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sábado, 30 de julho de 2016

Guaraná tem mais antioxidantes do que chá verde

Guaraná tem potencial antioxidante maior do que o chá verde, com ação na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e várias outras. [Imagem: Food & Function/Divulgação]
O chá verde é bem conhecido por seus efeitos saudáveis, amplamente consumido, entre outras coisas, devido aos benefícios de uma classe de compostos químicos presente em sua formulação, as catequinas, com ação antioxidante e propriedades anti-inflamatórias, entre outras.
Agora, contudo, o chá verde tem um concorrente à altura: o guaraná.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que o guaraná (Paullinia cupana) tem pelo menos 10 vezes mais catequinas do que o chá verde.
"Até então, o guaraná era visto apenas como estimulante devido ao seu alto teor de cafeína, principalmente pela comunidade científica internacional. A avaliação pioneira sobre a absorção e os efeitos biológicos de suas catequinas em voluntários humanos pode aumentar o interesse da comunidade científica, do mercado e da sociedade em geral pelo fruto como alimento funcional", disse Lina Yonekura, atualmente professora da Universidade de Kagawa (Japão).
Quando efetivamente absorvidas pelo organismo, as catequinas reduzem o estresse oxidativo no organismo, relacionado ao surgimento de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares, diabetes e câncer, inflamações e envelhecimento precoce em virtude da morte de células, entre outras condições prejudiciais à saúde e ao bem-estar.
"Os resultados são animadores e mostram que a biodisponibilidade das catequinas do guaraná é igual ou superior às do chá verde, cacau e chocolate, sendo suficiente para promover efeitos positivos sobre a atividade antioxidante no plasma, proteger o DNA dos eritrócitos e reduzir a oxidação dos lipídeos no plasma, além de promover um aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Com a pesquisa, esperamos que haja um maior interesse científico pelo guaraná, já que essa é uma espécie nativa da Amazônia e o Brasil é praticamente o único país a produzi-lo em escala comercial", afirma a pesquisadora.
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Astronautas treinam para missão espacial em caverna

O treinamento envolveu todos os aspectos de uma missão espacial real, da liderança à realização de experimentos e coleta de amostras. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Cavernas alienígenas
Uma equipe de seis astronautas da China, Espanha, EUA, Japão e Rússia completou um treinamento de seis dias para a simulação de uma missão de exploração em outro planeta.
O exercício foi feito em uma série de cavernas na região da Sardenha, na Itália.
O ambiente nas cavernas é de fato um tanto "alienígena" em comparação com as paisagens da superfície, mas será muita sorte se os astronautas encontrarem ambientes tão espetaculares em outros planetas e luas.
A ESA (Agência Espacial Europeia) se esmerou em recriar o que se pode esperar de uma missão espacial real com a maior fidelidade possível.
O programa de treinamento incluiu caminhadas nas irregulares trilhas subterrâneas, conferências de planejamento diárias, como as realizadas na Estação Espacial Internacional, realização de experimentos científicos, transporte de equipamentos, coleta de imagens e amostras e, claro, uso de "comida espacial".
Astronautas treinam para missão espacial em caverna
Será muita sorte se os astronautas encontrarem ambientes tão espetaculares em outros planetas e luas. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Exercícios de liderança
Os seis cavernautas foram colocados realmente à prova nos exercícios de comportamento humano e habilidades de desempenho, o que foi enriquecido pela multiculturalidade da equipe, com as diferentes abordagens de liderança, execução de ordens, trabalho em equipe e tomada de decisão.
Cada astronauta desempenhou um papel durante a expedição subterrânea: o japonês Aki Hoshi partilhou as funções de comandante e os deveres do acampamento com Ricky Arnold, da NASA, trocando o comando na metade da missão. O chinês Ye Guangfu foi o pesquisador e engenheiro de dados da equipe, enquanto o russo Sergei Korsakov ficou com as funções de engenharia de foto e vídeo. O astronauta da ESA Pedro Duque foi o cientista da expedição para geologia, microbiologia e ciência ambiental, enquanto Jessica Meir, da NASA, foi a bióloga.
Astronautas treinam para missão espacial em caverna
A equipe acredita estar pronta para sair das profundezas rumo ao espaço. [Imagem: ESA/V. Crobu]
Mapeamento em 3D
Além do treinamento dos próprios astronautas, a missão simulada serviu também para testar novas técnicas para fazer modelos exatos em 3D de objetos e do ambiente usando câmeras fotográficas normais, uma tecnologia que poderá ser usada em explorações futuras de outros planetas.
Além do mapeamento do terreno, a equipe recolheu amostras do ambiente e seres vivos que encontraram.
"Além de preparar os astronautas para o voo espacial, este curso nos ensina como passar da Estação Espacial para expedições mais autônomas, onde os astronautas serão mais responsáveis pela segurança, planejamento e manutenção do equipamento," disse Loredana Bessone, gerente do programa, que também passou os seis dias no subsolo com a equipe.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Você sabe por quê fibras alimentares ajudam a manter o peso?

Pessoas que têm o hábito de comer refeições ricas em fibras tendem a ter peso corporal mais adequado. [Imagem: Centro de Pesquisa em Alimentos - FoRC]
Alimentos que são fontes de fibras alimentares exigem maior tempo de mastigação, o que pode reduzir o consumo de alimentos durante a refeição.
No estômago, a presença da fibra alimentar eleva o tempo para que o bolo alimentar deixe o estômago em direção ao intestino.
No intestino delgado a fibra alimentar que não é digerida dificulta a ação das enzimas digestivas (substâncias que "quebram" os alimentos em diversos componentes), aumentando assim o tempo da digestão e da absorção dos nutrientes.
A fibra alimentar também pode reduzir a fome porque afeta a liberação de hormônios relacionados ao apetite. Quando comemos uma refeição com bastante fibra alimentar, geralmente ingerimos uma quantidade menor de alimentos na próxima refeição, três a quatro horas depois, porque estamos com menos fome e mais saciados.
Estudos mostram que pessoas que têm o hábito de comer refeições com fibra alimentar tendem a ter peso corporal mais adequado. Em alguns casos, o aumento de ingestão de fibra alimentar pode ajudar na redução de peso. Para isso, é preciso manter atividade física regular e comer cinco a seis vezes por dia, e não ficar muitas horas sem comer.
Precisamos de 25 g de fibra alimentar por dia, então temos que incluir na nossa dieta alimentos como cereais integrais (arroz, macarrão, aveia, pão), feijões (que podem ser substituídos por grão de bico, lentilha, ervilha, soja), frutas, e hortaliças cruas (ex.: acelga, agrião, alface, beterraba, cenoura, couve, escarola, pepino, rúcula, tomate) e cozidas (ex.: abóbora, abobrinha, berinjela, brócolis, chuchu, couve-flor, espinafre, jiló, quiabo, repolho, vagem).
No Brasil, o feijão é a principal fonte de fibra alimentar, além de ser fonte de proteínas e ferro. Por isso, deve ser consumido diariamente.
Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Descoberto planeta anão com maior órbita conhecida

A linha laranja mostra a órbita do RR245. [Imagem: Alex Parker, OSSOS]
Astrônomos descobriram um novo planeta anão além da órbita de Netuno.
O novo objeto tem cerca de 700 km de diâmetro - apenas 5% da largura da Terra - e uma das órbitas mais longas para um planeta anão: estima-se que leve 700 anos para dar uma volta em torno do Sol.
O RR245 vem mantendo sua órbita altamente elíptica por ao menos 100 milhões de anos. Como o objeto só foi observado em um dos sete anos que leva para viajar em torno do Sol, sua órbita precisa será refinada ao longo dos próximos anos.
Agora ele está viajando em direção ao seu ponto de maior aproximação do Sol, onde deverá chegar em 2096.
Batizado com o nome provisório de 2015 RR245, o pequeno mundo foi identificado pelo telescópio Canadá-França-Havaí, dentro do projeto de pesquisa Outer Solar System Origins Survey (Ossos).
Acredita-se que haja cerca de 200 planetas anões no Cinturão de Kuiper, a enorme massa de pedaços de rocha e gelo que orbitam além de Netuno.
Mas apenas cinco objetos - Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Eris - foram observados o suficiente para serem classificados como planetas anões, e não luas, planetoides ou outros objetos.
"Os mundos gelados além de Netuno podem mostrar como os planetas gigantes se formaram e depois se moveram para longe do Sol. Eles permitem construir a história do nosso Sistema Solar", disse Michele Bannister, da Universidade de Vitória, no Canadá. "Mas quase todos esses mundos gelados são pequenos e pouco nítidos; é realmente empolgante encontrar um grande e brilhante o suficiente para que possamos estudá-lo em detalhe."
A referência que os astrônomos fazem a "mundos gelados" se refere à baixa temperatura desses corpos celestes devido à sua grande distância do Sol - não há nenhuma informação disponível até agora sobre sua constituição. O que se sabe é que mundos que orbitam longe do Sol podem ter uma geologia exótica, com paisagens feitas de diferentes materiais congelados, como a passagem da sonda New Horizons por Plutão revelou recentemente.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quais tecnologias você quer para o seu futuro?


Reuniões entre especialistas e leigos permitem que as pessoas digam quais tecnologias querem no futuro. [Imagem: Fraunhofer IAO]
Futurologia participativa

A futurologia tem seus adeptos, embora quase ninguém se lembre de checar se os futurólogos do passado acertaram as inovações do presente - quem se lembra geralmente atesta que eles erram bem mais do que acertam.
Em busca de um pouco mais de precisão e de ajuda real para os desenvolvedores das tecnologias do futuro, pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, estão tentando inverter o processo.
Em vez de um especialista tentar adivinhar quais novidades tecnológicas as pessoas vão adotar no futuro, a equipe desenvolveu uma metodologia de previsão participativa na qual as pessoas leigas - não especialistas em nenhuma área tecnológica - descrevem as suas necessidades e anseios tecnológicos futuros.
Os resultados iniciais mostram que as pessoas querem tecnologias que melhorem as suas capacidades físicas e mentais, protejam a sua privacidade e armazenem e transportem emoções.
Quais tecnologias você quer para o seu futuro?
Como vamos viver daqui a 100 anos? [Imagem: Samsung SmartThings]
Quais tecnologias você quer para seu futuro

No projeto "Moldando o Futuro (Shaping Future), os voluntários articulam os seus desejos e preocupações relativos a soluções técnicas futuras, descrevem requisitos da tecnologia e trocam ideias com especialistas.
Os engenheiros então pegam as ideias, desenvolvem-nas um pouco e usam roteiros para mostrar quais etapas tecnológicas serão necessárias e quais as condições sociais e legais deverão ser cumpridas a fim de que cada ideia possa ser realizada.
"Não é apenas uma questão de participar. Qualquer um que esteja desenvolvendo novas tecnologias precisa incluir as pessoas. Caso contrário, há o risco de que as inovações deixem de refletir as necessidades do usuário... e não sejam adotadas," explica Marie Heidingsfelder, membro do projeto.
Uma conclusão importante da primeira rodada do Moldando o Futuro foi a de que muitos participantes querem tecnologias "moles", tão invisíveis quanto possível e que possam facilmente ser usadas no corpo - tecnologias de vestir.
Além disso, um fator importante para as pessoas são modelos espaciais que, de forma flexível e individual, permitam que elas interajam ou se escondam de outras pessoas, conforme a situação. E uma espécie de "Big Mother" (Grande Mãe), que as ajude a tomar decisões ou lidar com tensões físicas e emocionais.
Quais tecnologias você quer para o seu futuro?
Há também aqueles que temem que a tecnologia dê errado e ameace a existência humana. [Imagem: Divulgação]
Tecnologias para o ano de 2053
Partindo dos anseios dos voluntários, a equipe desenvolveu até agora um total de oito roteiros tecnológicos para novos projetos de pesquisa ou produtos inovadores:
  1. Casulo de Mobilidade: cápsulas de transporte individual configuráveis que permitam uma solução de mobilidade porta-a-porta.
  2. Equipamento de Otimização Modular: um exoesqueleto que dê força às pessoas nas situações cotidianas que exijam esforços físicos.
  3. Músculos sob demanda: Um gel que permita a reconstrução do próprio corpo após acidentes, doenças ou tumores graves, também adequado para a otimização pessoal e modificações físicas.
  4. Firewall Social: Tecnologia capaz de aprender que permita se concentrar em coisas importantes, fugindo das distrações.
  5. Ferramenta de Diagnóstico e Tratamento: Tecnologia mantida próxima ao corpo que detecte doenças e recomende terapias, medicamentos e médicos adequados.
  6. Companheiro Inteligente: Sistema de inteligência artificial que aprenda com o objetivo de dar sugestões para a ação com base em prioridades e permita o início de contatos de acordo com os interesses e demandas individuais.
  7. Mentor de Ouvido: uma versão miniaturizada, que caiba dentro da orelha, do Firewall Social.
  8. Lente de Contato Emocional: Uma lente de contato que indique a condição emocional da pessoa que está olhando para você.
Foram coletadas muitas outras demandas tecnológicas, para as quais ainda não foi possível montar roteiros de desenvolvimento porque elas estão longe demais da realização - como um teletransportador de emoções entre as pessoas.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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sábado, 2 de julho de 2016

Para aprender mais, exercite-se 4 horas depois da aula

Embora as memórias nunca sejam totalmente perdidas e possam até mesmo ser reativadas com luz, no dia a dia parece ser mais fácil fazer exercícios quatro horas mais tarde para garantir que elas voltem quando forem necessárias. [Imagem: Dheeraj Roy]
Uma estratégia intrigante parece ser capaz de reforçar a memória e permitir que você se lembre de algo que acabou de aprender: fazer ginástica quatro horas mais tarde.
Mas fique atento ao relógio, porque se perder a hora a coisa não faz efeito.
O exercício físico feito após a aprendizagem de fato melhora a recuperação da memória sobre os fatos recém-aprendidos, mas apenas se o exercício for feito em uma janela de tempo específica, e nunca imediatamente depois de aprender.
"Isso mostra que podemos melhorar a consolidação da memória praticando esportes depois do aprendizado," ressalta o pesquisador Guillén Fernández, da Universidade Radboud (Holanda).
Para descobrir a inusitada relação entre exercícios físicos e a consolidação da memória a equipe envolveu 72 participantes, que precisavam aprender 90 associações entre imagens e locais durante um período de 40 minutos.
A seguir eles foram distribuídos aleatoriamente para um de três grupos: um grupo realizou imediatamente um exercício de bicicleta de 35 minutos, o segundo realizou o exercício quatro horas mais tarde e o terceiro grupo não realizou qualquer exercício.
A memória sobre o aprendizado foi testada 48 horas mais tarde, o que envolveu responder a perguntas enquanto o cérebro dos voluntários era fotografado através de ressonância magnética (MRI).
Os que se exercitaram quatro horas após a sessão de aprendizagem retiveram significativamente melhor a informação do que qualquer um dos dois outros grupos.
As imagens do cérebro também mostraram que a atividade física depois de quatro horas gerava representações mais precisas no hipocampo quando a pessoa respondia a uma pergunta corretamente - o hipocampo é uma área importante para a aprendizagem e a memória.
Ainda não está claro exatamente como ou por que o exercício retardado tem esse efeito sobre a memória.
No entanto, estudos anteriores com animais de laboratório sugerem que compostos químicos naturais do corpo, conhecidos como catecolaminas, que incluem a dopamina e a norepinefrina, podem melhorar a consolidação da memória.
E uma das formas de aumentar as catecolaminas é através de exercícios físicos.
Fonte: Diário da Saúde
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