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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Exoplaneta "habitável" encontrado na estrela mais próxima

Impressão artística do céu visto da superfície do exoplaneta Proxima b. Sua estrela tem um tom avermelhado, podendo-se ver também a estrela dupla Alfa Centauro AB. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]
Astrônomos acabam de descobrir um planeta orbitando a estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro, que está a 4,22 anos-luz de nós.
Designado preliminarmente por Próxima b, o planeta é rochoso, com uma massa pouco superior à da Terra, e encontra-se na chamada zona habitável, a distância da sua estrela que garante uma temperatura adequada para a existência de água líquida em sua superfície - se lá houver água.
A estrela Próxima Centauro é uma anã vermelha, bastante fria, portanto fraca demais para ser observada a olho nu - por telescópios, ela é visível sobretudo a partir do Hemisfério Sul. Ela está na constelação do Centauro, perto do par de estrelas muito mais brilhante conhecido como Alfa Centauro AB.
Em 2012, já havia sido encontrado um exoplaneta em Alfa Centauro, considerado até agora o planeta extrassolar mais próximo de nós.
Devido ao grande interesse em encontrar o exoplaneta mais próximo da Terra, a Próxima Centauro vem sendo observada regularmente por astrônomos do Observatório ESO, usando o espectrógrafo HARPS, montado em um telescópio de 3,6 metros em La Silla, no Chile - o HARPS mede a velocidade radial da estrela, que varia ligeiramente pela influência gravitacional dos seus planetas.
Exoplaneta
Outra visualização artística do exoplaneta mais próximo da Terra: Próxima b. [Imagem: ESO/G. Coleman]
Em determinadas épocas, Próxima Centauro se aproxima da Terra com uma velocidade de cerca de 5 km/hora - a velocidade normal de caminhada de um ser humano - e em outras se afasta à mesma velocidade. Esse padrão regular de variação nas velocidades radiais repete-se com um período de 11,2 dias. Uma análise cuidadosa dos minúsculos desvios Doppler resultantes mostrou que estes desvios indicam a presença de um planeta com uma massa de pelo menos 1,3 vez a massa da Terra, orbitando a cerca de 7 milhões de km de Próxima Centauro - apenas 5% da distância Terra-Sol.
Embora o planeta Próxima b orbite sua estrela muito mais próximo do que Mercúrio do Sol, sua estrela é muito menos brilhante e mais fria que o Sol, o que faz com que Próxima b se situe dentro da zona habitável, com uma temperatura superficial estimada que permite a presença de água líquida. Por outro lado, as condições na superfície do exoplaneta podem ser fortemente afetadas pelas erupções de raios ultravioleta e de raios X da estrela, que são muito mais intensas que as sentidas na Terra vindas do Sol.
"Os primeiros indícios da existência de um possível planeta em torno de Próxima Centauro foram observados em 2013, no entanto a detecção não foi convincente. Desde essa época temos trabalhado arduamente de modo a obter mais observações a partir do solo com a ajuda do ESO e outras instituições. Preparamos a campanha Pálido Ponto Vermelho por cerca de dois anos," conta o astrônomo Guillem Anglada, da Universidade Rainha Maria, de Londres.
O nome da campanha - Pálido Ponto Vermelho - é uma referência à famosa expressão "Pálido Ponto Azul", de Carl Sagan, astrônomo que inspirou a NASA a virar a sonda espacial Voyager 1 para trás em 1990, para que ela fotografasse os planetas que havia visitado - na foto, a Terra foi descrita por Sagan como um pálido ponto azul.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vírus é mais perigoso pela manhã

Alguns vírus enganam o sistema imunológico, mas tudo parece ser mais perigoso pela manhã.[Imagem: Paolo Zanotto]
Vírus são mais perigosos quando infectam suas vítimas pela manhã do que à tarde ou à noite.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) descobriram que os vírus têm 10 vezes mais sucesso em adoecer a sua vítima se a infecção tiver início pela manhã.
Os estudos com animais também mostraram que quem está com o relógio biológico desajustado - algo que no ser humano pode ser provocado por jornadas de trabalho em turnos diferentes ou jet lag - está sempre mais vulnerável a infecções.
As descobertas podem ajudar a reforçar o combate a pandemias, orientando as pessoas sobre os horários mais críticos em que devem buscar medidas de prevenção extras.
Tudo parece se dever à atuação do relógio biológico interno do corpo, que torna o organismo mais ativo pela manhã. Cerca de 10% dos genes - as instruções para gerenciar o corpo humano - mudam durante o dia sob controle do relógio biológico.
Os vírus - ao contrário das bactérias e parasitas - são completamente dependentes de sua capacidade de "sequestrar" o mecanismo interno das células para se replicar. Mas essas células mudam muito como parte desse padrão de 24 horas conhecido como relógio biológico, que influencia, por exemplo, o funcionamento do nosso sistema imunológico e a liberação de hormônios.
Contato com vírus pela manhã é mais perigoso
Recentemente cientistas japoneses descobriram como ler as horas do relógio biológico. [Imagem: PNAS]
No estudo, camundongos foram infectados com o vírus influenza, que causa a gripe, ou com o vírus da herpes. Os animais infectados durante a manhã apresentaram níveis virais 10 vezes maiores do que aqueles infectados durante a noite. Apesar de terem sido usados apenas dois tipos de vírus no estudo, eles são muito diferentes - um é vírus de DNA e o outro de RNA -, o que sugere que o princípio se aplica a um grande número de vírus.
Os vírus que chegavam mais tarde falharam em um processo que, metaforicamente, pode ser explicado como se eles estivessem tentando fazer operários reféns dentro de uma fábrica depois que o turno dos operários tivesse terminado. Quando os pesquisadores forçaram os animais a ritmos de vida artificiais, que atrapalhavam seu relógio biológico, eles se tornaram igualmente mais suscetíveis à infecção.
"Há uma grande diferença", disse o professor Akhilesh Reddy. "O vírus precisa de todo o aparato disponível na hora certa (para ser eficaz), mas uma pequena infecção pela manhã pode se desenvolver mais rapidamente e se espalhar pelo corpo. Em uma pandemia, ficar em casa durante o dia pode ser importante (para) salvar vidas. Se os testes comprovarem a hipótese, isso pode ter um grande impacto."
O estudo foi publicado na revista científica Pnas, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fusão de fótons: Como transformar luz verde em azul

Conversão ascendente de fótons: a transferência de energia entre as moléculas é baseada na troca de elétrons, tornando a estrutura adequada para uso em células solares e LEDs.[Imagem: Michael Oldenburg]
As já tão versáteis estruturas metal-orgânicas, ou MOFs, demonstraram mais uma capacidade inusitada: elas transformam luz verde em luz azul.
O fenômeno, conhecido como conversão ascendente de fótons (upconversion), consiste em pegar dois fótons de energia mais baixa - verdes - e uni-los em um único fóton de energia mais alta - azul.
Esse uso mais eficiente da luz abre novas oportunidades de desenvolvimento de aplicações optoeletrônicas, que vão das células solares aos LEDs, porque envolve a liberação de elétrons.
Michael Oldenburg e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, descobriram o fenômeno ao fazerem as MOFs crescerem sobre superfícies orgânicas - isso dá origem ao termo SURMOF, que são MOFs cultivadas sobre superfícies, que lhes dão novas funcionalidades.
Só há poucos dias descobriu-se que as estruturas metal-orgânicas existem na natureza - até então acreditava-se que elas eram materiais exclusivamente artificiais.
"As SURMOFs combinam as vantagens dos semicondutores orgânicos e inorgânicos," explicou o professor Christof Woll. "Elas apresentam diversidade química e cristalinidade, permitindo criar heteroestruturas ordenadas."
Dependendo da superfície utilizada, essas estruturas podem ser produzidas com diferentes tamanhos de poros e funcionalidades químicas, de modo que elas são adequadas para uma ampla gama de aplicações, como sensores, catalisadores, diafragmas, em tecnologias de dispositivos médicos ou como elementos inteligentes de armazenamento, de hidrogênio, por exemplo.
A conversão ascendente de fótons foi obtida cultivando uma SURMOF sobre outra, camada por camada. A interface entre as duas - uma heterojunção - captura dois fótons de baixa energia e os funde em um fóton único de alta energia.
O processo baseia-se na chamada aniquilação tripleto-tripleto, que envolve duas moléculas: uma sensibilizadora, a molécula que absorve os fótons e cria um estado tripleto de alta energia, e uma emissora, a molécula que pega o tripleto excitado e, usando a aniquilação tripleto-tripleto, libera um fóton com uma energia maior do que os fótons que foram inicialmente absorvidos.
Como a transferência de tripletos é baseada na troca de elétrons, a conversão ascendente de fótons inclui uma transferência de elétrons através da interface entre as duas SURMOFs. Isto torna as heterojunções adequadas para muitas aplicações optoeletrônicas, como LEDs e células solares.
Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 14 de agosto de 2016

Como lidar com a raiva no trânsito?

Nove em cada dez motoristas acham que os motoristas agressivos são uma ameaça grave para a sua segurança pessoal. [Imagem: Disney/Divulgação]
Milhares de motoristas se envolvem diariamente em exemplos extremos de agressividade no trânsito, incluindo abalroar propositadamente outro veículo ou sair do carro para desafiar outro motorista.
"A direção inconsequente, um tráfego ruim e as tensões diárias da vida podem transformar frustrações pequenas em uma perigosa fúria no trânsito. Motoristas demais estão se perdendo no calor do momento e atacando outros de maneiras que poderiam acabar sendo fatais," afirma um estudo realizado pela Fundação AAA para Segurança no Trânsito (EUA).
Os próprios motoristas pesquisados relataram seu envolvimento em comportamentos raivosos e agressivos no último ano:
  • Colar propositalmente no carro da frente: 51%
  • Gritar com outro motorista: 47%
  • Buzinar para mostrar irritação ou raiva: 45%
  • Fazer gestos irritados: 33%
  • Tentar bloquear outro veículo que tenta mudar de faixa: 24%
  • Cortar a passagem de outro veículo de propósito: 12%
  • Sair do veículo para enfrentar outro motorista: 4%
  • Esbarrar ou abalroar outro veículo de propósito: 3%
Dois em cada três motoristas acreditam que a direção agressiva é hoje um problema maior do que há três anos, enquanto nove em cada dez acreditam que os motoristas agressivos são uma ameaça grave para a sua segurança pessoal.
Motoristas homens e mais jovens - com idades entre 19 e 39 anos - são significativamente mais propensos a se envolver em comportamentos agressivos. Os motoristas que relataram outros comportamentos inseguros ao volante, como excesso de velocidade e passar no sinal vermelho também se mostraram mais propensos a mostrar agressividade.
"É completamente normal que os motoristas experimentem raiva ao volante, mas não podemos deixar que nossas emoções nos levem a escolhas destrutivas," disse Jake Nelson, diretor da entidade. "Não se arrisque a amplificar uma situação frustrante, porque você nunca sabe o que o outro motorista pode fazer. Mantenha a cabeça fria, e se concentre em chegar ao seu destino com segurança."
A entidade oferece outras dicas para ajudar a prevenir a ira e a violência no trânsito:
  1. Não ofenda: Nunca force outro motorista a mudar de velocidade ou direção. Isto significa não forçar outro motorista a usar os freios ou virar o volante em resposta a algo que você fez.
  2. Seja tolerante e perdoe: O outro motorista pode apenas estar tendo um dia realmente ruim. Considere que não é nada pessoal.
  3. Não responda: Evite olhar nos olhos do outro motorista, não faça gestos e mantenha espaço em torno de seu veículo. E chame a polícia, se necessário.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 7 de agosto de 2016

Explosão nuclear de asteroide pode salvar Terra de impacto

Para usar uma explosão nuclear para destruir um asteroide, a dica é não esperar que ele se aproxime demais. [Imagem: Tomsk State University]
Astrofísicos das universidades de Tomsk e São Petersburgo, na Rússia, simularam a explosão nuclear de um asteroide de 200 metros de diâmetro, de tal maneira que os fragmentos com radiação não caiam na Terra.
O objetivo da simulação é oferecer alternativas para proteger a Terra de corpos celestes potencialmente perigosos, que entrem em rota de colisão conosco.
"O caminho que propomos para eliminar a ameaça do espaço é razoável para usar no caso da impossibilidade de 'eliminação suave' de um objeto por uma colisão em órbita e para a eliminação de um objeto que retorna constantemente à Terra," explicou Tatiana Galushina, membro da equipe.
"Até agora, como medida preventiva, vinha sendo proposto exterminar o asteroide na sua aproximação do nosso planeta, mas isso poderia levar a consequências catastróficas - uma queda na Terra da maioria dos fragmentos altamente radioativos," acrescentou.
A equipe então elaborou uma solução alternativa e de menos risco.
Como a maioria dos objetos perigosos passa perto da Terra várias vezes antes de apontar direto e finalmente colidir, a equipe propõe explodir o asteroide quando ele ainda estiver distante do planeta, passando por aqui, mas ainda longe. Esta medida seria muito mais eficaz e mais segura, argumentam.
Para a sua modelagem computacional do que aconteceria, a equipe escolheu como alvo um corpo celeste com um diâmetro de 200 metros, semelhante ao asteroide Apophis, que se aproximará da Terra a uma distância de apenas 38.000 quilômetros em 2029, com risco inclusive de destruição de satélites geoestacionários.
Os cálculos mostraram que basta usar uma bomba nuclear de um megaton para destruir o asteroide. Com a explosão, parte dele irá se transformar em gás e líquido, e o restante deverá se quebrar em pedaços não maiores do que 10 metros. Este seria o máximo em termos de segurança para a Terra.
"Como o foguete pega o asteroide por trás, quase todos os pedaços após a destruição continuarão voando para a frente. Neste caso, a órbita dos fragmentos será significativamente diferente da órbita do asteroide. Por 10 anos após a explosão um número insignificante de fragmentos cairá sobre a Terra. A sua radioatividade durante este tempo será reduzida consideravelmente, e depois de alguns anos eles não representarão perigo algum.
"Vale acrescentar que as explosões nucleares no espaço são proibidas por tratado internacional, mas, no caso de uma ameaça real para a humanidade, talvez haja uma exceção a esta regra," ressalva a pesquisadora.
Fonte: Inovação Tecnológica
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