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domingo, 24 de dezembro de 2017

A verdadeira história do Natal

Imagem: Divulgação
A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à festa.
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.
Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.
Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Matéria completa de/em: Superinteressante

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Não misture seu emprego com sua vida fora dele


É cada vez mais comum que as pessoas esqueçam de si mesmas no trabalho. Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay
Na vida profissional atual, é frequente que os funcionários respondam os emails relacionados ao trabalho após o horário de expediente, levem seus notebooks consigo no feriado e atendam ao celular corporativo a qualquer hora do dia ou da noite.
Mas essa confusão na fronteira entre o trabalho e a vida pessoal afeta o senso de bem-estar das pessoas e pode levá-las ao esgotamento. Do ponto de vista da empresa também não é um bom negócio, resultando em perda de produtividade.
É o que garante a professora Ariane Wepfer, da Universidade de Zurique, na Suíça.
Wepfer e sua equipe recrutaram 1.916 funcionários de uma ampla gama de setores para participar de um estudo a esse respeito. A maioria era casada (70,3%), a idade média era de 42,3 anos e 55,8% eram homens. A metade dos participantes (50,1%) trabalhava 40 horas ou mais por semana.
Eles foram questionados sobre como gerenciavam os limites entre o trabalho e a vida pessoal - por exemplo, com que frequência eles levavam trabalho para casa, trabalhavam nos fins de semana e pensavam no trabalho nas horas de tempo livre. As questões também envolveram tempo para relaxar após o trabalho, para socializar ou participar de esportes e outros hobbies.
Os resultados mostraram que os trabalhadores que não organizavam uma clara separação entre trabalho e tempo livre eram menos propensos a participar de atividades que poderiam ajudá-los a relaxar e se recuperar das demandas da carreira. Eles estavam, portanto, mais exaustos e experimentavam um menor senso de equilíbrio e bem-estar nos diferentes aspectos-chave de suas vidas.
"Os trabalhadores que integram o trabalho em sua vida fora do trabalho relataram estar mais exaustos porque se recuperam menos. Essa falta de atividades de recuperação explica, além disso, que as pessoas que integram seu trabalho no resto de suas vidas têm uma menor sensação de bem-estar," explicou Wepfer.
A pesquisadora acredita que as empresas deveriam ter políticas e intervenções no local de trabalho para ajudar seus funcionários a segmentar melhor diferentes aspectos de suas vidas, em benefício da própria empresa.
"A política e a cultura organizacionais devem ser ajustadas para ajudar os funcionários a gerenciar seus limites de trabalho e não-trabalho de uma forma que não prejudique seu bem-estar. Afinal, o bem-estar prejudicado vai de mãos dadas com a redução na produtividade e queda na criatividade," concluiu Wepfer.
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Astronauta da Nasa mostra como é uma tempestade de raios vista do espaço

Imagem capturada
A Nasa, a agência espacial americana, divulgou este vídeo de uma tempestade de raios capturada da Estação Espacial Internacional.
O registro foi feito enquanto a espaçonave sobrevoava China, Coreia e Japão.
O astronauta americano Randolph Bresnik contou que fez a gravação de sua janela favorita na estação.
Nas suas palavras, o time-lapse (vídeo acelerado) noturno mostra "raios, luzes das cidades e barcos de pesca no Mar do Japão".
Bresnik está no espaço desde julho.

Clique AQUI para assistir o vídeo

Fonte: BBC Brasil 
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A missão espacial que pretende limpar o lixo do Universo


Imagem capturada do vídeo de divulgação
Seria possível reduzir – ou até mesmo eliminar – o lixo espacial?
Esse é o objetivo da missão RemoveDebris.
A nave espacial vai usar um harpão e uma rede para remover os detritos que orbitam ao redor da Terra.
Ao todo, são 500 mil artigos dos mais variados tamanhos que, juntos, somam 7,5 mil toneladas.
Há desde pedaços de rocha a naves espaciais aposentadas, passando por itens que os astronautas deixaram para trás.
Os detritos seriam destruídos ao cruzarem a atmosfera da Terra.
O lixo espacial representa um sério risco.
Recentemente, um pequeno detrito causou uma rachadura na Estação Espacial Internacional.
Maior do que um ônibus, um satélite europeu que parou de funcionar em 2012, permanece em órbita e ameaça outros em seu caminho.
O desenvolvimento da missão custou US$ 20 milhões e a nave será lançada em 2018.
Confira o vídeo ilustrativo clicando AQUI
Fonte: BBC Brasil
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A ressaca é mais forte quando se mistura diferentes tipos de bebidas?


Ainda não há uma pesquisa especificamente sobre a mistura de cerveja e vinho e o efeito disso na ressaca. Getty Images
Quão confiáveis são essas crenças populares? Há evidências de que misturar vinho e cerveja piora a ressaca no dia seguinte? É verdade que não podemos misturar? Infelizmente, as evidências científicas não dão suporte para esse tipo de estratégia.
A equipe da BBC fez uma revisão de pesquisas recentes e afirma que as causas dos principais sintomas de ressaca são desidratação, mudanças nos níveis de hormônios como aldosterona e cortisol e os efeitos tóxicos do próprio álcool. Além disso, há evidências de que o sistema imune é afetado e isso poderia ser a causa da dor de cabeça, da náusea e da fatiga.
Em geral, quanto mais álcool você beber, pior será sua ressaca no dia seguinte. A não ser, é claro, que você seja uma das pessoas sortudas que não sofrem de ressaca, o que existe comprovadamente de acordo com alguns estudos recentes, ainda que não se saiba o motivo para isso.
De acordo com os pesquisadores, há dois principais "ingredientes" para uma ressaca severa: beber muito álcool e beber muito rápido. A mesma quantidade de álcool, porém, nem sempre resulta na mesma severidade da ressaca.
Sabe-se que misturar bebidas ou tomar coquetéis pode levá-lo a consumir mais álcool - e isso pode piorar a sua ressaca. Além disso, alguns drinks parecem ter um efeito posterior pior do que outros.
Além da intoxicação causada pelo álcool, há outros componentes que afetam o nível da ressaca - os chamados congêneres. Congêneres são substâncias não-alcóolicas produzidas durante a fermentação, como acetona, acetaldeído e taninos, que mudam as cores das bebidas e lhes dão sabores distintos.
Drinks claros, como vodca, tem menos congêneres do que os mais escuros, como o uísque. Na verdade, um uísque bourbon tem 37 vezes mais congêneres do que a vodca, o que torna a ressaca de uísque pior.
Portanto, misturar bebidas claras e escuras pode fazer você se sentir mais enjoado do que se tivesse bebido apenas líquidos claros. Ainda assim, ambos os drinks diminuem sua cognição igualmente no dia seguinte depois de bebê-los.
De maneira geral, as evidências científicas apontam que a culpa da ressaca não é da mistura em si, mas sim de beber demais ou de uma quantidade mais alta de congêneres na sua bebida.

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Nasa divulga imagens do pôr do sol em Marte


Registro do pôr do sol em Marte foi feito pela sonda Curiosity. Imagem: Divulgação Nasa
Um pôr do sol costuma ser bonito em qualquer lugar do mundo. Mas esse registro feito pela Nasa é realmente difícil de bater. Com a sonda Curiosity, a agência espacial americana conseguiu fazer imagens impressionantes desse fenômeno em Marte.
A imagem mostra o sol se escondendo em uma área mais alta na superfície do planeta vermelho e foi descoberta pelo usuário da rede social Reddit, Pluto_and_Charon.
Um porta-voz da Nasa explicou ao site IFLScience que ela foi tirada no entardecer de Marte na direção oeste-noroeste. A qualidade da imagem não foi por acaso - a agência espacial confirma que ela foi planejada em detalhes.
Algo interessante de notar na imagem é que o pôr do sol em Marte é o oposto ao da Terra. Por aqui, o céu durante o dia é azul e ao anoitecer fica vermelho, conforme a luz do sol vai passando pela atmosfera e reflete mais o final vermelho do espectro do astro.
Imagem: Divulgação Nasa
Já em Marte, acontece o oposto. O céu durante o dia é vermelho e durante a noite é azul. Isso acontece porque a poeira é responsável por refletir a luz por lá, ao contrário do nosso planeta, onde a luz do sol é refletida nos gases da atmosfera.
A sonda Curiosity conseguiu tirar essa foto com um dispositivo Mastcam (instrumento de imagem estereoscópica multiespectral) que fica do lado esquerdo dela. Essa é uma das quatro câmeras na sonda, que costuma fazer imagens da superfície de Marte e de outros objetos espaciais de interesse científico.
Em alguns casos, porém, as fotos divulgadas acabam despertando grande interesse público - como é o caso dessa.
A sonda Curiosity está em Marte desde agosto de 2012 e, desde então, vem trazendo informações sobre o planeta vermelho para a Nasa.

Fonte: BBC Brasil
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Nasa divulga vídeo acelerado com o 'mais completo retrato global da vida na Terra'


Imagem capturada do vídeo
Por 20 anos, satélites da Nasa, agência especial americana, filmaram a vida na Terra. As imagens, segundo cientistas, formam a "mais completa fotografia" do nosso planeta.
O que estamos tentando aprender aqui não é só a existência e distribuição de padrões de vida na Terra, mas como todo o ecossistema se conecta. Então, não é só uma observação do oceano, não é só uma observação do solo, não é só uma observação da atmosfera, é observar todas essas coisas juntas", diz Jeremy Werdell, oceanógrafo da Nasa.
As imagens retratam a mudança climática. Dá para ver, por exemplo, a mudança no volume de neve ao longo dos anos, e uma alteração na cor do oceano causada por um conjunto de plantas marinhas chamado fitoplâncton.
Uma das coisas interessantes que estamos vendo é que, se você olhar para esses desertos (no meio o mar) ali... A área desse roxo está começando a ficar maior e maior com o tempo, e isso é consistente com nosso entendimento de um planeta mais quente”, diz Werdell.
O registro das mudanças na Terra pode ajudar até na busca por vida em outros planetas, garantem os cientistas.
Esse é o único lugar onde pode ser estudada a conexão entre nossa vida, a vida das plantas, a vida dos animais, no ecossistema ao redor. Então, ao fazer isso, nós conseguimos compreender melhor como essas conexões são feitas, o que tornará bem mais eficiente a procura por vida em outros planetas”, afirma o oceanógrafo.
A Nasa diz que o projeto está só começando - a agência acaba de lançar um novo satélite, que continuará a "ficar de olho" no nosso ecossistema.
Para ver o vídeo CLIQUE AQUI.
Fonte: BBC Brasil

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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Por que comer muito rápido faz mal para a saúde?


Comer depressa não dá tempo para o cérebro registrar que estamos satisfeitos. Imagem: Getty Images
Comer lentamente, saboreando cada mordida e sem distrações pode parecer um luxo para muita gente. Mas é fundamental para a saúde, segundo um estudo apresentado na conferência anual da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos.
Devorar os alimentos não dá ao cérebro tempo suficiente para registrar que estamos satisfeitos. E aumenta em cinco vezes o risco de uma síndrome metabólica, caracterizada por um conjunto de fatores de risco relacionados a doenças cardiovasculares e diabetes, como obesidade, pressão alta e taxas elevadas de colesterol.

O estudo

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Hiroshima, no Japão, acompanhou por cinco anos 642 homens e 441 mulheres saudáveis. Eles tinham 51 anos quando o estudo começou, em 2008.
Os participantes foram divididos em três grupos, de acordo com a velocidade que ingeriam os alimentos. O resultado? 11,6% daqueles que comiam mais rápido desenvolveram síndrome metabólica, bem acima dos índices observados nos outros dois grupos – entre os de velocidade média, o percentual foi de 6,5%, e os mais lentos, 2,3%.
Tudo indica que "comer mais devagar seria uma mudança de hábito crucial para prevenir a síndrome metabólica", afirma o cardiologista Takayuki Yamaji, que liderou o estudo.
"Quando as pessoas comem muito rápido, fazem isso de forma exagerada, porque não se sentem saciadas. Isso também causa variações no nível de glicose, que podem levar a uma resistência à insulina."
A síndrome metabólica tem como base a resistência à ação da insulina, responsável por regular o açúcar no sangue, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio.

Desligar a TV para perder peso

O melhor para a saúde é comer devagar e evitar distrações, como a televisã. Imagem: Getty Images
Um estudo anterior já havia indicado que comer devagar é uma estratégia eficaz para perder peso.
A pesquisa, realizada pela Universidade da Carolina do Norte, constatou que obesos que praticaram técnicas de mindfulness (estado de atenção plena) perderam 2 quilos em duas semanas, enquanto quem continuou a comer rápido emagreceu 300 gramas.
"Nosso estudo sugere que há uma associação entre comer com atenção plena e perda de peso", destacou a pesquisadora Carolyn Dunn, principal autora do estudo.
Ela e seus colegas aconselham não comer em frente à televisão nem na mesa de trabalho.
As recomendações estão alinhadas a práticas budistas milenares e de outras tradições para as quais comer com plena consciência é uma forma de meditação.

Meditação da tangerina

No livro Savor: Mindful Eating, Mindful Life ("Saboreie: alimentação com atenção plena, vida com atenção plena", em tradução livre para o português), o mestre budista Thich Nhat Hanh e a médica Lilian Cheung ensinam como se alimentar sem distrações.
Entre as técnicas apresentadas, está a "meditação da tangerina", que recomenda comer a fruta lentamente, refletindo sobre o processo da natureza para produzi-la e o trabalho necessário para que chegue à mesa, sentindo com gratidão o sabor doce e cítrico.
Assim, da próxima vez que tiver um prato de comida na sua frente, tente desligar a televisão, deixar o celular de lado e vá para longe da mesa de trabalho. Será um gesto de carinho com o próprio corpo desfrutar de cada mordida.

Matéria colhida na íntegra em: BBC Brasil
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

3 movimentos que a Terra faz, além de rotação e translação.


Para girar sobre seu próprio eixo, a Terra leva exatamente 23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos. Imagem: GETTY IMAGES
Você certamente aprendeu na escola que a Terra faz uma órbita elíptica em torno do Sol.
Esse movimento, conhecido como translação, leva 365 dias (mais 5 horas, 45 minutos e 46 segundos) para ser completo.
Outro movimento que lhe ensinaram foi o de rotação: a Terra gira em torno de seu próprio eixo.
Essa volta em torno de si mesma demora aproximadamente um dia (23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos, para ser exato).
Mas esses não são os únicos movimentos que nosso planeta faz. Conheça outros três tão importantes quanto:

Movimento de precessão dos equinócios

É o movimento da Terra em volta do eixo de sua órbita devido à inclinação de seu eixo.
Mais especificamente, é o movimento que o Polo Norte terrestre faz em relação ao ponto central da elipse da Terra no movimento de translação, similar ao giro de um pião desequilibrado.
O movimento de precessão dos equinócios foi descrito pela primeira vez pelo astrônomo grego Hiparco de Nicea. Imagem: GETTY IMAGES
Direito de imagem Getty Images Image caption O movimento de precessão dos equinócios foi descrito pela primeira vez pelo astrônomo grego Hiparco de Nicea
Essa oscilação foi descrita pela primeira vez pelo astrônomo, geógrafo e matemático grego Hiparco De Nicea, que viveu entre os anos 190 a.C. e 120 a.C.. Foi o terceiro movimento terrestre descoberto.
Esse "rebolado" no eixo de rotação da Terra leva cerca de 25.780 anos para completar um ciclo. Essa duração só não é mais precisa porque é influenciada pelo movimento das placas tectônicas.
A precessão dos equinócios ocorre, principalmente, devido à força gravitacional que o Sol exerce sobre a Terra.

Movimento de nutação

Esse movimento acontece por causa de uma espécie de vibração do eixo polar terrestre.
Isso faz com que, durante o movimento de precessão dos equinócios, os círculos feitos pela Terra sejam imperfeitos e irregulares.
Além desses cinco movimentos principais, há outras oscilações secundárias. Imagem: GETTY IMAGES
Direito de imagem Getty Images Image caption Além desses cinco movimentos principais, há outras oscilações secundárias
Ou seja, o eixo da Terra se inclina um pouco mais ou um pouco menos em relação à circunferência que faz durante a precessão.
O movimento é cíclico e cada um deles dura um pouco mais de 18 anos e meio. Durante esse tempo, a variação é de no máximo 700 metros em relação à posição inicial.
A nutação foi descoberta pelo astrônomo britânico James Bradley em 1728.
A causa desse vaivém só foi compreendida muitos anos depois, quando os cálculos de vários cientistas os levaram à conclusão de que era um produto direto da atração gravitacional da Lua.

Oscilação de Chandler

Essa outra irregularidade na oscilação do eixo terrestre foi descoberta em 1891 pelo astrônomo americano Seth Chandler e ainda hoje continua sendo um enigma: por mais teorias que existam a respeito, ninguém conseguiu determinar sua causa.
A chamada oscilação de Chandler é um movimento oscilatório do eixo de rotação da Terra.
Esse movimento faz com que a Terra se desloque até um máximo de 9 metros da posição esperada em um determinado momento.
Sua duração é de cerca de 433 dias, ou seja, esse é o tempo que demora para completar uma oscilação.
Algumas teorias sugerem que ela pode ser provocada por mudanças na temperatura e salinidade dos oceanos, assim como por mudanças nos movimentos dos oceanos causadas pelo vento. Outros afirmam que seja por mudanças no clima.

Texto colhido na íntegra em: BBC Brasil
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Por que não se deve beber café de barriga vazia?


Café. Imagem: iStock/Thinkstock
Quente ou gelado, forte ou fraco: tomar café é um dos hábitos mais tradicionais do brasileiro. Ao todo, 80% da população saboreia ao menos uma xícara por dia, segundo a Fipe. Inúmeras pesquisas já revelaram os benefícios da bebida, como a diminuição da mortalidade entre os amantes da cafeína e a proteção do cérebro contra a demência. Mas, embora não haja nada de errado no consumo constante, você deve se esquecer de bebê-lo de estômago vazio.
De acordo com uma pesquisa publicada pela revista americana Reader’s Digest, essa prática pode prejudicar o sistema digestivo, já que o café, quando entra em contato com o estômago, produz ácidos estomacais que podem danificar as paredes do próprio órgão, causando indigestão e azia.
Além disso, segundo a publicação, tomar café com o estômago vazio altera todo o ciclo circardiano do corpo. Ou seja, o relógio biológico deixa de funcionar de formar eficaz, devido à alteração nos níveis de cortisol – hormônio que mantém o corpo alerta e com energia. Parece contraditório, já que o senso comum acredita que é só por meio do café que o corpo acorda. Mas, na maioria das vezes, a bebida pode atrasar todo o funcionamento biológico para um bom começo de dia.
Segundo o médico e diretor da PushDoctor.co.uk, Adam Simon, em entrevista ao site britânico Express, essa rotina pode potencializar o nervosismo, a ansiedade e outros efeitos colaterais, incluindo alterações de humor. “O café também pode aumentar a freqüência cardíaca, irritabilidade e incapacidade de se concentrar”, completou. Ele recomenda que a prática seja alinhada com um café da manhã balanceado e saudável.

Fonte: Exame.com
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Omeprazol dobra risco de câncer no estômago


Imagem: Kenishirotie/iStock

Estudo com mais de 60 mil voluntários associou o consumo prolongado do antiácido ao desenvolvimento de tumores

Usuários de compostos químicos chamados PPIs – que são o princípio ativo de boa parte dos remédios que combatem gastrite, refluxo e úlceras, como o omeprazol – têm 2,4 vezes mais chances de desenvolver câncer no estômago. A descoberta está em um artigo científico publicado na última terça (31) por pesquisadores da Universidade de Hong Kong.
Os inibidores da bomba de prótons (significado da sigla “PPI” em inglês) atuam diminuindo a produção de ácido pelas paredes do estômago. Estima-se que 40% da população adulta sofra ou tenha sofrido com refluxo gastroesofágico – ou seja, azia – em algum ponto da vida, o que tornou o omeprazol um best seller: no final da década de 1990, era o medicamento mais vendido do mundo.
Por causa do sucesso de público e crítica, ele também foi alvo de muita investigação científica. Seu consumo por períodos prolongados já havia sido associado ao câncer em artigos científicos mais antigos, mas um detalhe impedia os pesquisadores de bater o martelo: uma bactéria, de nome científico Helicobacter pylori, que habita o estômago e poderia ser tão culpada quanto a droga por incentivar o aparecimento de tumores.
Para evitar essa variável traiçoeira, o médico Ka Shing Cheung e sua equipe analisaram a evolução do estado clínico de 63,4 mil cidadãos de Hong Kong. Todos eles receberam prescrições para uso prolongado de antiácido entre 2003 e 2012, e também tomaram antibióticos para eliminar a H. pylori. Uma parte do grupo usou drogas PPI, como o omeprazol. Outra parte consumiu anti-histamínicos H2, uma família de medicamentos que são menos eficazes, mas têm a mesma função. Ao final do estudo, 153 pessoas tinham desenvolvido câncer no estômago.
Em resumo, era a situação perfeita. A bactéria estava fora da jogada, sem poder influenciar o resultado. E uma parcela dos pacientes não usou omeprazol, o que permitiu comparar seus efeitos colaterais com os de drogas com outros princípios ativos – revelando, assim, o que os PPIs eram capazes de causar.
Os pacientes que consumiam omeprazol diariamente tiveram câncer com frequência quatro vezes maior que os usuários semanais. Quem se tratou com a droga por mais de um ano se torna cinco vezes mais propenso a desenvolver a doença – de três anos em diante, oito vezes. Em média, o consumo de PPIs aumenta em duas vezes e meia o risco do paciente sofrer com um tumor em longo prazo.
É importante salientar que o estudo é estatístico: não foi encontrado um mecanismo bioquímico que explique por que, na prática, drogas como omeprazol são capazes de desencadear o problema. Além disso, a análise de uma enorme quantidade de prontuários impediu os pesquisadores de levarem em consideração variáveis específicas, como o consumo de álcool e tabaco. Mesmo assim, os números – combinados à longa lista de estudos já disponíveis sobre os riscos dos PPIs – dão força à associação. “Há uma clara relação entre o tamanho da dose e o consumo da dose de PPIs e o risco de câncer no estômago”, conclui o artigo científico. “Os médicos devem tomar cuidado ao prescrever medicamentos com PPIs para os pacientes, mesmo após a erradicação da H. pylori.

Matéria colhida na íntegra em: Super Interessante Saúde
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Exoplaneta gigante desafia teorias de formação planetária


Impressão artística do planeta gigante em torno de sua pequena estrela. Imagem: Warwick/Mark Garlick
Uma colaboração internacional de astrônomos descobriu um planeta gigante que, segundo as teorias atuais, não deveria existir. O incomum NGTS-1b é o maior planeta em comparação com o tamanho da sua estrela já descoberto no universo.
"A descoberta do NGTS-1b foi uma completa surpresa para nós - não se acreditava que tais planetas maciços existissem em torno de estrelas tão pequenas. Este é o primeiro exoplaneta que encontramos e já estamos desafiando [as teorias] de como os planetas se formam. Nosso desafio agora é descobrir o quão comum esse tipo de planeta é na galáxia," disse o professor Daniel Bayliss, da Universidade de Warwick, no Reino Unido.
O pesquisador cita o "primeiro exoplaneta que encontramos" referindo-se ao uso de um observatório de rastreio recém-inaugurado, o NGTS (Next-Generation Transit Survey), que faz rastreios automáticos do céu procurando exoplanetas pela técnica do trânsito planetário.
O exoplaneta NGTS-1b é um gigante gasoso - também conhecido como júpiter quente - localizado a 600 anos-luz de distância. Ele tem o tamanho de Júpiter e orbita uma pequena estrela com metade do diâmetro e da massa do nosso Sol.
Sua existência desafia as teorias da formação dos planetas, que afirmam que um planeta deste tamanho não poderia ser formado por uma estrela tão pequena. De acordo com essas teorias, estrelas pequenas podem formar planetas rochosos facilmente, mas não juntariam material suficiente em seu disco primordial - posteriormente em seu disco protoplanetário - para formar planetas do tamanho de Júpiter.
O exoplaneta está muito perto da sua estrela - apenas 3% da distância entre a Terra e o Sol. Ele completa uma órbita a cada 2,6 dias, o que significa que um ano em NGTS-1b dura dois dias e meio.
A temperatura no planeta gasoso é de aproximadamente 530° C, o que parece quente, mas é uma das menores nessa classe dos júpiteres quentes, o que se deve às pequenas dimensões da sua estrela.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

6 dicas para combater a calvície


Imagem: Sattu/Superinteressante

1. Seja carnívoro

Chute o balde no rodízio: carne vermelha combate a queda de cabelo. Algumas opções menos suculentas também ajudam: cereais, legumes e sementes são ricos em ferro, zinco e cobre, fundamentais para que você siga cabeludo. Sem esses nutrientes, falta força para que os fios cresçam na sua cabeça.

2. Pare de fumar

O cigarro tem substâncias que comprimem os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação. Resultado: faltam o oxigênio e os nutrientes (aqueles que você ganhou no rodízio) de que os cabelos precisam para crescer. A escassez pode até causar a morte de um fio – e não dá para fazê-lo ressuscitar.

3. Cuide da cabeleira

Evite situações que danificam os cabelos. Nem pense em dormir com a cabeça molhada – fungos podem proliferar nela e enfraquecer os fios. Mas recorra ao secador com moderação, porque o uso excessivo pode quebrar suas madeixas. O mesmo vale para penteados apertados, como dreadlocks.

4. Trate-se

A testosterona é inimiga dos cabelos. Quanto maior o nível do hormônio em você, maior o potencial para ganhar uma careca. O motivo é que a testosterona deixa os fios mais fracos, o que pode ser tratado por um dermatologista com remédios, como uma substância chamada finasterida.

5. Não tema a genética

A cabeça do papai e do vovô não dizem muito sobre você. A calvície é genética, sim, mas o grau desse problema depende de quantos dos 8 genes carequísticos você herdou. E um tratamento pode aliviar a herança.

6. Cubra a cabeça

Bonés e chapéus protegem o couro cabeludo de fatores como sol e frio, que fragilizam as madeixas. Agora, se este manual chegou tarde para você, usar o boné ou o chapéu sempre ajuda a disfarçar a careca, não é?
Fontes: Célia Kalil, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Dácio Wichrowski, médico tricologista e autor de Terapia Capilar – Uma Abordagem Complementar; Milton Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Matéria colhida em Super Interessante Saúde
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Objeto misterioso vindo de outra estrela é visto pela NASA


O asteroide A/2017 U1 viaja a cerca de 25,5 quilômetros por segundo; astrônomos da Nasa estudam a possibilidade deste ter sido o primeiro objeto interestelar a cruzar nossa órbita. Imagem: JPL-Caltech/Nasa


Cientistas de todo o mundo estão intrigados com o enigmático pedregulho que não parece pertencer ao nosso sistema solar


A Nasa, a agência espacial americana, não sabe se é um cometa ou um asteroide, nem de onde ele vem. O que se sabe é que, dia 19 de outubro, um objeto estranho foi detectado em nosso sistema solar, noticiado na quinta-feira (26) pelo governo dos EUA. Estranho por tratar-se de um forasteiro. Um pedregulho de 400 metros de diâmetro, viajando a 25,5 quilômetros por segundo, que chegou às redondezas da Terra provavelmente vindo das proximidades de uma estrela distante.
Caso seja confirmado, será o primeiro objeto interestelar já detectado na órbita do Sol. “Esperávamos por isso fazia décadas”, falou o astrônomo Paul Chodas, da divisão da Nasa responsável pelo achado, em comunicado oficial. “Há muito era teorizado que asteroides e cometas que se movem ao redor de estrelas poderiam ocasionalmente se desprender e passar por nosso sistema solar. Mas essa é a primeira vez que acreditamos ter detectado algo do tipo”, acrescentou.
O tal objeto foi chamado, provisoriamente, de A/2017 U1 (como será o primeiro de seu tipo, astrônomos ainda precisam criar as regras para nomeá-lo), foi descoberto em 19 de outubro por uma equipe do telescópio da Universidade do Havaí. Rob Weryk, pesquisador da Nasa responsável pela primeira identificação, reportou a detecção aos seus superiores. Afirmou Weryk: “O movimento desse objeto não podia ser explicado como se ele fosse um cometa ou asteroide de nosso sistema solar”.
Isso porque, o pedregulho misterioso se move extremamente rápido e numa trajetória que não seria típica de algo que surgiu no sistema solar, na órbita do Sol. Pelos cálculos dos cientistas, o enigma teria vindo de alguma localização da constelação de Lira. Depois, aproximou-se de nossa redondeza, sem colidir com nenhum dos planetas daqui. Impulsionado pela gravidade solar, depois ele chegou a 24 milhões de quilômetros de distância da Terra (600 vezes a para a Lua) e, agora, parece se direcionar para a constelação de Pégaso.
O misterioso objeto não representa perigo para a Terra – não há chance de cair por aqui. E, neste momento, segunda a Nasa, cientistas de todo o planeta estão tentando decifrar do que realmente se trata esse (provável) viajante interestelar.

Fonte: Veja.Abril
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Homem com câncer de mama? O que todos devem saber


"Mesmo que eles ignorem, provavelmente é mais visível - essa é a vantagem que os homens têm." Imagem: Umich/Divulgação
Câncer de mama masculino
Embora muito mais raro do que nas mulheres, o câncer de mama também pode surgir nos homens.
E isto é especialmente problemático porque, se os sintomas surgem, os homens podem ser mais lentos ou mais relutantes em buscar cuidados do que as mulheres.
"Os homens não pensam que possa ser câncer de mama; eles pensam que é outra coisa. Como com qualquer câncer, a chance de se espalhar é alta se você espera," alerta Annette Schork, pesquisadora da Universidade de Michigan (EUA).
Dadas as peculiaridades do câncer de mama masculino, Schork e sua equipe relacionaram 5 fatos importantes aos quais os homens devem atentar para não serem pegos de surpresa.
É mais fácil para os homens detectar o câncer de mama
Os homens geralmente têm menos tecido mamário, de modo que um nódulo pode ser mais evidente em comparação com o que pode ser encontrado durante o autoexame ou a mamografia de uma mulher.
"Mesmo que eles ignorem, provavelmente é mais visível - essa é a vantagem que os homens têm," diz a pesquisadora Kim Zapor, acrescentando que um nódulo pode aparecer ao redor do mamilo ou das axilas. A pele também pode se enrugar ou retrair nesses pontos.
A história da família desempenha papel importante
Assim como nas mulheres, ter parentes de primeiro grau, como um irmão ou um pai afetado pelo câncer de mama - particularmente outro homem - aumenta o risco do câncer de mama masculino. Da mesma forma, a presença dos genes BRCA1 e BRCA2 parecem estar ligados ao câncer de mama em ambos os sexos.
A idade e a saúde pessoal contam
Como também é o caso das mulheres, um homem é mais propenso a desenvolver câncer de mama à medida que envelhece - em torno dos 68 anos para cima, de acordo com a Sociedade Norte-Americana do Câncer. Os fatores universais de risco incluem o excesso de peso, doença hepática e certos tratamentos contra o câncer de próstata. "Qualquer coisa que esteja alterando os níveis de hormônio e produzindo mais estrogênio no corpo", diz Zapor.
Diagnóstico e tratamento são os mesmos para homens e mulheres
Após a descoberta inicial do tumor em um paciente do sexo masculino, os médicos realizarão uma mamografia ou exame de ultra-som e, em seguida, farão a biópsia do seu tecido.
"Depende do estágio, mas os homens são tratados da mesma maneira," ressalta Zapor. Isso pode incluir cirurgia (a mastectomia é a mais típica), seguida, se necessário, por quimioterapia e/ou radioterapia.
Consciência e vigilância são fundamentais
Com conhecimento sobre seus fatores de risco e com atenção a eventuais nódulos, é importante visitar um médico ao primeiro sinal de preocupação, recomenda Schork.

Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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