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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Carne processada piora sintomas da asma

Algumas tecnologias tentam prever os ataques agudos, mas a melhor medida para se proteger da asma é o controle.
[Imagem: Sheldahl/Wikimedia]
Além de serem potencialmente cancerígenas, segundo a OMS, e estarem associadas com morte precoce, as carnes processadas podem piorar os sintomas da asma.

Consumir mais de quatro porções por semana é um risco para os portadores da asma, de acordo com uma equipe do Instituto INSERM, na França, que monitorou cerca de mil pessoas.

Os pesquisadores acreditam que um conservante chamado nitrito, usado em produtos como salsichas, salames e presuntos, possa ser o responsável por uma piora nas condições das vias respiratórias, mas serão necessárias pesquisas mais específicas para confirmar a responsabilidade da substância.

Os especialistas afirmam que, para manter boa saúde, não é recomendável comer mais do que 70 gramas por dia de carne vermelha ou processada - isso equivale a uma salsicha mais uma fatia de bacon por dia.

E, mais do que se preocupar com apenas um tipo de comida, as pessoas devem manter uma dieta saudável e variada, recomendam.

Os voluntários, metade dos quais tinha asma, foram monitorados durante dez anos, de 2003 a 2013.

Foram registrados os sintomas da asma - falta de ar, chiado e sensação de aperto no peito - e o consumo de carne processada: uma porção foi classificada como duas fatias de presunto, uma salsicha ou duas fatias de salame.

Entre os asmáticos, um maior consumo de carne foi associado a uma piora dos sintomas pulmonares. Pessoas que disseram ingerir mais de quatro porções por semana - oito fatias de presunto ou quatro salsichas, por exemplo - registraram piora mais intensa da asma ao final do estudo.

A equipe tentou eliminar outros fatores mais óbvios que podem afetar os sintomas da asma, controlando o efeito de variáveis como obesidade, mas ainda assim a associação entre consumo de carne processada e piora dos sintomas se manteve.

Os resultados foram publicados na revista científica Thorax.

Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Exercícios evitam e até revertem perda de neurônios no coração

A insuficiência cardíaca induz uma diminuição do número de neurônios preganglionares vagais numa região do cérebro denominada núcleo ambíguo (em cima). O treinamento físico reverte esse efeito (embaixo).
[Imagem: Marcelo Hiro Akiyoshi]
Conforme avançam, os problemas cardíacos têm um efeito substancial: a perda de neurônios que inervam o coração.

Essa perda de células nervosas ajuda a piorar o quadro porque prejudica o funcionamento adequado das vias relacionadas ao funcionamento cardiovascular, dificultando, por exemplo, a redução dos batimentos e da pressão arterial.

A boa notícia é que os exercícios físicos bloqueiam essas alterações e ainda corrigem a frequência cardíaca.

"Esse achado nos permite compreender mecanismos através dos quais o treinamento físico melhora o prognóstico da insuficiência cardíaca, sem os efeitos colaterais de tratamentos medicamentosos," disse o pesquisador Marcelo Hiro Akiyoshi Ichige, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que fez a descoberta em conjunto com a professora Lisete Compagno Michelini.

A insuficiência cardíaca é uma condição acompanhada pela redução da função dos ventrículos (câmaras do coração responsáveis pela ejeção do sangue para o corpo e para a circulação pulmonar), ativação de mecanismos nervosos e hormonais compensatórios e disfunções do sistema nervoso autônomo (parte do sistema nervoso que troca estímulos e informações com as vísceras e outros sistemas), resultando, entre outros problemas, na elevação da frequência cardíaca.

O estudo, realizado com animais de laboratório, mostrou que seis semanas de exercícios físicos diários são suficientes para começar a evitar a perda dos neurônios ligados à atividade cardiovascular, readequando o fluxo nervoso para o coração.

A correção da disfunção autonômica, obtida pela atividade física, ocorre mesmo com a persistência de função anormal dos ventrículos, e a continuidade dos exercícios mostra uma reconstituição das células nervosas inicialmente perdidas.
Os resultados foram publicados no The Journal of Physiology.

Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estudantes não conseguem avaliar credibilidade das informações na internet

Além das bolhas de informação que isolam os usuários entre aqueles que pensam de forma parecida, os especialistas têm-se preocupado em como juntar liberdade de expressão, mídias sociais e verdade.
[Imagem: Juandavo/Wikimedia]
Educadores da Universidade de Stanford, nos EUA, afirmam que os jovens são facilmente enganados por conteúdos patrocinados e nem sempre reconhecem o viés político das mensagens recebidas pelas redes sociais.

Eles concluíram que, quando se trata de avaliar a informação recebida através dos canais sociais ou mesmo dos resultados de uma pesquisa no Google, os jovens - todos usuários costumeiros da tecnologia digital - podem facilmente ser enganados.

Os testes mostraram uma incapacidade inesperada dos alunos para ponderar sobre as informações que viam na internet, disseram os autores. Por exemplo, os estudantes tiveram dificuldade em distinguir propagandas de artigos de notícias ou identificar de onde vinha a informação.

"Muitas pessoas assumem que, como os jovens são fluentes em mídias sociais, eles seriam igualmente perspicazes sobre o que eles encontram lá. Nosso trabalho mostra que o oposto é verdade," disse o professor Sam Wineburg, coordenador do estudo.

A equipe começou seu trabalho em janeiro de 2015, bem antes dos debates mais recentes sobre notícias falsas e sua influência na eleição presidencial dos EUA e nos acontecimentos políticos no Brasil.

Os testes foram desenvolvidos para avaliar o entendimento que cada aluno deveria possuir, como ser capaz de descobrir quem escreveu uma história e se essa fonte é confiável. Os pesquisadores basearam-se na experiência de professores, pesquisadores universitários, bibliotecários e especialistas em notícias para chegar a 15 testes adequados a cada idade - cinco para cada nível, abrangendo escola secundária, ensino médio e faculdade.

"Em todos os casos e em todos os níveis, fomos surpreendidos pela falta de preparação dos alunos," escreveram os autores. "Este resultado indica que os alunos podem se concentrar mais no conteúdo dos posts de mídias sociais do que em suas fontes. Apesar de sua fluência com as mídias sociais, muitos estudantes desconhecem as convenções básicas para indicar informações digitais verificadas".

Os autores afirmam recear que a democracia esteja sob ameaça pela facilidade com que a desinformação sobre questões cívicas se propaga e floresce.

Wineburg afirma que a equipe pretende agora desenvolver técnicas para ajudar os educadores e professores a mensurar a compreensão dos seus alunos e instruí-los adequadamente para filtrar por si mesmos as informações que recebem.

Fonte: Diário da Saúde
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domingo, 4 de dezembro de 2016

Brasil se prepara para lançar sua primeira missão à Lua

O pequeno nanossatélite deverá levar uma série de experimentos científicos, sobretudo na área de astrobiologia. [Imagem: EESC/Divulgação]
Sonda lunar brasileira
Até dezembro de 2020, uma equipe brasileira planeja lançar a primeira missão sul-americana ao satélite natural da Terra.
O projeto Garatéa-L está sendo proposto por uma equipe de engenheiros e pesquisadores da Escola de Engenharia da USP (EESC) em São Carlos (SP). Com a divulgação da proposta, a equipe se prepara agora para buscar os R$35 milhões necessários para viabilizar a missão.
"A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o País no mapa da exploração interplanetária," afirmou Lucas Fonseca, gerente do projeto.
Nave-mãe
O lançamento da sonda brasileira será realizado em uma parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), aproveitando a primeira missão comercial ao espaço profundo - a Pathfinder. O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11, o mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.
No lançamento europeu, diversos cubesats - dentre eles o brasileiro - serão levados à órbita lunar por uma nave-mãe, que também fornecerá o serviço de comunicação com a Terra e permitirá a coleta de dados por pelo menos seis meses.
"É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a outro patamar," disse Lucas, que trabalhou no desenvolvimento da Rosetta, a sonda da ESA que realizou o primeiro pouso em um cometa, em 2014.
"Busca vidas"
As pesquisas do nanossatélite se concentrarão no campo da astrobiologia, o estudo do surgimento e da evolução da vida no Universo. Em seu interior, viajarão até a órbita da Lua diversas colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostas à radiação cósmica por diversos meses.
É a astrobiologia que dá nome à missão: Garatéa, na língua tupi-guarani, significa "busca vidas", somada ao L, de lunar.
O objetivo é investigar os efeitos do ambiente espacial sobre diferentes formas de vida. O esforço é um passo adiante com relação aos experimentos já realizados pela equipe na estratosfera, usando balões meteorológicos, que expuseram diversas amostras aos raios ultravioleta solares sem a filtragem da camada de ozônio terrestre.
"A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar. O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça," disse Douglas Galante, que divide a responsabilidade pelos instrumentos científicos com seu colega Fábio Rodrigues.
Brasil prepara-se para lançar sua primeira missão à Lua
Garatéa, na língua tupi-guarani, significa "busca vidas", somada ao L, de lunar. [Imagem: EESC/Divulgação]
Estudos humanos e da Lua
Amostras de células humanas também viajarão a bordo da sonda, para verificar que efeitos o ambiente radiativo extremo, longe da proteção da atmosfera e distante do campo magnético terrestre, poderia causar nos astronautas durante missões de longa duração além da órbita terrestre baixa - um dado importante para missões tripuladas à Lua ou mesmo a Marte.
Outro instrumento fará a medição dos níveis de radiação em órbita cislunar, um dado importante para os planos de futuras missões tripuladas de longa duração à Lua.
Além dos experimentos com viés astrobiológico, a Garatéa-L também fará estudos da Lua em si. A sonda será colocada em uma órbita polar altamente excêntrica, que permitirá a coleta de imagens multiespectrais da bacia Aitken, localizada no lado afastado da Lua e de alto interesse científico.
Viabilização
A espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019, ano em que se completa o cinquentenário do primeiro pouso do homem na Lua.
"É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país", disse Lucas. "Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação".
O custo estimado do projeto é de R$ 35 milhões, que já começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados.
Já se comprometeram a participar do esforço, além da EESC, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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