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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pesquisa mundial contesta visão de que cientistas sejam todos ateus

Esta é a maior pesquisa já realizada sobre as relações entre fé e ciência - do ponto de vista dos cientistas.[Imagem: Rice University]
Como alguns cientistas tornaram-se famosos não em seus campos de especialidade, mas vendendo livros criticando as religiões, criou-se uma suposição de que a maior parte dos cientistas são ateus ou pregadores do ateísmo.
Mas essa suposição foi mais uma vez contestada.
E agora pela primeira vez por uma pesquisa em nível mundial, que analisou como os cientistas encaram a religião e como se relacionam com ela.
Pesquisadores da Universidade Rice (EUA) entrevistaram 9.422 cientistas em oito regiões do mundo: França, Hong Kong, Índia, Itália, Taiwan, Turquia, Reino Unido e EUA.
A equipe também viajou a estas regiões para realizar entrevistas em profundidade com 609 desses participantes, o que torna esta a maior pesquisa mundial já realizada sobre as relações entre fé e ciência do ponto de vista dos cientistas.
"Mais da metade dos cientistas na Índia, Itália, Taiwan e Turquia se autoidentificam como religiosos," relata Elaine Howard Ecklund, principal autora da pesquisa.
"E é impressionante que existem aproximadamente o dobro de 'ateus convictos' na população em geral de Hong Kong, por exemplo (55%) do que na comunidade científica neste país (26%)," acrescentou.
Taiwan é outro exemplo, onde 54% dos cientistas identificam-se como religiosos, em comparação com 44% da população em geral.
No geral, os resultados contestam a suposição tradicional sobre o caráter irreligioso dos cientistas de todo o mundo.
Quando perguntados sobre os termos de um eventual "conflito" entre religião e ciência, apenas uma minoria dos cientistas em cada contexto regional acredita que haja de fato um conflito entre ciência e religião.
No Reino Unido - um dos países mais seculares do mundo - menos de um terço (32%) dos cientistas caracterizaram a interface entre ciência e fé como sendo de conflito. Nos EUA, este número foi de apenas 29%. E 25% dos cientistas de Hong Kong, 27% dos cientistas indianos e 23% dos cientistas de Taiwan acreditam que a ciência e a religião podem coexistir e serem usadas uma para apoiar a outra.
Pesquisa mundial contesta visão de que cientistas sejam todos ateus
O Instituto Indiano de Ciências destaca entre os principais cientistas do país nomes que, no ocidente, normalmente são associados à religião:Cientistas da Índia têm forte ligação com a espiritualidade. [Imagem: Indian Institute of Science]
Além dos resultados quantitativos, os pesquisadores descobriram nuances nas respostas dos cientistas durante as entrevistas. Por exemplo, numerosos cientistas expressam como a religião pode fornecer um "ponto de checagem" em áreas eticamente nebulosas.
"(A religião fornece uma) forma de verificação naquelas ocasiões em que você pode ser tentado a pegar um atalho porque você deseja que algo seja publicado e você pensa: 'Ah, essa experiência não foi boa o suficiente, mas se eu retratá-la desta forma, vai parecer que é'," comentou um professor de biologia do Reino Unido.
Finalmente, muitos cientistas mencionaram modos de acomodar as visões ou práticas religiosas, sejam dos alunos ou dos seus colegas.
"As questões religiosas (são) muito comuns aqui porque todo mundo fala a que templo vai, a qual igreja pertence. Assim, não é realmente um problema que escondemos: nós simplesmente falamos a respeito porque, em Taiwan, nós temos pessoas [de] diferentes religiões," disse um professor de biologia de Taiwan.

Fonte: Diário da Saúde
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Galáxia que não deveria existir questiona Big Bang

Galáxia ultra-distante, tão distante e antiga que contradiz o modelo do Big Bang.[Imagem: Leopoldo Infante et al.]
Se o modelo atual que explica o nascimento e desenvolvimento do nosso Universo estivesse correto, uma galáxia apelidada de Tainá - "recém-nascida", no idioma aimará - não deveria existir.
Mas, contra fatos e imagens não há argumentos: muito embora Tainá não devesse existir - por ordem das teorias, claro - ela existe.
Assim, quem está incorreta é a teoria, que parece precisar de ajustes, propõe o cosmologista madrilenho Alberto Molino Benito, que descobriu a galáxia que não deveria existir junto com colegas do Instituto de Astronomia da USP (IAG/USP).
Os dados indicam que Tainá está a 13,3 bilhões de anos de nós, o que indicaria que ela existiria apenas 400 milhões de anos após o Big Bang, com um desvio para o vermelho maior que 10 - a galáxia CR7, por exemplo, que ficou famosa há poucas semanas, tem um desvio para o vermelho de 7,5.
A estranha galáxia está repleta de estrelas gigantes azuis, muito jovens e brilhantes, prontas para explodir em formidáveis supernovas, que poderão virar buracos negros. Quanto ao seu tamanho, Tainá tem dimensões equivalentes à da Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia disforme que é um satélite da nossa Via-Láctea.
Apesar do poder tecnológico combinado do Hubble e do Spitzer, Tainá é tão distante e tão tênue que se torna invisível mesmo para aqueles poderosos observatórios. "Para detectar Tainá, nosso grupo teve que recorrer a técnicas sofisticadas, como a lente gravitacional", um fenômeno previsto por Albert Einstein na sua Teoria Geral da Relatividade, conta Alberto.
Segundo Einstein, a força gravitacional exercida por um corpo de grande massa, como um aglomerado de galáxias, distorce o espaço ao seu redor. Essa distorção acaba funcionando como uma descomunal lente virtual (ou gravitacional), que deflete e amplifica a luz de objetos muito mais distantes posicionados atrás desse corpo de grande massa.
Galáxia que não deveria existir questiona Big Bang
Sistemas planetários "pré-históricos", descobertos recentemente, também questionam os pilares do modelo do Big Bang. [Imagem: Tiago Campante/Peter Devine]
"400 milhões de anos é muito pouco tempo para a existência de uma galáxia tão bem formada", diz Alberto. "Os modelos mais recentes da evolução do Universo apontam para o surgimento das primeiras galáxias quando ele era bem mais velho." - pelo menos 1 bilhão de anos. Afinal, 400 milhões de anos é até anterior à discutida Época da Reionização.
Só existe uma explicação para a existência de Tainá - a mais antiga das outras 22 galáxias muito tênues detectadas pelo estudo. "Elas só poderiam se formar tão rapidamente após o Big Bang se a quantidade de matéria escura no Universo fosse maior do que acreditamos", pondera o cosmólogo.
Há várias hipóteses para tentar explicar o que seria matéria escura. Porém, como ela não interage com a luz, não conseguimos enxergá-la nem conhecer sua substância. A existência da matéria escura só é inferida devido a uma ação gravitacional sobre as galáxias que não pode ser explicada pela matéria comum. Não fosse essa gravidade extra, as galáxias já teriam há muito se esfacelado.
"A única explicação para Tainá existir e ser como era quando o Universo tinha 400 milhões de anos é graças à matéria escura, que deve ter acelerado o movimento de aglomeração de estrelas para a formação das primeiras galáxias", teoriza Alberto. "Se existe mais matéria escura, as galáxias podem se formar mais rápido."
Novos telescópios
Não é possível pesquisar mais a fundo sobre Tainá e suas irmãs proto-galáxias no Universo recém-nascido, pois a tecnologia à disposição foi empregada até o seu limite. "Para saber mais, para enxergar melhor as primeiras galáxias e inferir a ação da matéria escura, temos que aguardar até 2018, quando será lançado o sucessor do Hubble, o telescópio espacial de nova geração James Webb", diz Alberto.
O James Webb terá um espelho de 6,5 metros de diâmetro, muito maior que os 2,4 metros do Hubble. Esse aumento de tamanho se traduz em aumento de acuidade. Alberto e seus colegas contam com a sensibilidade do futuro telescópio espacial para continuar contando galáxias distantes e formar o maior banco de dados tridimensional do Universo. "Só assim poderemos confirmar como se processou a formação e evolução do Universo."

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Emoções positivas são mais contagiosas do que as negativas

O estudo confirma que o mundo virtual reproduz o que acontece no mundo real, onde atos de bondade se espalham pela sociedade.[Imagem: Pnas]
Emoções virais
Uma análise de 3.800 usuários do Twitter, escolhidos aleatoriamente, revelou que as emoções se espalham de forma viral através da rede social.
Mas há um detalhe interessante: as emoções positivas são muito mais propensas a se espalhar do que as negativas.
"O que você tuíta e compartilha na rede social importa. Frequentemente, você não está apenas se expressando - você está influenciando os outros," garantem Emilio Ferrara (Universidade do Sul da Califórnia) e Zeyao Yang (Universidade de Indiana).
Contágio emocional
A dupla criou um algoritmo que rastreia as mensagens e mede o valor emocional de cada uma, classificando cada tuíte como positivo, negativo ou neutro.
A seguir, o programa fez uma comparação do sentimento detectado na mensagem de cada usuário com a frequência de outros sentimentos que apareceram em todos os tuítes desse usuário durante a hora anterior.
Cerca de 20% dos usuários foram considerados altamente suscetíveis ao que os pesquisadores descreveram como "contágio emocional" - com mais da metade dos seus tuítes afetados pelas emoções detectadas nas mensagens que eles receberam na hora anterior.
E esses usuários "emocionalmente contagiados" mostraram-se quatro vezes mais susceptíveis de serem afetados pelos tuítes positivos do que pelos negativos.
Emoções positivas são mais contagiosas do que as negativas
Na vida real as emoções fortes chegam a sincronizar os cérebros dos envolvidos. [Imagem: Lauri Numminmaa]
Aqueles menos susceptíveis de serem afetados pelo contágio emocional ainda assim apresentaram quase o dobro de probabilidade de serem afetados pelos tuítes positivos do que pelos negativos.
Emoções nas redes sociais
No geral, entre todos os usuários, independentemente da susceptibilidade emocional, as emoções positivas mostraram-se mais contagiosas do que as emoções negativas.
Os pesquisadores afirmam que isto pode ser relevante para o planejamento de intervenções com usuários que experimentam depressão ou outras formas de transtornos de humor.
Pesquisa ética
O Facebook foi criticado, e investigado, no ano passado em uma pesquisa sobre emoções que interferiu ativamente nas notícias recebidas por mais de 700.000 usuários - o estudo também concluiu que as emoções são contagiosas.
Ao contrário daquele experimento, Ferrara e Yang não manipularam o que os usuários do Twitter estavam recebendo ou lendo - eles simplesmente observaram o que estava acontecendo e analisaram os dados.

Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

LHC pode ter encontrado super-partícula inesperada

Pares de fótons (verdes) sugerem a existência de um super bóson, seis vezes mais pesado que o bóson de Higgs.[Imagem: CMS/CERN]
Parece que a nova fase turbinada do LHC não será de decepção total nesse primeiro ano.
Ainda não é uma descoberta de pleno direito, com seus cinco sigmas, mas os indícios são fortes de que há um novo bóson além do de Higgs - muito além.
Segundo reportagem publicada pela revista Nature, "pares de fótons produzidos nas colisões do LHC sugerem a existência de um bóson com uma massa de 750 gigaeletronvolts" (GeV).
O bóson de Higgs detectado pelo LHC em 2012 - que muitos físicos ainda afirmam ser "um", mas não necessariamente, "o" bóson de Higgs - tem energia entre 125 e 127 GeV.
Os indícios da nova partícula foram capturados pelos detectores CMS e ATLAS na forma de um decaimento em dois fótons de mesma massa. Os dados indicam que provavelmente se trata de um bóson, mas não necessariamente igual ao de Higgs - a partícula que dá massa a todas as outras.
Se os dados se confirmarem, o que exigirá mais colisões ao longo do ano de 2016, a nova partícula seria quatro vezes mais massiva do que a partícula mais pesada conhecida até agora, o quark top, e seis vezes mais massiva do que aquela considerada como bóson de Higgs.
Segundo os físicos, se uma partícula tão pesada se confirmar, ela vai "empalidecer" a importância da descoberta do bóson de Higgs, abrindo um capítulo inteiramente novo e inesperado no campo da física de partículas.
Por outro lado, até agora não surgiu nenhum sinal de outra partícula muito esperada pelos físicos.
A partícula hipotética é conhecida como gluíno, que daria sustentação a uma teoria conhecida como supersimetria, uma teoria que prevê que, para cada férmion (como quarks, elétrons e neutrinos), há um bóson correspondente, como o de Higgs.
A continuar desse jeito, dizem os físicos, a teoria da supersimetria terá que ser abandonada por falta de comprovação experimental.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 19 de dezembro de 2015

Sabre de luz cósmico é criado do nascimento de estrela

Versão cósmica do sabre de luz duplo usado pelo Darth Maul.[Imagem: ESA/Hubble/NASA/Padgett/Megeath/Reipurth]
O Telescópio Espacial Hubble, um dos instrumentos científicos mais conhecidos mundialmente, e reconhecido pelo seu papel na divulgação da ciência, não poderia ficar de fora da agitação em torno do lançamento do novo episódio da saga Star Wars.
Segundo a equipe do Hubble, esta imagem lembra em tudo um sabre de luz de duas lâminas - como o que foi usado pelo personagem Darth Maul, do lado negro da Força, no episódio I, A Ameaça Fantasma.
Esse sabre de luz cósmico não está em uma galáxia muito, muito distante, mas na nossa própria Via Láctea, em uma região turbulenta conhecida como Nuvem Molecular Órion B, a 1.350 anos-luz da Terra.
Os jatos de luz emergem de um disco de material protoestelar - onde estão se formando estrelas.
Os astrônomos acreditam que é o processo de condensação desse material pela força gravitacional da estrela que nasce que emite jatos de gás energizado a partir de seus polos.
Conforme os jatos se deslocam em alta velocidade, eles criam ondas de choque supersônicas que geram temperaturas de milhares de graus.
Quando esses jatos colidem com o gás e a poeira são criados vastos espaços vazios, ainda ainda ondas de choque curvas, formando o que os astrônomos chamam de Objetos de Herbig-Haro (HH) - este mostrado na foto é chamado HH-24.

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Uma lei da física além dos poderes da Matemática

Um material com intervalo espectral (esquerda) tem um único estado fundamental no limite termodinâmico. Um material sem intervalo espectral (direita) tem um espectro contínuo a partir do estado fundamental. [Imagem: Cubitt/Perez-Garcia/Wolf]
Física indecifrável
Um problema matemático que está na base de questões fundamentais da física - da física quântica e da física de partículas - é comprovadamente insolúvel.
Este que é o primeiro grande problema na física para o qual uma limitação tão fundamental foi comprovada foi identificado por Toby Cubitt (Universidade College de Londres), David Perez-Garcia (Universidade Complutense de Madri) e Michael Wolf (Universidade Técnica de Munique).
A importância da descoberta pode ser vista no fato de que ela demonstra que, mesmo de posse de uma descrição perfeita e completa das propriedades microscópicas - ou quânticas - de um material, isto não é suficiente para prever o seu comportamento macroscópico.
Intervalo espectral
Veja, por exemplo, o caso dos semicondutores, que estão na base de toda a tecnologia atual. Esses materiais, e vários outros, possuem um pequeno "intervalo espectral" - a energia necessária para transferir um elétron de um estado de baixa energia para um estado excitado, de energia mais alta.
Quando esta energia se torna muito pequena, o intervalo espectral se fecha, tornando possível para o material fazer uma transição para um estado completamente diferente - tornar-se um supercondutor, por exemplo.
Conhecer os detalhes microscópicos de um material e extrapolar matematicamente essas propriedades e comportamentos para o material em escala humana - em outras palavras, passar da física quântica para a física clássica - é considerado um dos instrumentos mais importantes na busca por novos materiais, incluindo algum que exiba a supercondutividade a temperatura ambiente ou que tenha qualquer outra propriedade desejável ou útil.
O trio demonstrou que esta abordagem tem uma limitação crucial, um beco sem saída.
Problemas indecidíveis
O trabalho prova matematicamente que, mesmo com uma descrição completa de um material em escala atômica ou molecular, determinar se ele possui um intervalo espectral ou não é, de fato, uma "questão indecidível".
"Alan Turing é famoso por seu papel na quebra do código Enigma. Mas, entre os matemáticos e cientistas da computação, ele é ainda mais famoso por provar que certas questões matemáticas são 'indecidíveis'. Elas não são nem verdadeiras e nem falsas, só estão fora do alcance da matemática.
"O que nós mostramos é que a diferença espectral é um desses problemas indecidíveis. Isso significa que não pode existir um método geral para determinar se a matéria descrita pela mecânica quântica terá um intervalo espectral ou não. Isto limita a extensão na qual podemos prever o comportamento dos materiais quânticos e, potencialmente mesmo da física de partículas mais fundamental," explicou o professor Toby Cubitt.
Física tem um problema matematicamente indecifrável
O trabalho mostra que é matematicamente impossível sair dos componentes básicos da matéria e derivar seu comportamento macroscópico. [Imagem: Cubitt/Perez-Garcia/Wolf]
"Nós sabíamos da possibilidade de problemas que são indecidíveis em princípio desde os trabalhos de Turing e Godel na década de 1930. Até agora, porém, isso somente afetava os cantos muito abstratos da ciência da computação teórica e da lógica matemática. Ninguém antes tinha contemplado seriamente isto como uma possibilidade diretamente no coração da física teórica.
"Mas nossos resultados mudam esse quadro. De uma perspectiva mais filosófica, eles também desafiam os pontos de vista reducionistas, já que a dificuldade intransponível reside precisamente na derivação das propriedades macroscópicas partindo de uma descrição microscópica," acrescentou o professor Michael Wolf.
Nova Física
"Mas nem tudo são más notícias," acode rapidamente o terceiro membro do grupo, professor David Perez-Garcia.
"A razão pela qual este problema é impossível de resolver em geral é porque os modelos neste nível apresentam comportamentos extremamente bizarros que essencialmente desafiam qualquer tentativa de analisá-los.
"Mas esse comportamento bizarro também prevê uma física nova e muito estranha que não tinha sido vista antes. Por exemplo, os nossos resultados mostram que a adição de até mesmo uma única partícula a um pedaço de matéria grande poderia, em princípio, mudar dramaticamente suas propriedades. Novas físicas como esta são frequentemente exploradas em tecnologia," completou Perez-Garcia.
De fato, a dopagem - a adição de poucos átomos a um material para alterar suas propriedades - é parte essencial da eletrônica.
Os pesquisadores estão agora justamente verificando se sua descoberta vai além dos modelos matemáticos artificiais produzidos pelos seus cálculos, e atingem materiais mais realistas que possam ser testados em laboratório.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Tijolo antiterremoto reduz danos a edifícios

Protótipo do tijolo antiterremoto. [Imagem: Ruvid/UPV]
Para construir casas e prédios à prova de terremotos, a melhor técnica é começar do jeito certo desde o princípio.
Mais especificamente, desde os tijolos.
Engenheiros da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, criaram uma nova classe de tijolos que isola sismicamente as paredes divisórias da estrutura principal do edifício.
O tijolo, batizado de Sisbrick, reduz significativamente a tensão entre as vigas e pilares e as paredes, reduzindo muito os danos causados pelo sismo.
Esta é uma inovação fundamental, na medida em que, hoje, os cálculos estruturais levam em conta os efeitos sísmicos apenas sobre a estrutura do edifício, não considerando as paredes divisórias.
A chave para a inovação foi a combinação de diferentes materiais para obter simultaneamente dois efeitos: absorver os movimentos horizontais gerados pelo terremoto e manter a carga suportada verticalmente, para preservar a integridade do edifício o máximo possível.
"Os tijolos sísmicos efetivamente servem como uma barreira de isolamento, evitando transferir a carga desses elementos divisórios para a estrutura principal. Dessa forma, o impacto que o terremoto impõe sobre a integridade estrutural é grandemente reduzida," explica Luis Pallarés, um dos idealizadores do tijolo antiterremoto.
O tijolo foi devidamente patenteado, e agora a Universidade está procurando parceiros na indústria para sua fabricação e comercialização.

Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 6 de dezembro de 2015

Imagens de alta resolução mostram incrível "praia" de Plutão

Esta seria a "praia" da região conhecida como Planície Sputnik - o coração de Plutão.[Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]
A sonda espacial New Horizons, da NASA, enviou um conjunto das imagens mais nítidas obtidas de Plutão durante o seu sobrevoo do planeta anão em julho deste ano.
Estas imagens foram feitas na melhor qualidade possível de se obter com os instrumentos da sonda, o que significa que serão as melhores imagens de Plutão que os seres humanos verão por décadas - até que outra sonda espacial seja enviada para lá.
A imagem mais impressionante mostra o que parece ser uma "praia", onde o mar seria a região do coração de Plutão e a "terra" seria uma cadeia montanhosa.
Os especialistas acreditam que a região do coração seja formada por planícies de nitrogênio congelado, enquanto as montanhas, algumas com vários quilômetros de altitude, poderiam ser montanhas de gelo que estariam "flutuando" como gigantescos icebergues sobre o "mar de nitrogênio" congelado.
Geologia de Plutão
Plutão: Chegam imagens de mais alta resolução
Estas imagens em alta resolução das crateras de impacto ajudarão os geólogos a datar melhor a superfície de Plutão e obter informações sobre eventuais atividades geológicas recentes. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]
Esta três imagens foram obtidas cerca de 15 minutos antes do momento de maior aproximação da sonda New Horizons da superfície de Plutão, o que lhes dá uma resolução de 80 metros por pixel.
Outras imagens capturadas nesse período continuam sendo enviadas para a Terra, podendo haver novas surpresas nos próximos dias.
Imagens anteriores, de menor resolução, indicam que Plutão pode ter um ciclo hidrológico, o que incluiria vulcões de gelo.
Plutão: Chegam imagens de mais alta resolução
Esta imagem mostra detalhes da erosão ocorrendo em uma região conhecida como Badlands - terras ruins, em tradução livre -, uma nomenclatura da geologia para regiões áridas fortemente erodidas. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]

Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Câmeras infravermelhas vão ficar coloridas

Este domo recebeu o revestimento ajustado para absorver toda a luz vermelha, o que o deixa com uma tonalidade verde. No detalhe é possível ver os nanocubos de prata responsáveis pelo fenômeno. [Imagem: Maiken Mikkelsen/Gleb Akselrod/Duke University]
Cores do infravermelho
As câmeras infravermelhas - que enxergam os objetos pela temperatura - logo poderão se tornar tão coloridas quanto as câmeras ópticas tradicionais.
As imagens em infravermelho atuais até parecem ser coloridas, com os objetos quentes aparecendo mais vermelhos ou mais brilhantes do que seu entorno.
Mas essas imagens não são criadas a partir de cores reais, elas baseiam-se na quantidade de radiação térmica - ou luz infravermelha - que a câmera capta.
Agora, uma nova tecnologia promete dar a essas câmeras a capacidade real de identificar diferentes cores - diferentes comprimentos de onda do espectro infravermelho.
Absorvedores perfeitos
Além de as imagens se tornarem mais "inteligíveis" para os olhos humanos, essas "cores do calor" permitirão capturar muito mais informações sobre os objetos que estão sendo fotografados, incluindo sua composição química.
Essa possibilidade foi demonstrada por Gleb Akselrod, da Universidade de Duke, nos EUA, que criou absorvedores perfeitos para pequenas bandas do espectro eletromagnético, da luz visível até o infravermelho próximo.
"Tomando emprestado técnicas bem conhecidas da química e empregando-as de novas maneiras, fomos capazes de obter uma resolução significativamente melhor do que com um sistema de litografia por feixe de elétrons estado da arte, que custa milhões de dólares," disse o professor Maiken Mikkelsen, coordenador da equipe.
"Isso nos permitiu criar um revestimento que pode ajustar o espectro de absorção com um nível de controle impossível anteriormente, com aplicações potenciais que vão da coleta de luz e fotodetectores até aplicações militares," prosseguiu ele.
Pacotes de energia
A tecnologia se baseia no mesmo fenômeno físico por trás da plasmônica, que explora ondas de elétrons geradas quando a luz atinge a superfície dos metais - essas ondas, essencialmente pacotes de energia, são conhecidas como plásmons de superfície.
Akselrod primeiro revestiu a superfície de um substrato com uma fina camada de ouro, com poucos átomos de espessura. A seguir ele colocou por cima outra camada igualmente fina de polímero e, finalmente, um revestimento de cubos de prata, cada um medindo cerca de 100 nanômetros de aresta.
Quando a luz atinge esse revestimento multicamada, um comprimento de onda específico - uma cor - fica aprisionada na superfície dos nanocubos na forma de plásmons de superfície, finalmente dissipando-se na forma de calor.
Controlando a espessura da película de polímero e o tamanho e quantidade de nanocubos de prata é possível ajustar o revestimento para que ele absorva diferentes comprimentos de onda da luz, do espectro visível ao infravermelho próximo.
Câmera infravermelha colorida
Agora a equipe pretende usar múltiplos revestimentos para criar um sensor que possa captar seletivamente diversas faixas do espectro infravermelho, criando uma câmera infravermelha colorida.
Segundo eles, isto não será um problema porque a técnica de fabricação dos revestimentos é escalável e pode ser aplicada a superfícies de qualquer geometria.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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