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domingo, 22 de janeiro de 2017

NASA ajudará a construir nanossatélite brasileiro

As bolhas de plasma ionosférico impactam os sistemas de comunicação e de navegação, mas ainda não são bem compreendidas.[Imagem: Inpe
A NASA, agência espacial norte-americana, vai financiar o desenvolvimento de um nanossatélite para estudos de bolhas de plasma na ionosfera, que podem ter impacto nos sistemas de comunicação e navegação do planeta.
A missão Sport (Scintilation Prediction Observations Research Task ou Observações de Previsão de Cintilação) é uma parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com o Centro de Voos Espaciais Marshall, da NASA.
O nanossatélite, um cubesat de aproximadamente seis quilogramas, levará instrumentos para estudar a formação de bolhas de plasma ionosféricas, que são as principais fontes de reflexões de radar na região equatorial. A missão investigará o estado da ionosfera que acarreta o crescimento das bolhas de plasma.
Também serão estudadas as relações entre as irregularidades no plasma em altitude de satélite com as cintilações de rádio observadas na região equatorial da ionosfera.
Os instrumentos a bordo do satélite serão desenvolvidos pela NASA e por universidades dos Estados Unidos, com a participação de pesquisadores brasileiros. Já a plataforma deverá ser semelhante à do Itasat, nanossatélite universitário construído em parceria pelo ITA, Inpe e universidades brasileiras.
O lançamento será feito a partir da Estação Espacial Internacional. O cronograma prevê o início do projeto em março de 2017, sendo que o lançamento e comissionamento do satélite deverão ocorrer entre novembro de 2018 e março de 2019, com uma vida útil de um ano.
NASA ajudará a construir nanossatélite brasileiro
O nanossatélite deverá utilizar a mesma plataforma que o ITASAT-1. [Imagem: ITA]
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe, em São José dos Campos (SP), serão feitos a montagem e os ensaios necessários para o lançamento do nanossatélite. A responsabilidade pela operação em órbita será do Centro de Controle de Satélites (CCS) do Inpe e estações brasileiras.
O Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do Inpe fará o processamento, armazenamento e distribuição dos dados científicos da missão - as informações da rede de sensores de solo do Embrace na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), combinadas com os dados obtidos pelo cubesat, conferem características pioneiras à missão.
"A importância do nanossatélite transcende a sua aplicação científica e tecnológica, que por si só já seria suficientemente importante pela sua originalidade em combinar dados obtidos no espaço com dados obtidos pela rede de sensores do Inpe/Embrace em solo sobre a ionosfera na região da anomalia magnética.
"Esta região, devido à formação das bolhas de plasma cujas origens esta missão buscará entender, acarreta problemas de comunicação e navegação, o que dá também à missão características práticas tanto para o setor civil quanto para o de defesa", explicou o coordenador do Projeto Nanosat, Otávio Durão.
Na avaliação de Durão, essa cooperação no setor espacial pode representar o reinício de uma parceria com os EUA na área, que "em passado recente foi prejudicada por problemas na participação brasileira na construção da Estação Espacial Internacional, o maior empreendimento do mundo no setor, reunindo 16 países" - o Brasil nunca cumpriu sua parte na colaboração.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Que tipo de tirador de selfie você é?

Por que tanta gente aderiu à mania de tirar autorretratos - as famosas selfies?
[Imagem: Nate Edwards/BYU Photo]
Você faz. Seu pai, mãe, irmãos e amigos provavelmente também fazem. Líderes mundiais e artistas fazem isso - embora alguns sejam melhores do que outros.

Mas por que tanta gente aderiu à mania de tirar autorretratos - as famosas selfies?

Assim que a mania surgiu, os psicólogos sacaram rápido a resposta que parecia mais à mão, provavelmente a mais simples: narcisismo.

Mas, aos poucos, ficou claro que a motivação para tirar selfies geralmente vai além da auto-obsessão ou do exibicionismo.

"É importante reconhecer que nem todo mundo é um narcisista," defende Steven Holiday, da Universidade Brigham Young (EUA).

Depois de analisar os resultados de pesquisas e entrevistas, Holiday e seus colegas identificaram três categorias de tiradores de selfie: os comunicadores, os autobiógrafos e os autodivulgadores.

Os comunicadores usam as selfies principalmente para envolver seus amigos, familiares ou seguidores em uma conversa: "O negócio deles é a comunicação bidirecional," explicou Maureen Elinzano, coautora da pesquisa. O que quer que façam, registram para tentar levar seus amigos a fazer o mesmo ou a discutir algum assunto.

Os autobiógrafos usam as selfies como uma ferramenta para registrar eventos importantes em suas vidas e preservar memórias significativas. E, embora as pessoas neste grupo gostem que outros vejam suas fotos, elas não estão necessariamente buscando ofeedback e o envolvimento que os comunicadores buscam.

Os autodivulgadores se congregam no menor dos três grupos. "São as pessoas que amam documentar suas vidas inteiras", disse Harper Anderson, coautor da pesquisa. "E, ao documentar e compartilhar suas vidas, elas esperam apresentar a si mesmas e as suas histórias sob um aspecto positivo." Este é o grupo que melhor se encaixa no estereótipo do narcisista, ainda que os narcisistas verdadeiros possam ser apenas uma parte dele.

Identificar e categorizar os três grupos é importante em parte porque "é um tipo de fotografia diferente do que já experimentamos antes," disse Holiday.

"Eu posso ir no Facebook ou no Instagram e ver que as pessoas têm o desejo de participar de uma conversa. É uma oportunidade para elas se expressarem e obterem algum tipo de retorno sobre essa expressão," acrescentou.

E entender os motivos das pessoas para tirar selfies, por sua vez, pode ser valioso porque "daqui a muitos anos, a história visual da nossa sociedade vai ser em grande parte composta de selfies. Descobrir por que as pessoas fazem isso contribui muito para a discussão sobre as selfies e a comunicação visual em geral," finalizou Matt Lewis.

Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Astrônomos preveem explosão que mudará o céu em 2022

Os dados mostram que o binário já está parecido com um amendoim, prestes a se fundir, o que deverá gerar uma explosão espetacular. [Imagem: Larry Molnar/Calvin College]
Embora a previsão de fenômenos astronômicos - os eclipses, por exemplo - tenha uma história milenar, não é comum ouvir falar de previsões de eventos cósmicos não repetitivos.
Assim, não deixa de ser corajosa a alegação feita por uma equipe coordenada por Larry Molnar (Universidade Calvin), Karen Kinemuchi (Observatório Apache) e Henry Kobulnicky (Universidade de Wyoming).
Eles estão prevendo que, em 2022, ocorrerá uma explosão que deverá mudar o céu noturno por várias semanas. Segundo eles, o que será essencialmente o nascimento de uma nova estrela, poderá ser visto a olho nu.
"É uma chance de uma em um milhão de você poder prever uma explosão. É algo que nunca foi feito antes," disse Molnar.
A previsão é que um sistema binário - duas estrelas orbitando uma à outra - irá se fundir e explodir em 2022, com uma margem de erro de um ano para mais ou para menos.
No momento em que as duas estrelas finalmente colidirem, o sistema terá um aumento de brilho de 10 vezes, tornando-se uma das estrelas mais brilhantes no céu. Ela então se tornará visível a olho nu, na Constelação do Cisne, adicionando uma estrela à estrutura conhecida como "Cruzeiro do Norte" - maior, mas bem menos famosa do que o Cruzeiro do Sul.
Astrônomos preveem explosão que mudará o céu em 2022
Astrônomos preveem o nascimento de uma nova estrela na Constelação do Cisne - o local está marcado pelo ponto vermelho. Por um breve período ela ficará visível a olho nu. [Imagem: Larry Molnar/Calvin College]

A equipe vem monitorando o sistema binário, chamado KIC 9832227, desde 2013. Os dados mostram que o período orbital do par vem diminuindo de forma consistente, mostrando que as duas estrelas caminham para um choque inevitável.
Este fenômeno de fusão estelar é relativamente comum no Universo, mas até hoje ninguém conseguiu prever um - eles são detectados justamente pelo aumento do brilho de uma estrela, sendo que nem sempre os astrônomos sabiam anteriormente que se tratava de um binário.
"O período orbital pode ser checado por astrônomos amadores. Eles podem medir as variações de brilho em relação ao tempo desta estrela de 12ª magnitude à medida que ela eclipsa, e verem por si mesmos se ela continua na programação que estamos prevendo ou não," disse Molnar.
Observações desse tipo deverão refinar os cálculos e permitir que a equipe reduza a margem de erro - atualmente de um ano -, eventualmente permitindo que a humanidade sente-se calmamente para esperar o momento em que uma nova estrela surgirá no céu.

Fonte: Inovação Tecnológica
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Atletas de fim de semana desfrutam todos os benefícios das atividades físicas

É mais um dado mostrando que as recomendações de exercícios físicos podem estar exageradas.
[Imagem: Aston University]
Talvez você não precise se tornar um atleta, ou nem mesmo refazer sua agenda para incluir atividades físicas que lhe rendam benefícios à saúde.

Reforçando resultados anteriores, que mostraram que as recomendações de exercícios físicos podem estar exageradas, novos dados indicam que apenas uma ou duas sessões de exercícios por semana podem ser suficientes para melhorar a saúde.

Com resultados similares entre homens e mulheres, as pessoas com atividades físicas típicas de fim de semana apresentaram redução de mortalidade por todas as causas, apenas pelas doenças cardiovasculares (DCV) ou por câncer.

O estudo, que incluiu mais de 63.000 adultos e acaba de ser publicado no JAMA Internal Medicine, mostrou que nem mesmo é necessário obedecer diretrizes precisas de atividade física - basta se mexer um pouco.

Estas notícias são boas por que sugerem que esforços menos frequentes de atividade - que podem se encaixar mais facilmente em um estilo de vida apressado - oferecem benefícios significativos para a saúde, mesmo entre pessoas obesas e entre aquelas com fatores de risco médicos.

O risco de morte por todas as causas foi cerca de 30% menor entre os atletas de fim de semana em comparação com os adultos inativos - o risco de morte por doenças cardiovasculares foi 40% mais baixo e o risco de morte por câncer foi 18% menor.

"É uma notícia muito encorajadora que estar fisicamente ativo em apenas uma ou duas ocasiões por semana está associado a um menor risco de morte, mesmo entre pessoas que fazem alguma atividade, mas não atingem os níveis de exercício recomendados," disse o professor Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Sydney (Austrália).

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os adultos façam pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, ou pelo menos 75 minutos de atividade de intensidade vigorosa por semana, ou combinações equivalentes.

Quanta atividade física se deve fazer para desfrutar de benefícios à saúde é um tema que vem dividindo os especialistas há décadas.

Mas não existem ainda dados que permitam aferir a frequência e a dose total semanal de atividade que possa trazer os melhores benefícios para a saúde. Por exemplo, as pessoas poderiam cumprir as diretrizes da OMS fazendo 30 minutos de atividade física de intensidade moderada cinco dias da semana, ou 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa em apenas um dia da semana.

O que se sabe bem é que a atividade física regular está associada com menores riscos de morte por todas as causas, por doenças cardiovasculares e por câncer, e há muito tempo a prática é recomendada para controlar o peso, o colesterol e a pressão arterial.

Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pessimistas e otimistas preparam-se igualmente para o pior

As pessoas são natural e universalmente otimistas - mas parece que ninguém perde a oportunidade de estar preparado para o pior.
[Imagem: University of Kansas/Gallup]
Não importa se você está esperando a nota de uma prova, o resultado de um concurso ou mesmo para saber quem ganhou a eleição.

Enquanto espera, a sensação que começa a emergir das profundezas geralmente é o medo - o medo de que as coisas não saiam da maneira que você gostaria.

Acontece que, à medida que o momento de receber a notícia se aproxima, a ansiedade de que o pior virá surge quase como uma segunda natureza para praticamente todas as pessoas.

Embora pareça natural que isso ocorra com as pessoas tipicamente pessimistas, o fato é que as pessoas marcadamente otimistas também passam pelo mesmo processo.

"A tendência para reforçar o pior é realmente muito comum," garantem Kate Sweeny e Angelica Falkenstein, da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA), acrescentando que seus experimentos não mostraram diferenças entre otimistas e pessimistas quando se trata de uma notícia iminente, que pode ser ruim ou não.

As duas psicólogas realizaram nada menos do que nove experimentos diferentes, alguns envolvendo estudantes em situações de laboratório bem controladas (como esperar pelas notas de um exame ou por classificações de sua capacidade de atrair pessoas do sexo oposto) e outros envolvendo situações no dia a dia - tudo para tentar medir como o otimismo e o pessimismo impactavam a ansiedade sobre as notícias.

Em cada experimento, elas avaliaram a tendência natural de um participante para o otimismo ou para o pessimismo e, em seguida, examinaram se os otimistas eram menos propensos a se preparar para o pior, à medida que esperavam notícias incertas, em comparação com os pessimistas.

"Contrariamente ao que diz a intuição, os otimistas não estavam imunes a sentir um aumento no pessimismo no momento da verdade. De fato, nenhum experimento mostrou diferença entre otimistas e pessimistas em sua tendência a se preparar para o pior," disse Sweeny.


As pesquisadoras concluem que, embora esse resultado possa ter sido surpreendente no início, preparar-se para más notícias tem seus benefícios, já que esse tipo de pessimismo momentâneo tem um pequeno custo emocional e protege as pessoas do duro golpe das notícias imprevistas.

"Felizmente, parece que mesmo os otimistas mais ardentes podem temperar suas perspectivas positivas quando vale a pena fazê-lo," afirmou ela.
Os resultados foram publicados no Journal of Personality.

Fonte: Diário da Saúde
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