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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Qual é a melhor idade para se ter filhos?


Será que existe uma idade ideal para ter filhos? Imagem: ISTOCK
Não há dúvidas entre os cientistas de que a fertilidade natural diminue progressivamente ao longo da vida. Entretanto, é cada vez mais comum nas sociedades ocidentais as pessoas terem filhos mais tarde.
No Reino Unido, mais de 50% dos bebês nascem de mulheres acima de 30 anos. No Brasil, esse índice também tem aumentado – de acordo com o IBGE, até 2005, 13% das mulheres tinham filhos entre os 30 e 34 anos; agora, esse número chega a mais de 20%. Cresce também o número de bebês que nascem de mães acima dos 35 anos, quando a fertilidade feminina é bem menor.
Além delas os homens também "sofrem" os efeitos do tempo nesse quesito. Eles têm sua fertilidade diminuída após os 35 anos - e, de acordo com estudos recentes, na medida em que os pais têm filhos quando estão mais velhos, aumenta a chance de os bebês nascerem com problemas.
A equipe da BBC consultou cinco especialistas de diferentes áreas sobre qual seria a melhor idade para começar uma família, levando em consideração questões biológicas, sociológicas, planejamento familiar e diferenças de gênero.
1. Perspectiva biológica
Sarah Matthews, consultora de ginecologia no Hospital Portland, de Londres, e especialista em fertilidade, considera que, levando em conta apenas a biologia, a idade com menor risco de complicações na gravidez e no pós-parto é entre 25 e 29 anos.
Ela afirma que há muita falta de informação sobre fertilidade. As escolas que oferecem aulas de educação sexual, segundo a especialista, se concentram geralmente na prevenção da gravidez, e, por isso, muitos homens e mulheres entram na idade adulta sem ter nenhuma informação sobre fertilidade.
"Às vezes, recebo mulheres de 48, 49 anos que chegam à consulta com um novo companheiro, mas, como a menstruação delas está um pouco irregular, querem entender o que está acontecendo. E ficam completamente chocadas quando eu digo que elas estão entrando na menopausa e, por isso, já não podem mais ter filhos", contou.
"Os tratamentos de fertilidade in vitro podem aumentar as chances de se conceber, mas não podem fazer o relógio voltar para trás."
2 - Perspectiva social
A socióloga Melinda Mills, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirma que, do ponto de vista social, há mais benefícios quando os casais escolhem ter filhos mais tarde.
"Entendo e concordo com a perspectiva biológica, mas, pela perspectiva demográfica, o que vemos nos estudos é que, quando os casais retardam a formação de uma família, há um aumento de renda para eles de cerca de 10% por cada ano postergado. Isso é notável."
"Por isso, diria que a melhor idade seria 30 anos ou um pouco mais."
Ela cita vantagens: há estudos que mostram que os filhos de mulheres mais velhas atingem níveis educacionais melhores e têm um desenvolvimento cognitivo maior.
Os motivos para isso não estão na idade, mas, em geral, na questão socioeconômica. Os pais tendem a ter uma maior estabilidade em seus empregos e a ter condições financeiras melhores quando são velhos, por conta da experiência que acumularam no mercado de trabalho.
3 - Perspectiva de Gênero
Para Sophia Walker, líder do Partido da Igualdade das Mulheres no Reino Unido, "nunca há um bom momento para ter filhos".
Isso porque, para as mulheres, "existem barreiras estruturais que fazem com que ter filhos seja uma decisão muito, muito difícil", afirma Walker, que também é mãe.
"Pensava que teria muitas opções e, depois que tive filhos, descobri que não era assim, tudo se tornou muito pior. E nenhum dos homens com quem eu trabalho parece viver os mesmos problemas na paternidade."
Walker cita o custo de creches para as crianças, a diferença salarial entre homens e mulheres e o impacto nas carreiras das mães pela falta de flexibilidad para dividir as tarefas nos cuidados dos filhos como fatores que têm um grande impacto sobre a decisão de se ter filhos ou não.
Ela ressalta que, enquanto essas questões não forem resolvidas, o tema da natalidade seguirá afetando a economia dos países e, principalmente, a situação da mulher na sociedade.
4 - Perspectiva demográfica
Heather Joshi, especialista em demografia econômica na Universidade de Londres, também diz que "não há idade ideal": "Acho que a melhor resposta para isso é: quando você se sentir pronta."
"Não acredito que há muitas mulheres com menos de 20 anos de idade que estejam prontas como as de 30. Mas as mulheres com 30 anos enfrentam a questão biológica, de ser mais díficil engravidar conforme ficam mais velhas", pontua.
Por outro lado, Joshi observa que casais mais jovens acabam não conversando sobre suas intenções de formar uma família na primeira fase da relação, quando ainda estão na casa dos vinte anos.
É comum que eles descubram depois que têm expectativas diferentes - e isso acaba retardando o momento em que terão filhos.
5 - Perspectiva de planejamento familiar
Adam Balen, especialista em medicina reprodutiva da Universidade de Leeds e diretor da Sociedade Britânica de Fertilidade, afirma que "a fertilidade natural vai piorando com a idade tanto nas mulheres, quanto nos homens".
"Mas é claro que o efeito maior ocorre nas mulheres, que nascem com um número determinado de óvulos e os vão perdendo ao longo da vida", diz.
"É difícil precisar qual seria a idade em que a fertilidade começa a diminuir de forma mais rápida e, obviamente, também há fatores genéticos envolvidos."
Em geral, quando perguntam qual seria a idade ideal para ter filhos, as pessoas estão pensando em ter mais do que um.
Há estudos recentes interessantes sobre isso: uma pesquisa feita na Holanda, por exemplo, concluiu que, se uma mulher quer ter 90% de chance de ter uma família com três filhos, ela precisa começar a tentar quando ainda tem 23 anos de idade.
Se ela quiser dois, o ideal seria começar quanto tem por volta de 27 anos. E, se quiser somente um, pode começar a tentar quando tiver 32.
Fonte: BBC Brasil

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Astronauta registra visão impressionante de aurora boreal da Estação Espacial

Imagem capturada do vídeo de divulgação
O astronauta da Nasa Jack Fischer compartilhou em seu Twitter um vídeo em time-lapse da aurora boreal vista a partir do espaço.
As imagens foram capturadas a partir da Estação Espacial Internacional, que viaja a pouco mais de 28 mil km/h em uma órbita a 402 km acima da Terra.
O fenômeno ocorre quando partículas de vento solar entram em colisão com gases da atmosfera da Terra. É possível observar a aurora boreal nas regiões polares do planeta.
Fischer, natural do Texas (Estados Unidos), chamou a visão de “burrito de maravilhosidade em um molho incrível”. “Os molhos incríveis são os verdes”, disse ele no Twitter.
Fonte e mais informações em: BBC Brasil
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terça-feira, 25 de julho de 2017

Nova Tabela Periódica, com mais quatro elementos, é oficializada no Brasil


A decisão de confirmar os elementos Nihonium (Nh), Moscovium (Mc), Tennessine (Ts) e Oganesson (Og) foi uma homenagem à Sociedade Brasileira de Química. Imagem: IUPAC
Os quatro novos elementos da Tabela Periódica, que receberam seus nomes no ano passado, foram ratificados no Brasil durante o 46º Congresso Mundial de Química, que está sendo realizado pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) na cidade de São Paulo.
Os elementos 113, 115, 117 e 118 receberam os nomes de Nihonium (Nh), Moscovium (Mc), Tennessine (Ts) e Oganesson (Og), respectivamente, e estão alocados na sétima fila da Tabela Periódica. Os três primeiros poderão ser aportuguesados para nirrônio, moscóvio e tenessine, mas o oganesson deverá permanecer por ser uma referência a uma pessoa.
A validação de novos elementos meses depois de serem descobertos é uma cerimônia padrão da IUPAC, porém, desta vez, a entidade deixou para fazer a ratificação no Brasil, durante a Assembleia Geral da IUPAC.
"Vejam que o país de vocês é muito afortunado, pois esta é a primeira vez na história que quatro elementos são nomeados ao mesmo tempo e a confirmação será no Brasil. Isso é o nosso presente para o 40º aniversário da Sociedade Brasileira de Química", disse Natalia Tarasova, presidente da IUPAC.
Descobrir, nomear e ratificar novos elementos químicos são eventos muito raros. "É um processo complicado. Antes destes quatro elementos, outro havia sido descoberto cinco anos atrás. Mas acredito que o próximo possa demorar a vir. Essa é a minha expectativa," disse Natalia.
Para ela, a necessidade de ratificar os novos elementos está na importância da descoberta e de todo o processo de nomeação e inclusão dos elementos na Tabela Periódica. "Isso acontece porque é um esforço científico muito grande. Esses grupos trabalharam por 10 ou 15 anos para encontrar novos elementos e para provar que de fato são novos elementos. Pois algumas vezes na história ocorreram erros: acreditaram se tratar de um novo elemento, mas na realidade era um isótopo," disse.
O processo para nomear novos elementos químicos tem critérios bem definidos. O direito de dar o nome pertence aos descobridores. "Eles propõem o nome e existem comitês para checar se o nome soa bem em todos os idiomas do nosso planeta, se não há erro e então a assembleia geral o aprova," disse Natalia.
O elemento 113 recebeu o nome de Nihonium (Nh), proposto por cientistas do Instituto Riken, no Japão, que descobriram o novo elemento. O nome veio de Nihon, que é uma das duas maneiras de dizer Japão em japonês e que significa Terra do Sol Nascente - a outra é a forma oficial Nippon.
"Os pesquisadores que descobriram o Nihonium conseguiram obter apenas três átomos deste elemento. Em 15 anos, apenas três átomos! Você pode imaginar isso? Três átomos e esse é o novo elemento", disse Natalia.
O nome Moscovium (Mc) do elemento 115 é uma homenagem à cidade de Moscou, na Rússia, endereço do Joint Institute for Nuclear Research, onde os experimentos foram conduzidos.
O nome Tennessine (Ts) do elemento 117 reconhece a contribuição da região do Tennessee, nos Estados Unidos, incluindo a do Laboratório Nacional Oak Ridge, da Universidade Vanderbilt e da Universidade do Tennessee em Knoxville.
Por fim, na sétima linha, e em consonância com a tradição de honrar um cientista, o nome Oganesson (Og) do elemento 118 foi sugerido pela equipe de descobridores do Joint Institute for Nuclear Research (Rússia) e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (EUA). Eles resolveram fazer uma homenagem e reconhecer o trabalho do físico nuclear Yuri Oganessian (nascido em 1933) por suas contribuições pioneiras em pesquisas no campo de síntese e estudo de novos elementos químicos.
Os quatro elementos são elementos sintéticos, não encontrados na natureza, e que só podem ser produzidos em laboratório. A existência deles é extremamente curta. Sendo altamente radioativos, eles só se mantêm estáveis por alguns segundos ou até mesmo por um mero milissegundo, o que tornou a tarefa de confirmação da existência de cada um extremamente difícil.

Fonte: Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tecnologia da F-1 vai ajudar a salvar vidas de bebês doentes

Imagem: Williams/Divulgação
A tecnologia desenvolvida para os carros da Fórmula 1 já impactaram muitos outros setores além dos próprios automóveis, da aeronáutica ao ciclismo, do transporte público à análise de dados.
Chegou a hora dessa tecnologia ajudar a desenvolver um berço especial para bebês gravemente doentes.
A equipe Williams, que gasta mais de R$ 420 milhões a cada ano nos seus carros, está empregando seus conhecimentos técnicos e materiais para criar um tipo diferente de transporte para os bebês recém-nascidos que precisam de remoção urgente.
Chamado de Babypod 20, uma caixa leve e macia com uma tampa transparente e um interior altamente acolchoado, foi feito para transportar bebês que estão gravemente doentes seja por carro, ambulância ou helicóptero.
Ele pode parecer básico, mas é resultado de um processo de desenvolvimento intenso. O material usado no design - fibra de carbono - é o mesmo utilizado nos carros da F1.
O porta-bebê está sendo construído pela Williams Advanced Engineering, a irmã dos negócios do time da Fórmula 1. A empresa está trabalhando no projeto em parceria com a Advanced Healthcare Technology, uma companhia que desenvolve sistemas de transporte para bebês há vários anos.

O berço pode suportar um impacto equivalente a 20 vezes a força da gravidade. 
Imagem: Williams/Divulgação
Carregar recém-nascidos de um lugar para outro não é fácil. Eles precisam ser mantidos em uma temperatura constante e protegidos de vibração e barulhos enquanto são monitorados de perto por uma equipe médica.
No passado, eram usadas incubadoras. Mas elas são equipamentos pesados e desajeitados que demandam um fornecimento elétrico externo e muitas vezes veículos especialmente adaptados para carregá-las.
O novo berço pesa 9,1 kgs e ocupa relativamente pouco espaço, além de poder suportar o impacto de até 20 vezes a força da gravidade - para o caso de a ambulância que o estiver carregando se envolver em um acidente, por exemplo.
O porta-bebê já está sendo testado pelo Serviço de Transporte de Crianças (CATS, na sigla em inglês) do Hospital Infantil Great Ormond Street em Londres. Cada berço high-tech custa £ 5,000 (R$ 21,3 mil).
  
Fonte: Diário da Saúde
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Nós vivemos dentro de um gigantesco vazio cósmico?


O Universo conforme simulado pela Millennium Simulation, com seus filamentos e vazios. A Via Láctea está em um dos vazios da estrutura em grande escala do cosmos. Imagem: Millennium Simulation Project
Cosmologicamente falando, a Via Láctea e sua vizinhança parecem estar em uma região remota, afastada e distante dos grandes centros cósmicos.
Em um estudo observacional feito em 2013, Amy Barger e Ryan Keenan, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, concluíram que a nossa galáxia, no contexto da estrutura em larga escala do Universo, reside em um enorme vazio - uma região do espaço que contém muito menos galáxias, estrelas e planetas do que a média.
Agora, um novo estudo da mesma equipe não só dá suporte à ideia de que existimos em um dos buracos da estrutura parecida com um queijo suíço do cosmos, mas também ajuda a aliviar a discrepância entre as diferentes medições da constante de Hubble, a unidade que os cosmólogos usam para descrever a taxa em que o Universo está se expandindo hoje.
A discrepância na constante de Hubble vem do fato de que diferentes técnicas astrofísicas empregadas para medir a velocidade da expansão do universo dão resultados diferentes. "Não importa qual técnica você use, você deve obter o mesmo valor para a taxa de expansão do Universo hoje. Felizmente, viver num vazio ajuda a resolver essa tensão," explica o pesquisador Benjamin Hoscheit.
A razão para o alívio nas tensões é que um vazio - com muito mais matéria fora dele, exercendo uma atração gravitacional ligeiramente maior - afeta o valor da constante de Hubble medida com uma técnica que usa supernovas relativamente próximas, mas não terá efeito sobre o valor obtido por uma técnica que usa o Fundo Cósmico de Micro-ondas, uma radiação que se acredita ecoar desde o Big Bang.
Segundo Hoscheit, isto permite uma comparação direta entre a determinação "cósmica" da constante de Hubble e a determinação "local", derivada de observações da luz de supernovas relativamente próximas.
Um mapa do universo local feito pelo projeto SDSS (Sloan Digital Sky Survey). As áreas em laranja têm maiores densidades de aglomerados e filamentos de galáxias. Imagem: SDSS
Este novo estudo faz parte do esforço maior para entender melhor a estrutura em larga escala do Universo.
A estrutura do cosmos é parecida com um queijo suíço, no sentido de que é composta da matéria bariônica normal distribuída na forma de filamentos e vazios. Os filamentos são compostos de superaglomerados e aglomerados de galáxias, que por sua vez são compostos de estrelas, gás, poeira e planetas - a matéria escura e a energia escura, nunca observadas diretamente, devem responder por aproximadamente 95% dessa massa total.
O vazio que contém a Via Láctea, conhecido como o vazio KBC - em referência a Keenan, Barger e Lennox Cowie (Universidade do Havaí) -, é pelo menos sete vezes maior do que a média, com um raio que mede cerca de 1 bilhão de anos-luz e com a forma de uma esfera com uma "concha" cada vez maior composta de galáxias, estrelas e outros materiais - é o maior vazio cósmico conhecido pela ciência.
Os astrofísicos afirmam que a nova análise mostra que as primeiras estimativas do vazio KBC não são descartadas por outros dados observacionais realizados desde então.

Fonte: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

NASA divulga imagens inéditas de 'close' da grande mancha vermelha de Júpiter

Cientistas esperam que sobrevooo da Juno possa ajudar a desvendar segredos da Grande Mancha. Imagem:
NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Gerald Eichstä

A gência espacial americana, NASA, publicou nesta quinta-feira imagens inéditas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, feitas pela sona Juno na semana passada.

A espaçonave sobrevoou a cerca de apenas 10 mil km de altura a imensa e violenta tempestade que há séculos assola o maior plante do sistema solar.

De acordo com cálculos dos cientistas, a Grande Mancha é duas vezes maior que a Terra e seus ventos sopram a mais de 640 km por hora.

Viajando a uma velocidade de 50 km por segundo, a Juno recolheu informações que a Nasa acredita serem fundamentais para entender o fenômeno que astrônomos observam desde o início do século 19.

Tempestade pode ter sido observada pela primeira vez no século 17. Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin Gill
Cientistas calculam que mancha tenha 16 mil quilômetros de diâmetro - o da Terra tem 12,7 mil km. Imagem: NASA

Fonte e mais informações em: BBC Brasil
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Por que provavelmente nunca encontraremos vida em Marte


Compostos presentes na superfície de Marte formam "coquetel tóxico", dizem cientistas. Imagem: NASA
Sabe-se que Marte, o "Planeta Vermelho", tem um dos ambientes mais inóspitos do Sistema Solar.
Mas agora cientistas dizem que sua superfície é muito menos acolhedora do que se acreditava.
Análises feitas em laboratórios com compostos presentes em Marte mostraram que a superfície do planeta contém um "coquetel tóxico" de produtos químicos que podem destruir qualquer organismo vivo.
Jennifer Wadsworth e Charles Cockell, pesquisadores da pós-graduação em Astrobiologia da Universidade de Edimburgo, na Escócia, realizaram os experimentos com partículas conhecidas como "percloratos".
Esses compostos, encontrados naturalmente e sinteticamente na Terra, são abundantes no solo de Marte, segundo confirmado por missões da NASA que detectaram as substâncias em diversas partes do "planeta vermelho".
Os pesquisadores descobriram que os compostos são capazes de matar culturas da bactérias Bacillus subtilis, que representa o modo de vida básico.
À temperatura ambiente, os percloratos são compostos estáveis, mas em temperaturas elevadas tornam-se ativos.
Os cientistas queriam estudar qual seria a reação dos percloratos em temperaturas extremamente frias, como as de Marte.
Simulando as condições da superfície do planeta, que é banhado por luz ultravioleta, mas não de calor, descobriram que os compostos também podem ser ativados nessa situação.
Nos experimentos, os percloratos tornaram-se potentes bactericidas capazes de matar esses seres em minutos, esterilizando as superfícies do meio estudado, afirmam os pesquisadores.
As estruturas celulares das bactérias perderam rapidamente sua viabilidade, acrescentaram.
Missões a Marte comprovaram presença de água, mas descoberta recente diz que componentes de sua superfície impedem a vida. Imagem: Getty Images
Os resultados foram ainda mais dramáticos quando os pesquisadores adicionaram óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio, comuns na superfície de Marte.
Em um período de 60 segundos, a combinação de percloratos irradiadados, óxidos de ferro e peróxido de hidrogênio aumentou em dez vezes a taxa de morte das B. subtilis em comparação com as que tinham sido expostas apenas à radiação ultravioleta.
Isto sugere, segundo o estudo, que o planeta "é muito mais sombrio do que se pensava".
Os cientistas dizem que a descoberta tem muitas implicações para a busca por vida no Planeta Vermelho.
"Os dados mostram que os efeitos combinados de pelo menos três componentes da superfície marciana, ativados pela fotoquímica da superfície, fazem com que a superfície atual seja muito menos habitável do que se pensava previamente", escrevem os pesquisadores no estudo publicado na revista especializada Scientific Reports.
"E demonstram a baixa probabilidade de sobrevivência de contaminantes biológicos liberados por missões robóticas e humanas", acrescentam.
Nova missão a Marte deve começar em 2020, para analisar seu solo mais profundamente. Imagem: NASA
Wadsworth e Cockell afirmam que novas missões devem começar a perfurar camadas mais profundas do planeta para descobrir se a vida existiu ou existe lá.
"Se queremos encontrar vida em Marte, precisamos levar essa descoberta em conta", disse Wadsworth à agência de notícias AFP
"É preciso ver se podemos encontrar a vida abaixo da superfície, em lugares que não seriam expostos a essas condições."
Segundo os cientistas, o ambiente onde poderia haver mais chance de vida estaria a dois ou três metros abaixo da superfície, onde qualquer organismo conseguisse proteger-se da intensa radiação.
"Nessas profundezas, é possível que a vida marciana possa sobreviver", disse Wadsworth.
Uma nova missão para Marte, da sonda da Europa e da Rússia, ExoMars, está programada para viajar até o planeta em 2020.
Seu objetivo será procurar sinais de vida e levar uma broca para alcançar uma profundidade de até dois metros.


Matéria colhida na íntegra em: BBC Brasil
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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Selfies: Eu me adoro e estou aqui para lhe mostrar


Ninguém compartilha uma selfie para se esconder.
Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay
A aparência é quase tudo quando se trata de selfies.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) rastrearam 2,5 milhões de postagens de selfies no Instagram para determinar quais tipos de "declarações de identidade" fazem as pessoas tirar selfies e compartilhá-lhas, para entender melhor o fenômeno fotográfico e a forma como as pessoas formam suas identidades on-line.
Quase 52% de todas as selfies caíram na categoria de aparência: fotos de pessoas que mostravam sua maquiagem, roupas, lábios etc - as fotos sobre o visual são duas vezes mais populares do que as outras 14 categorias combinadas.
Após as aparências, as selfies sociais com amigos, companheiros e animais de estimação foram as mais comuns, somando 14%. Depois vieram fotos étnicas (13%), viagens (7%) e saúde e atividades físicas (5%).
Na pesquisa, foi destacada a elevada presença da etnicidade, selfies sobre a origem ou nacionalidade de uma pessoa, uma indicação de que as pessoas se orgulham de seus antecedentes. Eles também constataram que a maioria das selfies são fotos individuais, e não em grupo.
No geral, mais de 57% das fotos são postadas no Instagram por pessoas na faixa entre 18 e 35 anos, algo que os pesquisadores dizem não ser muito surpreendente, dada a demografia da plataforma de redes sociais. A faixa etária de menos de 18 anos postou cerca de 30% das selfies, enquanto as pessoas acima dos 35 anos compartilharam fotos com menos frequência (13%). A aparência foi o item mais popular em todas as faixas etárias.
"Assim como nos outros canais de mídia social, [na postagem de fotos] as pessoas projetam uma identidade que promove sua riqueza, saúde e atratividade física," disse a pesquisadora Julia Deeb-Swihart. "Com as selfies, decidimos como nos apresentar ao público, e o público decide como ele nos percebe".

Fonte: Diário da Saúde
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A estratégia da Nasa para, pela 1ª vez, desviar um asteroide que passará perto da Terra


A Nasa planeja atingir o asteroide Didymos para provar sua técnica de deflexão. Imagem:
NASA/JHUAPL

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, prepara a ambiciosa missão de desviar um asteroide que passará perto da Terra.
O alvo é um asteroide chamado Didymos ("gêmeo" em grego), que conta com um sistema binário, ou seja, dois corpos: o Didymos A tem aproximadamente 780 metros de comprimento, e o Didymos B, um corpo menor que o envolve, tem uns 160 metros.
A previsão dos cientistas é de que esse asteroide passe relativamente perto da Terra, em torno de 11 milhões de quilômetros de distância, em outubro de 2022 e depois em 2024. Quando a Nasa quer colocar em prática a primeira missão para demonstrar uma técnica de deflexão, isto é, de desvio do asteroide para proteger o planeta.
"O risco de impacto do asteroide é real, pergunte aos dinossauros", diz à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) Jean Luc Margot, professor de astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Diferente de outros perigos naturais como furacões, erupções vulcânicas, terremotos, etc, os impactos dos asteroides podem ser evitados com a tecnologia atual."
No momento, a Nasa trabalha no design do Teste de Redirecionamento do Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês).
"O DART será a primeira missão da Nasa para colocar na prática o que é conhecido como técnica de pêndulo cinético - bater no asteroide para mudar sua órbita - a fim de defender a Terra de um possível impacto futuro", explica Lindley Johnson, especialista em defesa planetária da Nasa em Washington.
O DART bateria contra o asteroide menor, o Didymos B, para mudar sua órbita. Imagem:
NASA/JHUAPL
Os cientistas da agência espacial acreditam que o Didymos é a melhor oportunidade para testar esse novo projeto, que ainda se encontra em uma fase preliminar.
"Um asteroide binário é o laboratório natural perfeito para esse teste", diz Tom Statler, cientista do programa do DART, em comunicado da Nasa. "O fato de o Didymos B estar em órbita ao redor do Didymos A faz com que seja mais fácil ver os resultados do impacto e garante que o experimento não mude a órbita da ambos ao redor do Sol."
Para o professor Margot, a escolha desse asteroide é boa porque ele é relativamente acessível para aeronaves espaciais e é possível medir as mudanças com imagens de radar.
Segundo a Nasa, o DART atingirá o Didymos B, o asteroide menor, "a uma velocidade de 6 km por segundo, nove vezes mais rápido que uma bala".
Com esse teste, os cientistas poderão avaliar a mudança resultante na órbita de Didymos B ao redor de Didymos A. Isso permitirá determinar as capacidades do impacto cinético como uma estratégia de mitigação de asteroides.
Com esse projeto, a NASA quer provar que pode proteger a terra de futuros asteroides. Imagem:
Pitris/iStock
"O DART é um passo crítico para demonstrar que podemos proteger nosso planeta de um impacto futuro de asteroides", diz Andy Cheng, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland (EUA), que também participa do projeto.
Segundo o professor Margot, a iniciativa está dentro das capacidades tecnológicas dos Estados Unidos, mas pode enfrentar o risco de cortes orçamentários.
"Se os responsáveis pelo orçamento não apoiarem o projeto, poderão ser considerados culpados pela perda de vidas e bens em caso de um impacto grande de um asteroide", opina Margot.

Fonte: BBC Brasil
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Os sete planetas mais extremos já descobertos

Ilustração artística da estrela KELT-9 (esquerda) e do seu planeta superquente KELT-9b (direita).[Imagem: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (IPAC)]
Planetas extremos
Astrônomos descobriram recentemente o planeta mais quente já encontrado - com uma temperatura superficial maior do que a de algumas estrelas.
À medida que a caça aos planetas fora do nosso Sistema Solar continua, já descobrimos muitos outros mundos com características extremas.
E a exploração do nosso próprio Sistema Solar também revelou alguns concorrentes muito estranhos.
Aqui estão sete dos mais extremos.
O planeta mais quente
A temperatura de um planeta depende principalmente de quão perto ele está da sua estrela hospedeira - e de quão quente essa estrela queima. Em nosso próprio Sistema Solar, Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, ficando a uma distância média de 57.910.000 km. As temperaturas no seu dia são de cerca de 430° C, enquanto o próprio Sol tem uma temperatura superficial de 5.500° C.
Mas estrelas mais maciças do que o Sol queimam mais quente. A estrela HD 195689 - também conhecida como KELT-9 - é 2,5 vezes mais maciça do que o Sol e tem uma temperatura superficial de quase 10.000° C. Um dos seus planetas, o KELT-9b, está muito mais perto da sua estrela hospedeira do que o Mercúrio está do Sol.
É por isso que ele é o mais quente que conhecemos, passando dos 4.300º C durante o dia - mais quente do que a maioria das estrelas, e apenas cerca de 1.100º C mais frio do que o nosso próprio Sol.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
O OGLE-2005-BLG-390Lb é tão frio que qualquer gás em sua atmosfera já se congelou e está como um sólido em sua superfície. [Imagem: ESO]
O planeta mais frio
Com uma temperatura de apenas 50 graus acima do zero absoluto (-223° C), o exoplaneta OGLE-2005-BLG-390Lb leva o título do exoplaneta mais frio que se conhece.
Com cerca de 5,5 vezes a massa da Terra, ele provavelmente também é um planeta rochoso. Embora não esteja muito distante da sua estrela hospedeira, com uma órbita que o colocaria em algum lugar entre Marte e Júpiter em nosso Sistema Solar, sua estrela hospedeira é uma estrela de pequena massa, conhecida como anã vermelha.
Esse planeta de nome enigmático é popularmente chamado de Hoth, em referência a um planeta gelado da saga Star Wars. Contrariamente ao planeta ficcional, no entanto, ele não é capaz de sustentar atmosfera porque é tão frio que a maior parte dos seus gases virou gelo sólido.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
O maior planeta que se conhece é quase 30 vezes maior que Júpiter. [Imagem: NASA/G. Bacon (STScI)]
O maior planeta
Estrelas comuns como o Sol queimam fundindo hidrogênio em hélio. Mas há uma forma de estrela, chamada anã marrom, que é suficientemente grande para iniciar alguns processos de fusão, mas não suficientemente grande para sustentá-los.
O exoplaneta DENIS-P J082303.1-491201 b, com um um apelido igualmente impronunciável de 2MASS J08230313-4912012 b - tem 28,5 vezes a massa de Júpiter, o que o torna o planeta mais maciço listado no arquivo de exoplanetas da NASA.
É tão grande que se discute se ele é realmente um planeta - seria um gigante gasoso da classe Júpiter - ou se deveria ser classificado como uma estrela anã marrom. Ironicamente, sua estrela hospedeira é uma anã marrom.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
O menor exoplaneta já descoberto é do tamanho da Lua. [Imagem: NASA/Ames/JPL-Caltech]
O menor planeta
Apenas um pouco maior do que a nossa Lua e menor do que Mercúrio, o Kepler-37b é o menor exoplaneta já descoberto.
Um mundo rochoso, ele está mais perto da sua estrela hospedeira do que Mercúrio está do Sol. Isso significa que o planeta é muito quente para manter água líquida e, portanto, vida em sua superfície.
O planeta mais velho
O exoplaneta PSR B1620-26 b, com seus 12,7 bilhões de anos, é o planeta mais antigo que se conhece.
Um gigante gasoso com 2,5 vezes a massa de Júpiter, ele aparentemente existe desde sempre - nosso Universo tem calculados 13,8 bilhões de anos, apenas um bilhão de anos mais velho do que o exoplaneta.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
O exoplaneta Próxima b não tem nada de extremo, mas é o exoplaneta mais próximo da Terra. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]
O planeta mais jovem
O sistema planetário V830 Tauri tem apenas 2 milhões de anos de idade.
A estrela hospedeira tem a mesma massa que o nosso Sol, mas o dobro do raio, o que significa que ainda não se contraiu completamente na sua forma final.
O planeta - um gigante gasoso com três quartos da massa de Júpiter - também provavelmente ainda está crescendo. Isso significa que ele está adquirindo mais massa colidindo frequentemente com outros corpos planetários, como asteroides em seu caminho - o que o torna um lugar pouco seguro.
Os sete planetas mais extremos já descobertos
A maior onda do Sistema Solar fica em Vênus. [Imagem: Tetsuya Fukuhara et al. - 10.1038/ngeo2873gra]
O planeta com pior clima
Como os exoplanetas estão muito longe para que possamos observar seus padrões climáticos, neste quesito devemos voltar nossos olhos para o nosso próprio Sistema Solar.
Então, o título de planeta com pior clima vai para Vênus. Um planeta do mesmo tamanho da Terra, ele está envolto em nuvens de ácido sulfúrico. A atmosfera se move em torno do planeta muito mais rápido do que o planeta gira, com ventos atingindo velocidades de furacão de 360 km/h. Ciclones de olhos duplos giram constantemente acima de cada pólo.
Sua atmosfera é quase 100 vezes mais densa que a da Terra e é composta por mais de 95% de dióxido de carbono. O efeito estufa resultante cria temperaturas de pelo menos 462° C na superfície, que é realmente mais quente do que Mercúrio. Embora seja seco e hostil à vida, o calor pode explicar por que Vênus tem menos vulcões do que a Terra.
Matéria colhida na íntegra em Inovação Teconólogica
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