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segunda-feira, 2 de março de 2015

Um líder competente nem sempre é um bom amigo

Se você quiser se vender como "dominante", ponha as mãos, não os pés, sobre a mesa.[Imagem: University of Buffalo]
Quando elegem líderes ou políticos, as pessoas tendem a preferir homens do tipo "macho dominante".
Mas, quando estão à procura de fazer novos amigos, buscam justamente o oposto.
E isto vale tanto para homens quanto para mulheres.
A explicação preferida dos psicólogos é que temos laços mais estreitos com os nossos amigos, o que nos torna mais vulneráveis à exploração por pessoas que possam se tornar dominadoras e não confiáveis. Assim, a maioria das pessoas irá escolher pessoas não-dominantes e cooperativas como amigas.
Já no caso dos políticos, continuam os psicólogos, de olho na teoria de Darwin, tudo aconteceria como se estivéssemos sendo ameaçados por um outro grupo, estando profundamente enraizado em nós o impulso para procurar um líder forte para assumir o controle da situação.
Mais ou menos inconscientemente, nos deixamos ser influenciados pela aparência física dos nossos líderes e políticos, e tendemos a preferir características diferentes neles, dependendo se estamos em um estado de paz ou de guerra.
Lasse Laustsen e Michael Petersen, da Universidade de Aarhus (Dinamarca) adicionaram agora uma dimensão extra a essa teoria, descrita em um artigo publicado na revista Evolution and Human Behavior.
A pesquisa mostra que as preferências quanto à aparência do candidato a líder são dependentes do contexto e das nossas diferentes percepções dos conflitos sociais.
É sobretudo quando enxergamos ameaças ou conflitos entre as pessoas que optamos por uma figura que possa encarar uma batalha contra o inimigo.
Em outro tipo de perigo, contudo, na luta contra a natureza, por exemplo, as pessoas não costumam buscar os mesmos líderes dominantes.
Na verdade, se formos ameaçados por uma tempestade a bordo do navio, exemplificam os pesquisadores, vamos procurar um líder capaz de consolidar o grupo e promover relações fortes que possam resultar em colaboração para o bem comum. Afinal, um líder dominante não será capaz de fazer diferença na luta contra os elementos da natureza.
Laustsen e Petersen enfatizam que a ideologia política de cada um dá pistas de como nós, como indivíduos, percebemos os conflitos.
Em comparação com os liberais, os conservadores geralmente veem o mundo social como mais competitivo, tendendo a valorizar mais a desigualdade, além de perceberem os que estão fora do grupo como mais ameaçadores.
Assim, faz sentido que os conservadores geralmente prefiram líderes que pareçam mais dominantes do que os liberais.
Fonte: Diário da Saúde
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