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terça-feira, 13 de junho de 2017

NASA quer céus repletos de drones autônomos


A NASA quer que os drones tomem suas próprias decisões sobre quando sair do chão, voar e pousar. [Imagem: NASA]
A NASA selecionou três equipes de pesquisadores para desenvolverem as soluções que faltam para criar um sistema de aeronaves não-tripuladas (VANTs) sem intervenção humana.
As três equipes deverão descobrir se é possível fazer, e como fazer, para atender a três objetivos.
1. Criar uma rota para a inclusão e a certificação segura de sistemas autônomos na aviação.
Sistemas autônomos, como carros sem motoristas e drones autônomos, dependem de algoritmos de aprendizado de máquina que se adaptem a novos objetivos e ambientes. A ideia é desenvolver algoritmos que deem autonomia, dando confiabilidade às decisões da máquina e, em última instância, permitir que os sistemas autônomos sejam certificados - assim como os motoristas e pilotos humanos recebem carteira de motorista e brevê de piloto.
2. Desenvolver novos métodos e tecnologias para um drone com controle remoto se certificar de que está pronto para voar antes de cada voo.
A ideia é dispensar os humanos na tarefa de verificação sobre a prontidão estrutural e mecânica da aeronave, garantindo que todos os seus sistemas de bordo estão íntegros e não foram invadidos de alguma forma. Além disso, se algo errado for detectado durante o voo, o drone deverá pousar imediatamente por conta própria.
3. Usar a computação quântica e tecnologias de comunicação para construir uma rede segura e livre de engarrafamentos capaz de acomodar centenas de milhares de drones voando diariamente.
Devido à forma como os dados são organizados e processados, a computação quântica permite que certos cálculos e comunicações sejam feitos de forma muito mais eficiente do que usando um computador normal - como o problema do caixeiro-viajante, que se aplica bem à situação dos drones.
A seleção faz parte do programa de Soluções de Aeronáutica Convergente da NASA, e as equipes terão entre 24 e 30 meses para apresentar seus trabalhos.
"Nossa ideia é investir uma quantidade muito modesta de tempo e dinheiro em novas tecnologias que são ambiciosas e potencialmente transformadoras. Elas poderão funcionar ou não, mas não saberemos a menos que tentemos," disse Richard Barhydt, diretor do programa.

Fonte: Inovação Tecnológica
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