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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Filhos preferem que sejam perguntados pelos pais antes de compartilhar


Surpreendentemente, os filhos sentem que a frequência com que seus pais compartilham informações a respeito deles está adequada - o problema é o que compartilhar. Imagem: Umich/Divulgação
Pais adoram compartilhar fotos de seus filhos, não sem razão enchendo-se de orgulho a cada bela imagem ou realização dos seus pequenos.
Mas uma pesquisa após a outra vem demonstrando que as crianças não veem as coisas exatamente sob esse prisma, levando os especialistas em comportamento a defenderem regras familiares para as mídias sociais que incluam crianças e pais, cada um com seus direitos e deveres.
O trabalho mais recente sobre o assunto traz recomendações bem diretas, na forma de um recado das crianças para seus pais: "Não postem sobre mim on-line a menos que eu goste das fotos e autorize primeiro - e só às vezes."
Foi o que as crianças e jovens (idades entre 10 e 17 anos) disseram quando perguntadas sobre o que seus pais podem compartilhar sobre elas on-line, de acordo com pesquisa da Escola de Informação da Universidade de Michigan (EUA).
Para os filhos, os conteúdos geralmente bons para serem compartilhados incluem realizações, orações, mensagens positivas, ocasiões especiais, atividades escolares, boas notas, esportes, hobbies e viagens em família.
Coisas que não são legais incluem fotos/histórias deles quando bebês, fotos de amigos, más notas e outros conteúdos que possam ser embaraçosos, pessoais, privados ou negativos. Também não é legal revelar maus comportamentos ou punições.
"Era de se esperar que crianças não quisessem que seus pais compartilhassem qualquer coisa sobre elas na mídia social, mas não foi isso o que constatamos," disse a professora Carol Moser. "As crianças acham que tudo bem quando os pais postam sobre certas coisas. Não apenas elogios de boas notas e realizações de esportes, mas também postagens que simplesmente reflitam uma vida feliz da casa."
Os dados indicam diferenças geracionais no comportamento entre os pais na hora de compartilhar. Os pais mais jovens (idades 27-39) compartilham mais frequentemente. Os pais mais velhos (idades 50-76) acreditam que eles devem pedir permissão antes de compartilhar, e eles realmente pedem permissão mais vezes.
Os resultados surpreenderam ao apontar que os filhos sentem que a frequência com que seus pais compartilham informações a respeito deles está adequada. No entanto, eles gostariam de opinar sobre o que será divulgado a respeito deles antes que o assunto seja tornado público.
Assim, os pesquisadores aconselham os pais a conversarem com seus filhos, perguntando o que eles acham legal postar, o que poderá evitar qualquer conflito ou mal-estar.
"É fácil esquecer que a família e o lar são considerados espaços privados e que os membros da família precisam respeitar a privacidade um do outro," disse a coautora da pesquisa, Sarita Schoenebeck. "Embora os adolescentes possam fazer coisas que são charmosas, engraçadas, frustrantes, e às vezes de dar raiva, os pais deveriam ser mais cuidadosos sobre o que é apropriado ser compartilhado em mídias sociais."
Os pesquisadores sugerem que as empresas de tecnologia tentem diferentes abordagens para apoiar as famílias: um site que pudesse permitir que as crianças dessem feedback aos seus pais, em particular através de uma escala de avaliação que indicaria se eles gostaram ou não do conteúdo, por exemplo.
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terça-feira, 30 de maio de 2017

Cérebro usa duas áreas para decidir momento de agir


Diferentes regiões cerebrais são responsáveis por introduzir previsibilidade e acaso no momento das nossas ações.
Imagem: Gil Costa/Centro Champalimaud
A escolha do momento de agir pode ser tão importante como a ação a executar.
Em muitas situações, a escolha do momento certo para agir é crucial para o sucesso da ação. Agir cedo demais ou tarde demais pode significar errar o alvo ou desperdiçar oportunidades e tempo. Mas, para conseguir agir no momento certo, é preciso adquirir experiência e saber adaptar-se às situações.
Embora esta escolha possa desempenhar um papel importante nas mais variadas situações - das decisões diárias às ações em competições esportivas - estudá-la é extremamente difícil porque, mesmo em condições de laboratório extremamente controladas, o momento de "disparo" das ações dos voluntários nunca é completamente previsível.
Agora, neurocientistas do Centro Champalimaud de Lisboa (Portugal) mostraram que o momento preciso da execução de uma ação é uma combinação de uma componente previsível e de uma componente imprevisível que são processadas por regiões diferentes do cérebro.
"O nosso objetivo era perceber melhor os mecanismos cerebrais que determinam o timing das ações," explica o pesquisador Zach Mainen. "Interessava-nos em especial a grande variabilidade do instante em que as ações são executadas - e o fato de este aparente caráter aleatório do timing existir mesmo quando a situação que motiva a ação é sempre a mesma."
Para estudar a questão, os cientistas treinaram ratos a executar uma tarefa que testava a paciência destes animais. Os ratos ouviam um som e, a dada altura, tinham de decidir dirigir-se a um dispensador de água. Contudo, os animais aprendiam que, se fossem pacientes e esperassem (um tempo aleatório) por um segundo som antes de irem beber, a quantidade de água dispensada seria bastante maior do que se desistissem e se deslocassem ao bebedouro antes de ouvirem o segundo som.
Durante os experimentos, foi registrada a atividade de múltiplos neurônios, ora numa região do córtex pré-frontal (responsável pela tomada de decisão, planejamento e aprendizagem) chamada MPFC, ora numa região do córtex motor, chamada M2 (que se acredita estar envolvida no controle direto dos movimentos). Ambas as regiões são necessárias para a escolha certa da temporização das ações.
Os registros da atividade neuronal mostraram que a região M2 reflete tanto a componente aleatória quanto a componente previsível do timing da ação. A região MPFC, contudo, não mostra nenhuma alteração em relação à componente aleatória - é como se ela registrasse um padrão base, uma espécie de "tempo mínimo" da ação. E o quanto o tempo para iniciar a ação irá variar é definido na região M2.
"Descobrimos que duas áreas diferentes do cérebro parecem desempenhar papéis muito diferentes na geração do timing da ação," disse Mainen. "Uma área, o córtex pré-frontal mediano [MPFC], parece monitorar o tempo de espera ideal com base na experiência adquirida. E uma segunda área, o córtex motor secundário [M2], também monitora o timing ideal, mas acrescenta-lhe variabilidade para tornar as decisões individuais imprevisíveis. Esta possível 'separação de poderes' no cérebro não tinha sido devidamente avaliada até aqui."
Os resultados sugerem que a geração da componente "determinista" da temporização da ação acontece primeiro, e que a componente aleatória (ou "estocástica") é acrescentada a seguir. "A variabilidade não 'flui' para trás. Se não fosse assim, as duas regiões apresentariam variabilidade," disse Mainen, acrescentando que será necessário fazer mais estudos para confirmar esta hipótese.
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segunda-feira, 29 de maio de 2017

(ENEM 2016 - Segunda Aplicação) - Polarização da luz


Nas rodovias, é comum motoristas terem a visão ofuscada ao receberem a luz refletida na água empoçada no asfalto. Sabe-se que essa luz adquire polarização horizontal. Para solucionar esse problema, há a possibilidade de o motorista utilizar óculos de lentes constituídas por filtros polarizadores. As linhas nas lentes dos óculos representam o eixo de polarização dessas lentes.
Quais são as lentes que solucionam o problema descrito?


















Resolução nos comentários da postagem
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Sinestia, o um novo tipo de corpo celeste descoberto.


A estrutura da sinestia, em comparação com a estrutura de um planeta e de um planeta com um disco - todos com a mesma massa. [Imagem: Simon Lock/Sarah Stewart]
Astrônomos afirmam que pode existir na natureza um novo tipo de objeto planetário, até agora não conhecido pela ciência - um objeto que pode finalmente explicar a formação da Lua.
O corpo celeste, batizado de "sinestia", consiste em um enorme redemoinho de matéria, em forma de anel, onde giram rochas quentes e vaporizadas. Ele seria formado conforme dois objetos de tamanho planetário se chocam um com o outro, sendo diferente dos discos protoplanetários conhecidos até agora.
E, em algum momento no início de sua história, a Terra foi provavelmente uma sinestia, afirmam Simon Lock (Universidade de Harvard) e Sarah Stewart (Universidade da Califórnia em Davis).
Momento angular planetário
As teorias aceitas hoje sobre a formação dos planetas sustentam que planetas rochosos como a Terra, Marte e Vênus se formaram na infância do Sistema Solar conforme pequenos objetos se chocavam uns com os outros e, de alguma forma, se aglomeravam no choque, em vez de se desintegrarem.
Para isso, essas colisões devem ter sido tão violentas que os corpos resultantes se derretiam e até se vaporizavam parcialmente, eventualmente esfriando e se solidificando nos planetas quase esféricos que conhecemos hoje.
Lock e Stewart estavam querendo detalhar mais esse processo e se concentraram em colisões entre objetos que giram, o que é normalmente o caso na natureza. Um objeto rotativo tem momento angular, que deve ser conservado em uma colisão. Pense em uma patinadora girando no gelo: se ela estende os braços, ela diminui sua velocidade de giro. Para girar mais rápido, ela mantém seus braços juntos ao corpo, mas seu momento angular permanece constante.
Agora, considere duas patinadoras girando no gelo: se elas se agarram uma na outra, o momento angular de ambas se soma, de forma que o momento angular total permanece o mesmo.
Nasce uma sinestia
Lock e Stewart modelaram o que acontece quando as "patinadoras" são protoplanetas ou planetas rochosos do tamanho da Terra colidindo com outros grandes objetos com alta energia e grande momento angular.
O que eles descobriram é que o choque pode originar uma estrutura completamente nova, uma sinestia - o nome eles criaram a partir do prefixo grego syn, que significa junção ou reunião, e Héstia, a deusa grega da arquitetura. As simulações mostram que uma sinestia tem o formato de um glóbulo vermelho - um anel grosso, ou toroide, com o centro preenchido com uma nuvem de rocha vaporizada.
A chave para a formação de uma sinestia é que parte do material estilhaçado pelo choque entre em órbita. Em uma esfera sólida, cada ponto, do núcleo até a superfície, está girando na mesma velocidade. Mas em um impacto gigante, o material do planeta pode se tornar fundido ou gasoso, expandindo-se em volume. Se ele ficar grande o suficiente e estiver girando rápido o suficiente, partes do objeto superam a velocidade necessária para manter um satélite em órbita, e é nesse caso que ele forma uma enorme sinestia em forma de toroide.
Teorias anteriores já haviam sugerido que impactos desse tipo podem fazer com que planetas formem um disco de material sólido ou derretido ao seu redor. Mas, para a mesma massa de planeta, uma sinestia seria muito maior do que um planeta sólido com um disco.
Formação da Lua
A sinestia pode oferecer novas maneiras de pensar sobre a formação lunar. A Lua é notavelmente parecida com a Terra em termos de composição, e a maioria das teorias atuais sobre como a Lua se formou envolvem um impacto gigante com um hipotético planeta Teia (ou Theia). O problema é que, para que essa teoria funcione, então Teia deveria ter uma composição virtualmente idêntica à da Terra, já que não existem registros de materiais diferentes.
Lock e Stewart afirmam que tudo pode fazer sentido se o choque tiver formado uma sinestia, uma vez que o material teria se fundido, vaporizado e misturado em uma intensidade suficiente para explicar a semelhança entre a composição mineralógica da Lua e da Terra.
Pode ser, mas falta agora a prova definitiva: Observar uma sinestia diretamente. A dupla acredita que será possível encontrá-la em outros sistemas planetários, nas proximidades de planetas rochosos.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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sábado, 27 de maio de 2017

O que são os estranhos clarões vistos na Terra a partir do espaço



No centro do círculo observa-se um dos curiosos clarões investigados pelos cientistas. Imagem: NASA
A partir do espaço, a milhares de quilômetros da Terra, satélites há anos registram curiosos flashes brilhantes de luz, observados tanto sobre áreas de terra quanto sobre oceanos.

Mas o que são esses clarões e por que se formam? Essas perguntas foram respondidas por recentes estudos da Nasa, a agência espacial americana.
"Esses lampejos de luz provêm de cristais de gelo", explica Alexander Marshak, pesquisador do Centro Espacial Goddard da Nasa e autor de um estudo recém-publicado sobre o assunto no periódico Geophysical Research Letters.
Quando os minúsculos cristais de gelo que flutuam quase horizontalmente nas nuvens de grande altitude, refletem a luz do sol, explica Marshak.
A descoberta resulta da análise de dados coletados por um ano sobre latitudes dos clarões, dos ângulos de observação e da absorção de oxigênio.
Esses lampejos já haviam chamado a atenção do astrônomo e cientista Carl Sagan, em 1993.
Carl Sagan investigou os lampejos em 1993. Imagem: Site da BBC Brasil
Analisando as imagens captadas pela sonda Galileo, que rumava a Júpiter, Sagan concluiu inicialmente que se tratavam de reflexos criados pela superfície do mar.
Mas Marshak, agora, trabalhou com mais imagens da Terra, obtidas pelo satélite Dscovr (sigla em inglês para Deep Space Climate Observatory), lançado em 2015 para estudar tanto a Terra como o Sol.
As imagens do Dscovr mostraram mais de 860 clarões, todos em determinadas latitudes do planeta.
Isso permitiu aos cientistas concluir que sua visualização dependia do ângulo criado entre o Sol, a Terra e o satélite.

Fonte e mais informações em: BBC Brasil
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Quais os riscos e as vantagens de se tornar vegetariano


O consumo de carnes ou derivados de animais não é imprescindível para uma alimentação saudável.
Imagem: Ministério da Saúde/Divulgação
Pode não ser prejudicial para a saúde parar de ingerir certo tipo de alimento. O que ocorre é que, quando deixamos de comer algum grupo alimentar, como as carnes, é necessário ter uma atenção ainda maior para a combinação dos alimentos.
O Guia Popular para a Alimentação Brasileira, por exemplo, embora não seja voltado especificamente para o vegetarianismo, reforça que o consumo de carnes ou derivados de animais não é imprescindível para uma alimentação saudável, e que mesmo quem não é vegetariano ou vegano precisa evitar o consumo de alimentos ultraprocessados e dar preferência a alimentos mais naturais.
Entretanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas a respeito do vegetarianismo, como quais são os eventuais benefícios ou malefícios para o corpo.
O que é essencial saber é que é falsa a ideia de que pode existir carência nutricional unicamente por conta da restrição à carne. "Existem pessoas que se alimentam de tudo e têm uma grande carência nutricional," diz a nutricionista Alessandra Luglio, da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).
A carne é rica em alguns nutrientes, como o ferro e o zinco, mas que podem também ser encontrados em alimentos vegetais. A exceção fica por conta dos veganos - que não comem nenhum derivado animal -, que precisam ficar atentos à vitamina B12.
Já entre os benefícios de ser vegetariano, a nutricionista da SVB explica que é possível especificar três vantagens principais: maior disposição para realizar as atividades do dia a dia, digestão mais rápida e aumento do consumo de cereais, leguminosas e frutas, com todos os benefícios associados - por exemplo, com o aumento do consumo de fibras, melhora o funcionamento do intestino.
Então, quando e como parar de comer carne?
Alessandra explica que isso pode variar de acordo com os hábitos da pessoa e a maneira como ela se alimenta: "Se a pessoa vive dentro de um padrão alimentar equilibrado e saudável, e tem o hábito de comer alimentos mais nutritivos, não vai ter problema de tirar a carne. Agora, se ela viver com a alimentação à base de refinados e processados, ela já desenvolveria deficiências nutricionais, mesmo com a proteína da carne."
"Como toda mudança que envolve hábitos diários e a saúde, a opção pelo vegetarianismo deve acontecer sempre com conhecimento sobre o assunto. Por isso é importante buscar informações, e se possível procurar um nutricionista para uma adequação da alimentação com mais segurança," alerta Alessandra.

Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

ENEM 2016 (Segunda Aplicação) - Calorimetria


Num dia em que a temperatura ambiente é de 37 °C, uma pessoa, com essa mesma temperatura corporal, repousa à sombra. Para regular sua temperatura corporal e mantê-la constante, a pessoa libera calor através da evaporação do suor. Considere que a potência necessária para manter seu metabolismo é 120 W e que, nessas condições, 20% dessa energia é dissipada pelo suor, cujo calor de vaporização é igual ao da água (540 cal/g). Utilize 1 cal igual a 4 J.
Após duas horas nessa situação, que quantidade de água essa pessoa deve ingerir para repor a perda pela transpiração?

A) 0,08 g
B) 0,44 g
C) 1,30 g
D) 1,80 g
E) 80,0 g



Resolução abaixo:












ALTERNATIVA: E
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Fungos contra dengue são escobertos na Antártica


O raro fungo azul descoberto pela equipe brasileira na Antártica.
Imagem: Projeto MycoAntar/Divulgação
Foram identificados, em fungos na Antártica, duas substâncias com potencial para dar origem a medicamentos antivirais por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Tais substâncias se mostraram capazes de inibir o vírus da dengue, embora mais estudos sejam necessários para diminuir a toxicidade do fármaco.
E estes são apenas os primeiros resultados da expedição Micologia Antártica (MycoAntar), que está realizando testes com mais de 5 mil extratos de substâncias obtidas durante as expedições. As amostras, reunidas desde a criação do projeto, em 2013, permitiu à UFMG constituir a maior coleção de fungos da Antártica do mundo. São cerca de 8 mil espécies.
A partir dessas amostras, os fungos são cultivados em baixa temperatura e os extratos coletados são enviados para o Centro de Pesquisa Renê Rachou, da Fiocruz, onde foram identificados aqueles que manifestaram atividade biológica em contato com o vírus da dengue.
"Digamos que, de mil extratos, 100 foram ativos. Então, vamos mapear cada substância desses 100 extratos para testá-las individualmente. Já estamos nessa fase do estudo. Dois extratos já se mostraram mais promissores e agora vamos caracterizar todas as suas substâncias," explicou Luiz Rosa, pesquisador da UFMG.
Já foi identificado pela equipe uma substância capaz de inibir o vírus da dengue, conhecida como meleagrina. Entretanto, ela não é inédita.
"Já havia sido observada em fungo marinho e agora nós a encontramos em um fungo da Antártica. O problema é o seu preço. Apenas 1 miligrama vale US$ 1 mil. Mas pode ser que, de repente, nós descobrimos que esse fungo consegue produzi-la em maior quantidade. Ou quem sabe, no futuro, a gente consiga usar essa substância como modelo para criar uma molécula sintética que pode gerar um medicamento acessível", acrescentou Luiz Rosa.
Um eventual medicamento promissor não precisará necessariamente ser capaz de eliminar a dengue por completo. Pode ser, por exemplo, um remédio que alivie os sintomas de uma fase aguda ou que ajude a desenvolver uma vacina.
Os estudos com foco na busca por medicamentos contra a dengue estão mais avançados, mas também está sendo verificada a atividade das substâncias coletadas para os vírus zika e da febre chikungunya, entre outras doenças.
Pesquisadores escavam o solo congelado da Antártica em busca de fungos e outros microrganismos.
Imagem: Projeto MycoAntar/Divulgação
A Antártica é 1,6 vez maior que o Brasil e 1,4 vez maior que os Estados Unidos. Em toda essa extensão há uma grande variedade de seres vivos. No entanto, a vida do continente gelado é composta de poucos macrorganismos. A maior biodiversidade é microbiana, isto é, composta de bactérias, fungos, vírus, microalgas etc.
O isolamento da Antártica também faz com que muitas dessas espécies tenham características particulares e sejam exclusivas, não existindo em qualquer outra parte do mundo.
"Este ano nós descrevemos um fungo novo, azul, o que é muito raro. Então estas espécies que existem lá podem ter vias metabólicas únicas, o que pode levar à descoberta de substâncias inéditas," esclareceu Luiz Rosa. A nova espécie foi encontrada na neve da Antártica e foi batizada de Antarctomyces pellizariae.
Infelizmente existe também a preocupação inversa, com organismos que possam causar danos aos seres humanos ou animais. Ambientalistas têm alertado que o degelo nas áreas polares pode liberar microrganismos que estão congelados há milhares de anos, aos quais a raça humana pode não ter sido exposta anteriormente e, portanto, não possuir defesas. Atualmente o degelo prossegue forte no Ártico, mas a cobertura de gelo da Antártica vem-se ampliando.
Fonte: Diário da Saúde
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Em 2018 estreará o primeiro navio autônomo e elétrico


Imagem: Yara/Kongsberg/Divulgação
O primeiro navio autônomo totalmente elétrico, o Yara Birkeland deverá começar a operar na segunda metade de 2018, levando produtos da fábrica de fertilizantes da Yara em Porsgrunn, até as cidades de Brevik e Larvik - todas na Noruega.

O navio elétrico e autônomo deverá substituir 100 caminhões, que fazem 40.000 viagens por ano. Ele operará exclusivamente nessa rota, um trajeto de 12 milhas náuticas, pouco mais de 22 km.
O nome do navio é uma homenagem ao cientista norueguês Kristian Birkeland, que também dá nome a correntes de plasma supersônicas na porção superior da nossa atmosfera, descobertas por ele.
O navio passará por uma etapa de testes, com marinheiros e comandante a bordo, para validação de seus sistemas e avaliação de segurança. A intenção dos engenheiros dos estaleiros Kongsberg, responsável pela construção do navio, é que o YARA Birkeland passe para uma operação remota em 2019 e se torne totalmente autônomo em 2020.
"Como uma empresa líder mundial de fertilizantes com uma missão para alimentar o mundo e proteger o planeta, investir neste navio de emissão zero para transportar nossas soluções de nutrição das plantações se encaixa bem na nossa estratégia. Estamos orgulhosos de trabalhar com a Kongsberg para fazer o primeiro navio autônomo e totalmente elétrico do mundo entrar em operação comercial," disse Svein Tore Holsether, da Yara.
Imagem: Yara/Kongsberg/Divulgação
O navio terá 70 metros de calado e 4.500 toneladas de porte bruto, poderá atingir até 18,5 km/h (10 nós), mas deverá operar em velocidade de cruzeiro de 11 km/h (6 nós).
Ele será impulsionado por dois mecanismos azimutais, em que o motor inteiro se movimenta para fazer o navio virar. Seu conjunto de baterias pode prover até 4 MWh. As baterias serão recarregadas enquanto o navio permanece nos terminais para carga e descarga - o carregamento e descarregamento também serão automatizados.
A navegação autônoma se baseará em um extenso conjunto de sensores redundantes, incluindo câmeras no visível e no infravermelho, radar, lidar e AIS, sigla em inglês para Sistema de Identificação Automática, um sistema de monitoramento de curto alcance já utilizado em navios e serviços de tráfego de embarcações.

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 23 de maio de 2017

O 'homem mais feliz do mundo' revela os 5 segredos da felicidade


Imagem extraída do vídeo da BBC Brasil
Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, entitularam o monge budista Matthieu Ricard como a "pessoa mais feliz do mundo" após estudarem seu cérebro.
Os pesquisadores descobriram que Ricard produz um nível de ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica. Tais ondas estão ligadas à capacidade de atenção, consciência, aprendizado e memória.
Além disso, Ricard manifesta um nível de atividade no seu córtex pré-frontal esquerdo bem acima do direito, o que reduz sua propensão à negatividade, explicaram os pesquisadores.
Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências prazerosas. Isso é uma receita para a exaustão”, diz o monge tibetano.
Mas qual é, na visão dele, o segredo para tanta felicidade? Aos 70 anos, Ricard dá cinco conselhos.

1. Defina o que é felicidade

Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo, excepcionalmente saudável, que dá a você os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.”

2. Seja paciente

Não seja como uma criança que faz pirraça. ‘Eu quero ser feliz agora’, isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que geram bem-estar.”

3. Saiba que você pode treinar sua mente

O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se você treinar para ser mais altruísta, seu cérebro vai mudar, você será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.”

4. Pratique pouco e com frequência

É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês, a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuroplasticidade não será ativado ou mantido.”

5. Não deixe o tédio desencorajá-lo

Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de meditação e treinamento mental para se tornar uma pessoa melhor, mais feliz e mais altruísta.”


Fonte: Diário da Saúde
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Aviões do futuro usarão eletricidade e ar como combustível


Ilustração artística de um avião movido por motores a jato de plasma. Imagem: Future Workshop Electrofluidsystems TU Berlin
Podemos estar prestes a ver os motores a jato movidos a querosene se tornarem coisa do passado.
Uma nova tecnologia emergente pretende fazer com que os aviões voem do solo até a borda do espaço usando apenas ar e eletricidade.
Os motores a jato tradicionais geram impulso misturando ar comprimido com o combustível e inflamando-o. Ao se queimar, a mistura se expande rapidamente, sendo expelida pela parte traseira do motor, empurrando-o para frente.
Em vez de combustível, os motores a jato de plasma usam eletricidade para gerar campos eletromagnéticos. Esses campos comprimem e energizam um gás, como o ar atmosférico ou o argônio, criando um plasma, um estado ionizado quente e denso, semelhante ao interior de um reator de fusão - ou a uma estrela.
Os motores de plasma não têm ficado restritos aos laboratórios, já sendo utilizados na propulsão de satélites no espaço.
Mas Berkant Goksel e Igor Mashek, da Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha, querem colocar esses motores de plasma em aviões. "Queremos desenvolver um sistema que possa operar acima de uma altitude de 30 quilômetros, onde os motores a jato tradicionais não podem ir," disse Goksel. Isto tornaria os aviões a plasma capazes de levar passageiros para a borda da atmosfera e até mais do que isso.
Até agora, os motores a jato de plasma vinham sendo projetados para trabalhar no vácuo, a bordo dos satélites já no espaço, ou nas baixas pressões da alta atmosfera, o que exige que eles sempre levem um suprimento de gás.
Goksel e Mashek construíram um protótipo que funciona no ar a uma pressão de uma atmosfera. Em outras palavras, um motor de propulsão a plasma aspirado, que captura o ar atmosférico, permitindo seu uso para pouso e decolagem, e não apenas para os voos em altitudes elevadas.
"Somos os primeiros a produzir jatos de plasma rápidos e potentes no nível do solo. Esses jatos de plasma podem atingir velocidades de até 20 quilômetros por segundo," afirmam eles.
A dupla usou um fluxo rápido de descargas elétricas, com pulsos na faixa dos nanossegundos, para ativar a mistura de propulsão - uma técnica similar à usada nos motores de combustão por detonação pulsada, o que os torna mais eficientes do que os motores normais alimentados a combustível.

Fonte e mais informações em: Inovação Tecnológica
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sábado, 20 de maio de 2017

Viagem no tempo é possível com TARDIS do espaço-tempo


Além de permitir a viagem no tempo, a matéria exótica pode possibilitar a velocidade de dobra - alguns astrofísicos acreditam que haja matéria exótica em estrelas de nêutrons. Imagem: NASA
TARDIS matematicamente possível
Um matemático e um físico canadenses criaram um modelo matemático para uma máquina do tempo que, ainda que não seja viável no presente, também não se pode dizer que seja impossível de ser construída.
David Tsang e Ben Tippett, da Universidade da Colúmbia Britânica, são especialistas na teoria de Einstein e em buracos negros - mas confessam que também gostam de ficção científica nas horas vagas.
"As pessoas pensam que viagens no tempo sejam algo ficcional. E nós tendemos a pensar que não é possível porque não o fazemos de fato. Mas, matematicamente, é possível," garante Tippett.
E, usando matemática e física, eles provaram.
Deduzindo fórmulas e triturando um bocado de números, Tsang e Tippett criaram um modelo matemático de uma TARDIS - o nome foi obviamente dado em homenagem à máquina do tempo do Dr. Who, mas eles conseguiram forjar uma sigla que fizesse sentido em seu trabalho: Traversable Acausal Retrograde Domain in Space-time, algo como domínio retrógrado não-causal no espaço-tempo.
Outros cientistas acreditam que o futuro pode afetar o passado. Imagem: Cortesia Shutterstock/Sam72
Máquina do espaço-tempo
Os dois pesquisadores descrevem sua máquina do tempo como uma bolha na geometria espaço-tempo que transporta seu conteúdo para trás e para a frente através do espaço e do tempo enquanto percorre um grande caminho circular. Os cálculos indicam que a bolha, em determinadas condições, se move através do espaço-tempo a velocidades maiores do que a velocidade da luz, permitindo que ela se mova para trás no tempo.
Para explicar isso, a dupla defende que a divisão do espaço em três dimensões, com o tempo em uma dimensão separada, é incorreta. As quatro dimensões devem ser imaginadas simultaneamente, afirmam, onde diferentes direções estão conectadas, como um contínuo espaço-tempo.
Usando a teoria de Einstein, eles explicam que é a curvatura do espaço-tempo a responsável pelas órbitas curvas dos planetas. Em um espaço-tempo "plano", ou não-curvado, os planetas e estrelas iriam se mover em linhas retas. Contudo, na vizinhança de uma estrela, que tem massa enorme, a geometria do espaço-tempo torna-se curva e as trajetórias retas dos planetas próximos seguirão a curvatura e circularão ao redor da estrela.
"A direção temporal da superfície do espaço-tempo também apresenta uma curvatura. Existem evidências mostrando que, quanto mais perto de um buraco negro estivermos, mais lentamente o tempo se move. [Nosso] modelo de uma máquina do tempo usa o espaço-tempo curvo para dobrar o tempo em um círculo para os passageiros, e não colocá-lo em uma linha reta. Esse círculo nos leva de volta no tempo," explica Tippett.
Ainda que não permita ir de fato ao passado ou ao futuro, as pesquisas sobre viagem no tempo podem ser usadas de forma prática na segurança da informação. Imagem: mptvimages.com
Matéria exótica
Embora seja possível descrever esse tipo de viagem no tempo usando equações matemáticas, os pesquisadores duvidam que alguém chegue a construir uma máquina para demonstrar esse princípio porque o material para isso não existe - ainda.
"H.G. Wells popularizou o termo 'máquina do tempo' e deixou as pessoas com a ideia de que um explorador precisaria de uma 'máquina ou caixa especial' para realmente realizar viagens no tempo. Embora seja matematicamente viável, ainda não é possível construir uma máquina do espaço-tempo porque precisaríamos de materiais - que chamamos de matéria exótica - para dobrar o espaço-tempo nesses modos impossíveis, mas eles ainda não foram descobertos.
"Estudar o espaço-tempo é tanto fascinante quanto problemático. E também é uma maneira divertida de usar a matemática e a física. Especialistas em meu campo têm explorado a possibilidade de máquinas matemáticas do tempo desde 1949. E [nossa pesquisa] apresenta um novo método para fazer essas viagens," concluiu Tippett.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica


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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sorrindo você parece ser mais velho, diz pesquisa.


Faça o teste você mesmo: Em qual das imagens a estudante parece mais jovem?
Imagem: University of Western Ontario
Se você fica tentando livrar-se da cara amarrada para parecer mais agradável ou para evitar as rugas, não deveria. Pelo menos se você tem também uma preocupação em parecer mais jovem.
Vários experimentos com voluntários mostraram que sorrir pode fazer você parecer ser dois anos mais velho do que se você usar um rosto impassível, parecido com um jogador de pôquer. E se você reagiu a esse resultado com um olhar de surpresa - bem, essa simples expressão que você acaba de fazer é capaz de tirar vários anos de sua idade aparente.
"Nós associamos o sorrir com valores positivos e jovens. Pense em todas as empresas de cuidados com a pele e dentífricos que vendem a mesma ideia todos os dias," disse Melvyn Goodale, coautor do estudo, realizado no Instituto Mente e Cérebro, da Universidade Oeste de Ontário (EUA).
Comerciais à parte, os experimentos, nos quais os pesquisadores apresentavam imagens de pessoas com expressões sorridentes, neutras e surpresas, revelaram o oposto: os participantes tinham a percepção de que os rostos surpresos pareciam mais jovens, e que os rostos sorridentes eram os mais velhos.
"O mais impressionante foi que, quando perguntamos aos participantes sobre suas percepções, eles erroneamente 'lembraram' como se tivessem identificado os rostos sorridentes como os mais jovens," contou Goodale.
"Eles estavam completamente cegos para o fato de terem 'envelhecido' os rostos felizes. Suas percepções e suas crenças eram opostos polares," completou.
O pesquisador afirma que o efeito de envelhecimento no sorriso provém da incapacidade das pessoas para ignorar as rugas que se formam ao redor dos olhos durante o sorriso. Um olhar de surpresa, por outro lado, suaviza as rugas.
"Pode parecer contra-intuitivo, mas o estudo mostra que as pessoas podem sinceramente acreditar em uma coisa e depois se comportar de uma maneira completamente diferente," concluiu Goodale.
Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Chuva de rochas tenta explicar formação da crosta da Terra


A teoria do impacto que criou a Lua tem sido alvo intenso de questionamentos nos últimos anos. Imagem: NASA/JPL-Caltech
A teoria convencional, com a qual concorda a maioria dos cientistas, afirma que todos os ingredientes da crosta da Terra foram formados por atividade vulcânica.
Ocorre que mais de 90% da crosta continental da Terra atual é composta por minerais ricos em sílica, como feldspato e quartzo - e não de minerais vulcânicos.
De onde então veio esse material rico em sílica?
Don Baker e Kassandra Sofonio, da Universidade McGill, no Canadá, elaboraram uma nova teoria para tentar sair desse dilema: a dupla propõe que alguns dos componentes químicos da crosta depositaram-se na superfície da Terra a partir de uma atmosfera fumegante que teria prevalecido na época: uma autêntica chuva de silício.
Primeiro, um pouco da teoria sobre a geoquímica da Terra primitiva: Os cientistas acreditam que um planetoide do tamanho de Marte atingiu a proto-Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos, derretendo a Terra e transformando-a em um oceano de magma. Na esteira desse impacto - que também teria criado detritos suficientes para formar a Lua - a superfície da Terra foi gradualmente se resfriando, até ficar mais ou menos sólida.
A nova teoria proposta agora - assim como a convencional, presente nos livros-texto atuais - baseia-se nessa premissa.
A atmosfera que se seguiu a essa colisão teria consistido em vapor de alta temperatura, suficiente para dissolver as rochas na superfície - "muito parecido com a forma como o açúcar é dissolvido no café," exemplifica Baker. Estes minerais silicatos dissolvidos teriam então subido para a atmosfera superior, onde esfriaram e então começaram a se separar e cair de volta na Terra - uma chuva de silicatos.
Para testar a teoria, Kassandra passou meses desenvolvendo uma série de experimentos de laboratório projetados para imitar as condições de vapor na Terra primitiva. Ela aqueceu uma mistura de silicatos terrosos e água a 1.550º C, depois triturou tudo para formar um pó. Pequenas quantidades do pó, juntamente com água, foram então colocadas dentro de cápsulas feitas de uma liga de paládio e ouro, colocadas em um vaso de pressão e aquecidas a cerca de 727º C e 100 vezes a pressão atmosférica terrestre atual, para simular as condições na atmosfera terrestre cerca de 1 milhão de anos após o eventual impacto.
"Ficamos surpresos com a semelhança do material de silicato dissolvido produzido pelos experimentos com o encontrado na crosta terrestre," disse Baker.
A dupla batizou sua nova teoria de "metassomatismo aéreo", um termo cunhado por Kassandra para descrever o processo pelo qual os minerais de sílica se condensaram e caíram de volta na superfície ao longo de cerca de um milhão de anos, produzindo alguns dos primeiros espécimes de rocha conhecidos hoje.
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Como detectar e lidar com risco de suicídio entre adolescentes


Sentimentos de desesperança podem surgir em conversas, então considere que o adolescente possa estar falando sobre sua vida. Imagem: Umich/Divulgação
Discussão sobre suicídio
A nova série do Netflix "13 Reasons Why" segue uma estudante colegial que acaba com a sua vida, através do suicídio, após uma série de eventos adolescentes traumáticos, mas comuns. O personagem principal, uma jovem de 17 anos, libera uma série de gravações de áudio que detalham as circunstâncias que antecederam sua morte.
A série de ficção, baseada em um romance adulto jovem de 2007, foi amplamente criticado e discutido nos meios de comunicação, entre pais e profissionais de saúde mental e pelos jovens.
Alguns dizem que o programa glorifica o suicídio. A cantora e atriz Selena Gomez, produtora executiva do show, que tem ela própria lutado contra a depressão, diz que a série era mesmo para provocar uma discussão realista.
Ainda assim, "é difícil evitar o sensacionalismo sobre o suicídio," diz Meg Jennings, da Universidade de Michigan (EUA), que é especialista em suicídios de adolescentes.
Ela explicou alguns dos sinais de alerta para que os pais e amigos fiquem atentos.
Sinais de alerta para o suicídio
Sentimentos de desesperança podem surgir em conversas, então considere que o adolescente possa estar falando sobre sua vida. Se perceber que o jovem está se sentindo sobrecarregado só de pensar em viver, é hora de buscar ajuda, diz Jennings.
Outro sinal sugestivo é o pensamento polarizado ou distorcido - em outras palavras, a crença de que as coisas são apenas preto ou branco, bom ou ruim, tudo ou nada.
O interesse em atividades favoritas pode desaparecer. Esses adolescentes também passam a sofrer de insônia, bem como ansiedade ou pânico.
Outros sinais incluem comportamento imprudente, agressividade, aumento do uso de álcool ou drogas, visitas a entes queridos para se despedir, ou dar embora objetos pessoais de valor.
"Ao avaliar o risco, é importante saber quão impulsiva essa pessoa é. Ela está se comportando irresponsavelmente? Por exemplo, alguém chateado com os pais pode abrir a porta do carro e tentar sair do veículo, enquanto está em movimento,", diz Jennings.
A necessidade de vigilância
Alguém que é potencialmente suicida vai falar sobre a morte e sobre não ter razões para viver. O indivíduo pode se ver como um fardo enorme, fazendo comentários como, "Quando eu me for, as coisas vão melhorar para todo mundo."
A pessoa pode ter uma dor tão insuportável, que não vê esperança para o futuro. Muitas vezes, aqueles que pensam em suicídio sentem que continuar a viver é uma realidade esmagadora ou insuportável.
Mas essa perspectiva também pode mudar.
"Às vezes, se alguém com este perfil está de bom humor pode ser porque já decidiu se suicidar," alerta Jennings. "É uma boa ideia ficar atento se você interagiu com alguém que estava se sentindo profundamente inútil apenas alguns dias antes."
É preciso agir imediatamente se a pessoa está falando sobre um plano específico para acabar com sua própria vida, acrescenta Jennings.
Como intervir
Não ignore os sinais. Isto não é o comportamento normal de um adolescente, diz Jennings. Coloque a pessoa em contato com um profissional de saúde mental e, sendo da família, agende uma avaliação. Fale para esse adolescente que você se importa com ele e deseja obter suporte. Não dê sermões.
A necessidade de orientação profissional funciona dos dois lados, diz a especialista: "Os pais precisam lembrar que eles provavelmente vão precisar de apoio também. É muito estressante conviver com um adolescente suicida. Procure ajuda para si mesmo, assim que for possível."
Enquanto isso, crie um espaço seguro para o adolescente conversar sobre essas questões. É normal para os adolescentes sentirem medo ou até mesmo ficarem zangados. É importante apoiar esse adolescente e dizer que você entende o quão sem esperança ele ou ela está se sentindo, finalizou Jennings.
Matérica colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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