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sábado, 25 de junho de 2016

Atual geração de adolescentes poderá ter surdez precoce

Hábitos de usar diariamente fones de ouvido e frequentar ambientes muito barulhentos têm causado um aumento na prevalência de zumbido nos ouvidos em jovens. [Imagem: Wikimedia Commons]
Os hábitos de usar diariamente fones de ouvido para escutar música e de frequentar ambientes muito barulhentos, como os de danceterias e shows, têm causado um aumento na prevalência de zumbido nos ouvidos em adolescentes, o que é considerado um sintoma de perda auditiva.
"Se essa geração de adolescentes continuar se expondo a níveis muito elevados de ruído, provavelmente apresentará perda de audição entre 30 e 40 anos [de idade]", estima Tanit Ganz Sanchez, professora de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.
Mais da metade dos jovens (54,7%) pesquisados - 170 adolescentes na faixa etária de 11 a 17 anos - afirmaram ter sentido o zumbido nos ouvidos nos últimos 12 meses.
"A prevalência de zumbido nos ouvidos em adolescentes é alarmante. Havia a ideia de que zumbido nos ouvidos era um problema da terceira idade, e estamos observando que tem se tornado mais prevalente em outros grupos etários, como crianças e adolescentes, pela exposição cada vez maior a níveis elevados de ruído, entre outros fatores", afirmou Sanchez.
Os adolescentes que responderam ter percebido zumbido nos ouvidos nos últimos 12 meses foram submetidos a exame de otoscopia, realizado dentro de uma câmara acústica, em que foram avaliadas a audição por audiometria convencional e de alta frequência - entre 250 e 16 mil hertz (Hz) -, frequência e intensidade do zumbido nos ouvidos e limiar de desconforto a sons.
Os resultados dos testes revelaram que 28,8% dos adolescentes ouviram zumbido nos ouvidos dentro da cabine acústica em níveis comparáveis aos percebidos por adultos.
"Identificamos que os adolescentes têm sentido zumbido nos ouvidos com muita frequência, mas, diferentemente dos adultos, eles não se incomodam e não se queixam para os pais e professores, por exemplo. Com isso, deixam de contar com ajuda médica e o problema pode se tornar crônico," disse Sanchez.
Atual geração de adolescentes poderá ter surdez precoce
Uma descoberta recente sobre o zumbido no ouvido pode permitir o desenvolvimento de tratamentos para a condição. [Imagem: Umich]
Células ciliadas
Os pesquisadores também observaram que, embora a maioria dos adolescentes participantes do estudo relatou ter hábitos arriscados de escuta, como o uso contínuo de fones de ouvido e a exposição a ambientes muito barulhentos, os que afirmaram sofrer de zumbido nos ouvidos manifestaram menor tolerância a níveis elevados de som.
De acordo com a pesquisadora, o zumbido nos ouvidos é causado pela lesão temporária ou definitiva das células ciliadas. Localizadas no ouvido interno (cóclea), essas células alongam e encurtam repetidamente quando estimuladas por vibrações sonoras.
Ao serem estimuladas por altos níveis de vibrações sonoras, como os causados por uma explosão, fogos de artifícios, o som alto de um fone de ouvido ou em um show, por exemplo, essas células ciliadas ficam sobrecarregadas e podem sofrer lesões temporárias ou definitivas.
Estudos recentes também sugerem que o zumbido nos ouvidos pode ser um reflexo da perda de sinapses - conexões que estabelecem a comunicação entre neurônios - das células ciliadas com o nervo coclear e, posteriormente, com o cérebro.
A perda dessas sinapses, causada pela exposição a altos níveis de ruído, pode provocar, além da diminuição da capacidade auditiva, alterações neurais em vias auditivas que reduzem a tolerância ao nível de som, como se observou nos adolescentes participantes do estudo, apontaram os pesquisadores.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 19 de junho de 2016

Onde caem mais raios na Terra?

A incidência de raios está relacionada com as características dos respectivos locais, como a topografia ou vegetação. [Imagem: Rachel I. Albrecht et al. - 10.1175/BAMS-D-14-00193.1
Embora seja um questionamento comum aos estatísticos, as probabilidades de uma pessoa ser atingida por um raio são quase sempre retratadas como muito remotas. No entanto, no mês de maio, incidentes envolvendo raios bateram recordes ao atingirem dezenas de pessoas ao redor do mundo.
Em Bangladesh, durante violentas tempestades tropicais, foram 65 vítimas fatais em apenas quatro dias. Na França e na Alemanha, dezenas de pessoas ficaram feridas durante fortes chuvas, incluindo um grupo de crianças de 9 a 11 anos, atingidas por um raio durante uma partida de futebol. No Brasil houve ao menos uma vítima fatal no período.
Mas onde caem mais raios no planeta Terra? E por que caem tantos em alguns lugares?
Liderados pela professora Rachel Albrecht, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, pesquisadores da NASA e de diversas universidades se reuniram para tentar responder a essas perguntas.
Usando um sensor de raios chamado LIS (Lightning Imaging Sensor), a bordo do satélite de observações TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission) da Nasa, a equipe compôs um mapa que mostra as principais zonas de incidência de raios ao redor do planeta.
"O sensor foi lançado no final de 1997 e descomissionado em 2015," conta Rachel. "Desde 2009, monitoramos os máximos de raios, fazendo a climatologia, e agora, como o satélite não está mais operando, encerramos com 16 anos de dados, incluindo de 1998 até 2013."
Mapa mostra locais com maior incidência de raios no planeta
Raios na região do Lago Maracaibo, na Venezuela, o local onde caem mais raios no mundo. [Imagem: Reversehomesikness]
Os dados permitiram compor um ranking que lista os 500 locais com maior incidência de raios no mundo.
Individualmente, o Lago Maracaibo, na Venezuela, é a capital mundial dos raios. Até então, a maior densidade de raios tinha sido encontrada no Congo, na África.
De fato, 283 locais apontados no mapa estão na África, uma região que, de acordo com Rachel, tem desenvolvimento de sistemas convectivos de mesoescala durante o ano inteiro e numa área grande.
O Brasil começa a aparecer na posição 191, e o local com mais raios fica localizado ao noroeste de Manaus, próximo do Rio Negro. Contudo, quando se somam todos os raios sobre o território nacional, o Brasil é o país com mais raios no mundo, devido a sua dimensão continental e por estar nos trópicos. "Só no Brasil temos, em média, aproximadamente 110 milhões de raios totais por ano", disse Rachel.
Uma das principais conclusões do estudo é que a incidência de raios está relacionada com as características dos respectivos locais, como a topografia ou vegetação.
Para o futuro, os pesquisadores pretendem analisar se, nesses 16 anos, houve um aumento ou uma diminuição na intensidade das tempestades, não apenas no número de raios, mas se estão mais intensas ou não. A ideia é "ter um indício do que está ocorrendo em termos de mudanças climáticas nessa última década e meia", finaliza Rachel.
Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 7 de junho de 2016

SpaceX diz que irá a Marte em 2018 - Quais são as chances reais?

Esta poderá ser a primeira nave humana "tripulável" - mas ainda vazia - a chegar em Marte. [Imagem: SpaceX]
Missão privada a Marte
A empresa SpaceX afirmou que pretende enviar uma missão a Marte em 2018 - mas quais são suas chances reais de sucesso?
Afinal, nas tão tradicionais contagens regressivas da era espacial, já estamos em "T menos dois anos" para que a cápsula Dragon, rebatizada de "Dragão Vermelho" para a missão, chegue ao planeta de mesma cor.
Os detalhes são escassos no momento, mas agora se sabe que o plano vem sendo gestado desde 2011. Desta forma, "é mais como um esforço de sete anos, que culminará com o lançamento em 2018," disse Brian Glass, do Centro de Pesquisas Ames, da NASA.
Falcão Pesado e Dragão tripulado
O foguete Falcon 9 foi lançado pela SpaceX pela primeira vez em 2008, e a cápsula Dragon tem levado cargas para a Estação Espacial Internacional desde 2012. A viagem a Marte irá utilizar versões turbinados dos dois: o foguete Falcon Heavy, essencialmente três estágios do Falcon amarrados juntos, e a cápsula Dragon 2, que já está contratada para levar astronautas para a ISS nos próximos anos.
"Se o Falcon Heavy permanecer dentro do cronograma e a Dragon 2 mantiver o cronograma, eles poderão conseguir [ir a Marte] em 2018," avalia Robert Braun, ex-chefe de tecnologia da NASA. "Se essas peças levarem mais tempo, então fica mais difícil fazer em 2018."
Nenhum dos dois equipamentos foi exaustivamente testado ainda. O primeiro lançamento do Falcon Heavy está previsto para o final deste ano, e a Dragon 2 deverá passar por testes de voo neste e no próximo ano, antes que astronautas de verdade embarquem nela.
SpaceX diz que irá a Marte em 2018 - quais são suas chances?
Ir a Marte é fácil; difícil é pousar. [Imagem: SpaceX]
Chegar é uma coisa, pousar é outra
Na verdade, a parte difícil não é levar a nave espacial até Marte, mas colocá-la na superfície do planeta. Para ter sucesso, a empresa certamente vai precisar de alguma ajuda da NASA.
"Os desafios de sair da Terra e entrar na órbita de Marte são claramente administráveis," disse o especialista em política espacial John Logsdon, da Universidade George Washington, observando que o programa espacial da Índia fez isso na primeira tentativa. "Estou muito curioso como eles pretendem ir da órbita de Marte à superfície. Essa é a parte mais difícil."
Com a sua fina atmosfera e gravidade forte, Marte é um lugar difícil para pousar. Com 900 quilogramas, o robô Curiosity chegou ao limite da massa suportável por pára-quedas, e sua descida espetacular a bordo de um guindaste retropropelido por foguetes foi descrita como "sete minutos de terror" pelos engenheiros da NASA.
A cápsula Dragon 2 deverá pesar cerca de 6.400 kg, mais de sete vezes mais pesada que o robô. Ela será equipada com oito motores que lhe permitirão brecar, pairar e, eventualmente pousar - até agora, o sistema foi testado apenas com a cápsula pendurada em um guindaste, mas a recuperação dos foguetes Falcon aqui na Terra, depois de alguns fracassos iniciais bastante previsíveis, agora já se tornou rotina para a empresa.
SpaceX diz que irá a Marte em 2018 - quais são suas chances?
Teste de pouso ancorado da nave Dragon. [Imagem: SpaceX]
Quando?
Felizmente, a SpaceX tem o parceiro mais experiente no negócio de pousar sondas em Marte: a NASA. "Em troca dos dados da entrada, descida e pouso em Marte da SpaceX, a NASA irá oferecer suporte técnico para o plano da empresa de tentar aterrar uma nave espacial Dragon 2 não-tripulada em Marte," revelou Dava Newman, administrador adjunto da agência espacial.
Assim, ao que parece, não há dúvida de que a missão é viável - é apenas uma questão de quando.
Se a SpaceX perder a janela de lançamento de 2018, será necessário esperar até 2020 - o que pode ser até interessante, já que dará tempo suficiente para selecionar e fabricar instrumentos científicos para enviar na nave. E, se não der para 2020, será só esperar 2022... mas eles certamente conseguirão.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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