie Sallum]
Astrônomos da Universidade do Arizona, nos EUA, acreditam ter fotografado um planeta em formação pela primeira vez.
A jovem estrela LkCa15 possui um disco de material ao seu redor que parece estar na transição entre poeira cósmica e planetas.
Apesar de a estrela estar localizada a 450 anos-luz da Terra, novas técnicas de observação conseguiram identificar as anomalias no disco protoplanetário que indicam a formação de um novo planeta.
O feito é considerável quando se leva em conta que, dos cerca de 2.000 exoplanetas conhecidos, apenas 10 foram fotografados diretamente até agora - e é muito mais fácil fotografar um planeta inteiro do que um "feto planetário".
"Ninguém havia conseguido detectar de forma inequívoca um planeta em formação antes", disse Stephanie Sallum, membro da equipe. "Sempre houve explicações alternativas, mas, neste caso, capturamos uma imagem direta, e é difícil de contestar isso."
Discos protoplanetários formam-se em torno de estrelas jovens, consistindo praticamente no material que sobrou da formação da própria estrela.
Suspeita-se que os planetas se formem a seguir, no interior desse disco, a partir da aglomeração dessa poeira. Desta forma, um planeta nascente pode ser flagrado identificando faixas abertas no disco e, a seguir, procurando pelos seus primeiros blocos.
As observações da equipe dão suporte a essa teoria.
Isto exigiu o aprimoramento das técnicas de observação e dos instrumentos utilizados. Esses instrumentos incluem o Grande Telescópio Binocular, ou LBT, o maior telescópio do mundo atualmente, e do telescópio Magellan, no Chile, com seu sistema de óptica adaptativa, chamado Magao.
A equipe conseguiu capturar a assinatura espectral do planeta conhecida como "hidrogênio alfa", o comprimento de onda específico de luz que a estrela LkCa 15 e seus planetas emitem à medida que crescem - na verdade, quase todas as estrelas jovens são identificadas pela sua luz hidrogênio alfa.
Quando objetos cósmicos estão se formando, eles ficam extremamente quentes. E como eles estão se formando a partir de hidrogênio, todos esses objetos brilham em vermelho escuro, o que os astrônomos chamam de H-alfa, um determinado comprimento de onda da luz. "É como um letreiro de néon, a forma como o gás néon brilha quando fica energizado", explica Laird Close, membro da equipe.
"Esse tom escuro único de luz vermelha é emitido tanto pelo planeta como pela estrela à medida que passam pelo mesmo processo de crescimento," acrescentou a pesquisadora Kate Follette. "Fomos capazes de separar a fraca luz do planeta da luz muito mais brilhante da estrela e ver que ambos estão crescendo e brilhando neste tom muito distinto de vermelho."
É esta cor tão distinta que a equipe afirma ser a prova definitiva de que um planeta está se formando.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Celulares podem estragar relacionamentos

Outros estudos já haviam mostrado que o uso frequente do celular aumenta a ansiedade e diminui a felicidade entre estudantes. Mas já existe até uma nova doença no mercado, a Nomofobia, o medo de ficar sem celular.[Imagem: Kent State University]
Desconectando casais
Parece que os telefones celulares podem ser prejudiciais aos relacionamentos românticos, elevando os níveis de insatisfação do casal e gerando estados depressivos, pelas desavenças que causam.
James Roberts e David Meredith, da Universidade de Baylor (EUA), afirmam que o uso dos celulares sem levar em conta a presença do outro pode minar os alicerces da felicidade do casal.
A dupla realizou duas pesquisas separadas, com um total de 453 adultos, para esclarecer os efeitos do uso do celular pelo parceiro quando o casal está junto.
Há um celular entre nós
A "troca do parceiro pelo celular" foi definido no estudo como a medida na qual as pessoas usam ou são distraídas pelos seus celulares enquanto estão na companhia de seus parceiros de relacionamento.
"O que descobrimos é que, quando alguém percebe que seu parceiro o está trocando pelo celular, isso cria conflitos e leva a níveis mais baixos de satisfação com o relacionamento," explicou Roberts. "Esses níveis mais baixos de satisfação com o relacionamento, por sua vez, levam a níveis mais baixos de satisfação com a vida e, finalmente, a níveis mais elevados de depressão."
Trocado pelo celular
Os resultados da pesquisa mostraram que:
  • 46,3% dos entrevistados relataram ter sido "trocados pelo celular" pelo seu parceiro;
  • 22,6% disseram que o uso do celular pelo parceiro causou conflitos em seus relacionamentos;
  • 36,6% afirmaram ter-se sentido deprimidos pelo menos uma parte do tempo em que seus parceiros estavam de olho no celular.
"Nas interações diárias com outras pessoas significativas, as pessoas muitas vezes assumem que as distrações momentâneas por seus telefones celulares não são algo importante," disse David. "No entanto, nossos resultados sugerem que, quanto mais tempo um casal é interrompido por um dos parceiros envolvido com seu celular, menos provável é que o outro indivíduo esteja satisfeito no relacionamento de uma forma global."
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Exoplaneta laranja pode ser habitável ou ter vida

Titã é um exemplo de uma neblina que pode indicar condições propícias para formas primárias de vida. [Imagem: NASA]
Terra alienígena
Como sempre procuram por "vida como a conhecemos", os astrônomos têm usado a Terra como um modelo para procurar sinais de vida em exoplanetas.
Mas isso não significa que teremos que encontrar exoplanetas azuis para encontrar sinais de vida extraterrestre - afinal, a vida na Terra parecido ter surgido bem antes de ela tornar-se azul.
Giada Arney, da Universidade de Washington, nos EUA, optou então por estudar a Terra em seus primórdios, a Terra do período Arqueano, cerca de 2,5 bilhões de anos atrás, algo bem próximo de "um planeta alienígena para o qual temos dados geoquímicos," segundo ela.
Seus dados mostram que a névoa atmosférica em torno de um exoplaneta - como a névoa que provavelmente envolveu e resfriou a jovem Terra - pode não apenas indicar que o mundo é potencialmente habitável, mas até mesmo ser um sinal da própria existência de vida.
Exoplaneta laranja pode ser habitável ou ter vida
Este é um azotossoma, uma estrutura que poderia mostrar vida de um tipo que não conhecemos em uma lua de Saturno. [Imagem: James Stevenson]
Terra laranja
Os dados geológicos sugerem que a Terra primitiva foi intermitentemente envolta por uma névoa cor de laranja produzida conforme a luz do Sol agia sobre moléculas de metano presentes na atmosfera para formar hidrocarbonetos mais complexos, compostos orgânicos de hidrogênio e carbono.
"Mundos cheios de névoa parecem ser comuns, tanto em nosso Sistema Solar quanto na população de exoplanetas que caracterizamos até agora," diz Arney. "Pensar sobre a Terra com uma névoa global nos permite colocar o nosso planeta natal no contexto desses outros mundos e, neste caso, a neblina pode até ser um sinal da própria vida."
Arney e seus colegas usaram simulações fotoquímicas, de clima, e simulações de radiação para examinar a Terra primitiva envolta por uma neblina de "hidrocarbonos fractais", o que significa que as partículas da neblina não seriam esféricas, como usado nas simulações feitas até agora, mas aglomerados de partículas, amontoadas como uvas no cacho, mas menores do que uma gota de chuva.
Essa névoa fractal, concluiu a equipe, seria laranja e teria reduzido significativamente a temperatura da superfície do planeta. Mas o modelo também mostrou que o resfriamento seria parcialmente contrabalançado por concentrações de gases de efeito estufa que tenderiam a aquecer o planeta.
Esta combinação resultaria em uma temperatura média global moderada, adequada ao tipo de vida que se desenvolveu aqui.
Exoplaneta laranja pode ser habitável ou ter vida
A NASA está estudando o envio de um submarino para procurar vida em Titã. [Imagem: NASA]
Biosferas
A neblina alaranjada teria absorvido a luz ultravioleta tão bem que protegeu a Terra da era Arqueana da radiação cósmica, antes do surgimento do oxigênio e da camada de ozônio, que hoje fornecem essa proteção.
Assim, a névoa laranja ajudou no desenvolvimento de biosferas na Terra, e pode igualmente estar atuando em exoplanetas similares.
"No entanto, sabemos que essas névoas também podem se formar sem vida em mundos como a lua Titã de Saturno, por isso estamos trabalhando para descobrir maneiras de distinguir as névoas biológicas das abióticas," disse Arney.
Por outro lado, muitos astrobiólogos alimentam esperanças de que possa haver algum tipo vida não apenas em Titã, mas também em Encélado, Ganimedes e Europa.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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