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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?

Este gráfico, do Big Bang ao presente, resume todo o saber atual sobre a história do nosso Universo. [Imagem: NASA/WMAP]
Dúvidas científicas
Quando ouve falar de como o Universo foi criado - Big Bang, expansão, idade do Universo e tudo o mais - você tem a impressão de estar às voltas com fatos e fenômenos inquestionáveis?
Talvez não seja ainda o momento para ser tão otimista com nossas teorias - algumas delas, a propósito, meramente hipóteses.
Senão, vejamos.
Idade do Universo
Um dos feitos mais comemorados no campo da Astrofísica no século passado foi a descoberta de que a idade do Universo é praticamente a mesma, fosse ela medida pela idade das estrelas mais antigas, fosse ela estimada de uma forma totalmente diferente, pela recessão das galáxias.
Os dois métodos resultaram em tempos muito longos, na casa dos bilhões de anos, aparentemente dando uma confirmação tranquilizadora de que ambos provavelmente estão no caminho certo.
Mas só aparentemente, porque os dois valores não eram idênticos e os cientistas rapidamente perceberam uma discrepância crucial: as estrelas mais antigas que os novos telescópios começavam a captar eram simplesmente mais velhas do que o próprio Universo.
Eles trabalhavam em refinamentos nas medições e em novos modelos para resolver esta contradição quando, em 1998, descobriu-se a aceleração cósmica, mostrando que o Universo era, na verdade, muito mais antigo do que se pensava, e, vindo bem a calhar, era mais velho do que as estrelas mais antigas.
Mas permaneceu um enigma.
Primeiro enigma
O movimento do Universo é governado pela matéria, cuja gravidade tende a retardar a expansão, e pela aceleração, que tende a aumentar a expansão. Como a densidade média da matéria no Universo cai constantemente à medida que o Universo incha, com o tempo essa densidade tem um valor cada vez menor.
Curiosamente, hoje ela parece ter quase exatamente o mesmo valor (quando expressa nas mesmas unidades) que o parâmetro de aceleração.
Por quê? Ainda não se sabe.
Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?
Da mesma forma, não sabemos tudo sobre a gravidade. [Imagem: Sandbox Studio/Ana Kova]
Segundo enigma
E não é tudo: Há também um segundo enigma.
O valor teórico do parâmetro de aceleração pode ser praticamente qualquer coisa; na verdade, cálculos fundamentais de mecânica quântica sugerem que ele deveria ser muito maior do que é. Por que ele resulta tão pequeno quando o medimos é um mistério.
Chega de enigmas nas teorias e explicações que você julgava tão definitivas?
Ainda não: Acaba de surgir mais um.
Terceiro enigma
Arturo Avelino e Bob Kirshner, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos EUA, acabam de publicar um artigo chamando a atenção para mais um enigma na nossa já tão esburacada teoria cosmológica.
O Universo não se expande a uma taxa constante que seja a combinação desses dois fatores (retardamento pela gravidade e aceleração pela expansão). Nos primeiros nove bilhões de anos da evolução cósmica, a contração dominava e o Universo gradualmente diminuía sua expansão.
Contudo, como a importância relativa da aceleração cósmica cresce com o tempo, durante os últimos cinco bilhões de anos a aceleração tem dominado, e o Universo acelerou sua expansão.
Idade do Universo: O que sabemos e o que não sabemos?
Grande parte das esperanças dos astrofísicos está na busca por explicações sobre o que é a Matéria Escura. [Imagem: NASA]
Curiosamente, hoje o Universo parece estar da mesma forma que teria se estivesse sempre se expandindo, de forma constante a uma taxa constante - a taxa necessária para evitar um re-colapso final, geralmente referido como Big Crunch, em oposição ao Big Bang.
Por quê? Respostas são bem-vindas.
Pesquisas observacionais
Embora este terceiro enigma soe como bastante semelhante ao enigma original, os dois astrofísicos ressaltam que este é de fato diferente: Estamos vivendo (aparentemente) em uma época privilegiada - os outros enigmas não têm essa implicação.
Ainda não se conhecem explicações para esses enigmas. Se estamos dando voltas em nossas teorias, perdidos em tautologias ou matemáticas que simplificam demais a realidade é algo ainda por descobrir.
Podem existir tipos específicos de partículas elementares ainda desconhecidas, sugere a dupla, que poderiam nos dar respostas ou indicar caminhos, mas por agora a única coisa que é certa é que precisamos de mais pesquisas observacionais para que as hipóteses e teorias possam passar pelo crivo frio dos fatos.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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domingo, 18 de setembro de 2016

Carne vermelha todo dia faz mal? Mas que mal especificamente?

churrasco apresenta riscos adicionais devido aos elementos mutagênicos criados durante o preparo. E as carnes industrializadas são cancerígenas, segundo a OMS.[Imagem: Heather Luis/USDA]
Tem crescido vertiginosamente o número de pesquisas científicas envolvendo o consumo excessivo de carnes, sobretudo carnes vermelhas.
Nesses estudos, tem sido consenso entre os pesquisadores que comer carne todos os dias é demais, que nosso corpo não precisa de tanta proteína e que, de forma mais incisiva, esse excesso de consumo de carne pode na verdade fazer mal à saúde.
Mas quais males pode causar comer carne todos os dias?
Esta foi a pergunta que se propôs responder uma equipe liderada pela Dra Alicja Wolk, do Instituto de Medicina Ambiental da Suécia.
Para encontrar as respostas, a equipe efetuou a chamada revisão sistemática, uma técnica de pesquisa que reúne todos os estudos científicos já publicados sobre o assunto e os coloca sob um mesmo crivo metodológico, descartando aqueles que não são significativos ou apresentam algum outro tipo de deficiência que impeça a comparação dos seus dados.
Veja alguns dos principais resultados da consolidação dos estudos científicos feitos até agora sobre o consumo de carne.
O consumo médio de 100 gramas de carne vermelha não processada (não industrializada) por dia mostrou-se associado com as seguintes elevações de risco à saúde:
  • 19% para câncer da próstata avançado
  • 17% para câncer colorretal
  • 15% para mortalidade cardiovascular
  • 11% para AVC e câncer de mama
O consumo médio de 50 gramas de carne vermelha processada (industrializada) por dia mostrou-se associado com as seguintes elevações de risco à saúde:
  • 32% para diabetes
  • 24% para mortalidade cardiovascular
  • 19% para câncer de pâncreas
  • 18% para câncer colorretal
  • 13% para acidente vascular cerebral
  • 9% para câncer de mama
  • 8% para a mortalidade por câncer
  • 4% para o câncer de próstata de qualquer tipo
Desta forma, não é à toa que alguns países já inseriram em seus programas de saúde pública novas orientações dietéticas que recomendam limitar o consumo de carne vermelha, seja natural, seja industrializada.
Os resultados desta meta-análise foram publicados pela revista médicaJournal of Internal Medicine (10.1111/joim.12543).
Fonte: Diário da Saúde
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sábado, 10 de setembro de 2016

Até que idade você quer viver?

Cerca de 17% das pessoas não gostariam de chegar até os 80 anos que as estatísticas dizem que elas deverão viver. [Imagem: MSPH/Columbia University]
Por mais surpreendente que pareça, nem todas as pessoas gostariam de viver muito: é grande o número daquelas que dizem preferir morrer antes do que sua expectativa de vida indica.
O professor Vegard Skirbekk, da Universidade de Colúmbia (EUA), decidiu investigar o quanto pessoas jovens e de meia-idade diziam querer viver e então comparou os resultados com uma série de características pessoais.
Não houve nenhuma indicação de que preferir uma vida mais curta ou mais longa do que a expectativa média de vida tenha qualquer relação com idade, sexo ou educação.
Os resultados mostraram que mais de 1 em cada 6 pessoas preferiria morrer com menos de 80 anos de idade, portanto antes de chegar à expectativa média de vida.
Os 1.600 participantes tinham 42 anos de idade em média (entre 18 e 64 anos), metade eram mulheres e 33% tinham nível universitário de educação.
A equipe constatou que um terço das pessoas (33%) prefere uma expectativa de vida na faixa dos oitenta anos, aproximadamente igual à esperança média de vida.
Cerca de um quarto (25%) preferiria viver até os 90 anos, enquanto outros 25% gostariam de viver até 100 anos ou mais - os dois grupos com expectativas além da expectativa média de vida.
Mas intrigantes 17% não gostariam de chegar até os 80 anos que as estatísticas dizem que eles deverão viver.
Ao ajustar os resultados em relação ao nível de felicidade geral relatado por cada voluntário, os pesquisadores constataram que ter expectativas menos positivas sobre a velhice explica essa preferência por morrer mais jovem.
"Para muitos, parece que o medo de se tornar velho pode superar o medo de morrer," observou o professor Skirbekk.
Os resultados foram publicados revista Ageing and Society.
Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 4 de setembro de 2016

Wi-Fi a laser é 20 vezes mais rápido

O nanocristal de perovskita transforma luz azul em luz branca em uma velocidade inalcançável com os LEDs tradicionais. [Imagem: KAUST/2016]
Logo poderemos usar a iluminação dos ambientes para suprir nossas necessidades de conectividade sem fios - graças a uma nova forma de geração de luz branca que torna a transferência de dados até 20x mais rápida.
Wi-Fi e Bluetooth são tecnologias bem estabelecidas, mas há várias vantagens em reduzir o comprimento de onda das ondas eletromagnéticas usadas para a transmissão de informações - por exemplo, passar das ondas de rádio para as ondas de luz visível.
A chamada comunicação por luz visível (CLV) usa partes do espectro eletromagnético que não são regulamentadas e é potencialmente mais eficiente em termos energéticos. A técnica oferece também uma maneira de combinar a transmissão de informações com as tecnologias de iluminação ambiente e das telas de TV e monitores de computador.
Para isso, é fundamental domar a luz branca emitida por diodos emissores de luz (LEDs). Os LEDs brancos são geralmente fabricados combinando um diodo que emite luz azul com fósforo, que transforma parte dessa radiação em luz vermelha e verde, e a junção de todas finalmente produz a luz branca.
No entanto, esse processo de conversão não é suficientemente rápido para alcançar a velocidade com que o LED pode ser ligado e desligado - ou piscar de forma imperceptível para os olhos humanos, de forma que possa suprir a iluminação normal e transmitir informações.
Uma solução para essa deficiência foi desenvolvida agora por Ibrahim Dursun e colegas da Universidade Rei Abdullah, na Arábia Saudita.
Dursun desenvolveu um material nanocristalino - cristais na faixa dos nanômetros - que gera luz branca a partir da luz azul com grande velocidade.
O material, que pertence à classe das perovskitas, forma nanocristais de cerca de oito nanômetros de diâmetro em um processo simples, baseado em uma solução dos componentes. Quando esses nanocristais são iluminados por uma luz laser azul, eles emitem uma luz branca quente.
O processo óptico de conversão ocorre em cerca de sete nanossegundos, o que permite modular a emissão óptica com uma frequência de 491 megahertz, 40 vezes mais rápido do que é possível utilizando os LEDs normais, e transmitir dados a uma taxa de 2 Gigabits por segundo.
Embora haja uma expectativa de que os lasers semicondutores venham a substituir os LEDs brancos no futuro, os nanocristais criados pela equipe têm um senão importante: eles contêm chumbo, um metal com limitações legais na maior parte dos países. Mas a demonstração do processo em uma perovskita abre o caminho para a sintetização de outros cristais com elementos menos problemáticos.
Fonte: Inovação Tecnológica
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