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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Bem-estar na maturidade: Psicológico é mais importante que físico


O nível de bem-estar dos idosos é determinado sobretudo pelos fatores psicossociais.
Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay
De forma um tanto surpreendente, o bem-estar na terceira idade depende sobretudo dos fatores psicossociais. As deficiências físicas, decorrentes de doenças ou do próprio envelhecimento, tendem a desempenhar um papel secundário.
"O envelhecimento por si mesmo não está inevitavelmente associado a um declínio no humor e na qualidade de vida. Em vez disso, são fatores psicossociais, como a depressão ou a ansiedade, que prejudicam o bem-estar subjetivo. E, no caso das mulheres, viver sozinha também desempenha um papel importante," relata o professor Karl-Heinz Ladwig, que fez esta pesquisa com seus colegas do Centro Helmholtz e da Universidade Técnica de Munique (Alemanha).
Para chegar a essas conclusões, o Prof. Ladwig e sua equipe basearam-se em dados provenientes de cerca de 3.600 voluntários, com uma idade média de 73 anos, que participaram de um estudo chamado KORA-Age, sendo monitorados por quase 30 anos, da meia-idade até a terceira idade.
"O que tornou este estudo particularmente interessante foi o fato de que o impacto do estresse sobre o bem-estar emocional foi analisado em um contexto mais amplo e não clínico," explicou Karoline Lukaschek, coautora do trabalho. "Nosso estudo, portanto, incluiu explicitamente ansiedade, depressão e distúrbios do sono."
Mesmo com os voluntários sendo acompanhados em relação a todos os aspectos de sua saúde, as causas mais importantes para o bem-estar subjetivo revelaram ser principalmente fatores psicossociais: acima de tudo, a depressão e os transtornos de ansiedade tiveram o maior efeito negativo em um bem-estar que, na linha de base, se mostrou bastante elevado. Ter baixo rendimento financeiro e problemas de sono também tiveram um efeito negativo.
Mesmo uma saúde física fraca, envolvendo, por exemplo, baixa atividade física ou a chamada multimorbidade, mostraram ter pouco impacto na satisfação com a vida relatada pelos participantes. Entre as mulheres, viver sozinha também aumentou significativamente a probabilidade de uma baixa sensação de bem-estar.
"Os resultados deste estudo demonstram claramente que serviços e intervenções adequados podem desempenhar um papel importante para as pessoas idosas, especialmente para as mulheres mais velhas que vivem por conta própria," afirma o professor Ladwig. "E isso é ainda mais importante dado que sabemos que altos níveis de bem-estar subjetivo estão ligados a um menor risco de mortalidade".

Fonte: Diário da Saúde
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