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sexta-feira, 31 de março de 2017

Brasileiros projetam componente para manipular luz com ondas sônicas


Simulação numérica das ondas acústicas propagando-se na borda dos microdiscos. A deformação representa a movimentação causada pela onda acústica, enquanto a escala de cores representa a intensidade do campo eletromagnético da luz nas superfícies do disco.[Imagem: Yovanny Espinel et al.]
Comunicações por fibra óptica
Físicos brasileiros idealizaram um componente fotônico de silício que poderá viabilizar a interação entre ondas ópticas e mecânicas que vibram na faixa de dezenas de gigahertz (GHz).
Esta é uma área emergente, mas os avanços mais recentes já foram suficientes para que hoje se aposte que os efeitos optomecânicos podem revolucionar as telecomunicações, superando limitações que reduzem a quantidade de informações que se pode transmitir pelas fibras ópticas e outros "dutos" fotônicos, como as guias de onda.
Essa limitação na quantidade de informações é estabelecida por um efeito físico não linear conhecido como espalhamento Brillouin - descrito em 1922 pelo físico francês León Nicolas Brillouin (1889-1969) -, que estabelece que, ao passar por um meio transparente, como uma fibra óptica, os fótons da luz interagem com vibrações elásticas (fônons, ou ondas sônicas) de altíssimas frequências, da ordem de dezenas de GHz.
Dependendo da potência com que a luz é irradiada pela fibra óptica por uma fonte de laser, o campo eletromagnético da luz excita as ondas acústicas - mecânicas - que se propagam ao longo do material e espalham a luz em uma nova frequência, diferente da irradiada originalmente pelo laser, criando ruído que atrapalha a comunicação.
Discos e microcavidades
A fim de superar essa limitação para a propagação da luz, os físicos vêm trabalhando com pequenos discos de silício, com aproximadamente 10 micrômetros de diâmetro, que funcionam como microcavidades, que "aprisionam" a luz.
Em razão da reflexão que a luz sofre na borda do material, ela dá milhares de voltas na cavidade do disco durante alguns nanossegundos até se dissipar. Na prática isso é equivalente a retardar a luz, já que ela fica um tempo na cavidade. Nesse período, ela interage mais vezes com a matéria e amplia os efeitos optomecânicos, permitindo que eles sejam estudados e explorados para finalidades práticas.
São mecanismos assim que estão sendo usados para retardar, acelerar e bloquear a luz e para reforçar os sinais nas fibras ópticas.
Infelizmente, a despeito de possibilitar que a luz irradiada originalmente pelo laser seja propagada, essa microcavidade em forma de disco não permite que a luz de qualquer frequência seja ressonante - se propague por elas - inviabilizando a exploração do efeito de espalhamento Brillouin.
O segredo do componente está na distância nanométrica entre os dois discos. [Imagem: Y. A. V. Espinel et al. - 10.1038/srep43423]
Acoplamento de luz e som
Agora, Yovanny Espinel e seus colegas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) idealizaram um disco duplo, um sistema composto por dois microdiscos de silício com uma cavidade cada um, acoplados lateralmente. Como a distância entre as duas cavidades é extremamente pequena - da ordem de centenas de nanômetros -, isso cria um efeito chamado separação de frequência.
Esse efeito possibilita fazer uma pequena separação entre a frequência da luz espalhada pela onda acústica, por um lado, e, por outro, a luz emitida pelo laser. Essa frequência é da ordem de 11 a 25 GHz - exatamente a mesma das ondas mecânicas -, o que garante que os milhares de fônons (quasipartículas elementares das ondas acústicas) gerados por segundo neste sistema (em taxas que variam de 50 a 90 KHz) possam se propagar nas cavidades.
Dessa forma, é possível observar e explorar o espalhamento Brillouin nesse sistema micrométrico. "Mostramos que, com um laser com uma potência da ordem de 1 miliwatt - que é equivalente à potência de um laser usado em um apontador para apresentações, por exemplo - seria possível observar o efeito de espalhamento Brillouin em um sistema com duas cavidades," afirmou o professor Gustavo Wiederhecker.
Como os discos simples já estão em uso em laboratórios de todo o mundo, e como eles são fabricados com a tecnologia padrão da indústria eletrônica, os experimentalistas não deverão ter grandes problemas em fabricar a estrutura projetada pelos físicos brasileiros e verificar seu funcionamento.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 30 de março de 2017

Colegas motivam mais para estudar que professores e pais


"Quando eu ouço a história de um colega, ela se conecta com a história que eu estou contando a mim mesmo sobre quem eu quero ser no futuro." Imagem: Univ. Michigan.
"Por que eu tenho que aprender isso?"
Para quem é professor ou tem filhos em idade escolar, esta é uma pergunta já ouvida muitas vezes.
A novidade é que uma resposta a essa questão, frequentemente feita por jovens e adolescentes, será muito mais convincente se for dada pelos colegas daquele que pergunta, em vez de pelos pais ou professores.
Em uma pesquisa feita pela Universidade do Estado de Michigan (EUA), estudantes que receberam um arrazoado sobre por que a aprendizagem de um tema é importante reagiram e alcançaram resultados bem diferentes dependendo de quem tinha escrito a justificativa: Se pessoas como eles, de faixa etária semelhante, ou pais ou professores.
Aqueles que receberam a injeção de ânimo de pessoas mais parecidas com colegas - eram atores que se faziam passar por estudantes do ano seguinte - escreveram redações mais significantes e obtiveram uma nota final melhor do que os alunos que receberam a mesma lógica do professor do curso.
"Em outras palavras, como aluno, posso me identificar com os meus colegas e imaginar-me usando o material do curso da mesma forma que eles. Isso dá ao material um significado e um sentido de propósito que vão além da memorização. Quando eu ouço a história de um colega, ela se conecta com a história que eu estou contando a mim mesmo sobre quem eu quero ser no futuro," interpreta Cary Roseth, professor de psicologia educacional de Universidade de Michigan.
E, quando se depararem novamente com a pergunta "Por que preciso aprender isso?", talvez seja melhor que os pais e professores simplesmente não respondam.
Curiosamente, os estudantes que não receberam nenhuma argumentação a favor do aprendizado tiraram notas melhores do que aqueles que receberam os argumentos dos professores ou pais. Os alunos que receberam o raciocínio dos colegas tiraram uma média de 92 pontos em 100; os que não receberam nenhum raciocínio tiraram em média 90 pontos, e aqueles que receberam o raciocínio do professor alcançaram apenas 86 pontos em média.
"Constatamos que receber a justificativa do professor levou a notas finais mais baixas do que a argumentação dos colegas e do que a ausência de argumentação," confirma Roseth. "Isso dá suporte à ideia de que, motivacionalmente, o fato de que os professores controlam as notas, dizem aos alunos o que fazer, e assim por diante, pode estar trabalhando contra seus esforços para aumentar a valorização dos seus alunos da importância das aulas."
A pesquisa foi publicada no International Journal of Educational Research.


Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 29 de março de 2017

Cientistas encontram pegadas gigantescas de dinossauros em 'Jurassic Park' australiano


Imagem: Queensland University/James Cook University
Foram documentados mais de 20 tipos diferentes de pegadas em formações de arenito na região de Kimberley, no oeste da Austrália - por causa do achado, a área está sendo chamada de "Jurassic Park" australiano.

Algumas delas têm 1,5 metro e apontam o caminho trilhado pelos saurópodes, os dinossauros gigantes com rabo e pescoço longos.

As pegadas, muitas visíveis na maré baixa, "não têm paralelo no mundo", segundo o cientista que liderou o estudo, Steve Salisbury.

Professor da Universidade de Queensland, ele apelidou a coleção de 25 km de comprimento de rastros litorâneos de "Jurassic Park da Austrália".

"Este é o registro com a fauna mais diversa de dinossauros que já documentamos", disse o pesquisador à BBC.
Imagem: Queensland University/James Cook University
"Não temos registro de fósseis dessa época (entre 127 milhões e 140 milhões de anos atrás) na Austrália, não há absolutamente nenhum fóssil em nenhuma outra parte do continente. Esta é a única janela, e o que vemos aqui é realmente incrível."

"Há 21 tipos diferentes (de pegadas). Existem cerca de seis tipos diferentes de rastros de dinossauros carnívoros, em média o mesmo número para os dinossauros saurópodes, quatro tipos diferentes de ornitópodes - bípedes que se alimentam de plantas - e o que eu acho mais empolgante: seis tipos de dinossauros com armaduras ósseas, incluindo estegossauros, que nunca foram vistos antes na Austrália."
Imagem: Queensland University/James Cook University
O pesquisador formou uma equipe composta por integrantes das universidades de Queensland e de James Cook, ambas na Austrália, para investigar as pegadas depois de um convite dos guardiões da região, a população australiana tradicional de Goolarabooloo.

Em 2008, o povo aborígene da região de Kimberley estava preocupado com a possibilidade de construção de uma instalação de gás natural líquido por ali. Como parte de sua campanha contra a construção, eles pediram a Salisbury para documentar as pegadas na praia.
Imagem: Queensland University/James Cook University
Segundo os pesquisadores, os indígenas australianos falam há milhares de anos sobre as marcas nas praias em suas tradições de história oral.

"Elas fazem parte de um ciclo de músicas e estão relacionadas à mitologia de criação. As marcas mostram especificamente o caminho de um personagem relacionado à Gênese chamado Marala, o homem emu. Onde quer que fosse ele deixava essas marcas de três dedos, que nós agora reconhecemos como as pegadas de dinossauros carnívoros", explica Salisbury.

A equipe de pesquisadores passou mais de 400 horas, entre 2011 e 2016, descrevendo as pegadas.

Milhares de rastros foram documentados em 48 locais em Walmadany, na Península Dampier.
Imagem: Queensland University/James Cook University
Os cientistas examinaram e mediram as depressões usando programas tridimensionais de imagem, que cria modelos precisos de objetos investigados ao tirar fotos deles sob vários ângulos.

Eles também usaram moldes de silicone em muitos deles para criar estruturas que possam ser expostas em museus.

A maior parte dos fósseis de dinossauros da Austrália está na parte leste do continente e datam de 115 e 90 milhões de anos.

A pesquisa foi publicada na edição 2016 da revista Memória da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados.

Fonte: BBC Brasil
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Brasileiros desvendam proteína essencial à replicação do vírus zika

A descoberta abre caminho para a criação de um medicamento para ser utilizado após a picada do pernilongo ou logo que aparecerem os sintomas.
[Imagem: Andre S. Godoy et al. - 10.1038/ncomms14764]
Pesquisadores brasileiros desvendaram a estrutura tridimensional da proteína mais crucial para a replicação do material genético do vírus zika depois que ele infecta uma pessoa.

A descoberta abre o caminho para a criação de um medicamento que possa ser utilizado após a picada do pernilongo ou logo que aparecerem os sintomas, de modo a bloquear a proliferação do vírus e acelerar a cura.

O trabalho foi realizado pela equipe do professor Glaucius Oliva, da USP de São Carlos (SP).

"Buscamos o desenvolvimento de fármacos por meio da modelagem de moléculas que interagem com receptores específicos, mas nunca tínhamos trabalhado com vírus até a formação da Rede Zika," disse ele.


A pesquisa consistiu em modelar, molécula por molécula, as proteínas codificadas pelo genoma do vírus zika. Trata-se de uma molécula bastante curta de RNA que carrega o código para 10 proteínas: três estruturais, responsáveis pela estrutura física que envolve o material genético, e sete não estruturais, associadas à replicação do RNA viral.

"O coração do complexo de replicação é a proteína NS5, uma enzima polimerase que usa o próprio RNA como molde para produzir cópias", explica Oliva.

É essa proteína que seu grupo caracterizou, e que pretende usar como alvo para o desenvolvimento de um fármaco.

De posse do modelo da proteína, o próximo passo será encontrar uma maneira de interferir com o funcionamento da polimerase e impedir a replicação genética - em termos simples, impedir a reprodução do vírus no organismo da pessoa que foi infectada.

Fonte: Diário da Saúde

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terça-feira, 28 de março de 2017

Lua de Júpiter vira aposta de cientistas na busca por vida extraterrestre no Sistema Solar


Europa tem um vasto oceano salgado debaixo de uma camada de gelo. Imagem: NASA
Depois de duas décadas de preparo e frustrações, cientistas estão prestes a enviar duas missões para Europa, uma das dezenas de luas de Júpiter que se transformou na maior chance de encontrar vida extraterrestre no Sistema Solar.

O satélite natural, um dos 67 já identificados ao redor do gigante gasoso, é menor que a Lua terrestre. À distância, parece um mundinho congelado e marcado por "riscos" que parecem ter sido feitos por uma criança.

De perto, porém, os rabiscos são longas rachaduras lineares no gelo que cobre a superfície de Europa e que se estendem por milhares de quilômetros. Muitas estão preenchidas por uma substância desconhecida, apelidada pelos cientistas de "gosma marrom".

A imensa gravidade de Júpiter gera forças que repetidamente criam um efeito elástico na lua. Mas os estresses criados na superfície de Europa são melhores explicados pela crosta de gelo flutuando em um oceano.

"Sabemos que há água sob a superfície por causa de medições feitas por missões anteriores. E isso faz de Europa um dos mais excitantes potenciais locais para procurarmos por vida", diz Andrew Coates, do Laboratório Mullard de Ciências Espaciais da University College London, nos arredores de Londres.
A sonda Clipper fará 45 'rasantes' na lua jupteriana em sua missão. Imagem: NASA

O oceano de Europa tem uma profundidade estimada entre 80 km e 170 km - isso significa que poderia ter um volume de líquido duas vezes maior que os dos oceanos da Terra.

A água é um pré-requisito vital para a existência de vida, mas o oceano de Europa pode ter outros, como uma fonte de energia química para micróbios.
E mais: o oceano pode "se comunicar" com a superfície por uma série de maneiras, incluindo blocos aquecidos de gelo furando a crosta de gelo. Assim, o estudo da superfície pode dar pistas do que está acontecendo na água - por isso a Nasa está preparando duas missões para explorar Europa.

Fonte e mais informaçẽos em BBC Brasil


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segunda-feira, 27 de março de 2017

ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Corrente Elétrica

Um eletricista deve instalar um chuveiro que tem as especificações 220 V — 4 400 W a 6 800 W. Para a instalação de chuveiros, recomenda-se uma rede própria, com fios de diâmetro adequado e um disjuntor dimensionado à potência e à corrente elétrica
previstas, com uma margem de tolerância próxima de 10%. Os disjuntores são dispositivos de segurança utilizados para proteger as instalações elétricas de
curtos-circuitos e sobrecargas elétricas e devem desarmar sempre que houver passagem de corrente elétrica superior à permitida no dispositivo.
 
Para fazer uma instalação segura desse chuveiro, o valor da corrente máxima do disjuntor deve ser
 
A) 20 A.
B) 25 A.
C) 30 A.
D) 35 A.
E) 40 A.





Resolução logo abaixo:





O disjuntor mais adequado é o de 35 A.

Alternativa D
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domingo, 26 de março de 2017

Precisão do tempo tem limitação fundamental

A imagem idealizada do espaço e do tempo na Relatividade Geral atribui um relógio ideal para cada ponto no espaço, que tiquetaqueiam uniformemente sem serem influenciados pelos relógios próximos. No entanto, quando os efeitos mecânicos quânticos e gravitacionais são levados em conta, esta imagem não mais se sustenta - os relógios afetam-se mutuamente e os ponteiros dos relógios tornam-se "difusos". Imagem: Juan Carlos Palomino/Universidade de Viena
Tempo desfocado

Os relógios desempenham um papel inesperado na encruzilhada onde se juntam duas das teorias fundamentais da física moderna.

Quando medimos o tempo, normalmente assumimos que os relógios não afetam o espaço ou o próprio tempo, e que o tempo pode ser medido com precisão infinita em pontos próximos no espaço.

No entanto, quando combinaram a Mecânica Quântica e a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, físicos da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências desvendaram uma limitação fundamental para a possibilidade de medir o tempo.

Quanto mais preciso for um determinado relógio, mais ele "desfocará" o tempo medido por relógios vizinhos, que apresentarão medições, por assim dizer, "embaçadas", sem precisão. Como consequência, o tempo mostrado pelos relógios não estará mais precisamente definido.
 
Imprecisão quântica

Na vida cotidiana, estamos acostumados com a ideia de que as propriedades de um objeto podem ser conhecidas com a precisão que quisermos. Já na Mecânica Quântica, o princípio da incerteza de Heisenberg estabelece um limite fundamental para a precisão com que se pode conhecer pares de propriedades físicas, como a energia e o tempo de um relógio.

Tempo fica
O tempo pode ser medido sem usar um relógio. Ou também ele pode ser medido pela massa ou pelo calor. Imagem: Pei-Chen Kuan

Quanto mais preciso for o relógio, maior será a incerteza em sua energia. Um relógio arbitrariamente preciso teria, portanto, uma incerteza ilimitada em sua energia.

Isto se torna importante quando se inclui a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, a outra teoria-chave da física. A Relatividade Geral prediz que o fluxo de tempo é alterado pela presença de massas ou fontes de energia. Esse efeito, conhecido como "dilatação gravitacional do tempo", faz com que o tempo passe mais lentamente perto de um objeto de grande energia, em comparação com a situação na qual o objeto tenha uma energia menor.

Juntando as peças

Combinando esses princípios da Mecânica Quântica e da Relatividade Geral, o trio austríaco demonstrou um novo efeito na interação das duas teorias fundamentais.

Se temos um relógio muito preciso, a Mecânica Quântica estabelece que sua incerteza de energia é muito grande. E, quanto maior a incerteza na energia, diz a Relatividade Geral, maior será a incerteza no fluxo de tempo na vizinhança do relógio.

Juntando as peças, os físicos demonstraram que relógios colocados um ao lado do outro necessariamente se perturbam mutuamente, resultando em um fluxo de tempo "borrado", impreciso - imagine um relógio marcando a hora, com seu ponteiro em uma posição exata, e outro, nas proximidades, afetado pelo primeiro, com seu ponteiro "desfocado", podendo estar em várias posições simultaneamente.

Esta limitação na nossa capacidade de medir o tempo é universal, dizem os físicos, no sentido de que é independente do mecanismo subjacente dos relógios ou do material do qual eles são feitos.

"Nossos resultados sugerem que precisamos reexaminar nossas ideias sobre a natureza do tempo quando tanto a Mecânica Quântica quanto a Relatividade Geral são levadas em conta," disse Esteban Castro.


Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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sábado, 25 de março de 2017

Pessoas casadas têm níveis mais baixos de hormônio do estresse

Se você acha que não há agitação suficiente em sua vida, você pode aumentar rapidamente seu estresse assistindo determinados programas de TV. Caso contrário, pode reduzir o estresse em 12 minutos com meditação ou talvez desligando a TV na hora dos "noticiários sanguinários".
Imagem: Cortesia Kundalini Research Institute
É bem documentado que as pessoas casadas são mais saudáveis e vivem mais do que as solteiras, divorciadas ou viúvas.

Mas como as alianças se traduzem em impactos biológicos que possam explicar essas diferenças?

Em busca dessa resposta, exames revelaram agora que as pessoas casadas têm níveis mais baixos do hormônio cortisol do que aquelas que nunca se casaram ou se separaram.

O cortisol é um hormônio estreitamente ligado ao estresse.

Estes resultados indicam que as pessoas solteiras enfrentam mais estresse psicológico do que os indivíduos casados. O estresse prolongado é associado com níveis mais elevados de cortisol, que podem interferir com a capacidade do organismo para regular a inflamação, que por sua vez promove o desenvolvimento e a progressão de muitas doenças.

"É emocionante descobrir um caminho fisiológico que pode explicar como os relacionamentos influenciam a saúde e a doença," disse o professor Brian Chin, da Universidade Carnegie Mellon (EUA).

Para chegar a essa conclusão os pesquisadores coletaram amostras de saliva de 572 adultos saudáveis, com idades entre 21 e 55 anos, durante três dias não consecutivos. Foram feitas várias coletas durante cada período de 24 horas, todas usadas para medir os níveis de cortisol.

Os resultados mostraram níveis significativa e consistentemente mais baixos de cortisol entre os participantes casados.

Os pesquisadores também compararam o ritmo diário de cortisol de cada pessoa, já que os níveis do hormônio atingem o pico quando a pessoa acorda e vão declinando ao longo do dia. Os casados apresentaram um declínio mais rápido, um padrão que tem sido associado com menos doenças cardíacas e maior sobrevivência entre os pacientes com câncer.

"Estes dados fornecem informações importantes sobre o modo como nossas relações sociais íntimas podem influenciar nossa saúde," ressaltou Sheldon Cohen, coautor do estudo.

Os resultados foram publicados na revista Psychoneuroendocrinology.

Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Coordenadores da Crede 18 realizam Formação para Projeto de Vida e Mundo do Trabalho


Sandra Helena, Adailma Ferreira, Paulo Robson, Liliane Feitosa e Patrícia Alencar. Coordenadores Escolares responsáveis pela Formação.

A CREDE 18, por meio dos Coordenadores Escolares das Escolas Estaduais de Educação Profissional, realizou na última terça-feira, dia 21, na EEEP Wellington Belém de Figueiredo, em Nova Olinda-Ce, a I Formação na Metodologia do Instituto Aliança com os professores lotados nas disciplinas Projeto de Vida e Mundo do Trabalho.



Durante a formação aconteceram momentos de interação e apropriação das temáticas propostas pelo IA entre os docentes e coordenadores das escolas participantes. Esse evento marcou também, o inicio do acompanhamento e monitoramento das disciplinas que agora será realizado pelos Coordenadores Escolares.



Participaram da Formação as seguintes escolas: EEEP Valter Nunes de Alencar – Araripe, EEEP Presidente Médici – Campos Sales, EEEP Antonia Nedina – Assaré, EEEP Wellington Belém de Figueiredo – Nova Olinda e EEEP Violeta Arrais – Crato.

Confira outras fotos da formação: 
Imagens: Prof. Paulo Robson
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ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Conceito de Calor

Nos dias frios, é comum ouvir expressões como: “Esta roupa é quentinha” ou então “Feche a janela para o frio não entrar”. As expressões do senso comum utilizadas estão em desacordo com o conceito de calor da termodinâmica. A roupa não é “quentinha”, muito menos o frio “entra” pela janela. 

A utilização das expressões “roupa é quentinha” e “para o frio não entrar” é inadequada, pois o(a)

A) roupa absorve a temperatura do corpo da pessoa, e o frio não entra pela janela, o calor é que sai por ela.
B) roupa não fornece calor por ser um isolante térmico, e o frio não entra pela janela, pois é a temperatura da sala que sai por ela.
C) roupa não é uma fonte de temperatura, e o frio não pode entrar pela janela, pois o calor está contido na sala, logo o calor é que sai por ela.
D) calor não está contido num corpo, sendo uma forma de energia em trânsito de um corpo de maior temperatura para outro de menor temperatura.
E) calor está contido no corpo da pessoa, e não na roupa, sendo uma forma de temperatura em trânsito de um corpo mais quente para um corpo mais frio.

Resolução nos comentários da postagem
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Cerrado brasileiro pode ter maior extinção de plantas da história, em 30 anos.

Há mais de 4,6 mil espécies de plantas e animais que só existem no cerrado. Imagem: Eduardo Dalcin
O mundo poderá registrar a maior perda de espécies vegetais da história caso o índice de desmatamento do cerrado brasileiro se mantiver como é hoje - aproximadamente 2,5 maior do que na Amazôni.

Essa tese é de um artigo de pesquisadores do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS) e de outras instituições nacionais e internacionais, divulgado nesta quinta-feira na revista científica Nature.

Até 2050, o cerrado pode perder até 34% do que ainda resta. Já foi perdido 46% de sua vegetação nativa, e apenas cerca de 20% permanece completamente intocado, segundo os pesquisadores.

Isso levaria à extinção 1.140 espécies endêmicas - um número oito vezes maior que o número oficial de plantas extintas em todo o mundo desde o ano de 1500, quando começaram os registros.

"Há 139 espécies de plantas registradas como extintas no mundo todo. Mas claro, sabemos que espécies foram extintas antes mesmo de a gente conhecê-las", disse à BBC Brasil Bernardo Strassburg, coordenador do estudo e secretário-executivo do IIS.

"Mesmo assim, a perda no cerrado seria uma crise sem proporções."

De acordo com os pesquisadores, o desmatamento na região cresceu em níveis alarmantes "por causa da combinação de agronegócio, obras de infraestrutura, pouca proteção legal e iniciativas de conservação limitadas".

Mesmo assim, Strassburg e sua equipe afirmam que o cenário apocalíptico projetado para 2050 pode ser evitado.

Se o aumento recente do desmatamento da Amazônia, segundo os cientistas, influenciou o regime de chuvas no Brasil, contribuindo para a seca dos últimos anos, a perda do cerrado também faz sua parte - mas no solo, e não na atmosfera.

"Tem gente que se refere ao cerrado como uma floresta de cabeça para baixo, porque dizem que as raízes lá são tão mais profundas que na Amazônia e na Mata Atlântica. Isso torna muito grande a capacidade do solo de absorver água, que será armazenada nos lençóis freáticos", diz Strassburg.

Hoje, 43% da água de superfície no Brasil fora da Amazônia está no bioma - o que inclui três dos principais aquíferos do país, que abastecem reservas no Centro-Oeste, no Nordeste e no Sudeste.

"Mas se você troca aquela vegetação por uma plantação de soja, essa capacidade de reter água e alimentar os lençóis freáticos se perde. E vale lembrar que no Brasil crise hídrica é também é crise energética."

O pesquisador alerta ainda para o fato de que o desmatamento projetado para as próximas três décadas emitiria cerca de 8,5 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.

"Isso é 2,5 vezes mais do que a redução da emissão de gases estufa que o Brasil conseguiu com a queda no desmatamento da Amazônia entre 2003 e 2012", explica.

Fonte e mais informações em: BBC Brasil


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quinta-feira, 23 de março de 2017

Quanto Sol se deve tomar para manter a saúde?

Muitos especialistas apontam o medo do câncer de pele e o uso exagerado de protetores solares como a causa mais provável dos baixos níveis de vitamina D na população.
[Imagem: Cortesia Georgetown University]
Pesquisadores espanhóis estimaram a duração da exposição à radiação solar necessária para que uma pessoa consiga obter as doses recomendadas de vitamina D.

Embora as medições tenham sido feitas para a radiação solar na Espanha, o trabalho pode servir de base para que pesquisadores de outros países efetuem mensurações similares nas latitudes de seus países e para os tipos de pele mais comuns na população.

Enquanto na primavera e no verão são suficientes de 10 a 20 minutos ao Sol na Espanha, nos meses de inverno são necessárias quase duas horas - portanto, afirma a equipe, é difícil para a grande maioria da população conseguir a exposição solar ideal para manter a vitamina D em níveis saudáveis.

Tem havido uma preocupação crescente na comunidade médico-científica com os baixos níveis de vitamina D na população, sobretudo entre os mais jovens. Muitos apontam o medo do câncer de pele e o uso exagerado de protetores solares como a causa mais provável. Além disso, recentemente se descobriu que a vitamina D tem mais benefícios do que se imaginava.

Todos os anos, há uma multiplicidade de estudos científicos sobre os benefícios do banho de Sol em doses moderadas, intercalados por outros estudos que confirmam os riscos de tomar Sol excessivamente.

Embora a radiação solar ultravioleta (UV) contribua para o desenvolvimento de eritema solar, para o envelhecimento da pele e para o câncer, ela também reduz a pressão arterial, sintetiza a vitamina D, energiza as células do sistema imunológico e melhora o tratamento de várias doenças.

A deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de sofrer de várias doenças. Como é muito difícil obter essa vitamina pelos alimentos, a sua síntese pela pele como resultado da exposição ao Sol é sua principal fonte natural.


María Antonia Serrano e seus colegas estimaram o tempo necessário para, sem se queimar, obter as doses recomendadas de vitamina D na cidade de Valência, que recebe uma grande dose de radiação UV ao longo do ano - a dose diária recomendada de vitamina D é de 1.000 UI (unidades internacionais).

Primeiro, os pesquisadores se preocuparam com os possíveis danos que o Sol possa causar à pele.

Os dados da irradiância solar ultravioleta foram coletados em torno do meio-dia (entre 12:30 e 13:30) durante quatro meses do ano (um em cada estação) de 2003 a 2010. É questionável o horário escolhido, uma vez que é mundialmente reconhecido que este não é um horário recomendável para se tomar Sol. Contudo, com estes números a equipe calculou o tempo necessário para causar eritema - vermelhidão da pele causada por queimaduras.

Os dados mostram que, no verão, um indivíduo com pele tipo III (menos clara e que se bronzeia, o tipo mais comum entre a população da Espanha) não deve gastar mais do que 29 minutos ao Sol se desejar evitar ficar queimado - o suficiente para que a pele descasque. No entanto, no inverno, o mesmo indivíduo pode permanecer no Sol por 150 minutos, ou seja, cinco vezes mais tempo.

É importante ressaltar que os dados não são diretamente transponíveis para o Brasil, devido à grande diferença de latitude - os tempos de exposição no Brasil deverão ser significativamente menores. Contudo, é possível usar o estudo como uma referência para a diferença na duração dos banhos de Sol entre as estações.

O tempo de exposição mínimo para obter a dose diária recomendada de vitamina D foi obtido da mesma maneira.

Verificou-se que, ao redor do meio-dia no inverno, com 10% do corpo exposto ao Sol, são necessários cerca de 130 minutos para obter a dose diária recomendada de vitamina D. Como este tempo é mais curto do que o tempo necessário para causar eritema, não há risco de queimaduras solares.

Em contraste, no verão, com 25% do corpo exposto ao Sol, cerca de 10 minutos são suficientes para sintetizar a vitamina D necessária. No outono e na primavera, o tempo é intermediário, cerca de 30 minutos.

"Estes cálculos foram feitos para o tipo III de pele, mas os números mudariam para aqueles que têm uma tez mais clara ou mais escura," alerta Serrano. "Também é essencial ter em mente que consideramos a porcentagem habitual do corpo exposto para a estação. Se mais pele estiver exposta, o tempo de exposição pode ser reduzido."

Os resultados foram publicados na revista Science of the Total Environment.

Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Hubble identifica sinais de 'última ceia' e 'arroto' de buraco negro no centro da Via Láctea

As bolhas de Fermi (no centro da imagem) se formaram a partir do gás emanado do buraco negro e têm uma massa equivalente a dois milhões de sóis. Imagem: NASA/DOE/Fermi LAT/D. Finkbeiner et al
O vasto buraco negro no centro da Via Láctea fez sua "última ceia" há cerca de 6 milhões de anos, quando ingeriu uma enorme massa de gás, absorvida por sua implacável força gravitacional.

O banquete deve ter causado uma forte indigestão, uma vez que o buraco estufado logo "arrotou" uma bolha de gás gigante, que pesa o equivalente a milhões de sóis e vaga agora acima e abaixo do centro da nossa galáxia.

As estruturas gigantescas, conhecidas como bolhas de Fermi, foram descobertas em 2010 pelo telescópio espacial de raios gama Fermi, da Nasa. Mas pouco se sabia, até agora, sobre sua origem e idade.

Com o auxílio do telescópio espacial Hubble, também da Nasa, os astrônomos conseguiram calcular com mais precisão em que época as bolhas se formaram.

"Pela primeira vez rastreamos o movimento do gás frio por meio de uma das bolhas, o que nos permitiu registrar a velocidade do gás e calcular quando as bolhas se formaram", explicou Rongmon Bordoloi, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e diretor do estudo.

"Descobrimos que este evento impressionante ocorreu entre 6 milhões e 9 milhões de anos atrás. Pode ter sido uma nuvem de gás fluindo para o buraco negro, que disparou jatos de matéria, formando os lóbulos duplos de gás quente que vemos hoje em observações de raios-X e raios gama", acrescentou Bordoloi.

Segundo ele, desde então, o buraco negro só faz pequenos "lanches".
O buraco negro é uma região densa e compacta do espaço com uma força gravitacional tão forte que nenhuma matéria, nem mesmo a luz, consegue escapar.

O buraco negro no centro da Via Láctea comprime uma massa equivalente a 4,5 milhões de estrelas do tamanho do Sol em uma pequena área do espaço.
Uma matéria que se aproxima demais do buraco negro é atraída por sua poderosa gravidade, girando em torno dele até, finalmente, ser absorvida para seu interior.

No entanto, parte desta matéria fica tão quente que consegue escapar por meio do eixo de rotação do buraco negro, criando uma formação que se estende acima e abaixo do plano da galáxia. No caso da nossa galáxia, tratam-se das bolhas de Fermi.

Fonte e mais informações em: BBC Brasil

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Aviões do futuro são projetados

A ideia é deixar os estudantes livres para irem além dos tradicionais tubos com asas. [Imagem: DLR]
Ideias frescas

Os governos dos EUA e da Alemanha estão tentando garimpar novas ideias para tentar mudar o jeitão tradicional dos aviões, que aqueles com tino mais revolucionário chamam pejorativamente de "tubos com asas".

A DLR (agência espacial alemã) e a NASA esperam encontrar inspiração entre aqueles que ainda não estão tão acostumados ao padrão vigente: os estudantes.

Para isso, as duas agências abriram um concurso em que os estudantes deverão apresentar novas ideias e novos desenhos de aviões "que reinventem o voo de passageiros além da barreira do som ou que sejam revolucionariamente silenciosos e de baixa emissão".

"Com o Desafio de Design DLR/NASA, queremos dar à próxima geração de pesquisadores da aviação a oportunidade e o ímpeto para obter ativamente um avanço para a aeronave do futuro," disse Rolf Henke, da DLR.

"Nosso maior desafio como pesquisadores é melhorar o desempenho ambiental do tráfego aéreo, apesar do número crescente de passageiros em todo o mundo, reduzindo assim as emissões e o ruído. Isso exigirá ideias novas das mentes jovens, e estamos muito satisfeitos por ter a oportunidade de lançar esta iniciativa em conjunto com a NASA," acrescentou.
Os vencedores serão anunciados no mês de Julho.

Projetando os aviões do futuro



Os primeiros projetos mostram asas mais finas e mais longas do que as atuais. [Imagem: Joaquim Martins]

Asas de compósitos

Já uma equipe de pesquisadores mais graduados, das universidades do Texas e de Michigan, apresentou os primeiros resultados de simulações que, se não pretendem revolucionar os tubos com asas, querem pelo menos dar mais flexibilidade às asas, abrindo espaço para viabilizar na prática os voos mais sonhadores dos projetistas.

O objetivo é projetar e usar materiais compósitos mais avançados e mais resistentes, que permitam fabricar asas maiores e, sobretudo, asas morfológicas, ou seja, asas que mudem de formato conforme a carga a que são submetidas.

"Nós estamos fechando o hiato entre um exercício acadêmico e um método prático para a indústria, que virá com os futuros designs," disse o professor Joaquim Martins.

Projetando os aviões do futuro
O projeto consiste em criar diferentes estruturas de compósitos para que a asa se deforme conforme a condição de voo. [Imagem: Joaquim Martins/Timothy Brooks/Graeme Kennedy]

Asas morfológicas

Nessa primeira rodada, as simulações mostraram que as novas asas podem gerar uma economia de combustível de 2%, o que representa algo na casa dos bilhões de dólares. Mas a equipe afirma que seus cálculos indicam que é possível chegar a projetos de asas que economizem até 10% de combustível nos aviões do futuro em relação aos aviões mais modernos atuais.

Para isso será necessário usar os compósitos - que já respondem por até 50% do peso dos aviões - de forma mais versátil, em curvas complexas, por exemplo, até chegar, finalmente, nas asas verdadeiramente morfológicas, que possam manter o nível máximo de desempenho em qualquer condição de voo, incluindo todas as variações de velocidade, altitude e peso da aeronave.

"As pesquisas sobre novos materiais e mecanismos de morphing tornarão os sistemas morfológicos mais leves, mais eficientes em termos energéticos e mais econômicos. É apenas uma questão de tempo para que vejamos asas de aeronaves que exibam capacidades morfológicas que parecem impossíveis hoje," prevê o pesquisador.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 20 de março de 2017

ENEM 2016 (Segunda aplicação) - Termodinâmica

Até 1824 acreditava-se que as máquinas térmicas, cujos exemplos são as máquinas a vapor e os atuais motores a combustão, poderiam ter um funcionamento ideal. Sadi Carnot demonstrou a impossibilidade de uma máquina térmica, funcionando em ciclos entre duas fontes térmicas (uma quente e outra fria), obter 100% de rendimento.
 
Tal limitação ocorre porque essas máquinas
 
A) realizam trabalho mecânico.
B) produzem aumento da entropia.
C) utilizam transformações adiabáticas.
D) contrariam a lei da conservação de energia.
E) funcionam com temperatura igual à da fonte quente.

Resolução nos comentários da postagem
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Mais velhos tomam decisões mais arriscadas que mais jovens

Ao tomar uma decisão difícil, pode ser melhor não pensar muito - mas seus neurônios vão contar os votos para gerar sua opção final.
[Imagem: Kate Jewell/Wikimedia.org]
Talvez você se surpreenda com essa conclusão, mas as pessoas mais velhas fazem escolhas mais arriscadas do que os adultos mais jovens - e, frequentemente, decisões piores.

Além de contrariar o ditado popular de que as pessoas são revolucionárias na juventude, moderadas na maturidade e conservadoras na velhice, os experimentos questionam o peso das alegadas "experiência" e "sabedoria da velhice".

Para a equipe do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano (Alemanha), os resultados inesperados se explicam porque as pessoas mais velhas apresentam mais emoções positivas do que as pessoas mais jovens, o que as tornam mais otimistas quando avaliam os riscos. Além disso, os mais velhos se mostraram menos dissuadidos pelo risco de perdas do que os adultos mais jovens.

Quanto à contradição com os resultados de muitos estudos anteriores, a equipe atribui a discrepância às diferenças no projeto do experimento: nos estudos anteriores, os voluntários geralmente tinham que escolher entre uma opção segura e uma opção arriscada. Agora, eles usaram duas opções arriscadas, mas em diferentes graus. Os participantes tinham, portanto, que considerar mais cuidadosamente as opções na tentativa de minimizar os riscos e maximizar os ganhos.

Foram comparadas as semelhanças e diferenças no risco assumido durante a tomada de decisão por 60 jovens adultos com idades entre 18 e 30 anos, e por 62 adultos com idades entre 63 e 88 anos.

Os participantes tiveram que resolver 105 problemas que exigiam uma escolha entre duas opções, cada uma das quais com uma certa probabilidade de ganhar ou perder dinheiro. Em todos os casos, eles sabiam o montante que poderiam ganhar ou perder e a probabilidade de ganhar ou perder.

Os participantes mais velhos se mostraram sistematicamente mais propensos a escolher as opções mais arriscadas. Avaliações complementares feitas durante o estudo mostraram que os participantes mais velhos apresentavam mais emoções positivas e menos emoções negativas do que os mais jovens.

"Se você está de bom humor, é mais provável que veja os potenciais resultados positivos de uma decisão," comentou o professor Thorsten Pachur. "Os participantes mais velhos se mostraram mais otimistas em suas avaliações da possibilidade de ganhar; em consequência, foram mais ousados em suas escolhas. Mais do que isso, eles deram o mesmo peso para potenciais ganhos e perdas, enquanto os participantes mais jovens se mostraram mais focados em evitar perdas potenciais."

Pachur afirma que essas informações são importantes porque as pessoas mais velhas, e as decisões que elas tomam, têm um impacto significativo e crescente nas economias, à medida que a expectativa de vida está aumentando.

Fonte: Diário da Saúde
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