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Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

terça-feira, 31 de março de 2015

Via Láctea pode ser bem maior do que se calculava

O que se pensava serem discos de estrelas ao redor da galáxia podem ser ondulações. [Imagem: Yan Xu et al. - 10.1088/0004-637X/801/2/105]
A Via Láctea pode ser pelo menos 50% maior do que se estimava até agora.
Isto porque o disco galáctico parece ter contornos na forma de várias ondas concêntricas.
A conclusão é de uma equipe internacional que utilizou dados astronômicos coletados pelo projeto SDSS (Sloan Digital Sky Survey), responsável pela elaboração da maior imagem já feita do Universo.
"Em essência, o que descobrimos é que o disco da Via Láctea não é simplesmente um disco de estrelas em uma superfície plana - ele é ondulado," explica o professor Heidi Newberg, do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos.
"Como [essas ondas] se irradiam a partir do Sol, nós vemos pelo menos quatro ondulações no disco da Via Láctea. Embora só possamos olhar para uma parte da galáxia com esses dados, assumimos que este padrão será encontrado em todo o disco," acrescenta.
Via Láctea pode ser 50% maior do que se calculava
Nosso Sistema Solar fica bem protegido na parte interna da Via Láctea. [Imagem: Yan Xu et al. - 10.1088/0004-637X/801/2/105]
Os dados revelaram ainda que algumas características previamente identificadas como anéis são na verdade parte do disco galáctico, estendendo-se da largura calculada da Via Láctea - 100.000 anos-luz de diâmetro - para até 150.000 anos-luz, tornando nossa galáxia 50% maior.
"Os astrônomos já haviam observado que o número de estrelas na Via Láctea diminui rapidamente a cerca de 50.000 anos-luz do centro da galáxia e, então, um anel de estrelas aparece a cerca de 60.000 anos-luz do centro," explica Yan Xu, principal autor do trabalho.
"O que vimos agora é que este aparente anel é na verdade uma ondulação no disco. E é bem possível que haja mais ondulações, ainda mais distantes, que não vimos ainda," concluiu Xu.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 28 de março de 2015

Luz artificial demais está nos deixando doentes

Imagem do Google
Faz pouco mais do que um século que a humanidade começou a ter iluminação artificial.
E, agora, a maioria das pessoas está sob luz artificial em grande parte do tempo, inclusive durante o dia.
E isso não parece estar fazendo bem para a saúde, afetando sobretudo o ciclo natural de vigília e sono e o relógio biológico humano.
"Está claro que a iluminação típica está afetando nossa fisiologia," confirmam Richard Stevens (Universidade de Connecticut) e Zhu Yong (Universidade de Yale).
"Mas a iluminação pode ser melhorada. Estamos aprendendo que uma iluminação melhor pode reduzir esses efeitos fisiológicos. Com iluminação melhor queremos dizer comprimentos de onda mais longos à noite e evitar o azul brilhante dos leitores eletrônicos, tablets e celulares inteligentes," disse Stevens.
Quando usados à noite, esses aparelhos emitem luz azul suficiente para suprimir o hormônio melatonina, que induz o sono, e perturbar o ritmo circadiano do corpo, o mecanismo biológico que permite um sono reparador. Além disso, o tipo específico de luz azul-violeta dos celulares pode prejudicar a visão.
"Não sabemos ao certo ainda, mas há cada vez mais indícios de que as implicações a longo prazo disto têm ligações com o câncer de mama, obesidade, diabetes e depressão, e, possivelmente, outros tipos de câncer," afirmam os dois pesquisadores.
Como smartphones e tablets tornaram-se parte da vida moderna, os pesquisadores recomendam uma conscientização geral de como o tipo de luz emitida por estes aparelhos afeta nossa biologia.
Mas a diferença é bastante sutil, e mesmo tons diferentes de azul produzem resultados antagônicos: por exemplo, já se demonstrou que uma luz azul muito menos brilhante do que a das telas dos aparelhos eletrônicos combate a fadiga de dia e de noite e é capaz de regular o relógio biológico de trabalhadores noturnos.
Daí o alerta que os pesquisadores fazem sobre a quantidade e a qualidade da luz.
"Tem a ver com a quantidade de luz que você está recebendo, à noite," ressalta Stevens. "Isso não significa que você tenha que desligar todas as luzes às 8 da noite, significa apenas que, se você tem uma escolha entre um leitor eletrônico e um livro de papel, o livro é menos prejudicial para o seu relógio biológico. À noite, o melhor é uma luz mais fraca e, acredite ou não, mais vermelha, como uma lâmpada incandescente."
Estudos já demonstraram que as lâmpadas fluorescentes, que substituíram as incandescentes em nome da economia de energia, podem causar danos à pele e outros problemas de saúde - nos EUA, hospitais já estão substituindo as lâmpadas fluorescentes por outras menos problemáticas.
Fonte: Diário da Saúde
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Luz é fotografada como partícula e onda ao mesmo tempo

Fotografia "espaço-energética" da luz confinada em um nanofio, mostrando simultaneamente a interferência espacial (aspecto onda) e a quantização de energia (aspecto partícula) de um fóton. [Imagem: Fabrizio Carbone/EPFL]
Dualidade
Diversas técnicas já permitiram a observação dos fótons como partículas ou seu comportamento como ondas, inclusive em escala macroscópica.
Contudo, embora muitos hoje considerem que a função de onda seja uma entidade real, até agora não tinha sido possível visualizar um fóton como partícula e como onda ao mesmo tempo.
Foi justamente isto que afirmam ter feito Luca Piazza e seus colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça.
Foto de um fóton
Embora traçar a onda equivalente a uma partícula não represente um problema insolúvel, fazer uma fotografia é outra coisa. Por exemplo, são necessários fótons para gerar uma imagem: então, como fotografar um fóton?
Piazza deu um jeito nisto idealizando um experimento no qual são usados elétrons para fazer as imagens dos fótons.
Quando um pulso de laser é disparado sobre um nanofio, o laser adiciona energia às partículas carregadas, fazendo-as vibrar e se movimentar, com os fótons podendo viajar em sentidos opostos nesse nanofio. Mas, quando se chocam, eles formam uma nova onda que se comporta como se nunca saísse do lugar - este é um dos fundamentos da plasmônica.
Essa "onda estacionária" é a musa que posou para a fotografia feita pelos pesquisadores.
Fóton como partícula e como onda
O truque consistiu em disparar uma corrente de elétrons próximo ao nanofio. Conforme os elétrons interagem com a "onda-musa de luz", eles podem ter sua velocidade aumentada ou reduzida.
Usando um microscópio ultrarrápido, a equipe suíça detectou o ponto exato no espaço onde essa mudança de velocidade ocorria. Com elétrons suficientes para fazer o contorno todo, eles conseguiram "visualizar" a onda estacionária, cuja existência demonstra a natureza de onda da luz.
Ocorre que, quando os elétrons atingem o fóton - a onda estacionária - sua alteração de velocidade ocorre mediante uma troca de pacotes de energia (quanta) entre os elétrons e os fótons. Detectando esses pacotes de energia os pesquisadores puderam também fazer uma imagem do fóton como partícula.
Luz é fotografada como partícula e onda pela primeira vez
Ilustração do experimento que fotografou a luz como partícula e como onda ao mesmo tempo. [Imagem: Fabrizio Carbone/EPFL]
Filme da mecânica quântica
"Este experimento demonstra que, pela primeira vez, nós podemos filmar a mecânica quântica - e sua natureza paradoxal - diretamente," disse o professor Fabrizio Carbone, coordenador da equipe.
O pesquisador afirma que o experimento poderá ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias.
"Essa capacidade de fotografar e controlar fenômenos quânticos em escala nanométrica abre uma nova rota rumo à computação quântica," disse ele.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 26 de março de 2015

UEPB Realiza II ENECT

Imagem: Divulgação
Na tarde de ontem encerrou-se o II Encontro Nacional de Educação, Ciências e Tecnologias, realizado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB, que teve início domingo, dia 22.

O ENECT é um evento de realização bianual, organizado pelo Centro de Ciências e Tecnologia (CCT) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com a participação dos cursos de Licenciatura e Bacharelado que compõem o Centro.

Sua realização ocorre nas dependências do CCT, campus I, em Campina Grande/PB, com a participação de docentes do Centro e de convidados externos. Durante o evento, são promovidas várias atividades que permitem conhecer as pesquisas em andamento nos Cursos, bem como a troca de ideias entre os participantes, através da apresentação de trabalhos na forma de pôsteres.

Neste ano, o evento teve como tema central "Educação e Sustentabilidade", concentrando-se em trabalhos que discutam como as pesquisas em andamento, tanto no âmbito das licenciaturas quanto dos bacharelados, podendo contribuir para a construção de ações sustentáveis, formando cidadãos que tenham uma perspectiva crítica sobre o mundo em que vivem.

Os principais objetivos do evento são, permitir a divulgação dos trabalhos em andamento (ensino, pesquisa e extensão) e promover a troca de experiências e saberes entre estudantes e pesquisadores, além de ter como público-alvo alunos de graduação, pós-graduação e professores da Educação Básica, contemplando atividades como conferências, mesas redondas, palestras, minicursos e oficinas e apresentação de pôsteres.

Foto: Prof. Paulo Robson
Este blogueiro esteve presente no evento, participando do quarto dia de atividades e representando nossa querida Altaneira em um evento acadêmico desse porte. Em minha contribuição, apresentei um trabalho que é parte integrante de meu projeto de pesquisa de conclusão de curso do mestrado (um dos capítulos), cujo tema foi Episódios Históricos de Astronomia: Como os Livros Didáticos Apresentam a Temática. Neste trabalho, fizemos uma análise dos livros didáticos disponibilizados pelo PNLD - Programa Nacional do Livro Didático, no período de 2006-2014, onde buscamos verificar de que forma os mesmos tratam a História da Astronomia e como eles apresentam tais conteúdos para os discentes.

Em linhas gerais, o evento foi muito produtivo pois tivemos a oportunidade de trocar experiências e conhecimentos com outros colegas mestrandos, além de conhecer novas técnicas inovadoras envolvendo as três grandes áreas para as quais o ENECT se propôs, Educação, Ciências e Tecnologia.

Com informações do sítio do evento.
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segunda-feira, 23 de março de 2015

Amamentação aumenta inteligência e renda na vida adulta

Imagem do Google
Benefícios a longo prazo
Os efeitos imediatos da amamentação sobre a saúde e o desenvolvimento dos bebês já são bem conhecidos, envolvendo a proteção a doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de reduzir o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.
Agora, pesquisadores acabam de documentar os impactos a longo prazo da amamentação. Uma equipe da Universidade Federal de Pelotas (RS) acompanharam 3,5 mil pessoas desde o seu nascimento até os 30 anos de idade.
O estudo, realizado desde 1982, comprova que, quanto mais duradouro o período de amamentação na infância, maiores os níveis de inteligência e renda média na vida adulta até os 30 anos.
Segundo os resultados, uma criança amamentada por pelo menos um ano obteve, aos trinta anos, quatro pontos a mais na avaliação de QI (quociente de inteligência) e um acréscimo de R$ 349 na renda mensal.
O estudo, publicado pela revista The Lancet, uma das publicações científicas mais importantes do mundo, foi coordenado por César Victora e Bernardo Horta.
Ricos e pobres
É o primeiro estudo no Brasil a mostrar o impacto no QI e o primeiro internacionalmente a verificar a influência da amamentação sobre a renda do indivíduo na vida adulta.
Outro dado inédito do trabalho foi a constatação de que, no Brasil, os níveis de amamentação estão distribuídos de forma homogênea entre diferentes classes sociais.
"O papel do Ministério da Saúde com a promoção de campanhas educativas e outras ações desenvolvidas a nível nacional, inclusive com o estímulo à adoção da iniciativa Hospital Amigo da Criança e da criação dos bancos de leite, é fundamental nesse processo. Isso se transforma em algo concreto que é o aumento da prevalência da amamentação no Brasil, reconhecido, inclusive, fora do país", comenta o pesquisador Bernardo Horta.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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domingo, 22 de março de 2015

Eclipse solar é visto no Hemisfério Norte

Eclipse total do Sol visto de Svalbard, na Noruega, nesta sexta-feira (20) (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)
Um eclipse solar foi visto sexta-feira passada, no Hemisfério Norte, com lua bloqueando o sol e sua sombra se projetando na Terra. O eclipse total só pôde ser percebido nas Ilhas Faroe e em Svalbard, embora moradores da Europa, África e Ásia tiveram uma visão parcial do fenômeno.

Fenômeno é visto em Longyearbyen, na Noruega, nesta sexta-feira (20). Eclipse total do Sol foi visto em várias partes do Hemisfério Norte (Foto: Jon Olav Nesvold/NTB scanpix/Reuters)

Eclipse solar é visto durante o apelidado 'Voo do Eclipse', um trajeto de avião que saiu da cidade russa de Murmansk para observar o eclipse de cima das águas neutras do Mar da Noruega (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)

Fonte: G1
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sexta-feira, 20 de março de 2015

O dinheiro torna as pessoas más?

Que dinheiro não traz felicidade é algo já muito bem demonstrado nos mais diversos casos.
Também se sabe que o dinheiro corrompe as pessoas, mas será que ser endinheirado seria capaz de tornar as pessoas más?
O psicólogo social Paul Piff, da Universidade da Califórnia, foi tentar buscar alguns indícios disso nas faixas de pedestres à beira-mar de Los Angeles, em meio a skatistas e passeadores de cães.
Graças ao grande número de endinheirados na região, não faltam carros luxuosos, híbridos ou esportivos pelas ruas. Piff está ali para ilustrar um de seus experimentos mais provocativos: ele quer saber se motoristas ricos param menos para os pedestres do que os motoristas mais pobres - aqueles que têm carros mais baratos.
"Nenhum dos motoristas dos carros mais baratos desrespeitou a lei, enquanto quase 50% dos motoristas de carros mais caros desrespeitou", diz ele.
O dinheiro torna as pessoas más?
Outros estudos já haviam mostrado que o dinheiro corrompe, mas o tempo salva, e que, quando o assunto é felicidade, o respeito importa mais do que o dinheiro. [Imagem: Wikimedia]
Dinheiro e egoísmo
No passado, a percepção pública tendia à noção de que os mais pobres tinham probabilidade maior de agir de forma ilegal, por estarem sob pressão financeira e sob condições mais difíceis.
Mas a pesquisa de Piff sugere o contrário: que ter mais dinheiro faz com que você se preocupe menos com os outros e se sinta no direito de colocar os interesses próprios em primeiro lugar.
Após quase uma década de pesquisas nessa área, Piff chegou à conclusão de que a prosperidade, em vez de transformar você em um benfeitor, pode ser algo ruim para sua bússola moral.
"(O dinheiro) torna você mais afinado com seus próprios interesses e seu próprio bem-estar", diz ele, o que parece estar de acordo com as conclusões do professor Sanford DeVoe, da Universidade de Toronto (Canadá), que demonstrou que o dinheiro altera o que as pessoas consideram ser justo.
"De certa forma, isso o isola de outras pessoas, psicologicamente e materialmente. Você prioriza suas necessidades e objetivos e fica menos conectado às pessoas ao seu redor. Se eu lhe der uma caneta e pedir que você desenhe um círculo para representar a si mesmo, quanto mais próspero você for, maior será seu círculo em relação ao tamanho dos círculos desenhados pelas pessoas mais pobres," disse Piff.
O dinheiro torna as pessoas más?
Os prazeres associados ao sexo e ao dinheiroacionam áreas diferentes do cérebro. [Imagem: Sescousse/Dreher]
Riqueza e generosidade
Em seu laboratório psicológico, Piff já conduziu estudos que sugerem que as pessoas com mais dinheiro têm mais propensão a trapacear em jogos de dados, a comer doces guardados para crianças e menos vontade de ceder seu tempo para ajudar os demais.
Usando uma ferramenta conhecida dos psicólogos, o "teste do ditador", Piff reuniu um grupo de pessoas e deu US$ 10 a algumas delas. Disse a elas que poderiam compartilhar tudo, uma parte ou nada do dinheiro com os participantes que não haviam recebido a quantia.
"A economia racional diria que os mais pobres tenderiam a guardar mais dinheiro para si mesmas e os ricos tenderiam a doar mais. Descobrimos o oposto," disse ele. "Quanto mais rico você é, levando-se em conta diversas outras variáveis, menos generoso você é. Você dá porções significativamente menores para a outra pessoa. E os pobres eram bastante mais generosos."
Em outro estudo, ele manipulou o jogo Banco Imobiliário para privilegiar um jogador, dando-lhe mais dinheiro no início. Após dezenas de jogos, notou-se que a vitória trazia à tona o pior lado desse jogador - em modos prepotentes, no uso do espaço e até comendo mais salgadinhos do pote comunitário.
Quando nos sentimos prósperos, conclui Piff, precisamos menos das outras pessoas. No mundo real, quando as pessoas têm menos dinheiro, elas contam mais com suas relações sociais. Por isso, essas relações acabam sendo priorizadas. Os mais ricos, em contraste, podem pagar por sua própria paz, tranquilidade e espaço - além da solução para a maioria de seus problemas. Nada como uma carteira cheia para animar os ânimos durante uma crise. Só que isso tende a isolar as pessoas das experiências das demais.
O dinheiro torna as pessoas más?
Uma pesquisa mundial sobre dinheiro e felicidademostrou a diversidade das realidades culturais ao redor do globo. [Imagem: Debra Bolgla]
Questionamentos
As descobertas de Piff certamente têm seu encanto. Traz conforto pensar que os donos das vantagens financeiras pelo menos pagam um preço por isso. Mas nem todos estão convencidos.
A psicologia é uma disciplina carregada de dificuldades. Estudos sempre trazem fatores que confundem as conclusões: será que a pessoa que atravessa a rua o faz de modo mais confiante se estiver diante de um carro barato? Será que o motorista é realmente rico ou ele pegou a BMW emprestada de seu tio?
E dados de pesquisas populacionais são difíceis de serem decifrados. É difícil separar causa e efeito, e participantes de pesquisas de laboratório dão respostas que podem ou não ter relação com a vida real.
É só quando estudos com diferentes métodos chegam a conclusões semelhantes que os resultados começam a ser vistos como significativos.
Desde que Piff publicou sua primeira leva de descobertas, em 2010, outros cientistas ao redor do mundo têm tentado replicá-los. Alguns resultados confirmam as pesquisas de Piff, outros trazem conclusões opostas, ao menos quando se vai para o outro extremo da escala, não para os mais endinheirados que andam normalmente pelas ruas, mas para os milionários.
Um estudo holandês feito com milionários identificou que estes eram mais generosos do que a média quando se tratava de doar ou guardar para si pequenas quantidades de dinheiro.
Análises de dados populacionais feitas por acadêmicos europeus não encontraram elos entre prosperidade e falta de generosidade. No máximo encontraram o oposto: que indivíduos prósperos tendiam a oferecer mais tempo e dinheiro aos demais.
O dinheiro torna as pessoas más?
O dinheiro traz felicidade quando usado para comprar experiências, e não bens materiais. [Imagem: Tim Squires]
A essência do dinheiro
Mas um estudo de Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, pode ajudar a explicar as conclusões de Piff. Na pesquisa, ela derrubava "sem querer" pacotes de lápis para saber se as pessoas ajudam a pegá-los do chão.
Primeiro, porém, ela preparava metade dos participantes do estudo, "alimentando-os" com frases relacionadas a dinheiro para decifrar ou notas de dinheiro para contar.
Esses participantes "preparados" costumavam ser menos predispostos a ajudar a pegar os lápis. E, em outro estudo, eles se mostraram menos generosos quando convidados a doar dinheiro para caridade.
Ao contrário do que mostravam as pesquisas de Piff, essa evidência obtida por Vohs parece ter pouca relação com o fato de os participantes serem ricos ou pobres. E os resultados foram replicados em 19 países.
"Parece que há algo na ideia de dinheiro e na forma como ele é representado na cabeça das pessoas que provoca essas reações, e parece que isso tem pouca relação com a sensação de se estar rico ou pobre", diz ela.
Vohs afirma que basta pensar em dinheiro para evocar uma "mentalidade autossuficiente", refletindo o fato de que o dinheiro carrega, em sua essência, transações com estranhos e o cálculo de como priorizar interesses próprios. Você não costuma usar dinheiro nas relações com as pessoas mais queridas. Como resultado, o dinheiro nos torna mais determinados, mas também menos sensíveis às necessidades e sentimentos dos demais.
Dilemas éticos
Pesquisadores em Hong Kong levaram essa ideia além. Os professores Zhansheng Chen e Yuwei Jiang descobriram que participantes de pesquisas condicionados a pensar em dinheiro tendiam a aceitar mais transgressões morais - como colar em provas ou mentir em currículos - quando diante de dilemas éticos.
E, durante jogos envolvendo punições a participantes com barulhos altos, os preparados para pensar em dinheiro costumavam submeter seus adversários a barulhos mais altos e por mais tempo. O ato de pensar em dinheiro os torna mais agressivos.
Ou seja, o foco em preços, lucros, contas bancárias e orçamentos pode não ser benéfico para o ambiente em seu escritório ou para a integridade de sua organização.
Se você quer que seus funcionários cooperem entre si e se mantenham honestos, não os "suborne" com bônus, diz Jiang. Ele oferece uma alternativa: "Você pode premiar um funcionário com uma viagem para o Havaí. As pessoas não pensam em dinheiro quando vão para o Havaí."
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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quinta-feira, 19 de março de 2015

USP está entre as 60 melhores universidades do mundo

Imagem do Google
A USP (Universidade de São Paulo) subiu na classificação doWorld Reputation Ranking, elaborado pelo The Times Higher Education em parceria com a Thomson Reuters.
A Universidade foi a única entre as brasileiras a figurar nessa classificação. A Instituição passou da posição 81-90 para a 51-60, o que representa a melhor posição alcançada pela USP desde a criação do ranking, em 2011. 
O ranking, que já está em sua quinta edição, é uma vertente da classificação anual das universidades. Ele é elaborado pelo The Times, que envolve 13 critérios (como relação aluno/professor, quantidade de discentes e docentes estrangeiros, número de trabalhos científicos publicados, dinheiro aplicado em pesquisa etc.) e na qual a USP aparece na posição 201-225ª.
World Reputation Ranking baseou-se nos resultados de consultas realizadas junto a 10.507 acadêmicos de mais de 150 países. O ranqueamento das instituições foi elaborado tendo como principal critério a excelência na pesquisa e no ensino.
Os pontos para avaliar a reputação são referentes ao número de vezes que uma instituição foi citada pelos entrevistados como sendo a melhor em seus respectivos campos de conhecimento. Os acadêmicos consultados poderiam destacar as universidades que consideravam as mais fortes, regional e globalmente, em suas áreas específicas, dentre mais de seis mil instituições de ensino superior existentes no âmbito mundial.
Com informações de: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 17 de março de 2015

Por que a Lua está se afastando da Terra?

Há várias teorias tentando explicar a origem da Lua, mas nenhuma delas convence a todos os pesquisadores.[Imagem: Cosmic Collisions Space Show/Rose Center for Earth and Space/AMNH]
Afastamento da Lua
Você certamente não percebe, mas a Lua está se afastando de nós.
Nosso satélite está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos, afastando-se da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.
Segundo a astrônoma Britt Scharringhausen, a razão para o aumento da distância é que a Lua levanta marés na Terra. Como o lado da Terra voltado para a Lua fica mais perto, ele sente um puxão gravitacional mais forte do que o centro da Terra. Do mesmo modo, a face oposta da Terra - que não está virada para a Lua - sente menos a gravidade da Lua do que o centro da Terra.
Este efeito "estica" um pouco a Terra, tornando-a levemente oblonga - são os chamados "bojos de maré". O corpo sólido real da Terra é distorcido de alguns poucos centímetros, embora o efeito mais notável sejam as marés levantadas sobre o oceano.
Como toda massa exerce uma força gravitacional, os bojos de maré sobre a Terra exercem uma força gravitacional sobre a Lua. Como a Terra gira mais rápido (uma vez a cada 24 horas) do que a Lua (uma vez a cada 27,3 dias), os bojos de maré têm como efeito "acelerar" a Lua, o que a faz afastar-se.
Ainda que outras explicações concentrem-se na redução da velocidade da Terra, o efeito líquido é uma alteração da velocidade relativa entre a Terra e seu satélite que tem como resultado o afastamento da Lua - quando algo que está em órbita de outro corpo acelera, essa aceleração o empurra para fora.
Interações entre Terra e Lua
A interação entre a Lua e a Terra afeta nosso planeta de várias formas.
Para começar, à medida que a Terra gira mais devagar, os dias ficam mais longos - dois milésimos de segundo a cada século. Isso tende a deixar os invernos mais frios e os verões mais quentes.
E se a força gravitacional da Lua torna-se mais fraca, as marés na Terra não serão tão acentuadas. No entanto, mesmo sem a Lua, existiriam marés - ainda que muito mais suaves - pelo efeito gravitacional do Sol.
No entanto, nenhuma dessas consequências é causa para preocupações: as mudanças são sutis demais para que possamos testemunhá-las. Em algum momento, a Terra e a Lua vão chegar a um equilíbrio e a Lua deixará de se afastar.
Mas, eventualmente antes que isso aconteça, o Sol vai se expandir até virar uma gigante vermelha e engolir a Terra e seu satélite - daqui a cerca de 5 bilhões de anos, mais ou menos.
A propósito, a Terra também está se afastando do Sol.
Por que a Lua está se afastando da Terra?
Espelho refletor deixado na Lua pela Apollo 14 para medição da distância entre a Terra e seu satélite. [Imagem: NASA]
Como é medida a distância da Lua
A possibilidade do monitoramento preciso do afastamento da Lua deve-se sobretudo às missões da NASA e da União Soviética, nas décads de 1960 e 1970.
Em três das missões Apollo os astronautas deixaram na Lua unidades retrorrefletoras cheias de pequenos espelhos. O robô lunar soviético Lunokhod-1 também fez o mesmo.
Desde então, os astrônomos têm disparado raios laser em direção a essas unidades refletoras, para manter um registro exato de o quanto a Lua está se afastando.
"Enviamos cerca de 100 quatrilhões de fótons com cada pulso de laser. Se tivermos sorte, para cada pulso que enviamos, volta (à Terra) um fóton", explica Russet McMilllan, do observatório astronômico Apache Point Observatory, no Novo México (EUA).
Apesar de à primeira vista um fóton parecer pouco, ele é suficiente para medir a distância entre a Lua e da Terra até o seu último milímetro.
Segundo a última medição feita por McMillan, a distância exata da Terra à Lua era de 393.499.257.798 milímetros, mas isso varia largamente ao longo da órbita da Lua, cuja diferença entre perigeu e apogeu é de cerca de 42.500 km.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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domingo, 15 de março de 2015

CED abre inscrições para curso de Astronomia e Astronáutica para professores e alunos

Imagem: Divulgação
O Centro de Educação a Distância do Ceará está com inscrições abertas para o Curso de Formação em Astronomia e Astronáutica para Professores e Alunos das Escolas Públicas do Ceará.

As inscrições irão até dia 20 de março de 2015 e poderão ser feitas pelo site oficial do CED: www.ced.seduc.ce.gov.br

O Curso de Formação em Astronomia e Astronáutica para Professores das Escolas Públicas do Ceará é uma ação da Secretaria de Educação do Estado do Ceará e o Centro de Educação a Distância em parceria com a Universidade Federal do Ceará e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, através do Instituto Universidade Virtual (Instituto UFC Virtual).

A formação tem o intuito de contribuir para o desenvolvimento de uma Educação Básica de qualidade que incentive, nos professores e estudantes, o interesse pela ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: Centro de Educação a Distância do Ceará
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Constelação a 4 mil anos-luz da Terra é detalhada por telescópio chileno

Imagem obtida pelo ESO mostra a constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra. (Foto: Divulgação/ESO)
Uma nova imagem da constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra, foi divulgada quanta-feira passada pelo Observatório Europeu do Sul, o ESO. A imagem foi obtida pelo telescópio de rastreamento VLT Survey, instalado no Observatório do Paranal, no Chile.

De acordo com o ESO, a foto mostra a vista mais detalhada até hoje dessa parte do céu. A fotografia foi feita a partir da reunião de 500 imagens individuais.

O ESO explica, através de comunicado divulgado no site da instituição, que no centro da foto é possível ver o aglomerado estelar aberto NGC 6193, que contém cerca de 30 estrelas brilhantes.
Com informações de: G1.com/cienciaesaude
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sexta-feira, 13 de março de 2015

Robô lunar chinês descobre que a Lua tem camadas

As letras de "a" a "i" indicam as nove camadas identificadas pelo radar do robô Yutu. [Imagem: Long Xiao et al. - 10.1126/science.1259866]
Resultados preliminares da sonda espacial chinesa Chang'E-3 e seu jipe Yutu sugerem que a história geológica da Lua é mais complexa do que os cientistas pensavam.
Medições de um radar de penetração no solo, feitas pelo Yutu, revelaram ao menos nove camadas no subsolo no local de pouso da sonda, indicando que vários processos geológicos ocorreram lá.
Long Xiao e seus colegas, que publicaram seus resultados na revista Science, atribuem essas camadas a antigos fluxos de lava e intemperismo das rochas para formar o regolito - a poeira que agora recobre quase toda a Lua - ao longo dos últimos 3,3 bilhões de anos.
Eles também sugerem que o local onda a sonda chinesa pousou tem uma composição distinta dos locais de pouso anteriores na Lua.
A sonda espacial Chang'E-3 foi lançada em 2013 como parte da segunda fase do Programa de Exploração Lunar chinês. Em 14 de dezembro de 2013 ela fez o primeiro pouso suave na Lua desde a missão Luna 24, da União Soviética, em 1976, liberando o robô Yutu algumas horas mais tarde.
O robô, que é equipado com duas antenas de radar capaz de penetrar a crosta da Lua a uma profundidade de cerca de 400 metros, registrou medições constantes ao longo de 114 metros de um percurso em zigue-zague feito perto da borda de uma cratera.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 12 de março de 2015

Mulheres são mais olhadas, inclusive por outras mulheres.

Mary Jean Amon vê sinais de objetificação na forma como as mulheres são olhadas, ainda que o mesmo aconteça quando são outras mulheres que olham.[Imagem: Lisa Ventre/University of Cincinnati]
Um homem olhar para uma mulher, ou uma mulher olhar para um homem, parecem ser atitudes triviais e "normais".
Não para Mary Jean Amon, uma pesquisadora da Universidade de Cincinnati (EUA), que se dispôs a examinar a fundo a relação entre a atenção visual e o gênero em diferentes grupos sociais.
De forma nem um pouco surpreendente, ela constatou que as mulheres são olhadas com mais frequência e por períodos mais longos de tempo.
O que surpreendeu é que as mulheres são olhadas com mais frequência e por períodos mais longos tanto por homens quanto por outras mulheres.
"O que descobrimos é que as mulheres em geral são olhadas com mais frequência," confirma Mary Jean. "Elas são olhadas primeiro, são olhadas por último, e são olhadas por períodos mais longos, e isto ocorreu para espectadores tanto do sexo masculino, quanto do sexo feminino."
Os padrões de visualização - o jeitão das olhadas - dos participantes foram, sem que eles soubessem, acompanhados por um aparelho de rastreamento dos olhos para registrar para onde exatamente cada um olhava.
As olhadas eram dirigidas para fotos, que foram agrupadas em diferentes cenários, incluindo fotos individuais, de casais e grupos de ambos os sexos, sempre mesclados em proporções iguais por sexo.
A pesquisadora interpreta os resultados afirmando que eles dão suporte à teoria da objetificação, que sugere que as mulheres são frequentemente avaliadas por sua aparência física.
Essa teoria da objetificação tem sido contestada por outras pesquisas, que demonstram que as mulheres também olham para os homens de forma diferente e que olhar para um homem aumenta a temperatura corporal das mulheres.
Além disso, o comportamento de uma mulher quando olha para outra mulher não cede a interpretações tão fáceis.
Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 10 de março de 2015

Marte já foi vermelho e azul

Esta concepção artística mostra como Marte poderia ter sido quando ainda tinha um oceano. [Imagem: ESO/M. Kornmesser/N. Risinger]
Um oceano primitivo em Marte continha mais água do que o Oceano Ártico na Terra e cobria uma porção da superfície do planeta maior do que a coberta pelo Oceano Atlântico terrestre.
Uma equipe internacional de astrônomos monitorou a atmosfera do planeta e mapeou as propriedades da água em diversas regiões da atmosfera de Marte durante um período de seis anos.
Segundo a equipe, há cerca de quatro bilhões de anos, o planeta Marte devia ter água suficiente para cobrir toda a sua superfície com uma camada líquida de cerca de 140 metros de profundidade, mas o mais provável é que o líquido tenha-se juntado para formar um oceano que ocuparia quase metade do hemisfério norte de Marte, onde algumas regiões teriam atingido uma profundidade de mais de 1,6 quilômetro.
"Nosso estudo nos dá uma estimativa robusta da quantidade de água que Marte teve no passado, através da determinação da quantidade de água que se perdeu no espaço," explicou Geronimo Villanueva, cientista do Centro Goddard da NASA.
A estimativa baseia-se em observações de duas formas ligeiramente diferentes de água na atmosfera de Marte. Uma é a familiar forma da água, composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H2O), e a outra é HDO, ou água semipesada, uma variação, também de ocorrência natural, na qual um dos átomos de hidrogênio é substituído por um átomo de deutério, um isótopo do hidrogênio.
Como a água com deutério é mais pesada do que a água normal, ela se perde menos no espaço devido à evaporação. Por isso, quanto maior for a perda de água do planeta, maior será o quociente de HDO/H2O na água que resta - nos oceanos da Terra existem cerca de 3.200 moléculas de H2O para uma molécula de HDO.
Ao comparar a razão de HDO para H2O, é possível medir o quanto aumentou a fração de HDO e, assim, determinar quanta água escapou para o espaço, o que por sua vez permite estimar a quantidade de água que Marte tinha no passado.
A equipe estava especialmente interessada nas regiões perto dos polos norte e sul de Marte, uma vez que as calotas polares são os maiores reservatórios de água conhecidos no planeta.
Marte: O planeta que já foi vermelho e azul
Outra visualização artística do planeta vermelho e azul. [Imagem: NASA/GSFC]
Os dados mostram que a água atmosférica nas regiões próximas dos polos encontra-se enriquecida de um fator 7 relativamente à água oceânica na Terra, o que sugere que a água nas calotas polares permanentes de Marte esteja enriquecida de um fator 8.
Fazendo as contas, Marte deve ter perdido um volume de água 6,5 vezes maior do que as calotas polares atuais, o que significa que o volume do oceano primitivo de Marte deve ter sido de, pelo menos, 20 milhões de quilômetros cúbicos.
Com base na atual superfície de Marte, uma possível localização para esta água seriam as planícies do norte, há muito consideradas boas candidatas para abrigar um oceano devido ao solo baixo que apresentam. Um oceano primitivo nesse local teria coberto 19% da superfície do planeta - para comparação, o Oceano Atlântico cobre 17% da superfície da Terra.
Se os dados forem confirmados pelas sondas espaciais e pelos robôs que estão em Marte - estes limitados a observações locais - haverá então espaço para novas hipóteses sobre as razões que levaram à perda de um oceano inteiro por evaporação para o espaço.
Como os novos mapas revelam microclimas e variações temporais no conteúdo de água atmosférica, eles poderão igualmente ser úteis em futuras buscas de água subterrânea no planeta, hoje totalmente desértico, e apenas vermelho.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 9 de março de 2015

Os materiais que não concordam com as leis da física

O mundo real é sempre mais complicado, mas a equipe já está produzindo seus protótipos usando unidades fabricadas por impressão 3D para testar a capacidade preditiva do seu modelo. [Imagem: Metamaterials Unit/Chemistry/University of Malta]
Auxéticos
Puxe um elástico e ele se tornará mais longo e mais fino. Faça isso com virtualmente qualquer outro material, e o fenômeno se repetirá.
Por isso, até há pouco tempo os cientistas acreditavam que essa era uma "lei geral na natureza", que todos os materiais que se esticam, por decorrência se afinam.
Mas eles estavam enganados: surgiram pela frente alguns"materiais impossíveis", que engrossam quando esticados, ou que esticam quando comprimidos.
Assim são os chamados materiais auxéticos, que prontamente se mostraram potencialmente muito úteis, por exemplo, para a fabricação de stents e outros dispositivos médicos para combater o entupimento de veias e artérias, além de materiais inteligentes para uso em robótica e na indústria aeroespacial.
Antes que todas essas possibilidades virem realidade, contudo, os cientistas precisam entender exatamente como esses materiais auxéticos se formam e se comportam, para que seja possível adequá-los a cada uso.
Isto agora ficou mais fácil, graças a um modelo desenvolvido por Ruben Gatt e seus colegas da Universidade de Malta.
Taxa de Poisson
A estrutura do modelo é representada por uma série de quadrados conectados, que a equipe chama de "subunidades rotativas rígidas". Quando esses elementos giram uns em relação aos outros, a densidade do material diminui, mas sua espessura aumenta.
Isto explica a propriedade dos materiais auxéticos chamada "taxa negativa de Poisson", que os torna mais grossos num sentido quando são tensionados na perpendicular.
Usando o modelo, torna-se possível construir metamateriais auxéticos hierárquicos, que sejam mais versáteis em termos de suas propriedades mecânicas, que podem então ser ajustadas, controladas e variadas ao longo das suas dimensões.
"Com a perspectiva realista de propriedades mecânicas auxéticas ajustáveis [...] o potencial de aplicações destas novas estruturas de metamateriais, particularmente na área da biomedicina e catálise, torna-se verdadeiramente entusiasmante," disse o professor Anselm Griffin.
É claro que o mundo real é sempre mais complicado do que os modelos, mas a equipe já está produzindo seus protótipos usando unidades fabricadas por impressão 3D para testar a capacidade preditiva do seu modelo matemático.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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