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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Chip brasileiro detectará colisões no LHC

O chip mede 9 x 9 milímetros. [Imagem: Agência USP/Marcos Santos]
Detector do Big Bang
Em meados de julho deste ano, uma equipe de físicos e engenheiros da USP deverá concluir a segunda versão do protótipo de um chip que será fundamental em um dos experimentos do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Colider).
Apelidado de SAMPA, o chip de apenas 9 milímetros x 9 milímetros integrará o experimento ALICE (A Large Ion Collider Experiment), um dos quatro grandes detectores do LHC - os outros três grandes detectores são ATLAS, CMS e LHCb.
"No início deste ano, o LHC retomou suas atividades e está previsto um novo upgrade para o ano de 2020", conta o professor Marcelo Munhoz um dos responsáveis pelo desenvolvimento do chip.
De acordo com o pesquisador, no experimento ALICE serão realizadas medições das colisões de íons pesados - íons de chumbo - para estudar o chamado Plasma de Quarks e Glúons, que corresponde a um estado composto pelos elementos mais básicos da matéria.
"A ideia é reproduzir em laboratório um novo estado da matéria que teria existido poucos microssegundos após a grande explosão ou Big Bang," explica Munhoz.
Será justamente nesta estrutura que o chip SAMPA será fundamental para compor os equipamentos que irão fotografar com precisão o momento exato de tais colisões.
Chip brasileiro detectará colisões no LHC
Chip Sampa montado na placa de testes. [Imagem: Agência USP/Marcos Santos]
Chip Sampa
O chip SAMPA também vem sendo estudado pelo grupo para outras aplicações, como na medição de nêutrons emitidos em reatores nucleares e na utilização para sistemas de raios X "coloridos", onde se registra uma imagem detalhando a frequência do raio X emitido.
Esse sistema, baseado no chip SAMPA, tem a grande vantagem de propiciar imagens grandes em um curto intervalo de tempo, o que significa uma baixa exposição à radiação, ao contrário dos sistemas mais comumente utilizados atualmente para essa aplicação.
O chip SAMBA está sendo desenvolvido por uma equipe coordenada pelos professores Marcelo Gameiro Munhoz e Marco Bregant (Instituto de Física), Wilhelmus Van Noije, Hugo Hernandez e Brunos Sanches (Poli).
Protótipos
"Até o ano de 2018 deveremos produzir e entregar 80 mil chips que serão utilizados em dois detetores do experimento ALICE," contou Munhoz. "O primeiro protótipo foi entregue no final do ano passado. O novo, que é a segunda versão, deverá ser produzido em julho e ainda aguardamos a aprovação do projeto para a produção dos chips finais."
Toda a produção dos protótipos é feita em Taiwan, já que no Brasil ainda não existem indústrias capazes de produzi-los.
O desenvolvimento dos primeiros protótipos conta com um investimento da ordem de R$ 1 milhão, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A expectativa é que o protótipo definitivo seja concluído em 2016.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 26 de maio de 2015

Incidência de AVC entre jovens aumenta

Tomografia mostra AVC isquêmico [Imagem: Wikimedia/Lucien Monfils]
A ocorrência do acidente vascular cerebral (AVC) - ou derrame - é mais comum na faixa etária entre 60 a 80 anos, geralmente relacionado às alterações metabólicas típicas da idade e ao maior grau de alterações cardiovasculares.
Mas o número de casos de derrames entre a população mais jovem está preocupando os médicos.
"O acidente vascular cerebral em jovens é uma coisa preocupante porque é decorrente do estilo de vida adotado, como o péssimo hábito alimentar, consumo de drogas e uso de anabolizantes," explica o Dr. Antônio Andrade, presidente da Fundação de Neurologia e Neurocirurgia Instituto do Cérebro.
Os fatores tradicionalmente considerados de risco para a ocorrência do AVC são obesidade, hipertensão arterial, fumo, consumo de álcool, diabetes e sedentarismo.
A população jovem possui determinantes diferentes e uma maior diversidade de etiologias para a doença.
Além dos anabolizantes e do consumo de drogas ilícitas, há ainda outros fatores que se constituem como agentes causadores de AVC específicos do público jovem: noites mal dormidas, estresse emocional, uso de anticoncepcionais, fatores genéticos, doenças infecciosas - ou seja, cardiopatias -, e problemas ligados a doenças valvulares.
Apesar de terem diferentes causas, os sintomas do AVC nos jovens não diferem muito dos de outras faixas etárias. Os mais frequentes ainda são a diminuição ou perda súbita dos movimentos faciais, braço ou perna de um lado do corpo; alteração da sensibilidade, com sensação de formigamento; alteração aguda da audição, fala, incluindo dificuldade para articular; forte dor de cabeça, além de eventuais desmaios.
Da mesma forma, o tratamento em jovens com AVC não se difere muito do tradicionalmente usado com os pacientes mais idosos. Porém, a juventude pesa como fator principal na recuperação do paciente. "Quando se tem um derrame no cérebro jovem, o melhor remédio para o tratamento é a juventude. Você acaba tendo uma recuperação mais rápida", afirma o doutor Antônio.
O médico acrescenta que, nos pacientes jovens, é necessário um "tratamento multidisciplinar, com fisioterapia e acompanhamento psicológico, pois o jovem que sofre de AVC costuma desenvolver depressão muito facilmente."
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Abertas as inscrições para o ENEM 2015

Imagem: Divulgação
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 foram abertas às 9h56 de hoje, segunda-feira (25). Elas poderão ser realizadas até o dia 5 de junho no site do Inep. O exame será realizado nos dias 24 e 25 de outubro. Os candidatos que não conseguirem a isenção terão que pagar a taxa de R$ 63 para se inscrever.

Em 2014, 8.721.946 estudantes se inscreveram para fazer o exame. De acordo com o MEC, o número foi recorde na história da prova.
Até 2014, o valor da taxa de inscrição era R$ 35,00. Agora, passa a ser de R$ 63,00. Estudante da rede pública no último ano do ensino médio estão automaticamente isentos. Além deles, podem obter isenção candidatos que comprovarem carência, segundo as regras do edital.
Para fazer sua inscrição, o candidato precisa ter em mãos seu RG, o número do seu CPF e um endereço de e-mail pessoal. Neste ano, o mesmo endereço de e-mail não poderá ser usado em mais de uma inscrição no exame.
A partir dessa ao, quem for liberado da taxa e faltar nos dois dias do exame em 2015, sofrerá uma punição. Terá obrigatoriamente que pagar a inscrição em 2016.
Com informações de G1.com
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Galáxia mais quente que se conhece é descoberta

Mais de 99% da radiação emitida pela galáxia superquente é calor. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
A galáxia mais quente que se conhece foi descoberta pelo telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que observa o Universo no infravermelho.
O calor revelado no interior da galáxia, com um brilho na faixa do infravermelho, é equivalente a 300 trilhões de sóis.
"Nós estamos olhando para uma fase muito intensa da evolução galáctica," disse Chao-Wei Tsai, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, líder da equipe. "Essa luz deslumbrante pode vir do maior surto de crescimento no tamanho do buraco negro da galáxia."
A galáxia quente por enquanto atende pelo complicado nome de WISE J224607.57-052635.0.
Buracos negros supermassivos crescem capturando gás e matéria em um disco ao seu redor. Conforme esse material é sugado pelo buraco negro, esse material aquece a temperaturas de milhões de graus, liberando radiação na faixa do visível, ultravioleta e raios X.
Essa radiação incide sobre a poeira interestelar ao redor e, à medida que a poeira se aquece, ela irradia luz em comprimentos de onda maiores, a luz infravermelha, indicando o calor escaldante no núcleo galáctico.
Esta explicação, porém, traz seus próprios problemas, uma vez que não se imaginava ter sido possível a existência de um buraco negro deste tamanho apenas 1,3 bilhão de anos após o Big Bang - a galáxia está a 12,5 bilhões de anos-luz de nós, enquanto se calcula o Big Bang há 13,8 bilhões de anos.
O observatório WISE já encontrou cerca de 20 dessas galáxias superquentes, que os astrônomos estão chamando de ELIRGs, sigla em inglês para extremely luminous infrared galaxies, ou galáxias extremamente luminosas no infravermelho.
Na verdade, 99% da luz emitida pela galáxia superquente é infravermelho, o que explica porque outros telescópios não haviam conseguido detectá-la - o WISE varre o céu inteiro observando em infravermelho com alta sensibilidade.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 23 de maio de 2015

Exercícios aumentam expectativa de vida em 5 anos

Uma das novidades mais recentes para quem quer se exercitar e divertir-se sem se machucar é o futebol de andar.[Imagem: Aston University]
Que fazer exercícios só traz benefícios para sua vida, não é novidade para ninguém.
Mas um estudo feito na Noruega quantificou esse benefício de uma maneira que deve fazer com que muita gente coloque um tênis e saia para caminhar no parque.
Pesquisadores da Universidade de Oslo concluíram que se exercitar pode aumentar em até cinco anos a expectativa de vida de um idoso. O efeito é tão significativo que pode ser tão eficiente quanto parar de fumar.
Os pesquisadores acompanharam 5.700 noruegueses, com idades entre 68 e 77 anos, durante 12 anos. E uma das conclusões do estudo foi a de que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que os sedentários.
Assim, a prática de meia hora de exercícios seis dias por semana está ligada a uma redução de 40% no risco de morte em idosos.
Publicado no British Journal of Sports Medicine, o estudo mostrou que qualquer tipo de exercício - seja leve ou intenso - tem impacto na expectativa de vida.
No entanto, o estudo mostrou que fazer menos de uma hora de exercício leve por semana não tem nenhum impacto.
Segundo a OMS, 3,2 milhões de mortes são atribuídas todos os anos à atividade física insuficiente. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global e está ligado a doenças crônicas como câncer, hipertensão, diabetes e obesidade.
Mais especificamente, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das doenças cardíacas.
Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cofre antimagnetismo tentará detectar "nova física"

O interior da câmara antimagnética, com seus 4,1 metros cúbicos, tem o menor campo magnético do Sistema Solar. [Imagem: Astrid Eckert/TUM]
Menor campo magnético do Sistema Solar
O interior de um pequeno laboratório construído na Universidade de Munique por uma equipe internacional de físicos é a área com menor campo magnético do Sistema Solar.
Os campos magnéticos atravessam a matéria, o que faz com que haja magnetismo por toda parte. Apenas o campo magnético da Terra, por exemplo, é de cerca de 50 microTesla, mas a ele devem ser adicionados os campos gerados por transformadores, aparelhos eletrônicos, motores, objetos metálicos etc.
Contudo, no interior do laboratório antimagnético, com seus 4,1 metros cúbicos, o campo magnético é um milhão de vezes menor do que em nosso ambiente.
O cofre antimagnetismo foi construído justapondo várias camadas de uma liga altamente magnetizável. Essas camadas atenuam os campos magnéticos entrantes de tal forma que, no interior do laboratório, o magnetismo detectado é comparável ao dos confins do Sistema Solar, longe de qualquer planeta ou grande corpo celeste.
Nova física
O objetivo é usar essa câmara antimagnética para realizar experimentos de alta precisão em física, biologia e medicina.
Os físicos, por exemplo, suspeitam que os nêutrons têm um minúsculo dipolo elétrico, mas não havia até agora um laboratório com as condições que permitissem medições nesse nível de precisão porque o magnetismo do ambiente interfere com os experimentos.
"Este tipo de medição é de importância fundamental na física de partículas e ameaça escancarar portas para a física além do modelo padrão da física de partículas," disse o professor Peter Fierlinger, membro da equipe.
Matéria coletada na íntegra em Inovação Tecnológica
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terça-feira, 19 de maio de 2015

NASA estudará robô mole para explorar luas

A parte traseira do robô-enguia é uma antena que captura energia dos campos magnéticos da lua. [Imagem: NASA/Cornell University/NSF]
A NASA selecionou 15 propostas para a Fase I dos seus Conceitos Avançados Inovadores (NIAC, na sigla em inglês), um programa que visa essencialmente transformar a ficção científica em projetos plausíveis através do desenvolvimento de tecnologias pioneiras.
A Fase 1 do NIAC dá a cada pesquisador ou equipe aproximadamente US$ 100.000 para a realização de um estudo inicial, que deve durar no máximo nove meses. Se os estudos básicos de viabilidade forem bem-sucedidos, a equipe passa para a Fase II, recebendo até US$ 500.000 por dois anos adicionais para o desenvolvimento do conceito.
As propostas escolhidas abrangem uma vasta gama de tecnologias, selecionadas pelo seu potencial para melhorar as futuras missões aeroespaciais.
Uma das propostas selecionadas envolve o desenvolvimento de um robô mole para missões que não podem ser realizadas pelos robôs convencionais. Este robô seria semelhante a uma enguia, com uma pequena antena na parte traseira para retirar energia dos campos magnéticos locais, o que permitiria seu funcionamento por longos períodos.
O objetivo é permitir a exploração anfíbia de luas gigantes como Europa. Um robô de corpo mole também seria uma alternativa ao robô submarino projetado para ser enviado a Titã ou a outras luas com oceanos de subsuperfície.
Outra proposta planeja manter dois veículos aéreos não tripulados, parecidos com planadores, ancorados por um cabo ultraforte, voando em altitudes diferentes sem propulsão. O VANT superior usaria a força do vento na baixa estratosfera (a cerca de 18 mil metros) para fornecer sustentação, enquanto o VANT menor funcionaria como leme.
Se for bem-sucedido, este "satélite atmosférico" poderia permanecer na estratosfera por anos, permitindo missões de ciências de observação da Terra, monitoramento ou mesmo sistemas de navegação similares ao GPS, por uma fração do custo das redes de satélites orbitais.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Touchpad de unha para não desplugar nunca

O objetivo é controlar aparelhos sem fio mesmo com as mãos ocupadas. [Imagem: MIT Media Lab]
Smart e unha
Dois estudantes do MIT Media Lab criaram uma interface pessoal que transforma a unha do usuário em um touchpad similar aos disponíveis nos notebooks, só que sem fio e miniaturizado.
Cindy Liu Hsin-Kao contou que idealizou a interface inspirada pelos adesivos coloridos aplicados às unhas. Ela prevê que uma versão comercial do seu dispositivo poderia ter uma membrana destacável na superfície, de modo que as usuárias possam combinar os padrões com suas roupas.
Ela e seu colega Artem Dementyev preveem que a tecnologia permitirá que os usuários controlem seus aparelhos sem fio mesmo quando estiverem com as mãos ocupadas - atender o telefone enquanto cozinha, por exemplo, ou navegar pelo site de receitas sem sujar o computador.
touchpad de unha também poderia otimizar outras interfaces permitindo que alguém que esteja enviando mensagens de texto em um celular, por exemplo, alterne entre conjuntos de símbolos sem interromper a digitação.
Finalmente, talvez usando uma figura de linguagem, a equipe afirma que o "unhapad" poderia "permitir a comunicação sutil em circunstâncias que o exijam", como o envio de um texto rápido durante uma reunião ou uma aula.
Touchpad de unha para não desplugar nunca
[Imagem: MIT Media Lab]
Sensor capacitivo
A interface é baseada no sensoriamento capacitivo, o mesmo tipo de sensor de tela de toque dos celulares, o que permitirá aplicar a camada decorativa sonhada por sua inventora.
O desafio foi encontrar os componentes adequados e a forma de colocar tudo - o sensor capacitivo, a bateria e três chips (um microcontrolador, um chip de rádio Bluetooth e um chip para controlar o sensor) - em um espaço do tamanho de uma unha.
O mais difícil foi achar um lugar para a antena, de forma que ela tenha um alcance razoável e não interfira com os chips. Mas a bateria também é um problema, já que, sendo muito pequena, é necessário desligar rapidamente a interface quando ela não estiver em uso.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 12 de maio de 2015

Estudo sueco revela segredos para chegar aos 100 anos

"O 'fator genético' é mais fraco do que os outros fatores. Portanto, fatores que podem ser influenciados são importantes para uma vida longa."[Imagem: University of Gothenburg]
Nos últimos 50 anos, pesquisadores da Universidade de Gotemburgo (Suécia) têm acompanhado a saúde de 855 homens nascidos em 1913.
Agora que o estudo está sendo finalizado, eles verificaram que 10 dos indivíduos atingiram os 100 anos de idade.
Assim, e graças ao rigor do estudo, foi possível tirar algumas conclusões sobre os segredos dessa longevidade.
Vários exames e entrevistas foram feitos com os voluntários quando eles atingiram as idades de 54, 60, 65, 75, 80 e 100 anos, permitindo identificar os fatores que parecem promover a longevidade - os primeiros levantamentos foram realizados em 1963.
Um total de 27% (232) do grupo original viveu até a idade de 80 anos; 13% (111) viveram até os 90 anos. E 1,1% dos indivíduos chegaram ao seu 100º aniversário.
De acordo com o estudo, 42% das mortes após os 80 anos foram ocasionadas por doenças cardiovasculares, 20% por doenças infecciosas, 8% por acidente vascular cerebral (derrame), 8% por câncer, 6% por pneumonia e 16% por outras causas.
Um total de 23% do grupo acima de 80 anos foram diagnosticados com algum tipo de demência.
O estudo permitiu identificar alguns fatores que influenciaram a sobrevivência após a idade de 50 anos deste pequeno número de indivíduos.
"Nossa recomendação para as pessoas que aspiram ao centenarianismo é não fumar, manter níveis saudáveis de colesterol e limitar-se a quatro xícaras de café por dia," disse o Dr. Lars Wilhelmsen, ele próprio envolvido no estudo ao longo dos últimos 50 anos.
Também ajuda se você mora em uma boa casa ou apartamento a partir dos 50 anos - indicando bom nível socioeconômico -, tem boa capacidade de trabalho e sai-se bem em um teste de bicicleta aos 54 anos, ou seja, se entra na velhice com um bom estado físico geral.
Nascer de uma mãe que viveu muito ajuda, mas menos do que os fatores de estilo de vida - além disso, outros estudos mostraram que os "genes da longevidade" aumentam apenas a vida não saudável.
"Nossos resultados mostram que há uma correlação com a longevidade materna, mas não paterna. Mas também descobrimos que este 'fator genético' é mais fraco do que os outros fatores. Portanto, fatores que podem ser influenciados são importantes para uma vida longa," concluiu o Dr. Wilhelmsen.
Isto corrobora análises feitas em outras partes do mundo, incluindo a longevidade nas ilhas gregas, assim como as raízes culturais da longevidade japonesa.
Fonte: Diário da saúde
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Lente de 10 centavos transforma celular em microscópio

A lente é posta diretamente na câmera do celular, sem a necessidade de qualquer aparato adicional. [Imagem: University of Houston]
Já existem kits para transformar as câmeras dos telefones celulares em microscópios, e até em telescópios.
Mas Yu-Lung Sung, da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, mostrou que sempre dá para fazer as coisas melhores e menores.
Sung criou uma lente cujo material custa apenas R$0,10 e que dá à câmera de um celular uma capacidade de ampliação de 120 vezes.
Outra vantagem é que a lente pode ser acoplada diretamente à lente da câmera, sem a necessidade de aparatos adicionais, o que torna imbatíveis seu custo e sua simplicidade.
Além de usos educativos e para hobbies, a equipe afirma que um microscópio baseado em um celular pode ter aplicações clínicas, sobretudo em exames de laboratório para áreas isoladas ou que não dispõem de laboratórios e técnicos especializados.
A lente é feita de PDMS (polidimetilsiloxano), o mesmo material usado para fabricar lentes de contato. O material, que tem uma consistência gelatinosa, é pingado sobre uma superfície pré-aquecida para curar.
A curvatura da lente e, por decorrência, sua capacidade de ampliação, depende do tempo e da temperatura em que o PDMS é aquecido.
"Nossa lente pode transformar uma câmera de smartphone em um microscópio simplesmente colocando a lente no lugar, sem quaisquer anexos ou mecanismos de apoio," escreveram os pesquisadores. "A adesão forte, mas não permanente, entre o PDMS e o vidro, permite que a lente seja facilmente retirada após o uso. Uma resolução de imagem de 1 micrômetro, com uma ampliação óptica de 120X, foi alcançada."
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tratando tumores com chá verde

Um extrato de chá verde já foi utilizado com êxito para combater o câncer de pele. Mas seu uso em combinação com a nanotecnologia é inédito.[Imagem: Ag.USP]
Aclamado por seus benefícios para a saúde, o chá verde tem agora outro trunfo.
Pesquisadores descobriram que um dos compostos do chá verde funciona como um sistema ideal para transportar medicamentos anticâncer para o local exato onde eles são necessários.
O grande inconveniente das quimioterapias é que esses tratamentos disseminam os medicamentos pelo corpo inteiro, gerando uma série infindável de efeitos colaterais danosos. Por isso busca-se com afinco um meio de levar o medicamento diretamente até o tumor.
Já se sabia que as catequinas, um dos compostos presentes no chá verde, explica a ação desse chá contra o câncer.
O que se descobriu agora é que é possível combinar as catequinas com as proteínas anticancerígenas presentes nos medicamentos, produzindo nanocomplexos micelares estáveis que levam fármacos como a Herceptina diretamente ao local onde ele deve atuar - o tumor.
Para levar um medicamento diretamente a um ponto exato do corpo é necessário um transportador, ou carreador - um composto que contém o fármaco e vai até o ponto do organismo alvo do tratamento, onde o medicamento é finalmente liberado pelo carreador.
E não basta encontrar bons carreadores: o grande desafio é descobrir a proporção exata de droga/carreador. "Quantidades elevadas do transportador podem levar a problemas associados com a toxicidade da droga e ao metabolismo," explica o Dr. Jackie Ying, do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia A*STAR (Cingapura).
Para superar este problema, Ying projetou um nanocarreador que já possui efeitos terapêuticos, um derivado das catequinas do chá verde conhecido como epigalocatequina galato (EGCG), cujos efeitos anticancerígenos já são bem documentados.
Normalmente os nanocarreadores são estéreis, sem qualquer princípio ativo, mas recentemente começaram a ser levantadas dúvidas sobre sua alegada inocuidade no corpo humano - nanopartículas de ouro podem fazer mal à saúde.
Ying usou então o EGCG extraído do chá verde como base para construir nanocomplexos micelares microscópicos que levam o fármaco anticancerígeno Herceptina diretamente para os tumores.
A equipe testou a eficácia do nanomedicamento em uma linha celular de câncer de mama e comparou os resultados com o uso da Herceptina sozinha. Os resultados foram animadores.
"As drogas levadas pelo carreador reduziram significativamente o crescimento do tumor e foram mais eficazes contra os tumores do que a droga sozinha," relataram os pesquisadores.
Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 5 de maio de 2015

Viagem a Marte poderá causar danos ao cérebro

Estas imagens mostram a redução na complexidade dos dendritos após a irradiação que simula os raios cósmicos que os astronautas receberão no espaço.[Imagem: Vipan Parihar et al. - 10.1126/sciadv.1400256]
Sistema nervoso
A lista de possíveis problemas a serem enfrentados pelos astronautas pioneiros das missões a Marte ganhou mais um item: danos ao cérebro causados pela radiação cósmica.
Em 2013, um estudo feito com base nos dados coletados pelo robô Curiosity enquanto ele viajava para Marte revelou que os astronautas sofrerão o impacto dos raios cósmicos e das partículas solares, com risco de desenvolvimento de câncer.
Agora, um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia sugere que a longa exposição aos raios cósmicos pode causar danos significativos ao sistema nervoso central, resultando em sequelas semelhantes às sofridas por pessoas com demência.
Raios cósmicos são partículas de alta energia originadas do espaço e que viajam quase à velocidade da luz.
Calcula-se que uma viagem a Marte, distante cerca de 226 milhões de quilômetros da Terra, duraria pelo menos nove meses.
Danos cerebrais
A má notícia é que os danos cerebrais aos astronautas poderiam ocorrer já durante a viagem.
"Déficits de memória e a diminuição de atividades cerebrais, por exemplo, poderão afetar partes críticas da missão. E a exposição às partículas poderá provocar problemas cognitivos para o resto da vida", afirma Charles Limoli, coordenador do estudo.
A equipe de Limoli fez testes com ratos, submetendo-os a sessões de irradiação num laboratório da NASA especializado em estudos com raios cósmicos.
A exposição a determinadas partículas resultou em inflamações no cérebro que dificultaram a transmissão de sinais pelos neurônios. Tomografias computadorizadas mostraram que a rede de comunicação cerebral foi prejudicada por danos a células nervosas chamadas dendritos - alterações que contribuíram para a redução de desempenho dos ratos em atividades ligadas ao conhecimento e à memória.
Tipos semelhantes de disfunções cognitivas são comuns em pacientes com câncer de cérebro que receberam tratamentos à base de radiação de prótons.
Escudos mais eficientes
Segundo Limoli, embora os astronautas trabalhando na Estação Espacial Internacional por longos períodos também sejam atingidos por raios cósmicos, a intensidade do "bombardeio" é menor e eles ainda contam com um pouco de proteção da magnetosfera terrestre.
As soluções aventadas pela equipe incluem o desenvolvimento de escudos de proteção contra radiação mais eficientes e o desenvolvimento de novas drogas que possam funcionar como tratamentos preventivos para os astronautas.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Quadros do futuro, negros ou brancos, serão eletrônicos

Embora ainda esteja mais para um quadro cinza, o princípio funcionou com boa resolução. [Imagem: Yusuke Komazaki/University of Tokyo]
Acaba de nascer uma versão eletrônica dos quadros negros e quadros brancos usados nas salas de aula.
Yusuke Komazaki, da Universidade de Tóquio, adaptou a tecnologia de papel eletrônico para criar uma versão de baixo custo que pode ser escrita à mão.
O protótipo pode ser visto como um salto tecnológico em relação aos brinquedos muito populares antes do advento dos computadores, nos quais as crianças podiam desenhar ou escrever e depois apagar tudo deslizando uma pequena barra.
Para alcançar uma resolução melhor, Komazaki usou micropartículas bicolores de 10 micrômetros de diâmetro.
Um dos hemisférios de cada partícula é preto e possui uma carga negativa, enquanto o outro é branco e possui uma carga positiva. Quando colocadas entre dois eletrodos, a inversão da tensão faz com que as partículas mudem de posição, alternando sua parte visível entre branco e preto.
Para que seja possível escrever nesse quadro eletrônico, o hemisfério preto possui nanopartículas magnéticas, que são atraídas por um "giz magnético" - nesta demonstração do conceito, o pesquisador usou uma chave de fenda com um pequeno ímã na ponta.
Em vez de um apagador, basta apertar um botão para que a inversão da tensão vire novamente a face branca das partículas para a frente, apagando tudo o que havia sido escrito, limpando o quadro e deixando-o pronto para novas lições.
Komazaki afirma que a grande vantagem do seu quadro eletrônico é o baixo custo de todos os materiais utilizados, além da possibilidade de construção de quadros realmente grandes.
O pesquisador afirma que agora está trabalhando para aumentar o contraste da tela, o que ele acredita ser possível melhorando a aplicação dos pigmentos pretos e brancos, ou usando outros conjuntos de cores.
Fonte: Inovação Tecnológica
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