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Olá, seja muito bem-vindo a esse ambiente! Espero que ele possa atender suas expectativas!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cassini faz primeiro mergulho entre Saturno e seus anéis

Cassini vai percorrer o espaço entre os aneis de Saturno em 22 mergulhos. Imagem: NASA/JPL-CALTECH
Após 13 anos em órbita, a sonda Cassini-Huygens já está enviando informações para a Terra após ter feito seu primeiro "mergulho" entre os anéis de Saturno - são 22 planejados para os próximos cinco meses.
A Cassini começou a executar a manobra - considerada difícil e delicada - na última quarta-feira e restabeleceu contato com a Nasa (agência espacial americana) na manhã desta quinta.
A sonda se movimenta a 110 mil km/h, tão rapidamente que qualquer colisão com outros objetos - mesmo partículas de terra ou gelo - poderia provocar danos.
Por esse motivo, a Cassini usou sua antena maior como escudo e ficou inacessível durante o mergulho.
Os mergulhos programados para chegar bem perto de Saturno têm por objetivo obter informações de qualidade máxima.
Em sua melhor resolução, as imagens dos aneis poderão captar itens menores, de até 150 metros.
A equipe da Cassini já começou a divulgar no site da Nasa algumas imagens recentes e não tratadas de Saturno.
As primeiras imagens, sem tratamento, captadas no primeiro mergulho da sonda entre os anéis de Saturno. Imagem: NASA/JPL-CALTECH/SSI
"Nenhuma sonda conseguiu chegar tão perto assim de Saturno antes", disse Eral Maize, da equipe de programadores da Cassini.

"Nós só podemos nos planejar de acordo com previsões, baseadas em nossa experiência com outros anéis de Saturno, de como pensamos que esse espaço entre Saturno e os anéis podem ser. Sinto orgulho de dizer que o mergulho de Cassini nesse espaço foi tão bom quanto planejamos e que a sonda voltou sem sofrer danos."
Fonte e mais informações em BBC Brasil
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Combustão interna


O motor de combustão interna, utilizado no transporte de pessoas e cargas, é uma máquina térmica cujo ciclo consiste em quatro etapas: admissão, compressão, explosão/expansão e escape. Essas etapas estão representadas no diagrama da pressão em função do volume. Nos motores a gasolina, a mistura ar/combustível entra em combustão por uma centelha elétrica.


Para o motor descrito, em qual ponto do ciclo é produzida a centelha elétrica?
A) A
B) B
C) C
D) D
E) E

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Fibra óptica de semicondutor promete acelerar a internet


Núcleo de silício amorfo construído no interior de um canal dentro da fibra óptica de quartzo. Imagem: Penn State
Fibra óptica de semicondutor
Um novo tipo de fibra óptica híbrida promete multiplicar a capacidade de transmissão de dados das redes atuais sem grandes revoluções na infraestrutura.
A ideia é substituir o quartzo - ou sílica - das fibras ópticas atuais, um material que é essencialmente um vidro, por um material semicondutor.
As fibras de sílica só podem transmitir dados convertidos em pulsos luminosos. Isso requer equipamentos externos para converter em pulsos de luz os pulsos elétricos dos aparelhos eletrônicos - computadores, por exemplo.
Fibras semicondutoras, por sua vez, poderão transmitir tanto luz quanto os dados eletrônicos e também serão capazes de completar a conversão de dados elétricos para ópticos em tempo de voo durante a transmissão, melhorando a velocidade de transmissão.
A proposta é da equipe dos professores Venkatraman Gopalan e John Badding, da Universidade da Pensilvânia, que publicaram uma série de trabalhos nos últimos meses demonstrando a viabilidade das fibras ópticas semicondutoras.
A equipe já conseguiu fabricar transistores dentro de fibras, mostrando que fibras ópticas com poder de processamento não são um sonho tão distante. Imagem: He et al./Nature Photonics
Fibras ópticas inteligentes
Na verdade, essa tecnologia começou a ser desenvolvida em 2006, quando a mesma equipe demonstrou a possibilidade de fabricar componentes eletrônicos no interior de uma fibra óptica.
Aos poucos, essas fibras ópticas com semicondutores foram sendo melhoradas, até ganhar poder de processamento.
A equipe conseguiu agora melhorar o núcleo policristalino da fibra fundindo um núcleo de silício amorfo de alta pureza no interior de um capilar de 1,7 micrômetro, perfurado na fibra óptica tradicional de sílica. Depois de ser depositado por um processo a laser, o material se solidifica, formando cristais individuais com um comprimento até 2.000 vezes maior do que sua espessura.
Isto transforma o núcleo policristalino da fibra, cheio de imperfeições, em um cristal único, muito mais eficiente.
"Agora nós podemos construir alguns dispositivos reais, não apenas para telecomunicações, mas também para endoscopia, imageamento, lasers de fibra e muito mais," disse Gopalan.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Objeto com massa negativa desafia as leis da Física


Quando o superátomo é liberado pelos lasers, sua expansão é assimétrica (linha sólida colorida) devido a uma variação na massa efetiva. A linha pontilhada no gráfico indica a massa efetiva, e a área sombreada indica a região de massa negativa efetiva. Imagem: Mohammad A. Khamehchi et al. - 10.1103/PhysRevLett.118.155301
Empurrão que puxa
Empurre-o e, ao contrário de todos os objetos físicos no mundo que conhecemos, ele não irá se acelerar na direção em que foi empurrado - ele acelera para trás, na sua direção.
Assim se comporta o objeto com massa negativa criado por Mohammad Khamehchi e seus colegas da Universidade do Estado de Washington, nos EUA.
Não é exatamente uma novidade experimental, mas Khamehchi idealizou um sistema que permite um controle sem precedentes da matéria negativa, eliminando dúvidas sobre experimentos anteriores e abrindo o caminho para a utilização da técnica em outros estudos.
Por exemplo, elétrons com massa negativa podem abrir caminho para novas formas de condução de cargas elétricas, enquanto outros pesquisadores já falam até mesmo de um motor fotônico que acelera continuamente.
Criando massa negativa
A teoria já previa que a matéria poderia ter massa negativa, da mesma forma que uma carga elétrica pode ser positiva ou negativa. Mas raramente pensamos nesses termos, e nosso mundo cotidiano vê apenas os aspectos positivos da Segunda Lei do Movimento de Isaac Newton, em que uma força é igual à massa de um objeto vezes sua aceleração, ou F = ma.
Para botar nosso mundo cotidiano às avessas, Khamehchi usou feixes de laser para esfriar átomos do elemento rubídio a uma temperatura pouco acima do zero absoluto, produzindo um Condensado de Bose-Einstein. Nesse estado da matéria, os átomos se movem de forma extremamente lenta e, conforme previsto pela mecânica quântica, se comportam como ondas. Eles também se sincronizam e se movimentam de forma coordenada, como se fossem um superátomo único - eles se tornam um superfluido, que flui sem perder energia.
Os lasers prendem os átomos como se eles estivessem em uma bacia com menos de 100 micrômetros de diâmetro. Neste ponto, o superfluido de rubídio tem massa normal. Mas, quando a bacia de laser é quebrada, o superátomo de rubídio se expande.
Para criar a massa negativa, os pesquisadores aplicaram um segundo conjunto de lasers que empurra esses átomos em expansão de um lado para outro, mudando o modo como eles giram. Desta forma, quando alguns átomos de rubídio escorrem para fora da armadilha original rápido o suficiente, eles se comportam como se tivessem massa negativa.
"Assim que você o empurra, ele acelera em sua direção," disse o professor Michael Forbes. "Parece que o rubídio se choca contra uma parede invisível".
"O que é novidade aqui é o controle requintado que temos sobre a natureza dessa massa negativa, sem quaisquer outras complicações", completou Forbes.
A novidade do experimento é o nível de controle obtido da porção dos átomos de rubídio com massa negativa. Imagem: Mohammad A. Khamehchi et al. - 10.1103/PhysRevLett.118.155301
Uso na astrofísica
A equipe acredita que seu experimento ajudará a esclarecer comportamentos similares já observados experimentalmente em outros sistemas, explicando esses comportamentos anômalos em termos de massa negativa.
Isso cria uma ferramenta para estudar a física análoga observada na astrofísica, como nas estrelas de nêutrons e em fenômenos cosmológicos como buracos negros e energia escura, onde é impossível realizar experimentos.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Comer muito sal diminui a sede e aumenta a fome


As descobertas foram feitas durante a simulação de uma viagem a Marte, que durou 520 dias, período no qual os astronautas ficaram totalmente isolados, como se estivessem no espaço. Imagem: ESA
Quando você come alimentos salgados, você fica com mais sede e bebe mais água, certo?
Talvez no curto prazo, logo após a refeição, mas em um período de 24 horas você de fato ficará com menos sede porque seu corpo começará a conservar e produzir mais água.
Esta descoberta surpreendente, feita por uma equipe de pesquisadores dos EUA e da Alemanha, está desbancando um saber científico considerado verdadeiro há mais de 100 anos, e pode fornecer novas ideias sobre as epidemias ocidentais de obesidade, diabetes e doenças cardíacas.
Esta nova informação também lança uma luz sobre como nosso corpo responde à ingestão elevada de sal e pode fornecer uma perspectiva totalmente nova para lidar com as doenças metabólicas. Os resultados complementam descobertas anteriores da mesma equipe sobre o armazenamento de sal no corpo humano.
Até agora, os cientistas afirmavam que a excreção de sal consumido pela dieta levará inevitavelmente à perda de água pela urina e, assim, reduzirá o conteúdo de água no corpo.
Mas não foi isso o que os pesquisadores constataram. Pelo contrário, eles demonstraram que o princípio biológico da excreção de sal é, na verdade, a conservação da água no corpo.
Além disso, é preciso muita energia para conservar água em face da excreção de sal. Para fazer isto o corpo precisa, ou obter mais combustível, ou consumir massa muscular.
"Isso nos predispõe a comer em excesso," complementa o professor Jens Titze, da Universidade de Vanderbilt (EUA).
Fonte e mais informações em Diário da Saúde


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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Maior sol artificial do mundo vai produzir hidrogênio


O sol artificial tem a altura de um prédio de três andares. Imagem: DLR
Sol artificial
A Agência Espacial Alemã (DLR) inaugurou o que seus projetistas estão chamando de "o maior Sol artificial do mundo".
Trata-se de uma gigantesca estrutura - da altura de um prédio de três andares - formada por um conjunto de lâmpadas de xenônio, como as usadas nos projetores de cinema, capaz de gerar temperaturas de até 3.000º C.
Cada um dos 149 "favos de mel" que compõem o laboratório, chamado Synlight, é um concentrador parabólico projetado para focalizar toda a luz da lâmpada de xenônio com um mínimo de perda.
O conjunto inteiro foi projetado para que a luz de todos os favos se concentre em um pequeno espaço de 20 x 20 centímetros, produzindo uma luminosidade que imita a luz natural do Sol - só que com uma intensidade equivalente a 10.000 vezes a luz solar que normalmente atinge a mesma superfície.
Produção de hidrogênio
Embora possa ser usado em uma multiplicidade de aplicações - no teste de células solares e equipamentos espaciais, por exemplo - o grande objetivo do Synlight é desenvolver novas formas de produzir hidrogênio.
O hidrogênio é um combustível tido como ideal porque sua queima não produz gases de efeito estufa - na verdade, sua combustão só produz água. Mas o gás é raro na Terra e produzi-lo a partir da eletrólise da água gasta energia demais - energia esta que emite gases de efeito estufa.
A saída então é produzir o chamado "hidrogênio solar", um termo que se refere à produção de hidrogênio aqui na Terra usando a energia do Sol, seja sua porção termal, por aquecimento, seja sua porção óptica, por meio de células solares.
Imagem: DLR
Termossolar
A expectativa da DLR é que o sol artificial, que consome 350 kilowatts, permita que ao menos alguns dos avanços obtidos até agora em laboratório para produção de hidrogênio solar sejam transformados em processos de nível industrial.
"O Synlight preenche uma lacuna na qualificação de componentes e processos termossolares. A escala do novo sol artificial está entre os sistemas de laboratório e as instalações técnicas de grande escala, como as torres solares," disse Kai Wieghardt, um dos projetistas da estrutura.
Além disso, o laboratório permitirá testar componentes e processos sem interrupção, como ocorreria se a equipe dependesse da luz natural do Sol, e simular a vida útil desses componentes e processos a longo prazo.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

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terça-feira, 18 de abril de 2017

ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Capacitores


Um cosmonauta russo estava a bordo da estação espacial MIR quando um de seus rádios de comunicação quebrou. Ele constatou que dois capacitores do rádio de 3 μF e 7 μF ligados em série estavam queimados. Em função da disponibilidade, foi preciso substituir os capacitores defeituosos por um único capacitor que cumpria a mesma função.

Qual foi a capacitância, medida em μF, do capacitor utilizado pelo cosmonauta?

A) 0,10

B) 0,50

C) 2,1

D) 10

E) 21


Resolução abaixo




Para uma associação de capacitores em série, temos: 






 
Alternativa: C
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NASA afirma que Lua de Saturno tem potencial de abrigar vida


Jatos de vapor d'água expelidos por uma rede de gêiseres tornam mais fácil investigar lua de Saturno. Imagem: NASA
A lua gelada de Saturno Enceladus pode ser o melhor lugar para encontrar vida além da Terra, segundo cientistas da Nasa, a agência espacial americana.
A afirmação ocorre após novas observações feitas pela sonda Cassini no pequeno satélite, que tem um raio de 500 km. A sonda deu um "rasante" pela superfície de Enceladus e recolheu amostras dos jatos de vapor d'água que a lua emite a partir de seu polo sul.
A análise química da água, que vem de um oceano subterrâneo do satélite, sugere que seu leito oceânico possui fontes hidrotermais - locais que, na Terra, são repletos de micro-organismos.
Os cientistas esclarecem que a existência destes sistemas hidrotermais não é garantia de que há micróbios, por exemplo, em Enceladus. O ambiente pode ser estéril. Mas os resultados obtidos pela Cassini justificam voltar à lua de Saturno com instrumentos mais sofisticados para refazer os testes.
"Temos basrtante certeza de que o oceano interno de Enceladus é habitável e precisamos voltar para investigar mais", disse à BBC o pesquisador Hunter Waite, do Instituto de Pesquisas do Sudoeste em San Antonio, no Texas, um dos responsáveis pela Cassini.
"Mesmo que não haja vida lá, por que não ir? E, se houver, tanto melhor. Mas queremos fazer estas perguntas porque, devido às condições do local, não ter vida seria quase tão interessante quanto ter."

Fonte e mais informações em: BBC Brasil
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Radioatividade no ambiente marinho


O ambiente marinho pode ser contaminado com rejeitos radioativos provenientes de testes com armas nucleares. Os materiais radioativos podem se acumular nos organismos. Por exemplo, o estrôncio-90 é quimicamente semelhante ao cálcio e pode substituir esse elemento nos processos biológicos.

FIGUEIRA, R. C. L.; CUNHA. I. I. L. A contaminação dos oceanos por radionuclídeos antrupogênios. Química Nova na Escola, n. 1. 1996 (adaptado).

Um pesquisador analisou as seguintes amostras coletadas em uma região marinha próxima a um local que manipula o estrôncio radioativo: coluna vertebral de tartarugas, concha de moluscos, endoesqueleto de ouriços-do-mar, sedimento de recife de corais e tentáculos de polvo.

Em qual das amostras analisadas a radioatividade foi menor?

a) Concha de moluscos.
b) Tentáculos de polvo.
c) O sedimento de recife de corais.
d) Coluna vertebral de tartarugas.
e) Endoesqueleto de ouriços-do-mar.




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Segundo cientistas, existem cinco habilidades necessárias para ter saúde e sucesso


Os participantes que tinham pontuações melhores nas cinco habilidades demonstraram melhores condições de vida e de saúd. Imagem: Getty Images
Segundo resultados de uma pesquisa científica britânica, a chave para o sucesso não está necessariamente em aspectos como educação, dinheiro ou inteligência, mas, sim, em algumas "habilidades para a vida" como o otimismo ou a persistência.
Pesquisadores da University College de Londres (UCL, na sigla em inglês) examinou mais de 8 mil homens e mulheres entre 52 e 90 anos e a maneira como viviam e avaliavam suas vidas.
A pesquisa concluiu que cinco habilidades podem ser a chave para disfrutar da terceira idade com boas condições de vida:
  • Estabilidade emocional
  • Determinação
  • Dedicação
  • Sensação de estar no controle
  • Otimismo
Tais habilidades são frequentemente chamadas de "não cognitivas", porque são características pessoais maleáveis, que não têm a ver com a capacidade intelectual das pessoas.
Os pesquisadores verificaram que uma pontuação mais alta nestes quesitos estava associada ao bem-estar social e pessoal, ao sucesso econômico e à boa saúde nos adultos.
Por isso, em artigo publicado na revista científica PNAS, eles afirmam que estimular e manter estas habilidades - não só na infância, mas também na idade adulta - pode ser crucial para uma velhice melhor.
De acordo com o estudo, as pessoas que tiveram uma pontuação alta em ao menos quatro dos cinco atributos observados tinham, em geral, menos depressão, um círculo social mais amplo e mais dinheiro.
Por outro lado, os que pontuavam bem em apenas uma ou duas habilidades sofriam com mais solidão, maior ocorrência de depressão e maior probabilidade de desenvolver doenças crônicas.
Por exemplo, apenas 3% dos que tinham boa pontuação nas cinco habilidades tinha sintomas de depressão severa, contra 22% das pessoas no grupo que pontuou menos.
Aqueles que demonstravam mais estabilidade emocional, determinação, dedicação, sensação de controle e otimismo também apresentaram níveis menores de colesterol e indicadores melhores para doenças do coração e diabetes tipo 2.
"Nos surpreendeu a grande variedade de processos - econômicos, sociais, psicológicos, biológicos e relacionados com saúde e deficiência - que parecem estar relacionados com estas habilidades para a vida", disse o professor Andrew Steptoe, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da UCL, um dos líderes do estudo.
Entre as cinco habilidades, no entanto, não há uma mais importante do que outra.
"Os efeitos, na verdade, dependem mais da acumulação de capacidades", afirma Steptoe.
Os pesquisadores dizem que não é possível concluir que haja uma relação causal direta entre estas características não cognitivas e o sucesso, mas os resultados abrem possibilidades para explorar como melhorar a qualidade de vida e a função social dos mais velhos na sociedade.

Fonte: BBC Brasil
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

O que fazer quando o bebê engasgar?


A cartilha gratuita ensina como lidar com bebês em casos de engasgamento. Imagem: USP/Divulgação
Uma equipe de enfermeiras da USP em Ribeirão Preto (SP) lançou uma cartilha gratuita para ensinar como os pais ou cuidadores devem lidar com bebês menores de um ano de idade em casos de engasgamento.
A cartilha é toda ilustrada com imagens e mostra procedimentos passo-a-passo detalhados aplicáveis a vários tipos de situações - as instruções vão dos primeiros socorros que devem ser realizados ainda em casa até a eventual chamada de um serviço de emergência.
A enfermeira Sabrina Bonetti, idealizadora da cartilha, afirmou que desenvolveu o trabalho ao perceber a falta de materiais educativos dirigidos aos pais e familiares de bebês menores de um ano.
Somado a isso, Sabrina verificou que o corpo de bombeiros atende um grande número de ocorrências desse tipo com bebês.
"Talvez o simples fato de ler ou ter a cartilha em casa possa ajudar os pais e familiares a socorrer seu bebê ou mesmo saber como pedir ajuda," comentou a professora Fernanda Góes, que orientou o levantamento das melhoras práticas cientificamente comprovadas para o atendimento dessas situações.
Na verdade, segundo a professora, a literatura científica ainda não possui nada parecido com esta cartilha. Além disso, todas as informações estão de acordo com a última atualização das diretrizes para ressuscitação cardiopulmonar.
O trabalho foi validado por professores de enfermagem, enfermeiros e médicos que atuam na área de resgate.
A cartilha O que fazer quando seu bebê engasgar? está disponível para ser baixada gratuitamente.
A equipe agora está à procura de potenciais patrocinadores para a impressão da cartilha, que poderia ser distribuída gratuitamente em postos de saúde, escolas e creches - para ser um patrocinador, entre em contato pelo telefone (16) 3315-3417.
Fonte: Diário da Saúde

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Brasil testará avião hipersônico em 2020


Os materiais necessários para suportar o atrito a uma velocidade de Mach 10 estão entre os principais desafios para a fabricação do avião hipersônico. Imagem: FAB/IEAV

Engenheiros do Instituto de Estudos Avançados (IEAV), em São José dos Campos (SP), estão dentro do cronograma para testar o primeiro avião hipersônico brasileiro em 2020.
O protótipo, batizado de 14-X, uma homenagem ao 14-Bis de Santos Dumont, terá um motor capaz de levar o avião não-tripulado a uma velocidade de 12 mil quilômetros por hora, ou 3 km por segundo - uma velocidade dez vezes mais rápida que o som.
"Queremos hoje sair do nível laboratorial e dar o grande salto que é para o nível de qualificação em voo dessas tecnologias," afirmou Israel Rêgo, gerente do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV.
Os testes iniciais do veículo estão sendo realizados no próprio IEAV, que conta com o maior túnel de vento (T3) da América Latina.
A tecnologia de propulsão hipersônica aspirada, que utiliza o ar atmosférico para a combustão, está em desenvolvimento por empresas e agências espaciais dos EUA, Europa e Austrália.
O objetivo do programa brasileiro, chamado Prohiper, é projetar, construir e ensaiar em solo e em voo duas tecnologias: a de uma aeronave - em que é estudado o efeito de sustentação hipersônica (waverider), que permite voar na atmosfera - e a de um motor hipersônico, conhecido na comunidade científica como scramjet.
Ao contrário de um motor-foguete, em que o veículo deve levar a bordo tanto o combustível (hidrazina, álcool, hidrogênio, querosene ou outro) quanto o oxidante (oxigênio), o motor hipersônico usa o próprio ar atmosférico como oxidante para a queima do combustível.
Se parece mais simples, há contudo grandes desafios para viabilizar isto, incluindo o atingimento e a sustentação da pressão na câmara de combustão e a fabricação do avião e do motor com materiais que possam resistir ao atrito provocado pelo voo em Mach 10.
"O grande desafio com relação ao motor é conseguir demonstrar a operacionalidade da combustão hipersônica, que é a fonte de energia para realização do voo," detalhou Rêgo.
Norton Assis e Israel Rêgo, membros da equipe, mostram uma maquete do avião hipersônico brasileiro. Imagem: FAB/IEAV
Estima-se que a tecnologia de voo hipersônico possa permitir cargas úteis com até 15% do peso da decolagem dos veículos espaciais.
Atualmente, são utilizados motores-foguete de múltiplos estágios baseados em combustão química em que são necessários carregamentos de combustível e oxidante. Com essa configuração, o peso da carga útil - o satélite - fica limitado a cerca de 5% do peso total do veículo lançador.
Com uma configuração híbrida, um avião hipersônico poderia acelerar fortemente pela atmosfera, contando com um estágio-foguete de menor porte para a parte final do voo, já no espaço, para a colocação do satélite em órbita.

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Finalmente um impermeabilizante que dura é fabricado


O material resistiu a todos os tipos de ataque que os pesquisadores conseguiram imaginar, permanecendo hidrofóbico. Imagem: Joseph Xu/University of Michigan
Apesar de vários materiais super-hidrofóbicos – altamente repelentes à água – tenham sido sintetizados ao longo dos anos, poucos deles passaram dos laboratórios para as prateleiras por que eles perdem sua super-hidrofobicidade muito facilmente, principalmente pelo atrito.
De conhecimento disso, Kevin Golovin e Anish Tuteja, da Universidade de Michigan, nos EUA, partiram para fabricar um material repelente à água que fosse capaz de se autoconsertar depois de sofrer algum dano e o resultado saiu melhor do que o esperado.
O novo material resistiu com galhardia a testes de resistência que incluíram abrasão com pedra de esmeril, riscamento com ferramentas metálicas, fogo, jato de plasma, dobradura, sonicação e ataques químicos.
"A maioria dos pesquisadores de ciência de materiais tem-se concentrado na identificação de um sistema químico específico que seja tão durável e repelente à água quanto possível. Nós abordamos o problema de forma diferente, medindo e mapeando as propriedades químicas básicas que dão durabilidade ao revestimento repelente à água. E alguns dos resultados nos surpreenderam," confessou Golovin.
O que os cientistas descobriram é que, ainda mais importante do que a durabilidade, é uma propriedade chamada "miscibilidade parcial", ou a capacidade de duas substâncias para se misturarem parcialmente. A outra variável-chave que a equipe descobriu é a estabilidade da superfície repelente à água.
Quase todos os revestimentos repelentes de água funcionam porque sua superfície tem uma geometria muito específica, geralmente pilares microscópicos. As gotas caem nas pontas destes pilares, criando bolsas de ar por baixo que impedem que a água alcance uma superfície sólida onde possa assentar, o que mantém as gotas coesas e faz com que rolem. Mas essas superfícies tendem a ser frágeis, e uma abrasão fraca - até mesmo a própria pressão da água - pode danificá-los.
Golovin descobriu que uma superfície que seja ligeiramente flexível pode escapar dessa armadilha. Mesmo que pareça menos durável, suas propriedades flexíveis lhe permitem recuperar-se dos danos - os testes mostraram que o material se autorrepara centenas de vezes.
Dado o interesse de empresas na pesquisa, a equipe estima que seus revestimentos duráveis estarão disponíveis para uso até o final deste ano para aplicações que incluem tecidos repelentes à água e revestimentos e impermeabilizantes por pulverização (spray) que poderão ser adquiridos diretamente pelos consumidores.
Mais no futuro, eles esperam que possam atender a aplicações que estão na lista de espera há mais tempo, como revestir cascos de navios e fuselagens de aviões, mudando o perfil desses setores de transporte.
Fonte: Inovação Tecnológica

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

ENEM 2016 (2ª Aplicação) - Notas musicais

As notas musicais podem ser agrupadas de modo a formar um conjunto. Esse conjunto pode formar uma escala musical. Dentre as diversas escalas existentes, a mais difundida é a escala diatônica, que utiliza as notas denominadas dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. Essas notas estão organizadas em ordem crescente de alturas, sendo a nota dó a mais baixa e a nota si a mais alta.
 
Considerando uma mesma oitava, a nota si é a que tem menor
 
A) amplitude.
B) frequência.
C) velocidade.
D) intensidade.
E) comprimento de onda.


Resolução abaixo



Frequência e comprimento de onda são grandezas inversamente proporcionais. Dentro de uma mesma oitava, a nota si é a que tem a maior frequência, consequentemente, o menor comprimento de onda.

Alternativa E


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Descoberto novo modo de formação de estrelas


Concepção artística de uma galáxia formando estrelas no interior de poderosos fluxos de matéria que são lançados a partir do buraco negro supermassivo situado no núcleo da galáxia. Imagem: ESO/M. Kornmesser
Fluxos de buracos negros
Astrônomos flagraram estrelas nascendo nos poderosos fluxos de matéria lançados por buracos negros supermassivos, situados nos núcleos das galáxias.
Estas primeiras observações confirmadas de estrelas em formação nesse tipo de ambiente extremo têm muitas consequências para a compreensão da evolução e das propriedades das galáxias inteiras.
Embora por muito tempo os cientistas acreditassem que tudo tendia a cair nos buracos negros, e nada a escapar deles, hoje eles assumem que esses objetos de gravidade descomunal estão envolvidos na geração de fluxos, "ventos" colossais de matéria, que são expelidos justamente quando a matéria circundante é atraída pelo buraco negro.
Foi no meio desse vendaval cósmico que os astrônomos descobriram estrelas nascendo. Elas estão situadas na região de colisão de duas galáxias, chamadas coletivamente IRAS F23128-5919, situadas a cerca de 600 milhões de anos-luz de distância da Terra. Curiosamente, esses ventos de buracos negros já haviam sido associados com uma menor formação de estrelas.
Estrelas ejetadas
E as estrelas parecem formar-se nos fluxos a taxas muito elevadas; os astrônomos calculam que são formadas estrelas correspondentes a um total de 30 vezes a massa do Sol por ano nesses fluxos, o que equivale a mais de um quarto da formação estelar em todo este sistema de galáxias em fusão.
A equipe detectou também uma população estelar muito jovem nos fluxos. Estas estrelas parecem ter idades inferiores a algumas dezenas de milhões de anos, e análises preliminares sugerem que estes objetos são mais quentes e brilhantes do que estrelas que se formam em meios menos extremos, como nos discos galácticos.
Para confirmar todo o processo, eles determinaram o movimento e a velocidade dessas estrelas, que indicam que elas estão se deslocando em alta velocidade, afastando-se do centro da galáxia - o que faz sentido para objetos "apanhados" numa corrente de material que se desloca em alta velocidade a partir do buraco negro no centro da galáxia.
"As estrelas que se formam no vento próximo do centro galáctico podem ser freadas ou até começar a voltar, mas as estrelas que se formam mais longe apresentam menor desaceleração, podendo até deslocar-se para fora da galáxia," disse Helen Russell, do Instituto de Astronomia de Cambridge, no Reino Unido.
Explicações sobre as galáxias
Esta descoberta traz novas informações que ajudarão a compreender vários fenômenos astrofísicos, por exemplo, como as galáxias assumem suas formas distintas.
Por exemplo, as galáxias espirais têm uma estrutura em disco óbvia, apresentando no centro um bojo distendido de estrelas e sendo rodeadas por uma nuvem difusa de estrelas chamada halo, enquanto as galáxias elípticas são essencialmente compostas por elementos esferoidais. As estrelas formadas nos fluxos em tão grande proporção, e ejetadas do disco principal, podem ter um papel importante na determinação do formato dessas estruturas galácticas.
Além disso, o processo pode ajudar a explicar como o meio intergaláctico se enriquece de elementos pesados, uma questão que ainda permanece em aberto porque a criação de átomos mais pesados exige as pressões imensas encontradas apenas no núcleo de grandes estrelas. As estrelas dos fluxos podem fornecer possíveis explicações. Por exemplo, se elas forem lançadas para fora da galáxia e depois explodirem sob a forma de supernovas, os elementos pesados que contêm poderão ser liberados nesse meio.
Finalmente, essas estrelas podem estar envolvidas na origem da até agora inexplicável radiação cósmica de fundo infravermelha. Semelhante à mais famosa radiação cósmica de fundo de micro-ondas, o fundo infravermelho é um brilho fraco nessa região do espectro que vem de todas as direções do espaço. No entanto, a sua origem nas bandas do infravermelho próximo nunca foi verificada de modo satisfatório. Uma população de estrelas de fluxo lançadas para o espaço intergaláctico poderá contribuir para esta radiação.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pela 1ª vez atmosfera ao redor de planeta semelhante à Terra é encontrado


Planet GJ 1132b fica a 39 anos-luz e é um pouco maior que a Terra. Imagem: Keele University
Em um estudo publicado no Astronomical Journal, cientistas dizem que o planeta GJ 1132b, que tem 1,4 vezes o tamanho da Terra e fica a 39 anos-luz de distância, na constelação de Vela, é encoberto por uma espessa camada gasosa de água, metano ou uma mistura de ambas as substâncias.
Descobrir e identificar a composição de uma atmosfera é um passo importante na busca por vida fora do Sistema Solar. Mas é improvável que o GJ 1132b seja habitado: a temperatura em sua superfície gira em torno dos 370 ºC.
"Até onde sabemos, a temperatura mais alta que a vida suporta na Terra é 120 ºC", diz John Southworth, pesquisador da Keele University, na Grã-Bretanha.
A descoberta do GJ 1132b foi anunciada em 2015. Apesar de ter um tamanho similar ao da Terra, ele orbita uma estrela menor, mais fria e menos brilhante que o Sol.
Usando um avançado telescópio do Observatório Europeu do Sul (OES), no Chile, pesquisadores estudaram o planeta ao analisar como ele bloqueia a luz de sua estrela quando passa em frente a ela. "Isso faz com que a estrela fique menos brilhante. É uma boa forma de encontrar planetas", afirma Southworth.
Mas as diferentes moléculas na atmosfera de um planeta (caso tenha uma) absorvem a luz de formas distintas, o que permite buscar por sinais químicos de sua composição.
As análises apontam que o GJ 1132b tem uma atmosfera de vapor e/ou metano. "Uma possibilidade é que seja um 'mundo aquático'", disse Southworth.
Ainda que seja improvável que formas de vida sobrevivam às condições deste mundo, a descoberta é animadora na busca por vida extraterrestre.
"Sabemos que planetas que orbitam estrelas de menor massa podem ter atmosferas, e, como há tantos com essas características no universo, isso faz com que seja mais provável que um deles tenha vida."
Marek Kukula, astrônomo do Observatório Real de Greenwich, no Reino Unido, avalia a descoberta como uma "boa prova de conceito (termo usado em pesquisas científicas para designar modelo que possa provar teoria)".
"Se a tecnologia pode detectar essa atmosfera, então, pode vir a detectar e estudar atmosferas de planetas parecidos com a Terra ainda mais distantes no futuro."

Fonte: BBC Brasil
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Cerâmica fabricada a frio é mais forte que concreto


Foto de uma das peças produzidas (esquerda) e estrutura interna, mostrando a coesão e a homogeneidade dos grânulos (direita). Imagem: ETH Zurich/Peter Rüegg
Sinterização a frio
No final do ano passado, uma equipe norte-americana lançou um inovador processo de sinterização "a frio" com potencial para revolucionar a fabricação de cerâmicas.
A novidade requer as aspas porque houve uma redução substancial do calor exigido para assar as peças, mas os fornos ainda são necessários.
Agora, Florian Bouville e André Studart, do Instituto ETH de Zurique, na Suíça, criaram um novo método de fabricação de cerâmicas que dispensa totalmente a queima - a sinterização ocorre a temperatura ambiente. Para comparação, a fabricação de cimento, tijolos, pisos, revestimentos e louças requer fornos com temperaturas bem superiores a 1000° C.
Em vez da queima, as matérias-primas são compactadas sob alta pressão em um processo com um consumo muito baixo de energia.
Geomimetismo
A dupla usou como matéria-prima um pó muito fino de carbonato de cálcio, o mesmo usado na indústria de cerâmica. Só que, em vez de aquecê-lo para obter uma peça, eles adicionaram uma pequena quantidade de água e o compactaram.
"O processo de fabricação é baseado no processo geológico de formação rochosa," explica Bouville.
As rochas sedimentares são formadas naturalmente a partir de sedimentos que são comprimidos ao longo de milhões de anos através da pressão exercida por depósitos sobrepostos. Esse processo transforma o sedimento de carbonato de cálcio em calcário - com uma pequena ajuda da água presente no ambiente.
Como os pesquisadores usaram carbonato de cálcio em partículas extremamente finas (nanopartículas), o processo de compactação não demorou tanto - leva apenas uma hora para que as peças fiquem prontas. "Nosso trabalho é a primeira evidência de que uma peça de material cerâmico pode ser fabricada a temperatura ambiente em um curto período de tempo e com pressões relativamente baixas," diz Studart.
Mais forte do que o concreto
O material resultante também apresentou altíssima qualidade. Os testes mostraram que a cerâmica sinterizada a frio suporta cerca de 10 vezes mais força do que o concreto antes de se quebrar, e é tão rígida como pedra ou concreto. Em outras palavras, é difícil deformá-la.
Até agora, a equipe produziu apenas pequenas amostras de material, do tamanho de uma moeda, e usando uma prensa hidráulica de laboratório - como as normalmente usadas na indústria, mas de pequeno porte.
"O desafio é gerar uma pressão suficientemente alta para o processo de compactação. Peças maiores exigem uma força correspondentemente maior," diz Bouville, acrescentando que peças de cerâmica do tamanho de azulejos podem ser viáveis usando a nova técnica.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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Brasil tem maior diversidade de árvores do planeta


Imagem: BGCI
Um levantamento inédito, realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, aponta o Brasil como o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo.
De acordo com a pesquisa, Existem 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.
O Estudo foi publicado no periódico Journal of SustainableForestry, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.
A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.
Fonte: BBC Brasil
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terça-feira, 4 de abril de 2017

Brasil desenvolve combustível limpo para foguetes e satélites


Câmara de testes de motores-foguetes no INPE. Imagem: INPE
O Brasil acaba de desenvolver um novo tipo de combustível para a propulsão de motores de foguetes usados no lançamento de satélites artificiais e nos próprios satélites.
O país também está desenvolvendo motores e um foguete completo movido a etanol, em uma parceria com a agência espacial alemã (DLR), que anunciou recentemente progressos nos testes iniciais.
Já o novo combustível à base de etanol foi criado por pesquisadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O combustível utiliza uma combinação de etanol e etanolamina que reage com peróxido de hidrogênio, a popular água oxigenada, concentrado a 90%. A mistura desses elementos, catalisada por sais de cobre, entra em combustão espontaneamente, culminando na propulsão do foguete.
Trata-se de uma reação hipergólica, que gera ignição espontaneamente apenas pelo contato dos componentes químicos, sem a presença de fontes externas para a ignição.
"Descobrimos que o etanol funciona muito bem nessa reação. Com ele, o atraso de ignição é bem menor, aumenta o desempenho do motor e reduz os custos do combustível. A decomposição do peróxido a 90% eleva muito a temperatura do sistema, o que facilita na ignição do motor", explicou Ricardo Vieira, chefe do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP).
Segundo Vieira, o novo propelente é mais adequado para uso em motores de apogeu, usados na transferência de órbita de satélites, ou nos últimos estágios dos veículos lançadores.
O combustível brasileiro apresenta vantagens em relação aos propelentes comumente usados pela indústria espacial no mundo, como a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio.
Estes dois combustíveis, que não são produzidos pelo Brasil, são caros. Um quilograma (kg) de cada uma dessas substâncias é cotado a cerca de R$ 1 mil. Além disso, a hidrazina e seus derivados são cancerígenos, e o tetróxido de nitrogênio pode ser fatal após poucos minutos de exposição, mesmo a baixas concentrações no ar.
Já o combustível brasileiro à base de etanol tem um custo médio de R$ 35 por kg, e não oferece risco. Além disso, a concentração do peróxido de hidrogênio a 90% é feita no próprio laboratório do INPE.
"A eficiência é próxima à dos propelentes tradicionalmente utilizados em propulsão, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio. A vantagem que temos são o preço e a segurança no manuseio dos componentes, que não poluem o meio ambiente," ressaltou o pesquisador.

Fonte: Inovação Tecnológica
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Informações organizadas demais destroem criatividade


A organização excessiva das informações pode ser um empecilho à inovação e à criatividade.
[Imagem: Rotman School of Management/UToronto]
Ideias e conceitos apresentados de forma estruturada nos ajudam a entender o mundo com menos esforço e são a base da organização das atividades humanas.
Contudo, essa mesma estruturação pode destruir a criatividade, da qual dependemos tanto para enfrentar os problemas que fogem do trivial.
A maioria das pesquisas nas áreas de educação e gestão tem apoiado a ideia de que dar estrutura à informação torna mais fácil lidar com sua complexidade e aumenta a eficiência com que lidamos com ela. Mas parece que esses ganhos vêm com um custo elevado.
"Uma informação organizada como uma estrutura hierárquica também pode ter um lado escuro," advertem Yeun Joon Kim e Chen-Bo Zhong, da Universidade de Toronto (Canadá).
Em um série de experimentos, a dupla constatou que os participantes apresentam menos criatividade e flexibilidade cognitiva quando precisam completar tarefas usando conjuntos categorizados de informações, em comparação com aqueles que precisavam trabalhar com itens sem qualquer organização especial.
Os voluntários do grupo de informações organizadas gastaram menos tempo em suas tarefas, o que parece ser algo bom em termos de eficiência. Contudo, dizem os pesquisadores, isso também demonstra que lhes foi exigido menos persistência, o que é reconhecidamente um ingrediente-chave para a criatividade.
Estes resultados podem ser interessantes para os líderes de equipes multidisciplinares, que tendem a apresentar taxas de inovação inconsistentes - talvez porque os membros da equipe possam continuar a organizar suas ideias de acordo com similaridades funcionais ou segundo a área de sua especialização de cada membro, sem demandar formas novas que levem à inovação.
"Nós sugerimos que as pessoas coloquem suas ideias aleatoriamente em um quadro branco e depois pensem em algumas de suas conexões," recomenda Kim, ressaltando que é necessário ficar atento à nossa tendência para classificar as informações, principalmente aqueles que trabalham em indústrias tipicamente criativas, de quem se espera a apresentação de ideias inovadoras ou em formatos inovadores.
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 3 de abril de 2017

ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Consumo de combustível

O quadro apresenta o consumo médio urbano de veículos do mesmo porte que utilizam diferentes combustíveis e seus respectivos preços. No caso do distância percorrida em função da quantidade de energia elétrica gasta para carregar suas baterias.
Considerando somente as informações contidas no quadro, o combustível que apresenta o maior custo por quilômetro rodado é o(a) 
 
A) diesel.
B) etanol.
C) gasolina.
D) eletricidade.
E) gás natural.


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Estrela super pura é descoberta


Imagem: John Pinfield
Uma estrela anã marrom que quebra dois recordes é encontrada por astrônomos. Ela possui a composição mais "pura" já vista até hoje e a maior massa já medida em uma estrela desse tipo.
As anãs marrons são intermediárias entre os planetas e as estrelas de pleno direito - sua massa é pequena demais para iniciar a fusão nuclear de hidrogênio em hélio. Mas geralmente elas têm uma massa significativamente maior do que os planetas.
A estrela recém-descoberta é formada de um gás que é cerca de 250 vezes mais puro do que o gás que forma o Sol, consistindo em mais de 99,99% de hidrogênio e hélio.
A SDSS J0104+1535, como foi nomeada, tem uma idade de cerca de 10 bilhões de anos e uma massa equivalente a 90 vezes a de Júpiter, a mais pesada já encontrada. Ela está localizada na direção da constelação de Peixes, a 750 anos-luz da Terra. Isso a coloca no chamado halo da Via Láctea, a região onde se encontram as estrelas mais antigas da galáxia.
Até agora não se sabia que anãs marrons poderiam formar-se a partir de um gás tão primordial - nesse nível de pureza, o gás não teve tempo de se misturar a elementos mais pesados. Para comparação, estima-se que o Sol seja composto de 74,9% de hidrogênio e 23,8% de hélio, o que deixa 1,3% de elementos-traço, mais pesados, enquanto a nova estrela tem apenas 0,01%.
"Nós realmente não esperávamos ver anãs marrons tão puras. Tendo encontrado uma, desconfiamos que possa haver uma população muito maior até agora desconhecida - eu ficaria muito surpreso se não houvesse muitos objetos semelhantes lá fora, esperando para serem descobertos," disse o professor Zeng Hua Zhang, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.

Fonte: Inovação Tecnológica
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