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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Audição humana é mais ampla do que se acreditava

Imagem do Google
Quem já visitou ou mora próximo a fazendas de energia eólica, com suas gigantescas turbinas girando lentamente, sabe o quanto essa paisagem aparentemente calma pode ser barulhenta.
E não se trata apenas de um ruído quase ensurdecedor - parece haver uma espécie de ruído que faz as pessoas ficarem doentes.
Muitas pessoas que vivem nas proximidades das turbinas eólicas apresentam distúrbios de sono, queda no desempenho e outros efeitos negativos que não têm sido adequadamente catalogados porque os cientistas e médicos muitas vezes se recusam a estudar os casos, alegando que o ruído produzido fica fora da capacidade de audição do ser humano.
Mas bastou que alguns dogmas científicos fossem deixados de lado para que a verdade emergisse: a capacidade de ouvir do ser humano é mais ampla do que os livros-texto afirmam.
"Nem alarmismo nem negar tudo é de qualquer ajuda nesta situação. Em vez disso, devemos tentar descobrir mais sobre como são percebidos os sons na faixa-limite da audição humana," pondera o professor Christian Koch, do Instituto de Metrologia da Alemanha, que decidiu encarar a questão como todo cientista deveria fazer.
Os livros-texto dizem que o ser humano pode ouvir sons na faixa de 20 a 20.000 hertz. Mas Koch e seus colegas usaram experimentos de biomagnetismo e ressonância magnética funcional para demonstrar que nossa capacidade auditiva é mais ampla, alcançando os chamados infrassons - abaixo dos 16 hertz.
Os resultados mostraram que os seres humanos ouvem sons de frequência muito mais baixa - a partir dos 8 hertz - o que é, afinal, uma oitava inteira abaixo do que se supunha anteriormente.
Ante sons dessa frequência, todos os voluntários afirmaram que estavam ouvindo algo, o que foi confirmado pelos exames neurológicos, embora não conseguissem determinar a tonalidade do som.
"Isto significa que um ser humano tem uma percepção bastante difusa, detectando que algo está lá e que isto poderia envolver perigo," afirmou o professor Christian Koch. "Mas estamos realmente no início das nossas investigações. Mais pesquisas são urgentemente necessárias."
A equipe destaca que também é necessário fazer pesquisas no outro extremo das frequências audíveis, verificando o quanto podemos de fato ouvir na faixa dos chamados ultrassons.
Fonte: Diario da Saúde
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