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terça-feira, 9 de maio de 2017

Chip brasileiro detecta vírus da dengue na hora


O chip contém uma microbalança capaz de pesar moléculas de antígeno presentes no soro sanguíneo, fornecendo rapidamente um resultado positivo ou negativo. Imagem: Cleverton Pirich
Imunochip
Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo o que eles chamam de um "imunochip", um pequeno chip capaz de detectar rapidamente três doenças que assolam o Brasil: dengue, chikungunya e zika.
O chip, que poderá ser fabricado em larga escala a um custo muito baixo, funciona como um sensor, fazendo o diagnóstico rapidamente - muito mais rápido do que é possível com os exames laboratoriais atuais. Para isso, o aparelho não procura diretamente pelo vírus, mas pelos sinais que ele produz durante a infecção.
"No nosso sensor, a detecção da doença da dengue é indireta. O que se detecta não é o vírus, mas um antígeno característico da infecção. Essa detecção se dá através de anticorpos ancorados no biossensor, que detectam rapidamente a presença do antígeno no soro e, indiretamente, nos dá a resposta de infecção", explicou Cleverton Pirich, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O imunochip é capaz de detectar a presença de moléculas do antígeno (NS1) para a dengue em soro sanguíneo, fornecendo um resultado positivo ou negativo de forma rápida.
Detecção de dengue na hora
O sensor é baseado em uma tecnologia conhecida como microbalanças de cristal de quartzo (MCQ). O termo microbalança se refere à capacidade desses dispositivos detectarem quantidades de uma molécula, a exemplo de uma proteína, na ordem de nanogramas (bilionésimos de grama).
Isso é possível devido a uma propriedade eletroquímica chamada efeito piezoelétrico - a piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica como resposta a uma pressão mecânica, o que permite que esses sensores sejam usados para medir pressão, aceleração, tensão ou força, convertendo-os em sinal elétrico.
"No caso específico do novo imunochip, um sinal elétrico é aplicado ao cristal e a frequência desse sinal muda quando algumas moléculas de antígeno (NS1) para a dengue presentes em uma amostra se depositam sobre o cristal," disse o professor Roberto Manuel Torresi, da USP, que colaborou com a pesquisa. A resposta é praticamente imediata. Pinga-se a amostra sobre o biossensor e se obtém o resultado com precisão. A presença do antígeno (NS1) para a dengue é determinada a partir de quantidades de 0,03 micrograma por mililitro.
"O mais importante para um paciente no diagnóstico não é saber quantas moléculas de antígeno há na amostra. O que interessa para ele é saber se está ou não infectado e, caso esteja, começar o mais rápido possível o tratamento correto. Visando somente um diagnóstico qualitativo, ou seja, com uma resposta positiva ou negativa, isso abre margem para o desenvolvimento de equipamentos mais simples, baratos e acessíveis que cumpram esse propósito," disse Pirich.
Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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