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terça-feira, 27 de junho de 2017

NASA apresenta projeto final de avião supersônico


Desenho final do Avião X da NASA, um supersônico silencioso. Imagem: NASA/Lockheed Martin
A NASA apresentou o modelo final do seu avião supersônico silencioso, anunciado há pouco mais de um ano.
O resultado é fruto do trabalho do programa QueSST (Quiet Supersonic Transport - Transporte Supersônico Silencioso), cujo objetivo é viabilizar um jato de passageiros que possa atingir velocidades supersônicas sobre a terra, ao contrário do Concorde, que só ultrapassava a velocidade do som sobre o mar por causa da explosão sônica - ou boom sônico -, que poderia destruir janelas e causar outros acidentes.
O avião supersônico, que a NASA chama de X-Avião, está sendo projetado para, ao ultrapassar a velocidade do som, gerar apenas uma "batida" suave, e não um estrondo com potencial destrutivo. Em velocidades normais, ele deverá ter o mesmo padrão de ruído que os aviões convencionais.
O protótipo deverá voar sobre áreas residenciais para permitir coletar os dados necessários para que as autoridades reguladoras avaliem o voo supersônico sobre a terra nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo.
Ele será baseado no modelo em escala, medindo 1,8 x 2,4 metros, construído pela Lockheed Martin, que passou pelos primeiros testes de velocidade supersônica no túnel de vento do Centro de Pesquisa Glenn, da NASA.
"Gerenciar um projeto como este tem a ver com superar um marco depois do outro. Nossa forte parceria com a Lockheed Martin nos ajudou a chegar até este ponto. Agora estamos um passo mais perto de construir um X-avião real," disse David Richwine, gerente do projeto QueSST.
Até o final do ano a NASA deverá divulgar o processo de solicitação de propostas para construção de um modelo monomotor pilotado do avião X. A previsão é que o contrato seja assinado no início de 2018 e os primeiros testes de voo do avião supersônico comecem em 2021.
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Melhorar a memória pode exigir novas estratégias


Talvez as memórias sejam mesmo para sempre, mas sempre temos dificuldades em recuperá-las: Um quê de surpresa pode ajudar a reforçar essas memórias.Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay
Todos queremos melhorar nossa memória, mas talvez precisemos mudar nossas estratégias para alcançar esse objetivo.
Ocorre que a memória não é uma entidade única, e processos de memória separados, como a formação e a lembrança, devem ser aprimorados por diferentes estados do cérebro, explica a Dra. Katherine Duncan, da Universidade de Toronto (Canadá).
E os resultados dos experimentos da equipe da Dra. Duncan revelaram agora um novo mecanismo de disparo que desencadeia esses estados cerebrais associados com a memória: a novidade.
O papel da novidade - o ineditismo de uma experiência ou informação - foi demonstrado quando a equipe usava exames de ressonância magnética funcional (fMRI) para identificar como o cérebro desencadeia os diversos estados de memória. A detecção de uma novidade funciona como uma chave, mudando a forma como o cérebro aprende e se recorda.
"Nós descobrimos que a familiaridade aumenta a recuperação de outras memórias não relacionadas, mas reduz as chances da formação da memória. Por outro lado, a novidade aumenta a formação posterior de memórias distintas sem se preocupar com experiências anteriores," explicou a pesquisadora.
Surpreenda-se para lembrar melhor
À luz desse novo conhecimento, a professora Duncan sugere que, se quisermos melhorar nossa memória, precisamos repensar a maneira como tentamos guardar informações para nos lembrarmos depois.
"Sua capacidade de lembrar de algo não depende apenas da força da memória, depende do estado em que você está," destaca ela, referindo-se ao aspecto emocional de se deparar com uma novidade, em contraposição a ver novamente uma coisa que você já considera conhecida ou familiar.
Como não dá para disfarçar que você já conhece uma coisa, uma técnica útil seria adotar novos pontos de vista, tentando encarar o evento ou experiência sob novos aspectos, gerando uma sensação de novidade.
"Nós apenas arranhamos a superfície [do conhecimento sobre a memória], mas já estamos vendo conexões para distúrbios envolvendo deficiências de memória, como a doença de Alzheimer. Se definirmos a neuroquímica desses estados, poderemos desenvolver um dia novos testes de alerta precoce e, possivelmente, mais à frente, desenvolver novas estratégias de gestão [da memória]," concluiu Duncan.
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Stephen Hawking faz apelo para que homem volte à Lua


"Essa expansão para o espaço pode mudar completamente o futuro da humanidade", disse o físico britânico. Imagem: PA
O cientista e físico britânico Stephen Hawking convocou países a enviarem astronautas à Lua até 2020. Para ele, é preciso também construir uma base lunar nos próximos 30 anos e enviar pessoas a Marte até 2025 - tudo isso pensando "no futuro da humanidade".
As previsões de Hawking almejam principalmente reacender programas espaciais globais, forjar novas alianças e dar à humanidade uma nova "sensação de propósito".
O cientista está participando do Starmus Festival, que celebra a Ciência e as Artes e está acontecendo em Trondheim, na Noruega. Ele reforçou lá seus desejos de um novo plano de expansão espacial.
"Essa expansão para o espaço pode mudar completamente o futuro da humanidade", disse o físico britânico.
"Tenho esperanças de que isso uniria países que competem entre si em torno de uma única meta, para enfrentar o desafio comum a todos nós. Um novo e ambicioso programa espacial serviria para engajar os mais novos e estimular o interesse deles em outras áreas, como astrofísica e cosmologia."
Questionado sobre se não seria melhor gastar o dinheiro disponível tentando resolver os problemas deste planeta, em vez de investi-lo no espaço, Hawking pontuou que é importante, sim, cuidar das questões urgentes daqui - mas agregou que pensar no espaço é importante para garantir o futuro da humanidade.
"Não estou negando a importância de lutar contra o aquecimento global e as mudanças climáticas aqui, ao contrário do que fez Donald Trump, que pode ter tomado a decisão mais séria e errada sobre esse tema que o mundo poderia esperar", disse. (No início do mês, o presidente americano anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, pacto climático que visa impedir o aumento das temperaturas globais).
No entanto, o cientista ressaltou que as viagens espaciais são essenciais para o futuro da humanidade, principalmente porque a Terra está sob ameaça - justamente por conta de problemas como o aquecimento global e a diminuição dos recursos naturais.
"Estamos ficando sem espaço aqui e os únicos lugares disponíveis para irmos estão em outros planetas, outros universos. É a hora de explorar outros sistemas solares. Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra", afirmou o físico.
Chefe da Agência Espacial Europeia, Jan Woerner disse que prevê a construção de uma base na Lua em 2024 e está colaborando com a Rússia para enviar uma sonda e testar um possível local para isso. A China já estipulou uma meta de enviar um astronauta à Lua em breve.
Já a Nasa não tem planos de voltar à Lua por enquanto e vem focando seus esforços no plano de enviar astronautas a Marte até 2030. No entanto, se outras agências espaciais começarem a colaborar entre si para a construção de uma base lunar, seria difícil ver a Nasa de fora dessa.
Para Hawking, o ponto principal é que não há futuro a longo prazo para nossas espécies na Terra: ele acha que seríamos atingidos por um asteroide novamente ou eventualmente engolidos pelo nosso próprio Sol. Ele ainda reforça que viajar para outros planetas distantes "elevaria a humanidade".
"Sempre que demos um novo salto, por exemplo a ida à Lua, unimos os povos e as nações, inauguramos novas descobertas e novas tecnologias", afirmou.
"Deixar a Terra exige uma movimentação global, todos devem estar juntos nisso. Precisamos fazer renascer a empolgação dos primórdios das viagens espaciais, na década de 1960."
Para ele, a colonização de outros planetas já não é mais tema de ficção científica. "Se a humanidade quiser continuar (a viver) por mais milhões de anos, nosso futuro residirá na ousadia de ir onde ninguém mais ousou ir. Espero que seja para o melhor. Nós não temos outra opção."

Fonte: BBC Brasil
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Planeta Dez: Dados indicam mais um planeta no Sistema Solar


Visualização artística do gelado Planeta Dez, que ainda deverá ser observado diretamente. Imagem: Kathryn Volk/Renu Malhotra/New Scientist
Depois dos indícios da existência de um nono planeta no Sistema Solar - o ardentemente procurado PlanetaNove - agora novos dados indicam que o Sistema Solar pode ser ainda mais populoso do que se pensava.
Kathryn Volk e Renu Malhotra, da Universidade do Arizona, nos EUA, acabam de encontrar indícios da existência de um décimo planeta em nosso sistema - o Planeta Dez.
Os indícios surgiram quando as duas astrônomas rastreavam as regiões além de Netuno, no chamado Cinturão de Kuiper, que começa a partir das 55 unidades astronômicas (ua) - ou seja, 55 vezes mais longe do que a distância do Sol à Terra. Foi uma onda de descobrimento de um grande número de corpos celestes poucos brilhantes nessa região que ajudou a desclassificar Plutão como planeta.
Volk e Malhotra rastrearam vários objetos nessa região e verificaram que vários deles descrevem órbitas anômalas, com uma inclinação orbital de oito graus em média. Os efeitos observados, segundo elas, só podem ser explicados pela presença de um outro corpo celeste de grandes dimensões - um planeta.
"Não é o que esperaríamos se os únicos planetas do Sistema Solar fossem aqueles que já conhecemos. Isto significa adicionar um novo planeta - o Planeta Dez, assumindo que o Planeta Nove exista," disse Volk.
A técnica é a mesma usada para identificar o Planeta Nove, só que este deve estar a 700 ua e ter 10 vezes a massa da Terra. O Planeta Dez estaria bem mais perto, a 50 ua, e deve ser bem menor, mais ou menos do tamanho de Marte.
O Planeta 10 estaria em uma órbita inclinada em relação ao Sol e aos planetas conhecidos. [Imagem: athryn Volk/Renu Malhotra/New Scientist
Ocorre que um planeta do tamanho de Marte localizado pouco depois de Netuno deve ser muito mais fácil de ser observado do que o distante Planeta Nove.
Na verdade, outros astrônomos, ao comentarem os resultados da pesquisa, afirmam ser difícil de acreditar que exista algo deste tamanho e tão próximo e que não tenha sido observado até hoje, embora o eventual planeta possa ser obscurecido por galáxias de fundo.
Os dados deverão ser confirmados - ou corrigidos - com a adição de novas observações de corpos do Cinturão de Kuiper. Esses dados poderão ser fornecidos pelo projeto OSSOS (Outer Solar System Origins Survey), que está rastreando milhares de objetos nessa região.
"Teria que ser um acaso muito grande para que este não seja um efeito real. Acreditamos que há um sinal real lá e isso implica um planeta adicional," disse Volk.

Fonte: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Primeira moeda que brilha no escuro do mundo entra em circulação no Canadá


A nova (e brilhante) moeda canadense. Imagem: Royal Canadian Mint
O Canadá colocará em circulação sua primeira moeda - e do mundo - a brilhar no escuro.
Conhecida localmente como "toonie", a moeda de dois dólares canadenses (cerca de R$ 5) foi produzida após um concurso de design que recebeu mais de 10 mil inscrições.
Ela mostra duas pessoas remando em um barco com uma aurora boreal ao fundo.
A Royal Canadian Mint, instituição responsável pela produção das moedas, está colocando 3 milhões de "toonies" em circulação para comemorar o 150º aniversário do Canadá.
Durante o dia, a cena aparece colorida em azul e verde. No escuro, brilha.
A moeda foi projetada pelo médico Timothy Hsia, que se disse inspirado pelo tema do concurso - "nossas maravilhas".
Moeda feita em 2012 também brilhava no escuro, mas não entrou em circulação. Imagem: Royal Canadian Mint
"Queria escolher algo que fosse realmente maravilhoso", afirmou. "E acho que não há nada mais maravilhoso do que a aurora boreal canadense."
A decisão de colocar em circulação a primeira moeda do mundo que brilha no escuro coube à Royal Canadian Mint, que também produz moedas para outros 75 países.
O porta-voz do órgão, Alex Reeves, diz que o objetivo é demonstrar "um pouco da inovação canadense junto ao orgulho pelas comemorações" dos 150 anos do país.
O país já havia experimentado a técnica de brilho no escuro em 2012, com uma moeda de 25 centavos que exibia um esqueleto de dinossauro, mas ela não chegou a entrar em circulação - teve, segundo a imprensa canadense, uma tiragem de 25 mil impressões para colecionadores, sendo vendida por cerca de 30 dólares canadenses (cerca de R$ 75).

Fonte: BBC Brasil
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cebolas vermelhas têm alta potência contra câncer


Aos poucos as cebolas passam a ser reconhecidas como pertencentes à classe dos chamados superalimentos.
Imagem: University of Guelph
Na próxima vez que você estiver andando pelos corredores do varejão, pode ser uma boa pedida dar uma passada pelo balcão das cebolas vermelhas (ou roxas) - ao menos se você estiver interessado em meios naturais para evitar ou combater o câncer.
E a cor das cebolas é importante quanto à capacidade de matar as células do câncer, afirmam pesquisadores da Universidade de Guelph (Canadá), porque nem todas as cebolas são criadas iguais.
Suresh Neethirajan e Abdulmonem Murayyan estudaram cinco variedades de cebolas e descobriram que a variedade Anel de Rubi (Ruby Ring) está no topo da escala graças aos seus altos níveis de quercetina e antocianina.
O estudo envolveu colocar células de câncer de cólon em contato direto com a quercetina extraída de cinco diferentes variedades de cebolas.
"Nós descobrimos que as cebolas são excelentes para matar células cancerosas," disse Murayyan. "As cebolas ativam vias que induzem as células cancerosas a sofrer morte celular [apoptose]. Elas criam um ambiente desfavorável para as células cancerígenas e perturbam a comunicação entre as células cancerosas, o que inibe seu crescimento".
Um estudo anterior da equipe já havia demonstrado que cebolas são eficazes quando as células envolvidas são do câncer de mama.
"O próximo passo será testar os poderes do vegetal contra o câncer em testes em humanos", adiantou Murayyan. Isto será possível porque os pesquisadores desenvolveram uma nova técnica de extração dos flavonoides da cebola que elimina o uso de produtos químicos, tornando a quercetina encontrada nas cebolas mais adequada ao consumo.
No ano passado, a pesquisadora brasileira Daniela Lopes Leite, da Embrapa, constatou que o cultivar BRS Cascata possui a maior concentração de quercetina (316,63 mg kg-1) entre os tipos mais comuns de cebola consumidos no Brasil (Horticultura Brasileira 26: S6650-S6659).
As cebolas ainda não são largamente reconhecidas como pertencentes à classe dos "superalimentos", ainda que contenham uma das maiores concentrações dos agora tão afamados flavonoides.
O estudo revelou que a cebola vermelha não apenas tem altos níveis de quercetina, mas também grandes quantidades de antocianina, que enriquece as propriedades "limpantes" das próprias moléculas de quercetina.
"A antocianina é fundamental para dar cor às frutas e vegetais, então faz sentido que as cebolas vermelhas, que são de cor mais escura, tenham a maior potência na luta contra o câncer," disse Murayyan.

Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Físicos estudam buracos negros na banheira

O vórtice na água funciona como um análogo de um buraco negro.Imagem: University of Nottingham
Buraco negro na banheira
Na busca de compreender a verdadeira anatomia de um buraco negro, uma equipe da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, adotou um enfoque inusitado.
Eles criaram uma banheira especial para estudar buracos negros.
E parece ter dado certo, porque eles conseguiram comprovar um fenômeno conhecido como superradiância.

"Esta pesquisa tem sido particularmente empolgante de se trabalhar, já que juntou a experiência de físicos, engenheiros e técnicos para alcançar nosso objetivo comum de simular as condições de um buraco negro e provar que a superradiância existe. Acreditamos que nossos resultados motivarão mais pesquisas sobre a observação da superradiância na astrofísica," disse a professora Silke Weinfurtner, coordenadora da equipe.
Foi necessário experimentar com ondas de várias frequências até que a superradiância se manifestasse. Imagem: Theo Torres et al. - 10.1038/nphys4151
Superradiância
O experimento na banheira baseou-se na teoria de que uma área imediatamente fora do horizonte de eventos de um buraco negro rotativo - o ponto gravitacional de não-retorno de um buraco negro - será arrastada pela rotação.
Isso implica que qualquer onda que entrar nesta região, mas não avançar além do horizonte do eventos, deverá ser desviada e sair com mais energia do que quando entrou - este é o efeito conhecido como superradiação, ou superradiância.

Em outros termos, a superradiância representa extração de energia de um buraco negro rotativo, sendo um precursor da radiação Hawking - uma versão quântica da superradiação do buraco negro.
A equipe, prestes a mergulhar em sua banheira em busca dos segredos dos buracos negros. Imagem: University of Nottingham
E a banheira?
Como não dá para estudar um buraco negro diretamente, os físicos precisam ser criativos. A equipe bolou então um "análogo", um fenômeno que lembra o objeto a ser estudado.
Neste caso, eles usaram o redemoinho que se forma quando a água de uma banheira escoa rapidamente pelo ralo.
A "banheira-negra" tem 3 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 50 centímetros de profundidade. Para fazer experimentos continuamente, a água é recirculada por um circuito fechado, garantindo que o redemoinho possa ser observado cuidadosamente.
A equipe foi então variando a frequência das ondas geradas até que o fenômeno da superradiância se manifestasse, o que pode ser verificado usado um aparato óptico especial, que a equipe chama de "sensor 3D da interface ar-fluido".

E as curiosidades do experimento não param na banheira: para medir o campo de fluxo - a velocidade com que o análogo do buraco negro gira - a equipe usou pequenos pontos furados em papel branco por uma máquina de costura caseira, apenas modificada ligeiramente para espetar a agulha nos pontos certos do papel.

Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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terça-feira, 13 de junho de 2017

NASA quer céus repletos de drones autônomos


A NASA quer que os drones tomem suas próprias decisões sobre quando sair do chão, voar e pousar. [Imagem: NASA]
A NASA selecionou três equipes de pesquisadores para desenvolverem as soluções que faltam para criar um sistema de aeronaves não-tripuladas (VANTs) sem intervenção humana.
As três equipes deverão descobrir se é possível fazer, e como fazer, para atender a três objetivos.
1. Criar uma rota para a inclusão e a certificação segura de sistemas autônomos na aviação.
Sistemas autônomos, como carros sem motoristas e drones autônomos, dependem de algoritmos de aprendizado de máquina que se adaptem a novos objetivos e ambientes. A ideia é desenvolver algoritmos que deem autonomia, dando confiabilidade às decisões da máquina e, em última instância, permitir que os sistemas autônomos sejam certificados - assim como os motoristas e pilotos humanos recebem carteira de motorista e brevê de piloto.
2. Desenvolver novos métodos e tecnologias para um drone com controle remoto se certificar de que está pronto para voar antes de cada voo.
A ideia é dispensar os humanos na tarefa de verificação sobre a prontidão estrutural e mecânica da aeronave, garantindo que todos os seus sistemas de bordo estão íntegros e não foram invadidos de alguma forma. Além disso, se algo errado for detectado durante o voo, o drone deverá pousar imediatamente por conta própria.
3. Usar a computação quântica e tecnologias de comunicação para construir uma rede segura e livre de engarrafamentos capaz de acomodar centenas de milhares de drones voando diariamente.
Devido à forma como os dados são organizados e processados, a computação quântica permite que certos cálculos e comunicações sejam feitos de forma muito mais eficiente do que usando um computador normal - como o problema do caixeiro-viajante, que se aplica bem à situação dos drones.
A seleção faz parte do programa de Soluções de Aeronáutica Convergente da NASA, e as equipes terão entre 24 e 30 meses para apresentar seus trabalhos.
"Nossa ideia é investir uma quantidade muito modesta de tempo e dinheiro em novas tecnologias que são ambiciosas e potencialmente transformadoras. Elas poderão funcionar ou não, mas não saberemos a menos que tentemos," disse Richard Barhydt, diretor do programa.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Lavar as mãos: água fria, água quente ou muito sabão?


Se o que você quer é se livrar dos germes nas mãos, não se preocupe nem com a temperatura da água e nem com a quantidade de sabão.
[Imagem: Rutgers/SUNJ]
É muito certo que lavar as mãos evita que espalhemos germes e fiquemos doente.
Mas sempre houve uma crença de que a água quente seria mais capaz de remover as bactérias do que a água fria.
É mais um mito que cai por terra, um mito eventualmente criado pela sensação mais agradável que é lavar as mãos em uma água não muito fria.
"As pessoas precisam se sentir confortáveis quando estão lavando as mãos, mas em termos de eficácia [em remover bactérias], este estudo nos mostra que a temperatura da água utilizada não importa," garante o professor Donald Schaffner, da Universidade Rutgers (EUA).
Para chegar a essa conclusão, a equipe despejou altos níveis de bactérias inofensivas nas mãos de 21 voluntários, várias vezes ao longo de um período de seis meses. Em cada caso, eles a seguir lavavam as mãos em água com temperaturas de 15º C, 26º C ou 38º C, usando 0,5 ml, 1 ml ou 2 ml de sabão.
Curiosamente, nem o aumento da temperatura da água e nem um maior volume de sabão influíram significativamente na eliminação das bactérias.
O que realmente fez a diferença foi lavar as mãos, esfregando uma na outra sob a água, por pelo menos 10 segundos.
"Embora não haja diferença entre a diversas quantidades de sabão utilizadas, é necessário estudar mais para entender exatamente quanto e o tipo de sabão necessário para remover micróbios nocivos das mãos," disse Jim Arbogast, coautor da pesquisa. "Isso é importante porque a maior necessidade de saúde pública é aumentar a lavagem das mãos ou a desinfecção das mãos por trabalhadores na área de alimentos e pelo público antes de comer, antes de preparar os alimentos e depois de usar o banheiro."
A agência de saúde norte-americana (FDA) tem entre suas diretrizes atuais a recomendação de que estabelecimentos que forneçam alimentos e restaurantes disponibilizem água a 38º C para lavagem das mãos. Este estudo não dá suporte a essa recomendação.
Os resultados foram publicados na edição de junho do Journal of Food Protection.

Fonte: Diário da Saúde
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Escola Profissional de Nova Olinda Realiza II Seminário de Estágio

Aluna Thallissa Jeremias. Curso Técnico em Agronegócio
Na tarde desta quinta-feira, 08, às 14 horas, aconteceu na Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo, na cidade de Nova Olinda, o II Seminário de Captação de Vagas para Estágio.

O evento contou com a participação de mais de 40 empresas das cidades de Altaneira, Nova Olinda e Santana do Cariri, além da representação da secretaria de obras de Crato, núcleo gestor, professores e cerca de 160 estudantes da instituição de ensino.

O seminário teve como objetivo principal conversar acerca das atividades de estágio dos alunos matriculados na terceira série do ensino médio dos cursos técnicos em Redes de Computadores, Finanças, Agronegócio e Edificações, que terão início na segunda semana de agosto.

Lúcia Silva Santana. Diretora Escolar
Na oportunidade a Diretora Escolar Lúcia Santana, ao fazer a abertura dos trabalhos, agradeceu a parceria das empresas que confiaram no trabalho da escola, receberam e ajudaram no desenvolvimento profissional dos estudantes.

Prof. Paulo Robson. Coordenador Escolar de Estágio
Este blogueiro, que é o atual Coordenador Escolar responsável pelo estágio da instituição, fez o uso da palavra para informar sobre as mudanças ocorridas nas práticas de estágio em relação à 2016 e sobre a dinâmica do estágio para o corrente ano.

O seminário teve continuidade com a apresentação de cada um dos quatro cursos ofertados pela escola através dos próprios alunos estagiários, concluindo-se com momentos de conversas entre concedentes e alunos em momentos separados por turma e organizados a partir de rodas de negociação, entrevistas, mesas redondas e apresentações individuais.

Confira outras fotos do evento no perfil da escola no Facebook

Texto: Prof. Paulo Robson Leite de Oliveira
Fotos: Lucélia Muniz
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Roupas esportivas biônicas usam células vivas para resfriar


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Uma equipe de pesquisadores do MIT lançou um novo conceito em roupas esportivas biônicas.

As roupas "respiram" - as peças são dotadas de aletas de ventilação que abrem e fecham em resposta ao calor e ao suor do corpo do atleta.
As aletas, que variam de alguns milímetros a vários centímetros, são revestidas com células microbianas vivas, que encolhem e expandem em resposta às mudanças na umidade e na temperatura.
As células atuam como pequenos sensores e também como atuadores, fazendo com que as abas se abram quando a pessoa começa a suar, e puxando-as de volta para que se fechem quando o corpo esfria.
Os pesquisadores também criaram uma palmilha para tênis com uma camada interna de aberturas do mesmo tipo, todas revestidas de células vivas para extrair o ar e absorver a umidade, evitando o chulé.
Por que usar células vivas em roupas e outras peças de vestuário?
Este é um conceito conhecido como "tecidos responsivos" - que respondem a alterações no ambiente - e os pesquisadores afirmam que as células vivas sensíveis à umidade são mais simples, não necessitando de peças adicionais ou equipamentos eletrônicos para detectar e responder à umidade.
As bactérias que eles usaram não representam qualquer risco à saúde - você pode até comê-las que elas não lhe farão mal. Além disso, dizem os pesquisadores, com as ferramentas de engenharia genética disponíveis, as células bacterianas podem ser preparadas rapidamente e em grandes quantidades para expressar múltiplas funcionalidades, além da resposta à umidade.
"Podemos combinar nossas células com ferramentas genéticas para introduzir outras funcionalidades nessas células vivas," disse o professor Wen Wang. "Veja o exemplo da fluorescência: ela pode sinalizar às pessoas quando você estiver correndo no escuro. No futuro, poderemos combinar funcionalidades de liberação de odores através da engenharia genética. Então, depois de ir à academia, sua camiseta irá liberar um cheiro agradável."

Fonte: Diário da Saúde
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terça-feira, 6 de junho de 2017

Planeta mais quente já descoberto é tão quente quanto estrela


Ilustração artística da estrela KELT-9 (esquerda) e do seu planeta superquente KELT-9b (direita).[Imagem: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (IPAC)]
Nos últimos anos surgiram muitas dúvidas sobre a definição de planeta e estrela, à medida que foram descobertas estrelas tão frias quanto planetas. Agora se percebeu que o inverso também é verdadeiro: há planetas tão ou até mais quentes do que estrelas.
É o caso do recém-descoberto KELT-9b, um planeta com uma temperatura de mais de 4.300º C durante o dia, mais quente do que a maioria das estrelas, e apenas cerca de 1.100º C mais frio do que o nosso próprio Sol.
O KELT-9b é um gigante de gás 2,8 vezes mais maciço do que Júpiter - nas classificações usadas até agora ele seria um "júpiter quente", apesar de ser muito mais quente do que qualquer planeta já visto até hoje. Mas ele tem apenas metade da densidade de Júpiter porque a radiação da sua estrela fez com que sua atmosfera inchasse como um balão.
E como ele está gravitacionalmente travado à sua estrela - como a Lua em relação à Terra - o lado do dia do planeta é continuamente bombardeado pela radiação estelar. Como resultado, ele é tão quente que moléculas como água, dióxido de carbono ou metano não conseguiriam se formar lá. As propriedades do lado da noite ainda são um mistério - as moléculas poderiam se formar no lado escuro, mas provavelmente apenas por curtos períodos.
"É um planeta por qualquer uma das definições típicas baseadas na massa, mas sua atmosfera é quase certamente diferente da de qualquer outro planeta que já vimos exatamente por causa da temperatura no lado do dia," disse Scott Gaudi, da Universidade Ohio, nos EUA, que liderou as observações.
O estranho KELT-9b orbita a estrela KELT-9, que é mais de duas vezes maior e quase duas vezes mais quente do que o nosso Sol.
KELT é uma abreviação de Kilodegree Extremely Little Telescope. Astrônomos das universidades do Estado de Ohio, Vanderbilt e Lehigh operam em conjunto dois KELTs, um no Hemisfério Norte (EUA) e outro no Hemisfério Sul (África do Sul), a fim de preencher uma lacuna nas tecnologias disponíveis para encontrar planetas extrassolares.
"A KELT-9 irradia tanta radiação ultravioleta que pode evaporar completamente o planeta," disse Keivan Stassun, outro membro da equipe. "Ou, se os planetas gigantes de gás como KELT-9b possuírem núcleos rochosos sólidos, como sugerem algumas teorias, o planeta pode ser reduzido a uma rocha estéril, como Mercúrio."
Isto é, se a estrela não crescer para envolvê-lo primeiro. "A KELT-9 inchará para se tornar uma estrela gigante vermelha em cerca de um bilhão de anos," disse Stassun.
Outra curiosidade, ainda por ser verificada observacionalmente, é que, dado que a atmosfera do planeta é constantemente varrida por altos níveis de radiação ultravioleta, o planeta pode estar deixando uma cauda de material planetário evaporado. Se isso for verdade, além de ter a massa de um planeta e a temperatura de uma estrela, o KELT-9b pode se parecer com um cometa.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Registro de ondas gravitacionais previstas por Einstein abre caminho para nova era da astronomia



Dois buracos negros aglutinados girando de forma não alinhada. Imagem:
IGO/Caltech/MIT/Sonoma State
Cientistas detectaram ondas gravitacionais no espaço que foram causadas pelo choque de buracos negros a três bilhões de anos-luz da Terra. Esta é a terceira vez que as distorções são registradas, reforçando a Teoria Geral da Relatividade prevista por Albert Einstein no início do século 20.
Isso leva os estudos sobre o Universo a uma nova era. "O ponto fundamental deste terceiro registro é que estamos saindo do período da novidade para a de uma nova ciência observacional, uma nova astronomia das ondas gravitacionais", disse David Shoemaker, porta-voz da colaboração científica do Ligo (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro de Laser, na sigla em inglês), nos EUA.
Os sinais foram detectados no dia 4 de janeiro e seus detalhes estão descritos num artigo publicado no periódico científico Physical Review Letters.
Como nas outras duas vezes, o novo evento foi gerado por uma fusão de buracos negros, que produziu uma quantidade extraordinária de energia.
A análise sugere que os dois buracos negros tinham massa de 31 vezes e 19 vezes a do Sol e, quando se chocaram, produziram um objeto de quase 50 vezes a massa solar.
"Esses são os eventos astronômicos mais poderosos testemunhados pelos seres humanos", afirmou Michael Landry, do laboratório do Ligo em Hanford, nos EUA.
"Essa energia é liberada num espaço de tempo muito curto, e nada disso produz luz, por isso que você precisa de detectores de ondas gravitacionais."

Ondulações no espaço-tempo
Imagem: S.Ossokine/A.Buonanno (MPI Gravitational Physics)
- Ondas gravitacionais foram previstas pela Teoria Geral da Relatividade, de Einstein
- Levou-se décadas para se desenvolver a tecnologia para detectá-las diretamente
- São ondulações no espaço-tempo geradas por eventos violentos
- Massas em movimento acelerado produzem ondas que se propagam na velocidade da luz
- Fontes detectáveis são fusões de buracos negros e estrelas de nêutrons
- O equipamento do Ligo direciona o laser para túneis longos em formas de L; as ondas fazem a luz se movimentar
- Detectar as ondas abre caminho para investigações totalmente novas sobre o cosmos
Assim como nas duas observações anteriores, em setembro e dezembro de 2015, os cientistas não têm certeza onde exatamente o evento do dia 4 de janeiro ocorreu.
Num intervalo de três milissegundos entre o sinal detectado primeiro em Hanford e depois no laboratório de Livingston, em Lousiana, os pesquisadores conseguem determinar apenas um grande arco de possibilidades para a fonte do evento.
Telescópios convencionais foram alertados de um flash de luz coincidente, mas eles não observaram nada que poderia ser atribuído à fusão dos buracos negros.
Só será possível resolver esse problema de triangulação - para determinar a localização do evento - quando uma terceira estação chamada Virgo, na Itália, começar trabalhar com as instituições americanas, nos próximos meses.

'A cada 15 minutos'

A detecção de ondas gravitacionais foi descrita como uma das mais importantes descobertas da física nas últimas décadas.
Conseguir perceber as distorções no espaço-tempo produzidas a partir de eventos cataclísmicos representa um passo transformador no estudo do Universo. Agora, assim como tentar "ver" os eventos distantes, cientistas também os "ouvem" ao provocar vibrações no cosmos.
Essa abordagem traz novos conhecimentos para os pesquisadores, como uma classe totalmente nova de buracos negros. Antes disso, esses objetos celestes, com massas que podiam ser mais de 25 vezes a do Sol, eram totalmente desconhecidos.
Laboratório de Hanford: algumas das grandes questões na ciência agora requerem máquinas grandes para respondê-las. Imagem: NSF
"Em dois anos, passamos de não saber que esses eventos existiam a ter confiança de que existe um grupo deles lá fora", comentou Sheila Rowan, membro da equipe do Ligo pela Universidade de Glasgow, no Reino Unido.
"E as ondas gravitacionais de um desses sistemas pode passar por nós aproximadamente uma vez a cada 15 minutos, de algum lugar do Universo", ela disse à BBC News.
Para o futuro, espera-se que o equipamento do Ligo seja mais sensível para detectar ainda mais eventos.

Einstein no caminho certo

Os novos achados trazem mais dados para pesquisas sobre as propriedades dos buracos negros.
Os cientistas garantem, pela natureza do sinal do dia 4 de janeiro, que as rotações dos objetos não estavam totalmente alinhadas quando se chocaram.
Isso sugere que eles não foram criados a partir de uma dupla de estrelas que explodiu e provocou os buracos negros. Em vez disso, sua origem mais provável é a partir de estrelas que tiveram vidas independentes e em algum momento se tornaram uma dupla.
"Nesse primeiro caso, esperaríamos que as rotações permanecessem alinhadas", disse Laura Cadonati, porta-voz do grupo de pesquisa. "Com isso, encontramos uma nova peça para o enigma na compreensão dos mecanismos de formação (do evento)."
Além disso, a astronomia das ondas gravitacionais mais uma vez confirma a teoria de Einstein.
Teorias de Albert Einstein tem sido confirmadas. Imagem: AFP
Os pesquisadores buscaram um efeito chamado dispersão, que ocorre quando a onda de luz muda de velocidade dependendo do meio físico - como quando a luz apontada para um prisma de vidro produz um arco-íris.
A teoria sugere que a dispersão não ocorre nas ondas gravitacionais quando elas se propagam de sua fonte no espaço em direção à Terra. E, de fato, a equipe de pesquisa não encontrou evidências desse efeito.
"Nossas medidas são realmente muito sensíveis a pequenas diferenças nas velocidades de frequências, mas não registramos nenhuma dispersão, mais uma vez, não provamos que Einstein estava errado", explicou Bangalore Sathyaprakash, membro da equipe do Ligo e representante da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.
Em uma comovente coincidência, o último 4 de janeiro também foi o dia em que Heinz Billing, pioneiro da ciência da onda gravitacional, morreu, aos 102 anos.
O alemão especialista em física e informática construiu um dos primeiros interferômetros a laser - instrumentos hoje usados para detectar ondas gravitacionais.
Seu primeiro trabalho foi crucial para o desenvolvimento dos sistemas do Ligo.


Matéria colhida na íntegra em: BBC Brasil
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