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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O cérebro é único e muda com o tempo

A individualidade cerebral é "esculpida" ao longo do tempo, mudando a uma taxa média de 13% a cada 100 dias. 
[Imagem: Carnegie Mellon University]
Usando uma nova técnica de imageamento médico, pesquisadores confirmaram que as conexões estruturais no cérebro são únicas para cada pessoa.

E as conexões neurais de cada pessoa são tão únicas que é possível identificar alguém com base nessa "impressão digital cerebral" com uma precisão quase perfeita.

Contudo, diferentemente das impressões digitais tradicionais - dos dedos - a análise mostrou que essas características individuais do cérebro mudam ao longo do tempo.

Esta é uma boa notícia quando o objetivo é compreender o papel desempenhado por fatores que caracterizam o desenvolvimento de doenças - como o ambiente e as experiências impactam o cérebro, por exemplo.

A equipe da Universidade Carnegie Mellon (EUA) usou uma técnica chamada "ressonância magnética por difusão" para medir o conectoma local de 699 cérebros - o conectoma localsão as conexões ponto-a-ponto ao longo de todas as rotas da substância branca no cérebro, em contraposição às conexões entre diferentes regiões do cérebro.

É este conectoma local - que outros pesquisadores já haviam comparado a uma "internet dentro do cérebro" - que se mostrou exclusivo de cada indivíduo, o que permite seu uso como um marcador pessoal. A equipe rastreou mais de 17.000 pontos de identificação, que se mostraram capazes de dizer com quase 100% de precisão se dois conectomas locais vinham da mesma pessoa ou não.

Mesmo gêmeos idênticos só compartilham cerca de 12% dos padrões de conectividade estrutural. E a individualidade cerebral é "esculpida" ao longo do tempo, mudando a uma taxa média de 13% a cada 100 dias.

"A parte mais entusiasmante é que podemos aplicar este novo método a dados existentes e revelar novas informações que estão lá guardadas e inexploradas. A maior especificidade nos permite estudar de forma confiável como fatores genéticos e ambientais moldam o cérebro humano ao longo do tempo, abrindo assim uma porta para entendermos como o cérebro humano funciona ou 'disfunciona'," disse o professor Fang-Cheng Yeh, coordenador da equipe.

Os resultados foram publicados na revista científica PLOS Computational Biology.

Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 27 de novembro de 2016

Novo mapa-múndi mostra Pegada Humana na Terra

O mapa não é bonito, mas traz informações inéditas.[Imagem: DLR]
A ESA (Agência Espacial Europeia) está disponibilizando um mapa-múndi inédito que mostra a pegada humana sobre a Terra.
Embora serviços como o Google Earth e imagens fornecidas por inúmeros satélites de observação mostrem cada centímetro quadrado da Terra, o mapa "Pegada Urbana Global" (ou GUF: Global Urban Footprint) é diferente.
Trata-se de um mapa em preto e branco, onde o branco é solo e cada ponto escuro representa a presença humana - das grandes aglomerações nas metrópoles mundiais a pequenas aldeias, chegando até a casas isoladas no meio rural - qualquer construção humana com mais de 12 metros aparece no mapa como um ponto característico da presença humana.
A partir deste mês, o conjunto de dados está disponível online, gratuitamente, através da Plataforma de Exploração Temática Urbana (U-TEP) da ESA, com resolução espacial total de 12 metros para uso científico, além de uma versão com resolução de 84 metros, mais fácil de lidar, para qualquer uso sem fins lucrativos.
"Anteriormente não estávamos captando todas as aldeias em áreas rurais," contou Thomas Esch, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR). "Mas elas podem ser cruciais para entender a distribuição populacional ou vetores de doenças, por exemplo, ou avaliar as pressões sobre a biodiversidade. Essas colonizações rurais são ainda, atualmente, lar de quase metade da população global - cerca de 3 bilhões de pessoas."
Mapa-múndi mostra Pegada Humana na Terra
Sinais da pegada humana na região de Delhi, na Índia [Imagem: DLR]
Mesmo os astronautas em órbita acham difícil detectar os sinais de habitação humana fora das grandes cidades - até ao anoitecer, quando se ligam as luzes artificiais. Por isso o mapa foi elaborado utilizando principalmente a visão radar, que pode detectar estruturas verticais típicas de ambientes construídos mesmo com observações feitas nas mais diversas condições climáticas.
Os satélites de radar alemães TerraSAR-X e TanDEM-X capturaram, ao longo de dois anos, mais de 180.000 imagens de alta resolução cobrindo toda a superfície da Terra. As imagens têm resolução quase 100 vezes mais detalhada do que os dados ópticos fornecidos pelo Landsat dos EUA, geralmente usados para mapear as áreas urbanas.
Os dados do radar foram combinados com dados adicionais, como modelos digitais do terreno. Ao todo, a equipe processou mais de 20 milhões de conjuntos de dados, com um volume de entrada de mais de 320 terabytes, incluindo uma verificação de garantia de qualidade automatizada - visando garantir a máxima precisão, como um parâmetro de padrões de urbanização.
A equipe já está trabalhando em uma nova versão do mapa, quando os dados em preto e branco serão sobrepostos a uma nova camada de fotografias da Terra - usando mais de 400.000 imagens multiespectrais do Landsat e do satélite europeu Sentinel-1 - o que dará uma visão realística da paisagem, além da dimensão informacional inédita da pegada humana em cada região.
Esta nova camada servirá de base para o "Pegada Urbana Global +", inicialmente com uma resolução espacial de 30 metros.
Fonte: Inovação Tecnológica
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domingo, 20 de novembro de 2016

Estrela é o objeto mais redondo já observado na natureza

A estrela Kepler 11145123 é o objeto natural mais redondo já encontrado no Universo.[Imagem: Mark A. Garlick]
Astrônomos do Instituto Max Planck e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, identificaram o corpo celeste mais redondo que se conhece.
Eles mediram o achatamento polar de uma estrela com uma precisão sem precedentes usando uma técnica chamado asterossismologia, que estuda as oscilações das estrelas.
A diferença entre os raios equatorial e polar da estrela é de apenas 3 quilômetros - um número surpreendentemente pequeno em relação ao raio médio da estrela, de 1,5 milhão de quilômetros. Ou seja, a estrela é surpreendentemente redonda.
Ao girar, as estrelas são achatadas pela força centrífuga. Quanto mais rápida a rotação, mais oblata - achatada nos polos - a estrela se torna.
Nosso Sol, por exemplo, gira com um período de 27 dias e tem um raio equatorial 10 km maior do que seu raio polar; para a Terra, essa diferença é de 21 km.
A Kepler 11145123 é uma estrela quente e luminosa, a 5.000 anos-luz de distância da Terra. Ela tem mais de duas vezes o tamanho do Sol, mas gira três vezes mais lentamente que nossa estrela.
Assim como a heliossismologia é usada para estudar o campo magnético do Sol, a asterossismologia - ou sismologia estelar, ou astrossismologia - pode ser usada para estudar o magnetismo de estrelas distantes. Mas campos magnéticos estelares, especialmente campos magnéticos fracos, são notoriamente difíceis de observar diretamente em estrelas distantes. O telescópio Kepler observou essa estrela super redonda durante mais de quatro anos.
Ocorre que, embora em intensidade menor do que a rotação, o campo magnético também influi no formato da estrela. E os astrônomos levantam a hipótese de que o seu campo magnético extremamente fraco pode ser responsável pela incrível esfericidade da estrela.
E a Kepler 11145123 não é a única estrela com medições disponíveis com a precisão adequada a estudos desse tipo. "Pretendemos aplicar este método a outras estrelas observadas pelo Kepler e pelas próximas missões espaciais TESS e PLATO. Será particularmente interessante ver como uma rotação mais rápida e um campo magnético mais forte podem mudar a forma de uma estrela. Um importante campo teórico da astrofísica está se tornando observacional," disse Laurent Gizon, principal autor do trabalho.
Fonte: Inovação Tecnológica
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sábado, 12 de novembro de 2016

Maior superlua, em quase 70 anos, acontecerá nesta segunda, 14.

Superlua de outubro/2016
Imagem: Marlon Costa/Futura Press/Estadão
Para você que gostou e fotografou a superlua que ocorreu em outubro, se prepare pois a desta segunda-feira (14) será ainda maior. O fenômeno que estará na janela da sua casa (se não houver nuvens, claro) será o maior dos últimos 68 anos.
Isso porque no auge do perigeu (momento em que a Lua fica mais próxima da Terra) o nosso satélite natural estará a apenas 356.511 km da Terra, segundo o astrônomo Gustavo Rojas, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). A última vez que ele ficou mais perto do que isso foi em 1948, quando a distância do perigeu foi de 356.462 km.
A superlua, entretanto, não será no momento do perigeu, que ocorrerá às 9h21 (horário de Brasília). O fenômeno por definição ocorre no momento da lua cheia, que só aparece às 11h54 – nesta hora, o satélite estará a 363.338 km da Terra.
Para efeito de comparação, a superlua do último mês de outubro ocorreu com o satélite a uma distância de 364.687 km da Terra. Portanto, para perceber que essa é realmente a maior, só mesmo com equipamentos específicos - o que não tira em nada a sua beleza.
Fonte: Uol Notícias
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crescem dúvidas sobre aceleração da expansão do Universo

O Universo parece estar se expandindo, mas os indícios de que essa expansão esteja se acelerando estão sendo postos em dúvida.[Imagem: JHUAPL/SwRI]
Cinco anos atrás, o Prêmio Nobel de Física foi concedido a três astrônomos pela descoberta, no final dos anos 1990, de que o Universo está se expandindo a um ritmo que se acelera com o tempo.
Suas conclusões foram baseadas na análise das supernovas Tipo Ia - explosões termonucleares espetaculares que marcam a morte de algumas estrelas - captadas pelo telescópio espacial Hubble e por telescópios terrestres.
Isto levou à aceitação generalizada da ideia de que o Universo é dominado por uma substância misteriosa que, por ser desconhecida e não ter sido ainda detectada, recebeu o nome de "energia escura" - a energia escura é o "algo" que estaria acelerando a expansão do Universo.
Agora, uma equipe liderada pelo professor Subir Sarkar, da Universidade de Oxford, lançou dúvidas sobre este conceito cosmológico padrão.
Fazendo uso de um conjunto de dados muito maior - um catálogo de 740 supernovas Tipo Ia, mais de 10 vezes o tamanho da amostra usada pelos ganhadores do Nobel - os pesquisadores concluíram que a evidência para a aceleração da expansão do Universo é muito mais frágil do que se pensava, com os dados na verdade sendo consistentes com uma taxa de expansão constante.
Quem explica as conclusões é o próprio professor Sarkar, em uma nota publicada pela Universidade de Oxford.
"A descoberta da aceleração da expansão do Universo ganhou o Prêmio Nobel, o Prêmio Gruber de Cosmologia e o Prêmio Descoberta em Física Fundamental. Isso levou à aceitação generalizada da ideia de que o Universo é dominado por uma 'energia escura' que se comporta como uma constante cosmológica - este é atualmente o 'modelo padrão' da Cosmologia.
"No entanto, existe agora um banco de dados de supernovas muito maior sobre o qual [podemos] realizar análises estatísticas rigorosas e detalhadas. Nós analisamos o mais recente catálogo de 740 supernovas Tipo Ia - mais de 10 vezes maior do que as amostras originais em que a alegação da descoberta foi baseada - e descobrimos que a evidência para a expansão acelerada é, no máximo, o que os físicos chamam de '3 sigmas'. Isto é muito aquém do padrão '5 sigmas' necessário para reivindicar uma descoberta de importância fundamental.
"Um exemplo análogo, neste contexto, seria a recente sugestão para uma nova partícula com massa de 750 GeV baseada em dados do LHC. Ela inicialmente tinha uma significância elevada - 3,9 e 3,4 sigmas em dezembro do ano passado - e estimulou mais de 500 trabalhos teóricos. No entanto, foi anunciado em agosto que novos dados mostram que a significação caiu para menos de 1 sigma. Foi apenas uma flutuação estatística, e não existe essa partícula," explicou Sarkar.
Crescem dúvidas sobre aceleração da expansão do Universo
Teoria desenvolvida por físicos brasileiros prevê que a energia do vácuo quântico pode ser "acordada" por uma estrela de nêutrons. [Imagem: NASA/CXC/CfA/P. Slane et al.]
Embora outros trabalhos já tenham levantado dúvidas sobre a significância das supernovas do Tipo 1A para a expansão da aceleração do Universo, há outros dados disponíveis que parecem apoiar a ideia, como informações sobre a radiação cósmica de fundo, o chamado "brilho do Big Bang", e medições do movimento de galáxias (veja citação bibliográfica abaixo, do artigo da professora Tamara Davis, da Universidade de Queensland, que analisa todos esses indícios).
No entanto, o professor Sarkar afirma que eles também não são conclusivos.
"Todos esses testes são indiretos, realizados no âmbito de um modelo presumido, e a radiação cósmica de fundo não é diretamente afetada pela energia escura. Na verdade, há de fato um efeito sutil, o efeito final integrado Sachs-Wolfe, mas ele não foi convincentemente detectado.
"Por isso, é bem possível que nós estejamos sendo enganados e que a aparente manifestação da energia escura seja uma consequência da análise dos dados em um modelo teórico simplista - que foi de fato construído na década de 1930, muito antes de existirem quaisquer dados reais. Uma estrutura teórica mais sofisticada, levando em conta a observação de que o Universo não é exatamente homogêneo e que o seu componente de matéria pode não se comportar como um gás ideal - dois pressupostos fundamentais da cosmologia padrão - pode muito bem ser capaz de levar em conta todas as observações sem a necessidade da energia escura. Na verdade, a energia do vácuo é algo sobre qual não temos absolutamente nenhum entendimento em teoria fundamental.
"Naturalmente, muito trabalho terá que ser feito para convencer a comunidade de física de tudo isto, mas o nosso trabalho serve para demonstrar que um dos principais pilares do modelo cosmológico padrão é bastante instável. Esperamos que isto motive melhores análises dos dados cosmológicos, bem como sirva como inspiração para os teóricos investigarem modelos cosmológicos mais matizados. Progressos significativos serão feitos quando o telescópio E-ELT fizer observações com um 'pente laser' ultrassensível para medir diretamente, durante um período de 10 a 15 anos, se a taxa de expansão está de fato se acelerando," concluiu o professor Sarkar.
Crescem dúvidas sobre aceleração da expansão do Universo
Os esforços para detecção direta da Energia Escura até agora foram em vão. [Imagem: Reidar Hahn/DES]
Dúvidas sobre aceleração do Universo
Apesar de ser a teoria mais aceita, a aceleração da expansão do Universo não é unânime entre os físicos e astrônomos.
Em 2011, um estudo de astrônomos brasileiros questionou a aceleração da expansão do Universo, sobretudo porque não há uma comprovação direta da teoria. Em 2013, um cosmologista alemão foi ainda mais longe, defendendo que o Universo não está nem mesmo se expandindo, menos ainda se acelerando.
Em 2014, pesquisadores chineses elaboraram uma nova técnica que eles acreditam poder ser usada para avaliar de uma vez por todas se o Universo está mesmo acelerando ou não, uma técnica que não depende das supernovas Ia. Em 2015, outro trabalho lançando dúvidas sobre o papel das supernovas Tipo 1A propôs que a aceleração do Universo não é constante.
Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Urologistas já chamam exame do toque retal de "relíquia clínica"

O Dr. Ryan Terlecki afirma que o exame de toque retal é uma "relíquia clínica". 
[Imagem: Wake Forest Baptist Health]
Parece estar em curso uma revolução em uma das principais questões envolvendo os cuidados com a Saúde do Homem.

Se, de um lado, os especialistas defendem que o tratamento para o câncer de próstata nem sempre é necessário, agora é a prevenção que está passando por uma reavaliação.

O temido exame de toque retal, para verificar indícios de câncer de próstata, e que costuma afastar tantos homens do consultório médico, está tendo sua eficácia contestada.

"As evidências sugerem que, na maioria dos casos, é hora de abandonar o exame de toque retal," explica o urologista Ryan Terlecki, da Escola de Medicina Wake Forest (EUA). "Nossas descobertas provavelmente serão bem recebidas tanto pelos pacientes quanto pelos médicos."

Terlecki afirma que o toque retal, que muitos urologistas já chamam de "relíquia clínica", submete um grande número de homens a exames invasivos e desconfortáveis em nome de um benefício mínimo.

Além disso, ele faz com que muitos homens fujam de qualquer campanha de prevenção do câncer da próstata.

A questão que a equipe de Terlecki se colocou é se o exame de toque retal é necessário quando está disponível um outro teste mais preciso, que mede o antígeno específico da próstata (PSA) no sangue. O PSA é uma proteína que frequentemente atinge níveis elevados em homens com câncer da próstata.

A equipe revisou toda a literatura médica que permitisse essa comparação, juntamente com resultados de um ensaio de rastreio no qual 38.340 homens fizeram simultaneamente exames anuais de toque retal e testes de PSA por pelo menos três anos. Esses homens foram então acompanhados por até 13 anos.

Dentre todos, a equipe centrou sua atenção em 5.064 homens que tinham um teste de PSA normal, mas resultados "anormais" no toque retal.

Apenas 2% dos homens com exame retal considerado anormal tinham o que é conhecido como câncer de próstata clinicamente relevante, o que significa que ele pode precisar ser monitorado ou tratado - em outras palavras, o exame de toque retal identificou apenas 2% de casos não identificados pelo exame PSA.

"O exame de toque retal captura uma pequena população adicional de homens com câncer de próstata, mas também submete desnecessariamente um grande número de homens ao teste", concluiu Terlecki.

Por outro lado, outros estudos têm feito ressalvas à adoção do exame de PSA como rotina, devido justamente aos falsos positivos e aos sobretratamentos que ele induz.

Os resultados foram publicados na revista médica Current Medical Research and Opinion.

Fonte: Diário da Saúde
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