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Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

NASA quer enviar helicóptero a Marte

O círculo azul acima do rotor são células solares encarregadas de suprir energia para o Helicóptero de Marte. [Imagem: NASA/JPL]
Voando longe
A NASA começou a testar o protótipo de um helicóptero que poderá ir a Marte como um veículo auxiliar dos robôs espaciais.
O objetivo é ampliar a área de cobertura de robôs como o Curiosity, que atualmente explora Marte.
A visão de um robô é limitada, comparável a um ser humano de pé, o que limita a escolha de alvos interessantes a serem estudados e torna difícil traçar a melhor rota a seguir.
Um helicóptero fazendo voos rasantes pode obter um quadro detalhado em alta resolução, que não pode ser suprido por imagens produzidas pelas sondas espaciais em órbita do planeta.
O objetivo é mapear detalhadamente o terreno em volta do robô. [Imagem: NASA/JPL]
Helicóptero de Marte
Os engenheiros acreditam que o "Helicóptero de Marte" possa triplicar a distância que os robôs viajam por dia, além de dar uma panorâmica que ajude a selecionar os melhores locais a serem visitados.
Enquanto os robôs enviados a Marte até hoje são todos controlados pelos operadores na Terra, a ideia é que o Helicóptero de Marte seja autônomo, decolando todos os dias para fazer uma varredura do terreno e retornando para as proximidades do robô.
O protótipo está sendo testado em uma câmara de vácuo no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, onde é possível reproduzir a atmosfera rarefeita de Marte, que representa o maior desafio para a construção do helicóptero.
O protótipo está sendo testado em uma câmara onde é reproduzida a atmosfera rarefeita de Marte. [Imagem: NASA/JPL]
Sustentação
O modelo tem 60 centímetros de altura, 1,1 metro de circunferência de suas asas móveis duplas e pesa apenas 1 quilograma - mantê-lo leve é essencial porque a sustentação obtida na atmosfera rarefeita de Marte é muito pequena.
Os testes serão essenciais para validar o conceito e encaminhar o Helicóptero de Marte para estudos adicionais que possam traçar seu caminho rumo ao planeta vermelho.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Amigos sabem se você vai viver muito ou não

Traços como a depressão e a raiva têm sido associados a um maior risco de várias doenças e problemas de saúde, incluindo a morte prematura. [Imagem: Wikimedia]
Jovens amantes selando seu compromisso podem sonhar com vidas longas e saudáveis juntos, mas os amigos íntimos na festa de casamento podem saber melhor se esses desejos irão se tornar realidade.

"Você espera que seus amigos estejam inclinados a vê-lo de uma maneira positiva, mas eles também são observadores atentos dos traços de personalidade que poderão enviar-lhe uma morte prematura," afirma o Dr. Joshua Jackson, da Universidade de Washington (EUA).

A equipe de Jackson demonstrou que a personalidade de uma pessoa jovem (20 anos) pode prever quanto tempo ela irá viver, e que os amigos próximos são geralmente melhores do que ela mesma em reconhecer essas características.

Os voluntários homens vistos por seus amigos como mais abertos e conscientes vivem mais.

E as voluntárias cujas amigas classificaram-nas como tendo uma elevada estabilidade emocional e afabilidade também desfrutam de uma expectativa de vida mais longa.

"Nosso estudo mostra que as pessoas são capazes de observar e avaliar a personalidade de um amigo com precisão suficiente para prever a taxa de mortalidade precoce décadas à frente," disse Jackson.

"Isto sugere que as pessoas são capazes de ver características importantes relacionadas à saúde, mesmo quando os seus amigos eram saudáveis e ainda muito distantes da sua expectativa de morrer," acrescentou.

Esta conclusão demonstra a fragilidade de estudos realizados usando as mídias sociais, como um que recentemente defendeu que o computador avalia sua personalidade melhor que seus amigos.

Não é nenhum segredo que os traços de personalidade de uma pessoa podem ter um impacto sobre sua saúde. Traços como a depressão e a raiva têm sido associados a um maior risco de várias doenças e problemas de saúde, incluindo a morte prematura.

Por exemplo, homens mais conscienciosos são mais propensos a comer bem, aderir a uma rotina de exercícios físicos e evitar riscos como dirigir alcoolizado ou sem cinto de segurança.

Já as mulheres emocionalmente mais estáveis podem lutar melhor contra a raiva, a ansiedade e a depressão, sugere o Dr. Jackson.


Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Brasil tem nova vacina contra câncer de próstata

Células do tumor citotóxico do próprio paciente são usadas para criar a vacina autóloga.[Imagem: FK Biotec/Divulgação]
Foi criada por uma empresa brasileira uma nova tecnologia de combate ao câncer que está atualmente na fase clínica. Sua previsão de entrada no mercado é de três anos.
Trata-se de uma vacina classificada como terapia celular - autóloga - ou seja, feita com células tumorais do próprio paciente.
Ela será usada, inicialmente, para tratar câncer de próstata, mas já há estudos em curso prevendo sua aplicação em outros tipos de cânceres.
Foram detectados resultados muito promissores nos primeiros testes. Em um grupo de 107 pacientes acompanhados por cinco anos, foi usado o nível de PSA como referência do que poderia ser chamado de cura bioquímica, ou seja, quando o PSA fica indetectável.
O PSA é uma proteína encontrada no sangue que, quando em nível elevado, indica a possibilidade de câncer de próstata. No grupo que recebeu a imunoterapia, após cinco anos, 85% dos pacientes tiveram PSA indetectável. No grupo de controle, apenas 48% apresentaram esse resultado.
Com informações de Diário da Saúde
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domingo, 25 de janeiro de 2015

Submarinos brasileiros começam a ser construídos

O Prosub não deverá resultar apenas em submarinos, apresentando um efeito multiplicador sobre a economia brasileira. [Imagem: Marinha do Brasil/Divulgação]
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), através da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), está construindo os cascos das cinco unidades do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) do governo federal.
O Prosub é fruto de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia entre Brasil e França e viabilizará a produção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nucelar (SN-BR) e mais quatro submarinos convencionais, com propulsão diesel-elétrica.
Quem está encarregada da construção dos cascos dos submarinos é a Nuclep. Para isso, profissionais de diversas áreas, entre elas, engenharia e soldagem, foram enviados à França a fim de conhecer as técnicas de construção da Marinha francesa.
A Nuclep recebeu as seções de qualificação no final do ano passado, o que atesta a competência técnica da empresa para a produção dos cascos - a seção de qualificação é um dos componentes que será usado na construção dos submarinos.
Existe uma expectativa de que o primeiro dos quatro submarinos convencionais esteja operando em 2017. "Nós esperamos que os quatro submarinos de propulsão convencional estejam prontos no período de 2017 a 2023, e o de propulsão nuclear, de 2023 para 2025," diz o coordenador-geral do Prosub, almirante-de-esquadra Gilberto Max. "O programa é calcado no tripé: transferência de tecnologia, nacionalização e capacitação de pessoal."
O Prosub não deverá resultar apenas em submarinos, apresentando um efeito multiplicador sobre a economia brasileira.
As atividades que terão impactos incluem a geração de energia elétrica, o desenvolvimento de novos materiais, a produção de radioisótopos para a medicina e a irradiação de alimentos para conservação.
Com informações de: Inovação tecnológica
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Via Láctea pode ser um gigantesco buraco de minhoca

Os físicos não sabem para onde o túnel galáctico levaria, mas garantem que ele deve ser "estável e navegável". [Imagem: Davide/Paolo Salucci]
Sistema de transporte intergaláctico
Você acreditaria que a Via Láctea inteira pode ser um gigantesco buraco de minhoca, um "sistema de transporte intergaláctico"?
Pois com base nos últimos dados e cálculos dos físicos, nossa galáxia pode, em teoria, ser um enorme buraco de minhoca, um túnel no espaço-tempo capaz de nos levar aos confins do Universo. E, se isso for verdade, a Via Láctea seria um buraco de minhoca "estável e navegável".
Esta é a hipótese levantada por uma equipe de físicos indianos, italianos e norte-americanos que, de quebra, tenta estimular seus colegas cientistas a repensar a matéria escura "com mais precisão".
"Se combinarmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo, e aventarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que temos é que a nossa galáxia realmente poderia conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia," explica Paolo Salucci, astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), na Itália.
"Mas há mais: Nós poderíamos até mesmo viajar por este túnel, uma vez que, com base em nossos cálculos, ele pode ser navegável, exatamente como aquele que vimos no recente filme Interestelar," acrescenta o cientista.
Buracos de minhoca
Embora túneis no espaço-tempo - ou buracos de minhoca ou Pontes de Einstein-Rosen - tenham ganho popularidade entre o público por meio dos filmes de ficção científica, eles têm sido o foco de atenção de pesquisas sérias dos físicos há décadas - Albert Einstein e Nathan Rosen publicaram seu trabalho em 1935 e levaram a fama, mas Ludwig Flamm havia publicado um trabalho sobre túneis no espaço-tempo em 1916.
Mais recentemente, os buracos de minhoca foram a grande estrela do filme Interestelar, de Christopher Nolan.
"O que tentamos fazer em nosso estudo foi resolver a equação fundamental na qual a astrofísica 'Murph' [personagem do filme, interpretada por Jessica Chastain] estava trabalhando. É evidente que nós fizemos isso muito antes de o filme sair," brinca Salucci. "É, de fato, um problema extremamente interessante para estudos da matéria escura."
"Obviamente não estamos afirmando que nossa galáxia definitivamente é um buraco de minhoca, mas simplesmente que, de acordo com os modelos teóricos, esta hipótese é uma possibilidade," acrescenta.
Mas será que essa teoria poderia ser testada experimentalmente?
"Em princípio, poderíamos testar a hipótese comparando duas galáxias - nossa galáxia e outra, muito próxima, por exemplo a Nuvem de Magalhães, mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer essa comparação," responde Salucci.
Matéria Escura? Fala sério
Para chegar às suas conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da Relatividade Geral com um mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea, obtido em um estudo realizado pela equipe em 2013.
"Além da hipótese da ficção científica, nossa pesquisa é interessante porque propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura," explica o físico, que conclama seus colegas a "falar mais sério" sobre a hipótese da matéria escura.
Ele salienta que os cientistas vêm tentando há muito tempo explicar a matéria escura levantando a hipótese da existência de uma partícula específica, o neutralino, que, no entanto, nunca foi identificada no LHC e nem observada no Universo.
Mas também existem teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula "e talvez seja a hora de os cientistas levarem essa questão mais a sério," recomenda Salucci, sem ser muito ácido em suas críticas às atuais teorias da matéria escura.
A seguir ele acrescenta suas próprias ideias e os caminhos que as discussões deveriam tomar.
"A matéria escura pode ser 'outra dimensão', talvez até mesmo um sistema central de transporte galáctico. De qualquer forma, nós realmente precisamos começar a nos perguntar o que a matéria escura é," conclui Salucci.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ano de 2015 terá um segundo a mais

Relógio do Longo Agora será um carrilhão capaz de funcionar por 10.000 anos - sem saltos de segundos.[Imagem: Rolfe Horne/The Long Now Foundation]
Mais tempo
O ano de 2015 terá um segundo a mais.
Em 30 de junho, será acrescido um segundo ao Tempo Universal Coordenado (UTC) para fazer a correção do Tempo Atômico Internacional (TAI).
A alteração se faz necessária porque a velocidade de rotação da Terra registra variações, enquanto os relógios atômicos que geram e mantêm a hora legal possuem uma precisão que chega a um segundo em milhões de anos.
A velocidade de rotação da Terra sofre variações em virtude dos efeitos gravitacionais do Sol, da Lua e dos planetas, e também resultado dos deslocamentos de massas terrestres em diferentes partes do planeta.
Segundo intercalado
No dia 30 de junho, o relógio oficial irá registrar a sequência: 23h59min59s - 23h59min60s, para só então passar a 1º de julho (0h00min00s).
Como essa correção é feita no horário de Greenwich, no Brasil a correção ocorrerá três horas antes. O Observatório Nacional, responsável pela geração, conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira, fará o acréscimo desse segundo às 21h, horário de Brasília.
Embora pareça pequena, a mudança impacta a sociedade principalmente no que se refere às relações comerciais. As empresas sincronizadas aos servidores do Observatório Nacional terão essa mudança automaticamente, enquanto as demais precisam providenciar suas adequações.
A correção do chamado "segundo intercalado" ou "segundo bissexto" (leap second) é determinada pelo IERS (International Earth Rotation and Reference Systems Service). O último acréscimo do segundo intercalado aconteceu em 2012.
Há várias propostas para eliminação desse acréscimo de um segundo, mas os países envolvidos nunca chegaram a um consenso.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Abacate reduz colesterol mais que dieta

Os abacates Hass são a variedade menor, de casca mais escura e irregular. [Imagem: Cortesia Haas Avocado Board]
Acrescentar um abacate à sua dieta diária pode ajudar a diminuir o colesterol ruim, por sua vez reduzindo o risco de doenças cardíacas.
Quem garante é Penny Kris-Etherton e seus colegas da Universidade da Pensilvânia (EUA), em um artigo publicado no Journal of the American Heart Association.
Abacates são bem conhecidos como um alimento rico em nutrientes e em ácidos graxos monoinsaturados.
"Incluir um abacate por dia como parte de uma dieta com teores moderados de gordura, em comparação com a mesma dieta sem o abacate, aumenta os efeitos de redução do LDL (lipoproteínas de baixa densidade), com benefícios para os riscos de doenças cardiovasculares," resume a Dra. Penny.
Ela e seus colegas na verdade testaram três dietas diferentes, todas concebidas para reduzir o colesterol: uma dieta com baixos teores de gorduras, composta por 24% de gordura, e duas dietas com teores moderados (34%) de gordura.
As dietas mais ricas em gordura eram quase idênticas, mas uma delas incluía um abacate Hass por dia, enquanto a outra usava uma quantidade comparável de óleos com elevados teores de ácido oleico - como o azeite - equivalentes ao teor de ácidos graxos presentes no abacate.
Abacates Hass são a variedade menor, de casca mais escura e irregular. Eles têm um maior teor de nutrientes do que os abacates comuns, que são maiores, têm a casa lisa e um teor de água mais elevado.
Em comparação com voluntários de controle - sem nenhuma dieta - todas as três dietas reduziram significativamente o LDL - também conhecido como colesterol ruim -, bem como o colesterol total. Todos os participantes seguiram cada uma das três dietas durante cinco semanas.
No entanto, os participantes que incluíram o abacate na dieta tiveram uma redução ainda maior nos níveis de LDL e colesterol total, em comparação com as outras duas dietas.
A dieta com o abacate Hass diminuiu o colesterol ruim em 13,5 mg/dL, a outra dieta com gordura moderada em 8,3 mg/dL e a dieta com baixos teores de gordura em 7,4 mg/dL.
"Este foi um estudo de alimentação controlado, mas isso não é o mundo real - por isso é mais uma pesquisa de prova-de-conceito," reconhece a Dra Penny. "Nós precisamos nos concentrar em fazer as pessoas comerem uma dieta saudável, que inclua abacates e outros alimentos com gorduras melhores."
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como remover o lixo espacial

Há muita atenção voltada para os métodos ativos de remoção do lixo espacial. [Imagem: ESA]
"O que sobe tem de descer." No campo dos satélites artificiais, este ditado ganhou força de lei.
O regulamento internacional prevê que seja deixada uma quantidade mínima de detritos em órbitas de grande utilização, especialmente as órbitas baixas preferidas pelas missões de observação da Terra e algumas classes de satélites de comunicação - e, claro, algumas naves e a Estação Espacial Internacional.
Para estas órbitas, que vão até aos 2.000 km de altitude, o requisito é que os satélites sejam removidos dentro de, no máximo, 25 anos após o fim de sua vida útil. As indicações são de que eles passarão a ser movidos para uma altitude em que a resistência da atmosfera force sua reentrada. Uma alternativa sendo considerada é enviá-los para "órbitas cemitério", ainda a serem definidas, onde a demanda de ocupação seja menor.
Ou seja, as empresas ainda não sabem exatamente como terão que alterar seus projetos. O que se sabe é que os satélites terão que levar mais combustível para literalmente desocupar o espaço que ocuparam durante sua vida útil.
Quanto mais massa é acrescentada ao satélite, menos é deixado para a carga útil, a parte que de fato concretiza os objetivos da missão, o que deverá elevar os custos de fabricação dos novos satélites. E isto também significa que os satélites menores terão mais dificuldades em cumprir os requisitos de mitigação. Por isso há muita atenção voltada para os métodos ativos de remoção do lixo espacial.
Para discutir essas e outras questões relacionadas ao lixo espacial, a ESA (Agência Espacial Europeia) realizará, em março próximo, uma reunião com todos os fabricantes de satélites para discutir um novo modelo para as missões de órbita baixa, de forma que estas respeitem as regulamentações anti-lixo especial.
Na realidade, algo precisa ser feito sob todos os pontos de vista: caso contrário, por exemplo, órbitas baixas chave poderiam ficar inutilizáveis por se encherem de lixo especial, atrapalhando o negócio dessas empresas.
Durante o encontro serão analisadas novas tecnologias dedicadas a diminuir a quantidade de satélites abandonados, reduzindo o risco de colisões orbitais pelo aumento de lixo especial e, ao mesmo tempo, a ameaça que constitui a reentrada descontrolada de satélites.
"Este evento é um passo essencial no envolvimento de todo o setor europeu do espaço para um passo à frente nos satélites de órbita baixa," explicou a organizadora do evento, Jessica Delaval. "As empresas terão oportunidade de avançar nas suas próprias tecnologias de mitigação de lixo espacial."
Segundo estudos da ESA, agora e no futuro, o maior risco de colisão de satélites com lixo espacial ocorre sobre os polos da Terra. [Imagem: ESA]
Há mais de 12 mil detritos espaciais detectáveis, superiores a 10 cm, em órbita da Terra, incluindo satélites abandonados e fragmentos de missões - constituindo todos um perigo real para as missões atuais.
A quantidade de objetos pequenos e indetectáveis é da ordem de milhões: centenas de milhares de peças entre 1 e 10 cm e milhões de peças menores. A velocidade orbital, uma peça de um centímetro pode ter o impacto de uma granada de mão se acertar outro objeto.
A grande expectativa é que o evento da ESA aponte novas ideias não apenas para as abordagens passivas, mas também para missões ativas de remoção do lixo espacial.
Uma das propostas envolve o lançamento de satélites garis ou microssatélites equipados com motores para arrastar o lixo espacial de volta - como o suíço CleanSpace One.
A NASA está testando a ideia de usar velas solares instaladas nos próprios satélites artificiais a serem lançados no futuro, mas também trabalha no desenvolvimento de raios tratores para eliminar o lixo já existente.
Outra proposta com possibilidade de implementação a curto prazo envolve um canhão laser de alta potência, que geraria jatos de plasma ao redor do detrito espacial. Esses jatos funcionariam como pequenos foguetes, desviando o detrito e fazendo-o reentrar na atmosfera, onde se queimaria:
A expectativa é que, ao final do evento, as empresas apontem quais dessas - ou outras - tecnologias elas irão apoiar e testar.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Sentir frio é contagioso, calor não

Os humanos são sujeitos ao contágio do frio, mas não do calor. [Imagem: University of Sussex]
Apenas olhar para alguém tremendo de frio é suficiente para nos fazer sentir frio.
A conclusão dos pesquisadores da Universidade de Sussex (Reino Unido), apresentada em um artigo publicado na revista PLoS ONE, é que os seres humanos somos suscetíveis ao "contágio da temperatura".
Durante o estudo, voluntários que apenas assistiam a vídeos de pessoas colocando as mãos em água gelada apresentaram quedas significativas na sua própria temperatura corporal.
"Acredita-se que imitar outra pessoa nos ajuda a criar um modelo interno do estado fisiológico daquela pessoa que podemos usar para melhor compreender as suas motivações e como elas estão se sentindo," teoriza Neil Harrison, que liderou a pesquisa.
"Os seres humanos são criaturas profundamente sociais e muito do sucesso humano resulta de nossa habilidade de trabalhar juntos em comunidades complexas - isso seria difícil de fazer se não fôssemos capazes de sentir empatia e prever os pensamentos, sentimentos e motivações dos outros," continua o pesquisador.
Durante o experimento, cada um dos 36 participantes assistiu oito vídeos de atores colocando suas mãos em água visivelmente quente ou fria.
A temperatura das mãos de cada voluntário era medida conforme eles assistiam cada um dos vídeos - e suas mãos ficaram significativamente mais frias quando eles assistiam os "vídeos frios".
De forma um tanto surpreendente, os "vídeos quentes" não causaram mudança na temperatura, sugerindo que somos sujeitos ao contágio do frio, mas não do calor.
"Nós acreditamos que isto provavelmente seja porque os vídeos quentes eram menos potentes - as únicas pistas que a água estava quente era o vapor no início dos vídeos e o rosado da mão do ator, enquanto que blocos de gelo eram claramente visíveis ao longo de toda a duração dos vídeos frios," disse Harrison.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Hubble comemora 25º aniversário com nova foto de uma "velha conhecida"

Nova imagem dos pilares tem ângulo mais aberto e resolução duas vezes maior que a original (Foto: NASA, ESA/Hubble e Hubble Heritage Team)
Em 2015 o telescópio Hubble completará 25 anos em órbita. Para comemorar o feito, registrou novas imagens impactantes de dois conhecidos corpos celestes. Uma delas, revisa uma de suas fotos mais antigas e mais famosas, o telescópio capturou uma nova visão da Nebulosa da Águia que mostra seus "Pilares da Criação" em mais detalhes do que nunca. Em outra, a partir de uma montagem com 13 mil fotos, mostra nossa vizinha galáxia de Andrômeda, que se tornou a maior imagem já feita pelo telescópio. Ambas as imagens foram reveladas em Seattle, em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana.
Paul Scowen, da Arizona State University, descreveu as fotos da Nebulosa da Águia como "novas imagens de uma velha amiga".
A imagem original dos pilares de formação estelar de nuvens de poeira e gás, feita em 1995, foi uma sensação e tem aparecido em inúmeras capas de livros, nas telas de cinema e em camisetas.
Graças a melhorias nos sistemas do Hubble, a nova representação tem um ângulo mais aberto e uma resolução duas vezes maior que a da foto original.
Ele também permite que astrônomos como Scowen vejam o que mudou em 20 anos - apesar de todas as mudanças realmente terem ocorrido há 7 mil anos, por causa da distância.
Com informações de G1.com
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Filme plástico comestível desenvolvido pela Embrapa

O filme (direita) pode ser feito de de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate. [Imagem: Flavio Ubiali/Embrapa]
Comendo a embalagem
Imagine colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica: a película que a envolve é composta por tomate e, ao ser aquecida, vai se incorporar à pizza e fazer parte da refeição.
Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação no âmbito da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano).
A nova técnica permite fabricar películas comestíveis de alimentos como espinafre, mamão, goiaba, tomate e pode utilizar muitos outros como matéria-prima.
"Podemos utilizar rejeitos da indústria alimentícia para fabricar o material. Isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada," afirmou o pesquisador Luiz Henrique Mattoso.
O filme comestível tem características físicas semelhantes às dos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger os alimentos. Porém, o fato de poder ser ingerido abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens, como aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.
Liofilização
O plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto. "O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos," conta o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, que participou do trabalho.
Ele explica que os alimentos usados como matéria-prima passam pelo processo de liofilização. Trata-se um tipo de desidratação na qual, após o congelamento do alimento, toda a água contida nele passa diretamente do estado sólido ao gasoso, sem passar pela fase líquida. O resultado é um alimento completamente desidratado com a vantagem de manter suas propriedades nutritivas.
A técnica pode ser aplicada aos mais diferentes alimentos, como frutas, verduras, legumes e até alguns tipos de temperos, o que explica a grande diversidade de matérias-primas para os filmes comestíveis, que poderão ter o sabor e a cor de acordo com o produto que irão proteger.
A Embrapa pretende fazer parcerias com empresas privadas para que os filmes comestíveis possam chegar ao mercado.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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Mudanças hormonais são verificadas em pais "grávidos"

"Fica comprovado então que não é apenas a presença de uma criança que diminui a testosterona." [Imagem: University of Michigan]
A ideia de uma "gravidez masculina" parece cada vez mais fundamentada pelos estudos bioquímicos.
Pesquisadores descobriram que o período anterior ao nascimento do filho diminui significativamente o nível de dois hormônios nos homens - o estradiol e a testosterona.
Mulheres grávidas experimentam mudanças hormonais significativas durante a transição para a maternidade, mas mudanças hormonais nos pais durante o pré-natal são bem menos conhecidas.
Outros estudos já indicaram que os hormônios dos homens mudam quando eles se tornam pais, mas este novo estudo em larga escala mostrou que o declínio hormonal pode começar ainda mais cedo, durante a transição para a paternidade.
"Ainda não sabemos exatamente por que os hormônios dos homens mudam," confessa o Dr. Robin Edelstein, da Universidade de Michigan (EUA). "Essas mudanças podem ser em função das alterações psicológicas que os homens experimentam enquanto se preparam para se tornar pais, mudanças em seus relacionamentos românticos ou alterações físicas que os homens experimentam juntamente com suas parceiras que estão grávidas."
"No entanto, as alterações hormonais dos pais poderiam ter implicações importantes para o comportamento dos homens quando seus bebês nascem," acrescenta ele.
Edelstein e seus colegas examinaram a testosterona, o cortisol, o estradiol e a progesterona em 29 casais à espera do primeiro filho, com idades entre 18 e 45 anos. As amostras, tanto das mulheres quanto dos homens, foram coletadas quatro vezes durante o período pré-natal, nas semanas 12, 20, 28 e 36 da gravidez.
As mulheres apresentaram grandes aumentos dos quatro hormônios durante o pré-natal, enquanto os homens apresentaram declínios na testosterona (associada com a agressividade e o cuidado parental) e no estradiol (associado a cuidados e ligações afetivas).
Nos homens não foram constatadas alterações no cortisol (hormônio do estresse) ou na progesterona (associada à proximidade social e ao comportamento materno).
"Fica comprovado então que não é apenas a presença de uma criança que diminui a testosterona," diz Edelstein.
Uma limitação do estudo - no que se refere à baixa testosterona - é que os pesquisadores não usaram um grupo de comparação de homens que não estavam à espera de um filho. "Assim, não podemos descartar completamente a possibilidade de que as mudanças são simplesmente devido à idade ou à passagem do tempo," reconhece Edelstein.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 11 de janeiro de 2015

Videogame ensina física preparando Marte para colonização

Sprace Game 2.0, desenvolvido na Unesp com apoio da FAPESP, apresenta conceitos de física de partículas em missão virtual para colonizar Marte. Game pode ser baixado de graça[Imagem: Divulgação]
Partículas subatômicas
Enquanto o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) tenta recriar as condições surgidas logo após o Big Bang, crianças e adolescentes podem aprender no computador a capturar partículas subatômicas e utilizá-las para construir prótons, nêutrons e as bases atômicas de todo o universo.
Esta é a proposta do jogoSprace Game 2.0, criado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
"O visual, os desafios propostos e especialmente o conteúdo por trás das missões fazem com que o jogador se divirta enquanto entra em contato com conceitos importantes da física das partículas subatômicas, grande objetivo da iniciativa," explica o professor Sérgio Ferraz Novaes.
Reduzido na tela à escala subatômica, o jogador comanda uma nave miniaturizada e utiliza um campo de energia para capturar quarks, as partículas subatômicas que formam prótons e nêutrons - que, por sua vez, compõem o núcleo atômico.
É uma jornada que leva os mais curiosos a entrar em contato com a complexidade da estrutura da matéria, que vai muito além dos famosos prótons e nêutrons.
"Os aceleradores de partículas permitem ampliar nosso conhecimento sobre as estruturas da matéria e conhecer as partículas subatômicas: os quarks up, down, strange, charm, bottom e top, os léptons elétron, múon, tau e seus três respectivos neutrinos, e as partículas glúon, W, Z e fóton, responsáveis pelas interações forte, fraca e eletromagnética", explicou Novaes.
Colonizar Marte
Esses componentes subatômicos são os alvos do jogador. De posse das partículas encontradas, ele precisa levá-las ao laboratório para que sejam identificadas e ajudem a calibrar os sensores da nave, que adquire a capacidade de identificar novas partículas à distância.
Nas fases seguintes, a missão ganha mais complexidade: é preciso aprender a recombinar as partículas para construir prótons e nêutrons que, por sua vez, deverão ser utilizados para construir os núcleos atômicos, necessários à sustentação da vida.
As missões são apresentadas como etapas intermediárias para preparar o planeta Marte para uma futura colonização humana. O objetivo final é coletar as partículas e recombinar seus quarks na produção de novos prótons e nêutrons nas quantidades corretas para produzir os núcleos dos átomos necessários à colonização - entre eles o hidrogênio e o oxigênio, indispensáveis para a sustentação da vida.
Durante o processo, o jogador aprende a consultar a Tabela Periódica para determinar a quantidade de prótons e nêutrons a serem gerados em cada caso e repete algumas vezes o processo de selecionar quarks para compor prótons e nêutrons de forma a memorizar a composição dessas duas partículas.
A nave é equipada com dois tipos de disparo - o primeiro, utilizado para lançar uma espécie de campo de força que prende a partícula, permitindo o transporte para o laboratório de análises miniaturizado; o segundo, para impulsionar uma partícula capturada em determinada direção. Todo o jogo é controlado pelo mouse e o visual e a mecânica de controle são semelhantes aos dos jogos 2D modernos.
Exatidão científica
De acordo com Novaes, o planejamento do jogo obedeceu critérios para garantir a exatidão científica sem prejudicar a diversão.
"Apesar de certa liberdade criativa, zelamos pelo rigor científico dos conceitos tratados. Claro que, na realidade, é impossível a observação direta das partículas, mas esse tipo de restrição foi contornado pelo elemento da fantasia. Ao mesmo tempo misturamos o conteúdo didático com as regras do jogo, para tornar o aprendizado mais divertido", disse.
O jogo foi projetado para funcionar em qualquer computador com sistema operacional Windows, Linux ou do Macintosh, exigindo apenas a instalação da versão mais recente da plataforma Java, que pode ser obtida gratuitamente na Internet.
O jogo Sprace Game pode ser acessado gratuitamente no endereço www.sprace.org.br/sprace-game.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnlógica
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Come-se mais e pior após o Ano Novo que durante as festas

Apesar das resoluções de comer melhor, as pessoas compram a maior quantidade de comida pouco saudável depois do Ano Novo.[Imagem: Jeff Clarke/UVM]
Apesar das resoluções de Ano Novo de passar a comer melhor e perder peso, as pessoas compram ainda mais alimentos calóricos depois das festividades de fim de ano.
Os gastos dos consumidores em alimentos aumentam cerca de 15% durante as festas de fim de ano (Natal e Ano Novo), com a maior parte do aumento consistindo em alimentos pouco saudáveis.
A surpresa é que essas mesmas pessoas compram uma quantidade de comida ainda maior e de pior qualidade depois do Ano Novo - o equivalente a um aumento de 9% em calorias acima dos níveis já elevados consumidos durante as festas.
"As pessoas começam o ano novo com boas intenções para comer melhor," comenta a Dra. Lizzy Pope, da Universidade de Vermont, principal autora do estudo publicado na revista científica PLoS ONE.
"Elas escolhem itens mais saudáveis, mas também compram níveis mais elevados das menos saudáveis comidas favoritas de férias. Então seus carrinhos de supermercado contêm mais calorias do que em qualquer outra época do ano que nós as rastreamos," explica Pope.
Os resultados são surpreendentes dada a reputação dos feriados de fim de ano como a época em que mais se come em excesso - come-se ainda mais e pior logo depois.
Isto sugere que as pessoas precisam de melhores estratégias para fazer compras sob a influência de suas "resoluções de fim de ano", para que elas não se tornem "res-ilusões", escrevem os pesquisadores.
Eles recomendam que os consumidores utilizem listas de supermercado escritas para conter compras impulsivas de junk food, substituam tanta comida porcaria quanto possível por produtos frescos e alimentos ricos em nutrientes, e dividam os carrinhos de supermercado visualmente para garantir que os alimentos nutritivos representem pelo menos metade de suas compras.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Telescópio Kepler revela 1.000º exoplaneta

Imagem: NASA
A NASA anunciou que os dados do telescópio espacial Kepler permitiram a confirmação do 1.000º exoplaneta.
Desses, 8 têm dimensões similares às da Terra, incluindo um exoplaneta (Kepler-438b) com um raio de apenas 1,12 vez o raio do nosso planeta e que recebe uma quantidade de luz maior do que o "gêmeo" mais parecido com a Terra que se conhecia até agora.
Três deles estão localizados na zona habitável de suas estrelas, a região com temperaturas que permitem a existência de água em estado líquido. Dos três, dois (Kepler-438b e Kepler-442b) são provavelmente rochosos como a Terra.
Os dados revelaram ainda 554 novos candidatos a planetas, que precisarão ser confirmados com observações de outros telescópios - agora são mais de 4.000 candidatos a planeta em processo de confirmação.
Embora o telescópio Kepler tenha deixado de funcionar prematuramente, ele coletou dados - de 2009 a 2013 - em uma magnitude tal que deverá deixar os astrônomos ocupados até 2019, segundo a NASA, quando só então poderá ser possível fazer um balanço total das descobertas científicas do observatório.
Esse balanço geral é esperado porque representará o melhor recenseamento de exoplanetas feitos até hoje - o Kepler observou mais de 150.000 estrelas, e seus resultados finais permitirão estimar melhor a quantidade delas que possuem planetas.
Dos planetas extrassolares mais interessantes anunciados agora, o Kepler-438b está a 475 anos-luz de distância da Terra e orbita sua estrela a cada 35,2 dias, enquanto o Kepler-442b está a 1.100 anos-luz de distância, é 33% maior do que a Terra e tem um ano de 112 dias.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Quando você perde peso, para onde esse peso vai?

excesso de gordura no corpo atinge principalmente as mulheres, mas sua perda sempre obedece às leis da física.[Imagem: Cortesia Ministério da Saúde]
Apesar de uma obsessão mundial com dietas e regimes alimentares, muitos profissionais de saúde - médicos e nutricionistas, entre outros - não sabem responder corretamente à pergunta simples e direta: Para onde vai a gordura corporal quando as pessoas perdem peso?
"Há uma surpreendente ignorância e confusão acerca do processo metabólico da perda de peso," resume o professor Andrew Brown, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), cuja equipe realizou entrevistas com centenas de cientistas, médicos e outros profissionais de saúde sobre a questão.
O equívoco mais comum entre os profissionais de saúde é que a massa que se perde seria convertida em energia ou calor, o que contraria uma lei fundamental da física.
"A resposta correta é que a maior parte da massa perdida é expirada na forma de dióxido de carbono. Ela sai na forma de ar," explica Ruben Meerman, principal autor do estudo.
Em seu artigo, publicado no British Medical Journal, os autores mostram que perder 10 quilogramas (kg) de gordura exige a inalação de 29 kg de oxigênio e que esse processo metabólico produz 28 kg de dióxido de carbono e 11 kg de água.
"Se você seguir os átomos em 10 kg de gordura à medida que eles são 'perdidos', 8,4 kg desses quilogramas são exalados como dióxido de carbono através dos pulmões. Os restantes 1,6 kg tornam-se água, que pode ser excretada na urina, fezes, suor, respiração, lágrimas e outros fluidos corporais," relatam os autores.
Mais de 50% dos profissionais de saúde entrevistados acreditavam que a gordura fosse convertida em energia ou calor, o que viola a Lei da Conservação das Massas, mais conhecida como Lei de Lavoisier, que estabelece que nunca se cria nem se elimina matéria, sendo apenas possível transformá-la de uma forma em outra.
Assim, o que se perde em matéria deve sair do corpo na forma de matéria (átomos), estejam eles na fase sólida, líquida ou gasosa.
Fonte: Diário da Saúde
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