>
Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sábado, 29 de outubro de 2016

Será que o ser humano poderá mesmo viver no espaço?

O ser humano foi talhado para viver na Terra - viver fora dela exigirá vencer muitos desafios.
[Imagem: NASA]
Quais e quantas lembranças os astronautas conseguiriam ter após retornar de uma viagem a Marte?

Parece uma pergunta irrelevante, mas esta é uma das maiores preocupações dos especialistas devido a um fenômeno conhecido como "cérebro espacial" (space brain), que descreve os sintomas após uma exposição prolongada aos raios cósmicos.

Esses raios carregam tanta energia que podem penetrar o casco de uma nave espacial. De acordo com cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), a exposição a partículas carregadas de alta energia - os raios cósmicos não são exatamente raios, mas partículas - pode causar danos de longo prazo ao cérebro.

Entre os efeitos do cérebro espacial estão alterações cognitivas e demência. Possíveis danos causados pelos raios cósmicos ao corpo já eram conhecidos, mas acreditava-se que eram de curto prazo.

Em experimentos em camundongos, porém, Charles Limoli e sua equipe descobriram que os níveis de inflamação no cérebro continuavam significativamente elevados e danosos aos neurônios mesmo após seis meses, afetando comportamento, memória e aprendizagem.

"São más notícias para astronautas que embarcarem em uma viagem de ida e volta a Marte de dois ou três anos", comentou Limoli.

Para o Limoli, entre outros possíveis problemas decorrentes do fenômeno do cérebro espacial estão a diminuição do rendimento, ansiedade, depressão e alterações na hora de tomar decisões.
Será que o ser humano poderá mesmo viver no espaço?
Os testes realizados na Terra não conseguem estudar os efeitos da radiação espacial sobre os astronautas porque o escudo magnético da Terra nos protege deles.
[Imagem: NASA]

"Muitas dessas consequências adversas podem continuar e progredir ao longo da vida. O ambiente espacial traz perigos únicos para os astronautas", afirmou Limoli.

Os pesquisadores também descobriram que a radiação afeta a "extinção do medo", processo pelo qual o cérebro reprime experiências desagradáveis e estressantes do passado - por exemplo, quando alguém sofre uma queda de cavalo e volta a montar.

"O déficit na extinção do medo pode torná-los (astronautas) propensos à ansiedade," assinalou Limoli. "Isso poderia ser problemático em uma viagem de três anos de ida e volta a Marte."

Os raios cósmicos descarregam muita energia ao se chocar com o corpo humano. Na Estação Espacial Internacional, onde os astronautas vivem de seis meses a um ano, eles estão protegidos porque se encontram ainda dentro da magnetosfera da Terra, que atua como escudo contra radiação. O mesmo não aconteceria em uma aventura rumo à Marte.

Construir naves espaciais com uma capa protetora dupla pode não ser útil, pois nada parece resistir a essas partículas de alta energia. Por isso, os especialistas sugerem o desenvolvimento de tratamentos preventivos para proteção do cérebro.

Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

sábado, 22 de outubro de 2016

Corpo humano leva 14 dias para se acostumar ao horário de verão

Imagem: Fiocruz
Um estudo realizado aqui no Brasil concluiu que o corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado.
O pesquisador Guilherme Silva Uemura, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se concentrou em como a mudança no relógio influi na temperatura do corpo humano.
Segundo Uemura, com o adiantar do relógio em uma hora, a temperatura do corpo começa a subir mais cedo do que antes do horário de verão. Isso aponta para uma desestabilização entre os ritmos da temperatura corporal e da atividade de repouso.
No começo do horário de verão, a maior incidência de Sol em horários considerados noturnos faz o organismo atrasar seu ritmo. Isso faz com que a pessoa tenda a ficar mais tempo acordada por sentir sono mais tarde - o que afeta negativamente o sono noturno.
"Essa dessincronização entre diferentes ritmos gera problemas, como distúrbios de sono. A pessoa fica mais propensa a ter défices de atenção, pode ter maior fadiga durante o dia, problemas para dormir, fragmentação do sono e até mesmo a diminuição da duração do sono", disse ele.
A falta de atenção e a fadiga, afirma, podem ser causadores de acidentes de trânsito e acidentes de trabalho.
Os grupos mais afetados são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador.
Porém, na maioria dos casos, aos poucos o corpo começa a se acostumar com a nova rotina.
"No nosso trabalho nós observamos que 14 dias seria o mínimo necessário para a pessoa se adaptar ao horário de verão", disse Uemura.
Mas, de acordo com ele, embora isso seja menos comum, para algumas pessoas os sintomas podem perdurar até fevereiro, quando ocorre o retorno para o horário normal.
A mudança de horário afeta mais quem tem rotinas mais rígidas de trabalho. Mas, para quem tem maior flexibilidade de tempo, o recomendado é tentar minimizar os efeitos da mudança.
Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos.
Fonte: Diário da Saúde
Compartilhar:

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Planeta Nove pode trazer final trágico para Sistema Solar

"A existência de um planeta massivo distante pode mudar fundamentalmente o destino do Sistema Solar." [Imagem: University of Warwick]
Talvez os especuladores e "teóricos alternativos", curiosamente sempre prontos a prever armagedons, não tenham passado tão longe assim da realidade - embora, felizmente, tenham errado no tempo.
O lendário e tão procurado Planeta X - agora rebatizado de Planeta Nove - pode de fato selar um destino desastroso para o Sistema Solar.
Pelo menos é que calcula o professor Dimitri Veras, da Universidade de Warwick, no Reino Unido.
Mas é bom que se frise: São conjecturas e hipóteses e, ainda que todas se provem corretas - incluindo a existência do Planeta Nove -, os efeitos só se farão sentir depois que a vida na Terra já tiver sido extinta há muito tempo, de morte natural, por assim dizer.
Segundo Veras, a presença do Planeta X, ou Nove, poderia causar a eliminação de pelo menos um dos planetas gigantes depois que o Sol morrer, lançando-o para o espaço interestelar através de uma espécie de "efeito sinuca".
Quando o Sol começar a morrer, daqui a cerca de sete bilhões de anos, ele vai expulsar metade de sua própria massa e inflar a ponto de engolir a Terra, antes de apagar como uma brasa, tornando-se uma anã branca.
Essa ejeção de massa solar vai empurrar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno para o que os astrofísicos vêm pressupondo ser uma distância segura, o que os manteria essencialmente íntegros - mas com uma queda de temperatura que induziria alterações internas difíceis de prever.
No entanto, o professor Veras afirma que a existência do Planeta Nove pode reescrever esse "final feliz" para nossos irmãos grandalhões.
Planeta Nove pode trazer final trágico para Sistema Solar
Como a órbita do Planeta X ainda é incerta - se é que ele existe de fato - o pesquisador simulou diversas possibilidades e seus impactos sobre o Sistema Solar. [Imagem: Dimitri Veras]
Veras calcula que o Planeta Nove pode não ser empurrado para fora da mesma maneira, já que está muito distante, podendo na verdade ser puxado para dentro, entrando em uma dança fatal com os quatro planetas gigantes conhecidos do Sistema Solar - mais notavelmente com Urano e com Netuno.
O resultado mais provável, de acordo com suas simulações, seria a ejeção para fora do Sistema Solar de um desses planetas.
Em seu simulador, o pesquisador mapeou várias posições diferentes onde o Planeta Nove poderia mudar o destino do Sistema Solar. Quanto mais longe ele estiver, e quanto mais maciço for, maior a chance de que o Sistema Solar vá experimentar um futuro violento.
"A existência de um planeta massivo distante poderia mudar fundamentalmente o destino do Sistema Solar. Urano e Netuno, em particular, podem não estar mais a salvo dos suspiros finais do Sol. O destino do Sistema Solar vai depender das propriedades orbitais e de massa do Planeta Nove, se ele existir," finalizou Veras.
Fonte: Inovação Tecnológica
Compartilhar:

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ficar sozinho pode ser a melhor maneira de descansar

"As pessoas disseram que, quando estão sozinhas, em geral elas focam mais naquilo que estão sentindo, no seu próprio corpo e nas próprias emoções."[Imagem: BBC/Getty Images]
Os resultados de uma pesquisa em larga escala sobre o que as pessoas fazem para descansar indicam que, para se sentir plenamente descansado, ficar sozinho pode ser a melhor opção.
O "Teste do Descanso" foi uma pesquisa encomendada pela emissora britânica BBC a uma equipe internacional chefiada por pesquisadores da Universidade Durham (Inglaterra). Ao todo, participaram 18 mil pessoas de 134 países.
O objetivo era desvendar o que significa descansar para pessoas de diferentes partes do mundo. Afinal, o ato de descansar está longe de ter uma definição única e direta. Por exemplo, o verbo se aplica apenas para o corpo ou também para a mente?
Uma das questões do teste perguntava quanto tempo as pessoas haviam descansado no dia anterior: A média foi de três horas e seis minutos.
E o que cada um faz para descansar ou durante suas horas de descanso? "Ler" foi a atividade vencedora, seguida de "Estar em um ambiente cheio de natureza", "Estar sozinho", "Ouvir música", e "Não fazer nada".
O que chama a atenção é que a maioria das atividades indicadas é feita em situações nas quais as pessoas estão a sós.
Encontrar amigos e familiares, conversar ou beber socialmente foram atividades que ficaram bem mais abaixo no ranking das "melhores para se descansar". Isso não significa que as pessoas que responderam ao teste não são sociáveis ou não gostam de estar com os outros, mas apenas que não veem isso necessariamente como uma forma efetiva de descanso.
Isto se aplica tanto no caso de pessoas extrovertidas - que muitas vezes são definidas como pessoas que recarregam suas energias quando estão cercadas por muita gente -, quanto de introvertidas. No ranking das pessoas extrovertidas, essas atividades sociais até apareceram mais para cima, mas ainda bem abaixo das atividades consideradas "solitárias".
O motivo pelo qual as pessoas preferem estar sozinhas pode ser explicado pela resposta que elas deram quando perguntadas sobre o que vem à mente quando estão fazendo atividades diferentes.
"As pessoas disseram que, quando estão sozinhas, em geral elas focam mais naquilo que estão sentindo, no seu próprio corpo e nas próprias emoções", afirmou Ben Alderson-Day, coautor da pesquisa.
A ideia de que quando as pessoas estão sozinhas, elas estão mentalmente conversando consigo mesmas é verdadeira apenas em parte, ao que parece.
"As pessoas disseram que só estavam conversando com elas mesmas por 30% do tempo," disse Alderson-Day. "Há um indício de que, quando você está sozinho, além de se desligar das outras pessoas, tem a chance de se desligar do seu próprio monólogo interno também."
Os resultados completos da pesquisa só serão publicados no próximo ano.

Fonte: Diário da saúde
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Página inicial

Visitantes no Globo

On line

Total de visualizações

Arquivo do blog

Mais visualizadas do mês

Seguidores