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domingo, 31 de janeiro de 2016

Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA

Instrumento científico Solar T, transportado por um balão estratosférico, está em voo de circunavegação na Antártica captando a energia que emana das explosões solares em frequências nunca medidas.[Imagem: CRAMM]
A NASA lançou um balão estratosférico que transporta dois equipamentos científicos voltados a estudar o Sol. O lançamento foi feito em McMurdo, base dos Estados Unidos na Antártica, na segunda-feira, dia 18.
Um dos equipamentos é o Solar-T, um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído no Brasil por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração com colegas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O outro equipamento é o experimento de raios X e gama GRIPS (sigla em inglês de Gamma-ray Imager/Polarimeter for Solar Flares), da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, ao qual o Solar-T foi acoplado.
A grande novidade científica das observações realizadas pelo Solar-T é que ele é capaz de captar a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas, de 3 e 7 terahertz (THz) - daí o "T" no nome do telescópio - que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante.
"Essas frequências de 3 e 7 terahertz são impossíveis de serem medidas a partir do nível do solo porque são bloqueadas pela atmosfera. É necessário ir para o espaço para medi-las", disse Pierre Kaufmann, pesquisador do CRAAM e coordenador do projeto.
Situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio, a radiação terahertz (1 trilhão de Hertz ou 1012 Hz) permite observar mais facilmente a ocorrência de explosões associadas aos campos magnéticos das regiões ativas do Sol, que muitas vezes lançam em direção à Terra jatos de partículas de carga negativa (elétrons) aceleradas a grandes velocidades.
Nas proximidades do planeta, essas partículas normalmente produzem as belas auroras austrais e boreais, mas, em intensidades muito grandes, podem interferir no funcionamento de satélites de telecomunicações e, em última instância, até mesmo nas redes elétricas em terra.
As emissões terahertz no Sol só foram descobertas recentemente, e o Solar-T poderá ajudar a elucidar sua origem. Elas podem ser geradas, por exemplo, por mecanismos de aceleração de partículas a altos níveis de energia, antes insuspeitados.
Uma das hipóteses é a de que as emissões sejam produzidas por elétrons ultrarrelativísticos, acelerados por campos eletromagnéticos até velocidades próximas à da luz. "Outras cogitações relacionam sua origem com o decaimento de píons, produzindo pósitrons de alta energia", disse Kaufmann.
Telescópio brasileiro para observação do Sol é lançado pela NASA
Uma explosão solar aparece muito diferente quando vista em cada comprimento de onda - ainda não havia observações em terahertz, como as que estão sendo feitas pelo Solar-T. [Imagem: NASA/SDO/Wiessinger]

Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Capacete feito inteiramente de madeira

Este protótipo de capacete promete proteger a cabeça dos ciclistas usando unicamente derivados de madeira. [Imagem: Cellutech]
Talvez em breve possamos dizer adeus ao poliestireno, o material à base de petróleo que é usado para fazer o conhecido isopor e outras espumas.
No que parece ser um capacete comum de ciclista, engenheiros suecos substituíram o isopor por um novo material de absorção de choques renovável e biodegradável, inteiramente fabricado a partir da madeira.
O capacete-conceito é uma tentativa de chamar a atenção para as possibilidades de utilização da celulose de madeira como uma alternativa sustentável ao isopor e outras espumas de polímeros sintéticos, segundo o professor Lars Wagberg, do Instituto Real de Tecnologia, que desenvolveu a espuma de madeira juntamente com seu colega Lennart Bergström.
"Já existem capacetes de madeira por aí, mas o que é único aqui é que este é feito totalmente de produtos florestais - nada mais. A camada externa é madeira folheada, as tiras são feitas de papel extra forte e a espuma é feita de fibras de celulose," disse Wagberg.
A produção do capacete de madeira começa com nanofibras de celulose, ou fibrilas, que são modificadas e misturadas com um agente de formação de espuma, água e ar.
Através de um processo conhecido como "estabilização Pickering", estas nanopartículas estabilizam as bolhas de ar de forma mais eficiente do que o tradicional uso de surfactantes, criando um produto que a dupla batizou deCellufoam, algo como espuma de celulose.
O material resultante é muito forte e flexível - de fato, alguns bioplásticos com fibras vegetais superam a fibra de carbono.
Segundo Wagberg, usando diferentes tipos de tratamento e combinações com outros materiais, a espuma de celulose poderá se tornar adequada para materiais retardadores de chamas, filtragem de água e superfícies antibacterianas.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Comida diet nem sempre é mais saudável

Há uma crença de que comida saudável satisfaz menos, o que leva as pessoas a comerem mais. [Imagem: Cornell University]
As dietas de baixo consumo de gordura estão perdendo a credibilidade e um processo para lá de semelhante ocorre com alguns dos chamado alimentos dietéticos.
Muitas dessas comidas têm adição de açúcar e aditivos para substituir a gordura - o que, para alguns médicos, é pior para quem quer perder peso.
Até porque as calorias já não são mais consideradas todas iguais.
Se você está de dieta, é melhor que consuma alimentos integrais, que contam com mais nutrientes, do que aqueles de qualidade mais baixa ou os processados, que, embora tenham menos calorias, não são tão nutritivos. E há algumas outras dicas básicas para evitar algumas armadilhas...
Alimentos descritos como de baixa gordura acabam sendo consumidos em maior quantidade. Em uma das pesquisas envolvendo o assunto, voluntários consumiram 28% mais chocolates cobertos de açúcar e de baixa gordura do que os normais, o que resultou em 54 calorias extras.
Os testes mostraram ainda que pessoas com sobrepeso ingerem muito mais comida com o selo "baixa gordura" do que pessoas com peso normal. E que todo mundo subestima a quantidade de calorias que consome quando se trata de alimentos de baixa gordura.
Outro estudo descobriu que a etiqueta "light" faz com que as pessoas aumentem o tamanho das porções, independentemente de o alimento ser saudável ou não.
Você já se sentiu culpado depois de devorar algum alimento rico em calorias, gordura e açúcar?
Você não é o único.
Mas quando o alimento é acompanhado das palavras "baixa gordura", estudos mostram que o sentimento de arrependimento diminui, especialmente para quem já tem sobrepeso.
Se um alimento tem o selo de baixa gordura, essa gordura a menos deu lugar a mais açúcar ou adoçantes. E muita gente assume que está comendo menos calorias.
Uma corrente de pensamento comum entre os nutricionistas hoje em dia é que uma dieta alta em "gordura boa" é melhor de uma de baixa gordura, mas inadvertidamente alta em açúcar.
Adoçar comidas sem aumentar calorias parece um dos maiores desejos de quem gosta de comer. Seja em refrigerantes dietéticos, adoçantes para o cafezinho e um doce diet, essas substâncias são parte intrínseca das dietas modernas. Tanto é que 49% das bebidas gasosas vendidas em 2014 eram de baixa caloria.
Mas e se as pessoas soubessem que as substâncias que nos ajudam a ingerir menos açúcar podem estar realmente nos engordando?
Há estudos indicando que o consumo de alimentos doces, seja ou não de sabor natural, aumenta o apetite. Adoçantes poderiam também causar esse efeito. Outra reação observada foi a alteração da flora intestinal tanto de ratos como de humanos, de maneira associada à obesidade e à diabetes tipo 2.
Eis uma lista de alimentos processados de baixa gordura que não são tão saudáveis quanto parecem.
Biscoitos de arroz: Podem parecer mais saudáveis que batatas fritas, mas as variações com sabores podem ter até o dobro de sal que o equivalente em batatas fritas.
Passas cobertas por iogurte: Doces, mas uma porção de 25 gramas pode conter quase cinco gramas de gordura - enquanto só as passas têm uma quantidade ínfima de gordura.
Iogurte light: Tem menos gordura e menos calorias que a versão tradicional, mas as versões com sabor podem conter até 10 gramas a mais de açúcar.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cálculos indicam órbita do nono planeta do Sistema Solar

Simulação de computador mostrando como seria um planeta com 10 vezes a massa da Terra e muito distante do Sol.[Imagem: R.Hurt/Caltech]
Planeta X
Os indícios da existência de um Planeta X nos confins do Sistema Solar, prevista por Percival Lowell em 1905, vêm-se acumulando rapidamente.
A NASA vem procurando pelo Planeta X há tempos, mas ainda sem sucesso.
A descoberta do planeta anão VP113, em 2012, apresentou à comunidade astronômica um corpo celeste com uma órbita que só poderia ser explicada com a presença de um outro planeta gigante, então calculado com 10 vezes da massa da Terra - exatamente a mesma massa calculada por Lowell há mais de um século.
O entusiasmo aumentou há cerca de um mês, quando duas equipes, trabalhando independentemente, flagraram dois grandes corpos celestes ainda desconhecidos, que continuam sendo analisados. É que é difícil detectar um planeta a essa distância porque, longe de nossa estrela, sua luminosidade é muito baixa - ou seja, existe há possibilidade de que o Planeta X já tenha sido visualizado.
Cálculos da órbita do Planeta X
Em 2014, dois astrônomos espanhóis já haviam estudado mais a fundo a órbita do VP113 e de outros corpos transnetunianos e, por meio de uma simulação em computador, calcularam que deve existir não apenas um Planeta X, mas também um Planeta Y.
Agora, dois pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, rodaram outra simulação e chegaram à mesma conclusão que Lowell e que a equipe do VP113, com os resultados indicando a existência de um Planeta X, exatamente com 10 vezes a massa da Terra, que seria capaz de explicar a estranha órbita dos objetos transnetunianos já conhecidos.
Talvez para tentar valorizar o próprio trabalho, eles propuseram rebatizar o Planeta X de Planeta Nove.
Cálculos indicam órbita do nono planeta do Sistema Solar
Provável órbita do Planeta Nove, conforme proposto pela nova simulação. [Imagem: Batygin/Brown - 10.3847/0004-6256/151/2/22]
Planeta Nove
Pelos cálculos da dupla, esse planeta ainda não descoberto do Sistema Solar deve ter uma órbita elíptica muito alongada em torno do Sol. Os dados ainda são escassos, por isso os resultados apontam para um Planeta X, ou Nove, com um ano com duração entre 10.000 e 20.000 anos terrestres.
O máximo que ele poderia se aproximar do Sol seria 200 unidades astronômicas (ua), que equivalem à distância da Terra ao Sol - isso o colocaria, em seu momento de maior aproximação de nossa estrela, bem além de Plutão, na faixa de pequenos objetos conhecidos como Cinturão de Kuiper, onde está o astro conhecido mais distante do Sistema Solar, provavelmente um planeta anão, chamado provisoriamente de V774104.
Simulações como estas, feitas pelas equipes espanhola e norte-americana, são importantes porque indicam aos astrônomos para onde direcionar seus telescópios para procurar pelo novo planeta. E ressaltam que ainda há muito a ser descoberto sobre nosso próprio Sistema Solar.
"Adoraria encontrá-lo", disse Michael Brown, que fez os cálculos juntamente com seu colega Konstantin Batygin. "Mas também ficaria feliz se outra pessoa o encontrasse. É por isso que estamos publicando este estudo. Esperamos que as pessoas se inspirem e comecem a procurar por ele."
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Dentes naturais são multiplicados pela primeira vez

Fotos mostram o crescimento dos novos dentes depois de implantados em animais adultos. [Imagem: Takashi Tsuji Lab/Riken]
Pesquisadores japoneses descobriram uma maneira de - literalmente - multiplicar os dentes.
Os experimentos tiveram pleno êxito em animais, abrindo o caminho para os primeiros testes em humanos.
O processo começa com os chamados dentes germes, grupos de células que se formam no início da infância e que posteriormente se desenvolvem nos dentes.
Os dentes germes foram divididos em dois e depois implantados na mandíbula dos camundongos, onde se desenvolveram em dois dentes individuais totalmente funcionais.
Takashi Tsuji e seus colegas do Instituto Riken (Japão) concentraram-se no fato de que o desenvolvimento dos dentes se dá em um padrão de expressão gênica em forma de onda, envolvendo os genes Lef1, um ativador, e o Ectodin, um inibidor.
Para manipular o processo, eles removeram os dentes germes dos animais e os desenvolveram em meio de cultura. Num ponto apropriado do processo de desenvolvimento - 14,5 dias - eles cortaram os germes em dois usando um fio de nylon, mas sem separá-los completamente.
Os centros de sinalização, que controlam a onda de moléculas que regulam o desenvolvimento do dente, surgiram em cada um dos dois lados, gerando o desenvolvimento natural de dois dentes, que a equipe então transplantou para as maxilas dos camundongos.
Ainda há questões a serem solucionadas, envolvendo o tamanho dos dentes, que ficaram menores do que os dentes naturais dos animais, e a pequena disponibilidade de dentes germes, mas os cientistas estão animados com novos progressos.
"Nosso método poderia ser usado em pacientes pediátricos que não desenvolveram devidamente os dentes como resultado de condições como lábio leporino ou síndrome de Down, uma vez que os germes de dentes permanentes ou dentes do siso poderiam ser divididos e implantados.
"No futuro, nós também poderemos considerar o uso de células-tronco para crescer mais germes, mas hoje existem barreiras para a cultura de tais células, que terão de ser superadas," concluiu Tsuji.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Peso do garçom influencia o quanto você come

Quanto maior o peso do garçom, mais comida você irá pedir - além de pedir sobremesas e drinques. [Imagem: Doering/Wansink(Env. & Behavior)]
Por essa você provavelmente não esperava: a quantidade de comida, a sobremesa e os aperitivos que você vai pedir em um restaurante dependem do garçom que lhe atender.
E não se trata do tratamento que o garçom lhe dispensar, mas do que quanto ele pesa.
Cientistas da renomada Universidade Cornell (EUA) acompanharam cerca de 500 clientes em 60 restaurantes, apenas para demonstrar que os clientes pedem mais sobremesas e até 17% mais bebidas alcoólicas quando os garçons têm sobrepeso ou são obesos.
"Ninguém vai a um restaurante para começar uma dieta. Como resultado, estamos tremendamente suscetíveis a sugestões que nos dão uma licença para pedir e comer o que queremos," explica o professor Tim Doering. "Um garçom divertido, feliz e pesado pode levar o cliente a dizer 'Que se lasque' e se soltar um pouco."
O estudo, publicado na revista científica Environment and Behavior, observou os clientes durante seu jantar em restaurantes casuais - não de luxo.
A equipe então comparou o pedido de cada cliente com o Índice de Massa Corporal (relação entre peso e altura) do garçom que os atendeu. Além de pedirem mais comida dos garçons mais gordinhos, os clientes também se mostraram mais propensos a pedir sobremesas e drinques após a refeição.
Curiosamente "um garçom ou garçonete de maior peso parece ter uma influência ainda maior sobre os comensais mais magros," conta Doering.
Mas há outros fatores. Além do peso do garçom, a iluminação, a música e até o local onde cada cliente se senta demonstraram induzir um viés inconsciente nos pedidos.
Como os clientes não podem mudar a música de um restaurante ou correr o risco de demonstrar preconceito pedindo um garçom mais magro para atendê-los, os pesquisadores sugerem outra tática.
"Decidir que você vai pedir um aperitivo ou uma sobremesa - mas não os dois - antes de você chegar ao restaurante pode ser uma das melhores defesas da sua dieta," sugere Brian Wansink, coautor do estudo.
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Lâmpadas incandescentes que superam LEDs reciclando calor

Como apenas a luz visível consegue sair da lâmpada, o calor fica saltando de volta para o filamento até que finalmente todo ele seja convertido em luz. [Imagem: Ognjen Ilic/MIT]
As agora banidas lâmpadas incandescentes podem estar dando a volta por cima.
Uma equipe das universidades MIT e Purdue, nos EUA, criou um dispositivo fotônico que consegue reciclar o calor emitido pelas lâmpadas incandescentes, transformando-o em luz visível, elevando dramaticamente a eficiência das lâmpadas.
As lâmpadas incandescentes emitem luz aquecendo um fio de tungstênio a temperaturas de cerca de 2.700 graus Celsius. Esse fio quente emite o que é conhecido como radiação de corpo negro, um amplo espectro de luz que fornece uma luz quente e agradável, com uma representação fiel de todas as cores - algo nunca alcançado pelas lâmpadas fluorescentes e pelos LEDs.
O problema é o calor desperdiçado, que significa energia jogada fora.
Ognjen Ilic e seus colegas criaram um dispositivo que captura o calor e o devolve para o filamento, aquecendo-o ainda mais para que ele emita mais luz visível. Eles chamam o processo de "reciclagem de luz", já que o calor nada mais é que radiação eletromagnética, ou luz, com um comprimento de onda conhecido como infravermelho.
O processo funciona em duas fases. Na primeira é utilizado o filamento metálico tradicional das lâmpadas incandescentes, com todas as suas perdas.
Na segunda fase, as estruturas, que são um tipo de cristal fotônico, funcionam como um filtro, deixando passar os comprimentos de onda visíveis, que então saem da lâmpada.
Mas, para os comprimentos de onda infravermelhos, as estruturas funcionam como um espelho, explica Ilic. A radiação refletida então viaja de volta para o filamento, acrescentando mais calor, sendo em seguida convertida em mais luz. Como apenas a luz visível consegue sair da lâmpada, o calor fica saltando de volta para o filamento até que finalmente todo ele seja convertido em luz, e assim continuamente.
Os cristais fotônicos são feitos de elementos abundantes e de baixo custo, utilizando uma tecnologia convencional de deposição de material.
Reciclagem de calor torna lâmpadas incandescentes mais eficientes
Comparação da qualidade da luz emitida por lâmpadas fluorescentes compactas (alto), LEDs (centro) e pelo novo protótipo de lâmpada incandescente com reciclagem de luz (embaixo). [Imagem: Ognjen Ilic et al. - 10.1038/nnano.2015.309]
Enquanto a eficiência luminosa geral de uma lâmpada incandescente pouco supera os 2%, o protótipo da nova lâmpada com reciclagem de calor chegou aos 6,6%, mas seu limite teórico é de 40% - para comparação, a eficiência luminosa de uma lâmpada fluorescente compacta varia entre 7 e 13%, e a dos LEDs varia entre 5 e 13%.
O dispositivo tem amplos usos potenciais, virtualmente em qualquer área onde seja necessário reaproveitar ou reciclar o calor dissipado por máquinas e equipamentos. Esse calor pode ser recapturado pelo cristal fotônico e direcionado, por exemplo, para iluminação ou para geração de eletricidade a partir do calor, por meio de células termofotovoltaicas.
Em 2008, outra equipe também usou técnicas fotônicas para criar uma lâmpada incandescente fria e 8 vezes mais eficiente. No ano seguinte, um processo de produção de filamento usando raios laser também soou promissor. Mas nenhuma das inovações conseguiu chegar ainda ao mercado.
Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Tempo é mais que dinheiro quando o assunto é felicidade

Quando o assunto é felicidade, valorize mais seu tempo que o dinheiro. [Imagem: SPSP.org]
Valorizar o seu tempo mais do que a busca por dinheiro - em outras palavras, só focar a vida profissional - pode aumentar seu nível geral de felicidade.
Seis experimentos, envolvendo mais de 4.600 participantes, mostraram uma divisão quase meio a meio entre as pessoas que tendem a valorizar o seu tempo e aquelas que dão mais valor à busca pelo dinheiro.
E uma e outra escolha mostraram ser uma característica bastante consistente, tanto para as interações diárias, quanto para os grandes acontecimentos da vida, afirmam Ashley Whillans e seus colegas da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), que idealizaram e realizaram os experimentos.
Alguns dos experimentos usaram situações do mundo real, tais como perguntar aos participantes se eles preferiam um apartamento mais caro e mais próximo do trabalho, ou um apartamento mais barato, mas mais distante do local de trabalho.
Os participantes também puderam escolher entre um curso universitário que lhes daria um emprego com maior jornada de trabalho e um salário inicial mais alto, ou um curso que resultaria em um emprego com um salário inicial mais baixo, mas menos horas trabalhadas por semana.
De forma muito consistente, aqueles que optaram por dispor de mais tempo do que de mais dinheiro sentem-se mais felizes com a vida em geral.
O sexo e a renda dos participantes não afetaram os resultados, embora não tenham sido incluídos participantes que vivam em um nível de pobreza que pode exigir que eles priorizem o dinheiro para sobreviver.
Mas como as pessoas podem se concentrar mais em seu tempo e menos no dinheiro?
Algumas ações podem ajudar a mudar a perspectiva, como trabalhar um pouco menos horas, pagar alguém para fazer tarefas de que não se goste, como limpar a casa, ou participar de programas de voluntariado. Enquanto algumas opções possam estar disponíveis apenas para pessoas com rendimentos mais folgados, mesmo pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença, defende Whillans.
"Ter mais tempo livre é provavelmente mais importante para a felicidade do que ter mais dinheiro," disse ela. "Mesmo desistir de algumas horas remuneradas para se tornar voluntário em uma entidade pode ter mais retorno em seus investimentos para se sentir mais feliz."
Os resultados foram publicados na revista Social Psychological and Personality Science.
Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Civilizações alienígenas? Procure nos aglomerados estelares

Esta enorme "bola de estrelas" está a 17.000 anos-luz de distância.[Imagem: ESO/J. Emerson/VISTA]
Planetas sem noite
Imagine planetas nos quais o céu noturno é quase tão claro quanto o dia, com estrelas tão grandes e tão numerosas que o termo noite deve ter um sentido bem relativo.
Pois é em exoplanetas assim que os astrofísicos acreditam haver a maior possibilidade de desenvolvimento de vida inteligente.
Esses exoplanetas estão no interior de regiões extraordinárias, conhecidas como aglomerados estelares globulares. São regiões densamente ocupadas, contendo um milhão de estrelas em uma esfera de poucos anos-luz de diâmetro.
Rosanne DiStefano (Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica - EUA) e Alak Ray (Instituto Tata de Pesquisas Fundamentais - Índia) acreditam que esse é o melhor lugar para se procurar por civilizações inteligentes dotadas de capacidade de viagens espaciais - com nível tecnológico similar ou superior ao da Terra.
"Um aglomerado globular pode ser o primeiro lugar em que a vida inteligente será identificada em nossa galáxia," disse DiStefano ao apresentar os resultados da pesquisa durante a reunião anual da Sociedade Astronômica Americana.
A pesquisa adiciona elementos observacionais interessantes a uma ideia que já é antiga: em 1974, a primeira transmissão deliberada de um sinal humano ao espaço, feita a partir do radiotelescópio Arecibo, foi dirigida para o aglomerado globular M13.
Civilizações alienígenas poderão ser encontradas em aglomerados estelares
Além dos aglomerados estelares normais, existem também os aglomerados estelares escuros. [Imagem: ESO/DSSurvey/Davide de Martin]
Tempo para a vida
Nossa Via Láctea tem cerca de 150 aglomerados globulares conhecidos, a maioria deles orbitando na periferia galáctica. Todos são muito antigos, tendo estrelas formadas a cerca de 10 bilhões de anos, em média - embora aglomerados globulares também possam ter estrelas jovens.
A zona habitável de uma estrela - a distância em que seus planetas têm temperatura adequada para existência de água líquida - varia de acordo com a estrela. Enquanto estrelas mais brilhantes têm zonas habitáveis mais distantes, os planetas que orbitam estrelas mais antigas, de brilho mais fraco, podem estar muito mais perto.
Além disso, estrelas muito brilhantes vivem vidas mais curtas. Como os aglomerados globulares são antigos, essas estrelas mais agitadas já morreram há muito tempo, deixando o ambiente muito menos conturbado - as estrelas predominantes nos aglomerados globulares são anãs vermelhas antigas e de brilho fraco.
"Uma vez que os planetas se formam, eles podem sobreviver por longos períodos de tempo, até mais do que a idade atual do universo", explica DiStefano.
Assim, se planetas habitáveis podem se formar nos aglomerados globulares e sobreviver por bilhões de anos, haveria tempo de sobra para a vida evoluir a ponto de desenvolver inteligência, defende a dupla.
Civilizações alienígenas poderão ser encontradas em aglomerados estelares
Esta é famosa "Mensagem Arecibo", enviada em 1974 ao aglomerado globular Messier 13, ou Grande Aglomerado Globular de Hércules. [Imagem: Wikipedia/Arne Nordmann]
Aglomerados de vida extraterrestre
Essas civilizações alienígenas desfrutariam de um ambiente muito diferente do nosso. A estrela mais próxima do nosso Sistema Solar está a quatro anos-luz de distância - quase 40 trilhões de quilômetros. Em comparação, calcula-se que as estrelas mais próximas dentro de um aglomerado globular poderiam estar pelo menos 20 vezes mais próximas.
Isto tornaria muito mais fácil a comunicação interestelar e a exploração espacial, o que forneceria um ambiente mais promissor para a interação entre civilizações alienígenas, que poderiam obter efeitos de sinergia em seu desenvolvimento.
"Nós chamamos isso de 'oportunidade do aglomerado globular'," disse DiStefano. "Enviar uma transmissão entre as estrelas não iria demorar mais tempo do que uma carta dos EUA para a Europa no século 18".
"As viagens interestelares levariam menos tempo também. As sondas Voyager estão a um décimo do que seria necessário para alcançar a estrela mais próxima se nós vivêssemos em um aglomerado globular. Isso significa que enviar uma sonda interestelar é algo que uma civilização do nosso nível tecnológico pode fazer em um aglomerado globular," acrescentou ela.
Apontando as antenas
O aglomerado globular mais próximo da Terra está a vários milhares de anos-luz de distância, o que torna difícil encontrar seus exoplanetas, dificultando tirar a prova da teoria.
Contudo, poderia ser possível detectar planetas em trânsito na periferia desses aglomerados globulares. Os dois pesquisadores recomendam o uso do fenômeno das lentes gravitacionais, no qual a gravidade do exoplaneta amplia a luz de uma estrela ao fundo, para ajudar a identificá-los.
Outra ideia mais ao alcance seria usar métodos de pesquisa similares ao do SETI, que procura transmissões de rádio ou laser feitos por civilizações inteligentes. Para isso, bastaria apontar as antenas para os aglomerados globulares e ficar esperando a detecção de um sinal, defendem os dois astrofísicos.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Quatro novos elementos químicos para a Tabela periódica

Tabela periódica sem os novos elementos. Imagem: IUPAC

A tabela períodica ganhou quatro novos elementos químicos, conforme anunciado pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC). Por enquanto, os elementos são identificados por nomes temporários e pelos números atômicos 113, 115, 117 e 118, mas deverão ganhar nomes e símbolos permanentes. A IUPAC convidou os descobridores dos elementos do Japão, Rússia e Estados Unidos para apresentarem sugestões.

A tabela periódica é uma forma de organizar todos os elementos químicos conhecidos de acordo com suas propriedades e de mostrar algumas informações sobre eles. Com a tabela, é possível prever as características e propriedades desses elementos.

Os nomes e símbolos propostos serão verificados pela Divisão de Química Inorgânica da IUPAC quanto a coerência, possibilidade de tradução para outras línguas e possibilidade de uso prévio em outros casos. Os novos elementos podem ser batizados, por exemplo, em referência a conceitos mitológicos, minerais, lugares ou países e até mesmo em homenagem a algum cientista.

Após a aprovação da Divisão, os nomes e símbolos de duas letras serão apresentadas para análise do público por cinco meses, antes do mais alto órgão de IUPAC, o Conselho, tomar uma decisão final sobre os nomes que serão introduzidos na Tabela Periódica dos Elementos.

Os nomes e símbolos temporários são ununtrium (Uut-113), ununpentium (Uup-115), ununseptium (Uus-117) e ununoctium (Uuo-118).
Tabela periódica com os novos elementos. Imagem: IUPAC
Os números dos elementos correspondem aos números atômicos, ou seja, a quantidade de prótons que existem no núcleo desses elementos. Cada um dos elementos químicos que compõe o universo como o conhecemos é composto por pequenas partículas chamadas átomos, formadas por um núcleo - de prótons e neutrons - orbitado por elétrons.

O elemento 113 foi descoberto pelo grupo colaborativo japonês Riken. Já os 115 e 117 foram descobertos por uma colaboração entre o Instituto Unido de Pesquisa Nuclear em Dubna, Rússia,  Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, Estados Unidos, e  Laboratório Nacional Oak Ridge, em Tennessee, Estados Unidos.  

Os dois primeiros laboratórios foram também responsáveis pelo descobrimento do 118.  Esses grupos serão responsáveis pelas sugestões dos nomes.
Artigos detalhando as descobertas serão publicados no início deste ano na revista científicaPure and Applied Chemistry (PAC), em tradução livre Química Pura e Aplicada.

Fonte: Agência Brasil
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domingo, 3 de janeiro de 2016

Descoberta surpreendente sobre a Lua é feita por robô chinês

Devido a um defeito, o robô lunar chinês perdeu os movimentos, e agora usa seus instrumentos para estudar apenas o local onde se encontra, o mesmo destino do robô marciano Spirit.[Imagem: CNsa/CLEP]
O robô chinês Yutu, que está na Lua desde Dezembro de 2013, descobriu que a composição lunar é bem mais diversa do que se imaginava.
As missões Apolo e as sondas soviéticas Luna (1970-1976) trouxeram amostras da Lua, que têm sido extensivamente estudadas e fundamentado uma série de teorias sobre a composição e a formação da Lua.
Contudo, os instrumentos do Yutu descobriram um tipo de rocha que nada tem a ver com aquelas trazidas há quase cinquenta anos.
Ao contrário das áreas densamente cobertas pelo regolito, a poeira lunar, a cratera Zi Wei, onde Yutu está, possui um tipo de rocha chamada basalto bastante exposta, o que permitiu seu estudo em forma mais "pura" - as amostras trazidas pela Apolo e pela Luna também são basaltos, rochas que na Terra têm origem vulcânica.
Os estudos anteriores tinham revelado que a Lua possuiria rochas de teor de titânio muito alto ou muito baixo - mas não no nível médio.
O titânio é particularmente útil no estudo do vulcanismo - que os cientistas acreditam ter sido intenso nos primórdios da Lua - devido a essa larga variação na concentração, de menos de 1% de TiO2 até mais de 15%. Essa variação reflete diferenças nas regiões do manto onde se origina o magma expelido pelos vulcões.
Agora, o Yutu descobriu que o basalto na cratera Zi Wei tem concentrações intermediárias de titânio. Contudo, de forma um tanto paradoxal, ele é também rico em ferro.
Isso não apenas é diferente das amostras estudadas anteriormente, como está em desacordo com as medições feitas por instrumentos a bordo de sondas orbitais, mostrando a importância de verificação local das medições feitas a partir do espaço.
"A distribuição variável do titânio sobre a superfície lunar sugere que o interior da Lua não foi homogeneizado. Nós ainda estamos tentando imaginar exatamente como isso aconteceu. Possivelmente houve grandes impactos durante o estágio 'oceano de magma' que interrompeu a formação do manto," disse o pesquisador Alian Wang.
A Lua não é apenas o que a Apolo descobriu
Os resultados, feitos em rochas expostas, não recobertas pelo regolito, mostram a importância de checar localmente as medições feitas por sondas espaciais em órbita. [Imagem: Zongcheng Ling et al.]
Conforme explica Alian, no processo de vulcanismo os minerais se cristalizam em uma determinada ordem.
Normalmente, os primeiros a se cristalizar são aqueles ricos em magnésio (olivina) e ferro (piroxênio), que são um pouco mais densos que o magma, afundando através dele. A seguir, cristaliza-se um mineral (feldspato plagioclásio) que é menos denso e flutua na superfície do magma. Esse processo de separação por cristalização teria levado à formação do manto e da crosta da Lua conforme o oceano de magma original se resfriou.
O titânio forma um mineral chamado ilmenita (FeTiO3), que normalmente só se cristaliza em uma fase muito tardia, quando apenas cerca de 5% do oceano de magma original continua fundido. Quando finalmente se cristaliza, o material rico em ilmenita, que também é denso, afunda no manto, formando áreas ricas em titânio - um depósito mineral, que pode até virar uma mina, caso a concentração do metal seja elevada o suficiente.
O enigma é que as rochas estudadas pelo Yutu são ricas em olivina (que se cristaliza primeiro) e em ilmenita (que se cristaliza tardiamente).
"Ainda é necessário explicar como você obtém uma rocha rica em olivina e rica em ilmenita. Uma forma é que você tem um mix, ou uma hibridação, de duas fontes diferentes," sugere Alian. Essas fontes seriam o vulcanismo e, por exemplo, o impacto de asteroides, sugerem os pesquisadores.
Qualquer que seja a explicação, o quadro que emerge a partir destes novos estudos é o de uma Lua muito mais dinâmica do que se acreditava até agora, com uma mineralogia até mais variável do que o da própria Terra.

Fonte: Inovação Tecnológica
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